sexta-feira, julho 10, 2026

Agro

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Brasil exportou 97,299 milhões de t de soja em grão em 2024



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) informou que a exportação brasileira de soja em grão em 2024 foi de 97,299 milhões de toneladas, 3,9% abaixo das 101,312 milhões de toneladas de 2023.

Os embarques de milho para o exterior também recuaram de um ano para o outro. Foram 37,811 milhões de toneladas, 31,94% menos que os 55,559 milhões de toneladas nos 12 meses do ano anterior.

Os embarques de farelo de soja, por outro lado, cresceram. Em 2024 o volume somou 22,841 milhões de toneladas, 2,17% mais que as 22,355 milhões de toneladas de 2023. As exportações de trigo também cresceram: de 2,497 milhões de toneladas para 2,585 milhões de toneladas (+3,52%).

De 22 a 28 de dezembro, os portos brasileiros embarcaram 246.835 toneladas de soja, 243.739 toneladas de farelo de soja, 704.035 toneladas de milho e 78.725 de trigo.

Para a atual semana (29 de dezembro a 4 de janeiro), a programação prevê embarques de 250.884 toneladas de soja, 571.943 toneladas de farelo de soja, 768.398 toneladas de milho e 224.000 toneladas de trigo.



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Balança comercial tem superávit de US$ 74,6 bi em 2024, 2º maior valor da série histórica



A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,8 bilhões em dezembro, o que levou o saldo do país a fechar 2024 em US$ 74,6 bilhões, 24,6% menor que o acumulado em 2023, quando o resultado havia sido recorde.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o valor do ano passado foi alcançado com exportações de US$ 337 bilhões – baixa de 0,8% ante 2023 – e importações de US$ 262,5 bilhões – avanço de 9% ante o ano anterior.

O saldo do ano passado é o segundo maior da série histórica iniciada em 1989, conforme os dados divulgados nesta segunda-feira (6).

Em dezembro, as exportações somaram US$ 24,9 bilhões e as importações alcançaram US$ 20,1 bilhões.

Em 2024, a corrente de comércio fechou em US$ 599,5 bilhões, segunda maior da série histórica, crescendo 3,3% em relação ao ano anterior.

O resultado para o ano ficou acima da mediana das expectativas do mercado financeiro na pesquisa do Projeções Broadcast, que indicava US$ 73,550 bilhões, com intervalo de US$ 71,7 bilhões a US$ 87,2 bilhões.

Para dezembro, a mediana apontava saldo US$ 3,4 bilhões em dezembro, com projeções que variavam de US$ 1,8 bilhão a US$ 6,5 bilhões.

Exportações e importações em 2024

No acumulado do ano em relação às exportações, comparando-se com igual período de 2023, houve queda de US$ 9 bilhões (-11%) em Agropecuária; crescimento de US$ 1,93 bilhão (2,4%) em Indústria Extrativa; e alta de US$ 4,81 bilhões (2,7%) em produtos da Indústria de Transformação.

Já nas importações, foi registrado avanço de US$ 1,15 bilhão (25,6%) em Agropecuária; aumento de US$ 0,16 bilhão (1%) em Indústria Extrativa; e crescimento de US$ 20,4 bilhões (9,3%) em produtos da Indústria de Transformação.

Em relação a dezembro, as exportações registraram baixa de 13,5% se comparado a igual período de 2023, com queda de US$ 1,21 bilhão (-23,2%) em Agropecuária; recuo de US$ 2,67 bilhões (-34,8%) em Indústria Extrativa e estabilidade em produtos da Indústria de Transformação.

Já as importações cresceram 3,3%, devido a um avanço de US$ 0,09 bilhão (25,1%) em Agropecuária; queda de US$ 0,09 bilhão (-10,5%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 0,59 bilhão (3,3%) em produtos da Indústria de Transformação.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ibovespa perde os 119 mil pontos e fecha em mínima em mais de um ano


Logotipo Reuters

Por Patricia Vilas Boas

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa contrariou o sinal positivo em Wall Street e recuou mais de 1% nesta sexta-feira, fechando em uma mínima de mais de um ano e consolidando seu quarto declínio semanal consecutivo, ainda sob o pessimismo do mercado com o quadro fiscal da economia brasileira e os juros altos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa perdeu 1,33%, a 118.532,68 pontos, menor patamar de fechamento desde 6 de novembro de 2023.

No pior momento da sessão, marcou 118.403,56 pontos. No melhor, foi a 120.355,51 pontos.

O indicador acumulou queda semanal de 1,44%, com os volumes de negociação ainda baixos em semana útil reduzida devido ao feriado de Ano Novo.

O volume financeiro no pregão somou 20,48 bilhões de reais, abaixo da média diária de 24 bilhões de reais de 2024.

“Ainda há uma insegurança com relação as questões fiscais”, resumiu o sócio-fundador da Ciano Investimentos, Lucas Sigu Souza, que mencionou também o rebaixamento do Brasil de “neutra” para “underweight” pelo HSBC Global Research.

Os analistas do banco estrangeiro disseram que o mercado brasileiro é uma situação clássica de “armadilha de valor” — isto é, quando um ativo parece estar subvalorizado, mas continua a ter um desempenho ruim no longo prazo.

“O mercado já tem apresentado performance significativamente inferior, e embora os valuations pareçam baratos, vemos poucas razões para isso mudar”, afirmaram em relatório na véspera.

Pairando sobre as incertezas domésticas, dúvidas sobre o crescimento econômico da China, segunda maior economia do mundo, também pesaram sobre setores com exposição ao país asiático, como mineração.

Investidores têm se preocupado com a economia chinesa e com a iminência de uma guerra comercial com os Estados Unidos antes da posse presidencial de Donald Trump em 20 de janeiro.

A China tem buscado fomentar seu crescimento, e anunciou mais cedo que aumentará drasticamente o financiamento de títulos do tesouro ultralongos em 2025 para estimular o investimento empresarial e as iniciativas de estímulo ao consumidor, conforme o retorno de Trump à Casa Branca se aproxima.

Durante sua campanha e mesmo após a reeleição, o republicano tem indicado que adotará maior protecionismo, com a promessa de tarifas sobre produtos de países como China, México e Canadá.

Em Nova York, os prinicpais índices acionários fecharam em alta, com o Dow Jones subindo 0,80%, o S&P 500 avançando 1,26% e o Nasdaq em alta de 1,77%.

Na próxima semana, estarão no radar do mercado os dados de inflação e atividade no Brasil, além de uma série de indicadores do mercado de trabalho norte-americano e a ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve.

 

DESTAQUES

– PETROBRAS PN caiu 1,06%, na contramão do avanço dos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent fechou com alta de 0,76%. A estatal informou na quinta-feira que elevou em aproximadamente 7% o preço médio do querosene de aviação (QAV) que será vendido a distribuidoras em janeiro, em praças como Guarulhos (SP), Betim (MG) e Duque de Caxias (RJ).

– VALE ON perdeu 1,86%, tendo como pano de fundo a baixa dos contratos futuros do minério de ferro na China, com alguns traders liquidando posições compradas da commodity devido à demanda fraca depois que a maioria das siderúrgicas da China concluiu o reabastecimento de matérias-primas antes de feriado. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com queda de 2,18%, a 764 iuanes (104,66 dólares) a tonelada. No setor, USIMINAS PNA caiu 6,01% e CSN MINERAÇÃO ON desvalorizou-se 3,17%.

– ITAÚ UNIBANCO PN fechou em queda de 2,45%, entre as principais contribuições de baixa para o índice, ao lado das blue chips Vale e Petrobras, enquanto BRADESCO PN cedeu 1,62%, SANTANDER BRASIL UNIT teve baixa de 1,39% e BANCO DO BRASIL ON recuou 0,75%.

– ENEVA ON subiu 5,45%, após forte queda na véspera em meio à divulgação de regras pelo Ministério de Minas e Energia para a realização de um leilão de energia, algumas das quais impediriam a companhia de tentar recontratar certas usinas. Analistas do BTG Pactual consideraram a reação da ação desproporcional e disseram que há uma oportunidade de negociação muito assimétrica sobre o papel.

– AZUL PN subiu 3,02%, acumulando na semana valorização de 11,61%. No setor, GOL PN, que não pertence ao Ibovespa, avançou 0,73%, marcando alta semanal de 7,81%. As duas companhias aéreas chegaram a acordo com o governo para reduzir suas dívidas com a União em cerca de 5,8 bilhões de reais no total, permitindo que o pagamento seja feito em até 120 parcelas.





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Presidente da ApexBrasil traça planos para 2025 e avalia conquistas no mercado externo



A equipe do Canal Rural, em Brasília, conversou com Jorge Viana, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), para a série Retrospectiva e Perspectivas para o Ano de 2025. Desde 2003, a ApexBrasil atua na promoção de produtos brasileiros no exterior. Durante a entrevista, Viana avaliou os mercados conquistados em 2024 e apresentou os planos da entidade para o ano que se inicia.

O presidente da agência destacou que, apesar da queda nos preços dos grãos, o Brasil conseguiu ampliar o volume das exportações graças ao esforço dos produtores.

Viana também abordou a inauguração da Casa Brasil em Xangai, na China, e comentou sobre o comércio com os Estados Unidos, que terá Donald Trump novamente na presidência. “Independente de Trump ou não, temos nos Estados Unidos um fluxo de comércio maravilhoso”, disse.

Por fim, ele mencionou o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, oficializado em dezembro no Uruguai, destacando os desafios e oportunidades que o pacto traz para os produtores brasileiros.



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AgroNewsPolítica & Agro

Início da safra de algodão: Fase crucial



A embebição envolve a hidratação da semente,



A temperatura ideal para a embebição varia entre 25 e 30°C
A temperatura ideal para a embebição varia entre 25 e 30°C – Foto: India Water Portal

Segundo Angela Flávia de Oliveira, engenheira agrônoma na Tropical Melhoramento & Genética, mais uma safra de algodão irá inciar. Mas o que acontece nesse processo? A semente de algodão, segundo ela, com apenas cinco dias após o plantio, já passou por uma das fases mais importantes de sua germinação: a embebição. Esse estágio inicial é fundamental para garantir o desenvolvimento adequado da planta, impactando diretamente o sucesso da safra. Durante a embebição, a semente absorve água, reativando seu metabolismo e preparando-se para o crescimento.

A embebição envolve a hidratação da semente, o que ativa enzimas responsáveis pela quebra das reservas nutritivas. Esse processo é essencial para o início da germinação, com a formação da raiz e o desenvolvimento do embrião. É também nessa fase que se pode avaliar a viabilidade das sementes, já que apenas aquelas viáveis conseguem absorver água e iniciar a germinação.

Além disso, a embebição favorece uma germinação mais uniforme e rápida, o que melhora a eficiência da semeadura. Esse é o momento ideal para aplicar tratamentos nas sementes, como produtos que estimulam o crescimento e protegem contra doenças. A qualidade das sementes, a temperatura e a umidade do ambiente influenciam diretamente a taxa de absorção de água, sendo fundamentais para o sucesso dessa fase.

A temperatura ideal para a embebição varia entre 25 e 30°C, e o tratamento das sementes com produtos químicos ou biológicos também pode afetar a absorção de água. Por isso, o cuidado durante essa etapa é essencial para garantir o bom início da safra e o sucesso no desenvolvimento da cultura.

 





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Títulos do agronegócio crescem mais de 30% e atingem R$ 1,2 trilhões



Os títulos voltados ao financiamento do agronegócio com recursos privados somaram R$ 1,203 trilhão em estoques ao fim de novembro. O avanço foi de 31,5% em um ano, de novembro de 2023 a novembro de 2024, segundo o “Boletim de Finanças Privadas do Agro” do Ministério da Agricultura (Mapa). No ano passado, os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) haviam somado R$ 915,26 bilhões. Em outubro, o estoque era de R$ 1,175 trilhão.

O maior crescimento foi reportado no estoque de Cédulas de Produto Rural (CPRs), que cresceu 59% em novembro do ano passado ante igual mês do ano anterior, de R$ 293,40 bilhões para R$ 465,25 bilhões.

Já o tíquete médio dos títulos caiu 7% na comparação anual, de R$ 1,50 milhão para R$ 1,39 milhão. Na comparação entre as safras, o crescimento do estoque de CPRs foi ainda mais expressivo, de 77% de julho a novembro da temporada 2024/25 ante 2023/24, passando de R$ 106,83 bilhões para R$ 188,59 bilhões registrados, o que demonstra o maior acesso do produtor rural por títulos privados em detrimento ao crédito oficial.

Outro destaque do mês foi o avanço de 23% no estoque dos Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs), a R$ 37,99 bilhões ao fim de novembro. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), por sua vez, subiram 20%, para um estoque de R$ 148 bilhões em novembro.

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) apresentaram alta de 14% nos estoques na comparação anual, a R$ 510,37 bilhões, mostrando um desempenho “mais contido” desde o início do ano. A LCA é hoje a principal fonte de recursos livres direcionados à concessão de crédito rural. Do total, pelo menos R$ 255,19 bilhões foram reaplicados no financiamento rural, 14% mais que um ano antes.

O patrimônio líquido dos Fiagros era de R$ 41,30 bilhões ao fim de outubro, dados mais recentes, avanço anual de 127%, em 119 fundos administrados, distribuído em 43,5% em fundos imobiliários, 41,2% em fundos de participações e 15,3% em direitos creditórios.

O levantamento de títulos do agronegócio é feito pela Coordenação-Geral de Instrumentos de Mercado e Financiamento, do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. O balanço considera dados da B3, CERC e CRDC, Anbima, Comissão de Valores Mobiliários e Banco Central do Brasil.



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rumo à colheita de soja produtiva!



A Fazenda Esperança, localizada no município de Santa Carmem, na região de Sinop, Mato Grosso, será o palco da Abertura Nacional da Colheita da Soja, evento marcado para o dia 7 de fevereiro, às 9h (horário de Brasília). Inscreva-se aqui!

Com 4.600 hectares de extensão, a fazenda é administrada por Invaldo Weiss, um produtor rural experiente que chegou ao estado em 1978, vindo do Paraná. Desde então, ele se dedicou ao cultivo da soja, enfrentando os desafios do clima e da oscilação do mercado, mas sempre com um olhar otimista, focado no futuro e no crescimento constante de sua produção.

Invaldo iniciou sua trajetória agrícola com uma pequena área de 20 ares. Com o tempo, e sempre com um olhar estratégico, ele foi expandindo seus negócios de forma gradual, mas sólida. Em 2001, fez uma mudança decisiva: abandonou o ramo de prestação de serviços e decidiu focar exclusivamente no cultivo de soja. A partir desse momento, passou a investir em terras e em maquinário agrícola, e, com o tempo, foi adquirindo as áreas arrendadas, o que possibilitou sua estruturação e crescimento, tornando-se um dos grandes produtores da região.

Por que ‘Esperança?’

O nome “Esperança” para a fazenda não foi escolhido por acaso. O produtor reflete sobre a importância desse nome. “Eu achei o nome bonito, Esperança, porque ele nos leva a sempre acreditar no futuro e a confiar que vai dar certo”, explica o proprietário. Esse otimismo e visão de longo prazo se traduzem na forma como ele conduz suas atividades agrícolas e no investimento contínuo em novas tecnologias e práticas sustentáveis e é por isso que o local foi escolhido para sediar a Abertura Nacional da Colheita da Soja.

Na Fazenda Esperança, a produção de soja é realizada com o que há de mais moderno em tecnologia agrícola. Invaldo é um defensor das práticas sustentáveis e adota o uso de produtos biológicos no controle de pragas, embora, quando necessário, também recorra ao uso de produtos químicos. Além disso, a fazenda adota a técnica de integração lavoura-pecuária, com consórcios de plantas que auxiliam no manejo do solo e na melhoria da produtividade, permitindo também a pastagem do gado durante o período de seca.

A busca pela alta produtividade é constante, mas o sojicultor sabe que o clima é um fator imprevisível. O ano passado, por exemplo, foi marcado por uma seca prolongada, que impactou negativamente a colheita, um desafio que ele e outros produtores da região enfrentam regularmente. “A profissão é desafiadora. Você precisa estar preparado psicologicamente e ter um coração forte”, afirma o produtor.

Apesar dos desafios enfrentados, Invaldo conta com o apoio de sua cooperativa, que ele ajudou a fundar há cinco anos, e de uma equipe qualificada, composta por um agrônomo e seus filhos, que auxiliam tanto na gestão da fazenda quanto no escritório de contabilidade. “Ser produtor de soja é um grande desafio, não é fácil”, diz Invaldo, reforçando sua paixão pela atividade rural e seu compromisso em contribuir para o crescimento da agricultura brasileira.



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AgroNewsPolítica & Agro

Qual a cultura que mais cresceu nos últimos 30 anos?


Segundo Rafael Vieira, Gerente Sênior de Pesquisa da Bayer, a agricultura brasileira passou por transformações significativas nas últimas décadas, com um aumento de áreas cultivadas de 38,54 milhões de hectares em 1994 para 77,38 milhões de hectares em 2024. Durante esse período, o país se adaptou a novas demandas globais e a tendências de mercado, resultando em mudanças nas culturas predominantes.

Entre as principais tendências, destaca-se a expansão das áreas destinadas à soja e ao milho safrinha, que apresentam um crescimento robusto, com aumentos anuais de 4,8% e 3,3%, respectivamente, nos últimos cinco anos. A soja, em particular, viu sua área aumentar de 11,50 milhões de hectares em 1994 para 45,73 milhões de hectares em 2024, refletindo a crescente demanda global. Por outro lado, culturas como o feijão e o arroz apresentaram quedas contínuas, com o feijão passando de 5,64 milhões de hectares em 1994 para 2,87 milhões de hectares em 2024.

Outro dado relevante é o crescimento do sorgo, com uma expansão de 17,4% ao ano nos últimos cinco anos, subindo de 0,16 milhão de hectares em 1994 para 1,56 milhão de hectares em 2024. O trigo, apesar de não ter visto grandes variações em termos de área, continua com uma presença importante, com uma taxa de crescimento de 6,4% ao ano nos últimos anos.

“O panorama agrícola brasileiro sofreu transformações profundas ao longo das décadas, fortemente moldado por diversas demandas e tendências de mercado. Essas mudanças não apenas redefiniram a agricultura do país, mas também revelam a capacidade do setor de se reinventar e se adaptar às novas realidades”, escreveu, na rede social LinkedIn.

 





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Série Agrinho mostra a educação integrada ao mundo rural



Está no ar no Canal Rural TV e suas plataformas online a Série Agrinho, que apresenta quatro dos vencedores do concurso em 2024. Foram mais de 1,7 milhão de participantes no Paraná, entre professores e alunos das redes públicas, privadas e de educação especial de ensino, que concorreram em 17 categorias.

O Concurso, que está em sua 29º Edição, é um programa de responsabilidade social do Sistema FAEP, em parceria com o governo do Paraná, colaboração das prefeituras municipais e diversas empresas e instituições públicas e privadas. Tem como objetivo incentivar a pesquisa, abordando temáticas de relevância como a valorização da atividade agropecuária e seus produtos, a segurança ambiental, energética, o uso da tecnologia estratégica e aplicada ao campo, entre outros.

O tema de 2024 “Do campo à cidade, colhendo oportunidades”, trouxe ao foco a importância da integração entre os eixos rural e urbano. Só no Concurso Agrinho, foram mais de 658,1 mil alunos inscritos em 2024. A categoria Redação Paraná somou mais de 551,6 mil participações. No total, 3.741 unidades escolares aderiram à iniciativa, entre escolas estaduais, municipais, particulares, colégios agrícolas e Apaes. Além disso, o programa também se estende por categorias inovadoras, afinadas com as novas demandas da sociedade, como Robótica, AgroRobótica e Programação.

Em quatro episódios as equipes de reportagem do Canal Rural percorreram vários municípios do estado para contar as histórias do três vencedores da categoria Experiências Pedagógicas e o primeiro lugar da categoria AgroRobótica.

Confira!

1º lugar – categoria Experiências Pedagógicas

O projeto que conquistou o primeiro lugar, desenvolvido pela professora Ana Paula Lazzeris Ghellere, da Escola Municipal Serafin Machado de Souza, em São Miguel do Iguaçu/PR, abordou o conceito de empreendedorismo, destacando as relações entre o campo e a cidade, além das oportunidades de atuação em ambos os contextos.

Assista aqui.

2º lugar – categoria Experiências Pedagógicas

A professora Juliete Gomes da Silva Póss, da Escola Municipal Caetano Vezozzo, em Cambará/PR, também destacou a importância da integração entre os setores da economia nos meios rural e urbano, com foco na cadeia produtiva do milho. Além disso, o trabalho promoveu reflexões sobre a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente.

Assista aqui

3º lugar – categoria Experiências Pedagógicas

Em terceiro lugar, a professora Idana Cristina Menon, do Colégio Estadual do Campo Nossa Senhora de Fátima, no distrito de Guamirim, localizado em Irati/PR, trabalhou a valorização do aluno do campo, ressaltando a importância dos trabalhadores rurais e exaltando a qualidade da produção local de alimentos.

Assista aqui

1º lugar – categoria AgroRobótica

A professora Luciana Arruda, do Colégio Agrícola Assis Brasil, em Clevelândia/PR, conquistou o primeiro lugar nesta categoria estreante, criando junto com os alunos uma cortina automatizada para aviário.

Assista aqui



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Mercado financeiro estima inflação de 4,99% e dólar a R$ 6



O mercado financeiro mantém as expectativas de alta para a inflação e a cotação do dólar em 2025. A previsão para a inflação permanece em crescimento há 12 semanas consecutivas, culminando agora com a projeção de que, ao final do ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – alcance 4,99%.

Há uma semana, a expectativa era de que a inflação fechasse 2025 em 4,96%; há quatro semanas, a previsão era de 4,59%. Para os anos subsequentes, o mercado projeta uma inflação de 4,03% em 2026 e de 3,90% em 2027. Os números foram divulgados no Boletim Focus, hoje (6), pelo Banco Central (BC).

A estimativa para 2025 é mais pessimista que a previsão oficial. O Governo Federal trabalha com uma expectativa de IPCA em 3,1% para o ano, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025, aprovada pelo Congresso Nacional.

Como ainda não foi divulgado o índice oficial da inflação de 2024, o mercado continua a projetar o resultado para o ano encerrado. Nesse caso, a previsão sofreu leve redução: passou de 4,90% na semana passada para 4,89% no boletim mais recente. O teto para a meta inflacionária de 2024 é de 4,50%.

Juros

Para alcançar a meta de inflação, o BC utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 12,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A alta recente do dólar e as incertezas econômicas globais levaram o BC a intensificar o ritmo de alta dos juros na última reunião do ano, realizada em 11 de dezembro.

O mercado financeiro agora projeta que a Selic suba para 15% até o final de 2025, aumento em relação aos 14,75% previstos na semana passada. Há quatro semanas, a estimativa era de 13,50%. Para os anos seguintes, as projeções indicam taxas de 12% em 2026 e de 10% em 2027.

Dólar e PIB

A cotação do dólar deve alcançar R$ 6 ao final de 2025, mantendo uma tendência de alta observada há 10 semanas. Na semana passada, a projeção era de R$ 5,96; há quatro semanas, a expectativa era de R$ 5,77.

Para 2026 e 2027, o mercado prevê relativa estabilidade, com o dólar cotado a R$ 5,90 e R$ 5,80, respectivamente.

Já as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma dos bens e serviços produzidos no país, mostram ligeira melhora para 2025: crescimento de 2,02%, ante 2,01% projetados na semana passada. Há quatro semanas, a estimativa era de 2%. Para 2026 e 2027, o mercado projeta crescimentos de 1% e 2%, respectivamente.



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