quarta-feira, julho 8, 2026

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Poder de compra de fertilizantes registra alta em dezembro


O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) registrou uma ligeira alta em dezembro de 2024, fechando em 1,05, superando o valor registrado no mês anterior. Esse índice reflete a relação entre os preços dos fertilizantes e das commodities agrícolas e indica que o início de 2025 será marcado por um cenário de planejamento estratégico para os produtores rurais, especialmente durante a curta janela de plantio de milho segunda safra. Produtores que realizam compras antecipadas tendem a obter preços mais favoráveis, além de evitar congestionamentos logísticos nas entregas de insumos e garantir que os fertilizantes cheguem no momento ideal para a aplicação.

No período analisado, o preço médio dos fertilizantes apresentou um aumento de cerca de 2%, impulsionado principalmente pela alta de 4% no cloreto de potássio (KCl). Por outro lado, as commodities registraram uma queda média de 6%, com destaque para a soja, que foi impactada pela valorização do dólar, que subiu cerca de 5% em relação ao mês anterior. Essa desvalorização das commodities, no entanto, não afetou a demanda interna de milho, que segue firme, especialmente devido à procura das usinas de etanol, o que tem sustentado os preços da commodity no mercado doméstico.

O mercado permanece atento ao início da colheita da soja e ao clima, com a janela de plantio do milho de segunda safra se aproximando. Aproximadamente 20% dos fertilizantes ainda precisam ser negociados para esta safra. Para os próximos meses, a orientação é que os produtores busquem antecipar suas compras para garantir melhores condições de mercado.

O IPCF, divulgado mensalmente pela Mosaic, é um indicador que reflete a relação entre os preços de fertilizantes e as commodities agrícolas. Seu cálculo considera as principais lavouras brasileiras – soja, milho, açúcar, etanol e algodão – e é ponderado pelo câmbio. Quanto menor a relação, mais favorável é o índice e, consequentemente, a troca entre fertilizantes e commodities. A metodologia utiliza dados de preços de fertilizantes fornecidos pela CRU e de commodities apurados pela Agência Estado e CEPEA.

O índice é calculado levando em consideração os preços de fertilizantes como MAP, SSP, ureia e KCl, ponderados conforme o uso em diferentes culturas. As commodities incluem soja, milho, açúcar, etanol e algodão, com os preços ponderados pelo consumo de fertilizantes. O índice também leva em conta o câmbio, sendo que 70% do peso dos fertilizantes e 85% do peso das commodities é influenciado pela moeda estrangeira.

Dados referentes a dezembro de 2024.





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Preço do leite cai 2,29% em MT



Produção de leite cresce 8,45% em novembro




Foto: Divulgação

Segundo os dados do boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (13), o preço do leite captado em novembro de 2024 apresentou queda de 2,29% em relação ao mês anterior, fixando-se em R$ 2,31 por litro. Essa retração reflete a elevação na produção do período, impulsionada pelas chuvas sazonais que melhoraram tanto a quantidade quanto a qualidade das pastagens no estado.

O Índice de Captação do Leite (ICAP-L) atingiu 61,23% em novembro, um crescimento de 8,45 pontos percentuais em comparação ao mês anterior, evidenciando o aumento da oferta. Essa expansão também afetou os preços dos derivados lácteos no mercado atacadista: a muçarela registrou queda de 4,52%, sendo comercializada a R$ 33,24 por quilo, enquanto a manteiga apresentou recuo de 3,77%, com preço médio de R$ 36,47 por quilo.

A redução no preço do leite cru também está atrelada ao menor poder de compra dos consumidores, pressionado pelas despesas típicas do início do ano, como matrículas escolares, IPVA, IPTU e seguros. Além disso, a continuidade do período de alta produção de leite reforça a tendência de preços mais baixos para o produtor no curto prazo.

A expectativa do setor é de que as condições climáticas favoráveis continuem sustentando a boa produtividade, enquanto o mercado observa a possibilidade de estabilização de preços diante da recuperação gradual do consumo interno.





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Banco Central anuncia primeira intervenção no câmbio em 2025



Após quase três semanas sem atuar no câmbio, o Banco Central (BC) anunciou, no início da noite desta sexta-feira (17), a primeira intervenção cambial em 2025.

Na próxima segunda-feira (20), a autoridade monetária venderá até US$ 2 bilhões das reservas internacionais em leilões de linha, quando assume o compromisso de recomprar o dinheiro daqui a alguns meses.

Estão previstos dois leilões de até US$ 1 bilhão cada. O dinheiro do primeiro leilão retornará às reservas internacionais em 4 de novembro; e o do segundo leilão, em 2 de dezembro.

A última intervenção do BC no câmbio havia ocorrido em 30 de dezembro, quando a autoridade monetária vendeu US$ 1,815 bilhão das reservas internacionais à vista. Nessa modalidade, a venda é definitiva, e o dinheiro não volta às reservas.

O último leilão de linha (com compromisso de recompra) foi realizado em 20 de dezembro, quando a autoridade monetária vendeu US$ 2 bilhões. Em dezembro, o BC vendeu US$ 32,59 bilhões das reservas externas, o maior volume mensal de intervenções cambiais desde a criação do regime de metas de inflação, em 1999.

Nesta sexta-feira, o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 6,066, com alta de R$ 0,012 (+0,2%). A cotação oscilou bastante durante o dia, chegando a R$ 6,08 por volta das 11h e caindo para R$ 6,03 por volta das 13h, antes de passar a subir durante a tarde e fechar em leve alta.



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Preço do boi gordo termina a semana em nova alta; confira


O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar negociações acima da referência média nesta sexta-feira (17).

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o movimento não conta com a agressividade de determinados momentos de 2024, mas, mesmo assim, o cenário traçado indica a continuidade deste movimento nos próximos dias.

“O grande ponto de atenção para este início de temporada está na dificuldade que as indústrias encontram na composição de suas escalas de abate, que hoje atendem entre cinco e seis dias úteis na média nacional”.

Segundo ele, em um ambiente pautado pelo forte ritmo de embarques, o mais provável é que os preços sigam em alta no curto prazo.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 333,50 (R$ 333,08 ontem)
  • Minas Gerais: R$ 322,94 (R$ R$ 319,71 na quinta)
  • Goiás: R$ 323,21 (R$ 323,04 anteriormente)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 326,36 (R$ 325,57 ontem)
  • Mato Grosso: R$ 319,04 (R$ 317,70 a arroba na quinta)

Mercado atacadista

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O atacado voltou a apresentar preços firmes durante o dia de hoje. Segundo Iglesias, é importante destacar que há menor espaço para reajustes no curto prazo, considerando o menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês.

“Vale destacar também que o perfil de consumo traçado para o período aponta para maior sustentação dos preços do dianteiro bovino, que reúne os cortes mais acessíveis da carne bovina”, indica.

O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 26,50. Ponta de agulha permanece cotada a R$ 18,50, por quilo. Já o quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 18,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,16%, sendo negociado a R$ 6,0644 para venda e a R$ 6,0624 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0286 e a máxima de R$ 6,0901. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,63%.



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Como ficaram os preços da soja? Veja o fechamento de mercado



O mercado brasileiro de soja apresentou negócios moderados nesta sexta-feira (17). A movimentação nos portos ganhou força, enquanto a transição entre safras gerou uma movimentação mista nos preços. A maior parte das ofertas no mercado spot envolve a entrega da nova safra em fevereiro, o que limita as oportunidades de negócios mais vantajosos no curto prazo.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Região das Missões (RS): preço subiu de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Cascavel (PR): preço subiu de R$ 123,00 para R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): preço subiu de R$ 116,50 para R$ 118,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 120,00 para R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): preço subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00

Chicago

Em relação aos mercados internacionais, os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços significativamente mais altos. A previsão de clima mais seco na próxima semana na Argentina contribuiu para a alta, ampliando a valorização semanal do contrato março/25 para 0,85%. A movimentação também foi influenciada pela expectativa do posicionamento de carteiras dos agentes, devido ao feriado nos Estados Unidos e o cenário político com a posse de Donald Trump.

Contratos futuros da soja

No mercado internacional, os contratos futuros da soja com entrega em março fecharam com alta de 15,00 centavos de dólar ou 1,47%, a US$ 10,34 por bushel. Já a posição de maio teve alta de 13,25 centavos, ou 1,28%, fechando a US$ 10,44 3/4 por bushel.

Nos subprodutos, a posição março do farelo teve alta de US$ 2,80 ou 0,95%, a US$ 297,20 por tonelada, enquanto o óleo teve alta de 0,66 centavo ou 1,46%, com o contrato de março fechando a 45,69 centavos de dólar.

Câmbio

Em relação ao câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,16%, negociado a R$ 6,0644 para venda e a R$ 6,0624 para compra. Na semana, a moeda teve uma desvalorização de 0,63%.



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Comercialização de soja 2023/24 avança, mas preço cede



MT registra avanço nas vendas de soja




Foto: Pixabay

Segundo o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgado nessa segunda-feira (13), a comercialização da soja da safra 2023/24 em Mato Grosso atingiu 99,73% da produção em dezembro de 2024, representando um avanço de 0,50 ponto percentual em relação ao mês anterior. O índice é 1,72 ponto percentual superior ao registrado no mesmo período da safra passada e 0,78 ponto percentual acima da média histórica, reflexo da redução na oferta devido à quebra de produção nesta temporada.

Em termos de preços, houve uma retração de 3,12% no comparativo mensal, com a saca sendo negociada, em média, a R$ 134,98.

Para a safra 2024/25, as vendas alcançaram 45,20% da produção estimada até dezembro, apresentando um crescimento de 4,11 pontos percentuais em relação a novembro. As boas condições das lavouras motivaram os produtores a negociarem volumes maiores.

Por outro lado, o mercado enfrentou desafios de preços, influenciados pela queda na cotação da soja no CME Group, pela pressão sobre o prêmio portuário e pela valorização do dólar, que, apesar de alta, não foi suficiente para sustentar os valores da commodity. O preço médio da saca da soja foi negociado a R$ 111,23, uma queda de 0,40% em relação ao mês anterior, conforme dados divulgados.





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Defesa Civil alerta população para risco de novos temporais no RS


A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu, nesta sexta-feira (17), cinco alertas para moradores e pessoas que estejam de passagem por diferentes regiões do estado. Os avisos abrangem várias cidades onde há previsão de chuvas e ventos fortes acompanhados por descargas elétricas e possibilidade de queda de granizo ainda hoje.

A advertência vale para a região metropolitana de Porto Alegre, além de uma extensa área da Serra Geral, Vales, Costa Doce, litoral norte e extremo sul gaúcho. A recomendação é que a população esteja atenta aos informes dos órgãos oficiais municipais, conheça os planos de contingência locais para saber identificar os riscos e como agir em caso de necessidade. Caso sejam surpreendidas por condições adversas severas, as pessoas devem buscar abrigo imediatamente.

Segundo a Defesa Civil estadual, o temporal que atingiu a cidade de Campo Bom, no Vale do Rio dos Sinos, a cerca de 50 quilômetros de Porto Alegre, destelhou parcialmente ao menos 28 imóveis. Outras cinco casas foram destelhadas em Caxias do Sul. Também foram registrados danos em Novo Hamburgo e em Piratini.

Na capital, Porto Alegre, a Defesa Civil municipal emitiu alerta preventivo diante da possibilidade de tempestades com fortes rajadas de vento ocorrerem até as 18 horas de hoje. Ontem (16), uma chuva intensa causou alagamentos em diferentes pontos da cidade, interrompendo o tráfego de veículos. Moradores de alguns bairros registraram a queda de granizo e órgãos municipais foram acionados para remover árvores e galhos que caíram com a força dos ventos. Ao menos um imóvel foi parcialmente destelhado, e uma pessoa foi ferida pela queda de um painel.

A Defesa Civil recomenda que a população evite áreas alagadas e esteja atenta à possibilidade de quedas de galhos de árvores e outras eventuais consequências das chuvas e ventos fortes. O órgão também orienta as pessoas a, em caso de tempestade, buscar abrigo em locais seguros, mantendo distância de postes, árvores e estruturas que possam ser derrubadas pelas rajadas de vento.



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Confira a previsão do tempo para as áreas produtoras de soja



O cenário climático para as lavouras de soja no Brasil é de esperança para algumas regiões, mas ainda apresenta dificuldades em outras. Mato Grosso do Sul, por exemplo, já recebeu algumas chuvas, mas o solo ainda precisa de mais umidade. De acordo com a previsão do tempo, no interior de São Paulo, há mudanças no cenário, com chuvas que trazem alívio para os paulistas, mas que ainda precisam ser mais intensas.

O Rio Grande do Sul e o Paraná seguem com uma situação delicada e também necessitam de mais precipitações nos próximos dias. O fim de semana promete mudanças, com chuvas previstas para o Mato Grosso do Sul, especialmente em sua porção sul, com volumes de até 50 mm em cinco dias, o que ajuda os produtores da região.

Na região Sudeste, a chuva segue intensa em São Paulo, enquanto Minas Gerais recebe uma trégua, o que favorece os trabalhos agrícolas no estado. Já no Sul, a formação de um ciclone extratropical entre domingo e segunda-feira traz chuvas significativas para Santa Catarina e o Paraná, ajudando a aliviar o déficit hídrico nas lavouras de soja.

No Matopiba, a previsão de chuvas se concentra no Maranhão e no Piauí, com algumas dificuldades para os produtores no campo, mas a Bahia deve ter um impacto menor, com volumes de 50 mm em cinco dias. No Norte, Rondônia e Santarém podem enfrentar chuvas fortes, com volumes superiores a 50 mm, e até 150 mm em algumas áreas, o que pode prejudicar os trabalhos no campo.



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Brasil passará a exportar 3 novos produtos agropecuários aos Estados Unidos



Os Estados Unidos acabaram de anunciar que passarão a permitir a entrada de feno (Alfalfa Hay e Timothy Hay), erva-mate e flor seca de cravo-da-índia brasileiros sem a exigência de certificação fitossanitária.

De acordo com nota do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a decisão das autoridades norte-americanas reflete a elevada credibilidade internacional do sistema de controle sanitário e fitossanitário do Brasil.

Em 2024, o Brasil consolidou sua posição como um dos principais exportadores de produtos agropecuários para o páis da América do Norte, com destaque para carne bovina, café e suco de laranja.

“A abertura do mercado norte-americano para os novos produtos poderá impulsionar as exportações brasileiras nos setores beneficiados”, diz a pasta.

No caso da erva-mate, planta de consumo tradicional no Brasil, o país produziu 736.893 toneladas em 2023 em uma área de 82,1 mil hectares, sendo o Paraná o estado que mais cultiva a planta, conforme o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o atual anúncio dos Estados Unidos, o agronegócio brasileiro alcança sete novas aberturas de mercado em 2025, totalizando 307 novas oportunidades de negócio em 64 destinos desde o início de 2023.



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relatório avalia empresas com as melhores práticas de bem-estar animal



A ONG internacional Sinergia Animal publicou, nesta sexta-feira (16), a terceira edição do relatório “Porcos em Foco: Monitor da Indústria Suína Brasileira”.

A publicação traz análise das 16 maiores produtoras e processadoras de carne suína do Brasil e elenca, em ranking, as suas políticas de bem-estar animal, indo da categoria A (melhor posicionamento) à F (pior classificação).

O intuito é avaliar o progresso do setor para acabar com práticas que causam sofrimento animal. De acordo com o documento, as empresas analisadas representam cerca de 70% da produção nacional da proteína derivada dos suínos.

Uma das novidades da terceira edição do relatório é ampliação da cadeia produtiva, uma vez que oito companhias foram avaliadas pela primeira vez, como Marfrig, Minerva, Nutribras e Ecofrigo.

Ranking das empresas

O Brasil é, atualmente, o 4º maior produtor e exportador de carne suína do mundo, de acordo com o documento Production Pork de 2023, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Entre as empresas responsáveis por esse feito, a JBS, a Pamplona e a BRF seguem liderando o ranking das que mantém as melhores práticas de bem-estar animal. Cada uma delas somou 15 pontos e mantiveram-se na categoria B, a exemplo do que mostrou o relatório de 2023 da Sinergia Animal.

Já a Aurora foi a única que retrocedeu, caindo da categoria D para a E. Na contramão de seus concorrentes, a empresa ainda não sinalizou a intenção de banir corte de orelhas e nem de adotar o sistema “cobre e solta” para novas unidades, ambas práticas já adotadas por JBS e BRF.

Entre os principais avanços, o relatório destaca a Frimesa como a que apresentou mais políticas de bem-estar animal em 2024, subindo da categoria F para a C no ranking após comprometer-se a banir procedimentos dolorosos em leitões, como corte e desbaste de dentes, corte de orelhas e castração cirúrgica.

A diretora da Sinergia Animal no Brasil, Cristina Diniz, ressalta que nenhuma das empresas avaliadas atingiram pontos o suficiente para conseguir se enquadrar na categoria A. No entanto, para ela, a indústria suína brasileira ainda tem a oportunidade de liderar pelo exemplo, adotando práticas alinhadas às expectativas globais de bem-estar animal.

Sofrimento animal e riscos à saúde pública

A avaliação mostra que o corte de caudas e o uso indiscriminado de antimicrobianos também permanecem práticas comuns. Para a Sinergia Animal, ambos são exemplos de soluções paliativas que ignoram problemas estruturais, como o estresse causado pelo confinamento em alta densidade.

“Até 75% dos antibióticos vendidos globalmente são utilizados na pecuária, e no Brasil, o consumo é alarmante: a média de 358 mg/kg de suíno produzido é o dobro da média mundial”, ressalta o relatório.

O uso de antibióticos em animais saudáveis está diretamente ligada ao aumento da resistência antimicrobiana, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O setor precisa reconhecer que a resistência antimicrobiana não é apenas uma questão técnica, mas uma crise ética e de saúde pública. Políticas que restrinjam o uso de antibióticos a casos de real necessidade são um passo imprescindível para proteger não apenas os animais, mas também a sociedade”, afirma Cristina.

Para a diretora da ONG, a suinocultura brasileira precisa se mirar em exemplos internacionais, como Reino Unido e Noruega, por exemplo, países que já proibiram completamente o uso de gaiolas de gestação.

Confira o relatório na íntegra.



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