O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deve atingir R$ 1,419 trilhão em 2025, um crescimento de 11,5% em comparação ao ano anterior, segundo estimativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Em 2024, o VBP foi projetado em R$ 1,272 trilhão, com alta de apenas 0,4% em relação a 2023.
O VBP reflete o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária, cruzando os dados de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os preços médios recebidos pelos produtores.
Projeções para 2025
Agricultura - R$ 941,8 bilhões (66,4% do total, alta de 11,2% sobre 2024); confira alguns destaques:
Laranja: maior crescimento entre as lavouras, com alta de 35,9%, alcançando R$ 108,1 bilhões.
Soja: faturamento bruto deve subir 19%, chegando a R$ 360,8 bilhões.
Milho: crescimento de 12%, para R$ 140,9 bilhões.
Cacau: projeção de alta expressiva, alcançando R$ 14,5 bilhões.
Pecuária: R$ 477,1 bilhões (33,6% do total, alta de 12,2% em relação a 2024). O setor de bovinos obteve o maior crescimento da pecuária, alta de 21,5%, com faturamento bruto de R$ 205,4 bilhões.
Suínos: avanço de 17,8%, alcançando R$ 66,2 bilhões.
Frangos: alta de 4,7%, somando R$ 111 bilhões.
Recuos:
Algodão (-2,9%, para R$ 33,3 bilhões) e arroz (-5%, para R$ 23,9 bilhões).
Ovos (-5,2%, para R$ 24,8 bilhões).
Metodologia
As projeções do Mapa são atualizadas mensalmente e abrangem 19 cadeias agrícolas e cinco atividades pecuárias. O VBP combina dados do IBGE com preços coletados de fontes oficiais, oferecendo uma visão abrangente do desempenho do setor agropecuário no Brasil.
Essa evolução demonstra o protagonismo do agronegócio no crescimento econômico e a resiliência frente aos desafios climáticos e de mercado.
No dia 23 de janeiro, quinta-feira, às 19h, o Escritório Regional do Sebrae-SP no Sudoeste Paulista, Itapeva, a 287 km da capital paulista, promove uma oficina ‘MEI em Dia’, voltada ao microempreendedor individual (MEI).
A atividade será ministrada pelos analistas de negócios do Sebrae-SP, Claudio Rodrigues e Letícia Marques. O objetivo da oficina é esclarecer dúvidas e orientar também os microempreendedores rurais sobre questões como:
Guia DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional);
Reenquadramento, para aqueles que foram excluídos do Simples Nacional e desejam retornar ou receberam o termo de exclusão e possuam alguma pendência, cujo prazo prescreve no dia 31 de janeiro.
É importante estar regularizado com as obrigações fiscais, para garantir o acesso à regularidade no CNPJ, crédito, garantia dos direitos previdenciários, além de evitar multas e penalidades.
Alterações em 2025
Devido ao aumento do salário-mínimo de R$ 1.412,00 para R$ 1.518,00 em 2025, os valores das contribuições mensais que devem ser quitadas até o dia 20 de cada mês também foram ajustados, ficando assim:
Comércio e Indústria: R$ 76,90;
Prestadores de Serviço: R$ 80,90;
Comércio e Serviços: R$ 81,90;
Caminhoneiros: 12% do salário-mínimo, com variações no ICMS e ISS conforme a atividade.
Claudio Rodrigues, analista de negócios do Sebrae-SP, destaca a relevância desta oficina: “É de extrema importância que o MEI participe deste treinamento, pois neste ano de 2025 houve mudanças importantes nas obrigações fiscais. Neste treinamento mostraremos quais são estas mudanças e ajudaremos os microempreendedores individuais a ficarem em dia com as suas obrigações fiscais e contábeis. Também ajudaremos aqueles que foram desenquadrados do MEI a retornarem ao SIMEI que é a condição de Microempreendedor Individual.”
Serviço:
Oficina: ‘MEI em Dia’
Data: 23 de janeiro
Horário: 19h
Local: Escritório Regional do Sebrae-SP – Sudoeste Paulista
Substituição de tributos: a CBS reunirá PIS, Cofins e IPI. O IBS substituirá ICMS (estadual) e ISS (municipal).
Fim da cumulatividade: evita cobrança em cascata ao longo da cadeia produtiva.
Transição gradual: testes de alíquotas em 2026 e ajustes progressivos entre 2027 e 2033.
Alíquotas reduzidas e produtos isentos: cesta básica – açúcar, arroz, feijão, carnes, leite e pão francês terão alíquota zero. Redução de 60%: óleos vegetais, sucos naturais e produtos hortícolas.
Imposto Seletivo: incidirá sobre itens como bebidas alcoólicas, produtos fumígenos e veículos, visando saúde e meio ambiente.
Cashback para a população de baixa renda: devolução de 100% da CBS e ao menos 20% do IBS em contas de luz, gás, água, internet e telefone.
Setores com alíquotas reduzidas: saúde, educação, insumos agrícolas e produções culturais.
Profissionais liberais: 18 profissões terão redução de 30% na alíquota do IVA, incluindo médicos veterinários, engenheiros, advogados e economistas.
Medicamentos: desconto de 60% na alíquota para medicamentos em geral e alíquota zero para 400 princípios ativos usados em tratamentos graves.
Setores específicos: restaurantes, hotéis e bares terão redução de 40%, mas sem possibilidade de dedução de créditos fiscais.
Imóveis: alíquota 50% menor em transações imobiliárias e isenção para aluguel de imóveis com rendas inferiores a R$ 240 mil anuais.
Com inclusão de exceções para setores da economia e produtos, a alíquota-padrão do IVA subiu para 27,84%, segundo cálculos preliminares. Isso porque alíquotas menores para um segmento significa alíquota maior sobre os demais produtos. Entretanto, a alíquota-padrão foi limitada em 26,5%, com ajustes automáticos previstos a partir de 2033 para equilibrar o sistema.
Nanoempreendedor
Além do microempreendedor individual (MEI), regime criado em 2008 para beneficiar quem fatura até R$ 81 mil por ano, o Congresso criou a figura do nanoempreendedor, profissional autônomo que fatura até R$ 40,5 mil por ano (R$ 3.375 por mês). Esse limite equivale à metade do faturamento do MEI.
O nanoempreendedor poderá escolher entre ficar no Simples Nacional, regime simplificado para micro e pequenas empresas com taxação em cascata, ou migrar para o IVA, com alíquota maior, mas não cumulativo. Se migrar para o IVA, a pessoa deixará de contribuir para a Previdência Social.
Impacto esperado
A Reforma Tributária busca maior justiça, redução de custos para famílias de baixa renda e estímulo ao crescimento econômico, mantendo o foco na sustentabilidade fiscal e no incentivo a setores estratégicos.
A Plataforma Agro Brasil + Sustentável, apresentada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), foi bem recebida pelos produtores baianos representados pelas associações Baiana do Produtores de Algodão (Abapa) e Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
A iniciativa que promete promover mudanças no cenário agropecuário ao unir tecnologia, inovação e práticas socioambientais, foi lançada em dezembro de 2024 pelo Mapa.
De acordo com o ministério, a plataforma, de acesso gratuito por meio do login Gov.br, integra dados oficiais do governo e informações fornecidas pelo mercado, como certificações emitidas por instituições de avaliação de conformidade.
Site na internet da plataforma lançada pelo Mapa e Serpro | Imagem: Reprodução/Internet
Essa solução auxilia produtores a atenderem às exigências socioambientais do mercado interno e externo.
Além disso, a tecnologia estreia com serviços de verificação socioambiental da propriedade e a habilitação para o Plano Safra.
Relevância
Em nota divulgada pelas entidades, juntos os associados da Aiba e Abapa respondem por 95% da produção agrícola em 2,8 milhões de hectares plantados no Oeste da Bahia com destaque para culturas como soja, algodão, milho e café.
Na última safra, a produção de soja atingiu um recorde de 7,477 milhões de toneladas, um crescimento de 7,7% em relação ao ciclo anterior.
Já a produção da pluma totalizou 691,4 mil toneladas, consolidando a Bahia como o segundo estado produtor de algodão no Brasil.
Para Moisés Schmidt, presidente da Aiba, que representou os agricultores da Bahia e do Brasil no evento de lançamento, a plataforma é uma oportunidade de fortalecer a sustentabilidade na região.
“A Agro Brasil Mais Sustentável é muito mais que uma ferramenta. É um compromisso de produtores e empresas com um futuro onde desenvolvimento e natureza caminhem juntos. Essa iniciativa atende às demandas do mercado global, e também reforça a nossa responsabilidade em promover práticas equilibradas e duradouras na Bahia e em todo o Brasil”, destacou Schmidt.
Entre os benefícios concretos, a plataforma oferece a possibilidade de verificar a conformidade socioambiental das propriedades, além de facilitar o acesso a financiamentos com condições mais atrativas, como descontos de até 0,5% em juros.
No caso dos produtores de algodão, durante o 14º Congresso Brasileiro do Algodão, em Fortaleza (CE), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou um termo de reconhecimento ao programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e ao programa Algodão Brasileiro Responsável para Unidades de Beneficiamento (ABR-UBA). Dessa forma, os produtores, cujas propriedades tenham a certificação ABR, terão acesso aos descontos.
“A assinatura do ministro ao termo significa o reconhecimento oficial do governo sobre o protocolo construído pela Abrapa e associações estaduais, desde 2010. Essa plataforma será um divisor de águas para os nossos produtores e vai ao encontro das boas práticas exigidas na certificação ABR. Com ela, podemos consolidar, não somente a cotonicultura, mas toda a agricultura da região como referência em produção sustentável”, reforçou a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.
O impacto da plataforma vai além dos resultados econômicos. Segundo especialistas, ela integra a gestão eficiente de recursos naturais com a preservação ambiental, promovendo o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade.
Para o agronegócio baiano, isso representa a oportunidade de fortalecer ainda mais seu protagonismo no setor, elevando a competitividade e consolidando o estado como exemplo de práticas responsáveis no Brasil e no mundo, destacaram em nota as associações.
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O uso correto de potássio tem se mostrado fundamental para o sucesso da cultura
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O uso correto de potássio tem se mostrado fundamental para o sucesso da cultura do feijão, garantindo altos índices de produtividade e qualidade dos grãos. Pesquisas recentes apontam que a adubação potássica desempenha um papel vital no desenvolvimento das plantas, influenciando diretamente fatores como crescimento radicular, formação dos grãos e resistência a estresses climáticos.
De acordo com especialistas, o potássio está envolvido em processos cruciais para o metabolismo das plantas, como a regulação do balanço hídrico e a fotossíntese. Além disso, a disponibilidade adequada desse nutriente no solo ajuda a melhorar a tolerância a pragas e doenças, otimizando o uso de insumos agrícolas e reduzindo perdas na lavoura.
Estudos também demonstram que a aplicação do potássio deve ser feita de maneira criteriosa, considerando o tipo de solo, as condições climáticas e a fase de desenvolvimento da cultura. Solos deficientes no nutriente podem comprometer não apenas a produtividade, mas também a qualidade final do feijão, como o tamanho e o brilho dos grãos.
Técnicas de manejo como o monitoramento da fertilidade do solo e o uso de adubações equilibradas são recomendadas para garantir o pleno desenvolvimento da lavoura. Com isso, produtores podem maximizar os resultados e atender à crescente demanda por feijão no mercado interno e externo.
A adoção de práticas sustentáveis, como o uso de adubos verdes e a rotação de culturas, também é incentivada como forma de otimizar o aproveitamento
A colheita da safra de soja 2024 no Brasil começou, mas o ritmo é mais lento do que o esperado. Até o momento, apenas 0,3% da área foi colhida, e os trabalhos estão sendo dificultados por condições climáticas adversas.
O excesso de chuvas em Mato Grosso tem dificultado o andamento da colheita, enquanto a falta de umidade no sul do país tem gerado preocupações quanto à produtividade das lavouras. Apesar desses desafios, o mercado de grãos ainda não reagiu de maneira significativa a essas dificuldades, principalmente no que diz respeito ao preço da soja.
Para entender melhor o cenário e as perspectivas para o mercado de grãos, conversamos com Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócios, que analisou a situação atual e as projeções para os próximos meses.
A colheita da soja
Apesar do pequeno atraso no início da colheita e dos problemas de produtividade em algumas regiões, como Mato Grosso, o mercado ainda não apresentou grandes movimentos. Segundo Cristiano, as movimentações do mercado não estão diretamente ligadas a esses fatores climáticos, mas sim a outros elementos, como a variação cambial e os preços internacionais. “As altas que tivemos em dezembro foram mais relacionadas ao câmbio. No início de 2025, as altas estão mais associadas à evolução do mercado de Chicago, que foi impulsionado por uma redução dos estoques nos Estados Unidos”, explicou.
No entanto, a atenção dos produtores e dos investidores está voltada para a evolução da safra brasileira, que pode ser afetada pela combinação de excesso de chuvas em Mato Grosso e falta de umidade no sul do país. Cristiano acredita que as projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que preveem uma safra recorde de soja, podem ser revistas para baixo. “A Conab ainda trabalha com números conservadores, mas a realidade do campo já mostra que as perdas em algumas regiões, como Mato Grosso do Sul, são significativas”, afirmou.
Ele destacou que, até meados de dezembro, o Brasil tinha potencial para produzir mais de 170 milhões de toneladas de soja, mas essa previsão já foi revista. “Hoje, a projeção está em torno de 166 a 167 milhões de toneladas, mas há uma grande chance de que esse número seja ainda menor”, disse. A frustração das expectativas de produtividade, especialmente no Centro-Oeste e no Sul, tem contribuído para esse ajuste nas estimativas.
O Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, está desenvolvendo um projeto inovador para o aproveitamento sustentável de resíduos orgânicos gerados pela produção de leite de búfalas. O estudo, intitulado “Sistema de produção de leite de búfalas integrado à compostagem de resíduos orgânicos”, é apoiado pela Fundação AgriSus e ocorre no Núcleo Regional de Pesquisa de Registro, no Vale do Ribeira.
A região, localizada na divisa entre São Paulo e Paraná, vem registrando crescimento na produção de búfalos, o que aumenta a geração de resíduos. O descarte inadequado desse material é uma das principais fontes de contaminação do solo, água e ar.
A compostagem como solução sustentável
De acordo com o pesquisador Nelcio Antonio Tonizza de Carvalho, o objetivo do estudo é implementar um sistema integrado que aproveite os resíduos de forma sustentável, envolvendo a produção de forragem, leite e compostos orgânicos.
Transformar resíduos em compostos orgânicos não só reduz os impactos ambientais, mas também traz benefícios como a incorporação de carbono ao solo, aumento da diversidade biológica e maior produtividade das plantas.
A aplicação de adubação orgânica, resultante do processo de compostagem, melhora as características físicas do solo, mantém a umidade e fornece nutrientes essenciais às plantas, substituindo ou complementando a adubação química. Essa abordagem sustentável reduz os custos de produção agrícola e aumenta a rentabilidade dos produtores.
Aproveitamento urbano e rural
Além de fezes e urina de búfalos, resíduos verdes provenientes de áreas urbanas – como galhos, folhas, cascas de árvores e grama – também podem ser compostados. Esses materiais, ricos em nutrientes, tornam-se adubo orgânico para a agricultura, promovendo uma economia circular.
Os resíduos orgânicos oferecem uma alternativa viável e acessível para melhorar a saúde do solo e a produtividade agrícola, enquanto reduzem o impacto ambiental causado pelo descarte inadequado.
O projeto não apenas apoia a sustentabilidade ambiental, mas também fortalece a agricultura, promovendo o equilíbrio entre produção agropecuária e preservação da Mata Atlântica no Vale do Ribeira.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, ao longo de 2024, um total de R$ 52,3 bilhões em financiamentos destinados ao agronegócio brasileiro. O valor representa um aumento de 26% em relação aos R$ 41,5 bilhões de 2023 e de 92% na comparação com 2022, quando foram aprovados R$ 27,2 bilhões.
Os recursos beneficiaram produtores rurais, cooperativas, agricultores familiares e agroindústrias, com foco na ampliação da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, armazenagem e inovação tecnológica.
Crescimento em operações
Em 2024, foram realizadas 191.231 operações de crédito, uma alta de 27,9% em relação às 149.430 registradas em 2023 e de 60% frente a 2022. Os financiamentos incluíram tanto operações diretas do BNDES quanto empréstimos realizados por instituições financeiras credenciadas, contemplando programas como os Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs), que oferecem juros subsidiados.
“O BNDES segue como um pilar do financiamento ao setor agropecuário, com atenção tanto ao agronegócio empresarial quanto aos pequenos produtores e cooperativas. Além disso, estamos alinhados às políticas públicas de fomento à economia de baixo carbono e à preservação ambiental”, destacou o presidente do banco, Aloizio Mercadante.
Plano Safra e linhas próprias
Do total aprovado, R$ 38,2 bilhões foram destinados a 183.822 operações dos PAGFs. No segundo semestre do Plano Safra 2023-2024 (janeiro a junho de 2024), foram liberados R$ 10,25 bilhões em 57.001 operações. Já no primeiro semestre do Plano Safra 2024-2025 (julho a dezembro), foram aprovados R$ 27,9 bilhões em 126.821 operações.
Além disso, R$ 7,9 bilhões foram destinados por meio de linhas próprias do banco, como o BNDES Crédito Rural, que realizou 7.328 operações em 2024.
Rio Grande do Sul
O BNDES aprovou R$ 5,9 bilhões em 3.523 operações para o Rio Grande do Sul, dentro do programa BNDES Emergencial RS. A iniciativa visa mitigar os impactos das mudanças climáticas e fomentar a retomada das atividades econômicas no estado.
O resultado reforça o papel estratégico do BNDES em apoiar a competitividade do agronegócio nacional, com foco na inovação, sustentabilidade e fortalecimento da economia rural.
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Segundo dados do InfoMoney, o dólar encerrou a quinta-feira (15) em alta, cotado a R$ 6,0551 no mercado à vista, registrando avanço de 0,50% no dia. O movimento foi impulsionado pela realização de lucros no mercado brasileiro, mesmo com a moeda norte-americana recuando frente à maioria das divisas no exterior.
Durante a manhã, a moeda chegou a ser negociada abaixo de R$ 6,00, mas a recuperação veio à tarde, com investidores ajustando suas posições em meio à expectativa para o início do governo de Donald Trump nos Estados Unidos e de olho na trajetória das taxas de juros globais.
Na B3, o dólar futuro para fevereiro, o contrato mais negociado no momento, avançou 0,65%, encerrando a sessão a R$ 6,0725. Apesar do fechamento positivo, a moeda acumula baixa de 2,01% em janeiro. No dia anterior, o dólar havia fechado em queda de 0,36%, a R$ 6,0251, marcando a menor cotação de encerramento desde 12 de dezembro de 2024.
O Banco Central anunciou para esta quinta-feira um leilão de até 15.000 contratos de swap cambial tradicional, visando a rolagem de vencimentos programados para fevereiro de 2025.
Pela primeira vez na história, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 40,3 bilhões. Os dados são do Monitor do Comércio Brasil-EUA, publicado trimestralmente pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio). Em 2024, os volumes exportados também atingiram níveis inéditos, com 40,7 milhões de toneladas embarcadas, um aumento de 9,9% em relação a 2023.
A indústria brasileira foi decisiva para o recorde comercial, com exportações que somaram US$ 31,6 bilhões, um crescimento de 5,8% ante o ano anterior. Conforme a Amcham, o setor de transformação foi o destaque, respondendo por 78,3% de todas as exportações para os EUA e consolidando o mercado americano como principal destino de produtos industriais brasileiros pelo nono ano consecutivo.
De acordo com o monitor, o desempenho chama atenção porque houve uma retração nas exportações totais do País, que registraram queda de 0,8% no total. “O comércio com os EUA produziu ganhos significativos para a economia brasileira em 2024, movimentando um conjunto amplo de setores produtivos, com destaque para a indústria”, disse Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil.
Pautas de exportação
Entre os produtos mais vendidos estão petróleo bruto, aeronaves, café, celulose e carne bovina. O relatório da Amcham cita ainda que, dos dez principais itens vendidos aos EUA, oito apresentaram aumento em valor, refletindo a maior competitividade dos setores. “Os Estados Unidos se consolidam como o principal destino para bens brasileiros com maior agregação de valor, reafirmando a relevância da parceria comercial”, destacou Abrão Neto.