quinta-feira, julho 9, 2026

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Mapa investe R$ 21 milhões para fortalecer defesa agropecuária no Rio Grande do Sul


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) celebrou um convênio de R$ 21 milhões com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS). O objetivo é fortalecer a defesa agropecuária no estado, garantindo condições ideais para a produção e comercialização de produtos agrícolas e pecuários.

Os recursos serão destinados a áreas estratégicas, como defesa agropecuária animal e vegetal, pesquisa e diagnóstico. Os investimentos incluem a aquisição de veículos, equipamentos de escritório, materiais laboratoriais e ferramentas de informática. Esses aportes devem reforçar os serviços prestados aos agricultores e criadores gaúchos, além de assegurar a sanidade dos cultivos e criações.

Planejamento e tratativas

De acordo com o superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, as tratativas para o convênio tiveram início em maio, durante a instalação do gabinete itinerante liderado pelo ministro Carlos Fávaro. Na ocasião, equipes do Mapa, da Seapi/RS e da Secretaria de Defesa Agropecuária elaboraram um documento detalhado para viabilizar os investimentos.

Aporte ao estado

Os recursos foram garantidos pela Medida Provisória nº 1.260/2024, que também destinou verbas ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e à Embrapa. No total, mais de R$ 80 milhões foram direcionados ao Rio Grande do Sul, contemplando ações voltadas à recuperação e fortalecimento das atividades agropecuárias no estado que sofreu com grandes enchentes no ano passado.



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Dólar comercial sobe e bate R$ 6,11



O dólar comercial encerra esta quarta-feira (8) com alta em relação ao real




Foto: Pixabay

O dólar comercial encerra esta quarta-feira (8) com alta em relação ao real, acompanhando os ganhos nos mercados internacionais. A valorização reflete a reação dos investidores às recentes sinalizações sobre os planos tarifários do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, além de dados econômicos robustos divulgados pela maior economia global, de acordo com dados do InfoMoney.

Às 16h20, o dólar à vista registrava elevação de 0,10%, sendo negociado a R$ 6,110 tanto na compra quanto na venda. Paralelamente, na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento mais próximo subia 0,57%, atingindo 6.165 pontos. Esse desempenho se soma ao cenário de terça-feira (7), quando o dólar à vista apresentou leve baixa de 0,14%, encerrando a R$ 6,1056.

Como parte de sua atuação no mercado de câmbio, o Banco Central anunciou um leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional para esta sessão. A medida tem como objetivo a rolagem de vencimentos programados para 3 de fevereiro de 2025.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 6,110
  • Venda: R$ 6,110

     

Dólar turismo

  • Compra: R$ 6,187
  • Venda: R$ 6,367





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Banana que era descartada ganha valor e mercado


Já imaginou saborear balas produzidas com bananas cultivadas no litoral paranaense? Hum…, elas são, na verdade, a sensação de uma cidade chamada Antonina, no Paraná. 

A banana madura, que muitas vezes não tinha valor de mercado e frequentemente amadurecia antes de chegar ao consumidor, foi transformada em doce e virou um negócio lucrativo e que já está na terceira geração. 

A história da bala de banana de Antonina começa em 1979, quando as balas eram fabricadas e vendidas em pacotes nas bancas à beira da estrada.

Abrindo as porteiras

A receita não é tão simples assim, não. O processo exige muita experiência, e só o baleiro sabe o ponto certo. Não há tecnologia que substitua o conhecimento conquistado por anos de produção. 

Depois que o baleiro encontra o ponto ideal, as balas são cortadas, recebem uma cobertura de açúcar e são embaladas individualmente.

 “Uma das principais partes da produção das nossas balas é preservada, que é o ‘saber fazer’, porque os baleiros interferem no preparo da massa. Já a parte final de embrulhar e empacotar, aí sim, é todo industrializado”, explica Rafaela Takasaki Corrêa, sócia e diretora-executiva da empresa, que faz parte da terceira geração da família junto com o seu irmão.

Foi neste processo que, em 2020, a bala de banana de Antonina conquistou o selo de Indicação Geográfica de Procedência – que protege o nome onde o produto se tornou notório. 

A certificação foi garantida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). E para manter este selo é preciso que a fabricação siga todas as exigências estabelecidas no regulamento

“A Indicação Geográfica aumenta a visibilidade do produto. A nossa bala é reconhecida no país, porque tem história, tradição e qualidade. A marca e os produtos estão diretamente ligados à região”, diz Corrêa. 

O doce que ganhou o estado do Paraná, já é reconhecido em todo o Brasil. Um legado que passa de geração a geração. 

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Por dentro da Indicação Geográfica

De uma forma simples, sabe quando você vai comer um queijo, tomar um suco ou comprar algo especial, e alguém fala que só é tão gostoso e bom porque veio de um lugar diferente? 

É essa diferença que faz com que um produto ou um serviço de uma determinada região, feito de um jeito único e com muita tradição, receba o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) em forma de selo. 

Existem dois tipos de IG: 

  • Indicação de Procedência: É quando a região onde o produto é feito já ficou famoso. Por exemplo, Pelotas, no Rio Grande do Sul, faz doces maravilhosos, o local é conhecido como a capital nacional do doce! Então, a guloseima ganhou esse selo porque as pessoas já confiam que é especial.
  • Denominação de Origem: É quando o produto só pode ser feito naquele lugar específico, porque depende da terra, do clima ou de algo que só existe no local. Por exemplo, a Cachaça e Aguardente de Luiz Alves, em Santa Catarina, o jeito de fazer e os ingredientes são únicos do lugar.

“A gente sempre fala que um produto tem um nome e sobrenome, como, por exemplo, ‘abacaxi de Novo Remanso’, ‘laranjas de Tanguá’ para identificar de onde vem o produto”, diz Hulda Giesbrecht, coordenadora de tecnologias portadoras do futuro do Sebrae.

Agora que você entendeu o que é Indicação Geográfica de Procedência e Denominação de Origem, que tal descobrir os primeiros passos para conseguir esse reconhecimento? 

Alô, Sebrae! 

Caso você seja um produtor rural e esteja numa região que possa ser reconhecida por um serviço ou um produto específico, o melhor a fazer é procurar ajuda do Sebrae e apresentar o que há de melhor sendo produzido no território. 

“O Sebrae tem hoje um diagnóstico que pode ser aplicado na região para ver o potencial da área, para saber se pode ser reconhecido como uma IG ou uma Marca Coletiva. O resultado desse diagnóstico, pode demorar uma semana ou mais, e é feito por meio de entrevistas com outros produtores. Sendo o resultado positivo, o Sebrae pode apoiar na estruturação e auxiliar no processo de reconhecimento no INPI”, diz Giesbrecht.   

Para solicitar o registro da IG, é necessário alguns documentos, mas eles podem variar dependendo do tipo de indicação que o produtor irá solicitar. Entre as exigências estão:

  • Caderno de Especificações Técnicas;
  • Comprovante do pagamento da GRU;
  • Documentos que comprovem que o nome geográfico se tornou conhecido, no caso de Indicação de Procedência. Já na Denominação de Origem, é importante apresentar os documentos que comprovem a influência do meio geográfico nas qualidades ou características do produto ou serviço;
  • Instrumento oficial que delimita a área geográfica; 
  • E outros documentos que o Instituto julgar necessário. 

Atenção! 

Não é mais possível fazer o pedido da IG em papel. Os serviços só podem ser solicitados eletronicamente. E o Sebrae orienta o produtor no levantamento desses documentos.

Antonina na rota do turismo 

Mulher no palco com microfone na mão Mulher no palco com microfone na mão
Maria Isabel Guimarães – consultora do Sebrae/PR | Foto: Comunicação Sebrae/PR

A Bala de Banana de Antonina teve o apoio do Sebrae/PR na conquista da IG de Procedência e contribuiu para que a cidade não fosse apenas reconhecida pela produção do doce, mas também permitiu que ela entrasse na rota do turismo, movimentando a economia local.

“O trabalho envolveu diagnósticos, levantamento de dados, conteúdos históricos, criação e ações para fortalecer a governança”, afirma Maria Isabel Guimarães, consultora do Sebrae/PR.

Atualmente, a produção da bala em Antonina chega em média a uma tonelada por dia; emprega 20 funcionários diretos e oito indiretos. Além de quase 100 produtores de banana, que dependendo da época do ano, prestam serviço .

 “Os empresários de diversos ramos também se apropriaram desse reconhecimento e, acredito que seja esse um dos principais objetivos da da IG numa região”, finaliza Rafaela. 

“Antonina tinha a fama da bala e precisava organizar aspectos históricos, técnicos e sensibilizar a comunidade sobre essa potencialidade. Traçamos uma estratégia que foi bem-sucedida e conquistamos a IG que valorizou não só a produção como a cidade de modo geral, atingindo o turismo, gastronomia e com resultado efetivo de mercado”, explica a consultora do Sebrae/PR.

Com uma história rica, a guloseima é uma tradição de Antonina que ganha mercado e representa a região.



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Petrobras pode retomar produção de fertilizantes em fábricas da Bahia e Sergipe



Paralisadas desde 2023, as Fábricas de Fertilizantes (Fafens) de Camaçari (BA) e Laranjeiras (SE) poderão voltar a operar em 2025 sob gestão da Petrobras. A reintegração das unidades ao sistema da estatal depende da aprovação da diretoria executiva da empresa.

As fábricas estavam arrendadas à Unigel desde 2019. A Fafen-BA, hibernada em 2018, produzia amônia, ureia, gás carbônico e Arla 32, enquanto a Fafen-SE era especializada na produção de ureia fertilizante, ureia para uso industrial, amônia, gás carbônico e sulfato de amônio, também utilizado como fertilizante.

Outras fábricas em análise

No ano passado, a Petrobras já havia comunicado a intenção de retomar as atividades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR). O Congresso Nacional aprovou um crédito de R$ 300 milhões para reativar a unidade em Araucária (PR), fechada em 2020.

Além disso, a unidade de Três Lagoas (MS), atualmente em hibernação, também pode ter sua produção retomada em 2025, caso a proposta seja aprovada pela diretoria da Petrobras.

Impacto na economia e geração de empregos

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a retomada das fábricas tem o potencial de gerar empregos diretos e indiretos, oferecendo postos de trabalho de qualidade e com boa remuneração.

Para Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, a reativação das fábricas representa um avanço estratégico para o Brasil. “A retomada reafirma o compromisso do governo federal com as necessidades essenciais do país, coloca a Petrobras como motor do desenvolvimento e reforça o protagonismo no Plano Nacional de Fertilizantes”, destacou.



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Caixa e prefeitura de Porto Alegre assinam contratos do Novo PAC



O financiamento acordado prevê um período de carência de 24 meses



O financiamento acordado prevê um período de carência de 24 meses
O financiamento acordado prevê um período de carência de 24 meses – Foto: Pixabay

A CAIXA e a Prefeitura de Porto Alegre formalizaram, no início de 2025, a assinatura de contratos do Novo PAC, com investimentos de aproximadamente R$ 460 milhões. Os recursos serão destinados a obras de drenagem urbana, abastecimento de água, redes de esgoto e à construção do Centro de Controle e Operações (CCO) para o transporte coletivo da cidade. Esses investimentos, provenientes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), visam melhorar a infraestrutura, o saneamento e a mobilidade urbana, impactando positivamente a qualidade de vida da população.

O financiamento acordado prevê um período de carência de 24 meses, seguido de 240 meses para a amortização da dívida. A assinatura ocorreu no gabinete do prefeito Sebastião Melo e contou com a presença de representantes da CAIXA e do município. O prefeito celebrou a parceria, destacando que os recursos do Novo PAC possibilitarão a execução de importantes projetos que beneficiarão diretamente os porto-alegrenses. Renato Scalabrin, superintendente da CAIXA, também reforçou o compromisso do banco com a cidade, especialmente no apoio à reconstrução após as recentes tragédias climáticas que afetaram o estado.

Além disso, em dezembro de 2024, a Prefeitura de Porto Alegre contratou R$ 150 milhões via o FINISA (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento), linha de crédito da CAIXA que apoia obras de infraestrutura urbana e saneamento. O FINISA permite a execução de projetos essenciais com processos de contratação ágeis e simplificados.

O Novo PAC, lançado em setembro de 2023, prevê investimentos de R$ 136 bilhões em obras e equipamentos, com a participação dos estados e municípios. O programa abrange várias áreas, como Saúde, Educação e Cidades, com o objetivo de promover a modernização da infraestrutura no Brasil.

 





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A resiliência do produtor de soja que ‘dribla’ as dificuldades climáticas no campo



Natural de Sertão Santana, no interior do Rio Grande do Sul, desde muito jovem, a agricultura faz parte da vida de Fábio Eckert, produtor de soja. Vindo de uma família de agricultores, ele cresceu no campo e, desde os 5 anos, ajudava o pai no trator, imerso no universo rural. “Sou agricultor desde sempre. Não me vejo fazendo outra coisa. A agricultura está tatuada em mim, é o que eu amo fazer”, afirma, com paixão.

O sojicultor começou a escrever sua história há 30 anos, quando ele e seu pai decidiram investir no cultivo dessa oleaginosa. A família, que já era produtora de arroz, iniciou o plantio de soja na região de Várzea, localizada em áreas de terras baixas a 1 ou 2 metros do nível do mar. Com um experimento inicial de 30 hectares, a produção foi um sucesso, e o resultado foi um aumento na produtividade de arroz na área. Com o tempo, a soja se tornou uma cultura cada vez mais presente em suas lavouras, embora os primeiros anos tenham sido desafiadores, principalmente pela escassez de materiais e tecnologias apropriadas para o cultivo da soja em terras de várzea.

Hoje, Fábio olha para sua trajetória com orgulho. A fazenda, que começou com pequenas áreas, hoje conta com 4 mil hectares cultivados, uma área considerável para a região, e com produtividade de destaque.

“Há 20 anos, a gente plantava apenas 30 a 40 hectares. Hoje, temos uma área de 4 mil hectares com grandes produções. Já recebemos premiações em concursos como o SESB, Liga e 2X”, compartilha. Seu compromisso com a evolução é constante. Para ele, a educação contínua é fundamental, e ele não perde uma oportunidade de aprender mais. Participa de palestras, cursos e viagens internacionais para se atualizar sobre o que está sendo feito em outros países, sempre buscando trazer inovações para sua fazenda.

Nos últimos anos, a prioridade de Fábio mudou. Ele explica que, apesar de ter crescido a área da fazenda, nos últimos tempos a estratégia foi focar mais na produtividade e na otimização do uso das terras. “Hoje, o meu objetivo não é mais expandir a área, mas sim melhorar a produtividade. A cada ano, procuro subir a régua em 10%, até atingir o limite da produtividade possível para nossa realidade”, destaca.

A paixão pela agricultura e pelo desenvolvimento de novas técnicas, que ele mesmo ajudou a implementar em sua região, é visível. Para ele, a história da soja na Várzea do Rio Grande do Sul tem um pedaço de sua família, que foi pioneira no cultivo da soja nessa área. “Se não tivéssemos introduzido a soja na Várzea, provavelmente o arroz não seria cultivado da forma que é hoje. A soja fez parte da evolução da nossa agricultura”, conclui.

O clima e a soja: os desafios do sojicultor

Durante sua jornada, Fábio Eckert enfrentou alguns desafios, sendo o clima o principal obstáculo para a agricultura no Rio Grande do Sul. “Nos últimos anos, o clima tem sido realmente terrível, com seca severa no norte do estado, embora, por estarmos em uma terra baixa, a seca não tenha sido tão intensa por aqui. No entanto, ano passado, enfrentamos a catástrofe das enchentes, e minha cidade, que fica encostada na Lagoa dos Patos, também ficou praticamente toda alagada, assim como o restante do estado”, conta o sojicultor.

Ele destaca que, para a soja, o clima é um desafio ainda maior. “A soja é uma planta muito sensível. Se há excesso de umidade, ela morre; se está muito seco, também há prejuízos”, explica. Recentemente, Fábio teve que lidar com uma tempestade de granizo que devastou 20% de sua área de soja. “No dia 2 de janeiro, tivemos uma chuva de pedra que destruiu mais de 400 hectares da lavoura. Foi um golpe forte”, diz, refletindo sobre as dificuldades imprevisíveis que o campo impõe.

Outro grande desafio tem sido a dificuldade em obter seguros para a lavoura. Com o clima imprevisível e os altos riscos, as seguradoras têm se mostrado cada vez mais relutantes em oferecer cobertura para as lavouras no estado. “Está cada vez mais difícil garantir uma apólice de seguro, especialmente aqui no Rio Grande do Sul, onde o clima é tão imprevisível”, observa Fábio.

Além disso, o frio no início de outubro pode colocar a semente em dormência. Para minimizar esses riscos, Fábio utiliza previsões meteorológicas mais precisas, que ajudam a otimizar a janela de plantio, evitando chuva ou seca em excesso. Com o avanço das tecnologias, como plantadeiras mais precisas, o sucesso no plantio melhorou, reduzindo a necessidade de replantio. Apesar dos desafios, ele tem colhido bons resultados, com sua lavoura 80% saudável, exceto por danos causados por granizo, que atingiram 20% da área.

Em meio às adversidades, Fábio mantém uma postura resiliente. “Como bom produtor e agricultor, nunca desisto. Sempre tento fazer o melhor e, mesmo que perca de um lado, sei que posso ganhar de outro. É assim que seguimos em frente”, afirma, com o otimismo que o caracteriza. E, por mais difíceis que sejam os obstáculos, ele segue colhendo bons resultados na sua região.



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Avião não consegue pousar em aeroporto e explode em praia no litoral de SP



Um avião Cessna de pequeno porte sofreu um acidente na manhã de hoje (9) próximo ao aeródromo Gastão Madeira, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a aeronave cruzando duas avenidas da cidade em alta velocidade antes de parar, em chamas, na faixa de areia da Praia do Itaguá.

De acordo com a CNN Brasil e informações do site Flightradar24, o avião decolou por volta das 9h do Aeroporto Municipal de Mineiros, em Goiás, próximo à divisa com Minas Gerais. A Prefeitura de Ubatuba informou que o acidente envolveu oito vítimas, incluindo a morte do piloto. Cinco pessoas estavam na aeronave (três adultos e duas crianças) e outras três, que passavam pela pista de skate próxima ao local, foram atingidas. O avião pertence à família de um fazendeiro de Goiás.

O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) relatou que o avião ultrapassou os limites da pista durante uma tentativa de pouso no aeródromo. Segundo o sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave – matrícula PR-GFS, modelo 525, fabricada em 2008 – estava com autorização negada para operação de táxi aéreo, mas sua situação de aeronavegabilidade era considerada “normal”.



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estratégias para garantir alta produtividade



Manejo sustentável e o uso de tecnologia podem fazer a diferença para agricultores


Foto: Pixabay

Segundo informações divulgadas no Blog da Aegro, em um cenário marcado por desafios climáticos e econômicos, a adoção de práticas bem planejadas é essencial para o sucesso do plantio de soja. Especialistas ressaltam que a escolha de cultivares, o manejo sustentável e o uso de tecnologia podem fazer a diferença para agricultores enfrentarem as incertezas e aumentarem a produtividade.

Entre as principais orientações, destaca-se a escolha de variedades de soja adaptadas às condições climáticas locais, aumentando a resistência das plantas às adversidades. Práticas de manejo sustentável, como rotação de culturas e cuidado com o solo, também são recomendadas para melhorar a resiliência das lavouras. Outro ponto fundamental é o monitoramento contínuo das previsões meteorológicas, permitindo a adoção de estratégias de irrigação ou drenagem para mitigar impactos climáticos.

Além disso, o uso de tecnologias agrícolas, como softwares de gestão, tem se mostrado uma ferramenta indispensável. Soluções como o sistema Aegro oferecem suporte ao produtor, permitindo um acompanhamento detalhado das condições da lavoura, gestão de insumos e análise de dados climáticos, otimizando as decisões e potencializando os resultados do plantio.





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Seca afeta soja na Argentina; confira os impactos no grão



A seca que atinge a Argentina tem afetado a produção de soja, impactando diretamente as expectativas para a safra e, consequentemente, os preços da oleaginosa nos contratos futuros. Em Chicago, as cotações têm flutuado entre US$ 9,50 e US$ 10,30 por bushel.

Carlos Cogo, sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, explicou o papel crucial da Argentina na oferta global de soja. O país é o terceiro maior produtor mundial e o maior exportador de farelo e óleo de soja. Com uma área plantada estimada em 18,5 milhões de hectares, a Argentina deve produzir entre 52 e 55 milhões de toneladas de soja na safra de 2025.

Entretanto, o clima tem sido um fator decisivo. Segundo Cogo, 92% das lavouras ainda se encontram em boas e excelentes condições, mas a seca gerou preocupação, principalmente no início da safra. O prognóstico para a primeira quinzena de janeiro indica baixa precipitação, o que pode afetar as colheitas na Argentina, Paraguai e no Sul do Brasil. Contudo, as expectativas são positivas para a segunda quinzena de janeiro, com a previsão de chuvas, o que pode favorecer uma safra mais abundante.

Em relação aos preços futuros da soja, Cogo destacou que, embora as cotações oscilem entre US$ 9,50 e US$ 10,00, a tendência para o curto prazo é de estabilidade. Contudo, ele alertou que o maior fator de pressão sobre os preços pode vir das mudanças na política dos Estados Unidos, especialmente com a posse de Donald Trump como presidente em 2025.

Além disso, caso Trump cumpra suas promessas de aumentar as tarifas sobre países como a China, o mercado global de soja pode enfrentar uma pressão de baixa, o que poderia levar os preços a cair para patamares entre US$ 8,20 e US$ 9,10 por bushel.

Por fim, Cogo observou que, enquanto a situação nos Estados Unidos pode ser desfavorável para a soja, o Brasil pode se beneficiar com o aumento da demanda por soja sul-americana, caso a China reaja à política de tarifas americanas, direcionando suas compras para o Brasil.



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Monitoramento no Rio Tocantins segue após desabamento da ponte na BR-226



Substâncias como o herbicida ácido 2,4-diclorofenoxiacético foram detectadas em concentrações inferiores ao limite permitido pela legislação brasileira no Rio Tocantins. É o que aponta o relatório elaborado sob a coordenação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com a participação de técnicos de diversas entidades federais e estaduais, incluindo o Ministério do Meio Ambiente, a Embrapa e o Serviço Geológico do Brasil, que realizaram coletas e análises de amostras de água em cinco pontos ao longo do rio.

O desabamento parcial da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, em dezembro de 2024, gerou uma crise ambiental no Rio Tocantins. A ponte, que conecta as cidades de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), colapsou enquanto caminhões transportando agrotóxicos e ácido sulfúrico cruzavam sua estrutura. Até o momento, 14 mortes foram confirmadas e três pessoas seguem desaparecidas.

Resultados preliminares, divulgados em 6 de janeiro não encontraram indícios de contaminação por defensivos ou químicos provenientes dos caminhões nos pontos analisados. Contudo, substâncias como Acetamiprido(1), o herbicida ácido 2,4-diclorofenoxiacético e o Picloram(2) foram encontradas no relatório da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Os químicos são utilizados para o controle de ervas daninhas, pragas sugadoras e mastigadoras.

Riscos e continuidade do monitoramento

Técnicos alertam que o risco de contaminação permanece enquanto os recipientes com químicos permanecerem submersos no rio. Caso haja rompimento, as consequências podem incluir danos ao ecossistema aquático, riscos ao abastecimento de água de comunidades e impactos ao uso múltiplo do recurso hídrico.

Por essa razão, o monitoramento continuará até que o material seja totalmente removido. O trabalho inclui análises de parâmetros básicos da água, como pH, turbidez e presença de compostos químicos.

O trabalho é realizado pela Secretaria de Meio Ambiente do Maranhão (SEMA) e o Serviço Geológico do Brasil que realizam análises em campo. Além disso, a Cetesb e a Embrapa contribuíram com estudos detalhados sobre possíveis contaminantes, como pesticidas e compostos químicos.

As equipes continuam monitorando a qualidade da água e organizando a remoção segura dos materiais químicos do rio. Paralelamente, estudos estão sendo conduzidos para avaliar os impactos de longo prazo no meio ambiente e nas comunidades que dependem do Rio Tocantins para abastecimento e outras atividades.

Impactos do desabamento

O desabamento da ponte interrompeu o tráfego na BR-226, uma das principais ligações entre Tocantins e Maranhão, gerando prejuízos econômicos e transtornos para as populações locais. A estrutura havia apresentado problemas estruturais em inspeções anteriores, mas os reparos planejados foram adiados devido à falta de licitações bem-sucedidas.

Com aproximadamente 2400km de extensão, o rio é o segundo maior curso d’água 100% brasileiro.



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