quinta-feira, julho 9, 2026

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Governo sanciona programa para renegociação de dívidas estaduais



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou parcialmente o Projeto de Lei Complementar que institui o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Publicada hoje (14) no Diário Oficial da União (DOU), a medida visa revisar os termos das dívidas estaduais e do Distrito Federal com a União, oferecendo condições mais favoráveis para renegociação.

O programa prevê descontos nos juros, parcelamento das dívidas em até 30 anos e a criação de um fundo de equalização federativa, destinado a compensar estados com boa situação fiscal. A iniciativa busca fomentar o aumento da produtividade, a melhoria da infraestrutura, a segurança pública e a educação, com foco na formação profissional, além de promover o enfrentamento das mudanças climáticas.

Condições do Propag

Os estados poderão quitar parte das dívidas transferindo bens móveis ou imóveis, participações societárias, créditos com o setor privado e outros ativos para a União. O saldo remanescente será pago em parcelas corrigidas mensalmente, com possibilidade de amortizações extraordinárias e descontos nos primeiros cinco anos.

Como contrapartida, os estados não poderão contrair novas operações de crédito para o pagamento das parcelas refinanciadas durante a vigência do contrato, sob risco de exclusão do programa. O prazo para adesão ao Propag termina em 31 de dezembro de 2025.

Vetos

Lula vetou dispositivos que, segundo o governo, poderiam comprometer o equilíbrio fiscal e reduzir incentivos à gestão fiscal responsável. Os vetos evitam impactos negativos no resultado primário e nos cofres da União.

Desenvolvimento sustentável

Segundo o governo, o Propag foi desenhado para viabilizar uma solução sustentável para as dívidas estaduais, reduzindo encargos, alongando prazos e incentivando o uso de ativos para abatimento dos débitos. A proposta também busca fortalecer investimentos em áreas prioritárias, impulsionando o desenvolvimento econômico e social do Brasil.



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Reino Unido proíbe importação de animais da Alemanha por surto de febre aftosa



O Reino Unido anunciou nesta terça-feira (13) a proibição da importação de bois, suínos e ovelhas da Alemanha, em resposta ao surto de febre aftosa detectado no país. A medida, segundo comunicado do governo britânico, busca evitar a disseminação da doença, que representa uma ameaça significativa à saúde animal e à agricultura local. A informação foi divulgada pela Agência Reuters.

Na semana passada, a Alemanha confirmou o primeiro surto de febre aftosa em quase 40 anos. A infecção foi detectada em um rebanho de búfalos na cidade de Hönow, no estado de Brandemburgo, próximo a Berlim. Segundo o site Deutsche Welle, três animais morreram devido à doença.

As autoridades alemãs investigam a origem da infecção. Um porta-voz do Instituto Federal de Saúde Animal da Alemanha (FLI) alertou que produtos de origem animal importados ilegalmente de regiões como Oriente Médio, África, partes da Ásia e América do Sul podem representar riscos graves para a agricultura europeia.

A febre aftosa é altamente contagiosa e afeta bovinos, suínos, ovelhas, cabras e outros ruminantes. Apesar disso, a doença não representa risco para os seres humanos, que, no entanto, podem atuar como vetores de transmissão.



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AgroNewsPolítica & Agro

prazo para cadastro de rebanhos termina na sexta-feira


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba), os produtores rurais da Bahia têm até a próxima sexta-feira (17) para realizar o cadastramento obrigatório de seus rebanhos junto à Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri). O registro é indispensável para a obtenção da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento essencial para o transporte e comercialização de animais.

A exigência se aplica a todos os criadores baianos que possuem animais de produção, como bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equinos, peixes e até abelhas. Segundo a Adab, o cadastro é fundamental para garantir a saúde e segurança dos animais, além de assegurar a regularidade nas operações comerciais.

Os produtores podem optar por realizar a atualização pelo Sistema de Defesa Agropecuário da Bahia (Sidab), disponível no site oficial da Adab, ou presencialmente em um dos 402 escritórios de atendimento da Agência distribuídos pelo estado.

A Bahia se destaca no cenário agropecuário nacional, com cerca de 762 mil propriedades rurais, conforme o último Censo Agropecuário do IBGE. A criação de bovinos lidera o setor, com 13,2 milhões de cabeças de gado, colocando o estado em posição de destaque no Nordeste.

A Adab reforça que o processo de cadastramento foi simplificado para facilitar o acesso dos criadores, com suporte técnico disponível nos escritórios regionais. Além disso, o Sidab oferece uma plataforma intuitiva para aqueles que optarem pelo registro online, conforme o divulgado pela Seagri.





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Mapa nomeia novo secretário adjunto para Comércio e Relações Internacionais



Marcel Moreira é engenheiro agrônomo, com mestrado em Negócios Globais de Alimentos e Agricultura, e acumula quase 18 anos como servidor de carreira do Mapa. Ao longo de sua trajetória, atuou como auditor fiscal federal agropecuário e adido agrícola na Arábia Saudita, entre 2018 e 2021. Antes de ser nomeado, ocupava o cargo de diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos da SCRI.



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São Paulo confirma primeiro caso da doença em 2025



A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou o primeiro caso de febre amarela em humanos neste ano. O paciente é um homem de 27 anos, morador da capital paulista, que esteve em Socorro, na região de Campinas, onde já havia sido notificado um caso da doença em macacos.

Em 2024, o estado registrou dois casos em humanos, sendo um autóctone – com origem dentro do estado – e outro de um homem contaminado em Minas Gerais, que acabou falecendo.

O Instituto Adolfo Lutz confirmou recentemente nove casos da doença em macacos: sete na região de Ribeirão Preto, um em Pinhalzinho e outro em Socorro.

Ações de Vigilância e Vacinação

Diante do cenário, o estado intensificou as ações de vigilância em saúde e vacinação nas regiões afetadas. A vacina contra a febre amarela está disponível nos postos de saúde e deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes de deslocamentos para áreas de mata ou regiões com registros da doença.

O que é a Febre Amarela?

A febre amarela é uma doença transmitida pela picada de mosquitos silvestres infectados. A morte de macacos em áreas específicas pode ser um sinal da presença do vírus, já que esses animais também são altamente vulneráveis à doença.

As equipes de saúde recomendam que qualquer avistamento de macacos mortos ou doentes seja imediatamente comunicado às autoridades locais.

Sintomas da Febre Amarela

Os sintomas iniciais incluem febre súbita, calafrios, dores intensas no corpo e cabeça, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza recorrentes. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente, exigindo atendimento médico imediato.

Vacinação, informação e medidas de prevenção são as melhores formas de conter o avanço da febre amarela.



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AgroNewsPolítica & Agro

EUA apresentam perspectivas estáveis para o mercado de trigo


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu mais recente boletim de estimativas para a oferta e demanda agrícola global, com destaque para o trigo. A perspectiva para a safra 2024/25 nos Estados Unidos indica suprimentos ligeiramente maiores, uso doméstico e exportações estáveis, além de estoques finais levemente ampliados. No cenário global, os estoques também aumentaram, embora o consumo e o comércio tenham registrado ligeira queda.

Para os Estados Unidos, os suprimentos de trigo foram revisados para cima, com importações estimadas em 130 milhões de bushels, cinco milhões a mais que no mês anterior. Esse crescimento é atribuído ao aumento no Hard Red Spring, uma das principais classes de trigo norte-americano.

O uso doméstico, dividido entre alimentação animal, uso residual e sementes, permanece quase inalterado. O uso de sementes foi ajustado para 64 milhões de bushels, conforme dados do relatório de sementes de trigo de inverno e canola da National Agricultural Statistics Service (NASS).

As exportações seguem estimadas em 850 milhões de bushels, com alterações compensatórias por classe. Os estoques finais foram ajustados para 798 milhões de bushels, representando um aumento de 15% em relação ao ciclo anterior. O preço médio de comercialização foi ligeiramente reduzido para US$ 5,55 por bushel, refletindo tanto os preços futuros quanto os valores à vista projetados para o restante do período.

No âmbito internacional, os estoques de trigo devem alcançar 258,8 milhões de toneladas, um aumento de 0,9 milhão em relação à estimativa anterior. Essa alta é impulsionada por aumentos nos estoques da Rússia, Brasil, Nigéria e Ucrânia, que superaram as reduções na Turquia, China e Indonésia.

Os suprimentos globais de trigo foram ajustados para 1.060,7 milhões de toneladas, com uma leve alta de 0,4 milhão, devido à maior produção na Síria e no Paquistão, que compensaram a redução no Uruguai. Por outro lado, o consumo global foi reduzido em 0,6 milhão de toneladas, totalizando 801,9 milhões, com destaque para a queda no consumo turco, parcialmente compensada pela Ucrânia.

O comércio global de trigo sofreu uma redução de 1,7 milhão de toneladas, totalizando 212 milhões. As exportações russas foram revisadas para baixo, alcançando 46 milhões de toneladas, um milhão a menos do que o estimado anteriormente e significativamente abaixo do recorde de 55,5 milhões registrado no ano passado.





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Comece o dia bem informado com as principais notícias econômicas



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a alta do Ibovespa e a queda do dólar, em um dia de mercado cauteloso. Na China, o superávit comercial surpreendeu, enquanto o governo reforçou a defesa do yuan. No Brasil, o Relatório Focus mantém alta nas projeções de inflação, com câmbio e juros estáveis. A agenda do dia é leve, com olhos no cenário internacional e Brasília.



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Chuva típica de verão chega com intensidade hoje; veja previsão



Veja a previsão do tempo para esta terça-feira (14) nas cinco regiões do país:

Sul

Dia de sol com poucas nuvens na maior parte da manhã no Sul do país. A condição de chuva aumenta durante a tarde e à noite na Serra do Rio Grande do Sul, no oeste e sul de Santa Catarina e no sudoeste e leste do Paraná. Chuva típica de verão que pode acontecer com força, mas de forma localizada.

Sudeste

Chove a qualquer momento do dia entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e o Espírito Santo. A atuação de um cavado mantém a umidade elevada sobre o Sudeste, trazendo risco alto para temporais. Em São Paulo, chuva mais típica de verão: dia de sol, muito calor e pancadas irregulares à tarde no litoral, no Vale do Paraíba e no extremo norte paulista.

Centro-Oeste

A condição é de chuva forte entre o Distrito Federal, centro-norte de Goiás e no estado de Mato Grosso. As pancadas que acontecem em vários momentos do dia devem trazer acumulados elevados. O sol aparece mais em Mato Grosso do Sul, com o tempo esquentando durante à tarde, mas devem ocorrer pancadas mais irregulares entre o centro-sul e leste do estado. Contudo, no sudoeste do estado não chove e o calorão continua.

Nordeste

O tempo segue instável na maior parte da Região. As capitais do litoral continuam com risco maior para temporais. Alerta entre Maranhão, Piauí, Bahia, Ceará e interior de Pernambuco.

Norte

O sol predomina com mais força em Roraima e o ar fica seco. Não chove no noroeste do Pará, mas no Amapá as pancadas são mais isoladas. Chuva concentrada entre o Tocantins, sul paraense e amazonense. Em Rondônia, risco alto para temporais.



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Exportações de pato e peru somam US$ 165 milhões


As exportações brasileiras de carnes de peru e pato, segmentos considerados de alto valor agregado, apresentaram resultados distintos em 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Enquanto as vendas externas de carne de peru registraram queda tanto em volume quanto em receita, o mercado de carne de pato obteve crescimento no volume embarcado, mas enfrentou redução na receita gerada.  

No caso da carne de peru, os embarques totalizaram 64,1 mil toneladas, uma retração de 8,1% em relação às 69,8 mil toneladas exportadas em 2023. A receita, por sua vez, apresentou uma queda mais acentuada, de 23,4%, fechando o ano em US$ 153,9 milhões, contra os US$ 201 milhões registrados no ano anterior. Entre os principais destinos, o México liderou com 9,8 mil toneladas (-39%), seguido pela África do Sul (9,5 mil toneladas, -27%) e pelos Países Baixos (8,6 mil toneladas, -20%). Por outro lado, o Chile se destacou positivamente, com um aumento de 56%, alcançando 7 mil toneladas importadas. 

Já as exportações de carne de pato atingiram 3,551 mil toneladas, representando um leve aumento de 1,3% em comparação às 3,507 mil toneladas embarcadas em 2023. Apesar disso, a receita gerada caiu 12,7%, totalizando US$ 11,9 milhões. Os Emirados Árabes Unidos foram os maiores compradores, com 1.524 toneladas adquiridas, um crescimento expressivo de 66%. Outros destinos relevantes incluíram Arábia Saudita, Catar, Chile e Kuwait, que apresentaram variações mistas nos volumes importados.  

“Os dois setores avícolas somaram para o país US$ 165 milhões em receitas cambiais, e há boas expectativas com relação ao fluxo de embarques em 2025, especialmente para a Europa e Oriente Médio”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 





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Boi gordo: semana começa com estabilidade



Na última semana, as vendas no atacado foram consideradas positivas




Foto: Kadijah Suleiman

O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que a segunda-feira iniciou sem alterações nos preços em relação à última sexta-feira, com muitas indústrias ainda fechando negociações para compra. As escalas de abate permanecem, em média, programadas para uma semana.

No estado do Pará, as principais regiões produtoras, como Marabá, Redenção e Paragominas, registraram estabilidade nas cotações no início da semana.

Na última semana, as vendas no atacado foram consideradas positivas, refletindo em um aumento de preços na reposição de estoques. Entre os destaques, a carcaça de boi capão registrou alta de 2%, enquanto a carcaça de boi inteiro teve elevação expressiva de 6,6%.

No caso das fêmeas, os aumentos foram ainda mais significativos: a vaca casada apresentou alta de 7,1%, enquanto a novilha casada subiu 4,3%. Por outro lado, o traseiro do boi capão 1×1 foi a única exceção à tendência de alta, com queda de 0,9%.

No mercado de carnes alternativas, o movimento foi oposto ao das carcaças bovinas. A carcaça de suíno especial registrou redução de 0,8%, o equivalente a R$ 0,10 por quilo. Já o preço do frango médio sofreu queda de 1,5%, o que representa uma redução de R$ 0,12 por quilo.





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