quinta-feira, julho 9, 2026

Agro

News

Inflação de 2024 supera a meta e atinge 4,83%, o maior nível desde 2022



A inflação oficial do Brasil fechou 2024 em 4,83%, acima do limite máximo da meta estipulada pelo governo. Em 2023, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) havia ficado em 4,62%. Os dados foram divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A meta de inflação do governo para 2024 foi de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos. Ou seja, o IPCA do ano ficou 0,33 p.p. acima. O resultado de 2024 é o mais alto desde 2022 (5,79%). O IBGE apura o comportamento de preços de 377 produtos e serviços.

Vilões

Ao longo de 2024, o grupo alimentos e bebidas foi o que mais pressionou o bolso dos brasileiros, com alta de 7,62%, impacto de 1,63 p.p. no IPCA. Segundo o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, a subida no preço dos alimentos se explica por causa da “influência de condições climáticas adversas, em vários períodos do ano e em diferentes localidades do país”.

Em seguida, as maiores pressões vieram dos grupos saúde e cuidados pessoais (6,09%, impacto de 0,81 p.p.) e transportes (3,3%, impacto de 0,69 p.p.). Juntos, esses três grupos responderam por cerca de 65% da inflação de 2024.

O produto que mais pressionou o custo de vida do brasileiro foi a gasolina, que subiu 9,71%, o que representa um impacto de 0,48 p.p. Em seguida, figuram plano de saúde (alta de 7,87% e impacto de 0,31 p.p.) e refeição fora de casa, que ficou 5,7% mais cara (impacto de 0,2 p.p.).



Source link

News

Bônus para garantia de preços beneficia agricultura familiar



Passa a valer hoje, 10, a  lista dos produtos que serão beneficiados com o bônus do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

Para a primeira lista do ano houve a inclusão de itens como a batata no paraná e mel de abelha, cebola e trigo no Rio Grande Do Sul.  

O programa visa apoiar os agricultores familiares que tenham preços de mercado inferior ao preço de garantia estabelecido pelos seus produtos. 

Os descontos serão concedidos nas parcelas ou na liquidação das operações de crédito rural do Programa Nacional De Fortalecimento Da Agricultura Familiar (Pronaf). A garantia tem validade até 9 de fevereiro de 2025 quando passa a valer outra lista.

A relação também inclui itens como açaí, banana, cará/inhame, castanha-de-caju, cebola, erva-mate, feijão caupi, manga, mel de abelha, raiz de mandioca, tomate e trigo em diversos estados. 

Confira a lista na portaria (nº 301/2025) do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), publicada pelo Diário Oficial da União (DO) do último dia 8.



Source link

News

2024 bate recorde de temperatura global



Em 2024, o planeta Terra registrou o ano mais quente desde 1850, conforme informaram hoje (10) diversas agências de monitoramento meteorológico. Com um aumento significativo nas temperaturas, o planeta superou um importante limite, alertam os cientistas.

A temperatura média global em 2024 superou o recorde anterior, registrado em 2023, e ultrapassou o limite de aquecimento de 1,5ºC desde o fim do século 19, estabelecido pelo Acordo de Paris de 2015. Dados do Serviço de Mudança Climática Copernicus (UE), do Met Office (Reino Unido) e da agência meteorológica do Japão confirmam o aquecimento, calculado entre 1,53ºC e 1,6ºC acima da média pré-industrial.

“O limiar de 1,5º C não é apenas um número, é um sinal de alerta. Superá-lo mesmo por um único ano mostra o quão perigosamente próximos estamos de exceder os limites estabelecidos pelo Acordo de Paris”, disse Victor Gensini, cientista climático da Universidade do Norte de Illinois (EUA).

Nos Estados Unidos, equipes de monitoramento como a Nasa e a NOAA devem divulgar seus dados em breve, mas cientistas já indicam que será confirmado um recorde de calor em 2024. Apesar de diferenças metodológicas, todas as análises apontam para um aumento inédito nas temperaturas globais.

Causas e impactos

O aumento se deve principalmente à queima de combustíveis fósseis, que intensifica o acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera, segundo Samantha Burgess, do Copernicus. Fatores como o fenômeno El Niño contribuíram para o aquecimento, embora com menor impacto.

Além disso, o salto nas temperaturas em 2024 foi incomum: o aquecimento em relação a 2023 foi de 0,125ºC, um aumento muito superior ao registrado em recordes anteriores, geralmente superados por centésimos de grau. Os cientistas destacam que os últimos 10 anos foram os mais quentes em 125 mil anos.

Recorde e alerta climático

O dia 10 de julho foi o mais quente já registrado na história, com uma média global de 17,16ºC, segundo o Copernicus. Esses recordes acionaram “sirenes de alerta” entre especialistas. Jennifer Francis, do Woodwell Climate Research Center, alertou para o risco de insensibilidade pública diante da urgência climática.

Os impactos já são visíveis: em 2024, desastres climáticos geraram prejuízos globais de US$ 140 bilhões, com a América do Norte sendo particularmente afetada. Kathy Jacobs, da Universidade do Arizona, ressalta que o aumento da temperatura global agrava os danos econômicos, à saúde e aos ecossistemas.

Limites críticos

O aquecimento de 1,5ºC é considerado um limite crítico para evitar catástrofes climáticas. Apesar de os cientistas reforçarem que a meta de 1,5ºC se refere a médias de longo prazo (20 anos), ultrapassar esse valor mesmo temporariamente é motivo de preocupação.

Um estudo da ONU de 2018 apontou que manter o aquecimento abaixo desse patamar pode evitar a extinção de recifes de corais, a perda massiva de gelo na Antártida e o sofrimento de milhões de pessoas.

Cenário futuro

Embora 2025 possa ser menos quente devido à influência do fenômeno La Niña, cientistas alertam que os oceanos estão aquecendo mais rapidamente, o que pode agravar os desafios climáticos. Carlo Buontempo, diretor do Copernicus, destacou que estamos enfrentando condições climáticas para as quais a sociedade não está preparada.

Michael Mann, da Universidade da Pensilvânia, concluiu: “Agora estamos colhendo o que plantamos”.



Source link

News

Estiagem nas lavouras de soja; produtores seguem preocupados



O começo de 2025 está sendo difícil para os produtores de soja do Rio Grande do Sul, com a combinação de granizo e estiagem em diversas regiões do estado. Após episódios de granizo que afetaram lavouras em várias localidades, a falta de chuvas por mais de um mês começa a gerar preocupações sérias, principalmente devido aos impactos na produtividade da soja. As previsões indicam que, mesmo com a volta das chuvas, as perdas podem ser irreparáveis para muitas áreas do estado.

No Noroeste do estado, mais de 10 mil hectares foram destruídos pelo granizo, afetando fortemente a produção local. Em Tapes, no Sul, o cenário é igualmente alarmante. “Perdemos quase 20% da nossa área, que foi devastada. Hoje, depois de vários dias de chuva, dá para ver alguma coisa rebrotando, mas não sabemos o que vai restar. Áreas mais velhas, como as de soja em fase de enchimento de grãos, acredito que não vão se recuperar”, explica um produtor da região.

Além dos danos causados pelo granizo, a estiagem já causa efeitos visíveis nas lavouras. Plantas jovens estão secando e as folhas estão comprometidas. Em Morro Redondo, no Sul, e Santo Ângelo, nas Missões, as perdas de produtividade são praticamente certas, com plantas abortando flores ao invés de se desenvolverem normalmente.

Chuvas na soja

A previsão de chuvas para os próximos dias oferece alguma esperança, mas a instabilidade climática tem dificultado as estimativas sobre os danos nas lavouras. Com chuvas irregulares, algumas áreas podem ser beneficiadas enquanto outras continuam sem precipitação significativa. Em Castilhos, na região Central, a falta de umidade já é preocupante, com chuvas muito abaixo do esperado desde o final de dezembro.

Segundo dados da Emater, 97% da área foi semeada e está dentro da média das últimas safras, mas a seca prolongada e os preços baixos das commodities agravam a situação dos produtores. Além disso, o endividamento acumulado das últimas safras frustradas torna o cenário ainda mais difícil para muitos agricultores, especialmente os que dependem de áreas arrendadas.

O setor rural está pedindo ajuda urgente do governo para enfrentar o passivo crescente. Muitos produtores não têm mais como arcar com as dívidas, e a falta de um apoio efetivo, somada aos altos juros de empréstimos, tem dificultado a recuperação das lavouras. A crise é ainda mais grave em áreas onde o pagamento de arrendamentos está atrasado, exacerbando o endividamento dos agricultores.

Sem ações concretas para aliviar a situação financeira dos produtores, muitos podem ser forçados a abandonar a atividade agrícola, com sérios impactos para a economia do estado e para a produção de alimentos no Brasil. O Rio Grande do Sul, que enfrenta uma sequência de dificuldades climáticas, aguarda com apreensão as chuvas que podem salvar a safra, mas o tempo está se esgotando.



Source link

News

Liderança global no uso de máquinas agrícolas autônomas será do Brasil, aposta John Deere


Imagine um produtor rural que possui fazenda de soja e milho em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Ao checar a previsão do tempo, descobre que terá uma janela ideal de semeadura a partir do próximo dia. Porém, ele está em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, e há anos encontra dificuldades em contratar mão de obra qualificada para operar as suas plantadeiras.

O que poderia ser uma preocupação, rapidamente se resolve: mesmo a milhares de quilômetros de distância, pega o celular do bolso e, em tempo real, envia um comando para que as suas máquinas agrícolas liguem sozinhas, se alinhem e iniciem mais uma safra com o pé direito. Esse tipo de cenário de ficção científica está mais próximo de acontecer do que muitos podem imaginar, aposta a John Deere.

Isso porque a companhia expôs os três tratores autônomos de sua segunda geração na Consumer Eletronics Show (CES 2025), em Las Vegas, nos Estados Unidos. Eles já estão à venda para os produtores norte-americanos e o plano é que desembarquem no Brasil em um futuro bastante próximo.

Modelos autônomos

trator pomar culturas especiais - máquinas agrícolastrator pomar culturas especiais - máquinas agrícolas
Modelo autônomo 5ML de 130 cavalos para culturas especiais, como pomares

O maior trator da multinacional, o 9RX, de 830 cavalos, voltado a grandes operações, passa a contar com um kit de autonomia que combina visão computacional avançada com inteligência artificial, tudo isso embutido em sensores e 16 câmeras individuais que permitem visão 360° do campo.

Existem, ainda, os tratores estreitos 5ML, de 130 cavalos que, em um primeiro momento, possuem motor a diesel, mas a promessa da John Deere é que no curto prazo operem também na versão elétrica. Os modelos são voltados a culturas especiais, como pomares, locais onde a pulverização com jato de ar tende a ser exaustiva.

De acordo com o vice-presidente e CTO Global da marca, Jahmy Hindman, o sistema de autonomia deles permite navegação precisa mesmo sob a densa cobertura de folhas.

Tal como o 9RX, identificam obstáculos sensíveis e pequenas variações, como insetos e até mesmo a mudança de luz do dia. Contudo, possuem a capacidade de apenas interromper a operação quando diante de empecilhos que possam realmente danificá-los, caso de pedras e grandes galhos, garante a companhia.

Segundo Hindman, o modelo tecnológico dessas máquinas foi treinado com imagens coletadas em ambiente real, sendo a maioria delas captadas em operações agrícolas nos Estados Unidos. “Estamos trabalhando para que essa tecnologia funcione bem no Brasil. Nossa projeção é que entre os próximos dois ou três anos já estaremos aptos a implementar esses modelos no país.”

E a pressa é justificável: a John Deere aposta que o Brasil estará, em um futuro próximo, entre os três principais mercados de máquinas agrícolas autônomas do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, Europa ou Canadá. Contudo, para o vice-presidente sênior e CFO global da marca, Josh Jepsen, há potencial para ir ainda mais além.

“Ao analisarmos o agronegócio brasileiro, com propriedades de tamanhos muito superiores a tudo o que vemos nos Estados Unidos e também com a dificuldade que os produtores têm de encontrar mão de obra capacitada para operar as máquinas, algo que não deve mudar e até se agravar no futuro, acreditamos que o Brasil será o primeiro mercado global em máquinas autônomas futuramente”.

Ele também destaca a capacidade de o país produzir, em alguns casos, até três safras por ano, algo que não ocorre em outras importantes nações com vocação agrícola. “Os períodos em que os produtores têm para fazer as operações em campo no Brasil são limitados, com janelas muito curtas. Uma tecnologia como a autonomia das máquinas pode ajudar nesse trabalho que, para o agricultor, pode ser muito extenuante”, afirma.

Já para o vice-presidente de Sistemas de Produção para a América Latina da John Deere, Cristiano Correia, as próprias características geopolíticas do Brasil tendem a elevá-lo ao patamar de liderança global na adoção de máquinas autônomas.

“O Brasil possui áreas agrícolas enormes e distantes de qualquer município com mais população, então é realmente muito difícil para o agricultor atrair mão de obra qualificada. Na Europa e nos Estados Unidos isso é diferente porque as cidades são mais descentralizadas e o produtor consegue contar com os trabalhadores que necessita com um pouco mais de facilidade”.

Segundo ele, a companhia tem como meta para 2026 conectar ao sistema autônomo cerca de 1,5 milhão de máquinas agrícolas no mundo. “No Brasil, a expectativa é que sejam algumas centenas de milhares em um futuro próximo”, enfatiza.

Obstáculos a transpor

trator máquina autônoma John Deeretrator máquina autônoma John Deere
Falta de conectividade ainda é desafio para implementação no Brasil

Ainda que a John Deere reconheça o gigante potencial brasileiro na adoção de máquinas autônomas, os executivos da empresa ficam apreensivos com a limitação da conectividade em propriedades rurais do país.

O Indicador de Conectividade Rural (ICR), por exemplo, demonstrou que por aqui apenas 37,4% dos imóveis rurais têm cobertura 4G ou 5G em toda a área de uso agropecuário.

“Por conta deste grande desafio do Brasil, iniciamos em 2024 uma parceria com a Starlink para nos ajudar a preencher esse vácuo em locais de maior deficiência de internet, como em Mato Grosso, por exemplo. Nossa expectativa é que no Brasil esses modelos de conexão acoplados à maioria das máquinas novas entre em operação em cerca de dois anos. Já para as máquinas mais antigas, o retrofit deve demorar entre três e cinco anos”, detalha o CTO Global da John Deere, Jahmy Hindman.

Segundo ele, outro desafio que a companhia trabalha para superar é fazer com que máquinas autônomas trabalhem em propriedades com terrenos mais acidentados e montanhosos – como no Rio Grande do Sul e Paraná – tão bem como já poderiam operar em lavouras planas, caso de Mato Grosso e da maioria das áreas produtivas do Cerrado brasileiro.

“A autonomia é como o desenvolvimento de uma criança, ou seja, aprendemos inicialmente a engatinhar para depois andar e só então correr. Neste momento, ainda estamos na fase de engatinhar, mas já sabemos que essa tecnologia funciona muito bem em propriedades de topografia plana e retangular. Por isso, estamos coletando imagens em terrenos mais acidentados para treinar os modelos computacionais para que as nossas máquinas possam trabalhar neles”, conta Hindman.

De acordo com o executivo, os primeiros testes bem-sucedidos do modelo autônomo das máquinas da John Deere foram feitos em propriedades de milho, soja e algodão por serem maiores e exigirem mais trabalho do produtor.

Nesta linha, o CTO global da companhia enxerga na idade média dos agricultores – 58 anos nos Estados Unidos e 46 no Brasil – outro ingrediente que pode alavancar a utilização das máquinas autônomas, visto que os poupariam do trabalho mais pesado.

*O jornalista viajou à CES 2025 a convite da John Deere



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preço do leite fecha 2024 em queda



Média anual marca avanço de 33% em relação a 2023




Foto: Divulgação

O preço do leite pago ao produtor no Paraná encerrou 2024 em R$ 2,83 por litro, uma redução em relação ao pico registrado em novembro. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Segundo o boletim, apesar da queda no último mês do ano, a média de dezembro se destacou como a terceira mais alta de 2024. Em comparação ao mesmo período de 2023, o valor representa um aumento significativo de 33%, demonstrando recuperação em um ano desafiador.

O ano foi marcado por adversidades climáticas, incluindo fortes estiagens e geadas, que prejudicaram a produção de leite e comprometeram os rendimentos dos pecuaristas. As principais bacias leiteiras do Paraná sentiram o impacto, resultando em menor oferta de leite e produtos lácteos no mercado estadual.

Essas condições climáticas adversas aumentaram a pressão sobre o setor, agravando o custo de produção e dificultando o abastecimento.

O aumento de 33% no preço médio em relação a dezembro de 2023 reflete esforços para compensar os pecuaristas. No ano anterior, o preço de R$ 2,13 por litro foi considerado pouco atrativo, levando o governo estadual a adotar medidas para equilibrar o mercado. Entre as ações, destacou-se o estímulo ao consumo de produtos locais e a restrição à importação de lácteos, principalmente de países do Mercosul, conforme os dados da Deral.





Source link

News

Rota Caminho dos Ipês é impulsionada com apoio do Sebrae


Marcada pela presença do ipê, árvore símbolo de Mato Grosso do Sul, a Rota Caminho dos Ipês abrange dez municípios no centro do estado: Campo Grande, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Jaraguari, Nova Alvorada do Sul, Ribas do Rio Pardo, Rio Negro, Rochedo, Sidrolândia e Terenos. 

Com a proximidade da Capital como diferencial, a região atrai visitantes interessados em passeios de “bate e volta”, além de experiências que incluem turismo rural e contemplação da natureza.

Empresários locais dos atrativos turísticos presentes nesses municípios identificaram objetivos comuns e decidiram unir forças para superar desafios, como a baixa visibilidade do turismo na região. 

Essa união foi impulsionada pelo Sebrae/MS em 2022, quando os empreendedores estiveram em uma caravana organizada pela instituição para participar do seminário Inspira Ecoturismo, em Bonito (MS). 

A partir de então, eles criaram um grupo no aplicativo WhatsApp para a troca de informações e estreitamento do relacionamento, que continua ativo com encontros presenciais possibilitando que as ideias compartilhadas se tornem práticas assertivas.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Para apoiar os empresários, o Sebrae, por meio do programa Transforma Turismo, promove treinamentos, mentorias e consultorias para melhorar a gestão dos negócios. 

“Quando valorizamos o turismo, desenvolvemos toda a cadeia ao redor, desde restaurantes, lanchonetes, padarias e até atrativos turísticos. Focamos em um grupo já fortalecido por um trabalho anterior do Sebrae, então apostamos que os resultados serão positivos”, afirma o analista-técnico do Sebrae/MS, Humberto Dionísio.

Foto: Arquivo Estância Alegria

Protagonistas da Rota

Além das capacitações, em 2024, os empreendedores promoveram a primeira edição do Festival de Inverno de Turismo Rural. Com o objetivo de aumentar o fluxo de visitantes diante da baixa temporada devido às temperaturas mais amenas no período, com um impacto positivo para os estabelecimentos participantes. A iniciativa terá uma nova edição neste ano.

A empresária Élda Ávila, da propriedade de turismo rural Estância Alegria, localizada em Campo Grande, integrou a programação do Festival, além de ter participado de todas as capacitações oferecidas pelo Sebrae/MS.

 “A assessoria prestada pelo Sebrae em todas as etapas da construção do nosso negócio, assim como esclarecimentos e apoio realizado através das consultorias são essenciais para que nos sintamos seguros e fortalecidos para empreender na Rota”, opina.

Foto: Arquivo Fazenda São Clemente

Com o oferecimento de trilhas e passeios nas cachoeiras, a fazenda São Clemente, em Sidrolândia, também compôs o Festival de Inverno e a empreendedora Queila Arruda quer repetir a dose este ano.

 “O Sebrae foi a melhor coisa que surgiu para o nosso empreendimento dando vários suportes, cursos e aperfeiçoamentos. Na Rota Caminhos dos Ipês, somos um grupo de oito empreendedores que uma vez por mês, em cada empreendimento, nos encontramos para trocar ideias”, afirma a empresária.

O apoio do Sebrae/MS junto aos empreendedores prossegue neste ano com oficinas, consultorias gerais e personalizadas; além da realização de rodadas de negócios e missões empresariais. 

Mais informações sobre as ações do Sebrae estão disponíveis na Central de Relacionamento, no número 0800 570 0800 ou no site: ms.sebrae.com.br.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias



Source link

News

Nova pista da Imigrantes ampliará acesso logístico ao Porto de Santos



O Governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (10) o projeto para a ampliação do Sistema Anchieta-Imigrantes, principal rota de acesso ao Porto de Santos, estratégico para o escoamento de grãos, carnes e outros produtos agrícolas. A proposta prevê a construção de uma nova pista de descida na Rodovia dos Imigrantes, conectando o Planalto à Baixada Santista. A iniciativa foi autorizada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e busca atender às crescentes demandas do agronegócio e do transporte logístico no Brasil.

Infraestrutura moderna

A nova pista terá 21,5 quilômetros de extensão, sendo 80% composta por túneis, incluindo um túnel de 6 quilômetros, o maior do Brasil. Com duas faixas de rolamento reversíveis, o trecho garantirá maior fluidez para caminhões, ampliando em 145% a capacidade de descida de veículos pesados e em 25% a capacidade geral do sistema.

“Essa obra é essencial para o crescimento do agronegócio e da logística brasileira. Vamos garantir mais eficiência no escoamento de cargas pelo Porto de Santos, vital para exportações agrícolas, além de mais conforto e segurança para os motoristas”, destacou o governador Tarcísio de Freitas.

O traçado começará no km 43 da Rodovia dos Imigrantes (SP-160), com acesso ao Rodoanel Mário Covas (SP-021), e se conectará no km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-055), próximo ao Polo Industrial de Cubatão. Essa configuração permitirá acesso rápido às margens Direita e Esquerda do Porto de Santos, atendendo à crescente demanda de exportações agrícolas e industriais.

Tecnologia e segurança para o transporte pesado

Com uma inclinação média de 4%, o novo trajeto garantirá maior segurança para caminhões carregados. Túneis paralelos de emergência, reversibilidade de sentido e uso de estradas de serviço existentes são destaques do projeto, que também prioriza a redução de impactos ambientais.

“Estamos planejando soluções estruturais de longo prazo para melhorar a mobilidade entre o Planalto e a Baixada Santista, essenciais para o escoamento da produção agroindustrial brasileira”, explicou Rafael Benini, secretário de Parcerias em Investimentos.

Próximos passos

A Ecovias, concessionária responsável pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, já iniciou a elaboração do projeto funcional. Em seguida, serão realizados os projetos básico e executivo, que definirão o cronograma e o custo total da obra, prevista para começar após a conclusão do licenciamento ambiental em 2026.

Com o agronegócio representando boa parte do PIB nacional e o Porto de Santos como o principal ponto de exportação, a nova pista da Imigrantes será um divisor de águas para o setor. A previsão orçamentária para a realização da obra não foi divulgada.



Source link

News

Chuva forte atinge boa parte do Brasil nesta sexta-feira



O aumento no transporte de umidade combinado com o calor pode provocar chuva forte em boa parte do Brasil. Em São Paulo, o tempo seguirá instável, mas a chuva será irregular em todo o estado. Ao longo do dia, as nuvens aumentarão gradativamente, com condições para pancadas localizadas à tarde, acompanhadas de raios.

No Rio Grande do Sul, há previsão de pancadas irregulares no planalto e na serra gaúcha. A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) continuará influenciando o clima em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Goiás e Mato Grosso. Roraima será um dos poucos estados sem previsão de chuva significativa. Confira o detalhamento, segundo a Climatempo, por região:

Sul

Áreas de instabilidade predominam na região.

  • Rio Grande do Sul: Pancadas irregulares no planalto e na serra gaúcha, com chance de chuva forte, raios e ventos em pontos isolados. Nas demais áreas, o tempo será aberto, abafado e com sol entre nuvens.
  • Santa Catarina: Previsão de pancadas isoladas em quase todo o estado. No leste, haverá mais nebulosidade, enquanto no centro e oeste, atenção para chuva forte com raios em alguns municípios.
  • Paraná: Céu encoberto no leste e litoral, com chuva moderada ao longo do dia. No interior, céu parcialmente nublado e pancadas irregulares à tarde, especialmente nas regiões sul, centro e nordeste.

Sudeste

A influência da ZCAS concentra chuva intensa no norte de Minas Gerais e Espírito Santo.

  • Minas Gerais e Espírito Santo: Risco elevado de temporais com volumes significativos e transtornos.
  • Rio de Janeiro: Sexta-feira nublada, com pancadas de chuva isoladas pela manhã e irregulares ao longo do dia.
  • São Paulo: Instabilidades perdem força, mas haverá céu parcialmente nublado e pancadas irregulares à tarde. O litoral terá mais umidade, enquanto o extremo oeste terá tempo seco e umidade baixa.

Centro-Oeste

A ZCAS mantém chuva intensa sobre Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

  • Mato Grosso e Goiás: Alerta para temporais à tarde, com volumes elevados no nordeste de Mato Grosso e norte de Goiás.
  • Distrito Federal: Temporais localizados, especialmente no período da tarde.
  • Mato Grosso do Sul: Chuva forte no norte e nordeste, enquanto o sul do estado terá tempo seco e calor.

Nordeste

A reorganização da ZCAS amplia as áreas de chuva.

  • Bahia: Perigo de chuva forte e acumulados elevados no sul e oeste.
  • Demais estados: Temporais isolados, principalmente no interior do Maranhão, Piauí e Pernambuco. No litoral de Alagoas, sem chuva significativa.

Norte

Calor e umidade intensificam as chuvas na maior parte da região.

  • Rondônia, sul do Amazonas, Pará, Tocantins e Amapá: Alerta para temporais fortes com raios e ventos.
  • Roraima: Predomínio de tempo firme, sem previsão de chuva.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Seca e neve redefinem desafios agrícolas na Europa


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta terça-feira (7) o boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, destacando o impacto do clima irregular nas atividades agrícolas de diferentes regiões da Europa.

Durante a primeira metade do período analisado, o tempo seco predominou, sendo substituído por chuva e neve no final da semana em diversas áreas do norte da Europa. No entanto, regiões como Espanha, norte da Itália e Hungria continuaram enfrentando condições de seca, ampliando os déficits de umidade do solo.

As chuvas, concentradas na Inglaterra, Escandinávia e Estados Bálticos, variaram de 10 a 75 mm, enquanto França, Alemanha e Polônia registraram volumes menores, entre 5 e 35 mm. Neve foi observada em partes mais altas da Alemanha, Polônia, Lituânia e Bálcãs ocidentais, mas as principais áreas agrícolas da Europa central e oriental permaneceram com cobertura de neve abaixo de 5 cm.

A seca se intensificou na Espanha, norte da Itália e, particularmente, no sudoeste da Hungria, onde a região de Transdanúbia registrou apenas 32% da precipitação normal desde 1º de outubro. Este é o período mais seco em 30 anos na área, aumentando preocupações sobre os impactos na produção agrícola.

O relatório também apontou contrastes significativos nas temperaturas. Enquanto a Europa Ocidental registrou condições abaixo da média, com quedas de até 6°C na Espanha, o leste do continente experimentou calor anômalo, com temperaturas entre 2°C e 6°C acima do normal.

As condições variáveis tiveram efeitos mistos sobre o trabalho agrícola. O céu ensolarado no início da semana favoreceu atividades de campo e manutenção em áreas como França e Alemanha. Contudo, o retorno das chuvas e o frio intenso nas elevações aumentaram os desafios para as principais regiões agrícolas do continente.

 





Source link