quinta-feira, julho 9, 2026

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Região Nordeste registra maior taxa de crescimento do PIB em 2024



Dados da Resenha Regional do Banco do Brasil revelaram que o Nordeste apresentou um crescimento econômico superior à média nacional em 2024. A pesquisa, publicada no último dia 3, mostra que o PIB da região acumulou alta de 3,8%, enquanto o país registrou 3,5%. Os estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte lideraram os indicadores nacionais.

Com um aumento de 6,6%, o PIB paraibano alcançou o melhor desempenho estadual do Brasil. Em seguida, aparece o Rio Grande do Norte, com 6,1%. Ambos estão entre os 10 estados com maior crescimento econômico apontado pelo estudo.

Ranking estadual

O levantamento colocou o Ceará em 11º lugar, com alta de 3,9%. Maranhão, Pernambuco, Piauí e Sergipe registraram crescimento de 3,6%, enquanto Alagoas e Bahia marcaram, respectivamente, 3,1% e 2,9%.

Desempenho por setor

A indústria nordestina registrou alta de 3,4%, superando os 3,3% do Brasil. O setor de serviços na região cresceu 4%, acima dos 3,6% do país. No entanto, o ramo agropecuário apresentou retração em todas as regiões brasileiras. No Nordeste, a queda foi de 1,7%, menor que a média nacional de 2,5%.

O superintendente da Sudene, Danilo Cabral, atribuiu o saldo positivo às políticas de desenvolvimento regional conduzidas pelo Governo Federal. “Temos um novo olhar para a região como um ambiente de oportunidades, aproveitando o potencial que o território e a nossa gente dispõem. A Nova Indústria Brasil, o Novo PAC e o foco na sustentabilidade mostram que o Nordeste é parte da solução para o Brasil”, afirmou.

Cabral destacou a celebração do termo aditivo para a conclusão da Ferrovia Transnordestina e o desempenho dos instrumentos financeiros da instituição, que ampliaram a oferta de recursos para empreendedores por meio de fundos regionais e incentivos fiscais.

Mercado de trabalho

O levantamento do Banco do Brasil também apresentou o saldo acumulado de empregos até novembro de 2024, com 2,2 milhões de postos de trabalho gerados. A taxa de desocupação no trimestre móvel encerrado em novembro foi de 6,1%.

Projeções para 2025

Para 2025, o Banco do Brasil projeta crescimento de 1,9% para a economia nordestina. O setor agropecuário deve liderar o desempenho, com alta estimada de 2,9%, seguido pelos setores de serviços e indústria.



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Exportações do agro caem US$ 2 bi em 2024, mas alcançam 2º maior valor da história



As exportações brasileiras de produtos do agronegócio geraram no ano passado US$ 164,37 bilhões, US$ 2,18 bilhões, ou 1,3%, menos que em 2023, informou o Ministério da Agricultura. Apesar da queda, é o segundo maior valor da série histórica, de acordo com o ministério, “mesmo diante da retração dos preços de algumas das principais commodities”.

As exportações do agro corresponderam a 48,8% do total comercializado pelo Brasil em 2024, segundo a pasta, estável em relação ao ano anterior, de 49%.

Na avaliação da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, do Ministério da Agricultura, o desempenho das exportações agropecuárias brasileiras no ano passado foi influenciado pela queda no índice de preço dos produtos exportados, de 4,6%, parcialmente compensado pelo incremento de 3,4% no volume exportado.

“O setor manteve seu protagonismo ao responder por metade das exportações totais do país, desta vez trazendo resultados concretos do empenho do governo e do setor privado para uma maior inserção internacional, por meio da diversificação de produtos e destinos”, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua.

De acordo com o ministério, a redução nas vendas do complexo soja e de cereais, consequência da menor safra brasileira e dos preços internacionais achatados, foi compensada pelo incremento das exportações de carnes (+11,4%), complexo sucroalcooleiro (+13,3%), produtos florestais (+21,2%) e café (+52,6%).

Outros setores, como fibras têxteis, sucos, cacau e seus derivados e produtos hortícolas também registraram aumento nos embarques.

A secretaria destacou ainda que os embarques de açúcar, café verde, algodão, café solúvel, carne suína in natura, bois vivos, feijões secos, sebo bovino, foram recordes em valor e volume exportados.

As exportações de celulose, suco de laranja, óleo essencial de laranja foram recordes em receita gerada, enquanto as vendas externas de farelo de soja, carne bovina in natura e miúdos de carne bovina alcançaram o maior volume exportado da série histórica.

“Entre os produtos menos tradicionais da pauta exportadora, destacam-se limões e limas, chocolate e preparações alimentícias de cacau, alimentos para cães e gatos, gengibre, pasta de cacau e cebolas”, observou a pasta.

Em valor exportado, os principais setores foram:

  • complexo soja, com US$ 53,9 bilhões, respondendo por 32,8% do total exportado
  • carnes (com US$ 26,2 bilhões, 15,9% do total),
  • complexo sucroalcooleiro (com US$ 19,7 bilhões, 12%), produtos florestais (US$ 17,3 bilhões, 10,5%),
  • café (US$ 12,3 bilhões, 7,5%) e
  • cereais, farinhas e preparações (com US$ 10 bilhões, 6,1%).

Juntos, esses segmentos representaram 84,8% das exportações do agronegócio no ano passado, 2,9 pontos percentuais abaixo do ano anterior.

Principais destinos das exportações do Brasil

A China se manteve como principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro em 2024. As vendas ao mercado chinês somaram US$ 49,7 bilhões, retração de 17,5% ante 2023, ou US$ 10,54 bilhões a menos. Com isso, a participação chinesa saiu de 36,2% em 2023 para 30,2% em 2024.

O principal produto exportado para os chineses foi soja em grão, com vendas de US$ 31,5 bilhões (queda anual de US$ 7,4 bilhões) e 72,6 milhões de toneladas, ou 63% das exportações do agronegócio. A China comprou 73,4% do total exportado de soja brasileira, 2,6% menos na comparação anual.

Além da soja, o milho, com queda de US$ 3,2 bilhões, também influenciou nos resultados menores nas vendas do agro para a China.

O volume negociado caiu 86%, com preços 7,5% mais baixos. Já as exportações de celulose, carne bovina, algodão e fumo para a China cresceram.

Os Estados Unidos foram o segundo país de destino do agronegócio brasileiro, com embarques de US$ 12,1 bilhões (+23,1%). A participação norte-americana nas exportações do agronegócio brasileiro aumentaram de 5,9% para 7,4% em um ano. Os principais produtos exportados aos Estados Unidos foram café verde, celulose, carne bovina in natura e suco de laranja.

Os Países Baixos aparecem na terceira colocação, com US$ 5,5 bilhões (+5,4%) e participação de 3,3%. Os destaques para lá foram vendas de celulose e suco de laranja.

Mercados como Egito (+91,4%), Emirados Árabes Unidos (+46%), Bélgica (+43,3%), Turquia (+31,2%) e Irã (+30,7%) também ganharam relevância nas exportações em 2024.

Balança

As importações de produtos agropecuários cresceram 16,2%, a US$ 19,302 bilhões em 2024, ou 7,4% do total internalizado no país. Os produtos que puxaram o aumento foram álcool, azeite de oliva, óleo de palma e trigo.

Assim, o saldo da balança comercial do agronegócio em 2024 ficou positivo em US$ 145,066 bilhões, ante US$ 149,879 bilhões em 2023.

Perspectiva para 2025

Na avaliação do ministro Carlos Fávaro, a projeção de safra recorde de grãos neste ano, estimada em 322,42 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aumento de 8,5% entre as safras, poderá afetar positivamente as exportações do agronegócio em 2025, em virtude da maior disponibilidade no volume de grãos que poderá ser exportado.

“As perspectivas de recordes de safra e de produção de diversos produtos do agronegócio, aliadas à manutenção do esforço para abertura e ampliação de mercados e ao incremento substancial das ações de promoção comercial realizadas em parceria com a Apex Brasil e o Ministério das Relações Exteriores, apontam para novos recordes em volume e valor neste ano”, disse Fávaro na nota.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil bate recorde em exportação de carne bovina


Em 2024, o Brasil alcançou um recorde histórico nas exportações de carne bovina, com um total de 2,89 milhões de toneladas enviadas ao exterior, marcando um crescimento de mais de 26% em relação ao ano anterior. Esse volume gerou US$ 12,8 bilhões em receita, um aumento de 22% sobre 2023, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O resultado consolidou o setor como um dos principais responsáveis pelo superávit da balança comercial brasileira, que somou US$ 74,6 bilhões em 2024.

A China se manteve como o maior destino da carne bovina brasileira, importando 1,33 milhão de toneladas, o que gerou US$ 6 bilhões. Outros mercados relevantes incluíram os Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, União Europeia e Chile, todos com crescimentos expressivos nas exportações. No total, 157 países receberam carne bovina brasileira ao longo do ano, com destaque para a expansão das exportações para novos mercados, como a Argélia, México e Filipinas.

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, destacou que o sucesso das exportações reflete um esforço conjunto entre o setor privado e o governo, por meio da iniciativa Brazilian Beef. Perosa também sinalizou boas perspectivas para 2025, com expectativa de novos recordes e a abertura de mercados promissores, como Japão, Vietnã, Turquia e Coreia do Sul.

“Foi um ano histórico para a indústria da carne bovina nacional, para o setor pecuário e para o Brasil. A contribuição decisiva para o saldo positivo da balança comercial é uma prova disso, e já vinha sendo esperada. Mesmo sendo ainda muito cedo para uma previsão, acredito que 2025 tem tudo para batermos o recorde em exportações e também em faturamento”, comemora o presidente da Abiec, Roberto Perosa.

“Nós temos mercados a serem abertos que representam grande fatia do mercado consumidor mundial de carne bovina, dentre eles o Japão, o Vietnã, a Turquia, e a Coreia do Sul. Alguns deles estão em diferentes estágios de negociação. Mas, juntamente com o governo brasileiro, com o Ministério da Agricultura, vamos batalhar para que este ano de 2025 seja o ano que nos dê a oportunidade de levar a carne brasileira a esses destinos”, conclui.

 





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Pix acima de R$ 5 mil tem nova regra



A Receita Federal intensificou o monitoramento sobre transações financeiras, incluindo as realizadas por meio do Pix. Com as novas regras, operadoras de cartão de crédito e instituições de pagamento serão obrigadas a notificar ao fisco.

As informações compreendem operações que incluem pagamentos acima de R$ 5 mil, para pessoas físicas, e R$ 15 mil, para jurídicas. A ação também vale para transferências via Pix, TED e DOC.

Em nota, o órgão afirmou que não taxará tais transações e nem irá rastrear as origens e os destinos das transferências.  A medida entrou em vigor no dia 1º de janeiro, mas ainda tem gerado dúvidas.

De acordo com a Receita Federal, “[Trata-se] de medida que visa a um melhor gerenciamento de riscos pela administração tributária, a partir da qual será possível oferecer melhores serviços à sociedade”. As informações são enviadas pelo e-financeira, que integra o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped).

A normativa dispõe que os dados sejam apresentados semestralmente:

  • até o último dia útil do mês de agosto, contendo as informações relativas ao primeiro semestre do ano em curso; 
  • até o último dia útil de fevereiro, contendo as informações relativas ao segundo semestre do ano anterior.

Isto que dizer que os dados de pagamentos via Pix e cartões de crédito superiores aos valores citados serão informados à Receita Federal, via e-Financeira, em agosto de 2025.

Com informações da Agência Brasil



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Gripe aviária é detectada em granja de Portugal



A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) confirmou a detecção do vírus H5N1, conhecido como gripe aviária “altamente patogênica”, em uma granja de galinhas poedeiras no distrito de São João das Lampas, no município de Sintra, perto da capital Lisboa. O surto resultou na morte de 279 aves e deixou mais de 55 mil animais suscetíveis à doença.

Outra granja, localizada na Hungria, também registrou um foco do H5N1, mas as autoridades húngaras não informaram o número de animais afetados.

Segundo a Direção-Geral de Saúde (DGS) de Portugal, até o momento não houve registro de infecção humana relacionada ao surto. A entidade afirmou que as autoridades sanitárias e veterinárias estão trabalhando para erradicar o vírus.

A Direção-Geral de Alimentação e Assuntos Veterinários (DGAV) anunciou uma série de medidas de controle, incluindo a limpeza e desinfecção da granja onde o surto foi detectado, o abate de 55.148 animais e o monitoramento das aves em um raio de até 10 quilômetros ao redor do foco.

Histórico e risco à saúde pública

O subtipo H5N1 da gripe aviária foi identificado pela primeira vez em 1996. Desde 2020, surtos em aves têm aumentado significativamente, e casos de infecção em mamíferos também foram registrados.

Na segunda-feira (6), os Estados Unidos confirmaram a primeira morte humana relacionada à gripe aviária H5N1. Apesar disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) continua a considerar o risco de transmissão entre humanos como “baixo”. Até o momento, não há registros de transmissão sustentada entre pessoas.



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Bahia poderá atingir novo recorde na safra de soja


Com a semeadura da soja concluída, a expectativa nas áreas produtivas da Bahia é que a safra 2024/25 alcance um novo recorde de produção, em função dos excelentes cenários que estão sendo delineados.

De acordo com boletim divulgado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), nesta quarta-feira (8), essa safra poderá ser considerada como a melhor de todos os tempos.

Até o momento, a previsão é de uma área plantada de 2,135 milhões de hectares e uma produção que poderá atingir 8,582 milhões de toneladas da oleaginosa.

Segundo o relatório, a produtividade média da safra 2024/25 estimada é de 67 sacas por hectare.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que já foram iniciados os trabalhos de colheita nas primeiras áreas irrigadas no estado, o que representa 1% do total semeado.

Estado das lavouras

A previsão otimista de recorde apontado pela Aiba é justificada pelo bom estabelecimento das lavouras, onde não foram registrados casos de replantio.

Além disso, o clima tem contribuído positivamente, tendo em vista as chuvas bem distribuídas e as boas condições fitossanitárias.

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Foto: Guilherme Soares/ Canal Rural BA

De acordo com o Consórcio Antiferrugem, até esta terça-feira (8), não há registros de ocorrências de ferrugem asiática nas lavouras do Oeste da Bahia e no Matopiba.

Ainda segundo a Aiba, o estado fisiológico, sanidade e desempenho fisiológico contribuem os recordes de resltados.

As lavouras em processo mais adiantado, com potencial de colheita próximo aos estádios reprodutivos R4, vêm apresentando desenvolvimento e potencial satisfatórios.

A operação de colheita das áreas com cultivos antecipados já está sendo realizada de maneira discreta, mas os produtores tendem a encontrar dificuldades na operação nas próximas semanas devido aos altos volumes pluviométricos previstos para o período.

Por fim, o boletim destaca que, para as lavouras que estão em próximas ou em pleno estádio reprodutivo, neste momento deve-se redobrar a atenção quanto ao manejo fitossanitário.


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Chuvas volumosas e seca: a situação das lavouras de soja no RS



O Rio Grande do Sul, estado que tem projeção de ser o vice-campeão na produção de soja no ciclo 2024/25, pode ter os resultados impactados mais uma vez pelo clima. Segundo apurou a reportagem do Canal Rural, produtores relatam estiagem em diversas regiões. Em alguns locais não chove há mais de 40 dias enquanto em outros o granizo danificou lavouras.

O produtor Fábio Eckert, de Tapes, na metade Sul, perdeu cerca de 20% de sua área de soja devido a um forte temporal registrado na virada do ano. “A área estava linda, se desenvolvendo bem. Em apenas 10 minutos, grande parte foi devastada. As lavouras com soja menor estão rebrotando, mas ainda não sabemos como vão se comportar. Já as áreas com soja maior estão perdidas. Parece desânimo, mas estamos caminhando para o quarto ano consecutivo de prejuízo”, desabafa.

Além disso, na região noroeste as perdas também foram grandes. Em Boa Vista do Cadeado, estima-se que cerca de 10 mil hectares tenham sido destruídos pela tempestade.

Do outro lado: muita chuva na lavoura de soja

Enquanto isso, de sul a norte, outros produtores enfrentam a escassez de chuva, que prejudica todas as fases da cultura. Em Morro Redondo, no extremo sul, o produtor Jonathan Torchelsen relata 35 dias sem chuva, o que causou a secagem das áreas plantadas. “Tava tudo nascido e secou do calor. É feio de ver”, destaca.

No norte, a situação é mais grave, com soja em estádios avançados, já no florescimento e enchimento de grãos. Segundo o Sindicato Rural de Santo Ângelo, as perdas são certas, mesmo com chuva. “Muitas folhas secaram, as flores abortaram e não formam grãos. A produtividade será bem abaixo do esperado”, explica Laurindo Nikititz, diretor da entidade.

O produtor Vanderlei Fries, de São Miguel das Missões, no noroeste, também está preocupado. “Toda a região de Passo Fundo até aqui está assim, soja murchando. Estamos na expectativa de chuva, senão vai ser bem difícil”, lamenta.

Na região central, a situação é semelhante. Em Júlio de Castilhos, o produtor Moacir da Silva ainda mantém a soja com a ajuda da palhada remanescente do trigo. “A soja aguenta mais devido à palhada, mas já murcha rápido e, por baixo, já se vê estragos”, diz.

Órgãos oficiais projetam safra recorde

Em agosto, a Emater/RS estimou uma safra de 21,6 milhões de toneladas, um aumento de 18,5% em relação ao ano passado, com 6,81 milhões de hectares plantados. No entanto, produtores e entidades questionam essa previsão devido aos problemas climáticos e às dificuldades financeiras. A Emater esclarece que a projeção foi baseada em um modelo matemático, considerando condições climáticas favoráveis. Uma atualização será feita em março.

Bergson Santos, gerente regional da Emater em Ijuí, destaca que alguns municípios afetados por granizo precisarão replantar até 50% da área, enquanto a estiagem afeta principalmente as lavouras em floração. “Estamos com chuvas muito irregulares e aguardamos mais informações para avaliar os impactos”, explica.

A Aprosoja/RS alerta que o potencial produtivo está em risco. “Muitos plantaram com sementes de baixa qualidade e sem o tratamento adequado, o que já gera impacto. Com o quarto ano consecutivo de estiagem, a preocupação é grande”, afirma o presidente Ireneu Orth.



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Evento marca 2 anos dos ataques de 8 de janeiro em Brasília


O Palácio do Planalto foi palco, na manhã desta quarta-feira (8), de um ato político sobre os dois anos da invasão e destruição dos prédios na Praça dos Três Poderes, em uma tentativa de golpe de Estado para depor o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Acompanhado por autoridades, entre magistrados de tribunais superiores, parlamentares e ministros, o evento contou com discursos dos representantes dos Poderes presentes, que reafirmaram a necessidade de que o episódio de ataque à democracia assegure a responsabilização de seus mentores e executores.

Pelo Senado Federal, o vice-presidente Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) foi o representante no lugar do presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Para ele, o ato não significa partidarização, mas a necessidade de preservar a memória de uma agressão à democracia. Na presença dos comandantes das Forças Armadas (Exército, Força Aérea e Marinha), Veneziano falou sobre destacar aquelas autoridades que permaneceram fiéis à democracia, separando-as de quem tentou quebrar as regras constitucionais.

“Entre membros das Forças houve aqueles que não se predispuseram a subjugar-se à infâmia dos que tentavam e tramavam contra as vidas, como a do presidente Lula, do vice-presidente Alckmin, do ministro Alexandre de Moraes. É necessário que façamos justiça porque não podemos tratar igualmente os que são desiguais”, afirmou.

Já o presidente Lula fez questão, antes iniciar o seu discurso, de destacar a presença dos comandantes militares. “Eu quero agradecer ao José Múcio [ministro da Defesa], que trouxe os três comandantes das Forças Armadas, para mostrar a esse país que é possível a gente construir as Forças Armadas com o propósito de defender a soberania nacional”, disse.

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, foi quem discursou no lugar do ministro Luís Roberto Barroso, que está em viagem. “Relembrar essa data, com a gravidade que o episódio merece, constitui um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história. A maturidade institucional exige a responsabilização por desvios dessa natureza. Ao mesmo tempo, porém, estamos aqui para reiterar nossos valores democráticos, nossa crença no pluralismo e no sentimento de fraternidade. Há lugar para todos que queiram participar sob os valores da Constituição”, afirmou Fachin lendo um discurso do próprio ministro Barroso.

Até o momento foram abertas 1.552 ações contra os envolvidos nos atentados, com a condenação de 371 pessoas. Dados do STF apontam que 155 pessoas estão presas por causa dos atos de depredação e outras 122 são consideradas foragidas.
O Supremo também confirmou que acordos para evitar prisões mediante pagamento de multa já arrecadaram mais de R$ 1,7 milhão, mas apenas cerca de 10% dos prejuízos causados foram recuperados.

A destruição das sedes dos Três Poderes em Brasília provocou um prejuízo de mais de R$ 26 milhões aos cofres públicos.



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Confira dados de exportação da soja no Brasil em janeiro



As exportações brasileiras de soja, farelo de soja, milho e trigo devem apresentar uma queda em janeiro de 2025, conforme as previsões divulgadas pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O volume estimado de embarques para o mês de janeiro mostra uma redução em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A soja, um dos principais produtos de exportação do Brasil, deverá atingir 1,71 milhão de toneladas em janeiro de 2025, conforme estimativa da Anec. Caso se confirme esse número, a exportação de soja ficará bem abaixo das 2,4 milhões de toneladas registradas em janeiro de 2024. A redução reflete um cenário de menor demanda externa e desafios logísticos.

Farelo da soja

No caso do farelo de soja, a previsão da Anec é de 1,43 milhão de toneladas exportadas, contra 1,75 milhão em janeiro de 2024. A queda nas exportações de farelo é um reflexo da diminuição da produção e de uma possível desaceleração nas compras de países importadores.

Por outro lado, as exportações de milho também devem apresentar uma diminuição. A Anec estima que o Brasil embarque 2,9 milhões de toneladas do grão em janeiro de 2025, número que está abaixo das 3,5 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de 2024. A redução na quantidade de milho exportada pode ser atribuída a uma colheita menos robusta e ao aumento da concorrência de outros países produtores.

Além da soja, farelo e milho, as exportações de trigo também deverão recuar. A previsão é de que o Brasil exporte 519.290 toneladas de trigo em janeiro de 2025, um volume inferior às 685.171 toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior. A redução nas exportações de trigo está ligada a questões de oferta e demanda no mercado internacional.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cuidados no manejo e colheita garantem qualidade do algodão



Qualidade do algodão é essencial para lucratividade no setor


Foto: Canva

A alta qualidade do algodão é um requisito fundamental para atender às exigências do mercado e garantir a lucratividade dos produtores. Segundo a engenheira agrônoma Evelise Martins da Silva, em artigo publicado no Blog da Aegro, o cuidado com o manejo da lavoura, a escolha de sementes tecnológicas, a adubação eficiente, os manejos fitossanitários e o uso de práticas sustentáveis, como o Manejo Integrado de Pragas (MIP), são elementos indispensáveis para atingir esses padrões.

Dado o alto investimento necessário para a produção de algodão, o planejamento detalhado e o monitoramento diário da lavoura são cruciais. Isso inclui o acompanhamento de pragas, doenças e o manejo correto em todas as etapas da produção, desde a semeadura até o transporte.

A fase de colheita tem impacto direto na qualidade da fibra do algodão. Para manter os padrões desejados, algumas práticas devem ser seguidas:

  • Realizar a colheita em condições climáticas secas;
  • Assegurar a secagem adequada do algodão;
  • Executar o processamento, descaroçamento, enfardamento e armazenamento em ambientes com controle de temperatura e umidade.

Além disso, é necessário evitar erros comuns durante a colheita mecanizada, como:

  • Uso de velocidade inadequada na colhedora;
  • Presença de plantas daninhas na área;
  • Altura das plantas fora do ideal (1 m a 1,3 m);
  • Erros na aplicação de desfolhantes e maturadores;
  • Ausência de sistema de contenção de incêndios.





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