quinta-feira, julho 9, 2026

Agro

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Agronegócio representou 23,5% do PIB da Bahia até o terceiro trimestre de 2024



O agronegócio representou 23,5% do PIB total da Bahia até o terceiro trimestre de 2024, de acordo com a base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Os dados foram divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), compartilhados também pela Seagri.

Este desempenho é ainda mais notável no terceiro trimestre, onde a participação alcançou 26,5%, a maior já registrada para o período, superando os 19,8% do mesmo trimestre em 2023.

Comparando os números parciais de 2024 com os do ano anterior, observa-se um crescimento expressivo. Em 2023, a participação da agropecuária baiana no PIB nacional foi de 5,5%, enquanto em 2024, até o terceiro trimestre, essa participação subiu para 7,1%.

De acordo com a pasta, esses dados preliminares indicam uma recuperação significativa em 2024, após uma queda observada em 2023.

A estimativa do PIB da Bahia até o terceiro trimestre de 2024 é de R$ 349 bilhões, com o agronegócio contribuindo com aproximadamente R$ 83 bilhões, equivalente a 23,8% do total.

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP)

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) da Bahia em 2024, calculado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), acumulou receitas de R$ 54 milhões.

O segmento de “Lavouras” foi o mais expressivo, contribuindo com 81% do VBP total, seguido pela produção animal com 19%.

Dentro do segmento de “Lavouras”, os grãos lideraram com 57%, seguidos pelo cacau (12%), frutas (11%) e outras lavouras (20%). Na produção animal, os bovinos de corte foram a principal atividade, representando 57%, seguidos por aves (22%), leite (13%) e suínos e ovos (8%).


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Com colheita de soja prevista, Aprosoja-TO busca alternativas



O desabamento da ponte Jucelino Kubitschek, localizada na BR-226, que liga os estados de Tocantins e Maranhão, completa 35 dias sem que as autoridades locais tenham encontrado uma solução para retomar o transporte entre os dois estados. A região, que é um dos maiores polos produtores de soja do Brasil, tem enfrentado grandes desafios logísticos desde o acidente. A Aprosoja TO se posicionou sobre o assunto.

Uma das alternativas em discussão é o uso de balsas para a travessia, mas a solução ainda não está operando, e não há previsão de quando a estrutura estará disponível para atender a demanda. A expectativa é que a nova ponte seja entregue apenas em dezembro do ano que vem, o que deixa os produtores preocupados com os impactos no escoamento da próxima safra.

Em entrevista, a presidente da Aprosoja TO, Caroline Barcelos, explicou que, embora já tenha sido iniciada a movimentação para a construção da estrutura de apoio à balsa, não há uma previsão de quando ela começará a funcionar. Ela ressaltou ainda que, com a falta de alternativas, o custo do frete aumentou consideravelmente, principalmente com a necessidade de percorrer rotas alternativas que podem acrescentar até 100 quilômetros ao trajeto.

A safra de soja está prevista para começar em cerca de 15 dias, e o aumento no custo do transporte já é sentido pelos produtores, que enfrentam o desafio do escoamento da produção e também da chegada de insumos, como fertilizantes e defensivos agrícolas, que se tornaram mais caros e demorados para serem entregues. Além disso, a queda da ponte compromete diretamente o escoamento da produção para o Porto Franco, no Maranhão, que é um dos principais destinos da soja do Tocantins.

A presidente da Aprosoja Tocantins também destacou a preocupação com a possível implementação de um fundo de transporte pelo governo do Maranhão, que cobraria taxas adicionais sobre a produção que passasse por aquele estado. Para os produtores do Tocantins, esse acréscimo nos custos pode tornar ainda mais difícil a competitividade no mercado, especialmente em um cenário de margens apertadas.

Diante desse cenário, Caroline Barcelos pediu que o governo estadual de Tocantins considere medidas para amenizar os custos adicionais, como a isenção de algumas taxas, para que os produtores não sejam sobrecarregados ainda mais.

A situação, que já é crítica para a logística de escoamento da soja e chegada de insumos, exige soluções rápidas e eficazes para garantir que a safra de soja do Tocantins, uma das maiores do país, não seja comprometida por esse imprevisto. O uso da balsa e a busca por novas rotas alternativas são apenas paliativos até a conclusão da nova ponte, que só deverá ser entregue no final de 2026.



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Safra baiana de grãos em 2025 mantém previsão de crescimento de 6,7%



O terceiro prognóstico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a safra de grãos em 2025 (cereais, leguminosas e oleaginosas), prevê que, na Bahia, deverá ocorrer um crescimento de 6,7% nessa produção, frente a 2024.

De acordo com o IBGE, para este ano, a safra de grãos deverá ser de 12.140.464 toneladas, frente às 11.381.095 toneladas estimadas para 2024.

A soja, principal produto agrícola da Bahia, devera ter em 2025, uma produção recorde de 8.333.190 toneladas, 10,6% a mais que em 2024 (mais 801.090 toneladas).

A previsão é que o aumento da produção do grão frente a 2024 se dê pelo aumento de 5,5% na área plantada, que passará a ser 2,144 milhões de hectares, e de 4,9% no rendimento médio do produto, que deverá chegar aos 3.888 kg/hectare.

Esse terceiro prognóstico para a soja na Bahia segue o resultado nacional, que aponta, em todo o país, um aumento de 15,4% na safra do grão em 2025, ficando em 167,3 milhões de toneladas, pouco mais da metade de toda a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas do Brasil.

Situação das lavouras de soja

De acordo com boletim divulgado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), nesta terça-feira (14), o estado fisiológico da maioria das lavouras demonstra uma perspectiva de safra recorde, dado ao ótimo desenvolvimento das plantas.

De maneira geral, a safra 2024/25 de soja, está com condições excelentes, em diversos níveis fisiológicos, requerendo atenção e alerta nos monitoramentos, visto que, na região está sendo registrados casos pontuais da presença de D.F.C (Doenças de Final de Ciclo) como Mancha-Alvo (Corynespora cassiicola), Mancha-parda (Septoria glycines), além da presença do MofoBranco (Sclerotinia sclerotiorum).

A operação de colheita das áreas com cultivos antecipados já está sendo realizada de maneira discreta, mas os produtores continuaram a enfrentar dificuldades devido aos altos volumes pluviométricos previstos para o período.

Ainda de acordo com a Aiba, a expectativa para essa semana, é que sejam colhidos por volta de 2.200 hectares.

Nas primeiras áreas irrigadas, as médias parciais de colheita da safra 2024/25 registraram estar na casa dos 72 sc/ha.

No mesmo período do ano passado as médias parciais estavam na casa dos 69 sc/ha.


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PRF apreende mais de 230 m³ de madeira em operações nas rodovias


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 230,02 m³ de madeira transportada ilegalmente em operações realizadas em rodovias de diferentes estados. Os flagrantes ocorreram entre os dias 8 e 13 de janeiro de 2025, resultando na autuação de motoristas por crimes ambientais e na apreensão de veículos e cargas.

Apreensões no Pará

Na BR-230, em Marabá (PA), a PRF interceptou duas carretas com madeira ilegal no dia 13 de janeiro. A primeira apreensão ocorreu às 9h40, no km 120, onde foram encontrados 55 m³ de madeira da espécie Acapu, cuja extração é proibida por lei. Mais tarde, às 16h20, outra carreta foi parada no km 102, transportando 55 m³ de madeira serrada e em toras, com divergências entre o volume real e o informado na documentação.

Ainda na região, no dia 9, um bitrem carregado com madeira Acapu foi detido durante fiscalização. Todas as cargas foram encaminhadas à Secretaria Municipal de Agricultura de Marabá (SEAGRI), e os motoristas assinaram Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), comprometendo-se a responder em juízo.

Madeira AcapuMadeira Acapu

Irregularidades no Nordeste

Na BR-316, em Maribondo (AL), a PRF registrou duas apreensões no dia 8 de janeiro, ambas envolvendo transporte irregular de madeira nativa em estacas.

Por volta das 11h, um caminhão foi parado com 38,04 m³ de madeira e documentação vencida. A Guia Florestal apresentava rota genérica, omitindo rodovias em Ceará, Pernambuco e Alagoas, o que poderia facilitar desvios. Pouco tempo depois, outro veículo foi abordado transportando 29,98 m³ de madeira com irregularidades similares.

ESTACAS DE MADEIRA ALAGOAS ESTACAS DE MADEIRA ALAGOAS

As cargas foram apreendidas e entregues ao IBAMA, enquanto os motoristas assinaram TCOs e responderão pela infração de “transportar, adquirir ou vender madeira sem licença válida”, conforme a legislação ambiental.

Combate ao Crime

A PRF destacou que as operações têm como objetivo coibir o transporte ilegal de madeira, garantindo a proteção ambiental e o cumprimento das leis. As ações reforçam a necessidade de vigilância rigorosa para combater a exploração ilegal de recursos naturais e preservar os ecossistemas brasileiros.



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Produção de cacau recua quase 20% em 2024 e preços atingem alta histórica



A produção brasileira de cacau registrou queda de 18,5% em 2024, com 179.431 toneladas de amêndoas recebidas, frente às 220.303 toneladas em 2023, segundo a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC). A redução reflete problemas climáticos e o avanço de pragas como a vassoura-de-bruxa e a podridão-parda.

Apesar da retração, o mercado global de cacau alcançou preços históricos devido à crise produtiva na África, principal região produtora. Em Nova Iorque, os contratos futuros subiram 165% ao longo do ano, refletindo déficits globais consecutivos e baixa liquidez nas bolsas.
Impacto Regional

A Bahia, principal estado produtor, viu uma redução de 21,8% na oferta, enquanto o Pará registrou queda de 11,9%. Outros estados como Espírito Santo e Rondônia também enfrentaram quedas significativas na produção, intensificando os desafios para a indústria nacional.

Moagem e Comércio Exterior

A moagem brasileira caiu 9,5% em 2024, totalizando 229.334 toneladas. Já as exportações de derivados cresceram 6,2%, alcançando 50.257 toneladas, com destaque para mercados na Argentina, Estados Unidos e Países Baixos.

Segundo Anna Paula Losi, presidente-executiva da AIPC, os desafios da oferta nacional reforçam a necessidade de diversificação e políticas de suporte para garantir resiliência ao setor. “O mercado global busca alternativas para superar a crise africana, com esforços na diversificação da produção em outras regiões”, analisa.

Perspectivas para 2025

O mercado de cacau inicia 2025 com incertezas. A relação estoques-demanda global permanece apertada, enquanto os custos elevados e a volatilidade nas bolsas internacionais afetam produtores e investidores. Sinais de desaceleração na moagem e os impactos climáticos na África Ocidental são fatores críticos a serem monitorados.

Os analistas apontam que a resiliência na demanda e a possibilidade de novos déficits na oferta devem manter os preços elevados e o mercado instável no curto prazo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Estiagem traz aumento acentuado no acionamento de seguro rural


Com a confirmação da La Niña, alguns alertas surgem para os produtores do centro-sul do Brasil, visto que, um dos efeitos do fenômeno nesta região é a redução dos volumes de chuvas no sul do Brasil.

E de fato, nos últimos 30 dias, existe um déficit significativo das chuvas em relação à média deste mesmo período, com registros de até -150 mm em relação ao que seria esperado para esta mesma época do ano.

O sul do Mato Grosso do Sul, sul de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estão com chuvas abaixo da média. Embora, essas precipitações estejam ocorrendo, a distribuição e os volumes vêm sendo muito irregulares.



Mapa de diferença entre a chuva registrada e a média para o período. Áreas em amarelo/laranja indicam chuvas abaixo da média, áreas em azul indicam chuvas acima da média. Fonte: Agrolink.

Diante deste cenário, algumas lavouras estão sendo afetadas, sobretudo aquelas que estão avançando entre a floração e desenvolvimento vegetatitvo.

Segundo publicação de Willian Lange Gomes, perito avaliador de sinistros na Nova Safra Assessoria e Perícia Rural, na rede social Linkedin, em dezembro, há exato 1 mês, já se apontava a situação da região entre Dourados, Caarapó e Laguna Carapã, que passava por uma restrição hídrica de 20 dias, marcando o início do impacto do veranico na microrregião Sul de Mato Grosso do Sul.

Já naquela ocasião, foi observado abortamento de botões florais e redução da área foliar, sinais de que a estiagem teria consequências severas.

Agora, os resultados estão mais evidentes, com aumento acentuado no acionamento de apólices de seguro rural, sobretudo nos municípios de Dourados, Caarapó e Laguna Carapã.

Danos Observados

  • Desfolha intensa e morte de plantas jovens: A falta de água, aliada às temperaturas elevadas, tem provocado desfolha significativa e mortalidade de plantas jovens, em especial naquelas áreas onde houve replantio em dezembro e no final de novembro.
  • Redução abrupta do número de vagens: O veranico levou à diminuição expressiva de botões florais e ao abortamento de vagens, afetando diretamente a produtividade das lavouras.

Culturas Afetadas

  • Soja: O estresse hídrico vem prejudicando o desenvolvimento da soja, causando perdas estimadas em até 30% das áreas plantadas.
  • Sorgo: A situação de estresse térmico e hídrico também afeta o sorgo, comprometendo sua produtividade. Em novembro e dezembro, registrou-se falta de sementes de sorgo no estado de Mato Grosso do Sul, o que fez com que muitos produtores optassem por essa cultura como alternativa à soja.


Além do Mato Grosso do Sul, as principais regiões produtoras de soja do Paraná e Rio Grande do Sul também estão enfrentando uma condição de estiagem, o que pode afetar o desenvolvimento das lavouras, principalmente naquelas plantadas tardiamente o que pode comprometer o rendimento final da safra de 2024/25.

 





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confira a projeção de produção da soja



A soja cultivada no Brasil deve alcançar uma produção de 166,33 milhões de toneladas na safra 2024/25, um aumento de 12,6% em relação à temporada anterior (2023/24), o que representa 18,61 milhões de toneladas a mais.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que este ciclo tende a recuperar a produtividade média das lavouras, com uma expectativa de 3.509 quilos por hectare, superando os 3.201 kg/ha registrados na safra passada.

O plantio da soja foi realizado de forma concentrada, especialmente a partir do final de outubro, e a colheita deverá começar em grande escala a partir de janeiro. Até o momento, as condições climáticas têm sido favoráveis ao desenvolvimento da cultura. No entanto, a Conab continua monitorando de perto o comportamento climático nos próximos meses, uma vez que ele pode afetar tanto a produtividade quanto o andamento da colheita, com potenciais impactos no volume final de produção.

Colheita da soja

A colheita da soja já começou em algumas regiões de Mato Grosso, embora com atraso em relação ao ano passado. No entanto, o ritmo da colheita não deve afetar o mercado. Os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago tiveram forte valorização, com alta de 3,37% para janeiro/2025 e 3,43% para março/2025. O dólar também caiu 1,29%, impactando positivamente os preços internos da soja no Brasil.

Enquanto isso, a Argentina, terceiro maior produtor mundial, projeta uma safra de 52 milhões de toneladas, mas enfrenta incertezas devido à seca nas áreas críticas e à substituição de milho por soja, afetando o rendimento. Previsões de chuvas abaixo da média podem impactar tanto a soja quanto o milho.



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proposta da reforma da renda deve ser encaminhada após eleições do Congresso



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a Receita Federal ainda está fazendo estudos para a proposta da reforma da renda, que deve ser encaminhada ao Congresso após a eleição das novas mesas diretoras da Câmara e Senado.

No fim do ano passado, o ministro havia dito que a proposta não havia sido encaminhada porque foi necessário fazer uma recalibragem em relação ao que estava previsto sobre o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).

Segundo Haddad, o Fisco pediu um pouco mais de prazo para concluir esse estudo, mas o importante para o governo é que o projeto da reforma da renda seja aprovado neste ano.

“Como tem eleição das duas mesas, eu considero de bom tom esperar as mesas se organizarem para que essa proposta que está inscrita na Constituição [seja encaminhada]. Há várias distorções no nosso sistema de imposto de renda e essas distorções nós pretendemos corrigir. Tanto do ponto de vista distributivo, quanto do ponto de vista de neutralidade fiscal”, disse o ministro, em conversa com jornalistas ao deixar a sede da pasta nesta manhã.

Questionado se o governo enviaria um pacote com medidas, Haddad disse que as medidas serão encaminhadas conforme sejam finalizadas. “Não é uma lei só que vai resolver a questão da renda, tem várias. Não é um pacote, mas as medidas vão ser encaminhadas à medida que forem ficando prontas”, disse.

O ministro também foi questionado se as medidas incluiriam a tributação de lucros e dividendos, mas foi evasivo. “Deixa a gente encaminhar e aí a gente discute corretamente como vai ser”, comentou.



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Emissão da NF-e será obrigatória para produtores rurais    



A obrigatoriedade da emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para produtores rurais começará de forma escalonada: a partir de 2025, será exigida para aqueles com receita bruta superior a R$ 360 mil em 2023 e 2024, enquanto os demais produtores terão até janeiro de 2026 para se adequarem à nova regra. 

Essa mudança busca trazer mais transparência, segurança e controle às operações no setor. Além de documentar as transações, ela também serve para o recolhimento de eventuais taxas. Para emitir a NF-e, o produtor utilizará seu CPF e a inscrição estadual.

Essa obrigatoriedade foi definida por um ajuste do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), por meio do Sistema Nacional Integrado de Informações Econômico-Fiscais (Sinief), publicado no final de 2024

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De olho nas regras 

Com esta mudança, a obrigatoriedade da emissão da NF-e estará vigente a partir de 3 de fevereiro de 2025, nas operações internas praticadas pelo produtor rural que, nos anos de 2023 e 2024, obteve, em qualquer um dos períodos, receita bruta decorrente de atividade rural no valor superior a R$ 360.000,00. 

Já para os demais produtores, a exigência começa em 5 de janeiro de 2026. A emissão de NF-e é obrigatória para produtores, independentemente do faturamento, nas operações interestaduais. Com essa mudança, o uso da Nota Fiscal modelo 4 será proibido.

“Ao realizarem as operações de venda, os produtores devem emitir a nota fiscal, porque por meio destas será comprovada a atividade agropecuária e garantido o acesso a benefícios e direitos. Entre os benefícios que essa formalização pode auxiliar a proporcionar estão o enquadramento como produtor rural para acesso ao crédito rural; a participação em programas de políticas públicas de compras governamentais e, futuramente, acesso à aposentadoria especial”, destaca Marcia Moraes, assessora da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

No site do Sebrae, é possível encontrar cursos gratuitos sobre NF-e, em que o produtor irá aprender sobre as aplicações, emissão, benefícios e obrigações em relação à nota fiscal eletrônica e, claro, como registrar as movimentações com facilidade.

“O Sebrae recebe, espontaneamente, produtores rurais com dúvidas específicas de Nota Fiscal Eletrônica, formalização de propriedade, cooperativismo, entre outros assuntos. Estas demandas são atendidas por meio de consultorias especializadas ou de cursos e palestras”, esclarece Simone Goldman, consultora de negócios do Sebrae-SP e gestora do programa ALI Rural. 

Aplicativo Nota Fiscal Fácil

O aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) foi criado para simplificar a emissão de documentos fiscais por produtores rurais. Gratuito e fácil de usar, o app permite emitir as notas pelo celular, sem necessidade de certificado digital, atendendo operações dentro do estado.

Disponível para download, o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) é um Regime Especial de alcance nacional, para a simplificação do processo de emissão de Documentos Fiscais eletrônicos (DF-e), pelos contribuintes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

“A NFF traz benefícios diretos para o produtor rural, ao simplificar suas obrigações fiscais e oferecer mais autonomia na emissão de notas fiscais. O sistema reduz custos, elimina burocracias e proporciona segurança jurídica nas operações, além de facilitar a comercialização de produtos e o acesso a novos mercados. A NFF também incentiva a formalização, fortalecendo a inclusão econômica e contribuindo para o crescimento sustentável do setor rural”, finaliza Lejandre Karol Fortes Meneses, auditor fiscal da Receita Estadual, da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo de São Paulo



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Safra 2025 deve crescer 10,2% em relação ao ano anterior, diz IBGE



A safra agrícola de 2025 deve totalizar um recorde de 322,6 milhões de toneladas, 29,9 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 10,2%. Os dados são do terceiro Prognóstico para a Produção Agrícola, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao segundo prognóstico, houve um aumento de 2,5% na estimativa de produção agrícola de 2025, 7,8 milhões de toneladas a mais.

Já o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de dezembro apontou uma safra de 292,7 milhões de toneladas em 2024, 7,2% menor que a de 2023, 22,7 milhões de toneladas a menos.

O resultado é 1,6 milhão de toneladas menor que o previsto no levantamento anterior, de novembro, uma queda de 0,5%.

Conab também divulga números da safra

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também divulgou nesta terça-feira o resultado de seu levantamento da safra, para a temporada 2024/25. A estatal afirma que a produção brasileira de grãos deve alcançar 322,25 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 8.2% em comparação ao ciclo 2023/24.

Embora os números das duas instituições sejam similares, eles não correspondem exatamente ao mesmo período, nem utilizam a mesma metodologia para o levantamento dos dados. Enquanto os dados do IBGE são referentes ao ano-calendário, os da Conab dizem respeito ao ano-safra, que vai do início de julho de um ano ao fim de junho do ano seguinte.



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