quarta-feira, julho 8, 2026

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a farinha que leva sabor e cultura do Brasil ao cenário global 


A cidade de Cruzeiro do Sul, que fica a 626 quilômetros de distância de Rio Branco, carrega histórias, tradição, sabor e inovação na produção de farinha de mandioca. 

A iguaria, que já recebeu o selo de Indicação de Procedência(IP), se prepara para brilhar este ano na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30).

Um encontro global anual em que líderes mundiais dos países membros se reúnem para propor medidas para reduzir danos causados ao meio ambiente e ao planeta. 

Com um processo de produção quase todo manual, a farinha de Cruzeiro do Sul se tornou símbolo do Acre. Produzida com técnicas passadas de geração em geração, o preparo da farinha envolve cerca de 30 horas de trabalho. Cada etapa respeita práticas sustentáveis que preservam o meio ambiente e sem queimadas.  

 “O nosso produto é orgânico, artesanal, e a gente vem fazendo o modelo conservacionista, sem queimadas. Essa é a grande prioridade da nossa região”, conta com orgulho Zeca da Farinha, produtor rural. 

Em 2017, após muito esforço das cooperativas locais, a farinha conquistou o selo de Indicação Geográfica (IG) de Procedência, tornando-se o primeiro produto brasileiro derivado da mandioca a obter esse reconhecimento.

Para Zeca o selo abre portas: “A farinha de Cruzeiro do Sul é a melhor do mundo”. 

Mas isso só foi possível graças ao apoio do Sebrae e de outras instituições, que ofereceram capacitação aos produtores. 

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Um homem mostrando a farinha de mandioca do Cruzeiro do Sul, AcreUm homem mostrando a farinha de mandioca do Cruzeiro do Sul, Acre
Zeca da Farinha, produtor rural

“O Sebrae, na verdade, ajudou em toda a estruturação, trazendo cursos de boas práticas na plantação, mostrando onde estávamos errando e acertando”, esclarece o produtor rural, que faz parte da terceira geração na produção do alimento. 

“Para a conquista do selo, o Sebrae esteve presente tanto financeiramente como no levantamento de campo e no diagnóstico. Foram muitas reuniões e workshops para sensibilizar os produtores sobre a importância da IG. Hoje, a farinha de Cruzeiro do Sul é nosso ouro”, afirma Laiz Maria Montenegro Mappes, gerente do escritório regional do Juruá – Sebrae Acre.

Atualmente, a detentora do registro é a Central de Cooperativas do Juruá, que está legalmente autorizada a utilizar a marca ‘Farinha de Cruzeiro do Sul’. 

“A questão de conseguir o selo veio de uma grande batalha das cooperativas que conseguiram da Indicação de Procedência. Esse selo veio para agregar valor ao nosso produto”, esclarece Zeca. 

Hoje, o Brasil possui 135 Indicações Geográficas registradas, sendo 96 de Indicação de Procedência (IP) e 39 de Denominação de Origem (DO), segundo o INPI. Como explica Hulda Giesbrecht, do Sebrae: “A IG protege os ativos de um território como história, saberes e fatores naturais”.

Por dentro da história

A história da Farinha de Cruzeiro do Sul começou com os migrantes nordestinos que, no final do século XIX, trouxeram seus costumes para o Acre. Após o declínio do Ciclo da Borracha, a produção da farinha se tornou uma alternativa econômica fundamental para a região. 

“Quando a borracha caiu de preço, a produção acabou. Então, a principal economia até hoje na região, é a farinha”, diz Zeca. 

Rumo à COP30

Mappes destaca a oportunidade de levar a farinha como exemplo de produto sustentável que movimenta a economia local. “A gente vai levar uma representatividade da Farinha de Cruzeiro do Sul para participar da COP30”, afirma.

Laiz conta ainda, que o Acre passa por meses de seca, geralmente começa em julho e vai até o mês de setembro, período em que os  produtores rurais estão plantando e entre as iniciativas voltadas à sustentabilidade, está o uso da leguminosa mucuna, que permite o cultivo na mesma área por até 15 anos. 

“A gente está trabalhando fortemente com relação às queimadas. Uma das práticas para este ano, é começar o trabalho com a mucuna – que é uma leguminosa -, em que produtor pode passar de 10 a 15 anos plantando na mesma área. Além disso, vamos trabalhar a questão do reflorestamento. Então, temos muito trabalho e conquistas antes da COP 30”, finaliza a gerente do escritório regional do Juruá – Sebrae Acre.

O encontro da COP 30, considerado um dos principais eventos do tema no mundo, vai acontecer pela primeira vez no Brasil entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém (PA). 

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Quer conhecer mais histórias como a da Farinha de Cruzeiro do Sul? 

Hoje, quinta-feira (16), às 17h45, na Tela do Canal Rural você pode acompanhar não só o reconhecimento da IG da Farinha de Cruzeiro do Sul como também outras histórias inspiradoras. 

O programa Porteira Aberta Empreender é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você descobrir produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo no campo.

Siga o Porteira Aberta Empreender nas redes sociais, participe com perguntas e compartilhe sua história de sucesso. 

Confira onde assistir ao programa

Canais disponíveis para assistir o programa Porteira Aberta Empreender



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Inmet faz alerta de perigo por chuva de até 100 mm em 4 regiões do Brasil; confira


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo por conta de chuvas intensas em diversos estados, de quatro regiões do Brasil (veja mapa abaixo).

Pode haver chuva de até 100 mm entre esta quinta-feira (16) e sexta (17) pela manhã, com descargas elétricas ventos de até 100 km/h. Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos.

Fonte: Inmet

Confira as áreas em perigo por chuva intensa em cada estado

Bahia

  • Extremo Oeste
  • Vale do São Francisco

Distrito Federal

Goiás

  • Centro
  • Leste
  • Noroeste
  • Norte
  • Sul

Maranhão

  • Centro
  • Leste
  • Norte
  • Oeste
  • Sul

Mato Grosso

  • Centro-Sul
  • Nordeste
  • Norte
  • Sudeste



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AgroNewsPolítica & Agro

PIX LIBERADO! Governo desiste de vigiar



Governo alegou que as fake news prejudicaram o projeto



Movimentações acima de R$ 5 mil seriam informadas à Receita Federal
Movimentações acima de R$ 5 mil seriam informadas à Receita Federal – Foto: Pixabay

Após forte repercussão negativa, o governo federal decidiu revogar a norma da Receita Federal que previa o monitoramento das movimentações financeiras, incluindo o Pix e outros meios de pagamento como o cartão de crédito. A decisão foi informada hoje pelo secretário da Receita Federal, Robison Barreirinhas, após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira.

Barreirinhas explicou que distorções sobre o ato provocaram pânico na população e afirmou que a revogação visa corrigir esse impacto. “Nos últimos dias pessoas inescrupulosas distorceram um ato da Receita, causando pânico. Apesar de todo nosso trabalho, esse dano é continuado. Por isso, decidi revogar esse ato”, afirmou ele.

Também participaram no anúncio os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União). “A revogação do ato é para dar forca para uma medida provisória que irá reforçar os princípios tanto da não oneração do Pix, quanto das cláusulas de sigilo bancário”, indicou Haddad.

O ministro da Fazenda informou que o governo editará uma medida provisória (MP) para garantir que o Pix não seja taxado. “Nós não queremos contaminação de fake news para discutir o que está na lei. Quer discutir o texto de lei, vamos discutir. Mas inventar pretexto para querer mais uma vez manipular a opinião pública e deixar dúvida no ar enquanto tramita a medida provisória”, completou.

Recentemente, a Receita Federal anunciou que ampliaria a forma de fiscalização das transações envolvendo o Pix. A partir de 2025, transferências acima de R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas seriam informadas à Receita Federal por operadoras de cartões de crédito e instituições de pagamento, incluindo aplicativos e bancos digitais. 

 





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a Abertura Nacional da Colheita da Soja!



O estado de Mato Grosso tem uma relação histórica com a soja, sendo um dos maiores polos de produção dessa cultura no Brasil e no mundo. E é justamente em MT, berço da soja no Brasil, que será realizada a Abertura Nacional da Colheita da Soja da Safra 24/25. O evento ocorrerá no dia 7 de fevereiro, em Santa Carmem, na região de Sinop, diretamente da Fazenda Esperança. A cerimônia será transmitida ao vivo às 9h (horário de Brasília),

Inicialmente voltado para a pecuária, o estado foi pioneiro na adoção de novas tecnologias para o cultivo de soja e, na década de 1990, já era o maior produtor nacional. Hoje, Mato Grosso é responsável por grande parte da soja produzida no Brasil, consolidando-se como um dos maiores e mais eficientes produtores do mundo.

A cerimônia abordará temas fundamentais para o setor, como sustentabilidade, biocombustíveis, alimentos e a COP 30. Desde a década de 1970, quando a soja começou a se expandir para Mato Grosso, essa cultura tem sido um motor essencial para o desenvolvimento econômico e social da região.

Cidades como Sinop, com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), exemplificam claramente os benefícios trazidos por essa produção. Além de marcar o início da colheita da soja, o evento também celebrará os 20 anos da Aprosoja Mato Grosso, uma entidade crucial para o fortalecimento da sojicultura no estado. O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, destaca a importância desse marco, ressaltando o papel da associação na integração dos produtores e no desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva.



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Brasil bate recorde de exportação de café com 50 milhões de sacas em 2024



O Brasil atingiu um marco histórico em 2024, com a exportação de 50,443 milhões de sacas de café para 116 países, representando um aumento de 28,5% em relação a 2023 e superando o recorde anterior de 2020 em 12,8%. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o desempenho foi impulsionado pelos embarques de café arábica (+20%) e canéfora (+98%).

Volume e receita

No acumulado da safra 2024/25, de julho a dezembro, foram exportadas 26,049 milhões de sacas, gerando receita de US$ 7,165 bilhões – a maior para o período na história do setor. Apesar de uma queda de 8,1% no volume exportado em dezembro, a receita cambial alcançou US$ 1,145 bilhão, um salto de 42,2% em relação ao mesmo mês de 2023.

Os cafés diferenciados, com qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis, contribuíram significativamente, representando 18,1% das exportações, totalizando 9,141 milhões de sacas (+31,2%) e gerando receita de US$ 2,535 bilhões (+59,9%).

Destinos principais

Os Estados Unidos lideraram as importações em 2024, com 8,131 milhões de sacas (+34%), seguidos pela Alemanha (7,590 milhões de sacas, +51,3%) e Bélgica (4,348 milhões de sacas, +96,4%). O mercado asiático também registrou crescimento, com a China aumentando suas importações em 364,8%.

Por blocos econômicos, a União Europeia respondeu por 46,8% das exportações, adquirindo 23,612 milhões de sacas (+42,8%). O Tratado de Associação Transpacífico (TPP) e os países árabes também se destacaram, com altas de 37% e 31,5%, respectivamente.

Desafios e prejuízos

Apesar do sucesso, gargalos logísticos nos portos brasileiros causaram atrasos, alterações de escalas e custos extras para exportadores. Entre janeiro e novembro de 2024, 4.895 contêineres com 1,615 milhão de sacas ficaram retidos nos portos, gerando prejuízos estimados em R$ 42,332 milhões para 27 empresas associadas ao Cecafé.

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, ressalta que, mesmo com esses desafios, o setor demonstrou resiliência e consolidou o Brasil como líder global em exportações de café. O crescimento no mercado de cafés diferenciados e os embarques recordes reforçam o potencial do país no segmento de qualidade e sustentabilidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cafés do Brasil registram faturamento de R$ 79,59 bilhões em 2024


O faturamento bruto dos café do Brasil atingiu um total de R$ 79,59 bilhões no ano-cafeeiro de 2024, segundo dados divulgados pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esse valor reflete um crescimento expressivo de 50,8% em comparação aos R$ 52,76 bilhões registrados no ano anterior.

A receita foi composta por R$ 57,63 bilhões provenientes dos cafés da espécie Coffea arabica, correspondendo a 72,4% do total, e R$ 21,95 bilhões gerados pelos cafés da espécie Coffea canephora (robusta e conilon), que representaram 27,6% do faturamento.

Com base nos preços médios de dezembro de 2024, a SPA estima que o faturamento bruto do setor em 2025 pode alcançar R$ 108,12 bilhões. Se confirmada, essa cifra representará um aumento de 35,9% em relação a 2024 e mais que o dobro do valor arrecadado em 2023, indicando um crescimento de 104,93% em dois anos.

A produção de café nas cinco regiões do Brasil foi liderada pelo Sudeste, que respondeu por 86,1% do faturamento nacional, totalizando R$ 68,57 bilhões. Em segundo lugar, aparece o Nordeste, com R$ 5,62 bilhões (7,1% do total), seguido pelas regiões Norte (R$ 3,73 bilhões), Sul (R$ 969,70 milhões) e Centro-Oeste (R$ 682,64 milhões).

O faturamento bruto das lavouras no Brasil em 2024 alcançou R$ 847,10 bilhões. Dentro do ranking das principais culturas agrícolas, a soja liderou com R$ 300,87 bilhões (35,52% do total), seguida por milho (R$ 125,81 bilhões), cana-de-açúcar (R$ 121,45 bilhões), café (R$ 79,59 bilhões) e algodão (R$ 34,35 bilhões).

Os dados foram extraídos do estudo mensal do Valor Bruto da Produção (VBP), elaborado pela SPA/Mapa, e estão disponíveis no Observatório do Café, plataforma coordenada pela Embrapa Café e pelo Consórcio Pesquisa Café.





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ApexBrasil aponta crescimento de parcerias com o Leste Europeu



A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) divulgou nesta segunda-feira (13) o “Perfil de Comércio e Investimentos do Leste Europeu”, destacando as oportunidades econômicas com países da região que integram a União Europeia, como Bulgária, República Tcheca, Hungria, Polônia, Romênia e Eslováquia.

Exportações em alta

Em 2023, o Brasil exportou US$ 2,6 bilhões para o Leste Europeu, com uma pauta concentrada em farelos de soja e minérios de cobre, que juntos responderam por quase 70% do total. As vendas cresceram, em média, 14,9% ao ano entre 2019 e 2023, com destaque para o aumento expressivo nas exportações de açúcares e melaços, que subiram 68,9% ao ano no período.

A Polônia desponta como o principal mercado, absorvendo 66,2% das exportações brasileiras para a região. No Brasil, os estados do Pará (30,7%), Paraná (16%) e Rio Grande do Sul (10%) lideraram o fornecimento de produtos para esses países em 2023.

Setores promissores

O levantamento da ApexBrasil identificou 1.631 oportunidades comerciais com o Leste Europeu. Entre os produtos com maior potencial de crescimento estão:

  • Alimentos e derivados: resíduos sólidos da extração do óleo de soja, café não torrado e extratos vegetais;
  • Combustíveis minerais: petróleo e óleos derivados;
  • Máquinas e equipamentos: automóveis, aviões e componentes;,
  • Manufaturados: granito, ferro e aço

O Projeto Setorial “It’s Natural – Brazilian Natural Stone”, da ApexBrasil em parceria com a Centrorochas, já posiciona a Polônia como mercado prioritário. Além disso, setores como açúcar, café e couro devem ser beneficiados com o Acordo de Associação entre Mercosul e União Europeia, firmado em dezembro de 2024, que promete ampliar as exportações brasileiras.

Investimentos do Leste Europeu no Brasil

Os países do Leste Europeu também têm intensificado investimentos no Brasil. Entre os destaques estão:

  • A inauguração de uma unidade da Can-Pack (Polônia) em Itumbiara (GO);
  • A abertura de uma sede da Kanbanize (Bulgária) em São Paulo em 2022;
  • A aquisição de usinas hidrelétricas da Brookfield pela Energo-Pro (República Tcheca) em 2024

Perspectivas futuras

Com a ampliação das relações comerciais e os avanços em negociações como o acordo Mercosul-UE, a parceria entre Brasil e Leste Europeu tem potencial para expandir em setores estratégicos, consolidando a região como um destino prioritário para exportações e investimentos brasileiros.



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Com produção abaixo do esperado, valor do açúcar sobe no mercado internacional



O açúcar registra alta nos preços na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE) nesta quinta-feira (16), impulsionado pela redução expressiva na produção. Os contratos com vencimento em março/2025 operam a 18,41 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 0,40 centavo (+2,22%).

Segundo dados do setor, a produção de açúcar na segunda quinzena de dezembro caiu 73,12% em relação ao mesmo período da safra passada, totalizando apenas 63,52 mil toneladas, contra 236,33 mil toneladas no ciclo 2023/2024.

No acumulado da safra 2024/2025, a fabricação do adoçante chegou a 39,78 milhões de toneladas, uma redução de 5,42% em comparação às 42,06 milhões de toneladas da temporada anterior.

A moagem na região Centro-Sul, um dos centros produtores mais importantes do Brasil, também registrou queda significativa. No final de dezembro, foram processadas 1,73 milhão de toneladas, contra 4,92 milhões no mesmo período do ciclo anterior (-64,86%). No acumulado até 1º de janeiro, a moagem alcançou 613,6 milhões de toneladas, uma queda de 4,75% frente às 644,2 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo 2023/2024.

Mercado internacional

No cenário global, as cotações do açúcar foram influenciadas por expectativas de mudanças nas exportações indianas. Relatos indicam que a Índia pode liberar um milhão de toneladas para exportação em breve.

Além disso, a Tailândia, outro grande produtor, poderá aumentar sua oferta de açúcar devido à suspensão de exportações de xarope de açúcar e pó pré-misturado para a China. Autoridades chinesas exigiram inspeções em fábricas tailandesas antes de retomar as negociações para o fim da proibição, imposta no mês passado.

Na Bolsa de Londres, o comportamento foi semelhante. O contrato de março/2025 fechou o dia a 18,01 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 0,31 centavo (-1,69%). Já o contrato de maio/2025 caiu 1,84%, encerrando a 17,07 centavos de dólar por libra-peso.



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AGU pede para PF investigar quem espalhou desinformação sobre o Pix



O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a AGU pediu à Polícia Federal (PF) a abertura de inquérito para identificar as pessoas que criaram e disseminaram informações falsas envolvendo a nova fiscalização do Pix. Segundo ele, há fortes indícios de crime contra a economia popular, cuja pena vai de um a cinco anos de prisão e multa.

Messias disse que a administração federal identificou a utilização de símbolos do governo, da Receita Federal e do Ministério da Fazenda em posts com informações falsas. “Identificamos práticas abusivas nas relações de consumo”, disse.

O advogado-geral da União afirmou que o governo quer a abertura de um inquérito na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sobre eventuais crimes nas relações de consumo por conta das fake news relacionadas à tributação do Pix.

Polarização

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a principal fonte de divulgação de fake news envolvendo a nova fiscalização do Pix foi a oposição. Ele chamou de “inescrupulosos” os parlamentares que espalharam notícias falsas sobre o Pix.

O ministro citou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao defender a fiscalização da Receita. “As rachadinhas foram combatidas porque a autoridade identificou uma movimentação absurda nas contas do Flávio Bolsonaro”, disse.

Ontem, o senador postou no X que Haddad “ao ameaçar cobrar imposto de quem não pagava ao usar o Pix, parece meio óbvio que o preço vai aumentar para se manter a margem de lucro”.

Variação sazonal

Em meio à onda de fake news que invadiu as redes sociais, houve um recuo de 15% no total de transações via Pix nas duas primeiras semanas deste mês em relação ao mesmo período de dezembro. No entanto, segundo o Estadão, técnicos do Banco Central não veem esse movimento de queda como consequência das fake news que inundaram as redes sociais nas últimas duas semanas.

“(O) Movimento do Pix está dentro da variação sazonal de início de ano”, informou o BC em comunicado. Quando a comparação é feita com janeiro de 2024, houve um crescimento de 30% nas transações, ritmo considerado dentro do normal pelo BC.



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AgroNewsPolítica & Agro

práticas sustentáveis garantem alta produtividade



Manejo integrado é uma prática que prioriza o equilíbrio ambiental


Foto: Divulgação

Segundo informações divulgadas em artigo produzido pelo Blog da Aegro, o controle integrado de pragas, doenças e plantas daninhas é uma estratégia essencial para proteger o potencial produtivo da soja, promovendo sustentabilidade e eficiência econômica. Esse método combina abordagens biológicas, químicas, culturais e físicas, reduzindo a dependência de defensivos químicos e minimizando impactos ambientais, ao mesmo tempo em que preserva a rentabilidade da lavoura.

O manejo biológico destaca-se por utilizar organismos vivos no combate a pragas e doenças, promovendo um equilíbrio ecológico. Predadores naturais, como joaninhas e vespas parasitoides, auxiliam no controle de insetos nocivos, como pulgões. Além disso, o uso de microrganismos benéficos, incluindo fungos, bactérias e vírus, combate pragas específicas de maneira eficiente, diminuindo a necessidade de pesticidas.

Métodos Culturais: Rotação de culturas, uso de variedades resistentes e plantio em épocas adequadas ajudam a prevenir a disseminação de doenças e pragas.

Controle Químico: Deve ser usado de forma racional e orientada, com produtos registrados e em dosagens adequadas, evitando a resistência de pragas.

Barreiras Físicas: O uso de cercas, armadilhas e telas pode ser eficaz contra algumas espécies de insetos.

O manejo integrado é uma prática que prioriza o equilíbrio ambiental e a saúde do ecossistema agrícola, garantindo colheitas saudáveis e sustentáveis.

Pesquisas e inovações tecnológicas têm facilitado a aplicação dessas práticas. O manejo integrado de pragas é reconhecido por sua eficácia e por atender às exigências de consumidores que demandam produtos agrícolas mais sustentáveis.





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