quarta-feira, julho 8, 2026

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Nível do Rio São Francisco atinge 7 metros após chuvas na Bahia


Em Bom Jesus da Lapa, na região Oeste da Bahia, e acordo com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAEE), o nível do Rio São Francisco subiu 7 metros nos últimos dias e alagou ruas e casas no bairro Beira Rio.

Equipes da prefeitura estão auxiliando na retirada das famílias e pertences das áreas de risco. Do alto da Ponte Gersino Coelho, que liga as estradas federais, BR-349 e BR-430, da pra ver o tamanho da cheia do rio.

Em contato com nossa produção, o coordenador da Defesa Civil do município, Léo de Lió, disse que algumas lavouras de mandioca, batata e hortaliças próximas ao leito do rio ficaram submersas, no entanto, segundo ele, a água já começou a baixar.

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Bairro Beira Rio em Bom Jesus da Lapa | Foto: Ascom/Prefeitura de Bom Jesus da Lapa

De acordo com a prefeitura, do dia 8 de janeiro até o dia 14, choveu aproximadamente 296 milímetros em Bom Jsus da Lapa.

Em toda a Bahia, a Defesa Civil informou na tarde quinta-feira (16), que 14 municípios estão em Estado de Emergência.

Chuva no Matopiba

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Cheia do Rio Parnaíba em Uruçuí (PI), próximo da divisa com o Maranhão, no dia 15 de janeiro de 2025 | Foto: Netto Fotografia

Também no Matopiba, no Piauí, moradores estão tendo que sair de casa depois da cheia do Rio Parnaíba, em Uruçuí, divisa com o Maranhão.

O município de Picos, com quase 87 mil moradores foi um dos mais afetados pelas chuvas no estado. De acordo com a Defesa Civil, 50 pessoas estão desabrigadas.

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Picos foi um dos municípios mais afetados no Piauí | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Diante dos estragos, o prefeito de Picos, decretou estado de calamidade pública.

Em Barreiras, também no Oeste da Bahia, a Defesa Civil informou que até esta tarde, o acumulado de chuvas em janeiro foi de 258 milímetros, um aumento expressivo em comparação com o mesmo período do ano passado que foi de 117 milímetros.

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Rio Grande no trecho urbano da cidade de Barreiras | Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural BA

Exemplo disso, é o Rio Grande, que corta a cidade e está bem cheio. Ele deságua no Rio São Francisco e na foz, estava próximo dos 5 metros (4,61 m) até às três da tarde desta quinta-feira (16).

Situação das estradas baianas

A Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) informou 23 ocorrências em rodovias baianas em decorrência das chuvas desde o dia 10 de janeiro de 2025.

Deste total, 19 pontos estão com o tráfego restabelecido, 3 com o trânsito liberado em meia pista e um interrompido.

A execução das intervenções também conta com o apoio dos Consórcios Intermunicipais de Infraestrutura.

Na BA-172, próximo à Santa Maria da Vitória, no Oeste da Bahia, o grande volume das chuvas fez com que a água invadisse a pista em alguns pontos no último sábado (11).

O nível da água já diminuiu e não houve danos no pavimento. A equipe técnica da Seinfra realiza o monitoramento da situação do trecho. O tráfego de veículos está normal.

Um trecho da BR-101, em Santo Antônio de Jesus, apresentou problemas de erosão e o trânsito estava parcialmente interditado na última quarta-feira (15).

Sobre a situação da rodovia federal, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), não respondeu o nosso contato até a publicação desta reportagem.


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Safra de soja deve crescer em comparação à anterior, diz consultoria



O Brasil está prestes colher a maior safra de soja da história, de acordo com a Agroconsult. Os números indicam uma produção de 172,4 milhões de toneladas, em uma área de 47,5 milhões de hectares. Essa expectativa se deve ao clima favorável no início do ciclo, ao aumento da área plantada e às boas condições de cultivo na maioria dos estados produtores.

A previsão aponta para uma produtividade média de 60,5 sacas por hectare, o que representa um aumento de 10,9% em relação à safra de 2023/24 e de 6,2% em comparação ao recorde de 2022/23. Embora ainda haja muito a ser feito até o final da colheita, a safra se beneficia de um crescimento de cerca de 700 mil hectares, um aumento de 1,5% sobre o ano passado.

A expansão da área plantada ocorre principalmente devido à migração de áreas anteriormente destinadas ao milho verão para a soja, que tem custos de produção mais baixos. A boa distribuição das chuvas no início do ciclo permitiu um bom estabelecimento das lavouras e, ao contrário do ano passado, o replantio foi mínimo.

Os estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Tocantins se destacam com o potencial de produtividade mais alto da história. Mato Grosso, por exemplo, está prestes a alcançar recordes de produtividade, com estimativas de 63 sacas por hectare. Já a Bahia tem lavouras uniformes e previsão de 67 sacas por hectare, enquanto Minas Gerais e São Paulo também registram números positivos com estimativas de 66 e 64,5 sacas por hectare, respectivamente.

No entanto, as condições climáticas ainda trazem desafios, como a estiagem e as altas temperaturas em algumas regiões, como o Rio Grande do Sul e o Mato Grosso do Sul, que impactam a produtividade das lavouras. As preocupações com o aumento da umidade durante a colheita também são apontadas como um possível desafio para a logística de armazenagem e secagem do grão.



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Conab quer baixar preço ao produtor, dizem entidades que contestam dados


O levantamento da safra 2024/25 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na última terça-feira (14) repercutiu negativamente entre as entidades que representam os produtores de arroz do Rio Grande do Sul.

Isso porque a autarquia estimou que a área a ser semeada com o cereal no estado deve totalizar 988 mil hectares, 6,4% acima do que o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) projeta, de 927,8 mil hectares.

Com base nessa discrepância, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) emitiram na última quarta-feira (15) nota conjunta para contestar os números da Companhia.

No comunicado, as entidades externaram sua preocupação com a “nova rodada de desinformação quanto aos dados de área, produtividade e produção de arroz” que estão sendo divulgados pela Conab.

Área vai crescer, mas não tanto

arrozarroz
Foto: Embrapa/divulgação

As entidades reforçam que o governo divulgou através da Conab dados “equivocados sobre a produção de arroz”, superestimando a produção (8.255,2 milhões de toneladas no RS e 11.985,8 milhões no Brasil) com o intuito claro de intervir nos preços do cereal, o que pode causar mais problemas para produtores, indústrias, varejistas e, principalmente, consumidores.

“Informamos que, de acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), órgão que, diferentemente da Conab, realiza levantamentos de campo e o faz por várias décadas, a área plantada efetivamente cresceu em relação a 2024, mas 2,69% e não 9,7% como erroneamente está sendo informado pela Conab. Embora pareça pouco, esse erro pode custar bilhões de reais ao país”, destacam.

De acordo com o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, a diferença de 60 mil hectares projetada entre o Irga – Instituto de confiança das entidades representativas dos produtores – e a Conab poderia gerar uma diferença expressiva de 500 mil toneladas a mais de arroz na colheita.

Segundo ele, o Irga já havia retificado seus números com base nos problemas enfrentados pelos produtores, principalmente os da parte central do estado. Assim, cortou em mais de 20 mil hectares a intenção de plantio frente à área efetivamente semeada, de 948,3 para os atuais 927,8 mil hectares.

“Esse dado do Irga já tinha sido publicamente anunciado, mas a Conab não apenas o desconsiderou, como aumentou ainda mais a estimativa de área. Acredito que a Conab está usando o arroz de forma política na tentativa de baixar os preços do cereal, ou seja, está agindo de forma populista”, diz Velho.

Influência nos preços do arroz

A nota da Federarroz e da Farsul afirma, ainda, que em 2024 o governo brasileiro estava disposto a “desperdiçar R$ 7,2 bilhões para compra de arroz importado”, com o intuito de ser vendido com preço tabelado e abaixo do custo de produção, sob a alegação que faltaria arroz para o consumidor interno.

“Dissemos, de maneira clara, que não faltaria arroz e não faltou, em nenhum supermercado do Brasil, nenhum dia e nem por um minuto, apesar do pânico causado na população pelo próprio governo”, observa o comunicado das entidades.

Por fim, apesar das diferenças de estimativa entre Conab e Irga, o comunicado das entidades tranquiliza a sociedade ao dizer que, como de costume, será produzido bem mais arroz do que os brasileiros consomem, “o que nos obrigará a exportar excedentes, não havendo nenhum risco de desabastecimento”.

Resposta da Conab

Procurada pela reportagem, a Conab enviou uma nota de resposta ao posicionamento da Federarroz e da Farsul.

A autarquia ressalta que acompanha regularmente as informações da cadeia produtiva do arroz e desenvolve, há quase 50 anos, levantamentos da produção agrícola, com objetivo de contribuir para a formulação de políticas públicas e disponibilizar gratuitamente informações atualizadas sobre a conjuntura agrícola.

Assim, refuta qualquer ilação quanto à manipulação de dados com o objetivo de influenciar o comportamento do mercado agrícola.

“O acompanhamento da safra brasileira, realizado mensalmente pela Conab, reflete a expectativa de produção no mês anterior à publicação do relatório mensal de safra. Destaca-se que a semeadura do arroz, no Rio Grande do Sul, finalizou na segunda semana de janeiro. A equipe técnica da Conab voltará a campo a partir da próxima semana. Esses dados serão publicados no relatório de fevereiro”.

Ainda conforme a nota, a Companhia destaca que com o propósito de aprimorar as informações do levantamento de safra, ampliou parcerias com instituições reconhecidas pela sua capacidade técnica. “Dentre essas, firmamos acordo de cooperação técnica com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para implementar mapeamento de área cultivada de arroz no Rio Grande do Sul, por meio de imagem de satélite”.

Por fim, a Conab diz que com esse levantamento objetivo, poderá dirimir quaisquer dúvidas relativas à área plantada de arroz, comparativamente ao levantamento subjetivo da Conab e de outras instituições.



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Chocolate Surpresa volta ao mercado para promover agricultura regenerativa de cacau



A Nestlé anunciou na terça-feira (15), o relançamento do chocolate Surpresa, clássico das décadas de 1980 e 1990, para divulgar seu programa de agricultura regenerativa de cacau, que recebeu investimentos de R$ 110 milhões no Brasil.

O programa, chamado Nestlé Cocoa Plan, conta com a parceria de 6 mil produtores sustentáveis e quatro moageiras. O cacau cultivado por meio do programa será utilizado na produção do chocolate que marca o retorno do produto ao mercado.

Os R$ 110 milhões investidos até agora no Nestlé Cocoa Plan fazem parte do total de R$ 2,7 bilhões destinados à operação de chocolates e biscoitos da Nestlé no Brasil até 2026. Segundo a empresa, o programa foi fundamental para que, em 2024, a Nestlé atingisse a meta de obter 30% de suas principais matérias-primas (cacau, café e leite) provenientes de agricultura regenerativa.

“Nosso foco é garantir uma cadeia produtiva eficiente, com qualidade e responsabilidade. A meta agora é ampliar a agricultura regenerativa para 50% das nossas principais matérias-primas até 2030, o que demandará mais investimentos e avanços tecnológicos”, afirmou o gerente de ESG da Nestlé no Brasil, Luiz Collaço.

As fazendas participantes do programa são avaliadas em 41 critérios de controle estabelecidos pela Nestlé, o que inclui monitoramento de emissões de carbono e treinamentos voltados para jovens agricultores.

Com o retorno do Surpresa, a Nestlé busca aliar nostalgia e sustentabilidade.

O produto chega ao mercado com uma plataforma digital que inclui o jogo “Mundo Surpresa” no Roblox. Nele, os usuários podem simular a gestão de uma fazenda de cacau sustentável, desde o plantio até a produção de chocolate.

Além disso, as embalagens da nova versão do chocolate trazem QR Codes que permitem acessar cards digitais e interagir com animais em realidade aumentada, reforçando a mensagem de educação ambiental por meio da inovação tecnológica.



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AgroNewsPolítica & Agro

Quais são as principais doenças da soja?



O manejo integrado continua sendo o pilar para o controle eficaz das doenças


Foto: Pixabay

Segundo informações divulgadas em artigo produzido pelo Blog da Aegro, a cultura da soja, fundamental para a agricultura brasileira, enfrenta o desafio de lidar com doenças causadas por fungos, bactérias e vírus, que podem afetar a produtividade, a qualidade dos grãos e até a sobrevivência das plantas. A seguir, um panorama das principais doenças que acometem a soja e as estratégias para seu controle:

1. Míldio (Peronospora manshurica)

  • Sintomas: Manchas amarelas ou acinzentadas nas folhas, com pó branco na face inferior.
  • Impacto: Compromete a fotossíntese, resultando em menor crescimento e produtividade.
  • Controle: Uso de cultivares resistentes e aplicação de fungicidas.

2. Ferrugem Asiática (Phakopsora pachyrhizi)

  • Sintomas: Manchas amarelas ou alaranjadas que evoluem para marrons.
  • Impacto: Redução severa no rendimento, especialmente sem controle precoce.
  • Controle: Rotação de culturas, fungicidas e variedades resistentes.

3. Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides)

  • Sintomas: Manchas escuras e necrosadas em folhas, vagens e caules.
  • Impacto: Afeta o crescimento e a qualidade dos grãos.
  • Controle: Fungicidas e cultivares resistentes.

4. Cercosporiose (Cercospora sojina)

  • Sintomas: Manchas marrons nas folhas com bordas amareladas.
  • Impacto: Redução da área fotossintética, prejudicando a produtividade.
  • Controle: Fungicidas e manejo adequado.

5. Podridão Radicular (Phytophthora sojae)

  • Sintomas: Murchamento e amarelecimento, especialmente em solos encharcados.
  • Impacto: Prejudica a absorção de água e nutrientes pelas raízes.
  • Controle: Tratamento de sementes e drenagem do solo.

6. Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum)

  • Sintomas: Manchas brancas e felpudas em vagens e folhas, levando à necrose.
  • Impacto: Perda de produtividade e qualidade dos grãos.
  • Controle: Manejo de rotação de culturas e fungicidas.

7. Viroses (Ex.: Vírus do Mosaico da Soja)

  • Sintomas: Manchas em formato de mosaico que afetam o desenvolvimento da planta.
  • Impacto: Menor vigor e produtividade.
  • Controle: Controle de insetos vetores e uso de sementes certificadas.

8. Mancha-Alvo (Corynespora cassiicola)

  • Sintomas: Manchas circulares com bordas amareladas.
  • Impacto: Queda precoce de folhas e prejuízo na fotossíntese.
  • Controle: Fungicidas e monitoramento.

9. Bacteriose (Xanthomonas axonopodis pv. glycines)

  • Sintomas: Manchas necróticas com bordas amareladas em folhas e caules.
  • Impacto: Redução no vigor e na produtividade.
  • Controle: Sementes livres de patógenos e manejo adequado.

A adoção de boas práticas agrícolas, incluindo o monitoramento constante, rotação de culturas e uso de sementes certificadas, é essencial para manter a saúde da lavoura e garantir uma colheita produtiva. O manejo integrado, aliado a tecnologias modernas, continua sendo o pilar para o controle eficaz das doenças na soja.





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Veja como está a colheita de soja no Paraná



O Paraná estado iniciou a colheita da soja da safra 24/25, com 2% da área total já em fase de colheita, o que representa mais de 104 mil hectares de soja plantados. Com uma área estimada de 5,8 milhões de hectares, a previsão inicial de produção é de 22,2 milhões de toneladas. Contudo, essa estimativa pode ser revista no fim de janeiro, dependendo da evolução das condições climáticas.

A localidade enfrenta desafios devido às altas temperaturas e à escassez de chuvas regulares, principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste, que são polos tradicionais de produção. Apesar disso, as chuvas mais recentes trouxeram certo alívio, oferecendo um pequeno respiro para as lavouras que enfrentam momentos críticos de desenvolvimento.

Lavouras de soja no Paraná

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), 83% das lavouras de soja estão em boas condições, enquanto 15% apresentam desenvolvimento médio e 2% enfrentam condições adversas. A previsão é de que esse cenário continue a ser monitorado, com atualizações mensais que podem trazer uma visão mais precisa das perspectivas para o restante da safra.

No final deste mês, o Deral divulgará novas informações sobre a produtividade das áreas já colhidas e o progresso das lavouras que ainda estão em campo. O clima será um fator crucial para definir a performance final da soja no Paraná, com possíveis ajustes nas projeções de produtividade à medida que mais dados se tornem disponíveis.



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Alimentos e bebidas geram maior impacto na inflação de dezembro



A inflação acelerou em dezembro para quase todas as faixas de renda, na comparação com novembro. A exceção foi para as famílias de classe A, com recuo de 0,64% para 0,55% de um mês para o outro.

Em contrapartida, a inflação das famílias de renda muito baixa avançou de 0,26% em novembro para 0,48% em dezembro. O impacto veio principalmente dos grupos alimentos e bebidas e transportes.

Os dados são do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

No acumulado de 2024, a faixa de renda baixa registrou a maior alta inflacionária, de 5%, ao passo que no segmento de renda alta a taxa foi menos elevada, de 4,4%.

Inflação 2023 x 2024

Na comparação de 2024 com 2023, houve aceleração da inflação para as quatros primeiras faixas de renda e uma desaceleração para as faixas de renda média alta e alta.

Já na comparação de dezembro de 2024 com o mesmo mês de 2023, à exceção das faixas de renda média e média alta, todas as demais classes de renda registraram desaceleração.

O impacto da alta dos alimentos no domicílio foi proporcionalmente mais forte nas classes de rendas mais baixas, dado o maior percentual desse gasto no orçamento dessas famílias, enquanto a pressão exercida pelo grupo transportes foi mais intensa para o segmento de renda alta.

No caso dos alimentos, mesmo diante das deflações ainda mais intensas dos cereais (-0,98%), dos tubérculos (-7,2%) e dos leites e derivados (-0,63%), os efeitos da forte alta das proteínas animais, como carnes (5,3%) e aves e ovos (2,2%), além dos reajustes do óleo de soja (5,1%) e do café (5%), explicam, em grande parte, o impacto desse grupo para os segmentos das classes de rendas mais baixas em dezembro.

Já em relação ao grupo transportes, além da alta dos combustíveis (0,7%), os reajustes nas tarifas de trem e de ônibus interestadual (3,8%) impactaram mais fortemente a inflação dos segmentos de renda mais baixa, enquanto os aumentos do transporte por aplicativo (20,7%) e das passagens aéreas (4,5%) pressionaram com mais intensidade a inflação das famílias de maior poder aquisitivo.

Em contrapartida, a deflação apontada pelo grupo habitação, refletindo a queda das tarifas de energia elétrica (-3,2%), gerou um alívio inflacionário, em dezembro, para todas as classes.

De modo geral, as maiores pressões inflacionárias nos últimos 12 meses foram nos grupos alimentos e bebidas, saúde e cuidados pessoais e transportes. No caso dos alimentos no domicílio, embora a alta tenha se dado de forma bem disseminada, os fortes aumentos no período em itens importantes da cesta de consumo das famílias como arroz (8,2%), carnes (20,8%), aves e ovos (6,5%), óleo de soja (29,2%), leite (18,8%) e café (36,9%) são destaques.

Em relação à saúde e cuidados pessoais, as maiores contribuições registradas em 12 meses vieram dos produtos farmacêuticos (6%) e de higiene (4,2%), dos serviços de saúde (7,6%) e dos planos de saúde (7,9%).

Já as maiores pressões exercidas pelo grupo transportes vieram da alta das tarifas de metrô (10,8%) e do transporte por aplicativo (10%), além dos reajustes da gasolina (9,7%) e do etanol (17,6%).



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Ibama amplia frota de aeronaves para reforçar combate a crimes ambientais



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) recebeu, nesta quinta-feira (16), sete helicópteros modelo AW119 Koala. As novas aeronaves reforçam a capacidade de fiscalização ambiental, combate ao desmatamento, garimpo ilegal e prevenção de incêndios florestais, especialmente na região amazônica.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o investimento, realizado por meio de um arrendamento anual de R$ 130 milhões, inclui 5 mil horas de voo por ano. Além de fortalecer a fiscalização, os helicópteros também serão utilizados em operações de resgate, enchentes e outros desastres climáticos.

A ministra Marina Silva participou da cerimônia de entrega e destacou a importância do reforço na infraestrutura do Ibama.

“Isso não é custo, é um investimento. Proteger o capital natural do país é essencial, especialmente neste momento de aquecimento global e eventos climáticos extremos”, afirmou a ministra.

Marina também elogiou a atuação do presidente do Ibama, Rodrigo Agostin, e da diretoria de proteção ambiental, destacando o compromisso do governo federal com o enfrentamento das mudanças climáticas.

Modernização e ampliação da atuação

As aeronaves substituirão parte da frota antiga e começarão a operar na próxima semana. Segundo Rodrigo Agostin, presidente do Ibama, os helicópteros aumentam em quase 50% a capacidade operacional do órgão.

“Agora, conseguimos atuar em áreas antes inacessíveis devido às dificuldades logísticas e operacionais. Esse avanço marca uma nova etapa no combate ao desmatamento e às práticas ilegais”, declarou Agostin.

Além da aquisição das aeronaves, o Ibama também abriu um concurso para a contratação de mais de 400 novos servidores, que atuarão junto ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ampliando ainda mais a força de trabalho na proteção ambiental.

A chegada dos helicópteros é mais um esforço para conter o avanço do desmatamento e fortalecer a fiscalização ambiental em um momento crucial para a preservação dos recursos naturais do Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Quais são as principais pragas que ameaçam o trigo?


A cultura do trigo é uma das mais relevantes no cenário global, devido à sua importância como base na produção de alimentos. Com presença marcante em diversas regiões do mundo, esse cereal enfrenta desafios recorrentes causados por pragas que podem comprometer a produtividade e a qualidade da colheita.

De acordo com informações divulgadas pelo Blog da Aegro, as pragas que afetam o trigo variam conforme a localização da produção, mas podem ser agrupadas em duas categorias principais: pragas de campo e pragas de armazenamento. Entre os insetos que mais impactam a cultura estão pulgões, lagartas, percevejos, corós e gorgulhos. Conheça as principais ameaças e como elas interferem na triticultura:

Pulgões

Os pulgões são pequenos insetos que sugam a seiva da planta, resultando em perda de vigor, menor germinação das sementes, redução do número e peso dos grãos e até falhas nas espigas. As espécies mais comuns incluem:

  • Pulgão-do-colmo-do-trigo (Rhopalosiphum padi)
  • Pulgão-da-folha-do-trigo (Metopolophium dirhodum)
  • Pulgão-da-espiga-do-trigo (Sitobion avenae)
  • Pulgão-verde-dos-cereais (Schizaphis graminum)

Lagartas Desfolhadoras

As lagartas, especialmente da família Noctuidae, atacam desde as plântulas até as espigas, podendo causar danos se não controladas. As espécies mais frequentes são:

  • Lagarta-do-trigo (Pseudaletia adultera)
  • Lagarta-do-trigo (Pseudaletia sequax)
  • Lagarta-militar (Spodoptera frugiperda)

Percevejos

Os percevejos do gênero Dichelops, conhecidos como percevejos-barriga-verde, são pragas importantes na fase de emborrachamento do trigo. Eles causam redução no desenvolvimento das plantas e má formação das espigas. As espécies mais comuns incluem:

  • Dichelops furcatus
  • Dichelops melacanthus

Corós

Considerados as pragas de solo mais danosas, os corós se alojam a até 10 cm de profundidade e atacam sementes, raízes e plântulas. Eles são capazes de puxar as plantas para dentro do solo, causando perdas significativas. Entre as espécies, destacam-se:

  • Coró-das-pastagens (Diloboderus abderus)
  • Coró-do-trigo (Phyllophaga triticophaga)

Essas pragas podem estar presentes desde a implantação da lavoura até o armazenamento do grão. Para mitigar os danos, é essencial adotar práticas como:

  • Monitoramento constante das áreas cultivadas;
  • Uso de inseticidas específicos e manejo integrado de pragas;
  • Rotações de culturas e controle biológico com inimigos naturais.

Com a aplicação de estratégias de controle eficazes e manejo adequado, a produção de trigo pode ser mantida em níveis satisfatórios, assegurando o abastecimento e a qualidade do produto final.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Como será o clima no Brasil em janeiro?


A previsão indica chuvas concentradas em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e Sul do país

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de janeiro indica chuvas entre a média climatológica (tom cinza) e acima da média (tom azul) em grande parte das Regiões Norte, Sul e do leste e norte do Nordeste. No entanto, em algumas áreas dessas Regiões, como Rondônia, sudeste e norte do Pará, sul e norte do Tocantins, região central do Maranhão, oeste da Bahia e sul do Rio Grande do Sul, os acumulados poderão variar entre próximo e abaixo da média histórica, conforme representado pelos tons cinza e amarelo no mapa da Figura 1a.

Por outro lado, em São Paulo e áreas localizadas no centro-sul do Rio de Janeiro, os acumulados poderão ficar na normalidade ou acima da média (tons azuis), enquanto que Minas Gerais e Espirito Santo poderão registrar precipitação abaixo da média (tom amarelo).

Na Região Centro-Oeste, a previsão aponta para precipitação dentro da normalidade e acima da média em grande parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Porém, em Goiás e áreas no noroeste e sudeste do Mato Grosso do Sul, os volumes de chuva podem ficar abaixo da climatologia.

TEMPERATURA

Quanto às temperaturas, a previsão indica que deverão ser acima da média em grande parte do país (tons em amarelo e laranja no mapa da Figura 1b), com possibilidade de ocorrência de alguns dias de calor em excesso (tons em vermelho), principalmente no norte do país, onde as temperaturas médias do ar podem ultrapassar os 28ºC.

Em áreas pontuais do Amazonas, Amapá, sudoeste do Paraná, leste de Santa Catarina e sul do Rio Grande do Sul, são previstas temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média (tons em cinza e azuis no mapa da Figura 1b), devido a ocorrência de dias consecutivos com chuva que podem amenizar a temperatura.

inmet clima janeiro 2025
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