sexta-feira, julho 10, 2026

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Pescadores do Norte recebem auxílio extraordinário a partir de segunda


O pagamento de auxílio extraordinário aos pescadores de municípios da região Norte afetados pela seca ou estiagem terá início nesta segunda-feira (6). A data de depósito depende do número final do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do pescador. Cerca de 195 mil pescadores profissionais artesanais serão beneficiados com a parcela única de de R$ 2.824.

O Auxílio Extraordinário Pescador foi instituído pela medida provisória n.º 1.277, de novembro de 2024, para atender à comunidade pesqueira que recebe o Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal e que mora em municípios do Amapá, Amazonas e Pará, em situação de emergência decorrente de seca ou estiagem oficialmente reconhecida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Os contemplados tiveram o Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal (Seguro-Defeso) concedido até 29 de novembro de 2024, e são pescadores que não foram amparados pela medida provisória anterior, nº 1.263, editada em outubro de 2024.

Depósito aos pescadores

O valor do auxílio extra será depositado na conta corrente ou na poupança social digital aberta automaticamente pela Caixa Econômica Federal, em nome dos cerca de 195 mil beneficiários pela medida.

A data de depósito – de segunda a sexta-feira (10) – será determinada pelo número do final de CPF.

  • 6/1/2025: finais 0 e 1;
  • 7/1/2025: finais 2 e 3;
  • 8/1/2025: finais 4 e 5;
  • 9/1/2025: finais 6 e 7;
  • 10/1/2025: finais 8 e 9.

A movimentação da poupança social digital é realizada pelo aplicativo Caixa Tem, disponível para smartphone, que permite pagar contas, fazer transferências e compras com o cartão de débito virtual.

Municípios

Os pescadores da região Norte contemplados por esta segunda medida provisória são dos seguintes municípios afetados pela seca:

Amapá

Santana, Macapá, Laranjal do Jari, Mazagão, Vitória do Jari, Amapá, Tartarugalzinho, Pracuúba, Itaubal, Calçoene, Oiapoque, Ferreira Gomes, Cutias, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande e Serra do Navio.

Amazonas

Autazes, Codajás, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Novo Airão, São Gabriel da Cachoeira, Nhamundá, Itapiranga, Nova Olinda do Norte, São Sebastião do Uatumã e Barreirinha.

Pará

Cametá, Mocajuba, Baião, São Sebastião da Boa Vista, Ponta de Pedras, Curralinho, Tucuruí, Oeiras do Pará, Breu Branco, Bagre, Chaves, Acará, Almeirim, Anajás, Santa Cruz do Arari, Novo Repartimento, Senador José Porfírio, Vitória do Xingu, Altamira, Rio Maria, Itaituba, Pacajá, São Geraldo do Araguaia, Faro, Anapu, Ipixuna do Pará, Concórdia do Pará, Capitão Poço, Ourém, Xinguara, Nova Esperança do Piriá, Santa Luzia do Pará, Bom Jesus do Tocantins, Belterra e Sapucaia.



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municípios de SP têm deslizamentos e alagamentos


O município de Salesópolis, em São Paulo, registrou ocorrências de deslizamento de terra neste fim de semana, o que levou ao desabamento parcial do Hotel Vale das Nascentes, localizado no km 5 da Estrada da Roseira. Houve também deslizamento de talude na mesma via, próximo ao Morro Grande, e na Estrada da Barra.

Segundo a Defesa Civil do estado de São Paulo, as vias permaneciam interditadas na manhã deste domingo (5), até que seja feita a remoção do material. Não houve relatos de vítimas.

Dados coletados às 6h55 deste domingo pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que os maiores acumulados nas 24 horas anteriores foram nos seguintes municípios e áreas:

  • Salesópolis (Ponte Nova): 80 milímetros (mm);
  • São Sebastião (Maresias): 65 mm;
  • Caraguatatuba (Fazenda Serra Mar): 64 mm;
  • Barra do Turvo (Centro): 63 mm;
  • São Sebastião (Barra do Una): 57 mm;
  • São Sebastião (Juquehy): 55 mm; e
  • Santos (Nova Cintra): 54 mm.

Em Caraguatatuba, houve registro de pontos de alagamentos de vias públicas provocados por grande volume de água pluvial. Os bairros mais afetados são centro (Avenida da Praia), Aruã, Poiares, Pinta, Rio do Ouro e Perequê-Mirim. A Defesa Civil informou que algumas moradias ficaram alagadas momentaneamente, mas sem registro de vítimas, desalojados ou desabrigados.

Em Peruíbe (Parque do Trevo), que registrou 45 mm, houve, em vias públicas, erosões provocadas por enxurradas, uma queda de árvore e pontos de alagamentos no bairro Guaraú. Uma família ficou desalojada e foi encaminhada para casa de parentes.

Na tarde de sábado (4), foram registrados 44 chamados para quedas de árvores no município de Campinas. Os bairros mais afetados foram Parque Taqueral, Parque Alto Taqueral, Jardim Proença, Loteamento Vila Lafayette Álvaro, Vila Costa e Silva, Vila Miguel Vicente Cury e Parque São Martino.

Na Rua dos Pacães, uma das árvores atingiu o telhado de uma residência, que passou por vistoria técnica e ficou interditada preventivamente. Quatro pessoas ficaram desalojadas e foram encaminhadas para a casa de parentes.

Em Americana, foram registrados 30 chamados para quedas de árvores em vias públicas, sendo que algumas atingiram a rede elétrica. Os bairros mais afetados foram Ipiranga, Cidade Jardim e Jardim Brasília. A companhia de energia elétrica foi acionada e enviou técnicos aos locais afetados. Não houve relato de pessoa ferida, desabrigada ou desalojada, e nenhuma residência foi atingida.



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Mel de cidade de SP ganha mercado nacional com certificação



O Serviço Municipal de Inspeção (SIM) de Atibaia, no interior de São Paulo, foi integrado ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), permitindo que agroindústrias de mel locais comercializem seus produtos em todo o território nacional.

A autorização, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no dia 26 de dezembro, marca um avanço significativo para o município, que anteriormente tinha restrição de vendas apenas para o mercado local.

Com a certificação, sete empresas de Atibaia já estão aptas a comercializar seus produtos em nível nacional, incluindo a MBee, agroindústria especializada em mel e gastronomia. Segundo Eugênio Basile, representante da MBee, a integração ao Sisbi-POA é um divisor de águas para a empresa, que prevê um crescimento de 20% a 25% em 2025.

“Atibaia foi o primeiro emissor de um SIM de méis para abelha nativa no estado de São Paulo”, conta Basile.

Além do mel, o município pretende ampliar a certificação para incluir outros produtos de origem animal, como queijos e embutidos, que possuem grande potencial de mercado nos grandes centros urbanos.

Processo de certificação

O processo para a integração ao Sisbi-POA levou cerca de dois anos e meio, incluindo ajustes no Serviço Municipal de Inspeção. A prefeitura de Atibaia investiu em estrutura, contratação de médico veterinário, veículos e equipamentos. Segundo o secretário de Agricultura de Atibaia, Gabriel Sola, a cidade também recebeu suporte técnico do Mapa e estudou experiências de outros municípios para cumprir os requisitos do programa.

Atibaia é a 10ª cidade do estado de São Paulo a conquistar a certificação de forma individual. Outros dois consórcios intermunicipais no estado também realizam inspeções pelo Sisbi-POA.

Impacto para o município

De acordo com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a integração ao Sisbi-POA estimula o desenvolvimento local, gerando emprego e renda. O programa, instituído em 2006, busca padronizar os procedimentos de inspeção e garantir a segurança alimentar.

Desde 2023, a gestão federal intensificou o processo de certificação, com mais de 1,5 mil municípios em processo de integração ao Sisbi-POA. O objetivo é ampliar o número de cidades certificadas, saindo de 300 para quase 2 mil em todo o país.



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oferta à agricultura familiar por meio do Venda em Balcão cresce 70% em 2024



As vendas de milho para pequenos criadores, por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), alcançaram 111,9 mil de toneladas em 2024, o que corresponde a um aumento de 70% em comparação com o ano anterior (65,9 mil toneladas). Segundo a estatal, foi o melhor resultado dos últimos quatro anos.

Conforme a Conab, o crescimento nas vendas se deu principalmente pelo aumento no número de clientes do programa. Em 2024, foram atendidos pelo ProVB 11.886 criadores, um aumento de aproximadamente 50% em relação ao ano anterior.

O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos, disse em comunicado que “o ProVB fornece alimentação animal para pequenos criadores da agricultura familiar inseridos nas cadeias de produção de carnes, leite e ovos. Para alcançar estes resultados, buscamos nos aproximar mais dos criadores, realizando do parcerias com os municípios para ampliar os pontos de venda e facilitar o acesso”.

Entre os estados, destaque para o crescimento de vendas no Piauí, saindo de 9,85 mil toneladas em 2023 para 19,46 mil toneladas em 2024, uma alta de 98%. Com esse resultado, o estado nordestino registrou o maior volume comercializado no último ano, passando o Ceará.

Para este ano, a tendência é que os atendimentos continuem crescendo. A expectativa da companhia é que sejam comercializadas 131,4 mil toneladas de milho. Se confirmado o resultado, o crescimento será de 17%.

Na sexta-feira (3), foi publicada a Portaria Interministerial Mapa/MF/MDA nº 21/2024, que estabelece os limites orçamentários para a comercialização do cereal por meio da Conab, que permite a retomada das vendas do produto pela estatal. O documento autoriza a Conab a comprar até 50 mil toneladas do grão, por meio de leilão público, para atender o Programa, e estipula o limite de até R$ 144,2 milhões para a equalização de preços na venda do milho, nas operações do ProVB.



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Chuvas de mais de 100 mm atingem áreas do país na semana; veja previsão do tempo



A previsão do tempo para o período de 6 a 10 de janeiro indica condições variadas em todas as regiões do Brasil. Enquanto o Norte e o Centro-Oeste devem receber chuvas intensas devido à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que é uma extensa faixa de nuvens, o Sul enfrentará calor e seca, com impactos significativos na agricultura.

No Nordeste, a chuva alivia a seca em áreas críticas, e no Sudeste, o clima será misto, com chuvas localizadas e períodos de sol.

Confira as condições climáticas em todo o Brasil nesta semana, com informações da Climatempo e análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller:

Sul

A infiltração marítima traz umidade para o leste de Santa Catarina e do Paraná, com sol pela manhã e pancadas de chuva moderadas a fortes à tarde.

No Rio Grande do Sul, o tempo firme e seco predomina na maior parte do estado, com temperaturas chegando a 34 °C, prejudicando lavouras de soja e milho no oeste e sul. Atenção ao risco de incêndios nessas áreas.

As chuvas se concentram na faixa litorânea de Santa Catarina e Paraná, com acumulados de até 40 mm, podendo ocorrer trovoadas e rajadas de vento acima de 50 km/h.

Sudeste

O início da semana será ensolarado na maior parte da região, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e Espírito Santo. Pancadas de chuva moderadas a fortes são esperadas à tarde.

No norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, a frente fria estacionária provoca chuvas volumosas, com acumulados que podem ultrapassar 100 mm, aumentando o risco de alagamentos e deslizamentos.

No sul de Minas Gerais e São Paulo, os dias mais ensolarados favorecem as atividades agrícolas, com precipitações acumuladas de até 40 mm, que não devem provocar impacto.

Centro-Oeste

As chuvas serão irregulares no norte de Mato Grosso do Sul, enquanto a ZCAS mantém condições de chuva persistente em Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal.

O centro-sul de Mato Grosso do Sul enfrentará calor intenso, com máximas de até 38 °C, elevando o risco de incêndios.

Em Goiás e Mato Grosso, os acumulados de chuva podem ultrapassar 100 mm, ajudando no desenvolvimento das lavouras em fase de enchimento de grãos, mas dificultando as operações agrícolas.

Nordeste

A frente fria no Espírito Santo e sul da Bahia organiza um corredor de umidade, provocando chuvas frequentes no Maranhão, Piauí e oeste da Bahia. Há risco de pancadas de moderada a forte intensidade na costa norte da região, pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Já pancadas moderadas são esperadas entre Salvador (BA) e Natal (RN).

Acumulados entre 70 e 120 mm beneficiarão os produtores em áreas com restrição hídrica, favorecendo a recuperação de pastagens e aliviando o calor.

Norte

A ZCAS mantém o tempo instável, com pancadas de chuva acompanhadas de raios e trovoadas em boa parte da região. Roraima será a exceção, com tempo seco e calor.

Os acumulados variam entre 60 e 100 mm em outros estados, favorecendo as lavouras recém-implantadas e normalizando os níveis dos rios para trafegabilidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas e estiagem impactam produção de uva



Estiagem e pragas comprometem colheita antecipada




Foto: Arquivo Agrolink

Segundo Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (2), no Rio Grande do Sul, a produção de uva enfrenta desafios climáticos que devem comprometer os rendimentos em diversas regiões. As condições meteorológicas adversas, incluindo chuvas intensas e estiagem, afetaram a floração e favoreceram o ataque de insetos, prejudicando as lavouras.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, no município de Candiota, a expectativa é de uma redução de 25% na produção das variedades de uva de mesa. De acordo com o levantamento, o tamanho reduzido dos cachos é resultado das fortes chuvas e das baixas temperaturas registradas na primavera, período crítico para a floração e formação dos frutos.

Em Santa Rosa, a colheita das variedades precoces, especialmente as uvas brancas, está mais adiantada em pomares domésticos. No entanto, os viticultores enfrentam um novo desafio com o aumento do ataque de abelhas, vespas e marimbondos nas bagas. A escassez de outras fontes de alimentação para esses insetos, ocasionada pela estiagem prolongada nas últimas semanas, tem atraído as pragas para os parreirais.





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Produtores de amendoim podem perder R$ 300 milhões ao ano, alerta setor


O estado de São Paulo é responsável por 93% da produção nacional de amendoim. Contudo, esse protagonismo pode estar em jogo, alertam a Associação dos Produtores, Beneficiadores, Exportadores e Industrializadores de Amendoim do Brasil (Abex-BR) e a Câmara Setorial do Amendoim.

Isso porque o governo do estado apresentou o Ofício nº 24/2024 em 17 de dezembro de 2024 que visa a revogação do Artigo 351-A do RICMS e deve ser votado no início de fevereiro de 2025 pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com previsão de entrada em vigor imediatamente.

Na prática, o Artigo 351-A, aprovado pelo Decreto nº 45.490/2000, estabeleceu o adiamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas saídas internas de amendoim, prática que, conforme o setor, reduziu custos imediatos e fomentou a competitividade da cadeia produtiva.

Para a Abex-BR e a Câmara Setorial da planta, revogar esse dispositivo comprometerá a competitividade e sustentabilidade do setor, afetando diretamente produtores, beneficiadores e cooperativas.

Impactos econômicos ao setor do amendoim

As entidades do setor afirmam que a aprovação do Ofício nº 24/2024 trará sérias consequências:

  • R$ 300 milhões ao ano deixarão de circular no setor produtivo e serão retidos via tributos
  • Aumento de 10,8% no ICMS, que afetará diretamente o preço do amendoim e de toda a cadeia produtiva
  • Desequilíbrio na concorrência com produtos similares, como castanhas e nozes, no mercado nacional e internacional.

“O setor de amendoim paulista já enfrenta altos custos de produção, como o valor elevado do arrendamento de terras. A revogação do benefício tributário pode acelerar a migração de produtores e indústrias para outros estados, enfraquecendo a hegemonia de São Paulo, responsável por grande parte do mercado nacional e internacional”, diz a nota das entidades.

Tamanho da produção paulista

AmendoimAmendoim
Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Desde 2011, quando o Artigo 351-A foi incluído no RICMS, a produção de amendoim no estado cresceu 342,5%, a área plantada aumentou 258,7%, e a produtividade registrou um avanço de 132,38%, advoga a Abex-BR.

Assim, a entidade e a Câmara Setorial do Amendoim “pedem a retirada da proposta de revogação do Artigo 351-A e a abertura de diálogo entre o Governo, representantes do setor e demais partes interessadas”, diz a nota.



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AgroNewsPolítica & Agro

ano mais quente no Brasil desde 1961


O Brasil enfrentou temperaturas acima da média histórica em 2024, consolidando uma tendência de aquecimento no país. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média anual foi de 25,02°C, superando em 0,79°C a média histórica de 1991 a 2020, que é de 24,23°C. Em 2023, o país já havia registrado 24,92°C, 0,69°C acima do esperado.

Segundo o inforamdo pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), especialistas destacam que os anos analisados estiveram sob influência do fenômeno El Niño, com intensidade classificada de forte a muito forte, impactando diretamente os padrões climáticos. Esse fenômeno contribuiu para o aumento das temperaturas em 2023 e nos primeiros meses de 2024.

Figura 1: Ranking dos anos mais quentes da história do Brasil entre 1961 e 2024.

Estudos do Inmet apontam ainda uma tendência de alta nas temperaturas médias anuais no Brasil desde 1961, indicando um aquecimento estatisticamente significativo. Esse aumento está associado às mudanças climáticas globais e a alterações ambientais locais.

Figura 2: Anomalia (diferença entre a temperatura observada e a média histórica de 1991 – 2020) de Temperatura Média do Ar (TMA) no Brasil por ano.

Segundo o relatório provisório do Estado Global do Clima 2024, divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) em 11 de novembro de 2024, a temperatura média global da superfície terrestre ficou 1,54°C acima da média histórica de 1850-1900, até setembro do ano passado.

Com base nesses dados, 2024 tende a superar 2023 como o ano mais quente já registrado. Entre junho de 2023 e setembro de 2024, a temperatura média global permaneceu consistentemente acima dos recordes anteriores, apontam análises da OMM.





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Morre nos Estados Unidos a égua mais velha do mundo


Reconhecida como a égua mais velha do mundo pelo Livro dos Recordes, o Guiness Book, a árabe cor de chocolate Echoquette morreu nos Estados Unidos em 16 dezembro de 2024 devido a uma insuficiência hepática aguda causada por um novo medicamento.

Nascida no calor do sudoeste dos Estados Unidos, mudou ainda potra para as montanhas nevadas da Suíça onde ficou por cinco anos, mas depois retornou para solo norte-americano, indo para o estado do Texas com os seus novos donos, a família Haus.

Nascida em 8 de maio de 1988, ela tinha 36 anos e 222 dias quando faleceu. “Vimos Echoquette pela primeira vez em abril de 1993, parada com o olhar curioso em seu estábulo na Suíça. Naquele momento, descobrimos o cavalo que mudaria nossas vidas para sempre”, disse seu orgulhoso dono, Andrew Haus.

“Ela olhou para nós com a cabeça inclinada, quase como um cachorro curioso, um gesto cativante e incomum que imediatamente chamou a nossa atenção.”

Andrew conta que ela se tornou o primeiro cavalo adquirido pela família. “Ela marcou o início de um vínculo para toda a vida que não poderíamos imaginar que duraria mais de três décadas extraordinárias”, disse.

Echoquette era filha de Tender Love e do campeão nacional Aladdinn Echo. Ela recebeu o nome do pai, mas sua natureza “coquette” (termo que vem do francês e significa “mulher galante ou sedutora”) permaneceu como uma de suas características definidoras ao longo da vida, conforme os donos.

Mesmo mais velha, uma égua sedutora

égua Echoquetteégua Echoquette
À esquerda, Echoquette potra e, depois, mais velha. Foto: Divulgação/ Guinness World Records

“Apesar da idade avançada, Echoquette nunca perdeu seu espírito coquette, especialmente quando um garanhão estava por perto”, disse o dono.

Segundo ele, quando a égua sentia o cheiro do macho, seu ritmo habitual se transformava em uma marcha ansiosa até a cerca perto da estrada. “Lá, ela fez uma pequena dança, farejando o ar com os olhos arregalados e as orelhas apontadas para o garanhão.”

Andrew conta que Echoquette adorava se aquecer no sol, descansando e pastando na grama e descansando sob as árvores frondosas perto de seu estábulo.

Echoquette também tinha um apetite constante e levava a sério sua rotina diária de alimentação. A família Haus contou que, independentemente do horário das refeições, ela era conhecida por ter um talento especial para conseguir lanches, geralmente um punhado de suas rações ou maçãs, bananas e uvas.

“Sempre que ela avistava alguém perto do estábulo, marchava até lá e relinchava de forma persistente até que seu pedido fosse atendido”, disse Andrew.

Durante o dia, o dono conta que ela adorava passear com a família pelos portões do pasto para explorar riachos e lagoas próximas. “Ela também adorava mastigar flores silvestres e, como muitos de nós, os girassóis eram seus favoritos”.

Morte inesperada após novo medicamento

A família Hauss conta que a égua faleceu inesperadamente após começar a tomar um novo medicamento. “Se um teste tivesse sido feito, provavelmente teríamos detectado esse problema no fígado a tempo e poderíamos ter interrompido ou reduzido a medicação, evitando sua morte”, disse Andrew.

De acordo com ele, os veterinários a descreveram como um dos cavalos mais gentis que já trataram por conta da forma como ela cooperava com os tratamentos. “Ela tomava injeções nas articulações sem sedação, aparentemente entendendo que eles eram feitos para ajudá-la, uma característica especialmente notável, considerando que outros cavalos podem permanecer pouco cooperativos mesmo com sedação”, disse Andrew.

Agora, a família documenta no X (antigo Twitter) a história feliz que teve ao lado da égua e buscam aumentar a conscientização sobre boas práticas de saúde equina.



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Exportações de carne bovina podem crescer em 2025



Ano deve ser de novas expansões, mas em ritmo menor




Foto: Pixabay

Segundo a análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o setor pecuário brasileiro deve manter os investimentos e a produção em 2025, embora com ritmo de crescimento inferior ao registrado em 2024. As projeções econômicas apontam para um cenário de menor demanda e desafios no mercado externo, mesmo com a possibilidade de abertura de novos destinos para exportação.

Estudos indicam que a oferta de animais para abate e a produção de carne devem apresentar crescimento mais contido. A economia brasileira pode enfrentar um cenário de menor poder de compra, levando os consumidores a optar por carnes mais baratas. Além disso, a valorização do dólar no final de 2024 deve impactar os custos de produção no início de 2025, pressionando ainda mais o setor.

No comércio exterior, a expectativa é de continuidade no volume exportado, mas com taxas de crescimento mais modestas. A China segue como o principal comprador da carne brasileira, com os Estados Unidos, Emirados Árabes e Chile também figurando como mercados importantes. As compras norte-americanas devem permanecer em alta, impulsionadas pela lenta recuperação do rebanho local.

Para os mercados do Oriente Médio, as perspectivas são otimistas, com possíveis aumentos nas exportações, enquanto o Chile também deve expandir suas compras. No entanto, o impacto do câmbio pode afetar a competitividade brasileira.

Apesar das projeções mais conservadoras, a produção deve seguir firme. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que, até setembro de 2024, o número de animais abatidos cresceu 19%, evidenciando o dinamismo do setor. A expectativa é de que esse ritmo desacelere em 2025, mas continue positivo, conforme dados do Cepea.





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