A safra de soja do Brasil 2024/2025 foi estimada em 173,7 milhões de toneladas, um volume recorde, de acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira pela Safras & Mercado. A nova estimativa da produção de soja representa um ajuste em relação à última projeção para o país, impulsionada pelas condições favoráveis das lavouras, especialmente no Centro-Oeste do país, com destaque para o estado de Mato Grosso, que é um dos maiores produtores da oleaginosa.
O aumento na produção reflete um cenário otimista para o setor, com boas perspectivas para o desenvolvimento da soja nas principais regiões produtoras. O volume recorde de soja, se confirmado, consolidará o Brasil como um dos maiores produtores e exportadores mundiais da commodity.
Em contraste com o bom desempenho na soja, as cotações dos ovos iniciaram o ano em queda, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A redução nos preços está relacionada à demanda enfraquecida e ao aumento nos estoques de ovos, o que tem pressionado o mercado, principalmente no setor de ovos in natura e processados.
Ainda em relação às exportações, o Brasil registrou, em dezembro, o segundo maior volume do ano, com 2.000 toneladas de ovos in natura e processados, um resultado expressivo no último mês do ano. Esse desempenho nas exportações reflete a força do Brasil como fornecedor global de alimentos, mas também aponta para os desafios enfrentados pelo setor de aves, que precisa lidar com oscilações nos preços e nas demandas externas.
Nesta segunda-feira (13), o Brasil comemora 20 anos do marco legal do biodiesel, instituído pela Lei 11.097/2005, que introduziu o combustível renovável à matriz energética do país. Desde então, o biodiesel se tornou um pilar da sustentabilidade nacional, promovendo benefícios econômicos, sociais e ambientais.
Um dos destaques dessas duas décadas é o Selo Biocombustível Social, que fomenta a inclusão de agricultores familiares na cadeia produtiva. O selo concede benefícios fiscais e incentivos comerciais às empresas que utilizam matérias-primas fornecidas por pequenos produtores, promovendo a sustentabilidade e a transformação social no campo.
Inclusão no agronegócio e geração de renda
Em 2024, o Selo Biocombustível Social passou por uma atualização significativa. Além dos benefícios já existentes, foram lançadas linhas de financiamento para projetos de pesquisa, estruturação de cadeias produtivas e fortalecimento das organizações de agricultura familiar. Essa reformulação busca ampliar a participação dos pequenos produtores na cadeia do biodiesel, garantindo mais oportunidades e geração de renda para o campo.
Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o selo simboliza um compromisso estratégico do governo com o desenvolvimento sustentável e a inclusão social, integrando a agricultura familiar a uma cadeia de valor sustentável e com forte impacto econômico.
Avanços do biodiesel em duas décadas
Nessas duas décadas, a produção nacional de biodiesel alcançou 77 bilhões de litros, evitando a emissão de 240 milhões de toneladas de gás carbônico e gerando uma economia de R$ 38 bilhões com a redução da importação de diesel. Em 2024, o Brasil produziu 9 bilhões de litros, marcando um crescimento de 19% em relação ao ano anterior.
Desde março, o mercado opera com o diesel B14, que inclui 14% de biodiesel na mistura. Segundo o Atlas da Eficiência Energética 2024, o biodiesel tem sido um grande aliado na redução de emissões e no fortalecimento da segurança energética do país. Agricultura familiar no centro das políticas públicas
O uso de matérias-primas sustentáveis, como óleo de soja, óleos residuais e gorduras animais, integra os planos do governo para diversificar e fortalecer a cadeia produtiva do biodiesel. Em dezembro de 2024, o Conselho Nacional de Política Energética aprovou uma resolução para estimular o uso de óleos e gorduras residuais, com o objetivo de ampliar a base de matérias-primas e reduzir a dependência de commodities tradicionais.
As mudanças trazidas pelo selo também reforçam o papel da agricultura familiar como um motor para o desenvolvimento sustentável promovendo não apenas a transição energética, mas também uma economia mais justa e resiliente, que valoriza o trabalho no campo e assegura alimentos e energia limpa para o país.
O futuro do biodiesel
Com a diversificação das matérias-primas e o avanço de novas tecnologias, como o Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e o diesel verde, o Brasil segue como referência global em biocombustíveis.
“As políticas públicas adotadas no Brasil para a mobilidade sustentável no transporte contribuem para o desenvolvimento de soluções tecnológicas alinhadas ao reconhecimento de que os biocombustíveis desempenham um papel estratégico crucial em um dos maiores desafios do século XXI que é a transição energética. Esse desafio não envolve apenas a redução das emissões de gases de efeito estufa, mas também a promoção de uma economia mais resiliente e sustentável”, conclui.
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Foto: Sheila Flores
O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que a segunda semana de janeiro encerrou com negociações reduzidas e variações de preços moderadas no mercado do boi gordo. Apesar do ritmo lento, algumas regiões registraram reajustes pontuais nas cotações, principalmente para fêmeas.
Goiás
Na região de Goiânia, a oferta razoável, que atende à demanda sem excessos, revelou maior volume de fêmeas em relação aos machos. Essa movimentação impulsionou o preço da arroba do boi em R$ 2,00 para machos, enquanto as fêmeas permaneceram estáveis.
Bahia
Com oferta aquém do esperado, agravada por chuvas insuficientes em algumas regiões, o sul do estado registrou alta de R$ 3,00/@ tanto para o boi gordo quanto para a vaca. Já no oeste baiano, os preços mantiveram estabilidade. Não há referência de mercado para o chamado “boi China” na Bahia.
Santa Catarina
A oferta restrita de bovinos no estado refletiu em alta de R$ 3,00/@ para o boi gordo e de R$ 5,00/@ para a vaca nesta sexta-feira. Por outro lado, a cotação da novilha seguiu estável. Assim como na Bahia, não há registro de cotações para o “boi China” na região.
As escalas de abate, em média, atendem a sete dias, mantendo o mercado sem grandes alterações no curto prazo.
A Seara, empresa do grupo JBS, alcançou uma marca expressiva em 2024: 70% das granjas integradas de frango no Brasil já utilizam energia solar, registrando um crescimento de 1.149% em relação a 2019. No último ano, essas granjas produziram 205,18 milhões de kWh, suficiente para abastecer uma cidade de 90 mil habitantes por 12 meses.
As granjas abastecidas por energia solar estão distribuídas entre oito estados e o Distrito Federal. Em São Paulo, pouco mais de 77% das unidades adotaram placas fotovoltaicas, enquanto em Santa Catarina, o índice alcançou 73%.
Com a implementação de maior automação dos aviários, ambientes internos controlados, a energia elétrica passou a ter um papel relevante na formação de custo dos produtores. Por outro lado, os painéis fotovoltaicos com um domínio cada vez maior na produção de energia elétrica a partir das placas solares reafirma-se como uma oportunidade competitiva neste cenário.
Além de orientar e apoiar a implementação dos painéis, a Seara tem estimulado a instalação das placas fotovoltaicas nas granjas por meio de um checklist que busca reconhecer as boas práticas de produção, por meio de ações sustentáveis.
Checklist
A Seara tem um checklist que baliza a política de bonificação para parceiros integrados de aves e suínos. Além de critérios de adequação estrutural e de procedimentos, também se contemplam itens de sustentabilidade. Entre os critérios ESG, além da instalação de fontes de energia renováveis nas granjas, como placas fotovoltaicas, também constam a implementação de programa para identificação, separação e destinação correta de resíduos sólidos e a adequação das granjas às normas de bem-estar animal. As granjas que se engajam nas três frentes passam a ter direito à bonificação.
Para Sandro Fontanella, produtor integrado em Forquilhinha, Santa Catarina, investir em sistemas de energias renováveis vai além dos benefícios ambientais. “É como investir em uma nova atividade, que se transforma em uma fonte de renda adicional para nós produtores”, afirma. “Antes, gastávamos um volume considerável na compra de energia das concessionárias. Hoje, o valor economizado ou gerado pelo sistema de painéis fotovoltaicos é destinado ao pagamento de seu financiamento, com prazo de seis anos”, destaca.
Atualmente, a granja de Fontanella atende entre 80% e 83% de sua demanda energética com energia limpa e renovável, o que corresponde a cerca de 220.000 kWh a 240.000 kWh por ano. “Estamos desenvolvendo um projeto de expansão para chegar a 100% de nossa demanda, algo viável graças às políticas de incentivo da Seara, que tornam o negócio ainda mais acessível”, afirma.
“A iniciativa tem o potencial de se pagar em médio prazo, transformando o que antes era um simples custo em uma nova fonte de margem para o produtor. Dessa forma, a energia solar, além de representar uma solução mais sustentável, também se revela uma alternativa economicamente vantajosa para os negócios dos integrados”, destaca Vamiré Luiz Sens Júnior, gerente-executivo de Sustentabilidade Agropecuária da Seara.
Sobre a JBS
A JBS é uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Com uma plataforma diversificada por tipos de produtos (aves, suínos, bovinos e ovinos, além de plant-based), a Companhia conta com mais de 270 mil colaboradores, em unidades de produção e escritórios em países como Brasil, EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália, China, entre outros. A empresa conduz suas operações priorizando a alta qualidade e a segurança dos alimentos e adota as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal em toda sua cadeia de valor, com o propósito de alimentar pessoas ao redor do mundo de maneira cada vez mais sustentável.
Mais de 150 mil pequenos negócios foram atendidos no estado do Espírito Santo(ES) ao longo do ano passado, com consultorias, estratégias de ampliação de mercado e outras iniciativas que impactaram positivamente o empreendedorismo e o agronegócio capixaba.
Ao todo Sebrae/ES atingiu, em 2024, a marca de 1.039.000 atendimentos, com 64,7% realizados digitalmente, aproximando ainda mais os serviços dos empreendedores.
Um exemplo é Joelma Kuster, de Castelo, que planta morangos e transformou sua propriedade em um atrativo turístico com a experiência de colheita das frutas.
“O Sebrae foi fundamental desde o início do nosso negócio, com as consultorias, dando instruções, incentivando e ajudando a divulgar nosso empreendimento. Primeiro contratamos a consultoria do projeto do nosso espaço, logo depois contratamos os processos de rotulagem e identidade visual”, relata Joelma.
Além do colhe e pague, sua propriedade conta com restaurante e lojinha de geleias, licores e outros produtos regionais.
Segundo Pedro Rigo, superintendente do Sebrae/ES, o alto volume de atendimentos digitais demonstra a eficiência da entidade em se aproximar dos clientes.
“Para realizar boas entregas, priorizamos o olhar para o nosso cliente, entendendo as particularidades de cada território e adaptando os serviços às suas identidades e características”, destaca Rigo.
Luciano Cerqueira tem a oportunidade de vender seus produtos em feiras e eventos. Foto: ASN Sebrae/ES
Outro caso de sucesso é o de Luciano Cerqueira, criador do Bombom Caieras, que recebeu apoio do Sebrae/ES desde a formalização do negócio até a modelagem e registro da marca. “A grande virada veio com a maior presença no mercado, participando de eventos e feiras apoiados pelo Sebrae. Agora, queremos ampliar nossa capacidade de produção, mantendo o foco nos clientes”, afirma Cerqueira.
A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) alcançou um marco histórico em 2024, registrando um aumento de 41% nas exportações de café em comparação ao ano anterior. Com mais de 550 mil sacas de 60 kg exportadas para mais de 35 países, a cooperativa faturou R$ 840 milhões no mercado externo. Internamente, as vendas somaram 870 mil sacas, totalizando um faturamento anual de cerca de R$ 1,9 bilhão.
Expansão internacional e inovação
Entre os destaques do ano, a Expocacer inaugurou representações comerciais no Reino Unido e Coreia do Sul, além de um hub logístico nos Estados Unidos. “Essas ações foram cruciais para fortalecer nossa competitividade global e abrir novos mercados”, destaca Italo Henrique, Diretor Comercial da cooperativa.
Os principais destinos das exportações da Expocacer incluem França, Bélgica, Japão, Itália, Reino Unido e Estados Unidos, este último liderando com 15% das exportações. Segundo a Mordor Intelligence, o mercado global de café, avaliado em US$ 132 bilhões, deve atingir US$ 166 bilhões até 2029, impulsionado pela urbanização, aumento da renda disponível e pela preferência por produtos éticos e sustentáveis.
Sustentabilidade como diferencial
A Expocacer destacou-se com a aprovação do protocolo ECO By Expocacer, certificado pela Plataforma Global do Café como referência em sustentabilidade. “Nossos cafés possuem selos regenerativos, baixo carbono e orgânicos, garantindo rastreabilidade completa, e atendem às expectativas das novas gerações, como os Millennials e a Geração Z, que buscam produtos alinhados com valores de responsabilidade ambiental e transparência”, afirma Simão Pedro de Lima, Diretor Presidente Executivo.
A cooperativa também atendeu às exigências da Lei de Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), consolidando-se como uma referência em práticas sustentáveis e exportações certificadas.
Inovações que conquistam consumidores
A busca por experiências sensoriais diferenciadas, com notas florais e sabores únicos, também contribuiu para impulsionar o mercado cafeeiro. “Trabalhamos para preservar a qualidade da Região do Cerrado Mineiro, entregando cafés que atendem à crescente demanda por inovações e experiências degustativas exclusivas”, conclui Italo Henrique.
Combinando inovação, sustentabilidade e expansão internacional, a Expocacer não apenas bateu recordes em 2024, mas também reforçou seu papel como protagonista no mercado global de café.
A colheita de feijão no Paraná já ultrapassou 70%, entrando na reta final do ciclo produtivo, conforme informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe). Produtores que colhem grãos de alta qualidade continuam recebendo bons preços. O feijão-carioca com escurecimento lento, por exemplo, atingiu a marca de R$ 220 nesta semana. A demanda tem sido forte, e tudo que é colhido é rapidamente vendido.
No entanto, a cultivar Sabiá, predominante nesta safra, está sofrendo desvalorização devido à sua aparência, resultando em vendas mais lentas. Isso faz com que o Feijão-carioca comercial, com algum índice de defeitos e coloração abaixo de 8, acabe ficando parcialmente estocado, sem conseguir atingir a mesma agilidade de vendas que outros lotes.
No estado de Minas Gerais, a expectativa é de uma colheita rápida, com grande parte da produção sendo finalizada até o final de fevereiro. Isso indica que o estado está com um ritmo acelerado, possibilitando o fechamento da safra dentro de um cronograma eficiente.
No que se refere ao feijão-preto, a maior parte da produção colhida está sendo armazenada, o que pode sinalizar uma possível recuperação no mercado, com a oferta controlada. Além disso, a segunda safra de feijão no Paraná, atualmente em fase de plantio, deverá atingir 380 mil hectares, o que representa uma redução de 11% em relação à área cultivada no ano anterior, conforme estimativas da Secretaria de Agricultura do Paraná. A redução da área plantada poderá impactar as expectativas de oferta para a próxima temporada.
“O Feijão-preto colhido está sendo majoritariamente armazenado, sugerindo uma possível recuperação do mercado. A segunda safra, atualmente em fase de plantio, deve alcançar 380 mil hectares, conforme estimativas da Secretaria de Agricultura do Paraná. Essa área representa uma redução de 11% em relação à segunda safra do ano anterior”, conclui.
O início da semana será marcado por instabilidades na faixa central e norte do Brasil, de acordo com alerta agroclimático da Rural Clima. As chuvas são frequentes nas lavouras de soja em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Tocantins, áreas que abrigam importantes lavouras de soja. O Centro-Sul do país, contudo, chama a atenção por um tempo mais seco e aberto, além de ter temperaturas elevadas.
Este cenário ainda deve permanecer por um tempo, ao menos até quinta-feira (16). Os dois modelos indicam a mesma previsão, o que confere maior confiabilidade. Há uma condição de invernada, com uma frente fria afastada no Oceano, mas ainda provocando bastante instabilidade. Com isso, o Centro-Sul deve apresentar tempo mais aberto, praticamente sem condições de chuvas ao longo deste período.
Na terça-feira (14), pontualmente, há possibilidade de algumas pancadas entre o Paraná, Mato Grosso e Paraguai, também atingindo o oeste de Santa Catarina e o extremo noroeste do Rio Grande do Sul. Contudo, a chuva deve ser rápida e isolada, sem volumes expressivos.
A partir de quinta-feira, é possível que o corredor de umidade migre para áreas de soja mais ao sul do país, favorecendo o retorno das chuvas no final da semana entre Mato Grosso do Sul, São Paulo e norte do Paraná, áreas que também têm lavouras de soja em fase de desenvolvimento.
Frente fria e a soja
Além disso, ao sul, uma frente fria começa a se formar entre a Argentina e o Rio Grande do Sul. Esse sistema deve avançar entre o final de semana e o começo da próxima semana, com chuvas à vista para o Rio Grande do Sul, Paraguai, Argentina, Paraná e Santa Catarina.
Ao mesmo tempo em que esse movimento acontece, a faixa Centro-Norte do Brasil deve enfrentar um recuo das precipitações nos estados com chuvas neste início de semana. No entanto, não será uma ausência total das instabilidades, mas apenas intervalos com tempo seco, impactando também as lavouras de soja da região.
O mercado financeiro ajustou a projeção da inflação para 2025, indicando um aumento no índice, que deve chegar a 5%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central. Na semana anterior, a previsão era de 4,99%. Há quatro semanas, a expectativa era de 4,6%.
O relatório, elaborado com base nas análises de economistas do setor financeiro, também elevou a previsão para 2026, com o índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) subindo de 4,03% para 4,05%.
Em 2024, o IPCA encerrou o ano em 4,83%, superando o teto da meta inflacionária, que era de 4,5%. Desde a adoção do regime de metas de inflação em 1999, esse foi o oitavo ano em que o índice ultrapassou o limite permitido. Projeções econômicas
Além da inflação, o Boletim Focus manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025 em 2,02%. Para os anos seguintes, o mercado espera expansão de 1,8% em 2026 e de 2% tanto em 2027 quanto em 2028.
Quanto à taxa básica de juros (Selic), a previsão para 2025 permanece em 15%. Para 2026 e 2027, o mercado estima quedas progressivas, com a Selic projetada em 12% e 10,25%, respectivamente.
Selic e câmbio
A Selic, atualmente fixada em 12,25% ao ano, é usada pelo Banco Central como principal instrumento para controlar a inflação. O Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou que novos aumentos podem ser necessários em 2025, caso a meta inflacionária de 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%, não seja atingida.
No câmbio, a projeção para o dólar em 2025 foi mantida em R$ 6,00. Para os anos seguintes, as previsões indicam cotação de R$ 5,82 em 2027 e R$ 5,88 em 2028.
Com um cenário econômico marcado por desafios, a combinação de alta inflação, juros elevados e câmbio pressionado exige atenção redobrada de investidores, consumidores e empresas.
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) está em processo de revisão da legislação que trata do registro de queijarias artesanais no estado de Minas Gerais. A medida visa modernizar as normas existentes, abrangendo todos os queijos artesanais de Minas Gerais, e não apenas o Queijo Minas Artesanal.
A revisão de atos antigos leva em consideração o fomento à regularização da produção e a unificação de diversos regulamentos em um único documento. Ou seja, não será uma nova legislação, mas uma única portaria que reúne, de forma clara e consolidada, todas as normas referentes ao tema.
O IMA lança uma consulta pública para coletar sugestões sobre o documento que estabelece os requisitos para produção e comercialização de queijos artesanais no estado.
O texto simplifica o acesso à informação para toda a cadeia produtiva, além de revogar duas normas obsoletas – as portarias do IMA nº 517, de 14/6/2002 e nº 523, de 3/7/2002. A iniciativa do instituto faz parte das diretrizes do governo do estado de desburocratizar processos, buscando a eficiência do serviço público.
Além de promover condições sanitárias adequadas respeitando as tradições mineiras, o documento também apresenta requisitos específicos de produção para queijos artesanais de Minas Gerais em entrepostos de laticínios – estabelecimentos voltados para o recebimento, maturação, afinação e acondicionamento de queijos artesanais.
A minuta da nova portaria prevê, entre outros pontos, que o leite deve ser armazenado e manipulado em instalações específicas, com equipamentos devidamente higienizados para evitar contaminações. Além disso, no controle da qualidade da água, incluem-se tratamentos cientificamente validados, como cloração ou métodos alternativos comprovados. O IMA também solicita análises laboratoriais periódicas dos produtos registrados para identificar contaminantes.
O documento também prevê que as queijarias devem manter ambientes adequados à produção, com ventilação, iluminação e barreiras sanitárias que atendam aos padrões higiênico-sanitários estabelecidos. O transporte dos queijos também segue normas rigorosas, exigindo o uso de caixas isotérmicas ou veículos com carroceria refrigerada, assegurando que não ocorra deformação ou contaminação dos produtos.
A consulta pública é um mecanismo de participação social que permite à toda a cadeia produtiva e à sociedade contribuírem para a definição de políticas públicas, assegurando que as normas atendam às reais necessidades do setor. Além disso, é fundamental para alinhar as demandas do mercado e promover a regularização e o fortalecimento da tradição mineira.