quinta-feira, julho 9, 2026

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Safra 2025 deve crescer 10,2% em relação ao ano anterior, diz IBGE



A safra agrícola de 2025 deve totalizar um recorde de 322,6 milhões de toneladas, 29,9 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 10,2%. Os dados são do terceiro Prognóstico para a Produção Agrícola, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao segundo prognóstico, houve um aumento de 2,5% na estimativa de produção agrícola de 2025, 7,8 milhões de toneladas a mais.

Já o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de dezembro apontou uma safra de 292,7 milhões de toneladas em 2024, 7,2% menor que a de 2023, 22,7 milhões de toneladas a menos.

O resultado é 1,6 milhão de toneladas menor que o previsto no levantamento anterior, de novembro, uma queda de 0,5%.

Conab também divulga números da safra

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também divulgou nesta terça-feira o resultado de seu levantamento da safra, para a temporada 2024/25. A estatal afirma que a produção brasileira de grãos deve alcançar 322,25 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 8.2% em comparação ao ciclo 2023/24.

Embora os números das duas instituições sejam similares, eles não correspondem exatamente ao mesmo período, nem utilizam a mesma metodologia para o levantamento dos dados. Enquanto os dados do IBGE são referentes ao ano-calendário, os da Conab dizem respeito ao ano-safra, que vai do início de julho de um ano ao fim de junho do ano seguinte.



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AgroNewsPolítica & Agro

Bahia rumo à maior safra de soja da história


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba) com base nos dados da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), a safra de soja 2024/2025 na Bahia está prestes a se consolidar como a maior já registrada no estado. Dados indicam crescimento recorde nos principais indicadores: a produtividade teve alta de 6,3%, a área plantada expandiu 7,8%, e a produção total deve alcançar impressionantes 8,582 milhões de toneladas, representando um salto de 14,7% em relação à temporada anterior.

A área plantada atingiu 2,135 milhões de hectares, consolidando o estado como um dos principais produtores de soja do país. O sucesso da safra é atribuído a condições climáticas favoráveis, com chuvas regulares e temperaturas amenas, aliadas à adoção de tecnologias avançadas e práticas agrícolas eficientes. A produtividade média estimada alcança 67 sacas por hectare, superando expectativas, conforme os dados.

Segundo o relatório da AIBA, o avanço tecnológico tem sido decisivo, com destaque para investimentos em pesquisa e desenvolvimento, manejo sustentável e inovação no campo. O Programa para o Desenvolvimento da Agropecuária (Prodeagro), uma iniciativa de renúncia fiscal promovida pelo Governo da Bahia, também foi apontado como fator crucial para o fortalecimento da cadeia produtiva da soja no estado.

Com o crescimento registrado, a Bahia consolida sua posição de destaque na produção nacional de soja, impulsionando a economia regional e atraindo novos investimentos para o setor. Além disso, a safra recorde fortalece o papel do estado no mercado exportador, atendendo à crescente demanda global por oleaginosas.

Especialistas da AIBA afirmam que o sucesso desta safra é um reflexo da sinergia entre os esforços do setor público e privado, com um planejamento estratégico que alia sustentabilidade e alta performance produtiva. As expectativas para as próximas safras são otimistas, especialmente diante do contínuo avanço tecnológico e da expansão de áreas produtivas no estado, conforme o divulgado pela Seagri.





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Morre Benedito de Lira, ex-senador e pai de Arthur Lira, aos 82 anos



Faleceu na manhã desta terça-feira (14), aos 82 anos, Benedito de Lira, pai do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Benedito era prefeito de Barra de São Miguel, em Alagoas, e teve uma trajetória marcante na política, incluindo um mandato como senador pelo estado entre 2011 e 2019, três mandatos como deputado federal, além de ter sido deputado estadual e vereador em Maceió.

Arthur Lira homenageou o pai nas redes sociais, chamando-o de “meu herói”. “Meu pai, meu herói, minha referência, nos deixou hoje, aos 82 anos. Um sentimento de vazio, dor e tristeza profunda toma meu coração e de nossa família. Mas ele, o nosso Biu de Lira, nos ensinou a enfrentar as frustrações, a levantar a cabeça e seguir em frente”, escreveu o presidente da Câmara.

Benedito de Lira enfrentava problemas de saúde há alguns anos, devido à idade avançada, mas manteve-se ativo em sua atuação política até as últimas forças. “Lutou até o fim, manteve-se firme no trabalho até as últimas forças. Já estamos com muitas saudades, meu velho”, complementou Arthur Lira em sua publicação no Instagram.

Em nota, a Câmara dos Deputados ressaltou o legado de Benedito de Lira, destacando que ele foi autor da lei que permite o uso de medicamentos genéricos na medicina veterinária, com preferência nas compras governamentais. Ele também foi relator da legislação que proíbe a criação de impostos sobre CDs, DVDs e arquivos digitais produzidos no Brasil contendo obras musicais de autores brasileiros.

Em nota, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) lamentou o falecimento relembrando que o trabalho de Benedito na construção de um país mais forte dentro do segmento agropecuário.

“Nesse momento de dor, nos amparamos na fé e na oração para levar à toda família a força necessária que mantém a união em momentos difíceis”, encerra a nota da FPA.



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Cantor Chitãozinho dá início à produção de soja



O cantor sertanejo Chitãozinho, da dupla Chitãozinho e Xororó, iniciou a produção de soja em sua propriedade, a Fazenda Galopeira, localizada em Morzilândia, Goiás. A fazenda, que tem cerca de 990 hectares, era inicialmente voltada para a criação de gado Nelore, mas agora se adapta à produção de sojicultura.

Chitãozinho adquiriu a Fazenda Galopeira há cerca de três décadas e, desde então, tem se dedicado ao manejo de bovinos, com um rebanho de mais de 10 mil cabeças. A fazenda se destaca pelo tamanho e pela produção, além da excelência de manejo, que segue técnicas modernas de seleção genética e cuidados com a alimentação e bem-estar dos animais. Isso garante uma produção de carne de alta qualidade, que contribui também para a economia local.

Respeito à natureza

O sertanejo destaca a importância do respeito à natureza em sua nova jornada com a soja e diz que pretende extrair da terra sem prejudicar o meio ambiente. Para o cantor, essa nova jornada é um grande sonho. A expectativa está bastante grande para os próximos anos. O compromisso com a agricultura sustentável e o respeito à natureza é um valor central para Chitãozinho, e ele vê nessa nova empreitada uma oportunidade de alinhar seus objetivos pessoais com a preservação do meio ambiente.

A Fazenda Galopeira, além de ser um grande centro de produção agropecuária, é também um local de lazer e convivência. A propriedade possui uma infraestrutura completa, com uma casa sede moderna e confortável, alojamentos para os funcionários, um lago de beleza exuberante e até um campo de futebol. Esses espaços são frequentemente utilizados para eventos familiares e encontros com amigos, proporcionando aos moradores e visitantes uma experiência completa de tranquilidade e convivência no campo.



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Mulheres são multadas por pesca ilegal durante a piracema em rio do interior de SP



Duas mulheres foram autuadas pela Polícia Militar Ambiental por pesca ilegal durante o período de piracema no rio Aguapeí, em Valparaíso, região de Dracena, no interior de São Paulo. Questionadas pelos agentes, elas alegaram que estavam pescando para preparar o almoço.

Os policiais encontraram 0,9 kg de peixes das espécies jurupoca, mandi e tuvira. Após serem pesados, os animais foram devolvidos ao ambiente aquático. As mulheres foram multadas em R$ 1.018 cada, conforme o artigo 34 da Lei Federal nº 9.605/98, combinado com o artigo 35 da Resolução SIMA-05/21.

Além disso, as autoridades apreenderam dois conjuntos de pesca contendo varas de nylon com molinete, carretilha, linha, chumbada e anzol. Todo o material ficará à disposição da Justiça.

A piracema no estado de São Paulo começou em novembro de 2024 e termina em 28 de fevereiro de 2025. Esse período é crucial para a reprodução dos peixes, quando eles se deslocam até as nascentes para desovar. O desrespeito às normas é considerado crime ambiental, sujeito a multas e apreensões.



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Carne de peru e de pato: exportações do Brasil caem em receita em 2024



As exportações brasileiras de carne de peru e pato, segmentos de alto valor agregado da avicultura, movimentaram US$ 165 milhões em 2024, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em nota.

Ambas apresentaram queda na receita na comparação com 2023, com recuo de 23,4% para a carne de peru e de 12,7% para a de pato.

A receita com a carne de peru foi de US$ 153,9 milhões contra US$ 201 milhões um ano antes. O volume caiu 8,1%, de 69,8 mil toneladas em 2023 para 64,1 mil toneladas em 2024.

Principais destinos da carne de peru do Brasil

  • México: 9,8 mil toneladas (-39%),
  • África do Sul: 9,5 mil toneladas (-27%)
  • Países Baixos: 8,6 mil toneladas (-20%).
  • Chile: 7 mil toneladas (+56%).

Carne de pato

As exportações de carne de pato apresentaram crescimento de 1,3% em volume, para 3,551 mil toneladas, mesmo que a receita tenha recuado de US$ 13,7 milhões em 2023 para US$ 11,9 milhões em 2024.

O Oriente Médio foi o principal destino da carne de pato brasileira, com destaque para os Emirados Árabes Unidos, que importaram 1,5 mil toneladas (+66%). A Arábia Saudita adquiriu 893 toneladas (-9%), enquanto o Chile registrou aumento de 94%, para 195 toneladas importadas.



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Conab indica produção de 322,25 milhões de t



A produção brasileira de grãos na safra 2024/25, em fase inicial de colheita, pode alcançar recorde de 322,25 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 8,2% em comparação com a temporada anterior (297,75 milhões de t), ou 24,5 milhões de toneladas a mais.

No entanto, em relação à previsão anterior, de dezembro, a produção é 173 mil t menor. As informações são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou nesta terça-feira (14) o quarto levantamento sobre a safra 2024/25.

Segundo a estatal, o bom desempenho acompanha o clima favorável registrado durante o desenvolvimento das culturas de primeira safra. Aliado a isso, a área total semeada está estimada em 81,4 milhões de hectares e deve crescer 1,8% quando comparada com o ciclo 2023/24.

A produtividade média deve aumentar 6,3%, saindo de 3.725 kg/hectare para 3.960 kg/hectare na atual temporada.

Soja e milho

Principal produto cultivado no país, a soja deve registrar uma produção de 166,33 milhões de toneladas, 12,6% maior ante 2023/24, ou 18,61 milhões de toneladas a mais. “Após um ano de quebra na safra, o atual ciclo tende a recuperar a produtividade média das lavouras. Para esta temporada, é esperado um desempenho médio de 3.509 quilos por hectare, frente a 3.201 kg/ha registrado em 2023/24”, informou a Conab.

O plantio da oleaginosa ocorreu de forma concentrada, principalmente, a partir do fim de outubro. Com isso, a colheita também deve ocorrer, em sua maior parte, a partir do fim de janeiro. As condições climáticas, no período analisado, vêm favorecendo a cultura até o momento, mas a Conab ainda mantém as atenções para os efeitos do comportamento climático até a finalização dos trabalhos de colheita do grão.

Com o segundo maior volume de produção, o milho deve registrar uma colheita total de 119,55 milhões de toneladas em 2024/25, 3,3% acima da temporada anterior (115,70 milhões de t). Para a primeira safra do cereal é esperada uma redução de 6,4% na área semeada. Em compensação, a produtividade média deve crescer 4,8%, atingindo 6.062 quilos por hectare, resultando em colheita de 22,53 milhões de t (menos 1,9% ante a temporada anterior, de 22,96 milhões de t).

“As precipitações frequentes, intercaladas com períodos de sol, favoreceram o desenvolvimento da cultura nas principais regiões produtoras”. Já os plantios da segunda e terceira safras do grão têm início a partir deste mês e abril, respectivamente.

Outras culturas

Para o algodão, a Conab prevê um crescimento de 3,2% na área a ser semeada, quando comparada com a safra anterior, sendo estimada em 2 milhões de hectares. Já a perspectiva é de uma produção de pluma em 3,7 milhões de toneladas, estável ante 2023/24, mas figurando entre as maiores já registradas na série histórica caso o resultado se confirme.

No caso do arroz, a semeadura para o ciclo 2024/25 ultrapassa 90% da área total prevista para esta safra 2024/25 nas principais áreas produtoras do país, estimada em 1,75 milhão de hectares, o que representa um crescimento de 8,5%. Além da maior área semeada, a Conab também espera uma recuperação nas produtividades médias das lavouras no país, saindo de 6.584 quilos por hectare para 6.869 kg/ha.

Essa combinação de fatores leva a expectativa de um incremento de 13,2% na produção, estimada em 11,99 milhões de toneladas ante 10,59 milhões de t em 2023/24.

Importante dupla do arroz no prato dos brasileiros, a produção total de feijão também deve registrar crescimento de 4,9%, sendo estimada em 3,4 milhões de toneladas, a segunda maior safra dos últimos 15 anos, perdendo apenas para a temporada 2013/14.

O resultado acompanha tanto o incremento de área como de produtividade. Apenas na primeira safra da leguminosa, a colheita tende a apresentar uma elevação de 15,5%, estimada em 1,09 milhão de toneladas. A colheita deste primeiro ciclo da cultura está em andamento, com 19,4% concluída na primeira semana de janeiro, comentou a Conab.

Já no caso das culturas de inverno, a colheita da safra 2024 está encerrada. Para o trigo, principal produto cultivado, a produção foi estimada em 7,89 milhões de toneladas, 2,6% abaixo da colhida na safra de 2023.

“Essa queda foi ocasionada, principalmente, pela redução de 14,2% na área de plantio nos estados da região Sul, aliada ao comportamento climático desfavorável durante todo o ciclo da cultura no Paraná e nas regiões Sudeste e Centro-Oeste”, informou a Conab.



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AgroNewsPolítica & Agro

Saúde do solo: pilar da sustentabilidade agrícola


Segundo artigo publicado no Blog da Aegro, a saúde do solo, definida como sua capacidade de funcionar como um sistema vivo, é um dos principais alicerces para a produção sustentável de alimentos. Solos saudáveis abrigam comunidades diversificadas de organismos que auxiliam no controle de pragas, reciclagem de nutrientes e mitigação de doenças, garantindo a retenção de água e nutrientes, essenciais para a produtividade agrícola.

De acordo com especialistas, cerca de 95% da produção mundial de alimentos depende diretamente da terra, destacando a urgência de práticas sustentáveis para preservar a qualidade dos solos e garantir a segurança alimentar global.

Um solo saudável é bem estruturado, rico em matéria orgânica e biodiversidade microbiana, com níveis equilibrados de nutrientes. Esses fatores promovem o desenvolvimento das plantas e aumentam o rendimento das culturas. Além disso, alimentos cultivados em solos bem manejados apresentam maior valor nutricional, com níveis elevados de vitaminas, minerais e compostos bioativos.

A estrutura física ideal do solo facilita a infiltração de água, a aeração e o crescimento das raízes. A biodiversidade microbiana melhora a ciclagem de nutrientes e reduz a incidência de patógenos, enquanto a matéria orgânica aumenta a retenção de água e a fertilidade, fatores que tornam a agricultura mais eficiente e sustentável.

Os solos saudáveis funcionam como filtros naturais, protegendo a qualidade da água ao absorver contaminantes antes que atinjam lençóis freáticos, rios e lagos. Além disso, são fundamentais para o sequestro de carbono, armazenando o gás e contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

A prevenção da erosão é outro benefício significativo. Solos bem manejados são menos suscetíveis à perda de suas camadas superficiais por ação do vento ou da água, protegendo a fertilidade e reduzindo impactos ambientais.

A saúde do solo não impacta apenas a produtividade agrícola, mas também a economia global e a sustentabilidade ambiental. A manutenção da qualidade do solo promove sistemas agrícolas mais viáveis economicamente e capazes de atender à crescente demanda por alimentos.

Além disso, ao melhorar a eficiência no uso de recursos e reduzir a dependência de fertilizantes químicos, os solos saudáveis geram uma agricultura mais sustentável e resiliente diante das mudanças climáticas.





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Milho inicia o ano com preços firmes no Brasil, apesar de pressão externa



O mercado brasileiro de milho continua registrando preços firmes neste início de 2025, sustentado principalmente pela oferta ajustada e pelo otimismo após o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A análise, divulgada na última sexta-feira (10), trouxe previsões otimistas, com cortes na produção e nos estoques globais e americanos, fortalecendo as cotações internacionais.

De acordo com Paulo Molinari, consultor da Safras & Mercado, as cotações estão fortalecidas nos portos para exportação e o mercado interno trabalha com expectativas de preços mais altos no futuro. “A oferta de milho existe, mas a preços mais elevados”, ressalta.

Preços no Brasil

Nos portos, o preço segue entre R$ 78,00 e R$ 80,00 por saca (CIF) em Santos e Paranaguá. Nas principais praças do país, os valores são os seguintes:

  • Paraná (Cascavel): R$ 69,00/71,00
  • São Paulo (Mogiana): R$ 74,00/76,00
  • Campinas (CIF): R$ 78,00/80,00
  • Rio Grande do Sul (Erechim): R$ 73,00/74,00
  • Minas Gerais (Uberlândia): R$ 68,00/69,00
  • Goiás (Rio Verde – CIF): R$ 66,00/67,00
  • Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 65,00/66,00

Chicago e Dólar

No cenário internacional, os contratos futuros do milho em Chicago recuaram após altas nos últimos dois pregões. O contrato com vencimento em março caiu 0,41%, cotado a US$ 4,74 1/2 por bushel. Os investidores aguardam as chuvas previstas para a Argentina nesta semana, que podem aliviar as perdas causadas pela seca e pela onda de calor que já comprometeram as lavouras.

A retração nos preços do petróleo em Nova York também contribui para a pressão negativa. Ontem (13), o contrato de março subiu 1,27%, cotado a US$ 4,76 1/2 por bushel, enquanto o de maio avançou 1,51%, alcançando US$ 4,86 3/4 por bushel.

Apesar do mercado internacional pressionado e da valorização do real frente ao dólar, que desestimula negociações nos portos, o mercado brasileiro segue fortalecido, impulsionado por uma oferta limitada e preços competitivos internamente. As condições climáticas e a evolução da colheita na América do Sul devem continuar influenciando as cotações nas próximas semanas.



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Governo sanciona programa para renegociação de dívidas estaduais



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou parcialmente o Projeto de Lei Complementar que institui o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Publicada hoje (14) no Diário Oficial da União (DOU), a medida visa revisar os termos das dívidas estaduais e do Distrito Federal com a União, oferecendo condições mais favoráveis para renegociação.

O programa prevê descontos nos juros, parcelamento das dívidas em até 30 anos e a criação de um fundo de equalização federativa, destinado a compensar estados com boa situação fiscal. A iniciativa busca fomentar o aumento da produtividade, a melhoria da infraestrutura, a segurança pública e a educação, com foco na formação profissional, além de promover o enfrentamento das mudanças climáticas.

Condições do Propag

Os estados poderão quitar parte das dívidas transferindo bens móveis ou imóveis, participações societárias, créditos com o setor privado e outros ativos para a União. O saldo remanescente será pago em parcelas corrigidas mensalmente, com possibilidade de amortizações extraordinárias e descontos nos primeiros cinco anos.

Como contrapartida, os estados não poderão contrair novas operações de crédito para o pagamento das parcelas refinanciadas durante a vigência do contrato, sob risco de exclusão do programa. O prazo para adesão ao Propag termina em 31 de dezembro de 2025.

Vetos

Lula vetou dispositivos que, segundo o governo, poderiam comprometer o equilíbrio fiscal e reduzir incentivos à gestão fiscal responsável. Os vetos evitam impactos negativos no resultado primário e nos cofres da União.

Desenvolvimento sustentável

Segundo o governo, o Propag foi desenhado para viabilizar uma solução sustentável para as dívidas estaduais, reduzindo encargos, alongando prazos e incentivando o uso de ativos para abatimento dos débitos. A proposta também busca fortalecer investimentos em áreas prioritárias, impulsionando o desenvolvimento econômico e social do Brasil.



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