Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Canva
Segundo o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgado nessa segunda-feira (13), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de milho em 2024 registraram queda de 29,84% em relação ao ano anterior, totalizando 39,75 milhões de toneladas exportadas. Apesar da retração, o volume é o quarto maior da série histórica.
Mato Grosso, principal estado produtor, respondeu por 68% das exportações nacionais, com 27,03 milhões de toneladas enviadas ao exterior, uma redução de 8,47% em comparação a 2023. O estado manteve sua liderança, tendo como principais destinos o Egito, Vietnã e Irã, que juntos representaram 9,79 milhões de toneladas do total exportado.
O cenário de redução é atribuído à menor oferta do grão na safra 2023/24, especialmente no segundo semestre de 2024. A tendência sazonal também deve impactar o desempenho do milho no início de 2025, com volumes de exportação menores no primeiro semestre em relação ao segundo, o que pode resultar em uma redução ainda mais expressiva dos envios da safra vigente.
A Plataforma Agro Brasil + Sustentável, apresentada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), foi bem recebida pelos produtores baianos representados pelas associações Baiana do Produtores de Algodão (Abapa) e Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
A iniciativa que promete promover mudanças no cenário agropecuário ao unir tecnologia, inovação e práticas socioambientais, foi lançada em dezembro de 2024 pelo Mapa.
De acordo com o ministério, a plataforma, de acesso gratuito por meio do login Gov.br, integra dados oficiais do governo e informações fornecidas pelo mercado, como certificações emitidas por instituições de avaliação de conformidade.
Site na internet da plataforma lançada pelo Mapa e Serpro | Imagem: Reprodução/Internet
Essa solução auxilia produtores a atenderem às exigências socioambientais do mercado interno e externo.
Além disso, a tecnologia estreia com serviços de verificação socioambiental da propriedade e a habilitação para o Plano Safra.
Relevância
Em nota divulgada pelas entidades, juntos os associados da Aiba e Abapa respondem por 95% da produção agrícola em 2,8 milhões de hectares plantados no Oeste da Bahia com destaque para culturas como soja, algodão, milho e café.
Na última safra, a produção de soja atingiu um recorde de 7,477 milhões de toneladas, um crescimento de 7,7% em relação ao ciclo anterior.
Já a produção da pluma totalizou 691,4 mil toneladas, consolidando a Bahia como o segundo estado produtor de algodão no Brasil.
Para Moisés Schmidt, presidente da Aiba, que representou os agricultores da Bahia e do Brasil no evento de lançamento, a plataforma é uma oportunidade de fortalecer a sustentabilidade na região.
“A Agro Brasil Mais Sustentável é muito mais que uma ferramenta. É um compromisso de produtores e empresas com um futuro onde desenvolvimento e natureza caminhem juntos. Essa iniciativa atende às demandas do mercado global, e também reforça a nossa responsabilidade em promover práticas equilibradas e duradouras na Bahia e em todo o Brasil”, destacou Schmidt.
Entre os benefícios concretos, a plataforma oferece a possibilidade de verificar a conformidade socioambiental das propriedades, além de facilitar o acesso a financiamentos com condições mais atrativas, como descontos de até 0,5% em juros.
No caso dos produtores de algodão, durante o 14º Congresso Brasileiro do Algodão, em Fortaleza (CE), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou um termo de reconhecimento ao programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e ao programa Algodão Brasileiro Responsável para Unidades de Beneficiamento (ABR-UBA). Dessa forma, os produtores, cujas propriedades tenham a certificação ABR, terão acesso aos descontos.
“A assinatura do ministro ao termo significa o reconhecimento oficial do governo sobre o protocolo construído pela Abrapa e associações estaduais, desde 2010. Essa plataforma será um divisor de águas para os nossos produtores e vai ao encontro das boas práticas exigidas na certificação ABR. Com ela, podemos consolidar, não somente a cotonicultura, mas toda a agricultura da região como referência em produção sustentável”, reforçou a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.
Impacto da plataforma
O impacto da plataforma vai além dos resultados econômicos. Segundo especialistas, ela integra a gestão eficiente de recursos naturais com a preservação ambiental, promovendo o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade.
Para o agronegócio baiano, isso representa a oportunidade de fortalecer ainda mais seu protagonismo no setor, elevando a competitividade e consolidando o estado como exemplo de práticas responsáveis no Brasil e no mundo, destacaram em nota as associações.
Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp!
Quase um mês após a queda da ponte que liga os estados do Maranhão e Tocantins, as operações logísticas continuam afetadas. Para entender melhor o impacto dessa situação, o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, foi convidado para atualizar a todos sobre o cenário atual.
Buffon iniciou a entrevista destacando que, apesar de a tragédia ter sido inesperada e ter ceifado vidas, a logística da região ainda enfrenta enormes desafios. “A balsa está sendo instalada esta semana, mas, por enquanto, ela está sendo destinada apenas a veículos pequenos, como caminhonetes e carros de passeio. O trânsito de carga pesada, que impacta diretamente o setor, continua sendo um problema”, explicou o presidente da Aprosoja.
A solução temporária tem sido desviar o tráfego por dois trajetos alternativos, que, dependendo da rota escolhida, variam entre 50 km e 200 km de desvio. No entanto, o estado das estradas, agravado pelas chuvas na região, torna o trânsito ainda mais complicado. Buffon relatou que alguns pontos dessas estradas ficaram ainda mais danificados, com trechos de atoleiros que dificultam a passagem de veículos pesados.
Outro ponto crítico abordado pelo presidente da Aprosoja Brasil é o uso das balsas. “Com o aumento da demanda, as filas nas balsas estão muito grandes, o que tem causado atrasos de até dois dias. Existe a previsão de aumentar a capacidade, com a instalação de balsas maiores, especialmente próximas ao eixo da BR, o que deve ajudar a melhorar o fluxo e reduzir o tempo de espera”, comentou.
De acordo com Buffon, essa situação terá um impacto significativo sobre a logística de pelo menos duas safras. Ele reforçou a urgência das obras para reconstrução da ponte. “A reconstrução precisa ser iniciada o mais rápido possível. Se isso não acontecer, mais duas safras podem ser gravemente afetadas. Já tivemos conversas com órgãos responsáveis e parece que as providências estão sendo tomadas, mas o período de chuvas tem dificultado o início das obras.”
Apesar dos desafios logísticos, o presidente da Aprosoja Brasil também falou sobre a abertura nacional da colheita da soja, que começou em várias regiões e traz boas expectativas para a safra de 2025. “Temos uma safra com previsão de bons resultados, mas é preciso que as questões logísticas sejam resolvidas para garantir que os grãos cheguem aos portos de forma eficiente.”
A CropLife Brasil (CLB) lançou nesta quarta-feira (15) a campanha Boas Práticas Agrícolas (BPAs) para conscientizar produtores, trabalhadores rurais, consumidores e outros atores da cadeia produtiva sobre a importância do uso responsável das tecnologias no campo.
O objetivo é estabelecer uma iniciativa permanente para fortalecer a relação entre a produção sustentável de alimentos e os desafios globais de sustentabilidade que impactam o agronegócio, além de capacitar o setor com ferramentas e informações sobre as BPAs, essenciais para geração de impactos positivos na agricultura e no planeta.
De acordo com a empresa, as ações compartilhadas na campanha visam reforçar a adoção de boas práticas como indispensáveis para assegurar sistemas produtivos resilientes, garantir produtividade, conservar ecossistemas e fortalecer a capacidade de adaptação às mudanças climáticas.
A campanha destaca, ainda, que a transformação sustentável na agropecuária exige a colaboração entre governos, instituições de pesquisa, empresas e produtores rurais.
Para o presidente da CLB, Eduardo Leão, a união de esforços é o caminho para garantir a produção de alimentos seguros e de alta qualidade com redução dos impactos ambientais, sociais e econômicos.
“A CropLife Brasil acredita que somente com cooperação e diálogo entre os diversos atores envolvidos é possível conciliar produtividade e sustentabilidade. Precisamos promover avanços que beneficiem toda a sociedade e preservem os recursos naturais para as futuras gerações.”
Desafios e soluções
As BPAs envolvem um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas que vão muito além do campo, conforme a CropLife Brasil.
Para promover maior engajamento, a campanha disponibilizará informações sobre o que já vem sendo desenvolvido nas lavouras e abordará os principais desafios e as soluções capazes de consolidar uma produção que alie sustentabilidade e eficiência.
“A ideia é reforçar iniciativas que criem um ambiente propício para o desenvolvimento de ações que atendam às demandas globais por alimentos, ao mesmo tempo em que preservam os recursos naturais e reduzem os impactos ambientais do setor”, diz a empresa, em nota.
Assim, a cada dois meses, a CLB disponibilizará, no portal oficial da campanha, informações detalhadas sobre os principais temas:
Sustentabilidade do Bt: as biotecnologias Bt são ferramentas valiosas no controle de pragas e entregam benefícios socioambientais significativos. A adoção de refúgio estruturado é uma BPA essencial para a sustentabilidade da tecnologia Bt e, consequentemente, da lavoura. O plantio é a principal ferramenta dos programas de Manejo da Resistência a Insetos (MRI) e tem sido eficaz em retardar o aparecimento de resistência em pragas;
• Habilitação de agricultores e aplicadores de defensivos: para promover o desenvolvimento agrícola sustentável, é essencial habilitar o trabalhador rural com a disseminação de BPAs sobre a aplicação correta dos defensivos, utilizando-se de programas que beneficiam aplicadores e agricultores em todo o território nacional;
• Combate à ilegalidade de defensivos e sementes: o uso de produtos ilegais, como sementes ou defensivos químicos e biológicos, prejudica a natureza, a produtividade agrícola, a economia do país e a sociedade como um todo. Além do uso de insumos legalizados, o combate ao uso ilegal via canais de denúncia é uma BPA que protege o crescimento da agropecuária, meio ambiente e o bem-estar das pessoas;
• Coexistência da agricultura e polinizadores: a convivência harmônica e sustentável da agricultura com as abelhas e outros polinizadores é essencial para a produção de alimentos já que cerca de 75% dos cultivos agrícolas dependem ou são beneficiados pela polinização realizada pelas abelhas e outros animais. As BPAs promovem a conservação dos polinizadores e compõem projetos de preservação da biodiversidade;
• Descarte e logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas: o tratamento adequado às embalagens de defensivos agrícolas e o retorno ao ciclo produtivo como matéria-prima de outros produtos, posiciona o Brasil como referência na destinação ambientalmente correta de embalagens vazias de defensivos;
• Manejo da cigarrinha do milho: dado o potencial de impacto das infestações da cigarrinha nos cultivos de milho, é de grande importância conscientizar o mercado e os produtores rurais sobre as BPAs para o manejo eficaz dos enfezamentos do milho.
A proposta é que produtores e trabalhadores rurais, indústria e consumidores possam conhecer um pouco mais sobre a importância da adoção das BPAs, além de engajar e conscientizar os diversos stakeholders sobre o papel transformador das boas práticas agrícolas para um futuro mais sustentável para a agricultura brasileira.
A ideia da CropLife Brasil é que o portal também seja uma fonte de informação para formuladores de políticas públicas, jornalistas, estudantes e todas as pessoas que busquem informações sobre o tema.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Canva
Segundo o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (13), 82,11% da produção da safra 2023/24 de algodão em Mato Grosso foi comercializada até dezembro de 2024. Apesar do avanço de 1,16 pontos percentuais em relação ao mês anterior, o índice está 4,82 pontos percentuais abaixo da média das últimas cinco safras.
O preço médio praticado em dezembro foi de R$ 129,83/@, registrando uma queda de 3,05% em relação a novembro. O período foi marcado por preços estáveis e menor volume de negócios, influenciado pelas festividades de fim de ano.
Para a safra 2024/25, 46,14% da produção projetada foi negociada até o momento, representando um avanço de 1,13 pontos percentuais em relação a novembro, mas ainda 11,54 pontos abaixo da média histórica. O preço médio para a safra futura foi de R$ 133,07/@, com queda de 4,77% em comparação ao mês anterior.
Embora os preços futuros continuem mais atrativos do que os preços correntes, o cenário não foi suficiente para impulsionar o ritmo das negociações em dezembro, indicando cautela por parte dos produtores diante das condições de mercado.
A aplicação correta desse nutriente contribui para o desenvolvimento do milho
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Agrolink
O uso adequado de nitrogênio tem sido um dos principais aliados para garantir altas produtividades no cultivo de milho. A aplicação correta desse nutriente contribui diretamente para o desenvolvimento saudável das plantas, resultando em grãos de qualidade e em maior rendimento por hectare.
Pesquisas recentes reforçam que o nitrogênio é essencial durante as fases de crescimento vegetativo e reprodutivo da cultura. Ele desempenha um papel vital na formação de proteínas e no processo de fotossíntese, aumentando a resistência das plantas a condições climáticas adversas.
Especialistas alertam, no entanto, para a necessidade de manejo criterioso na aplicação do nutriente. “O excesso de nitrogênio pode causar perdas econômicas e ambientais, enquanto a deficiência prejudica o desenvolvimento das plantas”, explica um pesquisador da área.
Técnicas como a adubação em cobertura e a análise do solo são recomendadas para garantir a dosagem adequada. Além disso, o uso de tecnologias que monitoram as necessidades da cultura em tempo real tem ganhado espaço entre os produtores, otimizando o uso do insumo.
Com o uso eficiente de nitrogênio, os agricultores têm conseguido aumentar a produtividade e manter o equilíbrio ambiental, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores mundiais de milho.
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deve atingir R$ 1,419 trilhão em 2025, um crescimento de 11,5% em comparação ao ano anterior, segundo estimativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Em 2024, o VBP foi projetado em R$ 1,272 trilhão, com alta de apenas 0,4% em relação a 2023.
O VBP reflete o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária, cruzando os dados de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os preços médios recebidos pelos produtores.
Projeções para 2025
Agricultura - R$ 941,8 bilhões (66,4% do total, alta de 11,2% sobre 2024); confira alguns destaques:
Laranja: maior crescimento entre as lavouras, com alta de 35,9%, alcançando R$ 108,1 bilhões.
Soja: faturamento bruto deve subir 19%, chegando a R$ 360,8 bilhões.
Milho: crescimento de 12%, para R$ 140,9 bilhões.
Cacau: projeção de alta expressiva, alcançando R$ 14,5 bilhões.
Pecuária: R$ 477,1 bilhões (33,6% do total, alta de 12,2% em relação a 2024). O setor de bovinos obteve o maior crescimento da pecuária, alta de 21,5%, com faturamento bruto de R$ 205,4 bilhões.
Suínos: avanço de 17,8%, alcançando R$ 66,2 bilhões.
Frangos: alta de 4,7%, somando R$ 111 bilhões.
Recuos:
Algodão (-2,9%, para R$ 33,3 bilhões) e arroz (-5%, para R$ 23,9 bilhões).
Ovos (-5,2%, para R$ 24,8 bilhões).
Metodologia
As projeções do Mapa são atualizadas mensalmente e abrangem 19 cadeias agrícolas e cinco atividades pecuárias. O VBP combina dados do IBGE com preços coletados de fontes oficiais, oferecendo uma visão abrangente do desempenho do setor agropecuário no Brasil.
Essa evolução demonstra o protagonismo do agronegócio no crescimento econômico e a resiliência frente aos desafios climáticos e de mercado.
No dia 23 de janeiro, quinta-feira, às 19h, o Escritório Regional do Sebrae-SP no Sudoeste Paulista, Itapeva, a 287 km da capital paulista, promove uma oficina ‘MEI em Dia’, voltada ao microempreendedor individual (MEI).
A atividade será ministrada pelos analistas de negócios do Sebrae-SP, Claudio Rodrigues e Letícia Marques. O objetivo da oficina é esclarecer dúvidas e orientar também os microempreendedores rurais sobre questões como:
Guia DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional);
Reenquadramento, para aqueles que foram excluídos do Simples Nacional e desejam retornar ou receberam o termo de exclusão e possuam alguma pendência, cujo prazo prescreve no dia 31 de janeiro.
É importante estar regularizado com as obrigações fiscais, para garantir o acesso à regularidade no CNPJ, crédito, garantia dos direitos previdenciários, além de evitar multas e penalidades.
Alterações em 2025
Devido ao aumento do salário-mínimo de R$ 1.412,00 para R$ 1.518,00 em 2025, os valores das contribuições mensais que devem ser quitadas até o dia 20 de cada mês também foram ajustados, ficando assim:
Comércio e Indústria: R$ 76,90;
Prestadores de Serviço: R$ 80,90;
Comércio e Serviços: R$ 81,90;
Caminhoneiros: 12% do salário-mínimo, com variações no ICMS e ISS conforme a atividade.
Claudio Rodrigues, analista de negócios do Sebrae-SP, destaca a relevância desta oficina: “É de extrema importância que o MEI participe deste treinamento, pois neste ano de 2025 houve mudanças importantes nas obrigações fiscais. Neste treinamento mostraremos quais são estas mudanças e ajudaremos os microempreendedores individuais a ficarem em dia com as suas obrigações fiscais e contábeis. Também ajudaremos aqueles que foram desenquadrados do MEI a retornarem ao SIMEI que é a condição de Microempreendedor Individual.”
Serviço:
Oficina: ‘MEI em Dia’
Data: 23 de janeiro
Horário: 19h
Local: Escritório Regional do Sebrae-SP – Sudoeste Paulista
Substituição de tributos: a CBS reunirá PIS, Cofins e IPI. O IBS substituirá ICMS (estadual) e ISS (municipal).
Fim da cumulatividade: evita cobrança em cascata ao longo da cadeia produtiva.
Transição gradual: testes de alíquotas em 2026 e ajustes progressivos entre 2027 e 2033.
Alíquotas reduzidas e produtos isentos: cesta básica – açúcar, arroz, feijão, carnes, leite e pão francês terão alíquota zero. Redução de 60%: óleos vegetais, sucos naturais e produtos hortícolas.
Imposto Seletivo: incidirá sobre itens como bebidas alcoólicas, produtos fumígenos e veículos, visando saúde e meio ambiente.
Cashback para a população de baixa renda: devolução de 100% da CBS e ao menos 20% do IBS em contas de luz, gás, água, internet e telefone.
Setores com alíquotas reduzidas: saúde, educação, insumos agrícolas e produções culturais.
Profissionais liberais: 18 profissões terão redução de 30% na alíquota do IVA, incluindo médicos veterinários, engenheiros, advogados e economistas.
Medicamentos: desconto de 60% na alíquota para medicamentos em geral e alíquota zero para 400 princípios ativos usados em tratamentos graves.
Setores específicos: restaurantes, hotéis e bares terão redução de 40%, mas sem possibilidade de dedução de créditos fiscais.
Imóveis: alíquota 50% menor em transações imobiliárias e isenção para aluguel de imóveis com rendas inferiores a R$ 240 mil anuais.
Com inclusão de exceções para setores da economia e produtos, a alíquota-padrão do IVA subiu para 27,84%, segundo cálculos preliminares. Isso porque alíquotas menores para um segmento significa alíquota maior sobre os demais produtos. Entretanto, a alíquota-padrão foi limitada em 26,5%, com ajustes automáticos previstos a partir de 2033 para equilibrar o sistema.
Nanoempreendedor
Além do microempreendedor individual (MEI), regime criado em 2008 para beneficiar quem fatura até R$ 81 mil por ano, o Congresso criou a figura do nanoempreendedor, profissional autônomo que fatura até R$ 40,5 mil por ano (R$ 3.375 por mês). Esse limite equivale à metade do faturamento do MEI.
O nanoempreendedor poderá escolher entre ficar no Simples Nacional, regime simplificado para micro e pequenas empresas com taxação em cascata, ou migrar para o IVA, com alíquota maior, mas não cumulativo. Se migrar para o IVA, a pessoa deixará de contribuir para a Previdência Social.
Impacto esperado
A Reforma Tributária busca maior justiça, redução de custos para famílias de baixa renda e estímulo ao crescimento econômico, mantendo o foco na sustentabilidade fiscal e no incentivo a setores estratégicos.
A Plataforma Agro Brasil + Sustentável, apresentada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), foi bem recebida pelos produtores baianos representados pelas associações Baiana do Produtores de Algodão (Abapa) e Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
A iniciativa que promete promover mudanças no cenário agropecuário ao unir tecnologia, inovação e práticas socioambientais, foi lançada em dezembro de 2024 pelo Mapa.
De acordo com o ministério, a plataforma, de acesso gratuito por meio do login Gov.br, integra dados oficiais do governo e informações fornecidas pelo mercado, como certificações emitidas por instituições de avaliação de conformidade.
Site na internet da plataforma lançada pelo Mapa e Serpro | Imagem: Reprodução/Internet
Essa solução auxilia produtores a atenderem às exigências socioambientais do mercado interno e externo.
Além disso, a tecnologia estreia com serviços de verificação socioambiental da propriedade e a habilitação para o Plano Safra.
Relevância
Em nota divulgada pelas entidades, juntos os associados da Aiba e Abapa respondem por 95% da produção agrícola em 2,8 milhões de hectares plantados no Oeste da Bahia com destaque para culturas como soja, algodão, milho e café.
Na última safra, a produção de soja atingiu um recorde de 7,477 milhões de toneladas, um crescimento de 7,7% em relação ao ciclo anterior.
Já a produção da pluma totalizou 691,4 mil toneladas, consolidando a Bahia como o segundo estado produtor de algodão no Brasil.
Para Moisés Schmidt, presidente da Aiba, que representou os agricultores da Bahia e do Brasil no evento de lançamento, a plataforma é uma oportunidade de fortalecer a sustentabilidade na região.
“A Agro Brasil Mais Sustentável é muito mais que uma ferramenta. É um compromisso de produtores e empresas com um futuro onde desenvolvimento e natureza caminhem juntos. Essa iniciativa atende às demandas do mercado global, e também reforça a nossa responsabilidade em promover práticas equilibradas e duradouras na Bahia e em todo o Brasil”, destacou Schmidt.
Entre os benefícios concretos, a plataforma oferece a possibilidade de verificar a conformidade socioambiental das propriedades, além de facilitar o acesso a financiamentos com condições mais atrativas, como descontos de até 0,5% em juros.
No caso dos produtores de algodão, durante o 14º Congresso Brasileiro do Algodão, em Fortaleza (CE), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou um termo de reconhecimento ao programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e ao programa Algodão Brasileiro Responsável para Unidades de Beneficiamento (ABR-UBA). Dessa forma, os produtores, cujas propriedades tenham a certificação ABR, terão acesso aos descontos.
“A assinatura do ministro ao termo significa o reconhecimento oficial do governo sobre o protocolo construído pela Abrapa e associações estaduais, desde 2010. Essa plataforma será um divisor de águas para os nossos produtores e vai ao encontro das boas práticas exigidas na certificação ABR. Com ela, podemos consolidar, não somente a cotonicultura, mas toda a agricultura da região como referência em produção sustentável”, reforçou a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.
O impacto da plataforma vai além dos resultados econômicos. Segundo especialistas, ela integra a gestão eficiente de recursos naturais com a preservação ambiental, promovendo o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade.
Para o agronegócio baiano, isso representa a oportunidade de fortalecer ainda mais seu protagonismo no setor, elevando a competitividade e consolidando o estado como exemplo de práticas responsáveis no Brasil e no mundo, destacaram em nota as associações.
Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp!