quinta-feira, julho 9, 2026

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Rio Grande do Sul semeia menos arroz do que o esperado



Segundo levantamento do Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) a semeadura da safra 2024/25 foi concluída no começo de janeiro no Rio Grande do Sul. Foram plantados 927.8 mil hectares, o que representa uma baixa em relação à área projetada inicialmente, que era de 948 mil hectares.

O órgão aponta que algumas regionais não atingiram 100% da intenção de semeadura, sendo a área central do estado a mais afetada. Municípios da região sofreram com impacto das enchentes que ocorreram no mês de maio e, posteriormente, com frequência intensa de chuvas, o que atrasou a recomposição das lavouras. Com isso, plantaram 84,7 % da área esperada.

Outro problema da cultura é que parte da área foi semeada fora do que recomenda o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), estando, dessa forma, sem possibilidade de cobertura pelo seguro rural.

O plantio de arroz irrigado no estado, com variações entre as cultivares, vai de 1º de setembro a 20 de dezembro. A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) chegou a pedir a prorrogação do calendário de semeadura ao Ministério da Agricultura, mas não obteve resposta.

Para o presidente da entidade, Alexandre Velho, a baixa no número de hectares semeados já era esperado. “Temos lavouras muito afetadas, em especial na região central, o que requer alto investimento e tempo para recuperação. O produtor não teve recursos”, destaca.

Clima traz atrasos ao arroz

Na maioria das regiões gaúchas, o arroz se desenvolve bem, mas o clima tem sido o maior desafio. A estiagem afeta o nível de alguns rios. De acordo com o técnico agrícola do Irga Giovani Wrasse, na região central do estado, o Rio Jacuí, que é bastante usado para irrigação das lavouras, ainda está em situação normal para um período sem chuvas.

“Já nos arroios, há relatos de produtores de que não há água para irrigação. Os municípios com mais problemas são Paraíso do Sul, Faxinal do Soturno, São João do Polêsine e parte de Agudo, que são os que usam água de rios”, enumera.

Produtores também relatam problemas na Fronteira Oeste, que é a maior produtora de arroz no Rio Grande do Sul, com 281 mil hectares, praticamente metade de todo volume do estado.

“Na região do Alegrete, água escassa, lavouras amareladas por temperaturas baixas à noite, e outras áreas perdendo potencial produtivo por estarem largando cacho no frio”, comenta o produtor Guilherme Calovi.

Também são registrados atrasos nos manejos a campo. “Tem produtor que está com aplicações de fertilizantes ou nem conseguiu colocar água ainda nas quadras. O clima com muita chuva atrapalhou e agora a estiagem nos acende um alerta. O clima mais frio também não favorece o arroz”, afirma o presidente da Federarroz.

Na safra 2023/24 o estado produziu 7,1 milhões de toneladas de arroz. Com as enchentes registradas no estado, foram perdidos 46,9 mil hectares, que correspondem a 5,22% da área semeada. O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional do grão, respondendo por 70% do total.



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Falta de chuvas afeta o potencial produtivo da soja; confira



O plantio da soja no Rio Grande do Sul já atingiu 98% da área prevista, segundo dados da Emater/RS. Esse índice é ligeiramente superior ao de 97% registrado na semana anterior e igual ao de 97% do mesmo período do ano passado. A média dos últimos cinco anos para esta data é de 98%.

Na última semana, o avanço da semeadura ocorreu apenas em regiões com umidade adequada do solo, favorecendo o processo. No entanto, a falta de chuvas, especialmente nas regiões da Fronteira Oeste, Noroeste e Norte, resultou na paralisação do plantio. Além disso, a escassez de precipitações já está afetando a umidade do solo, gerando estresse hídrico em diversas áreas, o que compromete o potencial produtivo das lavouras de soja no estado.

Situação das lavouras de soja

Apesar disso, a sanidade das lavouras segue dentro dos padrões satisfatórios. No entanto, o Programa Monitora Ferrugem RS indicou que os níveis de risco para a doença Phakopsora pachyrhizi variam entre baixo e médio nas áreas monitoradas, com exceção de algumas pequenas regiões.

Na localidade de Santa Rosa, esporos da ferrugem têm sido registrados nas lâminas das plantas há várias semanas. Em função disso, muitos produtores têm incorporado fungicidas, de forma preventiva, às aplicações de controle de plantas daninhas em pós-emergência. Mesmo com as ações preventivas, é fundamental manter a vigilância contínua no monitoramento e controle de pragas e doenças.



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Fortes chuvas destroem 9 pontes em cidade de Minas Gerais


“Foi a pior enchente dos últimos quatro anos”. Assim, o prefeito de Dom Silvério, em Minas Gerais, José Bráulio Aleixo, classificou as consequências das fortes chuvas que atingiram a pequena cidade mineira de 5.196 habitantes entre a tarde de terça-feira (7) e a madrugada de quarta-feira (8).

“Durante minha primeira gestão – 2021/2024 – enfrentamos três enchentes. Esta, contudo, foi a pior de todas”, disse.

Segundo a Defesa Civil mineira, os últimos dias foram de muita chuva em todo o estado, mas, de acordo com Bráulio, na microrregião do Vale do Piranga, na Zona da Mata, no sudeste mineiro, nenhuma outra cidade foi tão afetada quanto Dom Silvério.

Na terça-feira (7), em apenas 20 minutos, choveu, no município, cerca de 150 milímetros (mm) – um grande volume, considerando que, para todo o mês de janeiro, eram esperados 220 mm. Um córrego que corta a cidade transbordou, causando prejuízos a particulares e à infraestrutura pública.

Embora os servidores da prefeitura ainda não tenham concluído o cadastramento das pessoas afetadas e o balanço dos estragos, foram contabilizados até agora 105 desalojados (pessoas que tiveram que buscar abrigo temporário nas residências de parentes ou amigos ou em pousadas e hotéis) e 15 desabrigados (quem, sem ter onde ficar, teve que ser levado para abrigos públicos ou de entidades sociais).

“Há famílias que perderam tudo que tinham em suas casas. Roupas, camas, televisões, utensílios domésticos… Essas foram as maiores perdas”, acrescentou Bráulio.

Animais mortos

Não há, até o momento, registro de pessoas feridas ou mortas, mas ao menos 12 animais domésticos morreram em decorrência das consequências das chuvas. Duzentos imóveis residenciais e comerciais foram de alguma forma atingidos pela força das águas que destruíram pontes e causaram deslizamentos, bloqueando o acesso a algumas localidades. Em alguns bairros, o fornecimento de energia elétrica e água chegou a ser interrompido.

“Perdemos ao menos nove pontes, tanto de concreto, quanto de madeira. Duas delas ficam na área urbana. E ainda estamos avaliando se uma terceira está condenada”, detalhou o prefeito, assegurando que a retirada do entulho e a limpeza da área urbana devem terminar ainda hoje.

“Fizemos uma força-tarefa com mais de 200 homens, sete caminhões-pipas, outros quatro ou cinco caminhões menores, maquinário. E, junto com a população, conseguiremos terminar a limpeza ainda esta tarde. Quanto ao trabalho de desobstrução das vias, ainda é muito cedo para responder”, comentou o prefeito.

Diante da gravidade da situação, a prefeitura decretou situação de emergência. A medida permite ao Poder Executivo municipal agilizar as ações de resposta, como a mobilização de recursos, execução de obras emergenciais e a solicitação de apoio estadual e federal para a recuperação das áreas afetadas.

“Precisamos elaborar um relatório preciso da situação para acessar recursos federais e estaduais e pleitear emendas parlamentares. Já estamos fazendo este levantamento e em contato com todos que podem nos ajudar”, garantiu Bráulio.

Ele acrescentou que “estamos fazendo todo o cadastro para acessar os recursos via Defesa Civil, emendas parlamentares e governo federal. “Precisamos ter um relatório preciso para passar para as autoridades federais e estaduais. Estamos em contato com todos e estamos fazendo este levantamento”.

Chuvas intensas

Para além das ocorrências registradas esta semana em várias cidades mineiras, a estação das chuvas, que começou em setembro de 2024 e deve prosseguir até março, já causou ao menos 12 mortes em Minas Gerais, além de desalojar 1.385 pessoas e desabrigar outras 198.

Os óbitos ocorreram em nove cidades, a partir de 27 de setembro: Ipanema (3); Raul Soares (2) e Uberlândia; Maripá de Minas; Coronel Pacheco; Nepomuceno; Capinópolis; Alterosa e Carangola, com uma morte cada.

Em todo o período, ao menos 46 municípios decretaram situação de anormalidade, ou seja, de emergência ou calamidade pública.



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Falas de Trump visam retomar hegemonia mundial dos EUA, afirma Daoud



O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que tomará posse para seu segundo mandato no dia 20 de janeiro, tem feito declarações polêmicas que preocupam as relações internacionais.

Entre suas afirmações, Trump sugeriu a anexação do Canadá, que se tornaria o 51º estado americano, e a compra da Groenlândia, justificando a medida como uma questão de segurança nacional, mesmo que isso exigisse o uso de força militar. Ele também propôs renomear o Golfo do México como “Golfo da América” e chegou a mencionar a retomada do controle do Canal do Panamá.

Em suas redes sociais, Trump compartilhou imagens mostrando como o mapa dos Estados Unidos ficaria com a anexação dos territórios mencionados.

O comentarista Miguel Daoud analisou a situação no programa Mercado & Companhia desta terça-feira (9) e destacou os possíveis impactos econômicos e políticos das declarações de Trump para o Brasil e o mundo.



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Chuvas causam destruição e deixam centenas de desabrigados pelo Brasil


Equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar Ambiental de São Paulo estão resgatando famílias em áreas alagadas na cidade de Peruíbe, no litoral paulista, após uma forte chuva atingir o município na madrugada de hoje (9). O resgate inclui idosos, crianças e animais domésticos.

De acordo com as autoridades, cerca de 250 pessoas estão desabrigadas e estão sendo encaminhadas para um abrigo emergencial, onde recebem alimentação, banho e local para dormir até que a situação se normalize.

Segundo a Defesa Civil, os modelos meteorológicos não indicam acumulados significativos nas próximas horas. No entanto, há recomendação de atenção em áreas vulneráveis, pois o solo ainda está encharcado.

Minas Gerais

“Foi a pior enchente dos últimos quatro anos.” Assim descreveu o prefeito de Dom Silvério, José Bráulio Aleixo, as consequências das fortes chuvas que atingiram a cidade, de pouco mais de 5 mil habitantes, entre a tarde de terça-feira (7) e a madrugada de quarta-feira (8).

CHUVAS EM MGCHUVAS EM MG

Segundo a Defesa Civil mineira, o estado tem enfrentado chuvas intensas nos últimos dias. Em Dom Silvério, choveu cerca de 150 milímetros em apenas 20 minutos na terça-feira (7), um volume significativo considerando que a média esperada para todo o mês de janeiro era de 220 mm. O córrego que corta a cidade transbordou, causando grandes prejuízos.

A enchente deixou 105 desalojados, que buscaram abrigo temporário com familiares, amigos ou em pousadas, e 15 desabrigados, encaminhados para abrigos públicos.

“Há famílias que perderam tudo: roupas, camas, televisores, utensílios domésticos… Essas foram as maiores perdas,” lamentou o prefeito Bráulio.

Danos materiais e animais mortos

Ao menos 12 animais domésticos morreram em decorrência das enchentes. Além disso, 200 imóveis residenciais e comerciais foram atingidos, e a força das águas destruiu pontes, causou deslizamentos e bloqueou acessos em algumas áreas. O fornecimento de energia elétrica e água foi interrompido em determinados bairros.

“Perdemos pelo menos nove pontes, tanto de concreto quanto de madeira. Duas delas ficam na área urbana, e ainda estamos avaliando se uma terceira será condenada,” detalhou o prefeito, que garantiu que a retirada de entulhos e a limpeza da área urbana devem ser concluídas ainda hoje.

A prefeitura decretou situação de emergência, o que permitirá ao município mobilizar recursos, executar obras emergenciais e solicitar apoio estadual e federal para recuperar as áreas afetadas.

Chuvas intensas

Além dos eventos registrados em várias cidades mineiras nesta semana, a estação das chuvas, que começou em setembro de 2024 e deve durar até março, já deixou ao menos 12 mortos em Minas Gerais. No estado, 1.385 pessoas estão desalojadas e 198 desabrigadas.



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Desenrola Rural sai este mês, diz Paulo Teixeira



O deputado estadual Adão Preto Filho (PT-RS) divulgou vídeo em que o ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, afirma que o governo federal irá lançar ainda em janeiro o Desenrola Rural, para negociação de dívidas de produtores rurais de forma simplificada.

“Já está tudo aprovado no Congresso Nacional, está pactuado dentro do governo. Só precisa resolver um ou outro detalhe dentro do Ministério da Fazenda”, diz o ministro no vídeo gravado durante sua visita a Porto Alegre (RS), nesta quinta-feira (9).

O governo já havia prometido anteriormente o programa, informando que ele seria lançado ainda antes do fim de 2024.

No vídeo, Teixeira comenta que haverá três componentes no Desenrola Rural: repactuação da dívida dos agricultores com alto desconto; retirada do ‘score’ negativo, que impede o produtor de pegar novos financiamentos; possibilidade de consultar dívidas privadas para fins de crédito agrícola.



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Mapa investe R$ 21 milhões para fortalecer defesa agropecuária no Rio Grande do Sul


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) celebrou um convênio de R$ 21 milhões com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS). O objetivo é fortalecer a defesa agropecuária no estado, garantindo condições ideais para a produção e comercialização de produtos agrícolas e pecuários.

Os recursos serão destinados a áreas estratégicas, como defesa agropecuária animal e vegetal, pesquisa e diagnóstico. Os investimentos incluem a aquisição de veículos, equipamentos de escritório, materiais laboratoriais e ferramentas de informática. Esses aportes devem reforçar os serviços prestados aos agricultores e criadores gaúchos, além de assegurar a sanidade dos cultivos e criações.

Planejamento e tratativas

De acordo com o superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, as tratativas para o convênio tiveram início em maio, durante a instalação do gabinete itinerante liderado pelo ministro Carlos Fávaro. Na ocasião, equipes do Mapa, da Seapi/RS e da Secretaria de Defesa Agropecuária elaboraram um documento detalhado para viabilizar os investimentos.

Aporte ao estado

Os recursos foram garantidos pela Medida Provisória nº 1.260/2024, que também destinou verbas ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e à Embrapa. No total, mais de R$ 80 milhões foram direcionados ao Rio Grande do Sul, contemplando ações voltadas à recuperação e fortalecimento das atividades agropecuárias no estado que sofreu com grandes enchentes no ano passado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Dólar comercial sobe e bate R$ 6,11



O dólar comercial encerra esta quarta-feira (8) com alta em relação ao real




Foto: Pixabay

O dólar comercial encerra esta quarta-feira (8) com alta em relação ao real, acompanhando os ganhos nos mercados internacionais. A valorização reflete a reação dos investidores às recentes sinalizações sobre os planos tarifários do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, além de dados econômicos robustos divulgados pela maior economia global, de acordo com dados do InfoMoney.

Às 16h20, o dólar à vista registrava elevação de 0,10%, sendo negociado a R$ 6,110 tanto na compra quanto na venda. Paralelamente, na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento mais próximo subia 0,57%, atingindo 6.165 pontos. Esse desempenho se soma ao cenário de terça-feira (7), quando o dólar à vista apresentou leve baixa de 0,14%, encerrando a R$ 6,1056.

Como parte de sua atuação no mercado de câmbio, o Banco Central anunciou um leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional para esta sessão. A medida tem como objetivo a rolagem de vencimentos programados para 3 de fevereiro de 2025.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 6,110
  • Venda: R$ 6,110

     

Dólar turismo

  • Compra: R$ 6,187
  • Venda: R$ 6,367





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Banana que era descartada ganha valor e mercado


Já imaginou saborear balas produzidas com bananas cultivadas no litoral paranaense? Hum…, elas são, na verdade, a sensação de uma cidade chamada Antonina, no Paraná. 

A banana madura, que muitas vezes não tinha valor de mercado e frequentemente amadurecia antes de chegar ao consumidor, foi transformada em doce e virou um negócio lucrativo e que já está na terceira geração. 

A história da bala de banana de Antonina começa em 1979, quando as balas eram fabricadas e vendidas em pacotes nas bancas à beira da estrada.

Abrindo as porteiras

A receita não é tão simples assim, não. O processo exige muita experiência, e só o baleiro sabe o ponto certo. Não há tecnologia que substitua o conhecimento conquistado por anos de produção. 

Depois que o baleiro encontra o ponto ideal, as balas são cortadas, recebem uma cobertura de açúcar e são embaladas individualmente.

 “Uma das principais partes da produção das nossas balas é preservada, que é o ‘saber fazer’, porque os baleiros interferem no preparo da massa. Já a parte final de embrulhar e empacotar, aí sim, é todo industrializado”, explica Rafaela Takasaki Corrêa, sócia e diretora-executiva da empresa, que faz parte da terceira geração da família junto com o seu irmão.

Foi neste processo que, em 2020, a bala de banana de Antonina conquistou o selo de Indicação Geográfica de Procedência – que protege o nome onde o produto se tornou notório. 

A certificação foi garantida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). E para manter este selo é preciso que a fabricação siga todas as exigências estabelecidas no regulamento

“A Indicação Geográfica aumenta a visibilidade do produto. A nossa bala é reconhecida no país, porque tem história, tradição e qualidade. A marca e os produtos estão diretamente ligados à região”, diz Corrêa. 

O doce que ganhou o estado do Paraná, já é reconhecido em todo o Brasil. Um legado que passa de geração a geração. 

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Por dentro da Indicação Geográfica

De uma forma simples, sabe quando você vai comer um queijo, tomar um suco ou comprar algo especial, e alguém fala que só é tão gostoso e bom porque veio de um lugar diferente? 

É essa diferença que faz com que um produto ou um serviço de uma determinada região, feito de um jeito único e com muita tradição, receba o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) em forma de selo. 

Existem dois tipos de IG: 

  • Indicação de Procedência: É quando a região onde o produto é feito já ficou famoso. Por exemplo, Pelotas, no Rio Grande do Sul, faz doces maravilhosos, o local é conhecido como a capital nacional do doce! Então, a guloseima ganhou esse selo porque as pessoas já confiam que é especial.
  • Denominação de Origem: É quando o produto só pode ser feito naquele lugar específico, porque depende da terra, do clima ou de algo que só existe no local. Por exemplo, a Cachaça e Aguardente de Luiz Alves, em Santa Catarina, o jeito de fazer e os ingredientes são únicos do lugar.

“A gente sempre fala que um produto tem um nome e sobrenome, como, por exemplo, ‘abacaxi de Novo Remanso’, ‘laranjas de Tanguá’ para identificar de onde vem o produto”, diz Hulda Giesbrecht, coordenadora de tecnologias portadoras do futuro do Sebrae.

Agora que você entendeu o que é Indicação Geográfica de Procedência e Denominação de Origem, que tal descobrir os primeiros passos para conseguir esse reconhecimento? 

Alô, Sebrae! 

Caso você seja um produtor rural e esteja numa região que possa ser reconhecida por um serviço ou um produto específico, o melhor a fazer é procurar ajuda do Sebrae e apresentar o que há de melhor sendo produzido no território. 

“O Sebrae tem hoje um diagnóstico que pode ser aplicado na região para ver o potencial da área, para saber se pode ser reconhecido como uma IG ou uma Marca Coletiva. O resultado desse diagnóstico, pode demorar uma semana ou mais, e é feito por meio de entrevistas com outros produtores. Sendo o resultado positivo, o Sebrae pode apoiar na estruturação e auxiliar no processo de reconhecimento no INPI”, diz Giesbrecht.   

Para solicitar o registro da IG, é necessário alguns documentos, mas eles podem variar dependendo do tipo de indicação que o produtor irá solicitar. Entre as exigências estão:

  • Caderno de Especificações Técnicas;
  • Comprovante do pagamento da GRU;
  • Documentos que comprovem que o nome geográfico se tornou conhecido, no caso de Indicação de Procedência. Já na Denominação de Origem, é importante apresentar os documentos que comprovem a influência do meio geográfico nas qualidades ou características do produto ou serviço;
  • Instrumento oficial que delimita a área geográfica; 
  • E outros documentos que o Instituto julgar necessário. 

Atenção! 

Não é mais possível fazer o pedido da IG em papel. Os serviços só podem ser solicitados eletronicamente. E o Sebrae orienta o produtor no levantamento desses documentos.

Antonina na rota do turismo 

Mulher no palco com microfone na mão Mulher no palco com microfone na mão
Maria Isabel Guimarães – consultora do Sebrae/PR | Foto: Comunicação Sebrae/PR

A Bala de Banana de Antonina teve o apoio do Sebrae/PR na conquista da IG de Procedência e contribuiu para que a cidade não fosse apenas reconhecida pela produção do doce, mas também permitiu que ela entrasse na rota do turismo, movimentando a economia local.

“O trabalho envolveu diagnósticos, levantamento de dados, conteúdos históricos, criação e ações para fortalecer a governança”, afirma Maria Isabel Guimarães, consultora do Sebrae/PR.

Atualmente, a produção da bala em Antonina chega em média a uma tonelada por dia; emprega 20 funcionários diretos e oito indiretos. Além de quase 100 produtores de banana, que dependendo da época do ano, prestam serviço .

 “Os empresários de diversos ramos também se apropriaram desse reconhecimento e, acredito que seja esse um dos principais objetivos da da IG numa região”, finaliza Rafaela. 

“Antonina tinha a fama da bala e precisava organizar aspectos históricos, técnicos e sensibilizar a comunidade sobre essa potencialidade. Traçamos uma estratégia que foi bem-sucedida e conquistamos a IG que valorizou não só a produção como a cidade de modo geral, atingindo o turismo, gastronomia e com resultado efetivo de mercado”, explica a consultora do Sebrae/PR.

Com uma história rica, a guloseima é uma tradição de Antonina que ganha mercado e representa a região.



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Petrobras pode retomar produção de fertilizantes em fábricas da Bahia e Sergipe



Paralisadas desde 2023, as Fábricas de Fertilizantes (Fafens) de Camaçari (BA) e Laranjeiras (SE) poderão voltar a operar em 2025 sob gestão da Petrobras. A reintegração das unidades ao sistema da estatal depende da aprovação da diretoria executiva da empresa.

As fábricas estavam arrendadas à Unigel desde 2019. A Fafen-BA, hibernada em 2018, produzia amônia, ureia, gás carbônico e Arla 32, enquanto a Fafen-SE era especializada na produção de ureia fertilizante, ureia para uso industrial, amônia, gás carbônico e sulfato de amônio, também utilizado como fertilizante.

Outras fábricas em análise

No ano passado, a Petrobras já havia comunicado a intenção de retomar as atividades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR). O Congresso Nacional aprovou um crédito de R$ 300 milhões para reativar a unidade em Araucária (PR), fechada em 2020.

Além disso, a unidade de Três Lagoas (MS), atualmente em hibernação, também pode ter sua produção retomada em 2025, caso a proposta seja aprovada pela diretoria da Petrobras.

Impacto na economia e geração de empregos

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a retomada das fábricas tem o potencial de gerar empregos diretos e indiretos, oferecendo postos de trabalho de qualidade e com boa remuneração.

Para Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, a reativação das fábricas representa um avanço estratégico para o Brasil. “A retomada reafirma o compromisso do governo federal com as necessidades essenciais do país, coloca a Petrobras como motor do desenvolvimento e reforça o protagonismo no Plano Nacional de Fertilizantes”, destacou.



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