quarta-feira, julho 8, 2026

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Alimentos e bebidas geram maior impacto na inflação de dezembro



A inflação acelerou em dezembro para quase todas as faixas de renda, na comparação com novembro. A exceção foi para as famílias de classe A, com recuo de 0,64% para 0,55% de um mês para o outro.

Em contrapartida, a inflação das famílias de renda muito baixa avançou de 0,26% em novembro para 0,48% em dezembro. O impacto veio principalmente dos grupos alimentos e bebidas e transportes.

Os dados são do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

No acumulado de 2024, a faixa de renda baixa registrou a maior alta inflacionária, de 5%, ao passo que no segmento de renda alta a taxa foi menos elevada, de 4,4%.

Inflação 2023 x 2024

Na comparação de 2024 com 2023, houve aceleração da inflação para as quatros primeiras faixas de renda e uma desaceleração para as faixas de renda média alta e alta.

Já na comparação de dezembro de 2024 com o mesmo mês de 2023, à exceção das faixas de renda média e média alta, todas as demais classes de renda registraram desaceleração.

O impacto da alta dos alimentos no domicílio foi proporcionalmente mais forte nas classes de rendas mais baixas, dado o maior percentual desse gasto no orçamento dessas famílias, enquanto a pressão exercida pelo grupo transportes foi mais intensa para o segmento de renda alta.

No caso dos alimentos, mesmo diante das deflações ainda mais intensas dos cereais (-0,98%), dos tubérculos (-7,2%) e dos leites e derivados (-0,63%), os efeitos da forte alta das proteínas animais, como carnes (5,3%) e aves e ovos (2,2%), além dos reajustes do óleo de soja (5,1%) e do café (5%), explicam, em grande parte, o impacto desse grupo para os segmentos das classes de rendas mais baixas em dezembro.

Já em relação ao grupo transportes, além da alta dos combustíveis (0,7%), os reajustes nas tarifas de trem e de ônibus interestadual (3,8%) impactaram mais fortemente a inflação dos segmentos de renda mais baixa, enquanto os aumentos do transporte por aplicativo (20,7%) e das passagens aéreas (4,5%) pressionaram com mais intensidade a inflação das famílias de maior poder aquisitivo.

Em contrapartida, a deflação apontada pelo grupo habitação, refletindo a queda das tarifas de energia elétrica (-3,2%), gerou um alívio inflacionário, em dezembro, para todas as classes.

De modo geral, as maiores pressões inflacionárias nos últimos 12 meses foram nos grupos alimentos e bebidas, saúde e cuidados pessoais e transportes. No caso dos alimentos no domicílio, embora a alta tenha se dado de forma bem disseminada, os fortes aumentos no período em itens importantes da cesta de consumo das famílias como arroz (8,2%), carnes (20,8%), aves e ovos (6,5%), óleo de soja (29,2%), leite (18,8%) e café (36,9%) são destaques.

Em relação à saúde e cuidados pessoais, as maiores contribuições registradas em 12 meses vieram dos produtos farmacêuticos (6%) e de higiene (4,2%), dos serviços de saúde (7,6%) e dos planos de saúde (7,9%).

Já as maiores pressões exercidas pelo grupo transportes vieram da alta das tarifas de metrô (10,8%) e do transporte por aplicativo (10%), além dos reajustes da gasolina (9,7%) e do etanol (17,6%).



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Ibama amplia frota de aeronaves para reforçar combate a crimes ambientais



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) recebeu, nesta quinta-feira (16), sete helicópteros modelo AW119 Koala. As novas aeronaves reforçam a capacidade de fiscalização ambiental, combate ao desmatamento, garimpo ilegal e prevenção de incêndios florestais, especialmente na região amazônica.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o investimento, realizado por meio de um arrendamento anual de R$ 130 milhões, inclui 5 mil horas de voo por ano. Além de fortalecer a fiscalização, os helicópteros também serão utilizados em operações de resgate, enchentes e outros desastres climáticos.

A ministra Marina Silva participou da cerimônia de entrega e destacou a importância do reforço na infraestrutura do Ibama.

“Isso não é custo, é um investimento. Proteger o capital natural do país é essencial, especialmente neste momento de aquecimento global e eventos climáticos extremos”, afirmou a ministra.

Marina também elogiou a atuação do presidente do Ibama, Rodrigo Agostin, e da diretoria de proteção ambiental, destacando o compromisso do governo federal com o enfrentamento das mudanças climáticas.

Modernização e ampliação da atuação

As aeronaves substituirão parte da frota antiga e começarão a operar na próxima semana. Segundo Rodrigo Agostin, presidente do Ibama, os helicópteros aumentam em quase 50% a capacidade operacional do órgão.

“Agora, conseguimos atuar em áreas antes inacessíveis devido às dificuldades logísticas e operacionais. Esse avanço marca uma nova etapa no combate ao desmatamento e às práticas ilegais”, declarou Agostin.

Além da aquisição das aeronaves, o Ibama também abriu um concurso para a contratação de mais de 400 novos servidores, que atuarão junto ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ampliando ainda mais a força de trabalho na proteção ambiental.

A chegada dos helicópteros é mais um esforço para conter o avanço do desmatamento e fortalecer a fiscalização ambiental em um momento crucial para a preservação dos recursos naturais do Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Quais são as principais pragas que ameaçam o trigo?


A cultura do trigo é uma das mais relevantes no cenário global, devido à sua importância como base na produção de alimentos. Com presença marcante em diversas regiões do mundo, esse cereal enfrenta desafios recorrentes causados por pragas que podem comprometer a produtividade e a qualidade da colheita.

De acordo com informações divulgadas pelo Blog da Aegro, as pragas que afetam o trigo variam conforme a localização da produção, mas podem ser agrupadas em duas categorias principais: pragas de campo e pragas de armazenamento. Entre os insetos que mais impactam a cultura estão pulgões, lagartas, percevejos, corós e gorgulhos. Conheça as principais ameaças e como elas interferem na triticultura:

Pulgões

Os pulgões são pequenos insetos que sugam a seiva da planta, resultando em perda de vigor, menor germinação das sementes, redução do número e peso dos grãos e até falhas nas espigas. As espécies mais comuns incluem:

  • Pulgão-do-colmo-do-trigo (Rhopalosiphum padi)
  • Pulgão-da-folha-do-trigo (Metopolophium dirhodum)
  • Pulgão-da-espiga-do-trigo (Sitobion avenae)
  • Pulgão-verde-dos-cereais (Schizaphis graminum)

Lagartas Desfolhadoras

As lagartas, especialmente da família Noctuidae, atacam desde as plântulas até as espigas, podendo causar danos se não controladas. As espécies mais frequentes são:

  • Lagarta-do-trigo (Pseudaletia adultera)
  • Lagarta-do-trigo (Pseudaletia sequax)
  • Lagarta-militar (Spodoptera frugiperda)

Percevejos

Os percevejos do gênero Dichelops, conhecidos como percevejos-barriga-verde, são pragas importantes na fase de emborrachamento do trigo. Eles causam redução no desenvolvimento das plantas e má formação das espigas. As espécies mais comuns incluem:

  • Dichelops furcatus
  • Dichelops melacanthus

Corós

Considerados as pragas de solo mais danosas, os corós se alojam a até 10 cm de profundidade e atacam sementes, raízes e plântulas. Eles são capazes de puxar as plantas para dentro do solo, causando perdas significativas. Entre as espécies, destacam-se:

  • Coró-das-pastagens (Diloboderus abderus)
  • Coró-do-trigo (Phyllophaga triticophaga)

Essas pragas podem estar presentes desde a implantação da lavoura até o armazenamento do grão. Para mitigar os danos, é essencial adotar práticas como:

  • Monitoramento constante das áreas cultivadas;
  • Uso de inseticidas específicos e manejo integrado de pragas;
  • Rotações de culturas e controle biológico com inimigos naturais.

Com a aplicação de estratégias de controle eficazes e manejo adequado, a produção de trigo pode ser mantida em níveis satisfatórios, assegurando o abastecimento e a qualidade do produto final.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Como será o clima no Brasil em janeiro?


A previsão indica chuvas concentradas em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e Sul do país

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de janeiro indica chuvas entre a média climatológica (tom cinza) e acima da média (tom azul) em grande parte das Regiões Norte, Sul e do leste e norte do Nordeste. No entanto, em algumas áreas dessas Regiões, como Rondônia, sudeste e norte do Pará, sul e norte do Tocantins, região central do Maranhão, oeste da Bahia e sul do Rio Grande do Sul, os acumulados poderão variar entre próximo e abaixo da média histórica, conforme representado pelos tons cinza e amarelo no mapa da Figura 1a.

Por outro lado, em São Paulo e áreas localizadas no centro-sul do Rio de Janeiro, os acumulados poderão ficar na normalidade ou acima da média (tons azuis), enquanto que Minas Gerais e Espirito Santo poderão registrar precipitação abaixo da média (tom amarelo).

Na Região Centro-Oeste, a previsão aponta para precipitação dentro da normalidade e acima da média em grande parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Porém, em Goiás e áreas no noroeste e sudeste do Mato Grosso do Sul, os volumes de chuva podem ficar abaixo da climatologia.

TEMPERATURA

Quanto às temperaturas, a previsão indica que deverão ser acima da média em grande parte do país (tons em amarelo e laranja no mapa da Figura 1b), com possibilidade de ocorrência de alguns dias de calor em excesso (tons em vermelho), principalmente no norte do país, onde as temperaturas médias do ar podem ultrapassar os 28ºC.

Em áreas pontuais do Amazonas, Amapá, sudoeste do Paraná, leste de Santa Catarina e sul do Rio Grande do Sul, são previstas temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média (tons em cinza e azuis no mapa da Figura 1b), devido a ocorrência de dias consecutivos com chuva que podem amenizar a temperatura.

inmet clima janeiro 2025
inmet clima janeiro 2025
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SP lidera exportações agropecuárias com superávit recorde de R$ 150 bi em 2024



O estado de São Paulo consolidou sua liderança no agronegócio brasileiro em 2024, respondendo por 18,6% das exportações do setor no país. O estado atingiu um superávit recorde de R$ 150 bilhões, reflexo de exportações que somaram R$ 184,7 bilhões, um crescimento de 6,8% em comparação a 2023. Já as importações do setor totalizaram R$ 34 bilhões (+11,9%).

De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, os cinco principais grupos de produtos exportados representaram 78,9% das vendas do agronegócio paulista:

  • Complexo sucroalcooleiro: R$ 74,16 bilhões (40,1% de participação), com o açúcar liderando (93%);
  • Carnes: R$ 21,52 bilhões (11,6%), sendo a carne bovina responsável por 84,2%;
  • Produtos florestais: R$ 18,93 bilhões (10,2%), com destaque para celulose (54,9%) e papel (37,4%);
  • Grupo de sucos: R$ 17,78 bilhões (9,6%), sendo o suco de laranja o principal produto (98,1%);
  • Complexo soja: R$ 13,68 bilhões (7,4%), com 78,9% do valor vindo da soja em grão.

O café ocupou a sexta posição, com exportações de R$ 7,71 bilhões (+42,9% em relação a 2023).

Desempenho por destinos

A China foi o principal mercado das exportações paulistas, adquirindo R$ 35,57 bilhões, apesar de uma redução de 19,1%. A União Europeia ficou em segundo lugar, com R$ 23,45 bilhões, seguida pelos Estados Unidos, que registraram um crescimento expressivo de 21,5%, totalizando R$ 20,8 bilhões.

Impacto nacional

Mesmo com uma leve retração de 1,3% no total das exportações do agronegócio brasileiro, que somaram R$ 991,15 bilhões, São Paulo reforçou sua liderança. Destaque para sua contribuição nos grupos de sucos (84,1% do total nacional), complexo sucroalcooleiro (62,5%) e produtos de origem vegetal (63%).

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, destacou a resiliência do setor:
“São Paulo reafirmou sua força no agronegócio, mesmo diante de desafios climáticos e instabilidade internacional. O estado continua sendo referência em produção, exportação e inovação no campo.”



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Açúcar e soja impulsionam Porto de Santos a recorde histórico em 2024



O Porto de Santos alcançou um marco inédito em 2024, movimentando 179,8 milhões de toneladas no acumulado do ano, um crescimento de 3,8% em relação a 2023. O resultado consolida o melhor desempenho anual da história do complexo portuário.

Destaques do agronegócio

As exportações somaram 131,3 milhões de toneladas (+1,0%), enquanto as importações atingiram 48,5 milhões de toneladas (+12,1%). No segmento de granéis sólidos, que totalizou 90,7 milhões de toneladas, o açúcar liderou com 27,0 milhões de toneladas (+17,8%), seguido pela soja em grãos, com 27,8 milhões de toneladas, e o milho, que registrou 15,9 milhões de toneladas.

Outros produtos do agronegócio também se destacaram, como farelo de soja (+2,5%), café em grãos (+41,2%) e carnes (+31,5%).

Granéis líquidos e carga geral

Os granéis líquidos alcançaram 19,6 milhões de toneladas (+1,2%), estabelecendo um novo recorde para o segmento. A carga geral solta movimentou 9,6 milhões de toneladas (+9,3%), com a celulose liderando, ao atingir 8,1 milhões de toneladas (+11,3%).

Contêineres e infraestrutura

A movimentação de contêineres ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 5 milhões de TEU, totalizando 5,4 milhões de TEU em 2024, um aumento expressivo de 14,7%.

Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), celebrou o desempenho:

“Este recorde histórico reforça a importância estratégica do Porto de Santos para o Brasil. O crescimento em segmentos como contêineres, agronegócio e combustíveis reflete a eficiência operacional e os investimentos em infraestrutura. Estamos motivados para buscar novos avanços em 2025.”

Relevância comercial

O fluxo de navios também cresceu, com 5.557 embarcações (+1,9%) movimentando US$ 174,43 bilhões em comércio exterior. O Porto de Santos ampliou sua participação na balança comercial brasileira para 29,0% em 2024.

A China permaneceu como o principal parceiro comercial, representando 27% das transações, enquanto o Estado de São Paulo liderou entre os estados exportadores, com 53,7% das operações internacionais.



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Califórnia em chamas marcam semana de extremos nos EUA


Nesta terça-feira (14), o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), trouxe um panorama das condições climáticas severas que atingiram os Estado Unidos na última semana. Desde incêndios devastadores no sul da Califórnia até tempestades de inverno que cobriram de neve grande parte do território americano, os eventos climáticos extremos deixaram um rastro de destruição.

Incêndios na Califórnia

Na noite de 7 para 8 de janeiro, os ventos de Santa Ana, com rajadas de até 100 mph (160 km/h), alimentaram incêndios mortais nos condados costeiros do sul da Califórnia, especialmente em Los Angeles. Os incêndios Palisades e Eaton consumiram juntos mais de 40.000 acres de terreno, incluindo áreas densamente povoadas. Além de destruir milhares de residências, empresas e outras construções, os incêndios resultaram em pelo menos duas dúzias de mortes. Avaliações completas dos danos ainda estão em andamento.

Tempestades de inverno e nevascas

Ao mesmo tempo, tempestades consecutivas varreram o centro e o leste dos Estados Unidos, trazendo neve, gelo e chuvas torrenciais. Em 11 de janeiro, 56% dos 48 estados mais ao sul estavam cobertos por neve, alcançando áreas como o nordeste do Texas e o norte da Geórgia.

Além das nevascas, a chuva congelante causou acúmulo de gelo, resultando em quedas de energia desde o sudeste do Missouri até o sul da Virgínia. Enquanto áreas próximas à Costa do Golfo experimentaram chuvas, grande parte do país enfrentou um clima seco e extremamente frio, com temperaturas até 10°F abaixo da média em amplas regiões.

Calor na Costa Oeste

Contraditoriamente, enquanto o centro e leste dos EUA enfrentavam temperaturas congelantes, o oeste registrou calor recorde. No dia 7 de janeiro, Santa Rosa e Merced, na Califórnia, alcançaram máximas de 72°F e 69°F, respectivamente. O calor também atingiu estados como Oregon, com Astoria marcando 60°F no dia 9.

Outros eventos climáticos

No Alasca, uma onda de calor elevou as temperaturas em mais de 20°F acima do normal, enquanto ventos fortes atingiram o estado com rajadas de até 66 mph. Já no Havaí, chuvas isoladas aliviaram parcialmente o clima seco, embora os índices ainda estejam abaixo da média em algumas regiões.





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a farinha que leva sabor e cultura do Brasil ao cenário global 


A cidade de Cruzeiro do Sul, que fica a 626 quilômetros de distância de Rio Branco, carrega histórias, tradição, sabor e inovação na produção de farinha de mandioca. 

A iguaria, que já recebeu o selo de Indicação de Procedência(IP), se prepara para brilhar este ano na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30).

Um encontro global anual em que líderes mundiais dos países membros se reúnem para propor medidas para reduzir danos causados ao meio ambiente e ao planeta. 

Com um processo de produção quase todo manual, a farinha de Cruzeiro do Sul se tornou símbolo do Acre. Produzida com técnicas passadas de geração em geração, o preparo da farinha envolve cerca de 30 horas de trabalho. Cada etapa respeita práticas sustentáveis que preservam o meio ambiente e sem queimadas.  

 “O nosso produto é orgânico, artesanal, e a gente vem fazendo o modelo conservacionista, sem queimadas. Essa é a grande prioridade da nossa região”, conta com orgulho Zeca da Farinha, produtor rural. 

Em 2017, após muito esforço das cooperativas locais, a farinha conquistou o selo de Indicação Geográfica (IG) de Procedência, tornando-se o primeiro produto brasileiro derivado da mandioca a obter esse reconhecimento.

Para Zeca o selo abre portas: “A farinha de Cruzeiro do Sul é a melhor do mundo”. 

Mas isso só foi possível graças ao apoio do Sebrae e de outras instituições, que ofereceram capacitação aos produtores. 

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Um homem mostrando a farinha de mandioca do Cruzeiro do Sul, AcreUm homem mostrando a farinha de mandioca do Cruzeiro do Sul, Acre
Zeca da Farinha, produtor rural

“O Sebrae, na verdade, ajudou em toda a estruturação, trazendo cursos de boas práticas na plantação, mostrando onde estávamos errando e acertando”, esclarece o produtor rural, que faz parte da terceira geração na produção do alimento. 

“Para a conquista do selo, o Sebrae esteve presente tanto financeiramente como no levantamento de campo e no diagnóstico. Foram muitas reuniões e workshops para sensibilizar os produtores sobre a importância da IG. Hoje, a farinha de Cruzeiro do Sul é nosso ouro”, afirma Laiz Maria Montenegro Mappes, gerente do escritório regional do Juruá – Sebrae Acre.

Atualmente, a detentora do registro é a Central de Cooperativas do Juruá, que está legalmente autorizada a utilizar a marca ‘Farinha de Cruzeiro do Sul’. 

“A questão de conseguir o selo veio de uma grande batalha das cooperativas que conseguiram da Indicação de Procedência. Esse selo veio para agregar valor ao nosso produto”, esclarece Zeca. 

Hoje, o Brasil possui 135 Indicações Geográficas registradas, sendo 96 de Indicação de Procedência (IP) e 39 de Denominação de Origem (DO), segundo o INPI. Como explica Hulda Giesbrecht, do Sebrae: “A IG protege os ativos de um território como história, saberes e fatores naturais”.

Por dentro da história

A história da Farinha de Cruzeiro do Sul começou com os migrantes nordestinos que, no final do século XIX, trouxeram seus costumes para o Acre. Após o declínio do Ciclo da Borracha, a produção da farinha se tornou uma alternativa econômica fundamental para a região. 

“Quando a borracha caiu de preço, a produção acabou. Então, a principal economia até hoje na região, é a farinha”, diz Zeca. 

Rumo à COP30

Mappes destaca a oportunidade de levar a farinha como exemplo de produto sustentável que movimenta a economia local. “A gente vai levar uma representatividade da Farinha de Cruzeiro do Sul para participar da COP30”, afirma.

Laiz conta ainda, que o Acre passa por meses de seca, geralmente começa em julho e vai até o mês de setembro, período em que os  produtores rurais estão plantando e entre as iniciativas voltadas à sustentabilidade, está o uso da leguminosa mucuna, que permite o cultivo na mesma área por até 15 anos. 

“A gente está trabalhando fortemente com relação às queimadas. Uma das práticas para este ano, é começar o trabalho com a mucuna – que é uma leguminosa -, em que produtor pode passar de 10 a 15 anos plantando na mesma área. Além disso, vamos trabalhar a questão do reflorestamento. Então, temos muito trabalho e conquistas antes da COP 30”, finaliza a gerente do escritório regional do Juruá – Sebrae Acre.

O encontro da COP 30, considerado um dos principais eventos do tema no mundo, vai acontecer pela primeira vez no Brasil entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém (PA). 

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Quer conhecer mais histórias como a da Farinha de Cruzeiro do Sul? 

Hoje, quinta-feira (16), às 17h45, na Tela do Canal Rural você pode acompanhar não só o reconhecimento da IG da Farinha de Cruzeiro do Sul como também outras histórias inspiradoras. 

O programa Porteira Aberta Empreender é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você descobrir produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo no campo.

Siga o Porteira Aberta Empreender nas redes sociais, participe com perguntas e compartilhe sua história de sucesso. 

Confira onde assistir ao programa

Canais disponíveis para assistir o programa Porteira Aberta Empreender



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Inmet faz alerta de perigo por chuva de até 100 mm em 4 regiões do Brasil; confira


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo por conta de chuvas intensas em diversos estados, de quatro regiões do Brasil (veja mapa abaixo).

Pode haver chuva de até 100 mm entre esta quinta-feira (16) e sexta (17) pela manhã, com descargas elétricas ventos de até 100 km/h. Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos.

Fonte: Inmet

Confira as áreas em perigo por chuva intensa em cada estado

Bahia

  • Extremo Oeste
  • Vale do São Francisco

Distrito Federal

Goiás

  • Centro
  • Leste
  • Noroeste
  • Norte
  • Sul

Maranhão

  • Centro
  • Leste
  • Norte
  • Oeste
  • Sul

Mato Grosso

  • Centro-Sul
  • Nordeste
  • Norte
  • Sudeste



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AgroNewsPolítica & Agro

PIX LIBERADO! Governo desiste de vigiar



Governo alegou que as fake news prejudicaram o projeto



Movimentações acima de R$ 5 mil seriam informadas à Receita Federal
Movimentações acima de R$ 5 mil seriam informadas à Receita Federal – Foto: Pixabay

Após forte repercussão negativa, o governo federal decidiu revogar a norma da Receita Federal que previa o monitoramento das movimentações financeiras, incluindo o Pix e outros meios de pagamento como o cartão de crédito. A decisão foi informada hoje pelo secretário da Receita Federal, Robison Barreirinhas, após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira.

Barreirinhas explicou que distorções sobre o ato provocaram pânico na população e afirmou que a revogação visa corrigir esse impacto. “Nos últimos dias pessoas inescrupulosas distorceram um ato da Receita, causando pânico. Apesar de todo nosso trabalho, esse dano é continuado. Por isso, decidi revogar esse ato”, afirmou ele.

Também participaram no anúncio os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União). “A revogação do ato é para dar forca para uma medida provisória que irá reforçar os princípios tanto da não oneração do Pix, quanto das cláusulas de sigilo bancário”, indicou Haddad.

O ministro da Fazenda informou que o governo editará uma medida provisória (MP) para garantir que o Pix não seja taxado. “Nós não queremos contaminação de fake news para discutir o que está na lei. Quer discutir o texto de lei, vamos discutir. Mas inventar pretexto para querer mais uma vez manipular a opinião pública e deixar dúvida no ar enquanto tramita a medida provisória”, completou.

Recentemente, a Receita Federal anunciou que ampliaria a forma de fiscalização das transações envolvendo o Pix. A partir de 2025, transferências acima de R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas seriam informadas à Receita Federal por operadoras de cartões de crédito e instituições de pagamento, incluindo aplicativos e bancos digitais. 

 





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