quarta-feira, julho 8, 2026

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Tá caindo o mundo em Mato Grosso! Veja se a chuva continuará nos próximos dias


O início de janeiro de 2025 tem sido marcado por chuva volumosa em diversas regiões de Mato Grosso, como Cuiabá, São José do Rio Claro, Nova Canaã do Norte e Sorriso.

Nos primeiros 15 dias do mês, acumulados próximos e até superiores a 300 mm foram registrados em algumas dessas localidades, superando, em muitos casos, a média climatológica mensal.

De acordo com a Climatempo, o principal fator que favorece as chuvas volumosas no estado é a formação de canais de umidade entre o Norte e o Sudeste do Brasil. Assim, a combinação do calor intenso em solo mato-grossense com a alta umidade da região Norte intensifica as precipitações.

Desde o início do verão, ocorreram três episódios de Zonas de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sendo a última a mais duradoura e presente sobre Mato Grosso. Nos próximos dias, a ZCAS deve perder força, mas a chuva continuará devido ao direcionamento do fluxo de umidade.

Mais chuva nos próximos dias?

mapa chuva Mato Grossomapa chuva Mato Grosso
Foto: Climatempo

De acordo com o mapa de previsão de acumulados de chuva (acima) para o período entre 15 e 25 de janeiro, os volumes continuarão elevados em todo o estado.

Em diversas áreas, os acumulados devem variar entre 100 mm e 200 mm, com regiões pontuais podendo registrar ainda mais.

O excesso de umidade tem prejudicado os produtores, como Pablo Felipetto, de Sorriso. Ele está precisando escalonar a entrada das colheitadeiras no pivô para não perder soja.

“Desde quinta-feira passada não conseguimos entrar com as máquinas. Não estou nem ligando elas. Está tudo parado porque a chuva não tem dado trégua”.

O presidente do Sindicato Rural do município, Diogo Damiani, reforça que o excesso de precipitação tem impedido os trabalhos em campo. “praticamente tá invernado né que a gente fala chove é o dia todo então isso nos preocupa “Tem muitas áreas de pivô prontas para serem colhidas e há mais ou menos quatro dias recebemos chuva praticamente o dia inteiro”.



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Preços da soja caem hoje; confira as cotações no país



O mercado brasileiro de soja registrou apenas lotes pontuais nesta quarta-feira (15). Ainda que os preços tenham caído, a safra nova foi negociada. Segundo a Safras & Mercado, os produtores que têm oferta disponível para embarque rápido conseguem preços mais atrativos. São lotes pequenos. O movimento do mercado é atípico, com alguns ajustes de entressafra ainda sendo finalizados.

Cotações da soja

  • Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 135,00
  • Missões (RS): preço se manteve em R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 141,50 para R$ 141,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 131,00 para R$ 128,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 140,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 121,00
  • Dourados (MS): preço se manteve em R$ 122,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 124,00 para R$ 123,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. Após reabrir em alta, o mercado passou a oscilar bastante. No final da sessão, os contratos se consolidaram em queda.

Os contratos foram pressionados por um movimento de realização de lucros após atingirem, ontem, o maior nível desde o início de outubro do ano passado. Ao mesmo tempo, os agentes observam o início da colheita no Brasil. Ontem, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) elevou sua projeção para as exportações do país em janeiro para 2,19 milhões de toneladas.

A expectativa de que o Brasil colha uma safra recorde é o principal ponto dos agentes no momento. O país iniciou a colheita, atrasada, nos últimos dias.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 4,75 centavos de dólar ou 0,45% a US$ 10,42 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,55 1/4 por bushel, com recuo de 6,00 centavos, ou 0,56%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 3,80 ou 1,24% a US$ 302,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 46,27 centavos de dólar, com alta de 0,05 centavo ou 0,1%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,36%, negociado a R$ 6,0240 para venda e a R$ 6,0220 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0108 e a máxima de R$ 6,0693.



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Municípios do Oeste Baiano se destacam entre os 10 maiores exportadores do Nordeste


A Bahia possui 22 municípios no ranking entre os 50 maiores exportadores do Nordeste em 2024, com destaque para dois da região Oeste do estado que estão no Top 10.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), Luis Eduardo Magalhães (LEM) aparece na 3ª posição, seguido de Barreiras que ocupa o 10º lugar da lista.

O valor exportado por LEM foi de US$ 2.126.039.017 e Barreiras US$ 724.336.767.

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Contêineres embarcados em navio no Porto de Salvador | Foto: Manu Dias/GOV BA

Outros municípios também da região Oeste estão entre os 25 que mais exportaram no Nordeste:

  • Formosa do Rio Preto – 19ª posição – (US$ 315.242.399);
  • São Desidério – 21ª posição – (US$ 261.561.537);
  • Correntina – 24ª posição (US$ 229.781.283).

O primeiro lugar do ranking ficou com São Francisco do Conde, na região metropolitana de Salvador (US$ 2.246.297.358), seguido de São Luís, capital do Maranhão (US$ 2.147.381.805).

Carro-chefe das exportações

De acordo com a prefeitura de Barreiras, o carro-chefe das exportações do município continuou sendo a soja, que simboliza a força e a produtividade do agronegócio local e também da maioria dos municípios da região.

De acordo com último boletim da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), divulgado nesta terça-feira (14), a área total estimada de soja para a safra 2024/25 na região é de 2,135 milhões de hectares e uma produção recorde de 8,582 de toneladas.

O desempenho reflete a expansão da produção e representatividade do agronegócio para a economia do estado, que de acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o setor correspondeu a 23,5% do PIB total da Bahia até o terceiro trimestre de 2024.


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Governo retira fiscalização do Pix após fake news e repercussão negativa



Após ampla repercussão negativa e postagens com fake news, o governo decidiu revogar nesta quarta-feira (15) o ato normativo que alterava as regras de fiscalização da Receita Federal nas operações do Pix.

O anúncio foi feito pelo secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, e pelo Ministério da Fazenda, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Assim, as regras de fiscalização para operações acima de R$ 5 mil para pessoas físicas, iniciadas em janeiro, deixam de valer.

De acordo com o ministro da Economia, Fernando Haddad, o governo editará ainda uma medida provisória (MP) que equipara o pagamento em Pix ao realizado em dinheiro. O objetivo é que os pequenos comércios possam cobrar taxas diferentes para os valores digitais ou em espécie.

O ministro Fernando Haddad chamou todo o imbróglio de “manipulação de opinião pública”. “O estrago está feito, inclusive com senadores e deputados agindo contra o Estado brasileiro. Eles vão responder por isso”, afirmou.

Segundo Haddad, a MP vai focar na proteção e garantia do Pix e, além disso, vai tirar dúvidas que têm sido levantadas desde que as novas regras entraram em vigor. “Para não dar força aos mentirosos, que podem conturbar a aprovação da MP, essa normativa sai de cena para que os parlamentares olhem para o que é importante”, afirmou o ministro, em coletiva de imprensa.

Fake news sobre o Pix

Informações falsas, como taxações no Pix, quebra de sigilo fiscal, taxação para empreendedor e até boletos sobre débitos que não existem estavam circulando nas redes sociais nos últimos dias após a Receita Federal anunciar a norma que entraria em vigor agora em janeiro.

Na verdade, o que mudaria seria que as instituições financeiras (como bancos digitais e operadoras de pagamentos, a exemplo das “maquininhas”) repassariam à Receita informações de movimentações que excedessem R$ 15 mil mensais, no caso de pessoa jurídica (como o MEI, a Microempresa e a Empresa de Pequeno Porte), e R$ 5 mil mensais se fosse de pessoa física.

“Não haverá nenhuma cobrança sobre o Pix. É importante estar atento, pois criminosos estão gerando boletos falsos sobre supostas taxas referentes ao uso do Pix para aplicar golpe”, disse a Receita Federal, em comunicado.

Por fim, o órgão assegurava que “não existe tributação sobre Pix, e nunca vai existir, até porque a Constituição não autoriza imposto sobre movimentação financeira”.



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Agronegócio lidera exportações baianas em 2024 com US$ 6,1 bi



O agronegócio da Bahia registrou US$ 6,1 bilhões, representando 52% do total exportado pelo estado, de acordo com as informações da plataforma Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados pela Secretaria de Agricultura do estado (Seagri), nesta quarta-feira (15).

O desempenho significativo destaca a importância da agropecuária na pauta de exportações da Bahia, comemorou a pasta.

De acordo com os dados do Mapa, as exportações baianas contribuiram para um saldo comercial positivo de quase US$ 5,5 bilhões.

Em comparação com 2023, houve um aumento nas exportações do agronegócio, que no ano anterior totalizaram US$ 5,8 bilhões.

Apesar dos desafios climáticos e econômicos enfrentados em 2024, o setor manteve sua posição de destaque na produção nacional de alimentos e energia.

Os principais produtos exportados pela Bahia, de acordo com a Seagri, em 2024, foram o complexo soja (45,33%), produtos florestais (22,44%), fibras e produtos têxteis (13,81%), cacau e seus derivados (6,49%), café (4,10%) e frutas (3,39%).

Os destinos principais dessas exportações incluem Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul, Argentina, Chile e Canadá. Novos mercados também foram alcançados, como China, Japão e Índia.


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Principal rota do arroz, frango e madeira no Sul terá investimento de R$ 80 milhões



A BR-476, rodovia responsável pelo escoamento da produção de frango e madeira do Paraná e Santa Catarina, além do arroz do Rio Grande do Sul, com destino ao Mato Grosso do Sul, receberá cerca de R$ 83 milhões em investimentos, por meio do Contrato de Recuperação e Manutenção Rodoviária (Crema). A ordem de serviço para o início das obras foi assinada ontem (14).

De acordo com o Ministério dos Transportes, o trecho, de 81 quilômetros, entre União da Vitória e São Mateus do Sul, é estratégico e fundamental para a logística entre os estados do Sul e do Centro-Oeste do país. Os trabalhos já foram iniciados pela empresa vencedora da licitação. Após a restauração, a contratada será responsável pela manutenção da via pelos próximos cinco anos.

Segundo o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Paraná, Hélio Gomes, a BR-476/PR possui um tráfego pesado e cada vez mais intenso no trecho que receberá os investimentos. “A obra atende às demandas de cidadãos e autoridades locais, melhora a qualidade da rodovia e contribui para a redução de acidentes.”

O Ministério dos Transportes destaca que, com as melhorias, motoristas e passageiros que trafegam pela BR terão mais segurança e fluidez durante o percurso.



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Operação da PF apreende caminhão frigorífico com 420 kg de cocaína



Uma operação da Polícia Federal (PF), em parceria com o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Mato Grosso (Bope), resultou na apreensão de 420 kg de cocaína em um caminhão frigorífico na cidade de Pedra Preta, próxima a Rondonópolis, nesta quarta-feira (15). O motorista foi preso em flagrante.

A abordagem ocorreu na BR-364 após informações indicarem a presença de um indivíduo em atitude suspeita próximo a um frigorífico. Ele realizava reparos no teto do caminhão, utilizando materiais como cola e silicone, o que levantou suspeitas.

Com base nesses dados, as equipes realizaram a operação, que localizou o entorpecente escondido em um compartimento oculto do veículo. O motorista foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Rondonópolis, onde permanece à disposição da Justiça.

De acordo com a PF, as ações de combate ao tráfico de drogas seguem com foco na prisão de lideranças, na descapitalização de patrimônios e na desarticulação de organizações criminosas que operam na região.



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AgroNewsPolítica & Agro

perspectivas para a indústria química nacional


Ainda que desafiador, 2024 foi um ano também marcado por grandes conquistas. Uma das mais recentes foi a aprovação do Projeto de Lei do Inventário Nacional de Substâncias Química, fruto de um trabalho de mais de 10 anos da Abiquim, que posiciona o Brasil como referência no Hemisfério Sul, em regulação do uso adequado de substâncias químicas.

Também houve avanços no que tange à promoção de um ambiente regulatório para todo o setor químico e industrial brasileiro e para todos os demais componentes da cadeia produtiva. Demos passos importantes para iniciar um processo de amplificação da competitividade do setor com a lista de elevações transitórias da tarifa externa comum. Sabemos que esse é só um primeiro passo, todavia, é relevante para enfrentarmos o cenário internacional extremamente adverso, com excesso de capacidade produtiva de produtos químicos no mundo e programas pesados de subsídios nos principais produtores mundiais de químicos.

Dentro desse contexto, importante destacar que a indústria química brasileira trabalha com energia limpa e sustentável, sendo que 83% da energia que usamos vem de fontes renováveis. Dependendo do produto, geramos metade das emissões de CO2 por tonelada produzida em relação aos nossos principais concorrentes do mundo. Terminamos 2024 com um faturamento de 158,6 bilhões de dólares. Respondemos por 11% do PIB industrial e geramos 30 bilhões de reais em tributos federais anualmente, além 2 milhões de empregos diretos e indiretos; e pagamos salários muito acima da média da indústria.

A química, portanto, é um setor econômico singular para a construção de um país mais justo, mais humano e que de fato, contribua, por meio da ciência e da tecnologia, para a solução dos principais problemas que a humanidade enfrenta hoje.

A Agenda 2050 da ONU é também a nossa agenda. E a indústria química está no caminho de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Estamos na base da sustentabilidade da atividade agrícola, ajudando a fornecer alimentos seguros e saudáveis para uma população que já supera os 8 bilhões de habitantes no mundo. Também estamos na base do desenvolvimento de novos fármacos, vacina e tratamento de saúde, ajudando a erradicar e a superar momentos graves como foi a pandemia de Covid-19. Água potável e saneamento básico não existiriam sem a química.

Estamos atravessando a porta de entrada para a economia de baixo carbono e a indústria química está pronta para liderar essa transição. A química de baixo carbono está relacionada ao uso de tecnologias que reduzam ou neutralizem a emissão de gases de efeitos estufa – a química renovável, a captura e estocagem de carbono e a reciclagem química são alguns exemplos dessa liderança que pode ser exercida pela indústria química brasileira.

A indústria química já deixou de ser uma indústria somente de base fóssil para se tornar bioquímica. Ou seja, a química baseada em biomassa. Nesse sentido, a recente aprovação do PL 6120, que regula substâncias químicas e cria um inventário de mais de 15 mil produtos químicos coloca o Brasil alinhado às melhores práticas mundiais de segurança de produtos químicos.

Isso aumenta o potencial de inserção internacional dos nossos produtos, além de garantir mais segurança ao meio ambiente e à saúde humana. No final de 2024 criamos um grupo de trabalho de matérias primas sustentáveis com empresas associadas, não associadas, e governo. Nosso objetivo é construir a curva de neutralidade das emissões de gases de efeito estufa do setor, considerando os níveis de tecnologia e inovação que já temos, a configuração da matriz energética brasileira e o potencial da indústria para descarbonizar outros setores.

Vivemos um grande processo de desglobalização, em que as grandes potências econômicas estão fortalecendo suas indústrias com programas robustos de apoio à produção e à inovação. Os EUA, a União Europeia, o Canadá e o Japão são alguns exemplos da força de competição que estamos enfrentando.

Entendemos, portanto, que a participação do governo em seus diferentes níveis, com engajamento e atividades de coordenação, promoção e fomento será fundamental para viabilizar a transição da química fóssil para a química do carbono, equilibrando essas duas dimensões. A transição exige visão de futuro: conhecer as potencialidades, os obstáculos e os caminhos mais promissores para o Brasil é fundamental. Liderar globalmente esse processo é o tipo de oportunidade que não se apresenta duas vezes e a indústria química está pronta para esse desafio.

Por fim, importante salientar que mesmo com a química avançando na agenda de sustentabilidade ainda não conseguimos consolidar um marco regulatório e alianças na cadeia produtiva que assegurem o suprimento de matéria prima, especialmente o gás natural e o etano, em quantidade suficiente e preços que proporcionem competitividade adequada para nossa indústria. Também não temos oferta e preço de nafta competitivos no Brasil. A mesma realidade está presente no custo da energia brasileira – mesmo tendo a matriz energética mais sustentável do que outros países, o custo dela ainda é um constrangimento para nossa capacidade de competir.

O mesmo desafio se apresenta para a produção com matéria primas renováveis, verdes, circulares, sustentáveis. Se faz necessário estabelecer as condições regulatórias e de mercado adequadas para a competitividade quando se produz a partir delas. Esses são passos fundamentais para que, de fato, consigamos fortalecer a indústria nacional. 

A Abiquim, por sua vez, segue ativa e alinhada ao DNA do setor: transformar desafios em oportunidades sempre com o olhar voltado ao bem-estar, saúde e segurança do indivíduo e do meio ambiente; o de promover o diálogo entre todos os atores envolvidos em prol do bem comum; e o de defender a competitividade da indústria nacional rumo ao desenvolvimento e crescimento do País.





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Cultivo de centeio no Brasil ganha zoneamento agrícola de risco climático



O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do centeio foi publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (14).

Assim, os períodos de semeadura e os municípios aptos para o cultivo do cereal em nove estados da federação e no Distrito Federal são contemplados no documento. No mesmo dia, a pasta também publicou o zoneamento para a canola.

Os estudos para o centeio foram coordenados pela Embrapa Trigo (Passo Fundo, Rio Grande do Sul) no âmbito da Rede de Pesquisa e Desenvolvimento do Zarc, com apoio do Ministério e do Banco Central.

O Mapa destaca que o Zarc para a cultura era uma demanda do setor produtivo e deve ajudar a impulsionar a produção no país. Os estudos levaram em consideração os riscos de geada no espigamento, o déficit hídrico no estabelecimento e na fase de enchimento de grãos e o excesso de chuva na colheita.

Por meio da análise de riscos climáticos, foram identificados os ambientes favoráveis para a produção de centeio, considerando as classes de solo, a disponibilidade de água, o regime climático e o ciclo das cultivares. Os estados contemplados são:

  • Rio Grande do Sul;
  • Santa Catarina;
  • Paraná;
  • São Paulo;
  • Minas Gerais;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Mato Grosso;
  • Goiás e Distrito Federal;
  • Bahia

Centeio: cultura ameaçada

O centeio faz parte do grupo dos principais cereais cultivados no mundo. É uma espécie de estação fria, que se presta tanto para alimentação humana (grãos) quanto animal (forragem verde, feno, silagem e grãos).

A Embrapa Trigo destaca que o cereal também é utilizado como planta de serviço, seja em cultivo isolado, como cobertura verde/morta do solo, ou como componente de mixes de espécies de plantas de cobertura que são usados, exclusivamente, para a melhoria das características físicas, químicas e biológicas dos solos.

“Não obstante essas características positivas e de ser o segundo cereal mais importante para a indústria de panificação, com destaque para a produção de alimentos integrais e dietéticos, o cultivo de centeio, em escala mundial e no Brasil, vem diminuindo a cada ano que passa”, contextualiza o agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, que coordenou a equipe responsável pela elaboração do zoneamento do Centeio no Brasil.

De acordo com ele, as causas dessa redução vão desde as mudanças de hábitos alimentares, com o consumidor dando preferência a pães de trigo, à menor produtividade desse cultivo, quando comparada com os demais cereais.

“Deve ser mencionado, ainda, que o centeio não passou por um processo de melhoramento genético tão intenso quanto os outros cereais e nem tem sido, exaustivamente, estudado em termos de práticas de manejo cultural”, completa.

Origem do cereal no Brasil

O centeio no Brasil, informa Cunha, foi introduzido pelos imigrantes alemães e poloneses no século 19. Atualmente, as estatísticas oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam o cultivo de centeio apenas no Rio Grande do Sul e no Paraná, embora, informalmente, lavouras também sejam conhecidas em Mato Grosso do Sul e em outras estados.

“A área registrada pelo Mapa para produção de sementes de centeio contabilizou, em 2024, 6.297 hectares. Essa área pode produzir sementes suficientes para semear ao redor de 125 mil hectares”, frisa Cunha.

Na atualidade, o centeio tem sido, majoritariamente, utilizado como planta forrageira para pastejo de animais e como planta de cobertura de solo, seja como espécie isolada ou em mixes de espécies.

O agrometeorologista informa, ainda, que o interesse pelo centeio tem aumentado no Brasil, especialmente, em função da sua rusticidade, que faz com que esse cereal se adapte bem em solos pobres quimicamente, com acidez mais elevada, e em ambientes mais secos.

O Zoneamento de Risco Climático para a cultura do centeio pode ser acessado no aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital (SP) e disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos para os sistemas iOS e Android.



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Em São Paulo, lavouras de soja chegam à fase de maturação



As condições de clima vêm sendo favoráveis em Guaíra, na região Nordeste de São Paulo, beneficiando o desenvolvimento das lavouras da safra 2024/25 de soja. Quem informa é o Sindicato Rural do Município.

De acordo com o engenheiro-agrônomo Conrado Cesar do Nascimento Nunes, apesar de não chover na região há alguns dias, o clima se mostrou bastante favorável, garantindo boas condições às lavouras, que se dividem entre as fases de maturação final (10%) e enchimento de grãos (90%). Ele afirma que, até agora não há maiores preocupações com doenças ou ataque de pragas.

A área a ser cultivada de soja deve ter ficado entre 16 e 18 mil hectares, similar a outros anos. A produtividade esperada deve repetir a média na região, ao redor de 3.000 quilos por hectare. A expectativa é de que a colheita inicie na região em fevereiro.

A mais recente estimativa de Safras & Mercado projeta uma área cultivada para o estado de São Paulo de 1,44 milhão de hectares de soja 2024/25, 2,9% acima dos 1,4 milhão de hectares cultivados na temporada anterior (2023/24).

A produção de soja deverá atingir 5,416 milhões de toneladas, 24,6% acima das 4,346 milhões de toneladas colhidas na safra 2023/24. A produtividade média deve ficar em 3.780 quilos por hectare, acima dos 3.120 quilos obtidos na temporada anterior (2023/24).



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