quinta-feira, julho 9, 2026

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Cavalo é resgatado de laje após enchente no litoral de SP; confira o vídeo



As fortes chuvas que provocaram enchentes em Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, renderam uma cena inusitada e comovente: um cavalo foi resgatado do telhado de uma casa. O caso lembra um episódio semelhante ocorrido em maio de 2024, em Canoas (RS), que também ganhou repercussão nacional.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo informou que a dona do animal, temendo pelas águas que inundaram sua residência e o terreno, decidiu levar o cavalo para a laje da casa usando uma escada de cimento. Porém, o animal não conseguiu descer sozinho, e equipes de resgate foram acionadas para solucionar a situação.

A operação contou com o apoio de agentes da Defesa Civil, voluntários, Corpo de Bombeiros e do Grupo de Resgate de Animais em Desastres (Grad). Para remover o cavalo com segurança, foi utilizada uma viatura de Auto Salvamento Especial do Corpo de Bombeiros, equipada com um guindaste. Veja o vídeo publicado pela prefeitura da cidade:

https://www.youtube.com/watch?v=IEF0isRa5mc

Após ser resgatado, o cavalo foi encaminhado para um abrigo municipal, onde recebeu os cuidados necessários, segundo informações da Prefeitura de Peruíbe.

Impactos das enchentes

Além do resgate do cavalo, a prefeitura informou que 442 pessoas foram afetadas pelos temporais que atingiram a cidade. Cerca de 60 animais de estimação estão abrigados em locais mantidos pelo município.

Embora o nome do cavalo resgatado não tenha sido revelado, a história simboliza os desafios enfrentados por comunidades durante desastres naturais e o esforço coletivo para garantir a segurança e o bem-estar de todos. 



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mulher atacada por sagui ao defender neto morre em Pernambuco



Morreu ontem (11) uma mulher de 56 anos que contraiu raiva após ser atacada por um sagui em Santa Maria do Cambucá, no Agreste de Pernambuco. Ivonete Maria da Silva estava internada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife.

Na última quarta-feira (8), a contaminação por raiva foi confirmada pelo Instituto Pasteur, em São Paulo. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, investigações apontam que o animal foi afugentado da mata onde vivia devido a uma queimada, o que o levou a entrar em contato com a vítima.

Como foi?

Em novembro de 2024, Ivonete chegava em casa acompanhada do neto, de 3 anos, quando um sagui apareceu e avançou na direção da criança. Para protegê-lo, a avó colocou-se entre o neto e o animal, sendo mordida na mão esquerda.

Ela foi levada ao Hospital Santina Falcão, em Santa Maria do Cambucá. Segundo o jornal Diário de Pernambuco, familiares relataram que a médica responsável informou que não havia vacina antirrábica em estoque na unidade e pediu que Ivonete retornasse no dia seguinte. No entanto, não foram explicadas a gravidade da mordida de um animal silvestre nem os cuidados necessários para evitar a infecção.

Os primeiros sintomas da doença começaram a aparecer em dezembro. Com o agravamento do quadro, Ivonete foi transferida para o Huoc, referência no tratamento de doenças infectocontagiosas, no Recife. Em 2 de janeiro, seu estado de saúde piorou, e ela foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde faleceu na manhã de ontem.

Estoque de vacinas

Em declaração ao Diário de Pernambuco, o diretor do Hospital Municipal Santina Falcão, Rafael Oliveira, afirmou que a cidade de Santa Maria do Cambucá possui vacina antirrábica em estoque, mas o soro utilizado em casos de acidentes com animais silvestres infectados só está disponível em polos regionais de saúde.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que está conduzindo uma investigação epidemiológica sobre o caso e que intensificará os protocolos e diretrizes relacionados à raiva junto às equipes dos municípios. Além disso, será realizado um ciclo complementar de vacinação de animais domésticos na região.

Em relação à conduta médica, a Secretaria ressaltou que a apuração e os devidos encaminhamentos são de responsabilidade do município, conforme as atribuições do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Hospital Universitário Oswaldo Cruz lamentou a morte de Ivonete. “Expressamos as mais sinceras condolências e desejamos conforto, paz e força à família.”

A doença

A raiva é transmitida quando o vírus presente na saliva de um animal infectado penetra no organismo humano por meio de mordidas, arranhões ou lambidas que atingem a pele ou mucosas. Segundo levantamento do portal UOL, dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2010 e 2024, o Brasil registrou 48 casos da doença, dos quais apenas dois pacientes sobreviveram.



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Brasil pode exportar 4,35 milhões de toneladas em 2030



Projeções realizadas pela consultoria Safras & Mercado para a carne bovina do Brasil nos próximos cinco anos indicam que a exportação do país poderá chegar a 4,35 milhões de toneladas em equivalente carcaça em 2030. A estimativa para 2025 é de mais de 4,032 milhões de toneladas.

Em 2024, o Brasil bateu um novo recorde histórico nos embarques totais de carne bovina (somadas carnes in natura, refrigeradas, industrializadas etc.). As exportações atingiram 3,193 milhões de toneladas em 2024, 26% acima do ano anterior, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), a partir da compilação e consolidação dos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços (MDIC).

Produção de carne bovina em 2030

A produção de carne bovina em 2030 poderá chegar a 10,457 milhões de toneladas, superando as 10,006 milhões de toneladas previstas para este ano, prevê a Safras & Mercado.

A oferta interna de carne bovina no Brasil daqui a cinco anos poderá atingir 6,177 milhões de toneladas, superando o volume esperado para 2025, de 6,027 milhões de toneladas.

A projeção da consultoria indica que os abates de bovinos em 2030 poderão atingir 36,884 milhões de cabeças, acima das 36,485 milhões de cabeças esperadas para este ano.

O consultor de Safras & Mercado Fernando Iglesias projeta que, em 2030, o Brasil deverá atingir novamente um período de queda do ciclo pecuário, a exemplo do movimento que é esperado pelo setor para 2025.

*Com informações da Agência Safras



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Prefeitura do Amazonas é multada por servir carne de quelônios em evento oficial



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou em R$ 10 mil a prefeitura de Careiro, no Amazonas, e o então prefeito da cidade, Nathan Macena, por servirem carne de quelônios (tartarugas e cágados) durante um evento da Secretaria de Turismo.

A prática configura crime ambiental, conforme a lei 9.605/98, além de prejudicar os esforços de conservação conduzidos por comunidades locais e entidades ambientais.

As denúncias chegaram ao Ibama por meio de redes sociais, gerando ampla repercussão. Investigadores apontam que o quelônio consumido pode ter sido adquirido de cativeiro ou por meio de caça ilegal, agravando a situação.

Programa Quelônios da Amazônia

O Ibama é o responsável pelo Programa Quelônios da Amazônia (PQA), criado em 1979, para combater a ameaça de extinção de espécies como a tartaruga-da-amazônia, o tracajá e o pitiú. O programa de conservação de fauna em vida livre já contribuiu com a soltura de mais de 100 milhões de filhotes em toda a Amazônia Legal.

As ações do PQA são financiadas, em parte, pela conversão de multas ambientais, onde os autuados substituem o pagamento pela execução de projetos voltados à preservação e prestação de serviços ambientais.

A multa aplicada em Careiro é, segundo o Ibama, uma medida educativa que visa reforçar a necessidade de respeito às leis ambientais e de adoção de práticas sustentáveis para a preservação das espécies ameaçadas.



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Após dias de tempo instável, sol volta a predominar no domingo



Após um período de tempo instável, o sol retorna com mais força neste domingo (12). No entanto, o calor e a alta umidade continuam formando áreas de instabilidade, provocando pancadas de chuva no período da tarde em várias regiões. O sol brilha ao longo de todo o dia no centro-sul do Rio Grande do Sul, em boa parte de São Paulo, no norte do Amazonas e em Roraima. Confira a previsão detalhada para cada região:

Sul

O tempo permanece firme no oeste e em parte do sul do Rio Grande do Sul, enquanto pancadas de chuva mais isoladas ainda podem ocorrer no noroeste do estado, no oeste de Santa Catarina e no centro-leste e interior do Paraná. O domingo será abafado, com risco de chuva moderada a forte em algumas localidades.

Sudeste

Grande parte do Sudeste terá sol e calor predominantes. No entanto, há previsão de pancadas de chuva de moderada a forte intensidade no centro-leste e nordeste de São Paulo, no Triângulo e sul de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. O norte de Minas deve permanecer com o tempo mais fechado e chuvoso.

Centro-Oeste

A previsão é de temporais em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal. As pancadas de chuva podem ocorrer em diferentes momentos do dia, com risco elevado de transtornos. No norte de Mato Grosso do Sul, a chuva pode ser intensa, enquanto no centro-sul do estado as pancadas tendem a ser mais localizadas.

Nordeste

Nuvens carregadas trazem chuva para todas as áreas do Nordeste. O sol aparece entre nuvens, mas há risco de temporais na Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Piauí, interior e sul do Ceará e no centro-sul do Maranhão. Na costa leste da região, a chuva pode ser de moderada a forte intensidade.

Norte

No Norte, o sol aparece mais no norte do Amazonas e no estado de Roraima. Entretanto, há previsão de chuva a qualquer momento no Amazonas, Acre, Rondônia, Pará e Tocantins, com risco elevado de temporais.



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Veja como foi a semana da soja



Apesar de alguns problemas pontuais com o clima, as lavouras brasileiras de soja se desenvolvem bem e os indicativos são de que será colhida a maior safra da história. A previsão de produção para a safra 2024/25, de acordo com o mais recente levantamento da Safras & Mercado, aponta um total de 173,71 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 14,1% em relação à safra da temporada anterior, que foi de 152,3 milhões de toneladas.

Em setembro, a estimativa era de 171,78 milhões de toneladas, o que representa uma elevação de 1,12% na projeção atual. A área destinada ao cultivo da soja também teve aumento, estimada em 47,47 milhões de hectares, o que representa uma expansão de 2,2% em relação aos 46,48 milhões de hectares da safra 2023/24. Além disso, a produtividade média deve passar de 3.295 para 3.678 quilos por hectare.

Rafael Silveira, analista e consultor de Safras & Mercado, aponta que a revisão das estimativas foi motivada por fatores climáticos e, consequentemente, pela produtividade observada nas lavouras. O ajuste mais recente se concentra na região Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, que apresenta um quadro muito favorável nas lavouras, com uma produtividade média de cerca de 63,4 sacas por hectare (ou 3.800 kg/ha), projetando uma safra de aproximadamente 47,7 milhões de toneladas.

Por outro lado, algumas condições climáticas desfavoráveis no sul do Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Sul podem resultar em reduções de produtividade nessas regiões, o que foi refletido na revisão para baixo das estimativas nessas áreas. Também se espera uma leve redução na safra do Paraná.

Comercialização da soja

A comercialização da soja da safra 2023/24 já avançou consideravelmente, atingindo 98,3% da produção projetada, conforme dados de Safras & Mercado até 10 de janeiro. Em comparação, em 6 de dezembro, esse número era de 95,6%. Em igual período do ano passado, a comercialização envolvia 95% da produção, e a média dos últimos cinco anos para o período é de 96,8%.

Com uma safra estimada em 173,71 milhões de toneladas para 2024/25, espera-se que a comercialização antecipada atinja cerca de 35%, o equivalente a 60,83 milhões de toneladas. Isso representa um aumento em relação à comercialização antecipada do ano passado, que foi de 29,1%, e também está acima da média histórica de 39%, embora abaixo do número do relatório anterior, que apontava 31,2%.



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Pomares de laranja se desenvolvem bem



A safra 2025/2026 de laranja está se desenvolvendo de forma promissora no estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Após um longo período de estiagem e calor na temporada anterior, as chuvas registradas nos últimos três meses de 2024 trouxeram alívio aos citricultores e impulsionaram o bom desenvolvimento dos pomares.

Conforme observado por agentes de mercado, as condições climáticas mais favoráveis têm animado os produtores, apesar das diferenças no estágio de desenvolvimento das frutas entre as regiões e os talhões, o que pode impactar a produtividade final.

Apesar do otimismo inicial, a produção da safra da laranja ainda é incerta. A qualidade da colheita, essencial para a produção de suco, dependerá da continuidade de chuvas regulares e bem distribuídas durante o primeiro trimestre de 2025. A ausência de precipitações adequadas neste período pode comprometer o potencial produtivo e reduzir as expectativas dos citricultores.

O cenário da laranja, por ora, mantém o setor em alerta, enquanto os produtores seguem monitorando o clima e as condições dos pomares, apostando em uma recuperação robusta após os desafios enfrentados na última temporada.



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AgroNewsPolítica & Agro

chuvas amenizam seca na Turquia



As temperaturas na Turquia ficaram até 3°C acima da média




Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta terça-feira (7) o boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, destacando o impacto das condições climáticas no Oriente Médio. A região experimentou um contraste climático, com instabilidade no oeste e tempo seco predominando nas porções central e oriental.

Na Turquia, duas perturbações oriundas do Mediterrâneo trouxeram volumes expressivos de chuva, variando entre 10 e 50 mm em grande parte do oeste, centro e sul do país, com acumulados acima de 300 mm na costa do Mar Egeu. Este cenário ajudou a aliviar a seca em várias regiões, embora déficits de precipitação ainda sejam observados no sudeste, particularmente na região GAP.

Em Israel, a costa leste do Mediterrâneo registrou mais de 100 mm de chuva ao longo da semana. Entretanto, nas principais áreas agrícolas de inverno do Iraque e do oeste do Irã, o clima seco predominou, com apenas chuvas esparsas e neve nas montanhas centrais e do sul do Irã.

As temperaturas na Turquia ficaram até 3°C acima da média, enquanto em outras áreas do Oriente Médio os termômetros se mantiveram próximos aos padrões normais.





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Produtores do Pará unem ações para impulsionar sustentabilidade



Com a perspectiva de inserir micro e pequenos produtores rurais na rota da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), o Sebrae e organizações parceiras têm realizado visitas e capacitações em regiões do Norte do Brasil. 

Desta vez, as visitas aconteceram aos negócios sustentáveis dos municípios do Baixo Amazonas, no Pará, que compreende Santarém, Mojuí dos Campos e Belterra, além do Distrito de Alter do Chão.

Segundo o diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick, o objetivo da organização é mostrar um conjunto de iniciativas já existentes na região para, de fato, revelar oportunidades em como ganhar dinheiro com a floresta em pé. “Muitos falam disso, mas poucos mostram como fazer. O Sebrae quer colaborar para que isso ocorra”, disse.

Dentre as iniciativas está o Viveiro Florestal Ardosa, um berçário de mudas nativas e frutíferas da Amazônia. Certificado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Viveiro fornece mudas para empresas e associações da agricultura familiar que desejam reflorestar ou recompor os ambientes florestais.

O biólogo Sidcley Matos, um dos gestores do local, afirmou que a COP 30 pode ser uma vitrine para o Viveiro. 

“Estamos confiantes em ter maior visibilidade para expandir o Viveiro. Esperamos que a Conferência nos traga recursos, conhecimento e estímulo para que a floresta seja recuperada, e o que está em pé, permaneça em pé”, contou.

Biodiversidade inclusiva

O Viveiro também estimula a inclusão social e econômica. Isso porque trabalha em cooperação com catadores de sementes de territórios quilombolas, indígenas e comunidades ribeirinhas, garantindo uma seleção diversificada e de qualidade. 

Com a produção de mais de 50 mil mudas por ano e a diversificação de 70 espécies, o Viveiro Florestal Ardosa ainda cultiva plantas ameaçadas de extinção como o Acapu, a Itaúba e o Pau Amarelo.

Bruno Quick ainda afirmou que o Brasil tem um dos ecossistemas mais ricos do planeta, sendo o de maior destaque, o bioma Amazônia. 

“Toda a discussão em torno de conciliar os recursos naturais com os setores da indústria, comércio, pecuária e serviços vem para efetivar o potencial de desenvolvimento da Amazônia, que ganha ainda mais força com a COP 30”, disse.

Com informações da Agência Sebrae de Notícias



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Açúcar volta a fechar em baixa com perspectiva de maior oferta global


Segundo analista, atraso das chuvas de monções na Índia deve ser positivo para a safra

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Os preços do açúcar fecharam novamente em baixa nesta sexta-feira (03), na Bolsa de Nova York. Em Londres, as variações foram mistas, mas majoritariamente negativas também. Segundo o Barchart, as cotações estão moderadamente mais baixas por conta de uma perspectiva de oferta global melhorada.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta sexta-feira, Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, apontou que quando os preços do açúcar em Nova York tendem a se recuperar,vão se aproximar de 20 cents/lbp, mas não vão testar esse valor e vão voltar a cair em direção aos 19 cents/lbp. Por isso, ele afirma que as cotações estão ancoradas junto com essa mínima dos últimos seis meses, que são os 19 cents/lbp.

Outro detalhe que ele aponta é que a Índia vai ter uma safra de 34 milhões a 35 milhões de toneladas nesta temporada de 24/25, contra 33 milhões da anterior. No final de dezembro, como reforçou Muruci, o governo da Índia disse que poderia liberar exportação se o superávit superasse 1 milhão de toneladas, sendo que a estimativa do USDA é de que supere 3 milhões de toneladas. Além disso, a meta de produção no país já foi atingida, com ajuda da utilização de grãos.

Entretanto, com isso, de acordo com o analista, em uma segunda leitura há também uma bandeira das usinas da Índia em destacar agora números menores de produção. Segundo ele, a Índia não pode chegar e dizer que vai produzir a maior safra dos últimos anos e dobrar as exportações em um momento de Nova York pressionado. Por isso, segundo Muruci, o país está voltando no posicionamento e destacando que tem um déficit produtivo de 15 milhões de toneladas, o que é verdade. Porém, isso ocorre por conta de um atraso nas chuvas de monções, mas, por fim, apesar do atraso provocar esse déficit, ele é benéfico para o desenvolvimento da safra.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento março/25 recuou 0,08 cents (-0,41%), encerrando a 19,65 cents/lbp. O contrato maio/25 teve redução de 0,10 cents (-0,54%), negociado a 18,27 cents/lbp. O julho/25 caiu 0,10 cents (-0,56%), cotado a 17,83 cents/lbp, enquanto o outubro/25 apresentou uma leve queda de 0,06 cents (-0,34%), finalizando o dia a 17,81 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, os preços mostraram leve recuperação no fechamento. O março/25 avançou US$ 1,20 (+0,23%), encerrando a US$ 514,20 por tonelada. O maio/25 manteve praticamente a estabilidade, caindo apenas US$ 2,00 (-0,39%), sendo negociado a US$ 514,00 por tonelada. O agosto/25 recuou US$ 2,70 (-0,53%), para US$ 504,00 por tonelada, enquanto o outubro/25 teve perda de US$ 2,50 (-0,50%), encerrando a US$ 497,40 por tonelada.





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