quinta-feira, julho 9, 2026

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chuvas amenizam seca na Turquia



As temperaturas na Turquia ficaram até 3°C acima da média




Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta terça-feira (7) o boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, destacando o impacto das condições climáticas no Oriente Médio. A região experimentou um contraste climático, com instabilidade no oeste e tempo seco predominando nas porções central e oriental.

Na Turquia, duas perturbações oriundas do Mediterrâneo trouxeram volumes expressivos de chuva, variando entre 10 e 50 mm em grande parte do oeste, centro e sul do país, com acumulados acima de 300 mm na costa do Mar Egeu. Este cenário ajudou a aliviar a seca em várias regiões, embora déficits de precipitação ainda sejam observados no sudeste, particularmente na região GAP.

Em Israel, a costa leste do Mediterrâneo registrou mais de 100 mm de chuva ao longo da semana. Entretanto, nas principais áreas agrícolas de inverno do Iraque e do oeste do Irã, o clima seco predominou, com apenas chuvas esparsas e neve nas montanhas centrais e do sul do Irã.

As temperaturas na Turquia ficaram até 3°C acima da média, enquanto em outras áreas do Oriente Médio os termômetros se mantiveram próximos aos padrões normais.





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Produtores do Pará unem ações para impulsionar sustentabilidade



Com a perspectiva de inserir micro e pequenos produtores rurais na rota da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), o Sebrae e organizações parceiras têm realizado visitas e capacitações em regiões do Norte do Brasil. 

Desta vez, as visitas aconteceram aos negócios sustentáveis dos municípios do Baixo Amazonas, no Pará, que compreende Santarém, Mojuí dos Campos e Belterra, além do Distrito de Alter do Chão.

Segundo o diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick, o objetivo da organização é mostrar um conjunto de iniciativas já existentes na região para, de fato, revelar oportunidades em como ganhar dinheiro com a floresta em pé. “Muitos falam disso, mas poucos mostram como fazer. O Sebrae quer colaborar para que isso ocorra”, disse.

Dentre as iniciativas está o Viveiro Florestal Ardosa, um berçário de mudas nativas e frutíferas da Amazônia. Certificado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Viveiro fornece mudas para empresas e associações da agricultura familiar que desejam reflorestar ou recompor os ambientes florestais.

O biólogo Sidcley Matos, um dos gestores do local, afirmou que a COP 30 pode ser uma vitrine para o Viveiro. 

“Estamos confiantes em ter maior visibilidade para expandir o Viveiro. Esperamos que a Conferência nos traga recursos, conhecimento e estímulo para que a floresta seja recuperada, e o que está em pé, permaneça em pé”, contou.

Biodiversidade inclusiva

O Viveiro também estimula a inclusão social e econômica. Isso porque trabalha em cooperação com catadores de sementes de territórios quilombolas, indígenas e comunidades ribeirinhas, garantindo uma seleção diversificada e de qualidade. 

Com a produção de mais de 50 mil mudas por ano e a diversificação de 70 espécies, o Viveiro Florestal Ardosa ainda cultiva plantas ameaçadas de extinção como o Acapu, a Itaúba e o Pau Amarelo.

Bruno Quick ainda afirmou que o Brasil tem um dos ecossistemas mais ricos do planeta, sendo o de maior destaque, o bioma Amazônia. 

“Toda a discussão em torno de conciliar os recursos naturais com os setores da indústria, comércio, pecuária e serviços vem para efetivar o potencial de desenvolvimento da Amazônia, que ganha ainda mais força com a COP 30”, disse.

Com informações da Agência Sebrae de Notícias



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Açúcar volta a fechar em baixa com perspectiva de maior oferta global


Segundo analista, atraso das chuvas de monções na Índia deve ser positivo para a safra

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Os preços do açúcar fecharam novamente em baixa nesta sexta-feira (03), na Bolsa de Nova York. Em Londres, as variações foram mistas, mas majoritariamente negativas também. Segundo o Barchart, as cotações estão moderadamente mais baixas por conta de uma perspectiva de oferta global melhorada.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta sexta-feira, Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, apontou que quando os preços do açúcar em Nova York tendem a se recuperar,vão se aproximar de 20 cents/lbp, mas não vão testar esse valor e vão voltar a cair em direção aos 19 cents/lbp. Por isso, ele afirma que as cotações estão ancoradas junto com essa mínima dos últimos seis meses, que são os 19 cents/lbp.

Outro detalhe que ele aponta é que a Índia vai ter uma safra de 34 milhões a 35 milhões de toneladas nesta temporada de 24/25, contra 33 milhões da anterior. No final de dezembro, como reforçou Muruci, o governo da Índia disse que poderia liberar exportação se o superávit superasse 1 milhão de toneladas, sendo que a estimativa do USDA é de que supere 3 milhões de toneladas. Além disso, a meta de produção no país já foi atingida, com ajuda da utilização de grãos.

Entretanto, com isso, de acordo com o analista, em uma segunda leitura há também uma bandeira das usinas da Índia em destacar agora números menores de produção. Segundo ele, a Índia não pode chegar e dizer que vai produzir a maior safra dos últimos anos e dobrar as exportações em um momento de Nova York pressionado. Por isso, segundo Muruci, o país está voltando no posicionamento e destacando que tem um déficit produtivo de 15 milhões de toneladas, o que é verdade. Porém, isso ocorre por conta de um atraso nas chuvas de monções, mas, por fim, apesar do atraso provocar esse déficit, ele é benéfico para o desenvolvimento da safra.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento março/25 recuou 0,08 cents (-0,41%), encerrando a 19,65 cents/lbp. O contrato maio/25 teve redução de 0,10 cents (-0,54%), negociado a 18,27 cents/lbp. O julho/25 caiu 0,10 cents (-0,56%), cotado a 17,83 cents/lbp, enquanto o outubro/25 apresentou uma leve queda de 0,06 cents (-0,34%), finalizando o dia a 17,81 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, os preços mostraram leve recuperação no fechamento. O março/25 avançou US$ 1,20 (+0,23%), encerrando a US$ 514,20 por tonelada. O maio/25 manteve praticamente a estabilidade, caindo apenas US$ 2,00 (-0,39%), sendo negociado a US$ 514,00 por tonelada. O agosto/25 recuou US$ 2,70 (-0,53%), para US$ 504,00 por tonelada, enquanto o outubro/25 teve perda de US$ 2,50 (-0,50%), encerrando a US$ 497,40 por tonelada.





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Embrapa Café lança publicação sobre manejo integrado



A Embrapa Café, coordenadora do Consórcio Pesquisa Café, lançou a Circular Técnica nº 9, intitulada “Manejo integrado de pragas e doenças dos cafés conilon e robusta”. A publicação detalha as principais pragas e doenças que impactam a produção de Coffee canephora no Brasil e apresenta diretrizes técnicas para o monitoramento e manejo integrado, fundamentais para mitigar perdas e garantir a sustentabilidade da produção.

Os cafés conilon e robusta, duas variedades da espécie C. canephora, possuem características distintas que os tornam relevantes para diferentes regiões produtoras, como Espírito Santo e Rondônia. Enquanto o conilon é mais tolerante à seca, o robusta apresenta maior vigor e resistência a doenças. Contudo, ambos enfrentam desafios fitossanitários que comprometem a produtividade, especialmente quando as práticas de manejo não são adotadas.

A Circular Técnica destaca a importância de estratégias sustentáveis, como a integração de práticas de controle químico, biológico e cultural. Essas abordagens reduzem os impactos ambientais e promovem a saúde dos trabalhadores, além de assegurar produtividade e qualidade. O documento inclui diretrizes práticas, baseadas em dados do Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (Agrofit), para orientar produtores na tomada de decisões no campo.

Disponível gratuitamente no site da Embrapa Café, a publicação também é um marco no fortalecimento do acesso ao conhecimento técnico por meio do Observatório do Café. Com repositórios temáticos e acervos científicos unificados, a iniciativa busca capacitar agricultores e ampliar o impacto das pesquisas realizadas no âmbito do Consórcio Pesquisa Café.



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Drones aceleram seleção de milho resistente à seca em estudo brasileiro



Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma metodologia inovadora que utiliza drones equipados com câmeras RGB para acelerar a seleção de plantas de milho geneticamente modificadas, tornando o processo mais eficiente e menos custoso.

A técnica foi testada em experimentos conduzidos em Campinas (SP) e os resultados foram publicados na revista The Plant Phenome Journal no dia 5 de janeiro.

O estudo foi conduzido por pesquisadores do Centro de Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC), uma parceria entre a Embrapa e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). 

Metodologia mais eficiente

Segundo Juliana Yassitepe, pesquisadora da Embrapa Agricultura Digital e autora do estudo, os métodos tradicionais de avaliação em campo são demorados e caros, dificultando avanços no desenvolvimento de cultivares mais resilientes.

“Nos métodos convencionais, é necessário esperar o ciclo completo da planta e realizar medições manuais, muitas vezes com equipamentos caros e processos lentos”, afirma.

Com a nova abordagem, drones realizam voos semanais sobre as plantações, capturando imagens que são convertidas em índices para avaliar a saúde das plantas. Isso permite identificar rapidamente variedades promissoras e simular seu desempenho em diferentes condições ambientais.

“Antes, levaríamos vários dias para medir a produção de grãos, tempo até a floração e altura das plantas. Agora, fazemos isso em poucas horas”, destaca Yassitepe.

Experimentos com drones no campo

Os experimentos realizados em 2023 incluíram 21 variedades de milho, das quais 18 tinham genes testados para tolerância à seca. As plantas foram divididas em dois grupos: um recebeu irrigação ao longo de todo o ciclo, enquanto o outro foi submetido à seca.

As análises mostraram que as câmeras RGB, mais acessíveis que as multiespectrais, produzem resultados confiáveis.

“Com voos mais baixos, é possível obter imagens de alta resolução, permitindo testar mais variedades de milho em uma mesma área”, afirma Helcio Pereira, pesquisador de pós-doutorado no GCCRC e coautor do estudo.

Benefícios e impacto

Além de reduzir custos operacionais, a metodologia permite realizar estudos em áreas menores, beneficiando projetos com recursos limitados. A análise temporal contínua também foi essencial para compreender como as plantas respondem ao estresse hídrico.

Os dados coletados pelos drones foram utilizados para desenvolver modelos preditivos que facilitam a seleção de variedades adaptadas a diferentes condições ambientais.

“Podemos prever o comportamento das variedades de plantas sem a necessidade de medições manuais frequentes, tornando o processo mais rápido e acessível”, afirma Pereira.



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AgroNewsPolítica & Agro

produtividade para soja mesmo em período de desafios climáticos



Soja enfrenta crescentes desafios sanitários devido às mudanças climáticas


Foto: Pixabay

“Assim como todas as culturas agrícolas, a soja enfrenta crescentes desafios sanitários devido às mudanças climáticas. Períodos prolongados de seca, chuvas intensas fora de época e aumento agressivo da temperatura média impactam diretamente o ciclo produtivo, dificultando o manejo das lavouras. Essas condições proporcionam comprometimento direto na produtividade, além de favorecer a ação de pragas e doenças. Os prejuízos vêm de diferentes frentes”, detalha Luiz Marcandalli, gerente Nacional de Marketing da Rainbow.

Diante desse cenário de desafios, os agricultores precisam buscar meios modernos para a manutenção da saúde das lavouras. Uma das principais ferramentas é o manejo integrado contemplando soluções biológicas, que envolve tanto a proteção da lavoura como a regeneração do solo, além de fortificar a microbiota natural de forma sustentável. Os agricultores adotam cada vez mais a prática. Dados da FarmTrak Bioinsumos mostram que 33% da safra 2022/23 de soja brasileira utilizou bioinsumos no manejo.

Para Marcandalli, o uso de soluções biológicas tem vários benefícios, incluindo a mitigação dos impactos climáticos nas culturas e a preservação ambiental. “Essa abordagem combina práticas agrícolas sustentáveis por meio do uso de microorganismos que atuam de maneira benéfica para as plantas. Dessa forma, mesmo diante de inúmeros desafios, conseguimos reduzir os impactos externos para o cultivo da nossa mais importante commodity”. 

Com a visão de contribuir para o sucesso da agricultura sustentável no Brasil, a Rainbow trouxe para o país sua divisão Rainbow Bio, que fornece modernas biossoluções que podem ser utilizadas de forma integrada, seja para aplicação foliar ou no solo. Destaque para Besroute, Besular, Searent e Searoot. Besroute é um fertilizante orgânico simples de torta vegetal de soja classe A que carrega consigo nitrogênio de carbono. Já Besular é um fertilizante organomineral.

“Além dos eficazes Besroute e Besular, Searent é um fertilizante organomineral com alta concentração de potássio K2O. Já Searoot é um fertilizante orgânico organomineral que possui em sua composição alta concentração de carbono e potássio”, detalha o gerente Nacional de Marketing da Rainbow. O portfólio da Rainbow Bio deve ser ampliado para o próximo ano com novos registros e ampliação da atuação da companhia no segmento.





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Embrapa prorroga inscrições de concurso público



A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) prorrogou as inscrições do concurso público para o dia 14 de janeiro de 2025. Ao todo, são ofertadas 1.027 vagas para cargos de níveis fundamental, médio e superior, com salários que podem chegar a R$ 12.814,61. As vagas estão distribuídas entre os municípios de Campo Grande, Corumbá e Dourados, em Mato Grosso do Sul. As provas, que incluirão questões objetivas e discursivas, serão realizadas no dia 23 de março de 2025.

Os cargos disponíveis no concurso da Embrapa são Pesquisador, com salário de R$ 12.814,61; Analista, com remuneração de R$ 10.921,33; Técnico, com salário de R$ 5.556,81; e Assistente, com remuneração de R$ 2.186,19. A taxa de inscrição varia conforme o cargo, sendo R$ 170,00 para Pesquisador, R$ 150,00 para Analista, R$ 80,00 para Técnico e R$ 60,00 para Assistente. O pagamento da taxa deve ser feito até o dia 4 de fevereiro de 2025.

Sobre as vagas

As oportunidades abrangem 189 áreas e subáreas, alinhadas às demandas estratégicas da empresa. Os candidatos devem escolher a área desejada durante a inscrição e poderão ser alocados em qualquer unidade da Embrapa com vagas disponíveis.

A Embrapa possui uma sede em Brasília (DF) e 43 unidades descentralizadas distribuídas pelo Brasil.

Além disso, das 1.027 vagas oferecidas, 719 serão destinadas à ampla concorrência, 205 para pessoas pretas ou pardas (PPP) e 103 para pessoas com deficiência (PCD).

Informações e inscrições

Os interessados podem acessar o edital completo no site do Cebraspe. O certame representa uma oportunidade histórica para quem deseja ingressar em uma das instituições mais relevantes para a pesquisa agropecuária no Brasil.



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muita chuva no início do ano; confira



O mês de janeiro de 2025 será intenso em relação à chuva em várias partes do Brasil, conforme a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Os dados mostram que grandes áreas do país devem registrar precipitação acima da média histórica, com destaque para os pontos em azul no mapa.

No entanto, algumas regiões, como Rondônia, sudeste e norte do Pará, norte e sul do Tocantins, região central do Maranhão, oeste da Bahia e sul do Rio Grande do Sul, terão acumulados de chuva que podem ficar próximos ou abaixo do normal para o período.

Em São Paulo e no centro-sul do Rio de Janeiro, a previsão é de chuva dentro da média ou ligeiramente acima da média histórica, enquanto Minas Gerais e Espírito Santo podem enfrentar volumes de precipitação abaixo do esperado.

Chuva no Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a chuva deve ocorrer dentro da normalidade, com destaque para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde os volumes podem ser superiores à média. Por outro lado, Goiás e algumas áreas de Mato Grosso do Sul poderão ter precipitação abaixo da média registrada.



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como ajustar alimentação do rebanho na mudança da seca para as águas



A transição entre o período seco e o início das chuvas é crucial para o manejo nutricional do rebanho bovino. Segundo Murillo Meschiatti, engenheiro agrônomo e consultor técnico da Trouw Nutrition, esse é o momento em que ajustes na suplementação são fundamentais para garantir a saúde e o desempenho dos animais.

“O principal benefício de corrigir o suplemento é garantir o consumo efetivo, que proporciona a correta mineralização dos animais, essencial para as atividades metabólicas e o desempenho adequado do rebanho”, disse Meschiatti durante entrevista ao Canal Rural.

O papel da ureia na suplementação

Durante a seca, a suplementação proteica, com a inclusão de ureia, é essencial para melhorar a digestibilidade das fibras presentes nas forragens de baixa qualidade, segundo o engenheiro agrônomo.

“A ureia serve como substrato para as bactérias do ambiente ruminal, permitindo maior digestibilidade e consumo da forragem, evitando perdas de peso no período seco”, detalhou o especialista.

Ajustes na suplementação com início das chuvas

Com as primeiras chuvas, a qualidade das pastagens melhora, mas a transição exige atenção. Um erro comum, de acordo com Meschiatti, é não ajustar o nível de ureia nos suplementos, o que pode causar “travamento” no consumo, comprometendo a mineralização dos animais.

Para situações em que a recuperação das pastagens é lenta, o agrônomo recomenda o uso de suplementos proteicos ou proteico-energéticos para compensar a falta de forragem e garantir o desempenho do rebanho.

“A suplementação bem feita é crucial para suprir o que as forragens não conseguem oferecer e para manter o desempenho dos animais”, destacou.

Benefícios do manejo correto

Além de evitar perdas de peso, a suplementação adequada durante a transição contribui para o desenvolvimento metabólico e para alcançar os objetivos do produtor, sejam eles ganho de peso ou manutenção do rebanho.

O manejo nutricional eficiente durante essa fase é um dos pilares para garantir a sustentabilidade e produtividade da pecuária, tornando a suplementação uma ferramenta indispensável para o sucesso no campo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Carne bovina registra reajustes expressivos


De acordo com Ricardo Leite, Superintendente Executivo do Banco Safra, o setor pecuário enfrentou oscilações significativas em 2024, refletindo uma combinação de fatores internos e externos. O preço do boi gordo registrou uma alta expressiva de 35% entre janeiro e novembro, subindo de R$ 249,65 para R$ 338,75 por arroba. No varejo, o impacto também foi relevante: cortes como o acém tiveram aumento de 10,4% em novembro em relação ao mês anterior, acumulando alta de 14,5% no ano. Outros cortes premium, como a picanha e o contrafilé, registraram aumentos de 6,5% e 9,7%, respectivamente.

No mercado internacional, a situação foi distinta. O preço médio de exportação da carne bovina caiu 4,4% no acumulado de janeiro a novembro de 2024. No entanto, o aumento de 30,3% no volume exportado compensou a queda nos preços, resultando em uma elevação de 24,7% na receita total, que alcançou US$ 10,6 bilhões. Desde o pico histórico registrado em julho de 2022, o preço da carne bovina brasileira no mercado internacional acumulou uma desvalorização de 17%, com o preço médio em março de 2024 chegando a R$ 22,6 por kg (US$ 4,53 por kg).

Os últimos cinco anos evidenciam um ciclo de altos e baixos para o boi gordo. Em 2020, o preço subiu de R$ 200 para R$ 250 por arroba, impulsionado pela forte demanda de exportação, especialmente da China. Em 2022, o valor atingiu um recorde em julho, chegando a R$ 320, mas ajustes no mercado internacional fizeram com que terminasse o ano em R$ 300. Já em 2024, o aumento consistente dos preços foi reflexo de uma menor oferta e maior demanda interna e externa, com o valor fechando novembro em R$ 338,75 por arroba.

“As variações de preço da carne bovina em 2024 refletem uma combinação de fatores internos e externos. No mercado interno, a alta demanda e a menor oferta impulsionaram os preços, enquanto no mercado externo, a queda nos preços foi compensada por um aumento no volume de exportações”, disse ele.

 





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