quarta-feira, julho 8, 2026

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Apicultor investe em capacitação para empreender no mercado de mel


Foi durante a pandemia que Galdino Avelino Cruz percebeu que era hora de se reinventar e decidiu investir na criação de abelhas Apis Mellifera. Ele deixou o trabalho como enfermeiro e professor universitário, para se capacitar e se dedicar à apicultura. 

“Me apaixonei pelas abelhas, mas percebi que não bastava gostar, era necessário conhecimento técnico para estruturar o negócio. Fiz cursos de empreendedorismo com o Sebrae, que me ajudou a entender a gestão, desde a separação das finanças pessoais até os custos de produção. Além de outros cursos de qualificação”, explica Cruz.

Depois que aprendeu tudo sobre abelhas Apis mellifera, começou a fazer iscas em sua propriedade em Itu, no interior de São Paulo, para atrair os insetos locais e logo conseguiu montar o ‘Apiário Lua Mel’. 

“A produção, apesar de modesta, me ensina muito. Tenho nove caixas de abelhas e consigo envasar cerca de 40 kg de mel por mês. Já enfrentei dificuldades, como a perda de enxames devido a incêndios, mas continuo firme no meu objetivo. A chave do meu sucesso tem sido a capacitação e  planejamento financeiro”, diz Cruz. 

Entretanto, a certificação necessária para comercializar o mel ainda é um desafio. Galdino não possui o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), mas encontrou uma solução através de uma parceria com uma cooperativa de Sorocaba, que cuida de todo o processo de envase, rotulagem, testes de qualidade e, o mais importante, fornece o selo SIF.

 “A cooperativa a que sou associado tem uma grande responsabilidade na parte do envase, rotulagem e nas certificações, o que facilita a regularização do produto. Se eu tivesse que fazer tudo isso sozinho, seria praticamente inviável devido às complexidades e custos que envolvem o processo de certificação e fiscalização”, afirma o apicultor.

colmeia com abelhas colmeia com abelhas
Foto: Colmeia do apiário ‘Lua Mel’

O produtor vende o mel em hotéis e pequenos comércios locais, uma forma de ampliar o negócio. O Celeiro Itu é um dos lugares que o apicultor expõe seu produto. O local fica em uma rota dos ciclistas trilheiros, que geralmente param para descansar e comer algo, antes de colocar de novo o pé no pedal. 

“Quando abrimos o Celeiro, vimos uma oportunidade de ajudar quem produz artesanalmente e que não tinha onde vender. É uma alegria ver o trabalho dos produtores rurais ganhando reconhecimento”, afirma Jaquelina Pristmitz, proprietária do Celeiro Itu. 

Capacitação é essencial 

Painel ao fundo com uma mulher à frentePainel ao fundo com uma mulher à frente
Simone Goldman, consultora de negócios do Sebrae-SP e gestora do programa ALI Rural. Foto: Arquivo Sebrae-SP

Na colmeia, tirar o mel é só o começo do empreendedorismo. Início este, que exige capacitação, disciplina e persistência. 

“A capacitação de produtores rurais é essencial para que os profissionais se atualizem quanto às novas tecnologias, para que aprimorem técnicas e maneiras de gerir seus negócios. Em alguns casos, a capacitação permite que os produtores aprendam uma nova atividade como, por exemplo, a apicultura”, explica Simone Goldman, consultora de negócios do Sebrae-SP e gestora do programa ALI Rural. 

Goldman explica ainda, que o Sebrae recebe espontaneamente, produtores rurais com dúvidas específicas como a Nota Fiscal Eletrônica, associativismo e cooperativismo e até mesmo como iniciar a produção de determinada atividade rural.

“Estas demandas são atendidas por meio de consultorias especializadas, como cursos e palestras. Tem também o programa ALI Rural, em que um bolsista com formação em agrárias, acompanha o produtor rural durante um ano, gratuitamente, oferecendo orientações de gestão, mercado e novas tecnologias”, explica Goldman.

Já para quem deseja fazer um curso técnico, como fez Galdino Avelino Cruz, os empreendedores rurais também podem procurar auxílio do Sebrae.

“Para realizar os cursos técnicos como de apicultura, o Sebrae contrata o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Esses cursos são executados por meio de parceria com cada município”, conta a consultora de negócios do Sebrae-SP e gestora do programa ALI Rural.

Além disso, o Sebrae oferece cursos gratuitos e online que podem ser úteis para o negócio rural e muitos podem ser feitos direto do celular. São vídeos, podcasts, infográficos e PDFs que podem ser baixados para consulta a qualquer momento para facilitar a vida do produtor. 

“A certificação é o passo crucial para isso, pois abrirá portas para mercados mais exigentes como a exportação, e quem sabe, até para países como a China. Esse é o meu projeto: levar o melhor da apicultura brasileira para o mundo”, finaliza Galdino Avelino Cruz. 

Confira aqui os cursos disponíveis pelo Sebrae. 

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Quer conhecer mais histórias como a do apicultor Galdino Cruz? 

Assista aqui ao Porteira Aberta Empreender, entre os temas estão Crédito Consciente e Indicação Geográfica. 

O programa Porteira Aberta Empreender é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você descobrir produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo no campo.

Siga o Porteira Aberta Empreender nas redes sociais, participe com perguntas e compartilhe sua história de sucesso. 

Confira onde assistir ao programa

Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender, às quintas-feiras, às 17h45, e aos domingos, às 7h30



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AgroNewsPolítica & Agro

Escolha da soja deve considerar resistência a herbicidas


A soja, principal cultura agrícola do Brasil, exige decisões estratégicas para garantir alta produtividade e rentabilidade. A escolha da cultivar, uma das mais importantes, deve considerar resistência a herbicidas, doenças e pragas, além de adaptação ao solo, clima e ciclo da planta. Segundo Gustavo Zimmer, consultor da TMG – Tropical Melhoramento & Genética, o avanço das biotecnologias oferece aos agricultores mais opções, mas exige análise detalhada.  

Zimmer destaca que a adoção inicial de cultivares resistentes ao glifosato priorizou o manejo simples, mas a produtividade tornou-se o principal critério ao longo do tempo. Ele também alerta sobre a rotação de culturas, já que plantas voluntárias podem surgir em cultivos subsequentes, como no algodão, exigindo ajustes no manejo.  

“No início, por exemplo, a introdução de cultivares de soja resistentes ao glifosato levou muitos produtores a priorizarem a facilidade de manejo, mesmo que isso não garantisse a máxima produtividade. No entanto, com o tempo, o foco mudou e o desempenho produtivo se tornou fator determinante na decisão de quais variedades utilizar”, diz.

Fatores como solo e clima são determinantes. A Conab projeta para 2023/2024 uma produção de 147,6 milhões de toneladas de soja, queda de 4,5% em relação ao ciclo anterior, devido a enchentes no Rio Grande do Sul. Cultivares adaptadas a solos e condições regionais podem mitigar perdas. Altitude e pluviosidade também influenciam o desempenho das plantas.  

Além disso, a escolha do ciclo da planta deve considerar a sucessão de culturas. Variedades de ciclo curto são ideais para garantir a janela de plantio do algodão, mas podem ser mais vulneráveis a adversidades. Por fim, a resistência a doenças como ferrugem asiática e nematoides é crucial, especialmente em áreas infestadas, reforçando a importância do suporte técnico especializado.

 





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Colheita da safra de verão 2024/25 atinge 7% no Brasil



A colheita da safra de verão 2024/25 de milho atingia 7% da área estimada de 3,512 milhões de hectares até sexta-feira (17), segundo levantamento de Safras & Mercado.

Nos três estados da região Sul do Brasil, os trabalhos de colheita atingem 20,8% da área cultivada de 886 mil hectares no Rio Grande do Sul, 10,3% dos 583 mil hectares plantados em Santa Catarina e 0,1% da área cultivada de 532 mil hectares no Paraná. Nos demais estados, os trabalhos ainda não tiveram início.

Diferença

No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 3,7% da área estimada de 3,972 milhões de hectares da safra verão 2023/24. A média de colheita nos últimos cinco anos para o período é de 5,5%.

Plantio da safrinha 2025 atinge 1,7% no Centro-Sul

Popularmente conhecida por safrinha, o plantio da segunda safra de milho 2025 no Centro-Sul do Brasil atingiu 1,7% da área estimada de 15,367 milhões de hectares, de acordo com levantamento de Safras & Mercado, com dados até 17 de janeiro.

Os trabalhos atingem 2,8% da área no Paraná, de 2,293 milhões de hectares. Em Mato Grosso do Sul o plantio chegou a 0,3% dos 2,212 milhões de hectares previstos. Em Mato Grosso o cultivo foi concluído em 2,7% dos 7,156 milhões de hectares previstos.

Nos demais estados, o plantio ainda não teve início. No mesmo período do ano passado o cultivo atingia 6,7% da área de 14,711 milhões de hectares da safrinha 2024, enquanto a média de plantio para o período nos últimos cinco anos é de 1,2%.

Na região do Matopiba, os trabalhos de plantio da safrinha 2025 ainda não começaram na área prevista de 1,28 milhão de hectares. No mesmo período do ano passado, o plantio também não havia iniciado.



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Bolsas da Ásia fecham em leve alta, com posse de Trump no radar



A maior parte das bolsas da Ásia encerrou esta segunda-feira (20) com viés positivo, em meio a certo otimismo e antecipação pela posse de Donald Trump como presidente dos EUA. Segundo analistas, declarações recentes do republicano sinalizam postura mais suave em relação à China, o que pode ser bom para os ativos asiáticos em geral.

Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,08%, a 3.244,38 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,00% a 1.934,79 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 1,75%, a 19.925,81 pontos, impulsionado por ações ligadas a tecnologia e comércio eletrônico.

Analistas da Wedbush avaliam que o futuro das operações do TikTok nos EUA deverá ter efeitos em cadeia sobre outras negociações importantes sino-americanas nos próximos meses, a depender do cumprimento da promessa de Trump sobre adiar o banimento do aplicativo.

Já o analista da Mizuho Securities Ásia Ken Cheung destaca a ligação feita pelo republicano com o presidente da China, Xi Jinping, como sinal de que ambos os líderes querem reduzir as tensões nas relações bilaterais. Segundo ele, isso reduz temores de uma alta imediata nas tarifas dos EUA sobre a China. Para o Swissquote, este otimismo sobre Trump impulsionou os mercados acionários chineses e colocou em segundo plano a manutenção dos juros do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) pelo terceiro mês consecutivo.

Em outras partes da Ásia, o índice Nikkei teve alta de 1,17%, a 38.902,50 pontos, em Tóquio, monitorando ainda possível alta de juros pelo Banco do Japão (BoJ, em inglês) e impulsionado pelo salto de 8,2% a Daiichi Sankyo – que teve medicamento para tratar câncer das mamas aprovado nos EUA. Em Taiwan, o índice Taiex subiu 0,51%, a 23.266,82 pontos.

Na Coreia do Sul, a prisão do presidente afastado Yoon Suk Yeol pesou sobre as negociações e o índice Kospi fechou em queda de 0,14%, a 2.520,05 pontos, em Seul.

Na Oceania, o índice S&P/ASX 200 teve alta de 0,45% em Sydney, a 8.347,40 pontos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Semeadura de algodão avança: Veja por estado


A semeadura de algodão para a safra 2024/25 avançou 3 pontos percentuais entre os dias 6 e 12 de janeiro de 2025, de acordo com dados compilados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pela SLC Sementes. No período, 42,5% das áreas estavam em estádio de emergência, 55,5% em desenvolvimento vegetativo e 1,9% em floração, refletindo o progresso do ciclo produtivo nas regiões monitoradas.  

Sete estados, responsáveis por 98% da área cultivada de algodão no Brasil, foram analisados. No Maranhão, a semeadura avançou de 68% em 13 de dezembro para 72% até 12 de janeiro. No Piauí, a evolução foi mais expressiva, passando de 83% em dezembro para 100% na segunda semana de janeiro. Na Bahia, os índices oscilaram, caindo de 78% em dezembro para 64,8% no início de janeiro, mas recuperando para 72% na última atualização.  

No Mato Grosso, principal estado produtor, o avanço foi lento, saindo de 20,3% em dezembro para 18,5% até 12 de janeiro, após um recuo inicial. Em Mato Grosso do Sul, a semeadura foi concluída em dezembro, mas apresentou variações em janeiro, retornando a 100%. Goiás e Minas Gerais também enfrentaram oscilações: Goiás passou de 85% em dezembro para 78% em janeiro, enquanto Minas Gerais, que estava em 80% em dezembro, reduziu para 60% no início de janeiro, impactado por condições climáticas adversas.  

A média de semeadura nos sete estados ficou em 36,9% até 13 de dezembro, caindo para 30,5% em 5 de janeiro e subindo para 33,5% em 12 de janeiro. O ritmo variado reflete diferenças climáticas e logísticas entre as regiões, evidenciando os desafios enfrentados pelos produtores para garantir o plantio dentro da janela ideal.





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Posse de Trump sinaliza dólar forte; ouça análise sobre o que promete agitar os mercados na semana


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a volatilidade dos mercados com a posse de Donald Trump e possíveis tarifas de importação.

No Brasil, o IPCA-15 de janeiro deve registrar deflação de 0,09%, enquanto o dólar encerrou a R$ 6,06 e a Bolsa subiu 2,94% na semana passada.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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alerta de temporais e ventos fortes no Sul e Centro-Oeste; confira



Veja como ficam as condições do tempo e saiba onde ocorre chuva nesta segunda-feira (20) em todas as regiões do Brasil.

Sul

  • A formação de uma nova frente fria trará chuva para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com pancadas moderadas a fortes no Paraná.
  • Temporais podem ocorrer, acompanhados de granizo e ventos acima de 70 km/h.
  • No oeste do Rio Grande do Sul, o tempo segue seco, com calor intenso.

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Sudeste

  • Pancadas de verão predominam no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, com chuvas irregulares à tarde e à noite.
  • No interior de São Paulo, o sol aparece e as temperaturas sobem.
  • Já o litoral e a capital paulista começam a semana em atenção por conta das chuvas.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Preços sobem no mercado do frango; ave no atacado paulista tem elevação de 1,85%


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Preços em alta encerraram a sexta-feira (3) para o mercado do frango. Informações do Cepea dão conta de que o período de festas de fim de ano aqueceu a demanda pela proteína e, consequentemente, intensificou a busca de frigoríficos por novos lotes de animal vivo. 

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,60/kg, enquanto o frango no atacado subiu 1,85%, custando, em média, R$ 8,25/kg.

No caso do animal vivo, o preço não mudou no Paraná, cotado a R$ 4,60/kg, assim como em Santa Catarina, com valor de R$ 4,56/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq,Vivo, referentes à quinta-feira (2), a ave congelada teve leve alta de 0,60%, chegando a R$ 8,42/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,48%, fechando em R$ 8,34/kg.
 

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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veja resumo da semana sobre o mercado do grão



A soja iniciou a semana com bons ganhos, com os melhores níveis desde outubro, impulsionada por dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No entanto, o avanço foi contido pelos fundamentos do mercado, com a forte oferta esperada na América do Sul impedindo uma recuperação mais robusta.

O USDA revisou suas estimativas para a safra de soja dos EUA, projetando 118,82 milhões de toneladas para a temporada 2024/25, o que representou uma leve redução em relação à previsão anterior. Os estoques finais também foram ajustados para 10,34 milhões de toneladas, abaixo das expectativas do mercado. No cenário global, a produção mundial de soja foi ajustada para 424,26 milhões de toneladas, refletindo o impacto da oferta abundante, especialmente no Brasil e na Argentina.

Em termos de exportações, o Brasil deverá ver um aumento de 8% na exportação de soja em 2025, alcançando 107 milhões de toneladas, devido ao crescimento da produção e da demanda externa. Porém, os fundamentos da oferta e demanda local, com uma oferta crescente e estoques finais em expansão, limitam perspectivas de ganhos mais expressivos para os preços.

Com os números do USDA e os dados do mercado interno e externo, o cenário para a soja é de certo equilíbrio, com tendência de estabilidade após o pico recente, aguardando mais clareza quanto à safra sul-americana.



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Brasil é solução e não problema para os EUA em termos comerciais, diz Alckmin



O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, disse neste domingo (19), em entrevista ao jornal Valor Econômico que o Brasil é “solução”, e não “problema” para os Estados Unidos em termos comerciais.

Ele avalia que existe “uma ‘avenida’ para o fortalecimento do comércio entre as duas partes”, mesmo com a volta de Donald Trump à Casa Branca. No mês passado, o republicano havia dito que o Brasil é um dos países que “cobram muito” dos Estados Unidos.

“O crescimento do fluxo de comércio entre as duas partes está batendo recorde. No ano passado, ela chegou a quase 80 bilhões de dólares, e é superavitária para os Estados Unidos. Nós compramos mais do que vendemos para os Estados Unidos. Somos solução para eles. Os Estados Unidos são o maior investidor do Brasil, é uma amizade que tem 200 anos. É um ganha-ganha”, afirmou Alckmin.

Segundo o vice-presidente, a relação comercial tem oportunidades em áreas como inteligência artificial, energia renovável, minerais críticos, infraestrutura, tecnologia da informação e semicondutores.

Além disso, Alckmin destaca que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um “homem de diálogo” e que já governou com um republicano na Casa Branca, George W. Bush, com quem “teve uma boa relação”. “É preciso separar relações de Estado das questões partidárias. Então nós vamos trabalhar para fortalecer a relação.”

Alckmin também diz que o Brasil “não tem um imposto de importação tão elevado” e que o MDIC é “cauteloso” na questão tarifária, em um cenário de preocupação dos países do mundo inteiro em defender as suas empresas e os seus empregos. Sobre possíveis impactos no comércio brasileiro em meio ao novo governo Trump, o vice-presidente avalia que “temos que aguardar a posse para ver o que efetivamente vai ocorrer”.



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