quinta-feira, julho 9, 2026

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Paraná lidera exportação de carnes no Brasil


Segundo dados da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado do paraná (SEAB), impulsionado por um aumento de 56,8% na exportação de carne bovina, o Paraná manteve sua liderança no setor de proteínas animais no Brasil em 2024. O estado registrou participação de 25,5% em volume e 17,9% em receita das exportações nacionais das principais carnes — bovina, suína e de frango.

Mesmo enfrentando desafios climáticos, o setor agropecuário paranaense obteve resultados expressivos, exportando 4,8% a mais em 2024 do que no ano anterior. O volume exportado saltou de 2,276 milhões para 2,387 milhões de toneladas, enquanto a receita subiu de US$ 4,2 bilhões para US$ 4,6 bilhões, um aumento de 8,4%.

A carne bovina foi o maior destaque, com embarques passando de 20,8 mil toneladas em 2023 para 32,6 mil toneladas em 2024, aumento de 56,8%. A receita cresceu 52,6%, alcançando US$ 137,4 milhões. Novos mercados, como Alemanha, Angola, Camboja e México, contribuíram para essa expansão, enquanto países como China, Estados Unidos e Emirados Árabes aumentaram significativamente suas compras.

O Paraná consolidou sua posição como maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil, com 2,171 milhões de toneladas exportadas em 2024, um aumento de 4%. A arrecadação subiu para US$ 4 bilhões, 7% superior ao ano anterior. Destaque para a Lituânia, que se tornou um novo parceiro comercial, adquirindo 476 toneladas por US$ 555,6 mil.

A carne suína apresentou crescimento de 12,7% na receita, alcançando US$ 423,6 milhões, com um volume exportado de 183,6 mil toneladas (+9,3%). Países como Filipinas e Argentina impulsionaram esse resultado, com aumentos expressivos na compra.

O mercado de peixes também cresceu de forma significativa, com exportações de 7,6 mil toneladas (+47%) e uma receita de US$ 34,9 milhões (+87%). Estados Unidos e Canadá lideraram as aquisições, sendo responsáveis por grande parte do crescimento.





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Revestimento comestível dobra vida útil do morango e reduz desperdício



Pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP) desenvolveram um biofilme comestível que dobra a vida útil do morango, um dos frutos mais perecíveis do mercado. Feito com antioxidantes extraídos da casca de romã e quitosana obtida de lulas, o revestimento reduz a contaminação por fungos, mantém a textura, aroma e sabor, além de minimizar a perda de massa durante o armazenamento refrigerado.

Testes e resultados

Durante experimentos laboratoriais, morangos revestidos com a película apresentaram:

  • 11% menos perda de peso após 12 dias de refrigeração.
  • Atraso de contaminação por fungos, que ocorreu entre 6 e 8 dias, em comparação com 4 dias para os frutos sem proteção.
  • Preservação de 40% a mais de compostos aromáticos responsáveis pelo aroma característico da fruta.

Além disso, análises sensoriais mostraram que o revestimento não alterou o sabor, aroma ou aparência da fruta, destacando seu potencial comercial.

Solução sustentável e econômica

A película é composta por resíduos de cascas de romã, ricas em antioxidantes, e quitosana extraída de lulas, o que evita alergenicidade associada à versão de camarões. A tecnologia tem custo estimado de R$ 0,15 por fruta, viabilizando o uso em larga escala.

“O revestimento aumenta a durabilidade, reduz perdas e aproveita resíduos agroindustriais. É uma solução sustentável e acessível para produtores e consumidores,” afirma Mirella Bertolo, pós-doutoranda e autora do estudo.



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Onda de calor traz temperaturas acima de 40 °C; saiba áreas atingidas e quando chega frente fria



O Brasil enfrenta uma onda de calor com temperaturas ultrapassando 40 °C em diversas regiões do país. De acordo com a Climatempo, o calor extremo afeta principalmente o oeste do Rio Grande do Sul, áreas próximas à fronteira com a Argentina, e o oeste e sul de Mato Grosso do Sul, próximo ao Paraguai.

Além dessas áreas, o calor intenso também será sentido em grande parte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e do Paraná, extremo oeste de São Paulo e centro-sul de Mato Grosso do Sul, com temperaturas alcançando até 38 °C.

Até o momento, a maior temperatura registrada em 2025 foi de 41,8 °C, no dia 10 de janeiro, em Porto Murtinho (MS), conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Saiba por que as temperaturas estão altas

A onda de calor é causada pela dificuldade das frentes frias em avançar para o norte da Argentina e o Uruguai, devido aos fortes ventos nos altos níveis da atmosfera.

Sem o ar frio de origem polar, uma bolha de ar quente se formou na região, intensificando as temperaturas em parte do Brasil e países vizinhos.



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Mesmo com queda no volume exportado, suco de laranja atinge US$ 1,8 bi



O setor de suco de laranja registrou uma queda de 19,7% no volume exportado nos primeiros seis meses da safra 2024/25 (julho a dezembro), totalizando 430.078 toneladas, contra 535.604 toneladas no mesmo período da safra anterior. Apesar disso, o faturamento atingiu US$ 1,87 bilhão, uma alta de 42,66% em relação aos US$ 1,31 bilhão registrados na safra 2023/24, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

A redução no consumo global e a oferta restrita, reflexo de safras menores, têm impactado o mercado, de acordo com Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR. “Cinco ciclos de safras pequenas e médias, somados a uma alta de preços sem precedentes, mostram que a queda na demanda era inevitável”, explicou.

Principais destinos e resultadose

Europa

A Europa manteve-se como o maior destino, representando 42,72% das exportações. O volume exportado caiu 22,21%, de 294.033 para 228.692 toneladas. Em contrapartida, o faturamento subiu 41,01%, alcançando US$ 1,03 bilhão, ante os US$ 735,3 milhões da safra anterior.

Estados Unidos

Os embarques para os EUA totalizaram 161.641 toneladas, queda de 7,17% em relação às 174.128 toneladas da safra passada. Já a receita cresceu 56,37%, somando US$ 675,8 milhões frente aos US$ 432 milhões no mesmo período anterior.

Ásia

  • Japão: Exportações recuaram 14,07%, para 11.441 toneladas, mas o faturamento teve aumento expressivo de 79,75%, chegando a US$ 62,9 milhões.
  • China: A queda foi mais acentuada, com volume reduzido em 46,08%, para 19.223 toneladas. O faturamento caiu 17,35%, totalizando US$ 52,2 milhões.

Outros mercados somaram 114.607 toneladas e faturamento de US$ 48.772.433, complementando os valores totais do período.



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Dólar opera em baixa frente ao real nesta terça-feira



Dólar à vista registrou queda frente ao real nesta terça-feira (14)




Foto: Pixabay

Segundo dados do InfoMoney, o dólar à vista registrou queda frente ao real nesta terça-feira (14), ampliando as perdas observadas na véspera, enquanto os mercados internacionais reagem aos dados de inflação dos Estados Unidos e aguardam desdobramentos políticos relacionados ao presidente eleito Donald Trump.

Às 15h18, o dólar à vista era negociado com baixa de 0,62%, cotado a R$ 6,059 na compra e R$ 6,060 na venda. Paralelamente, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento na B3 apresentava queda de 0,49%, negociado a 6.089 pontos.

Na segunda-feira (13), o dólar à vista já havia fechado em leve baixa de 0,08%, cotado a R$ 6,0980.

Dólar Comercial

  • Compra: R$ 6,090
  • Venda: R$ 6,090

Dólar Turismo

  • Compra: R$ 6,133
  • Venda: R$ 6,313





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Entenda a ‘regra do Pix’ e não caia em golpe



Informações falsas, como taxações no Pix, quebra de sigilo fiscal, taxação para empreendedor e até boletos sobre débitos que não existem, estão circulando nos últimos dias, após uma nova regra da Receita Federal entrar em vigor. 

O que muda, a partir de janeiro de 2025, é que as instituições financeiras (como bancos digitais e operadoras de pagamentos, a exemplo das “maquininhas”) irão repassar à Receita informações de movimentações que excederem R$ 15 mil mensais, no caso de pessoa jurídica (como o MEI, a Microempresa e a Empresa de Pequeno Porte), e R$ 5 mil mensais se for pessoa física. 

“Mas nada muda no dia a dia do empreendedor”, tranquiliza o analista de Políticas Públicas do Sebrae, Pedro Pessoa. A declaração compreende todos os tipos de empreendedores, sejam eles urbanos ou rurais.

O Pix é aceito, hoje, por 97% dos pequenos negócios, sendo o meio de pagamento preferido de 48% dos microempreendedores individuais, segundo pesquisa do Sebrae. 

Por isso, é importante que os empreendedores tirem suas dúvidas e não acreditem em notícias falsas.

Confira abaixo:

Vai ter cobrança de taxa para usar o Pix?

Não haverá nenhuma cobrança sobre o Pix. É importante estar atento, pois criminosos estão gerando boletos falsos sobre supostas taxas referentes ao uso do Pix para aplicar golpe. 

Eles se passam pela Receita e enviam para as pessoas dizendo que se trata da taxa cobrada em valores acima de R$ 5 mil movimentados via Pix. 

Alegam que, se o boleto não for pago, o CPF do contribuinte será bloqueado. 

“Não existe tributação sobre Pix, e nunca vai existir, até porque a Constituição não autoriza imposto sobre movimentação financeira”, assegura o comunicado da Receita Federal.

O que mudou com a nova regra da Receita?

O que muda, a partir de janeiro de 2025, é que as instituições financeiras (como bancos digitais, administradoras de cartão de crédito e operadoras de pagamentos, a exemplo das “maquininhas”) terão de repassar à Receita informações de movimentações que excederem R$ 15 mil mensais no caso de pessoa jurídica (como o MEI, a Microempresa e a Empresa de Pequeno Porte) e R$ 5 mil mensais no caso de pessoa física. 

Com a ação, a Receita Federal busca aumentar a transparência e o monitoramento de operações financeiras no país.

As instituições financeiras não repassavam esses dados antes da nova regra?

Os bancos tradicionais, públicos e privados, já repassam dados dessa natureza há cerca de duas décadas.

E os limites eram menores: se a movimentação excedesse R$ 2 mil mensais para pessoa física e R$ 5 mil para pessoa jurídica, já havia o repasse dessa informação. 

Agora, esse “piso” foi aumentado (só o que ultrapassar R$ 5 mil mensais para pessoa física e R$ 15 mil mensais para pessoa jurídica) e o repasse se tornou obrigatório para todas as instituições que operam essas transações (bancos digitais, chamados de fintechs, administradoras de cartão de crédito, instituições de pagamento).

A Receita vai saber a origem e o destino do meu Pix?

Não. Essas informações continuam sigilosas, segundo a Receita. Apenas será repassado o valor das operações que mensalmente, somadas, ultrapassem R$ 5 mil vinculados ao CPF e R$ 15 mil para operações vinculadas a CNPJs.

Haverá mudanças na minha declaração de imposto à Receita, como pessoa física ou jurídica?

Não. A obrigação é apenas das instituições financeiras. O cidadão, seja pessoa física ou jurídica, continua fazendo a declaração de imposto de renda da mesma forma. 

O importante é declarar tudo corretamente, não importando a forma de recebimento. A nova regra vai ajudar, por exemplo, a evitar divergências na declaração pré-preenchida do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), aponta o governo.

É verdade que a medida quer “pegar” os pequenos comerciantes que recebem pelo Pix?

Não. A medida aperfeiçoa a forma de cruzamento de informações, ampliando, inclusive, os valores que deverão ser reportados pelas instituições financeiras: que eram R$ 2 mil por mês (pessoa física) e R$ 5 mil por mês (empresas) e passaram a ser R$ 5 mil por mês (pessoa física) e R$ 15 mil por mês (pessoa jurídica). 

“É exatamente o contrário, a gente não tem nem condição de fiscalizar dezenas de milhões de pessoas que movimentam valores baixos. A gente quer é automatizar isso para poder melhor orientar esse tipo de contribuinte a se regularizar, por exemplo. 

Se a pessoa não tem uma empresa aberta, ela pode abrir um MEI (microempreendedor individual), por exemplo, para regularizar a fonte de renda. Mas não tem nem sentido a Receita Federal ir para a fiscalização repressiva nesses casos”, assegurou o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.

O que a Receita quer com essa regra?

Ao exigirem que essas instituições de pagamento mais recentes no mercado, como fintechs e administradoras de cartão, forneçam, semestralmente, dados de movimentações volumosas, assim como já fazem os bancos tradicionais, a Receita quer melhorar o sistema de fiscalização, fechando lacunas que passaram a existir com bancos digitais e carteiras virtuais, por onde passou também a circular dinheiro. Para quem cumpre suas obrigações fiscais, nada muda.



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Seca causa prejuízos nas plantações de soja em MS



A seca tem causado grandes prejuízos nas plantações de soja em Mato Grosso do Sul, afetando a produtividade agrícola da região. Diego Burgel, produtor de soja da região de Sidrolândia (MS), viu suas expectativas despencarem de maneira drástica. Inicialmente, ele esperava colher entre 60 e 65 sacas por hectare nos 6.200 hectares plantados, o que representaria uma produção expressiva e um bom retorno financeiro. Contudo, devido à escassez de chuvas e ao calor extremo que afetaram a região nos últimos meses, a situação tomou um rumo desfavorável.

Com o clima adverso, Burgel agora estima uma perda de 30% no seu potencial produtivo, reduzindo a previsão para algo entre 42 e 45,5 sacas por hectare. Essa redução representa uma grande queda em sua produção total, com impactos diretos na rentabilidade da safra. A seca prolongada, que tem se tornado uma constante nas últimas temporadas, tem afetado não apenas a quantidade, mas também a qualidade da soja, o que gera uma série de dificuldades logísticas e econômicas para os agricultores.

A realidade dura do campo evidencia o impacto severo das condições climáticas adversas, que vêm desafiando cada vez mais os produtores. A falta de chuva tem prejudicado a germinação das sementes e o desenvolvimento das plantas, o que agrava ainda mais a situação. Além disso, a falta de umidade no solo impede que os grãos atinjam o tamanho esperado, comprometendo a produtividade em MS. A seca, combinada com os custos crescentes de insumos e com a incerteza quanto à recuperação da safra, coloca em risco a sustentabilidade de muitas famílias de produtores rurais, que enfrentam um cenário desolador em um momento crítico da agricultura sul-mato-grossense.



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Cotação do boi gordo registra alta nas praças paulistas



As cotações subiram para o boi gordo e a novilha,




Foto: Pixabay

O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que o mercado de bovinos iniciou a terça-feira (14) com aumentos nas cotações, impulsionados pela oferta limitada e pela redução nas escalas de abate, que estão, em média, para seis dias. As cotações subiram para o boi gordo e a novilha, enquanto o preço da vaca permaneceu estável.

  • O boi gordo teve um aumento de R$ 3,00 por arroba.
  • A novilha gorda subiu R$ 2,00 por arroba.
  • O preço da vaca manteve-se inalterado.


No Espírito Santo, todas as categorias de bovinos registraram alta. As escalas de abate diminuíram para cinco dias em média, refletindo a redução da oferta.

  • A arroba do boi gordo e da novilha gorda subiu R$ 5,00.
  • A vaca também teve uma alta de R$ 10,00 por arroba.
  • A cotação do “boi China” também subiu R$ 5,00 por arroba.

Mato Grosso do Sul

Nas regiões de Dourados e Campo Grande, o mercado de carne bovina também registrou aumento nos preços, com escalas de abate variando entre quatro e seis dias.

  • Em Dourados, a cotação da vaca gorda subiu R$ 2,00 por arroba.
  • Em Campo Grande, o boi gordo teve um aumento de R$ 3,00 por arroba. O preço das fêmeas permaneceu estável.

Até a segunda semana de janeiro, o volume exportado de carne bovina in natura foi de 66,4 mil toneladas, com média diária de 9,5 mil toneladas. Isso representa um aumento de 14,9% em comparação ao mesmo período de 2024. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5,1 mil, o que significa um crescimento de 11,8% em relação ao ano passado, impulsionando o faturamento, que subiu 28,5%.





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Mais de 25 mil animais são resgatados de incêndios em 2024



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) revelou que mais de 25 mil animais silvestres foram resgatados em 2024, a maior parte durante incêndios florestais. Em setembro e outubro, meses mais críticos, ocorreram 25% dos resgates, com destaque para o Distrito Federal, que liderou com 1.071 animais encaminhados aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

Segundo o Ibama, incêndios cada vez mais intensos são reflexo das mudanças climáticas e colocam em risco diversas espécies. Durante operações no Pantanal, mais de 1.130 animais vivos foram avistados em fuga. Embora algumas histórias tenham finais felizes, como o resgate de tamanduás e onças-pintadas, muitas terminaram em perdas irreparáveis.

Tecnologia no resgate de fauna

Em 2024, o Ibama lançou o Aplicativo para Gestão de Emergências de Fauna (AGF), que auxilia na identificação e coleta de dados de animais em áreas críticas. A ferramenta otimiza os resgates e gera informações valiosas para planejar ações futuras.

As equipes do Ibama que atuam nos resgates de fauna podem registrar necessidades de suprimentos, equipamentos e pessoal, o que facilita a logística das operações. Isso torna a resposta às emergências mais coordenada e eficiente. Com essa inovação, o Ibama dá um passo importante na defesa da biodiversidade da região ao demonstrar que a tecnologia pode ser uma grande aliada no combate às emergências ambientais e na preservação de um dos ecossistemas mais ricos e ameaçados do Brasil.

Com o avanço das mudanças climáticas, o aumento dos incêndios florestais exige esforços coordenados para mitigar os impactos na fauna brasileira. As operações do Ibama e parceiros destacam a urgência de estratégias de preservação e combate a emergências ambientais.



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Apesar de febre aftosa, Alemanha espera manter exportações para a UE



O Ministério da Agricultura da Alemanha declarou nesta quarta-feira (15) que espera a continuidade das exportações de carne e produtos lácteos para a União Europeia (UE), mesmo após a confirmação de um caso de febre aftosa na última semana.

Na sexta-feira (10), as autoridades alemãs identificaram o primeiro surto da doença em quase 40 anos em um rebanho de búfalos localizado nos arredores de Berlim, na região de Brandemburgo, conforme informou a Agência Reuters.

A febre aftosa afeta ruminantes de casco fendido, como bovinos, suínos, ovinos e caprinos, e historicamente exigiu grandes campanhas de abate para ser erradicada. Apesar de não representar riscos à saúde humana, a doença altamente infecciosa costuma levar à imposição de proibições de importação de carne e produtos lácteos provenientes de países afetados.

Entre os países que já restringiram as importações da Alemanha estão o Reino Unido, a Coreia do Sul e o México.

Quarentena regional evita maiores impactos

O governo alemão alertou que um único caso de febre aftosa poderia paralisar as exportações de carne e laticínios para fora da UE. Contudo, o Ministério da Agricultura informou que a Comissão Europeia considerou suficiente a adoção de zonas de quarentena de aproximadamente 10 quilômetros ao redor da fazenda afetada, permitindo o uso do princípio de regionalização para racionalizar o comércio.

Pelas normas da UE, restrições à importação de carne e produtos lácteos aplicam-se apenas à região onde a doença foi detectada, e não ao país inteiro.

“Após as notícias da semana passada, a decisão de Bruxelas é um raio de esperança para os agricultores”, afirmou Cem Oezdemir, ministro da Agricultura da Alemanha.

Segundo o governo, a Comissão Europeia não ampliou a área de quarentena estabelecida em Brandemburgo. Carnes e produtos lácteos provenientes de fora dessa zona podem continuar sendo comercializados dentro do bloco.

Exportações focadas na UE

Nos últimos anos, as exportações de carne da Alemanha, especialmente carne suína, têm sido predominantemente direcionadas para a União Europeia. Isso ocorre após muitos países imporem restrições devido a surtos de febre suína africana registrados em 2020.

Ontem (14), a Alemanha informou que, após testes intensivos nas áreas ao redor do foco inicial, não foram detectados novos casos de febre aftosa.



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