sexta-feira, julho 10, 2026

Agro

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programa apoia produtores rurais de pequenas e médias propriedades com assistência técnica e compra garantida de madeira


A silvicultura está se consolidando como uma solução sustentável e rentável para produtores rurais no Brasil. Com o programa Plante com a Klabin, agricultores de pequenas e médias propriedades têm acesso a suporte técnico, mudas de alta qualidade e a garantia de compra de madeira no final do ciclo. A iniciativa não apenas oferece uma possibilidade de renda para o campo, mas também contribui para práticas ambientais responsáveis e o combate às mudanças climáticas, mostrando como a integração de florestas plantadas pode transformar a realidade agrícola brasileira.

A silvicultura é a ciência e a arte de cultivar florestas de forma planejada e sustentável. No Brasil, um país com vasta extensão territorial e clima favorável, a atividade desempenha um papel fundamental na economia e na agricultura, contribuindo tanto para o crescimento econômico do campo quanto para a preservação ambiental.

Ao promover o cultivo de árvores para fins comerciais, a silvicultura oferece ao produtor rural uma excelente oportunidade de diversificar suas fontes de renda, equilibrando produções tradicionais com práticas sustentáveis que agregam valor à sua propriedade.

Silvicultura e sustentabilidade

A silvicultura dá origem a produtos como madeira, matérias-primas para a indústria de papel e celulose e resinas e essências que são utilizadas pela indústria alimentícia e farmacêutica. Do ponto de vista econômico, proporciona retorno financeiro previsível e de longo prazo. Já pela questão ambiental, auxilia na captura e no estoque de carbono, colaborando com o combate às mudanças climáticas. Além disso, as florestas plantadas ajudam a melhorar a qualidade do solo, evitam a erosão e contribuem para a conservação dos recursos hídricos. Assim, a prática se torna uma solução viável e atrativa para o campo, unindo lucro e sustentabilidade.

Foto: Klabin/divulgação

Nesse contexto, a Klabin, maior produtora e exportadora de papéis para embalagens e de soluções sustentáveis em embalagens de papel do Brasil, lançou o programa Plante com a Klabin.

Ao fazer parte desta iniciativa, produtores de pequenas e médias propriedades não precisam ter experiência prévia com silvicultura. A Klabin fornece mudas de alta qualidade e oferece assistência técnica em todas as etapas do ciclo florestal, de acordo com o modelo de parceria que melhor atenda às necessidades e aos objetivos do agricultor.

Além disso, ajuda na integração da silvicultura com outras culturas já presentes na propriedade, apoia os produtores na obtenção de certificações ambientais e garante a compra da madeira no final do ciclo.

Os resultados positivos se estendem às comunidades onde as propriedades participantes estão localizadas. A implementação do Plante com a Klabin fortalece a economia da região, cria oportunidades de trabalho e renda para a população local, fomenta o empreendedorismo local e promove práticas sustentáveis de manejo florestal. Também contribui para o desenvolvimento ético e para o bem-estar da população local ao adotar compromissos com certificações socioambientais e responsabilidade social.

Outro aspecto relevante é o papel das florestas plantadas no enfrentamento das mudanças climáticas. As árvores cultivadas absorvem o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, ajudando a regular o clima. Ao reduzir a quantidade de CO2 na atmosfera, as florestas plantadas combatem diretamente o aquecimento global, contribuindo para um futuro mais equilibrado e sustentável.

Atualmente, o Plante com a Klabin concentra suas parcerias em propriedades rurais localizadas nos estados do Paraná e Santa Catarina, especialmente nas regiões próximas às cidades paranaenses de Telêmaco Borba e Ortigueira. Com essa atuação direcionada, a Klabin reforça seu compromisso com o desenvolvimento regional, alinhando interesses econômicos e ambientais para construir uma relação de ganha-ganha entre produtores rurais, comunidades e a própria empresa.

Ao aderir ao programa, os parceiros rurais passam a fazer parte de uma cadeia produtiva que equilibra desenvolvimento econômico com responsabilidade ambiental. A iniciativa demonstra como a silvicultura pode transformar a realidade do campo brasileiro, promovendo a sustentabilidade e gerando impactos positivos que ultrapassam os limites das propriedades, beneficiando o meio ambiente e a sociedade como um todo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agroquímicos em alta, mas com desafios



O mercado de bioinsumos desponta como destaque



“Em resumo, espera-se um crescimento conservador na comercialização de agroquímicos"
“Em resumo, espera-se um crescimento conservador na comercialização de agroquímicos” – Foto: Pixabay

De acordo com Jonas Leonardo Paula Leite da Silva, Analista de Rebates e Premiações na Agro Amazônia, em artigo publicado no LinkedIn, o mercado de agroquímicos no Brasil deve apresentar crescimento moderado em 2025, com uma expansão entre 2% e 3% na área plantada. Esse cenário é impulsionado pela recuperação dos preços de commodities como o milho, que têm motivado os produtores a retomarem investimentos no setor.

No entanto, os agricultores estão cada vez mais focados em estratégias para otimizar custos, em função das margens de lucro mais apertadas, principalmente no cultivo da soja. Isso pode limitar o aumento da demanda por agroquímicos, já que práticas de manejo mais eficientes e tecnologias para redução de despesas estão ganhando espaço.

“É importante notar que o mercado de insumos agrícolas, incluindo agroquímicos, ainda enfrenta desafios decorrentes de desarranjos globais na cadeia de suprimentos, com expectativas de normalização completa apenas em 2025”, comenta ele, em seu perfil na rede social LinkedIn.

Por outro lado, o mercado de bioinsumos desponta como destaque, com estimativas de crescimento superior a 10%, alcançando cerca de 155 milhões de hectares. Essa tendência reflete a busca por soluções mais sustentáveis e a pressão crescente por práticas agrícolas ambientalmente responsáveis.

“Em resumo, espera-se um crescimento conservador na comercialização de agroquímicos em 2025, influenciado por expansões moderadas na área plantada e pela crescente adoção de bioinsumos, em um contexto de busca por maior eficiência e sustentabilidade no agronegócio brasileiro”, conclui.

 





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Conab divulga cronograma de 2025 com dados das principais safras do Brasil



O cronograma de 2025 com a divulgação dos levantamentos realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já está disponível no site da companhia. Publicado hoje (6), o calendário apresenta as datas de anúncios das safras de grãos, café, cana-de-açúcar, além de dados de comercialização de hortigranjeiros nas Centrais de Abastecimento (Ceasas).

O primeiro evento divulgado pela estatal, agendado para o dia 14 de janeiro, será o anúncio do 4º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25. As divulgações das safras de grãos realizadas pela Conab fornecem um panorama completo, que começa no início do ciclo de produção, com a primeira divulgação realizada em outubro do ano passado, e se estende até a finalização do ano agrícola.

Ao todo, são 12 levantamentos mensais, sendo o último do ano-safra 2024/25 programado para o dia 11 de setembro. A Companhia monitora as safras de 16 grãos: algodão, amendoim, arroz, gergelim, aveia, canola, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo e triticale.

Ainda em janeiro, a Conab realizará duas divulgações relacionadas à safra de café. A primeira, marcada para o dia 21, será o 4º Levantamento da cultura, com informações sobre o fechamento da safra de 2024. Já no dia 28, os técnicos da estatal apresentarão o panorama para o ciclo de 2025, com o anúncio do 1º Levantamento.

Outras três divulgações, abrangendo informações sobre área, produtividade e produção nas principais regiões produtoras de café, estão previstas para maio, setembro e dezembro, cobrindo toda a temporada de cultivo do grão.

Cana-de-açúcar

O 4º e último levantamento que encerra a safra 2024/25 será divulgado no dia 17 de abril. Já as análises referentes à safra 2025/26 serão publicadas em 29 de abril, 26 de agosto e 4 de novembro de 2025. O último levantamento da safra de cana-de-açúcar será divulgado em 16 de abril de 2026.

Outros produtos

O calendário da Conab também inclui o cronograma de publicação do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA). Este documento é elaborado em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam).

Segundo a Conab, o Boletim foi planejado para atender à sociedade com informações detalhadas sobre as condições agrometeorológicas e a análise do comportamento das lavouras, por meio de imagens de satélites e observações de campo. A primeira edição deste ano será publicada no dia 30 de janeiro.



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Mercado da soja deve retomar ritmo após fim de ano



O mercado da soja deve ganhar ritmo esta semana após o período de festas. A alta dos contratos futuros em Chicago, somada ao dólar acima de R$ 6,10, tende a favorecer os preços internos, apesar do recuo da moeda americana.

Na sexta-feira (3), o grão teve poucos negócios e preços estáveis. A queda na Bolsa de Chicago e a estabilidade do dólar pressionaram as cotações. Em Passo Fundo (RS), a saca caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00, enquanto na região das Missões o preço recuou de R$ 134,00 para R$ 133,00.

Já no Porto de Rio Grande, o valor foi de R$ 140,00 para R$ 139,00. Em Cascavel (PR), a saca passou de R$ 135,00 para R$ 132,00, e no Porto de Paranaguá o preço caiu de R$ 141,00 para R$ 139,00. Já em Rondonópolis (MT), o preço permaneceu em R$ 120,00, enquanto em Dourados (MS) a saca baixou de R$ 124,00 para R$ 122,00 e em Rio Verde (GO, o valor foi de R$ 123,00 para R$ 121,00.

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros de soja em Chicago para março operam com valorização de 1,33%, cotados a US$ 10,05 por bushel, devido ao clima seco na Argentina, que prejudica o desenvolvimento das lavouras e aumenta as preocupações com a oferta. A desvalorização do dólar frente a outras moedas também contribui para o avanço das cotações. Além disso, os investidores estão atentos ao relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira, 10.



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Agricultores franceses protestam contra o acordo UE-Mercosul



Produtores franceses retomaram ontem (5), os protestos contra o acordo entre a União Europeia e o Mercosul – firmado em 6 de dezembro de 2024 -, que consideram prejudicial e com regras de produção mais flexíveis. Utilizando tratores e outros maquinários, os agricultores seguem em direção a Paris para pressionar o governo.

Desde dezembro, os produtores franceses têm promovido uma série de ações para impedir a entrada em vigor do acordo, em resposta à postura do recém-empossado primeiro-ministro, François Bayrou.

A Coordenação Rural (CR), segunda maior associação profissional agrícola da França, convocou os protestos. Uma reunião entre o novo primeiro-ministro e representantes do agronegócio francês está agendada para o dia 13.

No entanto, a presidente da CR, Véronique Le Floc’h, anunciou que os produtores podem iniciar, a partir de hoje (6), o bloqueio das estradas de acesso à capital francesa. A lentidão na implementação das medidas prometidas pelo governo é a principal queixa dos agricultores.

O objetivo dos protestos é impedir a concretização de um acordo que, segundo o governo, partidos e sindicatos franceses, abre as portas da União Europeia a produtos que não atendem às normas europeias de saúde e meio ambiente, colocando os agricultores e produtores europeus em uma situação de concorrência desleal.

O acordo

Os líderes do Mercosul e da União Europeia anunciaram no dia 6 de dezembro, em Montevidéu, a conclusão das negociações do Acordo de Parceria entre os dois blocos. O acordo prevê redução de tarifas comerciais e facilitação de investimentos. A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil.



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Edital de seleção para 241 vagas na Adab é publicado



O edital para contratação temporária, via Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), foi publicado no último sábado (4) pelo governo da Bahia. Ao todo são 241 vagas para técnicos de nível médio para atuarem na Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) com salário de R$ 2.806,56.

O período de inscrições começa no próximo dia 15 e vai até o dia 28 de janeiro de 2025.

Os interessados só poderão se inscrever pela internet, por meio do site selecao.ba.gov.br.

Conforme publicação, a seleção dos candidatos será constituída de uma única etapa, com avaliação curricular, de caráter classificatório e eliminatório.

Segundo o edital, as vagas ofertadas no Processo Seletivo Simplificado serão distribuídas por área de atuação e localidade, sendo 201 vagas para Auxílio à Fiscalização e 40 vagas para Administração em Salvador e municípios do interior do estado pelo prazo determinado de até 36 meses, com possibilidade de renovação por igual período, uma única vez.

Salário

O salário será de R$ 2.806,56 para ambas as áreas de atuação, com acréscimo de auxílio-refeição, no valor de R$ 20 por dia útil trabalhado e auxílio transporte, quando disponível na região, conforme Decreto nº 6.192/97.

A carga horária será de 40 horas semanais para as duas funções. De acordo com o diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Luz, o Processo Seletivo tem como principal objetivo fortalecer a atuação da Defesa Agropecuária baiana em todo o estado.

“Serão profissionais de nível técnico que darão suporte nas ações de fiscalização do trânsito de animais e vegetais, fiscalizar matadouros e frigoríficos, realizar atividades de campo, e na área administrativa, dar suporte ao financeiro, licitação, material, patrimônio, pessoal e serviços, além de realizar atendimento”, explicou o diretor-geral.

Os detalhes sobre cronograma, requisitos, quadro de vagas por municípios, convocação e outros pontos estão disponíveis na íntegra do edital ou no Diário Oficial do Estado da Bahia (DOE).


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AgroNewsPolítica & Agro

Como garantir a lucratividade com milho?


Segundo análise da TF Agroeconômica, as perspectivas de aumento da produção de milho no Brasil e no mundo indicam uma tendência de queda nos preços no curto, médio e longo prazos, tanto na Bolsa de Chicago quanto na B3 de São Paulo. A consultoria recomenda que os produtores aproveitem os níveis de preços ainda favoráveis para fixar suas safras, seja no mercado físico ou futuro, garantindo a lucratividade antes que as cotações caiam abaixo dos custos de produção, como ocorreu no ano passado.  

Entre os fatores de alta, destaca-se o comprometimento de 30% a mais de milho nos Estados Unidos em relação ao mesmo período do ano anterior, com 38,8 milhões de toneladas vendidas, o que representa 61,71% da meta de exportação do USDA para a campanha. Além disso, houve leve aumento na demanda de milho para etanol, e no Brasil, a baixa disponibilidade da safra anterior mantém os preços relativamente firmes.  

Por outro lado, os fatores de baixa incluem o início da colheita da safra de verão no Rio Grande do Sul e o término do plantio nos demais estados brasileiros, que trazem alívio ao mercado e pressionam as cotações na B3. Na CBOT, a realização de lucros após máximas de seis meses e a entrada de grãos no mercado físico também contribuíram para quedas. Adicionalmente, as perspectivas de boas safras na América do Sul, como a revisão para cima da produção brasileira pela StoneX (128,6 milhões de toneladas), e as fracas exportações americanas reforçam o viés de baixa.  

“Com a forte possibilidade de aumento da produção, tanto brasileira, quanto mundial, a tendência das cotações do milho, tanto na CBOT, de Chicago, quanto na B3, de São Paulo é de queda a curto, médio e longo prazos. Então, nossa recomendação é aproveitar os ainda bons e lucrativos níveis de preço para fixar sua safra, se não no físico, pelo menos no mercado futuro, para garantir lucratividade, antes que voltem a cair abaixo do custo de produção, como no ano passado”, comenta.

 





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São Paulo inicia imunização contra Brucelose



A campanha de vacinação será realizada durante todo o ano no Estado. Por ser uma vacina viva, a aplicação deve ser feita exclusivamente por médicos-veterinários cadastrados, que também emitem o atestado de vacinação ao produtor. 

Bovinas e bubalinas de 3 a 8 meses devem ser vacinadas contra a Brucelose até o dia 30 de junho.

De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), por meio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), a lista de profissionais habilitados está disponível no site da Defesa Agropecuária: defesa.agricultura.sp.gov.br/credenciados.

Diferentemente das campanhas anteriores, a declaração de vacinação pelo proprietário não é mais necessária. Agora, o médico-veterinário cadastra o atestado no sistema GEDAVE em até quatro dias após a aplicação, validando assim a imunização. 

Caso haja divergências entre o número de animais vacinados e o rebanho declarado, o produtor será notificado e deverá regularizar a situação.

Uma novidade com as portarias 33/24 e 34/24, é a adoção do botton para identificação dos animais vacinados, substituindo a marcação a fogo. 

Vacinas B19 serão sinalizadas com bottons amarelos, e as vacinas RB 51 com bottons azuis. 

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Havendo a impossibilidade da aquisição do botton, o animal deverá ser identificado conforme as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT). O uso do botton é válido apenas em São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados de forma alternativa para demais estados.



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nova lei beneficia o meio ambiente e os produtores



Está em vigor a Lei 15.082/24, que garante ao produtor de cana-de-açúcar destinada ao biocombustível participação nas receitas obtidas com a negociação de créditos de descarbonização (CBios). Antes, a remuneração era exclusiva das usinas produtoras de etanol. A nova lei altera a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) para incluir os produtores independentes.

A norma foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no último dia do ano de 2025 e altera a Lei do Petróleo, exigindo que o distribuidor comprove, por meio de balanço mensal, que possui estoque próprio e compras e retiradas de biodiesel compatíveis com o volume de diesel B (resultado da mistura de biodiesel ao diesel de origem fóssil) comercializado. Sem essa comprovação, o distribuidor fica impedido de vender qualquer categoria de diesel.

A lei também reforça a regulação do setor com medidas como o aumento de multas para os agentes que não cumprirem as metas de descarbonização estabelecidas. O não cumprimento das metas passa a ser tipificado como crime ambiental e a comercialização de combustíveis será proibida para distribuidores inadimplentes com sua meta individual.

A legislação ainda revoga a autorização dada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em casos de reincidência de descumprimento das metas.

O RenovaBio é um programa de descarbonização da matriz de transportes, com impactos para o meio ambiente, contribuindo para o atendimento aos compromissos do Brasil no âmbito do Acordo de Paris sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

Receitas

Os produtores de cana-de-açúcar deverão receber parcelas de, no mínimo, 60% das receitas oriundas da comercialização dos CBios gerados a partir do processamento da cana entregue por eles às usinas. Quando o agricultor fornecer à indústria os dados primários necessários ao cálculo da nota de eficiência energético-ambiental, além desses 60%, ele deverá receber 85% da receita adicional sobre a diferença de créditos, já descontados os custos de emissão.

Já os produtores das demais matérias-primas de biocombustíveis, como soja e milho, usados para a produção de biodiesel e etanol, respectivamente, poderão negociar a parcela de remuneração no âmbito privado.

Crime ambiental

A regra endurece o cumprimento das metas individuais de descarbonização pelas distribuidoras de combustíveis. Elas deverão ser cumpridas até 31 de dezembro de cada ano. O descumprimento configura crime ambiental, com multa que poderá variar de R$ 100 mil a R$ 500 milhões. Para cumprir as metas, as distribuidoras compram os CBios emitidos pelas usinas de biocombustíveis.

Cada crédito representa uma tonelada de carbono equivalente que deixou de ser emitida.

Vetos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou dois trechos da lei. Um deles permitia a tomada de créditos de contribuições tributárias pelas distribuidoras na aquisição dos CBios. Os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento observaram que o texto vetado “equipara os créditos de descarbonização a insumos para os distribuidores a fim de gerar créditos para compensação no processo de não cumulatividade de tributos federais”.

Segundo o Executivo, “o preceito contraria o interesse público” e é inconstitucional por criar “renúncia de receita sem estimativa de impacto orçamentário e financeiro”.

O outro veto também foi pedido pelo Ministério da Fazenda ao trecho que equipara os CBios aos demais valores mobiliários.

Projeto

A Lei 15.082/24 teve origem no PL 3149/20, de autoria do então deputado e atual senador Efraim Filho (União-PB). Ele próprio foi o relator da matéria no Senado.



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Exportação de carne suína deve crescer apesar de queda nas vendas para a China



O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) projeta crescimento da produção e exportação de carne suína pelo Brasil em 2025. Segundo os pesquisadores da instituição, o volume total produzido deverá atingir 5,53 milhões de toneladas, incremento de 2,8% na comparação com 2024. Já as vendas externas devem chegar a 1,22 milhão de toneladas, aumento de 6,6%.

Esses índices levam em conta os potenciais de crescimento na procura. No caso das exportações, o desempenho deverá ser favorecido pelos esforços do setor em aumentar a capilaridade do mercado diante da redução gradual, observada desde meados de 2022, das compras de carne suína pela China. “Mesmo diante das reduções nos envios ao país asiático, os embarques a outros parceiros comerciais devem garantir mais um ano de bom desempenho das exportações”.

Internamente, o consumo per capita de carne suína deverá subir 1,8%, conforme estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. “A demanda por carne suína deve permanecer firme em 2025, sobretudo considerando que os preços da carne bovina estão elevados”, informa o boletim.



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