quinta-feira, julho 9, 2026

Agro

News

muita chuva no início do ano; confira



O mês de janeiro de 2025 será intenso em relação à chuva em várias partes do Brasil, conforme a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Os dados mostram que grandes áreas do país devem registrar precipitação acima da média histórica, com destaque para os pontos em azul no mapa.

No entanto, algumas regiões, como Rondônia, sudeste e norte do Pará, norte e sul do Tocantins, região central do Maranhão, oeste da Bahia e sul do Rio Grande do Sul, terão acumulados de chuva que podem ficar próximos ou abaixo do normal para o período.

Em São Paulo e no centro-sul do Rio de Janeiro, a previsão é de chuva dentro da média ou ligeiramente acima da média histórica, enquanto Minas Gerais e Espírito Santo podem enfrentar volumes de precipitação abaixo do esperado.

Chuva no Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a chuva deve ocorrer dentro da normalidade, com destaque para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde os volumes podem ser superiores à média. Por outro lado, Goiás e algumas áreas de Mato Grosso do Sul poderão ter precipitação abaixo da média registrada.



Source link

News

como ajustar alimentação do rebanho na mudança da seca para as águas



A transição entre o período seco e o início das chuvas é crucial para o manejo nutricional do rebanho bovino. Segundo Murillo Meschiatti, engenheiro agrônomo e consultor técnico da Trouw Nutrition, esse é o momento em que ajustes na suplementação são fundamentais para garantir a saúde e o desempenho dos animais.

“O principal benefício de corrigir o suplemento é garantir o consumo efetivo, que proporciona a correta mineralização dos animais, essencial para as atividades metabólicas e o desempenho adequado do rebanho”, disse Meschiatti durante entrevista ao Canal Rural.

O papel da ureia na suplementação

Durante a seca, a suplementação proteica, com a inclusão de ureia, é essencial para melhorar a digestibilidade das fibras presentes nas forragens de baixa qualidade, segundo o engenheiro agrônomo.

“A ureia serve como substrato para as bactérias do ambiente ruminal, permitindo maior digestibilidade e consumo da forragem, evitando perdas de peso no período seco”, detalhou o especialista.

Ajustes na suplementação com início das chuvas

Com as primeiras chuvas, a qualidade das pastagens melhora, mas a transição exige atenção. Um erro comum, de acordo com Meschiatti, é não ajustar o nível de ureia nos suplementos, o que pode causar “travamento” no consumo, comprometendo a mineralização dos animais.

Para situações em que a recuperação das pastagens é lenta, o agrônomo recomenda o uso de suplementos proteicos ou proteico-energéticos para compensar a falta de forragem e garantir o desempenho do rebanho.

“A suplementação bem feita é crucial para suprir o que as forragens não conseguem oferecer e para manter o desempenho dos animais”, destacou.

Benefícios do manejo correto

Além de evitar perdas de peso, a suplementação adequada durante a transição contribui para o desenvolvimento metabólico e para alcançar os objetivos do produtor, sejam eles ganho de peso ou manutenção do rebanho.

O manejo nutricional eficiente durante essa fase é um dos pilares para garantir a sustentabilidade e produtividade da pecuária, tornando a suplementação uma ferramenta indispensável para o sucesso no campo.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Carne bovina registra reajustes expressivos


De acordo com Ricardo Leite, Superintendente Executivo do Banco Safra, o setor pecuário enfrentou oscilações significativas em 2024, refletindo uma combinação de fatores internos e externos. O preço do boi gordo registrou uma alta expressiva de 35% entre janeiro e novembro, subindo de R$ 249,65 para R$ 338,75 por arroba. No varejo, o impacto também foi relevante: cortes como o acém tiveram aumento de 10,4% em novembro em relação ao mês anterior, acumulando alta de 14,5% no ano. Outros cortes premium, como a picanha e o contrafilé, registraram aumentos de 6,5% e 9,7%, respectivamente.

No mercado internacional, a situação foi distinta. O preço médio de exportação da carne bovina caiu 4,4% no acumulado de janeiro a novembro de 2024. No entanto, o aumento de 30,3% no volume exportado compensou a queda nos preços, resultando em uma elevação de 24,7% na receita total, que alcançou US$ 10,6 bilhões. Desde o pico histórico registrado em julho de 2022, o preço da carne bovina brasileira no mercado internacional acumulou uma desvalorização de 17%, com o preço médio em março de 2024 chegando a R$ 22,6 por kg (US$ 4,53 por kg).

Os últimos cinco anos evidenciam um ciclo de altos e baixos para o boi gordo. Em 2020, o preço subiu de R$ 200 para R$ 250 por arroba, impulsionado pela forte demanda de exportação, especialmente da China. Em 2022, o valor atingiu um recorde em julho, chegando a R$ 320, mas ajustes no mercado internacional fizeram com que terminasse o ano em R$ 300. Já em 2024, o aumento consistente dos preços foi reflexo de uma menor oferta e maior demanda interna e externa, com o valor fechando novembro em R$ 338,75 por arroba.

“As variações de preço da carne bovina em 2024 refletem uma combinação de fatores internos e externos. No mercado interno, a alta demanda e a menor oferta impulsionaram os preços, enquanto no mercado externo, a queda nos preços foi compensada por um aumento no volume de exportações”, disse ele.

 





Source link

News

A busca por solução referente à Moratória da Soja



A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), referente à Moratória da Soja, se manifesta em relação ao julgamento virtual da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.774, movida contra a Lei nº 12.709/2024, que trata da concessão de incentivos fiscais a empresas com impacto econômico-social negativo para os municípios do estado de Mato Grosso.

No dia 26 de dezembro, o ministro do STF, Flávio Dino, determinou a suspensão da eficácia da lei que trata o acordo, prevista para entrar em vigor no dia 1º de janeiro de 2025. O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou o julgamento virtual que questiona a constitucionalidade da lei. A legislação, que estabelece o corte de incentivos às signatárias da moratória da soja no estado, será analisada pelo STF entre os dias 14 e 21 de fevereiro.

A entidade reafirma sua confiança no processo judicial e na capacidade do Supremo Tribunal Federal (STF) de garantir um julgamento justo e equilibrado, levando em conta os profundos prejuízos socioeconômicos que a Moratória da Soja pode gerar para os produtores e para a economia do estado.

Representando os interesses dos produtores de soja e milho, a Aprosoja MT destaca a importância dessa decisão para o setor agropecuário e o futuro do desenvolvimento sustentável em Mato Grosso. A associação solicitará oficialmente o ingresso como amicus curiae no processo, com o objetivo de fornecer informações e argumentos técnicos que possam contribuir para a análise adequada do caso.



Source link

News

Após 100 anos, antas reaparecem em área preservada no Rio de Janeiro



Antas (Tapirus terrestris) foram registradas pela primeira vez em cem anos em território do estado do Rio de Janeiro, em uma unidade de conservação do Parque Estadual Cunhambebe, administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O maior mamífero terrestre da América do Sul, antes considerado extinto na região, foi avistado por meio de armadilhas fotográficas instaladas graças a uma parceria entre o Inea e a Vale, firmada em 2020.

Os 108 registros feitos pelas câmeras flagraram grupos com até três indivíduos, incluindo uma fêmea acompanhada de filhote. O achado sugere uma população estável, indicando o sucesso das iniciativas de preservação da Mata Atlântica, que abriga também espécies como a onça-parda (Puma concolor).

“É a primeira vez, em dez décadas, que são registrados no Rio de Janeiro indivíduos em total vida livre, ou seja, que não dependem de reintrodução ou manejo humano,” destacou o Inea.

O secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, afirmou que a descoberta valida as ações de conservação nas unidades estaduais. “Essa redescoberta é um marco não só para o Rio de Janeiro, mas para a ciência”, disse.

As antas, que podem pesar até 250 quilos, desempenham um papel vital no ecossistema como dispersoras de sementes, contribuindo para a regeneração da floresta. A última vez que a espécie foi avistada no estado foi em 1914, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Entre as principais causas de sua extinção na região estão a caça, a urbanização e a perda de habitat.

O presidente do Inea, Renato Jordão, enfatizou a importância do momento. “Esses registros são históricos e nos permitem avançar em estratégias eficazes de conservação e na conscientização sobre a biodiversidade,” afirmou.

Parque Estadual Cunhambebe

O Parque Cunhambebe, o segundo maior do estado, protege cerca de 40 mil hectares de áreas naturais, abrangendo ações de preservação ambiental, educação e pesquisa científica, fortalecendo o engajamento das comunidades na conservação dos recursos naturais.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

USDA reduz produção global de soja


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apresentou a atualização de oferta e demanda para a soja em janeiro, trazendo ajustes importantes nos números globais e regionais. A produção mundial foi revisada para 424,26 milhões de toneladas, uma redução em relação às 427,14 milhões de toneladas estimadas em dezembro. Os estoques finais globais também recuaram significativamente, passando de 131,87 milhões para 128,37 milhões de toneladas.  

No Brasil, a produção foi mantida em 169 milhões de toneladas, consolidando o país como o maior produtor global. No entanto, os estoques finais sofreram um ajuste, caindo de 33,52 milhões para 32,52 milhões de toneladas. As exportações permanecem inalteradas, projetadas em 105,5 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, os números apresentaram mudanças expressivas. A produção foi revisada para 118,84 milhões de toneladas, abaixo das 121,4 milhões estimadas no mês anterior. A produtividade caiu para 56,82 sacas por hectare, contra 57,95 sacas em dezembro. Além disso, os estoques finais diminuíram de 12,8 milhões para 10,34 milhões de toneladas, enquanto as importações foram ajustadas para 540 mil toneladas, acima das 410 mil anteriormente projetadas.  

Na Argentina, a estimativa de produção foi mantida em 52 milhões de toneladas, mas os estoques finais sofreram uma leve redução, passando de 28,98 milhões para 28,95 milhões de toneladas. Já a China, maior importadora global de soja, teve sua produção revisada para 20,65 milhões de toneladas, uma pequena queda frente às 20,7 milhões estimadas anteriormente. Os estoques finais também recuaram para 45,96 milhões de toneladas, enquanto as importações permanecem projetadas em 109 milhões de toneladas. 

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações superam US$ 1,37 bilhão em 2024



O setor registrou um aumento de 2% no valor total exportado




Foto: Divulgação

Segundo o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, os dados parciais da AGROSTAT – compilados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com base na Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) – apontam um desempenho positivo das exportações da fruticultura nacional em 2024.

O setor registrou um aumento de 2% no valor total exportado, alcançando US$ 1,377 bilhão, contra US$ 1,349 bilhão em 2023. Entretanto, houve uma redução de 1,3% nos volumes embarcados, que caíram de 1,108 milhão de toneladas em 2023 para 1,094 milhão no ano passado.

Apesar da queda no volume, a fruticultura nacional se beneficiou de uma melhor precificação dos produtos no mercado internacional. O preço médio da tonelada de frutas brasileiras aumentou 3,4%, passando de US$ 1.217 mil em 2023 para US$ 1.258 mil em 2024.





Source link

News

Fim de semana terá chuva forte e risco de transtornos em várias regiões



O segundo sábado de 2025 começa com tempo instável em grande parte do Brasil. Áreas de instabilidade provocadas pelo calor e pela alta umidade causarão chuvas, principalmente à tarde, em diversas regiões. O sol predominará no centro-sul do Rio Grande do Sul e em Roraima. Confira a previsão detalhada de acordo com a Climatempo:

Sul

Uma mudança na circulação dos ventos, aliada às altas temperaturas, favorece o retorno de temporais no norte do Rio Grande do Sul, no oeste de Santa Catarina e no interior do Paraná. Há previsão de pancadas de chuva moderada a forte, com possibilidade de temporais localizados. O tempo firme prevalece apenas no centro-sul do Rio Grande do Sul.

Sudeste

Chove em quase toda a região. O maior risco de chuva forte concentra-se no norte do Espírito Santo e em Minas Gerais. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as pancadas de verão podem ocorrer com intensidade moderada a forte de forma localizada. O tempo segue abafado.

Centro-Oeste

A circulação dos ventos traz mais umidade para Mato Grosso do Sul, onde a chuva retorna em forma de pancadas moderadas a fortes. No norte de Goiás e em Mato Grosso, há risco de temporais.

Nordeste

A região enfrenta risco de chuva em várias áreas. Pancadas de moderada a forte intensidade devem ocorrer no litoral de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Há alta probabilidade de temporais na Bahia, Maranhão, Piauí e no sul do Ceará.

Norte

O tempo permanece firme na maior parte de Roraima, enquanto a chuva forte diminui no norte do Amazonas e no noroeste do Pará. Pancadas moderadas a fortes são esperadas no Acre e no Tocantins. O Amapá, influenciado pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), enfrenta risco elevado de temporais.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Máquinas autônomas otimizam a produção de pastagem



Colheitadeiras autônomas ganham espaço no agro


Foto: Canva

A tecnologia de colheita autônoma está ganhando destaque no agronegócio brasileiro, prometendo revolucionar a forma como pastagens são manejadas. Máquinas autônomas, que dispensam a necessidade de operadores humanos, oferecem maior eficiência operacional e redução de custos, além de atender à crescente demanda por inovação no campo.

Essas colheitadeiras inteligentes utilizam sensores avançados, inteligência artificial e sistemas de navegação para realizar a colheita de forma precisa e independente. Com isso, os produtores conseguem otimizar o uso de recursos, minimizar desperdícios e reduzir a dependência de mão de obra especializada, um desafio recorrente no setor.

A automação não apenas aumenta a produtividade, como também contribui para um manejo mais sustentável, ao reduzir emissões de carbono e evitar compactação excessiva do solo. Segundo especialistas, essa tecnologia tem potencial para diminuir custos operacionais em até 30%, tornando-a uma solução atraente para grandes propriedades e cooperativas agrícolas.

Embora já amplamente utilizada em mercados como Estados Unidos e Europa, a adoção de colheitadeiras autônomas no Brasil ainda enfrenta desafios, como altos custos iniciais e a necessidade de adaptação às condições locais. No entanto, empresas de tecnologia agrícola estão investindo em soluções customizadas para o mercado brasileiro, visando popularizar essa inovação nos próximos anos.

Com a expectativa de um aumento gradual na adesão, a automação agrícola pode se tornar um pilar essencial para a competitividade do agronegócio brasileiro. Para produtores, a possibilidade de reduzir custos e aumentar a eficiência torna as colheitadeiras autônomas uma promessa de transformação no manejo de pastagens.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

USDA revisa os números de produção de milho


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou suas perspectivas de oferta e demanda para produtos agropecuários, com os dados de dezembro e janeiro revelando pequenas variações na produção, estoques e exportações nos principais países produtores de soja.

Em dezembro, a produção mundial de soja foi estimada em 1.217,89 milhões de toneladas, com estoques de 296,44 milhões de toneladas. No entanto, em janeiro, houve uma leve queda na produção, que passou para 1.214,35 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais diminuíram para 293,34 milhões de toneladas.

No Brasil, os números se mantiveram estáveis entre dezembro e janeiro. A produção foi estimada em 127 milhões de toneladas em ambos os meses, e os estoques finais permaneceram em 2,84 milhões de toneladas. As exportações, por sua vez, registraram uma ligeira queda, de 48 milhões de toneladas em dezembro para 47 milhões de toneladas em janeiro.

Nos Estados Unidos, a produção também apresentou uma redução entre dezembro e janeiro, passando de 384,64 milhões de toneladas para 377,63 milhões de toneladas. Os estoques finais caíram de 44,15 milhões de toneladas para 39,12 milhões de toneladas. As exportações aumentaram ligeiramente, subindo de 62,87 milhões de toneladas em dezembro para 62,23 milhões de toneladas em janeiro.

A Argentina não apresentou mudanças significativas em seus dados. A produção de soja continuou estimada em 51 milhões de toneladas, com estoques finais de 2,79 milhões de toneladas. As exportações se mantiveram em 36 milhões de toneladas. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira.

 





Source link