quinta-feira, julho 9, 2026

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Boi gordo: semana começa com estabilidade



Na última semana, as vendas no atacado foram consideradas positivas




Foto: Kadijah Suleiman

O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que a segunda-feira iniciou sem alterações nos preços em relação à última sexta-feira, com muitas indústrias ainda fechando negociações para compra. As escalas de abate permanecem, em média, programadas para uma semana.

No estado do Pará, as principais regiões produtoras, como Marabá, Redenção e Paragominas, registraram estabilidade nas cotações no início da semana.

Na última semana, as vendas no atacado foram consideradas positivas, refletindo em um aumento de preços na reposição de estoques. Entre os destaques, a carcaça de boi capão registrou alta de 2%, enquanto a carcaça de boi inteiro teve elevação expressiva de 6,6%.

No caso das fêmeas, os aumentos foram ainda mais significativos: a vaca casada apresentou alta de 7,1%, enquanto a novilha casada subiu 4,3%. Por outro lado, o traseiro do boi capão 1×1 foi a única exceção à tendência de alta, com queda de 0,9%.

No mercado de carnes alternativas, o movimento foi oposto ao das carcaças bovinas. A carcaça de suíno especial registrou redução de 0,8%, o equivalente a R$ 0,10 por quilo. Já o preço do frango médio sofreu queda de 1,5%, o que representa uma redução de R$ 0,12 por quilo.





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Dólar fecha em leve queda



O dólar à vista encerrou o pregão desta segunda-feira (13) com leve desvalorização




Foto: Pixabay

O dólar à vista encerrou o pregão desta segunda-feira (13) com leve desvalorização de 0,08%, cotado a R$ 6,0980 para venda. No acumulado de janeiro, a moeda americana registra queda de 1,31%, refletindo um cenário de maior estabilidade cambial nas últimas semanas, conforme os dados do InfoMoney.

De acordo com os dados, na B3, o contrato futuro de dólar para fevereiro, considerado o mais líquido no momento, apresentava queda de 0,17% às 17h03, sendo negociado a R$ 6,1175.

O dólar comercial encerrou o dia com os seguintes valores:

Compra: R$ 6,090

Venda: R$ 6,090

Já no mercado de turismo, voltado para transações de pequeno volume, os valores foram:

Compra: R$ 6,17

Venda: R$ 6,35





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Grupo Piracanjuba obtém quase R$ 500 mi do BNDES para produção de whey protein e queijos



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 499 milhões para o Grupo Piracanjuba (Laticínios Bela Vista S/A).

O recurso será voltado para a companhia implantar uma unidade industrial com capacidade de beneficiar 1,2 milhão de litros de leite por dia para produzir concentrados e isolados proteicos (whey protein), lactose em pó, queijo muçarela e manteiga em São Jorge d’Oeste, sudoeste do Paraná.

Com recursos do Programa BNDES Mais Inovação (R$ 277 milhões) e R$ 222 milhões via Finem (linha Incentivada B), a unidade terá capacidade instalada de produção de até 39,4 mil toneladas ao ano de muçarela e de até 7,9 mil toneladas anuais de manteiga.

Em duas linhas de produção anexas, a partir do soro de leite, efluente da produção de queijos, a empresa produzirá até 6 mil toneladas ao ano de whey protein (concentrados e isolados proteicos) e até 14,8 mil toneladas anuais de lactose em pó.

Produção no mesmo parque industrial

A construção das duas plantas na mesma unidade industrial (a produção de queijo muçarela e manteiga na primeira etapa e a produção do whey protein e da lactose em pó na segunda) traz, de acordo com o Grupo Piracanjuba, importantes ganhos de escala e vai ao encontro dos modelos internacionais (Estados Unidos e Europa).

“Além disso, possui uma grande pegada de descarbonização devido à ausência do transporte do soro do leite entre diferentes plantas fabris”, informa a empresa, em nota.

Já de acordo com o BNDES, trata-se da primeira queijaria de grande porte do país cuja produção de queijo e de concentrados e isolados proteicos de soro em pó e de lactose em pó já nasce planejada e integrada em um mesmo parque industrial. Ao todo, o projeto tem investimento de R$ 612 milhões.

Atendimento ao mercado interno

O whey protein e a lactose em pó têm ampla aplicabilidade, com uso na nutrição (alimentação suplementar e hospitalar), em produtos farmacêuticos e em cosméticos, entre outros, além de agregar grande valor à cadeia láctea nacional, segmento no qual o Brasil ocupa a terceira posição como maior produtor global de leite.

No Brasil são poucas as indústrias que produzem o whey protein em pó em suas várias concentrações, e atendem apenas 15% do mercado, segundo dados do Sistema PGA SIGSIF do Ministério da Agricultura e Pecuária e COMEXSTAT – MDIC, de 2023, sendo 85% do consumo abastecido por produto importado.

“A aprovação desse projeto representa a expansão da fronteira tecnológica brasileira, com a nacionalização da produção e dos sistemas industriais, além de contribuir com a substituição da importação de produtos que chegam a US$ 54 milhões na balança comercial brasileira. A construção da unidade resultará na criação de 250 novos empregos diretos na região, com impacto na geração de renda das famílias”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, o projeto aprovado pelo Banco está alinhado a objetivos da Nova Indústria Brasil, que busca “fortalecer as cadeias agroindustriais para a segurança alimentar e nutricional, além de agregar valor à cadeia láctea brasileira.”

O presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo, afirma que a empresa buscou financiamento do BNDES para alavancar novas tecnologias no ramo de laticínios e, desse modo, sustentar o crescimento da companhia nos próximos anos.

“A unidade da Piracanjuba reunirá alta tecnologia, com equipamentos modernos e alta capacidade, que contribuirão para padronização e qualidade dos produtos e eficiência operacional, orientados por uma perspectiva sustentável, tratamento e reaproveitamento de água e, produção e utilização de biogás como fonte de energia. E, ainda, as oportunidades de emprego disponibilizadas geram renda para a economia local”.



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alternativa sustentável para a produção de biodiesel



A macaúba se adapta a diferentes condições de solo




Foto: Pixabay

A macaúba, palmeira nativa do Brasil, tem se consolidado como uma alternativa sustentável para a produção de biodiesel. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e da CATI Sementes e Mudas, tem desempenhado um papel crucial no incentivo ao cultivo dessa espécie no estado.

Com alto valor econômico e ambiental, a macaúba se adapta a diferentes condições de solo, incluindo áreas marginais ou em recuperação, o que a torna estratégica para a agricultura sustentável. O cultivo da planta não apenas gera renda, mas também contribui para a recuperação ambiental, a preservação de solos degradados e a captura de carbono.

Atualmente, a pesquisa genética liderada pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) avança em ritmo acelerado. A previsão é de que, nos próximos anos, seja lançada a primeira cultivar comercial da macaúba, com materiais de alta performance. Segundo especialistas do IAC, genótipos clonados poderão produzir de 4 a 5 mil litros de óleo por hectare, muito acima das atuais médias de produção agrícola de óleos vegetais.

Enquanto a soja, principal matéria-prima do biodiesel no Brasil, gera cerca de 500 litros de óleo por hectare, a macaúba pode render até 2.500 litros na mesma área. Essa diferença representa um impacto significativo na redução da necessidade de terras agricultáveis, contribuindo para uma produção mais sustentável.

A recente implementação da “Lei do Combustível do Futuro” é vista como um marco para ampliar a viabilidade econômica do biodiesel e de outros biocombustíveis. A legislação estabelece programas nacionais para o diesel verde, biocombustível para aviação e biometano, além de definir percentuais mínimos e máximos para a mistura de etanol à gasolina e de biodiesel ao diesel. Com essa medida, espera-se uma maior valorização da macaúba como alternativa de produção sustentável, fortalecendo sua posição no mercado de biocombustíveis e incentivando a adoção da cultura por pequenos e médios produtores rurais.





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Dia de mais atividade para a soja; veja cotações no Brasil



O mercado brasileiro de soja esteve ativo hoje, com os preços em Chicago subindo bem ao longo do dia. O dólar ficou estável, mas os prêmios caíram, compensando parte da alta na bolsa norte-americana. Com isso, os preços no físico subiram, mas de forma limitada. O vendedor apareceu mais no mercado, enquanto os compradores seguem cautelosos, esperando a safra nova para tentar preços mais baixos.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00.
  • Missões (RS): preço subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00.
  • Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 143,00.
  • Cascavel (PR): preço subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00.
  • Porto de Paranaguá (PR): preço subiu de R$ 140,00 para R$ 142,00.
  • Rondonópolis (MT): preço subiu de R$ 119,00 para R$ 121,00.
  • Dourados (MS): preço subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00.
  • Rio Verde (GO): preço subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços em leve alta. O dia foi de volatilidade e recuperação técnica, com os agentes se posicionando para o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira.

O USDA deverá reduzir suas estimativas para a safra e os estoques finais de soja americana em 2024/25. Os dados de janeiro do USDA sobre oferta e demanda americana e mundial serão divulgados na sexta-feira, 10 de janeiro, às 14h.

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques americanos de 454 milhões de bushels em 2024/25. Em dezembro, a previsão do USDA era de 470 milhões. Para a safra americana, o USDA deverá reduzir a estimativa de 4,461 bilhões de bushels para 4,451 bilhões, segundo a perspectiva do mercado.

Em relação à oferta e demanda mundial de soja, o mercado aposta em estoques finais de 132 milhões de toneladas para 2024/25. Em dezembro, o número ficou em 131,9 milhões.

Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição de 1º de dezembro deverão ficar acima do número indicado pelo Departamento no mesmo período de 2023. A projeção do mercado indica estoques trimestrais de 3,236 bilhões de bushels, contra 3,001 bilhões de bushels no mesmo período de 2023.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar ou 0,22%, a US$ 9,96 3/4 por bushel. A posição de maio teve cotação de US$ 10,08 1/4 por bushel, com ganho de 2,25 centavos, ou 0,22%.

Nos subprodutos, a posição de março do farelo fechou com baixa de US$ 1,70 ou 0,56%, a US$ 299,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 42,38 centavos de dólar, com alta de 0,79 centavo ou 1,89%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,08%, negociado a R$ 6,0979 para venda e a R$ 6,0959 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0767 e a máxima de R$ 6,1372.



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Veja como os preços da arroba do boi gordo iniciaram a semana


O mercado brasileiro do boi gordo manteve o ritmo de alta nas cotações nesta segunda-feira (13). Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a dinâmica de mercado pouco mudou.

“As indústrias ainda se deparam com escalas de abate encurtadas, posicionadas entre cinco e seis dias úteis na média nacional. A oferta de animais terminados no geral é restrita. Em determinadas regiões há problemas de qualidade no pasto, com a incidência de pragas a exemplo da cigarrinha das pastagens e lagartas, atrasando a engorda”, comenta.

De acordo com ele, outro aspecto é que em demais regiões o pasto ainda apresenta boas condições, permitindo que o pecuarista cadencie o ritmo dos negócios.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 331,83 (R$ 331,00 na sexta-feira)
  • Minas Gerais: R$ 318,82 (R$ 317,65 anteriormente)
  • Goiás: R$ 319,29 (R$ 314,64 antes)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 324,20 (R$ 321,48 na sexta)
  • Mato Grosso: R$ 316,69 (estável frente ao último período)

Mercado atacadista

carnecarne

O mercado atacadista abriu a semana apresentando preços firmes, com menor espaço para reajustes durante a segunda quinzena do mês. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 335,83 milhões em janeiro (7 dias úteis), com média diária de US$ 47,975 milhões.

A quantidade total exportada pelo país chegou a 66,397 mil toneladas, com média diária de 9,485 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.057,90.

Em relação a janeiro de 2024, houve alta de 28,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 14,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 11,8% no preço médio.

Quarto traseiro permanece cotado a R$ 26,80, por quilo. Ponta de agulha ainda é precificada a R$ 18,00, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,08%, sendo negociado a R$ 6,0979 para venda e a R$ 6,0959 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0767 e a máxima de R$ 6,1372.



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início das vendas da edição 2025 já tem data marcada



A principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, a Agrishow, chega em 2025 a sua 30ª edição. A organização já anunciou o início das vendas para os ingressos: a partir de 20 de janeiro no site oficial do evento.

Neste ano, o tema será “O Futuro do Agro de A a Z” e cada dia de visitação custará R$ 70,00 no primeiro lote, que estará disponível até 23 de fevereiro. Como anteriormente, os interessados deverão escolher o dia da semana em que desejam visitar a feira já no ato da compra.

Além da credencial de entrada, que poderá ser utilizada por um dia inteiro, também será possível adquirir antecipadamente o ticket para uso do estacionamento, com valor que varia entre R$ 70,00 e R$ 110,00 por dia a depender do tipo de veículo (motos, carros de passeio, vans ou ônibus).

Também estarão disponíveis pacotes de VIP Valet para os cinco dias de evento com acesso facilitado à feira por R$ 550,00.

Já o segundo lote será disponibilizado a partir de 24 de fevereiro e cada dia custará R$ 80,00. “Importante destacar que as quantidades de ingressos por dia e de tickets de estacionamento são limitadas. Por isso, vale antecipar as compras online. Na bilheteria do evento, que acontecerá entre 28 de abril e 2 de maio, das 8h às 18h, o valor diário da entrada será de R$ 140,00”, reforça a organização da Agrishow, em nota.

Além do estacionamento exclusivo da feira, haverá também uma área dedicada a caravanas.

Em 2024, a 29ª edição da Agrishow se encerrou com R$ 13,608 bilhões em intenções de negócios, um crescimento de 2,4% em relação a 2023. A feira reuniu aproximadamente 195 mil visitantes, entre produtores rurais de pequenas, médias e grandes propriedades, de todas as regiões do país e também do exterior.

Serviço

  • Agrishow 2025 – 30ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação
  • Data: 28 de abril a 2 de maio de 2025
  • Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)
  • Horário: das 8h às 18h



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O que esperar do clima em 2025? Calor extremo e chuvas irregulares estão no radar


Começamos o ano com mais um recorde de temperatura global. Segundo a agência de monitoramento climático Copernicus, 2024 foi o ano mais quente já registrado na história, superando 2023. Foi a primeira que vez na era moderna que experimentamos por 12 meses consecutivos o aquecimento médio global acima de 1,5 ºC, o que joga um “balde de água quente” nas metas do Acordo de Paris.

Diversos eventos extremos ocorreram em todo o globo nos últimso dois anos, e isso gera insegurança no agronégocio. A grande pergunta deste começo de ano é: o que esperar de 2025?

A tendência de aquecimento do planeta permanece, já que as águas de superficie dos oceanos em todo o globo continuam aquecidas e, ano após ano, a emissão de CO2 para atmosfera só aumenta. Assim, já de antemão, sabemos que quando as chuvas cortarem no centro-norte do Brasil, a temperatura máxima irá voltar para a casa de 40 °C a 42 ºC. Deve também haver novo atraso do período chuvoso para implementação da safra de verão no Sudeste, Norte e Nordeste.

Recentemente, a Administração Oceânica e Atmosférica Naciona (NOAA), ligado ao governo dos Estados Unidos, confirmou o retorno da La Niña, com breve duração até março de 2025. Porém, os impactos do fenômeno vão ser breves. Haverá baixo volume de chuva no centro-sul do Rio Grande do Sul e excesso de chuva nas regiões Sudeste e Centro-Oeste neste começo de ano. As condições trazem problemas para o produtor rural dessas áreas, pois atrasarão a colheita da soja e, consequentemente, também o ínicio da semeadura do milho segunda safra.

Por outro lado, o cenário ajuda a levar um bom volume de chuva para o Matopiba, onde a projeção é de uma boa safra.

Problemas de queimadas e seca na país devem se repetir a partir da segunda metade do ano, já que o boletim da agência NOAA apesar indica águas aquecidas no Pacífico Equatorial a partir de primavera, o que possivelmente indica o retorno do El Ninõ para o ultimo trimestre de 2025.

Veja a seguir o que esperar do clima em todas as regiões do Brasil neste ano.

Sul

A tendência indica regularidade nas chuvas no Paraná até a primeira metade do ano, o que também vale para Santa Catarina.

Situação mais crítica deve ser enfrentada pelo sul e oeste do Rio Grande do Sul, que, além do calor neste primeiro trimestre, devem contar com chuvas irregulares e abaixo da média. O que deve ter impactos significativos nas lavouras de verão.

Sudeste

Os estados da região devem enfrentar problemas nos primeiros quatro ou cinco meses do ano com o excesso de chuvas. Dessa forma, as operações em campo devem sofrer atrasos desde o manejo e tratamento fitosanitário até o momento da colheita e implementação da segunda safra.

O café continua sendo prejudicado pelo execesso de umidade, mas para as lavouras de cana-de-açúcar, a tendência é de bom desenvolvimento. Há previsão de problemas durante a moagem, a partir de abril, justamente pelo fato de a chuva cortar mais tarde neste ano.

Centro-Oeste

Até abril ou maio, os três estados da região podem enfrentar excesso de chuva, com atraso nas operações de campo.

As lavouras em Mato Grosso e Goiás devem perder produtividade na safra de verão, devido à falta de luminosidade e da dificuldade em serem realizados os tratos culturais.

Nordeste

Como ocorre no Sudeste e no Centro-Oeste, os primeiros meses de 2025 devem trazer desafios à aplicação dos tratos culturais, em função da chuva em excesso.

Os estados que potencialmente terão mais problemas devido ao volume de água são o Maranhão e o Piauí.

A projeção é de uma safra boa na Bahia e nos demais estados da faixa leste da região.

Norte

O Tocantins é outro estado que deve receber muito volume de chuva até abril ou maio. Já no Pará, a chuva deve se concentrar principalmente na porção centro-sul do estado, ficando mais irregular na porção norte, o que pode impactar diretamente a produção de importantes munícipios produtores, como Paragominas e Santarém.

Em Rondônia, as chuvas regulares vão ajudar tanto a pecuária, com a recuperação das pastagens, quanto as lavouras em desenvolvimento.



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Produção de biodiesel cresce em 20 anos e chega a 77 bilhões de litros


O marco legal do biodiesel no Brasil completa exatos 20 anos nesta segunda-feira (13). A Lei 11.097/2005, sancionada no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, introduziu oficialmente o combustível renovável à matriz energética do país, como uma alternativa ao uso do diesel de origem fóssil – mais poluente e proveniente das reservas limitadas de petróleo.

A norma modificou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis com a atribuição de regular a produção e comercialização de biocombustíveis no país, pondo em prática o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).

A lei foi a primeira a constituir o marco legal do biodiesel e fixou uma mistura obrigatória de 5% do combustível renovável no óleo diesel comercializado no país, criando a mistura chamada de diesel B. Um período transitório de até oito anos previa uma mistura com apenas 2% de biodiesel, inicialmente voluntária e que passaria à obrigatoriedade em três anos.

Em 2009, a mistura obrigatória de 5% foi estabelecida por uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética e, desde então, houve uma evolução gradual que levou ao biodiesel B14, com acréscimo de 14% de biodiesel no diesel B, a partir de março de 2024.

Avanços nos últimos 20 anos

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o principal avanço no período de 20 anos foi a expansão da produção e do uso do biocombustível, com consequente impulsionamento do desenvolvimento sustentável nos aspectos ambiental, social e econômico.

“Nessas duas décadas, produzimos 77 bilhões de litros de biodiesel, economizando 38 bilhões de dólares em importação de diesel”, diz.

Além disso, a trajetória evitou a emissão de 240 milhões de toneladas de gás carbônico, gerando empregos e oportunidades aos agricultores familiares, tornando biodiesel “um grande aliado na transição energética justa e inclusiva do país”, destacou Silveira.

Em 2023, a produção nacional de biodiesel foi de mais de 7,5 bilhões de litros, o que representou uma expansão de 19% em relação ao ano anterior, segundo o Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2024, divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

No mesmo ano, a demanda de óleo diesel rodoviário cresceu 1,7 bilhão de litros. Desse total, 1 bilhão de litros foi suprido pela produção de biodiesel usado na mistura obrigatória de 12%, na época, apontou o Atlas da Eficiência Energética 2024, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Embora esse crescimento ainda não seja capaz de acompanhar o aumento acelerado da demanda por energia para transporte, o avanço do biodiesel ganha força quando se soma aos resultados de outras políticas como a do etanol, a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), criada em 2017, e a recém-aprovada Lei do Combustível do Futuro (14.993/24).

Nesse cenário, a produção de biocombustíveis no país contou ainda, em 2023, com a produção de 35,4 bilhões de litros de etanol e 74,9 milhões de m³ de biometano, informa a agência.

A nova lei também criou instrumentos de estímulo à produção e uso de novos biocombustíveis, como o Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e o diesel verde, produzido a partir de resíduos orgânicos.

Diversificação das fontes energéticas

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Foto: Abiove

A diversificação de fontes energéticas de baixo carbono também revela uma estratégia para enfrentar o desafio da dependência da soja como matéria-prima para a produção de biodiesel. De acordo com a EPE, o óleo de soja representou 69,15% da matéria-prima utilizada na produção de biodiesel em 2023.

“Essa dependência coloca a sociedade em uma posição vulnerável a flutuações nos preços. Por isso, nosso objetivo é fortalecer as estratégias de diversificação das fontes de matéria-prima para bioenergia, ampliando o uso de alternativas de baixo carbono, como óleos de cozinha usados e gorduras animais”, destaca Alexandre Silveira.

Em dezembro de 2024, o Conselho Nacional de Politica Energética aprovou uma resolução para estimular o uso de óleos e gorduras residuais na produção de biodiesel e outros combustíveis. Até junho deste ano, o MME deverá publicar portaria conjunta com o Ministério do Meio Ambiente para estabelecer um percentual mínimo de uso desse material na produção de biocombustíveis.

Segundo o ministro de Minas e Energia o reflexo das políticas públicas demonstra o compromisso do governo brasileiro com a expansão dos biocombustíveis na matriz energética brasileira e “por conta desses avanços, em 2024 alcançamos a marca histórica de 9 bilhões de litros produzidos. Um número que demonstra a importância do biodiesel para o Brasil”, diz.

Biodiesel e desenvolvimento econômico

Para o ministro, esses resultados também representam desenvolvimento econômico, geração de emprego e transformação social, fomentados pela política criada com o Selo Biocombustível Social, que em 2024 passou por uma revisão das normas criadas em 2004.

Com as mudanças, além dos benefícios fiscais e comerciais concedidos aos produtores de biodiesel que usam matéria-prima da agricultura familiar, foram criadas linhas de fomento a projetos de pesquisa, de estruturação de cadeias produtivas e de fortalecimento das organizações da agricultura familiar.

“As políticas públicas adotadas no Brasil para a mobilidade sustentável no transporte contribuem para o desenvolvimento de soluções tecnológicas alinhadas ao reconhecimento de que os biocombustíveis desempenham um papel estratégico crucial em um dos maiores desafios do século 21 que é a transição energética. Esse desafio não envolve apenas a redução das emissões de gases de efeito estufa, mas também a promoção de uma economia mais resiliente e sustentável”, conclui.



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Estudo mostra que pinhão contém prebióticos, compostos benéficos à saúde


Estudo recente realizado pela Embrapa Florestas (PR) em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB) registrou a presença de dois grupos de prebióticos no pinhão: o amido resistente e o FOS (fructooligossacarídeos). Ambas as substâncias têm capacidade de estimular probióticos, ou seja, microrganismos benéficos presentes em um ecossistema intestinal saudável.

“Os relatos da presença de compostos fenólicos, amido resistente e minerais como fósforo, potássio e magnésio, no pinhão, já eram de domínio da ciência. No entanto, a presença de frutooligossacarídeos (FOS) na semente de Araucária é um novo e importante achado”, explica a pesquisadora da Embrapa Catie Godoy, coordenadora do projeto PINALIM, que deu origem à investigação. Até o momento, segundo ela, esses compostos tinham sido observados em outras fontes vegetais, como o yacon, alcachofras, aspargos, chicória e outros. A cientista acredita que a descoberta pode aumentar o interesse em consumir pinhão com foco em uma dieta saudável.

O estudo foi publicado na revista Food and Nutrition Sciences com o título Evaluation of the potential of araucaria angustifolia seeds as source of oligosaccharides, resistant starch and growth of probiotic bacteria. De acordo com Godoy, os resultados são otimistas e devem ampliar as pesquisas com a semente da Araucária, uma árvore pré-histórica, que se encontra na lista de espécie ameaçadas, limitando-se atualmente às populações remanescentes da Floresta Ombrófila Mista.

Diferença entre prebiótico e probiótico

Probióticos são bactérias e leveduras benéficas à saúde que vivem naturalmente no intestino. Eles ajudam na digestão dos alimentos e também a proteger o organismo contra doenças. Os probióticos também são encontrados em alimentos fermentados que contêm bactérias saudáveis em sua composição, como por exemplo o iogurte, o Kefir, o chucrute e a kombucha. 

Já os prebióticos são um tipo de carboidrato rico em fibras não digeríveis, que servem de alimento para bactérias e leveduras que vivem no intestino. Ou seja, prebióticos são alimentos que o organismo não consegue digerir e que são fermentados pelas bactérias presentes na flora intestinal. Exemplos de alimentos prebióticos são aqueles ricos em fibras como os vegetais, os grãos integrais e as frutas. Em resumo, probiótico é a própria bactéria e prebiótico é o alimento dela. Tanto o prebiótico quanto o probiótico ajudam a manter ou recuperar a saúde da flora intestinal, além de melhorar a digestão.

Amido resistente e FOS

Três variedades diferentes de pinhão foram analisadas, Sancti josephi, Angustifolia e Caiova, colhidas em diferentes épocas do ano, correspondendo a diferentes estágios de maturação. Os resultados do estudo foram obtidos por meio de uma série de métodos experimentais e análises da composição química dos oligossacarídeos e amido resistente. Também foram realizadas: avaliação do crescimento de bactérias para investigar o efeito prebiótico do amido resistente e análise estatística dos dados para determinar as diferenças observadas entre as variedades de pinhão em relação ao conteúdo de oligossacarídeos e ao crescimento bacteriano.

As pesquisas foram conduzidas em parceria com a professora da UFV Célia Lúcia de Luces Fortes Ferreira, que está entre os maiores especialistas do Brasil em estudos com probióticos. “O amido resistente e o FOS são metabolizados pelos probióticos, mantendo a presença constante dessas bactérias benéficas no intestino. Ao crescerem em presença dessas substâncias, as bactérias como, por exemplo, as do gênero Bifidobacterium aqui estudadas, acumulam no ambiente, principalmente ácido butírico, e outras substâncias essenciais para a “renovação” do epitélio intestinal. Um ambiente intestinal saudável diminui risco de diversas doenças locais e sistêmicas”, detalha a professora.

Nesse estudo também foi testado se o amido de pinhão promoveria o crescimento de bactérias benéficas, comparando-o com a dextrose (carboidrado simples e de rápida absorção pelo organismo). Observou-se que, para algumas bactérias, o amido de pinhão promoveu maior crescimento do que o estudo controle, demonstrando ser efetivo na multiplicação de bactérias probióticas, com destaque para os probióticos L. plantarum e B. breve. “Esse efeito se deve à presença de amido resistente no pinhão. Ele contém uma porção que escapa da digestão e da absorção no intestino delgado e é fermentada no intestino grosso, com a produção de ácidos graxos de cadeia curta, promovendo vários benefícios a saúde”, afirma Ferreira.

O impacto do amido resistente no metabolismo dessas bactérias ainda não está completamente elucidado, por isso, mais pesquisas serão necessárias para comprovar esse possível efeito prebiótico, segundo Haíssa Cardarelli, professora do Departamento de Tecnologia de Alimentos do Centro de Tecnologia e Desenvolvimento Regional do Centro de Tecnologia da UFPB.

Cardarelli, juntamente com sua orientanda de mestrado, Fernanda Pereira Santos, darão seguimento aos estudos. “Os resultados preliminares são muito promissores e, vamos utilizar a farinha de pinhão como fonte de crescimento para probióticos, um produto desenvolvido com tecnologia Embrapa e que está em vias de produção industrial”, conta a professora.

Ajuda a preservar a Araucária

Natália Marques, coordenadora do programa de pós-graduação em Nutrição Clínica e Funcional do Instituto Valéria Paschoal, destaca o pioneirismo do estudo na detecção de prebióticos no pinhão. “As contribuições para a saúde humana incluem a prevenção de diversas doenças crônicas. A partir do momento que valorizamos a inclusão do pinhão na alimentação do brasileiro, cria-se um estímulo positivo da manutenção das florestas de Araucária, de desenvolvimento de campanhas que estimulem a sua utilização e desenvolvimento de novos produtos com o pinhão”, enfatiza.

A presença de FOS e seu comportamento prebiótico nas sementes de Araucaria angustifolia abre várias possibilidades, tanto para a pesquisa quanto para a aplicação prática. Essa descoberta pode trazer oportunidades para o desenvolvimento de produtos alimentares inovadores, que visam à saúde digestiva, como snacks, cereais matinais, suplementos e alimentos funcionais, ampliando o mercado para esse alimento tradicional.





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