quinta-feira, julho 9, 2026

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Mais de 25 mil animais são resgatados de incêndios em 2024



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) revelou que mais de 25 mil animais silvestres foram resgatados em 2024, a maior parte durante incêndios florestais. Em setembro e outubro, meses mais críticos, ocorreram 25% dos resgates, com destaque para o Distrito Federal, que liderou com 1.071 animais encaminhados aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

Segundo o Ibama, incêndios cada vez mais intensos são reflexo das mudanças climáticas e colocam em risco diversas espécies. Durante operações no Pantanal, mais de 1.130 animais vivos foram avistados em fuga. Embora algumas histórias tenham finais felizes, como o resgate de tamanduás e onças-pintadas, muitas terminaram em perdas irreparáveis.

Tecnologia no resgate de fauna

Em 2024, o Ibama lançou o Aplicativo para Gestão de Emergências de Fauna (AGF), que auxilia na identificação e coleta de dados de animais em áreas críticas. A ferramenta otimiza os resgates e gera informações valiosas para planejar ações futuras.

As equipes do Ibama que atuam nos resgates de fauna podem registrar necessidades de suprimentos, equipamentos e pessoal, o que facilita a logística das operações. Isso torna a resposta às emergências mais coordenada e eficiente. Com essa inovação, o Ibama dá um passo importante na defesa da biodiversidade da região ao demonstrar que a tecnologia pode ser uma grande aliada no combate às emergências ambientais e na preservação de um dos ecossistemas mais ricos e ameaçados do Brasil.

Com o avanço das mudanças climáticas, o aumento dos incêndios florestais exige esforços coordenados para mitigar os impactos na fauna brasileira. As operações do Ibama e parceiros destacam a urgência de estratégias de preservação e combate a emergências ambientais.



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Apesar de febre aftosa, Alemanha espera manter exportações para a UE



O Ministério da Agricultura da Alemanha declarou nesta quarta-feira (15) que espera a continuidade das exportações de carne e produtos lácteos para a União Europeia (UE), mesmo após a confirmação de um caso de febre aftosa na última semana.

Na sexta-feira (10), as autoridades alemãs identificaram o primeiro surto da doença em quase 40 anos em um rebanho de búfalos localizado nos arredores de Berlim, na região de Brandemburgo, conforme informou a Agência Reuters.

A febre aftosa afeta ruminantes de casco fendido, como bovinos, suínos, ovinos e caprinos, e historicamente exigiu grandes campanhas de abate para ser erradicada. Apesar de não representar riscos à saúde humana, a doença altamente infecciosa costuma levar à imposição de proibições de importação de carne e produtos lácteos provenientes de países afetados.

Entre os países que já restringiram as importações da Alemanha estão o Reino Unido, a Coreia do Sul e o México.

Quarentena regional evita maiores impactos

O governo alemão alertou que um único caso de febre aftosa poderia paralisar as exportações de carne e laticínios para fora da UE. Contudo, o Ministério da Agricultura informou que a Comissão Europeia considerou suficiente a adoção de zonas de quarentena de aproximadamente 10 quilômetros ao redor da fazenda afetada, permitindo o uso do princípio de regionalização para racionalizar o comércio.

Pelas normas da UE, restrições à importação de carne e produtos lácteos aplicam-se apenas à região onde a doença foi detectada, e não ao país inteiro.

“Após as notícias da semana passada, a decisão de Bruxelas é um raio de esperança para os agricultores”, afirmou Cem Oezdemir, ministro da Agricultura da Alemanha.

Segundo o governo, a Comissão Europeia não ampliou a área de quarentena estabelecida em Brandemburgo. Carnes e produtos lácteos provenientes de fora dessa zona podem continuar sendo comercializados dentro do bloco.

Exportações focadas na UE

Nos últimos anos, as exportações de carne da Alemanha, especialmente carne suína, têm sido predominantemente direcionadas para a União Europeia. Isso ocorre após muitos países imporem restrições devido a surtos de febre suína africana registrados em 2020.

Ontem (14), a Alemanha informou que, após testes intensivos nas áreas ao redor do foco inicial, não foram detectados novos casos de febre aftosa.



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BNDES aprova R$ 480 milhões para expansão de etanol e energia limpa



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 480 milhões em financiamentos para ampliar a produção de etanol, energia limpa e modernizar unidades industriais da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA). O investimento está alinhado às diretrizes de descarbonização e transição energética do governo federal.

Expansão da Produção

Com R$ 220 milhões do Fundo Clima, a unidade Vale do Pontal, em Limeira do Oeste (MG), aumentará sua capacidade de produção de etanol anidro em 85 mil m³ por ano, alcançando 205 mil m³ por safra. A geração de energia a partir de biomassa também será ampliada de 34 MW para 68 MW, com o processamento de cana subindo de 2,7 milhões para 4 milhões de toneladas por safra. O projeto, avaliado em R$ 289,4 milhões, deve gerar mais de 500 empregos diretos.

Além disso, o aumento da produção permitirá à usina emitir mais Certificados de Carbonização (CBios), instrumentos do programa RenovaBio que compensam emissões de carbono e promovem a sustentabilidade no setor de combustíveis.

Modernização e sustentabilidade

Outros R$ 260 milhões, do programa BNDES Máquinas e Serviços, serão destinados à modernização industrial e aquisição de equipamentos agrícolas para as unidades Vale do Pontal, Vale do Tijuco e Canápolis. Os recursos poderão ser usados para compra de máquinas, bens de informática, automação e serviços, com foco na eficiência produtiva.

“O financiamento aprovado pelo BNDES está alinhado às diretrizes do governo do presidente Lula que orientam a ampliação da produção de biocombustíveis, fundamentais para o processo de descarbonização, além da produção de energia limpa e renovável, como a de vapor produzido na queima de biomassa, neste caso, o bagaço da cana, contribuindo para a redução das emissões de gases que causam o efeito estufa”, destacou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

Impacto na cadeia produtiva

Carlos Eduardo Turchetto Santos, CEO da CMAA, ressaltou o impacto positivo dos financiamentos:

“Estes recursos serão essenciais para impulsionar os investimentos de longo prazo da CMAA, permitindo-nos reforçar nosso compromisso com soluções sustentáveis e inovadoras. Com este apoio, daremos mais um passo importante para fortalecer o crescimento de nossos negócios e contribuir com o desenvolvimento econômico e ambiental do Brasil. Estamos confiantes de que esta conquista trará resultados expressivos, beneficiando não apenas a CMAA, mas toda a cadeia produtiva que apoiamos.”

A operação também foi celebrada por José Luís Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo do BNDES, como essencial para consolidar o Brasil como referência global em biocombustíveis:

“A grande capacidade de produção de biocombustíveis é um diferencial brasileiro no campo da descarbonização e transição energética, compondo um dos pilares da nova política industrial e do Plano Mais Produção.”

Futuro Sustentável

Os investimentos devem não apenas impulsionar a produção, mas também fortalecer o compromisso com a sustentabilidade, posicionando o Brasil como protagonistas na luta contra as mudanças climáticas e na promoção da energia renovável.



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AgroNewsPolítica & Agro

o avanço dos defensivos biológicos nas lavouras brasileiras


Por Lucas Rivas

A agricultura brasileira é amplamente dependente de defensivos químicos importados, uma realidade que impacta diretamente os custos de produção e a competitividade do setor. Apesar de sua relevância no mercado global, o Brasil carece de uma indústria química nacional robusta, o que mantém essa dependência e o coloca como o maior mercado mundial de defensivos.

Em 2023, o país importou mais de 2,7 milhões de toneladas de defensivos, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Embora o consumo por hectare não seja o maior do mundo, a extensão das áreas cultivadas e a possibilidade de múltiplas safras anuais elevam o volume total adquirido pelos produtores. Com negociações atreladas ao dólar e influenciadas por oscilações externas, as importações tornam-se um fator crítico para o aumento dos custos agrícolas.

Em entrevista ao Portal Agrolink, Luiz Alberto Moreira da Silva, executivo com mais de cinco décadas de experiência no agro e atual diretor da Luft Agro, destaca que a ausência de uma indústria química de base sólida no Brasil impede a produção nacional de defensivos genéricos. Segundo ele, mesmo com a estruturação de um setor competitivo, atender apenas à demanda interna não seria viável, exigindo que o país também disputasse espaço no mercado internacional, o que traria desafios adicionais em termos logísticos e econômicos. “A falta de uma base industrial forte compromete nossa autonomia. E, ainda que conseguíssemos desenvolver essa estrutura, os custos poderiam ser ainda mais elevados”, analisa.

O papel dos defensivos biológicos

No cenário de crescente pressão por práticas agrícolas mais sustentáveis, os defensivos biológicos despontam como uma alternativa estratégica para reduzir a dependência de químicos importados no Brasil. Para Luiz Alberto, a solução vai além da produção orgânica e já conquista espaço entre grandes players do setor. “Biológicos têm demonstrado eficiência igual ou superior em aplicações específicas, como nematicidas para soja”, explica o especialista. Ele reforça que, além de inovadores, esses produtos respondem à crescente demanda por sustentabilidade, uma exigência cada vez mais presente no mercado global e essencial para o futuro do agronegócio brasileiro.

Desafios e perspectivas

Embora promissores, os defensivos biológicos ainda enfrentam obstáculos significativos no Brasil, especialmente devido às suas exigências logísticas em um território de dimensões continentais. A necessidade de condições específicas, como refrigeração ao longo de toda a cadeia, torna o transporte e o armazenamento um desafio.

Apesar disso, Luiz Alberto Moreira da Silva mantém uma visão otimista sobre a evolução desses produtos. “Os biológicos têm superado barreiras importantes e, embora devam coexistir com os químicos por um bom tempo, a tendência é de um equilíbrio crescente entre essas soluções no campo brasileiro”, projeta.

Essa transição não apenas reforça a competitividade do agronegócio nacional, mas também responde às demandas globais por práticas mais sustentáveis, apontando para um futuro no qual a agricultura brasileira se adapta cada vez mais às necessidades ambientais e econômicas de um mercado em constante transformação.





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a queda do dólar e os ajustes no Imposto de Renda; confira análise



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a dificuldade do Ibovespa em manter os 119 mil pontos e a queda do dólar frente ao real. Nos EUA, o dado de inflação ao produtor trouxe alívio parcial. Na China, estímulos impulsionaram o crédito. No Brasil, Haddad comentou ajustes no IR, enquanto o setor de serviços deve mostrar retração em novembro.



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AgroNewsPolítica & Agro

agronegócio representa 23,5% do PIB do estado


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba), a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento (Seplan), divulgou dados que evidenciam o papel crucial do agronegócio na economia do estado até o terceiro trimestre de 2024. Segundo as informações obtidas da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o setor agropecuário representou 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia. No terceiro trimestre, essa participação alcançou 26,5%, o maior índice já registrado para o período, superando os 19,8% do mesmo trimestre em 2023.

O aumento expressivo do agronegócio baiano no PIB pode ser observado em comparação aos números de 2023. Em 2023, a participação da agropecuária da Bahia no PIB nacional foi de 5,5%, enquanto em 2024, até o terceiro trimestre, esse percentual subiu para 7,1%. Esse desempenho aponta para uma recuperação considerável, após um período de retração no ano passado.

A estimativa do PIB da Bahia até o terceiro trimestre de 2024 é de R$ 349 bilhões, com o agronegócio contribuindo com aproximadamente R$ 83 bilhões, o que corresponde a 23,8% do total.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) da Bahia, conforme calculado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), acumulou receitas de R$ 54 milhões em 2024. O segmento de lavouras foi o principal responsável, com 81% do VBP total, seguido pela produção animal com 19%.

Dentro do setor de lavouras, os grãos dominaram, com 57% da produção, seguidos pelo cacau (12%), frutas (11%) e outras lavouras (20%). No segmento de produção animal, os bovinos de corte lideraram com 57% da contribuição, seguidos por aves (22%), leite (13%) e suínos e ovos (8%), conforme o divulgado pela Seagri.





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Dia será marcado por temporais e raios em duas regiões do país



A previsão do tempo da parceria entre Canal Rural e Climatempo te deixa informado, logo no começo da manhã, sobre o clima nas cinco regiões do país. Acompanhe:

Sul

Áreas de instabilidade provocam pancadas de chuva isolada pelo interior do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. No leste catarinense e paranaense, o transporte de umidade do oceano em direção à costa favorece para chuva isolada. Tempo firme em grande parte do Paraná e em áreas mais a sul do território gaúcho.

Sudeste

O tempo segue instável e com precipitações a qualquer hora do dia em grande parte dos estados da Região. Pode chover forte entre Espírito Santo e Minas Gerais e não se descarta temporais. Por outro lado, em São Paulo, o sol aparece, mas tem previsão para pancadas de chuva na costa litorânea e em áreas do centro-norte do estado. Já no oeste e sudoeste paulista, o sol predomina ao longo do dia e não chove.

Centro-Oeste

Dia de céu nublado e com chuva a qualquer momento entre Goiás, Mato Grosso e centro-norte de Mato Grosso do Sul, onde podem ocorrer alguns temporais localizados. No oeste e sudoeste do território sul-matogrossense chove isolado em níveis moderados e com presença de raios, enquanto a faixa leste tem tempo firme.

Nordeste

Tempo instável e com chuva a qualquer hora do dia em grande parte da Região. Destaque para o tempo mais fechado e com chuva a qualquer hora na Bahia, no Maranhão, Piauí e no interior de Pernambuco, que podem ter chuva forte e alguns temporais isolados.

Norte

Pancadas de chuva alternadas com períodos de abertura de sol em Rondônia, no Amazonas, centro-sul do Pará, Tocantins e no Acre. O tempo fica firme e o sol aparece entre nuvens em Roraima, noroeste do Pará e no interior do Amapá.



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Santa Catarina recebe celebração da Uva Goethe


Segundo a Secretaria da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (SAR), a partir do dia 11 de janeiro, os Vales da Uva Goethe, localizados no Sul de Santa Catarina, se tornarão o centro de uma celebração única que destaca a colheita da uva e a riqueza do enoturismo regional. A Vindima 2025, que ocorre até 9 de fevereiro, homenageia a tradição, a cultura e a gastronomia locais, com um foco especial na Uva Goethe, uma das Indicações Geográficas de Santa Catarina, que atesta a qualidade e autenticidade dos produtos da região.

De acordo com levantamento da Epagri/Cepa, 83% das uvas cultivadas em Santa Catarina são das espécies Americanas e híbridas, utilizadas principalmente para consumo in natura, produção de sucos e vinhos coloniais. Aproximadamente 13% da produção é composta pela uva Vitis Vinifera, e 4% corresponde à uva de mesa. A uva Goethe, uma das variedades híbridas, destaca-se na produção de vinhos finos.

As principais regiões produtoras de uvas em Santa Catarina são o Alto Vale do Rio do Peixe, no Meio Oeste, e o Sul do estado. Segundo o IBGE, em 2024, o estado colheu 36.682 toneladas de uvas de todas as espécies, abrangendo uma área de 3.736 hectares.

Os Vales da Uva Goethe foram pioneiros na obtenção da Indicação de Procedência, um selo de autenticidade concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em 2012. Este reconhecimento, que contou com o apoio do Sebrae e da Epagri, reforça a qualidade da produção local e contribui para o fortalecimento do enoturismo na região.

A área de produção da uva Goethe é privilegiada, localizada entre as encostas da Serra Geral e o litoral sul catarinense. Os municípios que compõem essa região são Urussanga, Pedras Grandes, Morro da Fumaça, Cocal do Sul, Içara, Orleans, Treze de Maio e Nova Veneza.





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Bahia se torna líder em irrigação por pivôs centrais no Brasil


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba), a irrigação por pivôs centrais, uma tecnologia que utiliza sistemas giratórios para distribuir água de maneira uniforme sobre a área cultivada, tem se expandido rapidamente no Brasil. A região Oeste da Bahia se destaca nesse cenário, superando o Noroeste de Minas Gerais e se tornando a maior área irrigada por essa tecnologia no país. De acordo com dados levantados pela Embrapa, até outubro de 2024, a Bahia já conta com 404 mil hectares irrigados, ocupando o segundo lugar no ranking, atrás apenas de Minas Gerais, que lidera com 637 mil hectares.

Esse avanço baiano é atribuído a uma combinação de fatores naturais e tecnológicos favoráveis. O relevo do solo, a facilidade de implantação dos sistemas de irrigação, a utilização eficiente das águas do Aquífero Urucuia e a implementação de tanques de geomembrana para armazenamento de água são fundamentais para o sucesso da irrigação. Esses elementos possibilitam não apenas a expansão da área irrigada, mas também a melhoria na produtividade agrícola da região.

A irrigação por pivôs centrais oferece vários benefícios aos produtores. Com esse sistema, a produtividade por hectare pode ser até três vezes maior do que em cultivos não irrigados, além de garantir uma produção agrícola mais estável e de alta qualidade. A irrigação também permite a colheita durante a entressafra, o que contribui para a redução da necessidade de expandir a fronteira agrícola, um fator crucial para a sustentabilidade do setor.

Em termos absolutos, o Brasil possui uma área de 2.200.960 hectares irrigados por 33.846 pivôs centrais. A Bahia se destaca, com municípios como São Desidério (91.687 hectares) e Barreiras (60.919 hectares), enquanto Minas Gerais tem as cidades de Paracatu e Unaí, com 88.889 hectares e 81.246 hectares, respectivamente, também entre os maiores focos de irrigação.

Apesar dos benefícios evidentes, o uso intensivo de água nas áreas irrigadas pode gerar preocupações com a sustentabilidade dos mananciais. A Bahia, no entanto, se destaca pela gestão responsável da água. O monitoramento constante do nível do Aquífero Urucuia tem garantido a segurança hídrica, mitigando riscos e promovendo uma irrigação eficiente, que assegura a disponibilidade de água para as gerações futuras, conforme o divulgado pela Seagri.





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Chuvas acima da média no Brasil fazem preços do café encerrarem 6ª feira…


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O mercado cafeeiro se consolidou com fortes quedas nas bolsas de NY e Londres no fechamento da sessão desta sexta-feira (03). 

De acordo com o Barchart, as recentes chuvas acima da média no Brasil aliviaram as preocupações com a seca nas principais áreas produtoras de café no Brasil. 

A Somar Meteorologia relatou na última segunda-feira (30) que Minas Gerais (maior área de cultivo de café arábica do Brasil) recebeu 102,8 mm de chuva na semana passada, ou 182% da média histórica. 

O arábica encerra o dia então registrando a desvalorização de 820 pontos no valor de 318,65 cents/lbp no vencimento de março/25, uma baixa de 720 pontos no valor de 314,90 cents/lbp no de maio/25, um recuo de 705 pontos negociado por 309,10 cents/lbp no de julho/25, e uma queda de 760 pontos no valor de 302,20 cents/lbp no de setembro/25.

Já o robusta registra baixa de US$ 88 no valor de US$ 5.033/tonelada no contrato de janeiro/25, uma queda de US$ 88 no valor de US$ 4.968/tonelada no de março/25, um recuo de US$ 80 cotado por US$ 4.897/tonelada no de maio/25, e uma baixa de US$ 75 no valor de US$ 4.817/tonelada no de julho/25.

Mercado Interno

No mercado físico brasileiro, as áreas acompanhadas pelo Notícias Agrícolas também encerram a 6ª feira (03) com baixas e preços se mantém na faixa dos R$ 2 mil/saca.

O Café Arábica Tipo 6 registra queda de 2,16% no valor de R$ 2.270,00/saca em Varginha/MG, uma baixa de 1,35% em Guaxupé/MG no valor de R$ 2.193,00/saca, e um recuo de 1,72% no valor de R$ 2.280,00/saca em Franca/SP.

O Cereja Descascado encerra com baixa de 2,54% em Campos Gerais/MG no valor de R$ 2.300,00/saca, uma queda de 1,30% no valor de R$ 2.279,00/saca em Guaxupé/MG, e uma baixa de 0,42% no valor de R$ 2.380,00/saca em Poços de Caldas/MG. 
 





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