quarta-feira, julho 8, 2026

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Brasil expande exportação de carnes para o Peru



Brasil autoriza novas plantas frigoríficas para o Peru




Foto: Pixabay

O governo peruano, por meio do Servicio Nacional de Sanidad Agraria (SENASA), autorizou, no dia 14 de janeiro, a exportação de produtos de nove novas plantas frigoríficas brasileiras para o país. A medida inclui plantas localizadas em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, além de uma unidade no Rio Grande do Sul dedicada à carne de aves.

Desde janeiro de 2023, o Peru importa carne suína do estado do Acre, e com as novas habilitações, a exportação de carne suína será expandida para os estados mencionados, enquanto a carne de aves também passará a ser exportada a partir do Rio Grande do Sul.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 755 milhões em produtos agropecuários para o Peru, com destaque para a soja, fibras têxteis, frutas, nozes e lácteos. As exportações de carne para o país superaram US$ 141 milhões no ano anterior. Com as novas habilitações, espera-se um aumento significativo nas exportações de carne suína e de aves, beneficiando toda a cadeia produtiva brasileira.

Esses resultados refletem o trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).





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Aumente o sucesso do seu negócio com ferramentas digitais



As redes sociais revolucionaram a maneira como as empresas interagem com os clientes. Neste ano, tecnologias inovadoras e conexões humanas podem ser os pilares para engajar e conquistar clientes. Os pequenos negócios devem acompanhar as tendências para se destacarem no cenário digital e, claro, para conseguirem bons resultados. 

Os produtores rurais também podem aproveitar essas tendências de mercado. Para Silmara Regina de Souza, consultora de negócios do Sebrae-SP, o uso de tecnologias mais avançadas como realidade aumentada, inteligência artificial e automação podem ser aproveitadas mesmo nos pequenos negócios. 

Confira as sete tendências destacadas pela consultora  do Sebrae-SP:

  1. Realidade aumentada e virtual – experiências imersivas ganharão força, permitindo que marcas criem eventos virtuais e lojas interativas, para engajamento mais profundo com os consumidores. 
  1. Inteligência artificial e automação –  Ferramentas de IA personalizarão conteúdos e devem otimizar campanhas. No entanto, a autenticidade será essencial para engajar seguidores.

“A automação inteligente pode aprimorar o atendimento ao cliente, enquanto ferramentas generativas permitirão a produção rápida e criativa de conteúdo. Porém, é preciso cuidado para não gerar uma “comoditização” do conteúdo. A autenticidade será cada vez mais valorizada pelos seguidores”, explica Silmara.

  • 3. Conteúdo efêmero e vídeos verticais – Stories e TikToks continuarão em alta. 

“Os vídeos curtos e dinâmicos continuarão dominando as estratégias de conteúdo. O desafio é passar a mensagem em poucos segundos e reter a atenção do seguidor.”

  • 4. Social commerce – Com compras integradas às redes, plataformas podem  transformar o entretenimento em vendas diretas.

“Funcionalidades de compra direta permitirão uma experiência de consumo fluida, aumentando a importância das redes sociais como canal de vendas. Nesse contexto, o TikTok se destaca pois está investindo cada vez mais em recursos que possibilitem a compra na plataforma.

  • 5. Comunidades –  Formar grupos com interesses em comum será uma estratégia poderosa para fidelizar clientes e criar engajamento genuíno.
  • 6. Foco em conversação – Recursos como mensagens diretas e atendimento automatizado tornarão o diálogo com o público mais eficiente e humanizado. De acordo com Silmara, o Instagram está investindo cada vez mais em conversas, lançando recursos e aprimorando as “DMs” (mensagens diretas) para incentivar os usuários a se manterem dentro da rede. 

“Nesse sentido, o marketing conversacional, que é aquele que usa estratégias focadas em conversas para vender, ganha cada vez mais espaço”, argumenta.

  • 7. Autenticidade –  Marcas e influenciadores deverão priorizar narrativas reais e envolventes para conquistar a confiança do público.

“Os influenciadores serão impulsionados a revisitar suas formas de comunicação, saindo da “publi” tradicional e indo para uma abordagem mais próxima do público e realista. O conteúdo, inclusive da publicidade, deverá ser mais significativo e impactante”, finaliza Silmara.

Como o Sebrae-SP pode ajudar?

O Sebrae-SP oferece consultorias, cursos e palestras para ajudar pequenos empresários a adotarem essas tendências, transformando desafios em oportunidades de crescimento.

Os micro e pequenos empreendedores, inclusive, produtores rurais podem buscar informações em qualquer ponto de atendimento do Sebrae-SP na região. Confira os endereços AQUI 



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Viu esta? Especialista faz a conta de quanto uma fazenda de gado de corte fatura por ano



O zootecnista, consultor e escritor Antonio Chaker estreou a terceira temporada do programa “Dicas do Chaker”, no programa Giro do Boi, transmitido pelo Canal Rural. Logo no primeiro episódio, ele revelou uma fórmula simples para determinar o faturamento anual ideal de uma fazenda de gado de corte com base no valor da propriedade. Veja o vídeo abaixo:

Quanto a fazenda de gado deve lucrar?

De acordo com Chaker, o cálculo pode ser aplicado a qualquer tipo de sistema produtivo, seja cria, recria, engorda ou ciclo completo.

Segundo o especialista, uma fazenda deve entregar um lucro equivalente a 4% do valor da propriedade. Por exemplo, se vale R$ 10 milhões, ela precisa gerar um lucro anual de R$ 400 mil. No entanto, a conta não para por aí. Para alcançar esse lucro, é preciso calcular o faturamento total necessário.

Tomando como referência fazendas com uma margem média de 30% no ciclo completo, o faturamento ideal seria calculado dividindo o lucro esperado pela margem.

Assim, no caso de uma propriedade avaliada em R$ 10 milhões, o faturamento necessário seria de R$ 1,33 milhão para que, descontados os custos, restem os R$ 400 mil de lucro.

Quantos animais abater?

Chaker também explicou como transformar esses números em metas práticas. Considerando que o preço médio de venda de uma cabeça de gado é de R$ 5.000, seriam necessários 266 animais abatidos ao ano para atingir o faturamento de R$ 1,33 milhão.

Ele destacou que o planejamento estratégico começa com esse cálculo, permitindo que o pecuarista estabeleça metas de produção, controle de custos e aproveitamento de margens. “Tudo começa aqui”, enfatizou.

Com mais 11 episódios pela frente, o quadro “Dicas do Chaker” trará insights sobre a gestão de pessoas, processos e técnicas para aumentar a visão empreendedora no agronegócio.



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Brasil deve exportar menos milho em 2024/25, aponta Conab


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, em seu 4º levantamento da safra de grãos 2024/25, que o plantio da primeira safra de milho no Brasil alcançou 80,8% da área prevista até o fim de dezembro. Embora o cultivo continue nos estados do Maranhão, Piauí, Bahia e Pará, ele deverá ser concluído até meados de março. O clima tem favorecido o desenvolvimento da cultura, com chuvas frequentes intercaladas com períodos de sol nas principais regiões produtoras. Contudo, a Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, tem registrado redução nas precipitações, o que vem causando deficit hídrico em algumas lavouras, prejudicando o potencial produtivo.

A área total para o plantio da primeira safra de milho em 2024/25 foi estimada em 3.717 mil hectares, 6,4% inferior ao ano passado, devido à baixa cotação do cereal no mercado, o que motivou os agricultores a diversificarem as opções de cultivo.

O plantio da segunda safra de milho começou no Mato Grosso e deve se intensificar entre o fim de janeiro e fevereiro, dependendo da colheita da soja. A previsão é que a área de plantio da segunda safra atinja 16.596,6 mil hectares, 1% maior do que no ciclo anterior, devido ao aumento de custos de produção e à cotação do milho.

A colheita da terceira safra já foi finalizada, com 643,3 mil hectares plantados e produção estimada de 2.480,3 mil toneladas.

Em termos de produção total, a Conab estima que a safra 2024/25 gerará 119,6 milhões de toneladas de milho, o que representa um aumento de 3,3% em relação à safra anterior. A previsão é que a produtividade aumente 3,8%, embora a área plantada total tenha uma redução de 0,4%.

No mercado interno, a demanda por milho deve aumentar em 3,3%, totalizando 86,4 milhões de toneladas consumidas no Brasil durante 2025. Já nas exportações, a Conab projeta uma redução no volume enviado ao exterior, com 38,5 milhões de toneladas esperadas para 2023/24, representando uma queda de 29,5% em relação ao ciclo anterior. Para 2024/25, espera-se uma leve redução nas exportações devido à maior demanda interna e à menor oferta do cereal para comercialização internacional.

Quanto aos estoques de milho, a previsão é que ao final da safra 2024/25, o Brasil termine com 3,4 milhões de toneladas armazenadas, um aumento de 40,8% em comparação à safra anterior.





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Quatro etapas são fundamentais na adubação de pastagens, diz zootecnista



A adubação das pastagens é fundamental para garantir a saúde do solo e a produtividade do rebanho. De acordo com a zootecnista Sabrina Coneglian, quatro pilares são necessários para desempenhar a ação de forma correta.

“O primeiro passo é entender que a adubação é uma prática escalonada, ou seja, é preciso iniciar o processo com uma amostragem de solo para compreender quais os minerais presentes e os faltantes, os que necessitam de reposição”.

Segundo ela, a partir de então, a segunda etapa consiste em fazer a correção do ph do solo. “Sabemos que a maioria dos solos brasileiros têm o ph ácido, então é necessário corrigi-lo com calcário”, detalha.

A zootecnicista afirma que o próximo fundamento é a gessagem para fortalecer as camadas mais profundas do espaço e para aumentar as raízes, passos fundamentais à construção de perfil de solo.

“A adubação em si é a quarta etapa; depois de se cumprir todos esses passos e [o solo] estando pronto, a planta com uma raiz bem profunda, a pastagem vai receber essa adubação para absorver [os nutrientes] da melhor maneira”.

Benefícios da correta adubação

Sabrina conta que a adubação feita de forma direta traz benefícios diretos, como a maior quantidade e qualidade da forrageira, o que favorece o ganho de peso e a maior produção de leite dos animais, além de trazer uma rebrota mais vigorosa e gerar mais rentabilidade ao produtor.

A especialista conta que a fertilização química ainda é a mais utilizada, mas a biológica tem ganhado espaço. “É uma super alternativa pensando até no clima brasileiro: temos água, luz e temperatura [para que] os microrganismos possam fazer o seu papel de multiplicação e auxiliar nessa saúde do solo”.

Diante disso, a zootecnicista alerta para a necessidade de o pecuarista se atentar aos “4 Cs”: fertilizante certo para a localidade; dose correta; hora certa; e época correta.

No Brasil existem milhões de hectares de pastagens com algum nível de degradação. De acordo com Sabrina, quando o espaço dedicado ao pastejo do gado atinge níveis moderados de deterioração, impactos na qualidade e quantidade da forrageira já são perceptíveis, o que faz o pecuarista a ter prejuízos no ganho de peso dos animais e na produção de leite.

“Quando se passa por uma degradação severa ou até mesmo pela erosão, que é a falta de nutrientes ou de reciclagem desses nutrientes, o pecuarista tem um um custo muito maior de reforma da pastagem e não mais apenas de recuperação […], assim o custo é muito maior”.

A zootecnicista aconselha que o pecuarista faça a adubação mesmo que em pequenas áreas e de forma gradativa, mas constante. “Não deixe de adubar por mais de um ano, faça essa manutenção anualmente para não correr o risco de ter uma erosão desse solo”, finaliza.



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Financiamento em baixa e inovação em alta



Outro ponto relevante da pesquisa é a adoção de novas tecnologias



Por fim, o estudo também revela que os agricultores planejam aumentar os investimentos em calcário (18%) e manter os investimentos em defensivos (79%)
Por fim, o estudo também revela que os agricultores planejam aumentar os investimentos em calcário (18%) e manter os investimentos em defensivos (79%) – Foto: Canva

Uma pesquisa recente realizada pela Fiesp com 514 produtores agropecuários de todo o Brasil revela que uma parcela significativa dos agricultores e pecuaristas não pretende buscar financiamento para a próxima safra. De acordo com o levantamento, 29% dos agricultores e 35% dos pecuaristas preferem utilizar recursos próprios em vez de recorrer a crédito. Entre os principais motivos para essa decisão estão os obstáculos na obtenção de financiamento, como as altas taxas de juros (apontadas por 54% dos entrevistados) e as exigências burocráticas e processos de aprovação lentos (mencionados por 23%).

O estudo também indica que a maioria dos produtores já recorreu a algum tipo de financiamento na última safra, com 69% dos agricultores e 52% dos pecuaristas buscando crédito, principalmente para a aquisição de insumos e equipamentos. Desses, 33% obtiveram recursos em bancos oficiais, 17% em bancos privados, 15% em revendas e 13% em cooperativas de crédito.

Outro ponto relevante da pesquisa é a adoção de novas tecnologias. O Monitor de Tendências do Agronegócio Brasileiro apontou que os custos iniciais elevados e o custo do crédito são os maiores desafios para os produtores ao investir em inovações. Entre os agricultores, a análise de dados e os bioinsumos estão entre as tecnologias mais adotadas, enquanto os pecuaristas têm investido principalmente em nutrição animal. Além disso, 58% dos produtores são considerados adotantes intermediários de tecnologia, enquanto 20% são pioneiros.

Por fim, o estudo também revela que os agricultores planejam aumentar os investimentos em calcário (18%) e manter os investimentos em defensivos (79%), ao mesmo tempo em que os pecuaristas tendem a investir na recuperação de pastagens (28%) e manter o gasto com concentrados (70%). A pesquisa foi encomendada pelo Departamento do Agronegócio da Fiesp à Kynetec Brasil e visa identificar tendências, necessidades e fornecer subsídios para o planejamento estratégico das agroindústrias.

 





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Brasil se mantém refém de trigo importado, mas volume de exportação quase foi recorde



Em 2024, o Brasil atingiu a segunda melhor colheita de trigo da história, com oito milhões de toneladas. Ao se considerar as exportações e importações do produto – uma vez que o país não é autossuficiente – foram 9,48 milhões de toneladas movimentadas.

O consumo interno gira em torno de 12 a 13 milhões de toneladas e, portanto, o desafio é o de reduzir as compras e aumentar a produção. Porém, no ano passado, uma grande lacuna foi registrada: 6,65 milhões de toneladas compradas do exterior, aumento de 59% ante 2023, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Ainda assim, as exportações também foram significativas em 2024, com 2,83 milhões de toneladas vendidas, incremento de 20,4% ante o ano retrasado.

Qualidade do trigo

“Para reduzir a dependência das importações, cabe ao Brasil aumentar a sua produção e para 2025 a expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de, ao menos, repetir 2024, ou seja, produzir cerca de oito milhões de toneladas”, afirma o diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira.

Ele lembra que outro fator a mexer com a dinâmica de compra e venda do cereal é a qualidade. “Precisamos do trigo tipo pão, ou seja, não adianta aumentar a produção sem trabalhar a genética, a biotecnologia, ou seja, a qualidade do trigo”.



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Diesel comum sobe 3,85% e tipo S-10 2,79% no acumulado de 2024, segundo…


Tipo comum do combustível fecha 2024 a preço médio de R$ 6,20; já o tipo S-10 encerra o ano a R$ 6,27

De acordo com a mais recente análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, os preços médios dos dois tipos de diesel encerraram 2024 em alta no Brasil, com destaque para o comum, que registrou um aumento acumulado de 3,85% ao longo do ano. Já o tipo S-10 teve uma alta de 2,79% no mesmo período, Os combustíveis encerraram o ano com preços médios de R$ 6,20 e R$ 6,27, respectivamente.

“O diesel ficou mais caro ao longo do ano, impulsionado não só pelos reajustes de preço, como também pela recente valorização do dólar em relação ao real, intensificada nas últimas semanas de 2024. Ademais, fatores como a estrutura logística também exercem um papel importante no preço final encontrado pelo consumidor nos postos”, afirma Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, com uma robusta estrutura de data science que consolida o comportamento de preços das transações nos postos, trazendo uma média precisa, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de oito transações por segundo. A Edenred Ticket Log, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

 

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Fonte:

Assessoria de Imprensa





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Plantio de maçãs no sul de Minas surpreende com 30 toneladas na primeira safra


No sul de Minas, tradicionalmente reconhecido pela produção de café, uma nova cultura está despontando: a maçã. Geralmente cultivada em regiões mais frias, a fruta agora integra um projeto da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), que busca diversificar a produção agrícola e garantir renda adicional aos agricultores. A primeira safra do projeto foi concluída com sucesso, somando 30 toneladas de maçãs colhidas.

A iniciativa envolve municípios como Alfenas, Guaxupé, Monte Santo de Minas, Guaranésia e Areado, promovendo a compra conjunta de mudas e assistência técnica integral aos agricultores. Desde a escolha da área de plantio até o manejo das árvores, os produtores receberam suporte especializado.

Segundo Kleso Franco Júnior, coordenador técnico da Emater-MG, as variedades escolhidas – Eva e Princesa – foram desenvolvidas pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) devido à sua adaptabilidade ao clima do Sul de Minas, onde os invernos são menos rigorosos que nas regiões produtoras tradicionais do Sul do Brasil.

“A produção de maçã exige dedicação e acompanhamento técnico. No primeiro ano de colheita, algumas plantas chegaram a produzir 15 quilos de frutos por pé, o que é muito significativo para uma cultura ainda em fase de teste”, explicou Kleso Franco.

Ao todo, foram plantados 1,5 mil pés de maçã em uma área de dois hectares. As propriedades de Alfenas e Guaxupé, além de participarem do projeto, funcionam como Unidades Demonstrativas, recebendo visitas de outros agricultores interessados em aprender sobre a nova cultura.

MAÇÃ EVA E PRINCESA MGMAÇÃ EVA E PRINCESA MG

A produção inicial abastece o mercado regional com frutas frescas e apresenta potencial para atender programas institucionais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que incentiva a agricultura familiar.

Diversificação e parcerias

A diversificação não parou na maçã. Agricultores participantes também apostaram em outras frutas de clima temperado. Em Guaranésia, o cafeicultor Luís Celso Pedroso plantou maçã, pêssego e uva em uma área de 0,5 hectare, buscando avaliar qual cultura melhor se adapta ao local.

“A área que tenho é pequena para o plantio de milho e soja, e muito sujeita a geadas, o que não favorece o café. Estou gostando da experiência com a maçã, mas ainda é um aprendizado”, afirmou Pedroso. Na primeira colheita, ele produziu 170 quilos de maçãs, vendidas a um feirante local. Com os resultados promissores, ele planeja ampliar o cultivo na próxima safra.

Em Areado, a parceria com a prefeitura garantiu mudas e insumos para 20 produtores em 2023. O sucesso inicial do projeto motivou a ampliação para 2025, beneficiando mais 20 agricultores e expandindo a área plantada. Além da maçã, o projeto incentiva o plantio de goiaba, maracujá, citros, banana e outras frutas.

Perspectivas

Os resultados iniciais mostram que o cultivo de maçãs pode ser uma alternativa viável no Sul de Minas, oferecendo maior rentabilidade aos pequenos produtores. “Além da venda da fruta in natura, já fomos procurados por agricultores interessados em processar as frutas diretamente nas propriedades, agregando valor ao produto final”, comentou o coordenador Kleso Franco.

Com apoio técnico, parcerias e diversificação, o projeto promete transformar o Sul de Minas em uma referência na produção de frutas de clima temperado, ampliando oportunidades para os agricultores da região.



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Colheita de aveia cai 30,3% no Paraná


Segundo o 4º levantamento da safra de grãos 2024/25, apresentado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita da aveia-branca no Brasil, chegou ao fim no Rio Grande do Sul no mês de dezembro. A operação teve início em setembro, atingindo 1% da área cultivada, e seguiu com um ritmo crescente até dezembro, quando 2% das áreas restantes foram colhidas. A produtividade variou consideravelmente devido a fatores como o pacote tecnológico adotado pelos produtores e os eventos climáticos, que impactaram diretamente a cultura.

A semeadura da aveia teve início em maio, com término apenas em julho, o que resultou em um longo período para o plantio. Esse atraso foi causado pelas constantes e volumosas precipitações durante o período. Além disso, o desenvolvimento da cultura foi influenciado pelo excesso de chuvas no início do ciclo, especialmente nas regiões Oeste, Alto Uruguai, Missões e Fronteira Oeste, além de episódios de geadas e falta de radiação solar. A fumaça das queimadas no Centro-Oeste também afetou o crescimento das plantas.

De setembro a outubro, as chuvas, com volumes superiores a 200 mm em algumas regiões, coincidiram com a maturação das lavouras no Oeste e o florescimento e enchimento de grãos nas regiões mais a leste, como Planalto Médio e Superior. Esse cenário resultou em uma produção de aveia de produtividade variável, com a maior parte das lavouras registrando índices entre 2.100 kg/ha e 3.000 kg/ha. A produtividade média da safra 2024 foi de 2.361 kg/ha, representando um aumento de 26% em relação à safra anterior, mas 8% inferior à de 2022, o que gerou descontentamento entre os produtores.

Em relação à área cultivada, houve um pequeno ajuste de 0,1% em comparação ao levantamento anterior, com um total de 356,8 mil hectares plantados com aveia.

Já no Paraná, a cultura foi totalmente colhida. As condições climáticas desfavoráveis, com temperaturas elevadas e falta de chuvas em momentos críticos, impactaram negativamente a safra, que apresentou uma redução de 30,3% em relação ao ciclo anterior. O clima quente e a ocorrência de duas geadas prejudicaram ainda mais a produção. A colheita paranaense foi destinada à indústria de alimentação humana (produção de flocos) e alimentação animal (ração), além de parte da produção ser destinada à semeadura para o próximo ciclo.





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