quarta-feira, julho 8, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

preço do quilo cai, mas exportações sobem



Volume exportado representa um crescimento de 25,5%




Foto: Kadijah Suleiman

Segundo dados do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) na última quinta-feira (16), o Brasil exportou 2,87 milhões de toneladas de carne bovina em 2024, gerando uma receita de 12,8 bilhões de dólares. O volume exportado representa um crescimento de 25,5% em relação a 2023, marcando um ano de recordes para o setor.

O preço médio pago por quilo de carne bovina foi de US$ 4,46, abaixo dos US$ 4,60 registrados no ano anterior. Esse aumento no volume de exportações foi impulsionado pelo alto número de abates, especialmente na primeira metade de 2024, quando os produtores enfrentaram dificuldades devido às más condições das pastagens, forçando-os a entregar mais animais aos abatedouros para evitar perdas.

Em novembro, com a demanda externa ainda robusta e uma oferta maior de preços mais altos para os produtores, o Brasil observou os maiores preços dos últimos anos, impulsionados pela desvalorização do real, a pior desde o início da pandemia de Covid-19.

Apesar do crescimento nas exportações, os preços internos da carne bovina continuam a impactar negativamente o poder de compra da população. No atacado paranaense, os preços dos cortes dianteiro e traseiro de carne bovina subiram 45% e 29%, respectivamente, no comparativo entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024.





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Projeções indicam crescente demanda global em laticínios, especialmente por queijo 


Do fondue suíço à tradicional lasanha italiana, o alimento que derrete na boca está presente na vida de muitas pessoas ao redor do mundo. Além de ser um dos alimentos mais consumidos globalmente, o mercado de laticínios segue em alta: estima-se que, até 2029, o setor alcance US$ 768,8 bilhões, de acordo com a Mordor Intelligence. 

Em 2024, o cenário global do mercado de laticínios teve valor estimado em US$ 620 bilhões e as projeções recentes indicaram crescente demanda pelos produtos, especialmente o queijo. 

Vale ouro

Um homem e uma mulher embalando ricotasUm homem e uma mulher embalando ricotas
Foto: produção de ricota na Fazenda Limoeiro, em Itu (SP).

No Brasil, o queijo é sinônimo de inovação, sabor e qualidade agregada. William H. Labaki, da Goldy Alimentos Premium, em Itu (SP), conta como apostou na produção artesanal.

 “O leite das vacas Jersey tem uma cremosidade única, e isso conquistou e conquista todos os dias o consumidor”. 

A empresa, que começou produzindo ricotas e queijos frescos, atualmente coleciona vários produtos à base de leite, além de um prêmio, com o parmesão. 

“O queijo parmesão recebeu medalha de ouro, no Mundial do Queijo de 2024, que aconteceu em São Paulo, o que não é pouca coisa, desbancou o queijo parmesão no mundo inteiro e foi reconhecido pelos jurados internacionais”, conta o produtor rural que mantém o laticínio na Fazenda Limoeiro, seguindo a sucessão familiar e comemora o reconhecimento.

“Isso é oxigênio para mim. Pretendo continuar enquanto eu tiver fôlego. Eu tenho paixão por toda a nossa produção e pretendo continuar enquanto eu tiver fôlego”, finaliza o produtor. 

Queijo Minas artesanal

Em uma mesa vários tipos de queijoEm uma mesa vários tipos de queijo
Foto: Divulgação Pixabay

Outro destaque é o queijo Minas artesanal, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2024. 

Com base no último levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a iguaria é produzida por mais de 30 mil famílias mineiras, o que é símbolo de tradição e qualidade.

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Regiões como Serro, Canastra e Cerrado já possuem Indicação Geográfica, reforçando o valor cultural e econômico deste produto. 

Em Minas Gerais, o Dia dos Queijos Artesanais de Minas acontece no dia 16 de maio. A data foi oficializada há cerca de sete anos, pela Lei Estadual 22.506. 

Só que no dia Mundial do Queijo, todos os produtores têm motivos para comemorar. De acordo com o Polo Sebrae Agro, o Brasil está crescendo na exportação demonstrando o potencial do país em competir globalmente e revelando oportunidades para empreendedores expandirem seus negócios.

Dicas do Sebrae 

Para se destacar nesse mercado, adote estratégias que aumentem a percepção de valor da sua marca, como diversificação, por exemplo, explorando novos mercados e produtos.

Aplique técnicas de branding, criando uma identidade forte com embalagens atraentes, divulgação e certificações de qualidade. Além disso, é possível apostar em comunicação e marketing para o negócio, usando mídias sociais e parcerias com influenciadores para aumentar o engajamento e a fidelidade à marca.

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Não há possibilidade de o dólar baixar nos próximos dois anos, diz cientista político



O novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou posse nesta segunda-feira (20) em Washington, capital do país. O cientísta político Christian Lohbauer afirma que a conjuntura norte-americana atual lhe traz mais poder em relação ao primeiro mandato (2017-2021).

“Trump volta com uma vitória em todos os níveis, tanto no voto popular quanto nos delegados, além de ter a maioria no Senado e na Câmara, bem como juízes da Suprema Corte mais favoráveis ao perfil político dele do que da oposição”.

Lohbauer também reforça o fato de que os erros cometidos e as dificuldades sentidas no primeiro mandato se tornaram aprendizados para a nova empreitada do presidente ao posto mais alto da democracia dos Estados Unidos.

Fortalecimento do dólar

Nesta toada, o dólar norte-americano tende a se fortalecer ainda mais e o real a continuar sem competitividade no cenário internacional, na visão do cientista político.

“Infelizmente eu não vejo a possibilidade do retorno da apreciação do real porque isso depende muito mais da qualidade dos gastos públicos, da austeridade do governo brasileiro do que realmente da agenda internacional”, diz.

Para o especialista, o governo brasileiro tem caminhado exatamente na direção oposta. “O governo vem dizendo que está tudo em ordem, que os gastos não estão aumentando e não estão prejudicando a economia como um todo, mas não é o que todo mundo está vendo. Então, a possibilidade de a gente ver o dólar baixar no Brasil nos próximos dois anos eu diria que é praticamente impossível, a não ser que o governo mude sua rota e apresente um plano de austeridade, de redução de gastos, de reforma fiscal, o que ele já disse que não vai fazer”, destaca Lohbauer.



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Falta de chuvas compromete plantio de soja


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (16), o plantio de soja na região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul está praticamente paralisado há cerca de duas semanas, devido à falta de chuvas. Embora o plantio esteja próximo da conclusão, os produtores enfrentam um risco crescente de atraso na semeadura, especialmente nas áreas sem irrigação, o que pode comprometer o potencial produtivo da soja safrinha.

A falta de umidade afetou especialmente as lavouras pós-milho e também as plantadas no final de dezembro, que estão com o estande comprometido, necessitando de replante. Em Quaraí, as lavouras apresentam sintomas de murcha, especialmente nas áreas mais recentes, com sistema radicular ainda pouco desenvolvido. As perdas na região são estimadas em 10%.

Em Maçambará, 70% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, com perdas estimadas em 5%, que podem aumentar devido à falta de chuvas, que já duram 50 dias em algumas localidades.

A situação é semelhante em São Gabriel, onde há 136 mil hectares plantados. A condição das lavouras é variável, com áreas em bom desenvolvimento e outras que apresentam falhas de germinação devido à falta de umidade e altas temperaturas.

Na Campanha Gaúcha, os produtores aguardam chuvas para concluir o plantio e realizar o replante em algumas áreas com estande reduzido. Em Hulha Negra, alguns produtores optaram por plantar em solo seco, acreditando nas previsões de chuvas a partir de 16 de janeiro.

Em Dom Pedrito, de 160 mil hectares, 97% já foram plantados, e 20% das lavouras estão em fase de floração. Contudo, a falta de chuvas desde o início de dezembro tem restringido os manejos, limitados a aplicações de herbicidas.

Em Bagé e municípios próximos, houve o ataque de lagarta-rosca, que reduziu o estande das plantas. A pulverização de inseticidas tem sido a principal medida de controle, especialmente durante a noite, quando a praga permanece no solo.

No entanto, em Caxias do Sul, o clima favorável tem promovido o bom crescimento das plantas, sem registros de doenças e com pragas controladas. Já em Erechim, cerca de 30% das áreas estão em fase de formação de vagens, com problemas de germinação em algumas lavouras, que exigiram replantio.

Em Erval Grande, Itatiba do Sul, Floriano Peixoto e Entre Rios do Sul, a escassez de chuvas resultou em sintomas de estiagem nas lavouras, com redução nas expectativas de produtividade. Cerca de 10 mil hectares deverão ser plantados na safrinha pós-milho.





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Polícia resgata caminhoneiro refém e impede roubo de carga de queijo em PE



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgatou um caminhoneiro mantido refém e prendeu dois suspeitos durante uma ação em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. O caminhão frigorífico, carregado com 7,5 toneladas de queijo parmesão, estava sendo conduzido de forma suspeita nas imediações do km 95 da rodovia.

Agentes do Grupo de Patrulhamento Tático da PRF abordaram o veículo e, ao descer do caminhão, o motorista relatou estar sendo vítima de roubo. Ele afirmou que foi forçado a dirigir sob ameaça de uma arma por dois ocupantes.

Segundo o caminhoneiro, o veículo saiu de Minas Gerais com destino a Surubim (PE) e foi interceptado nas proximidades da Serra dos Ventos, em Saloá. Um carro obrigou o caminhão a parar, momento em que dois criminosos invadiram a cabine e o coagiram a seguir até Garanhuns, onde planejavam roubar a carga.

Durante a abordagem, os policiais encontraram um simulacro de arma de fogo escondido na cabine. Os dois suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados à Delegacia Seccional de Polícia Civil de Garanhuns, onde o caso foi registrado.

O motorista foi liberado e a carga de queijo, assim como o caminhão, recuperados.



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Como os produtores de soja de SC, RS e PR têm enfrentado os desafios climáticos?



Em conversa com os presidentes da Aprosojas Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, o Soja Brasil teve a oportunidade de entender como os produtores de soja da região Sul têm enfrentado os desafios climáticos. De soluções inovadoras à adaptação de práticas agrícolas, os líderes das associações de soja do país compartilharam as estratégias que estão sendo adotadas para minimizar os impactos das mudanças climáticas nas lavouras

A seca na soja e a necessidade de adaptação

Os últimos anos têm sido desafiadores para os produtores de soja nas três regiões. De acordo com Ireneu Orth, presidente da Aprosoja RS, o Rio Grande do Sul está vivendo um período crítico, com escassez de chuvas desde o final do ciclo de plantio, iniciado em setembro

Segundo Orth, ot histórico de secas severas no estado, como a de 1941, onde a produção foi drasticamente afetada, é citado como um exemplo da imprevisibilidade do clima. Mesmo com esforços para mitigar os danos por meio de irrigação, o fator climático continua sendo incontrolável, e a adaptação continua sendo uma tarefa árdua e de longo prazo.

No Matopiba, por outro lado, as condições climáticas são mais favoráveis, com chuvas regulares nos últimos anos. Porém, o presidente da Aprosoja RS lembra que a variabilidade climática é cíclica, e as condições de seca que afetaram o estado anteriormente podem voltar a se repetir em outras regiões.

Tecnologia como aliada da soja

A tecnologia tem sido uma grande aliada na busca por soluções para melhorar a eficiência da produção. Sistemas de irrigação, como os pivôs centrais, têm se mostrado eficazes, mas ainda são limitados pela disponibilidade de água e energia. Segundo Ireneu Orth, a viabilidade do uso de irrigação depende de fatores como a disponibilidade de poços artesianos, barragens e, principalmente, o custo de energia. O investimento em tecnologia de irrigação está crescendo, mas ainda não atinge uma parte da área agrícola, o que dificulta uma adaptação completa.

Além disso, os produtores têm investido em tecnologias para aprimorar o plantio, como plantadeiras mais precisas e sementes de melhor qualidade. O uso do Plantio Direto também tem se mostrado uma estratégia eficiente, pois permite que a soja se desenvolva mesmo em condições de escassez de água, por meio de uma boa palhada que retém a umidade do solo.

Secas prolongadas

De acordo com Eduardo Cassiano, presidente da Aprosoja Paraná, a seca tem se intensificado nos últimos três anos, tornando-se um desafio constante. A principal estratégia tem sido a adaptação das práticas culturais, com o uso de calagem e subsolagem para melhorar a qualidade do solo. Porém, como ele destaca, essas soluções apenas mitigam os efeitos de estiagens curtas. Quando a seca se prolonga, os produtores ficam à mercê da falta de chuvas, o que impossibilita manter a produção em níveis sustentáveis. Gabriel enfatiza que o desafio é real e a realidade da seca severa não pode ser subestimada.

O futuro

Os presidentes também destacaram as lições aprendidas com os últimos ciclos de produção. Para  Alexandre Alvadi Di Domenico, presidente da Aprosoja SC, a cautela no momento do plantio é importante. Com mais de 60% dos custos atrelados ao plantio, ele destaca que um plantio bem feito, dentro do período ideal, com sementes de qualidade e uma boa fertilidade do solo, são fatores que minimizam os riscos e garantem melhores resultados. A tecnologia, seja em sementes ou em equipamentos, tem sido fundamental para aumentar a precisão no plantio e garantir que a soja resista melhor às condições climáticas adversas.

Embora a variabilidade climática continue a ser um desafio, a constante adaptação dos produtores, o uso de tecnologias avançadas e práticas agrícolas mais sustentáveis têm mostrado que é possível atravessar períodos de dificuldades. No entanto, as soluções estão longe de serem completas e requerem esforços contínuos e investimentos a longo prazo.



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Força-tarefa retira 2 mil cabeças de gado ilegais no sudoeste do Pará



Aproximadamente duas mil cabeças de gado que estavam na Terra Indígena (TI) Ituna-Itatá, no sudoeste do Pará, foram retiradas do local e doadas para o município de Curralinho, localizado na Ilha de Marajó. A ação faz parte da Operação Eraha Tapiro, e teve o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará); da Força Nacional de Segurança; da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Segundo o Ibama, o rebanho estava de forma irregular na terra indígena. “Eraha Tapiro” significa “levar boi” na língua Assurini do Xingu. A operação, iniciada em agosto de 2023, tem como objetivo conter crimes ambientais, combater o desmatamento, mitigar a degradação da área e proteger indígenas isolados, além de auxiliar na localização desses povos.

A TI Ituna-Itatá, localizada entre os municípios de Altamira e Senador José Porfírio, sofreu graves impactos ambientais devido à invasão e ao desmatamento, chegando a ser uma das terras indígenas mais desmatadas entre 2018 e 2021. A região foi marcada por conflitos e ameaças decorrentes dessas ações.

Os responsáveis pelos danos ambientais foram autuados e responderão administrativamente pelos crimes. A doação dos animais busca beneficiar a comunidade de Curralinho, na Ilha de Marajó.



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Novo terminal promete agilizar escoamento do agro no Nordeste



O CEO da Value Global Group, Ricardo Azevedo, anunciou que o projeto para o Porto Seco de Quixeramboim, localizado no Sertão Central do Ceará, já possui contratos assinados com setores estratégicos, como agronegócio, construção civil, energia, combustíveis, agroindústrias, mineração, logística, tecnologia, confecção e calçados. A informação foi divulgada pelo portal BE News. O empreendimento contará com um terminal dedicado ao transporte de grãos, minérios e contêineres, conectado diretamente à ferrovia Transnordestina.

Segundo Azevedo, as operações do terminal começam em 2026. Com investimento de R$ 625 milhões, o projeto busca oferecer uma área estratégica para transbordo de carga e agilidade nos processos alfandegários, apoiando a logística da Transnordestina.

O início das atividades como porto seco depende da autorização da Receita Federal. Até lá, o terminal operará como centro multimodal de carga e descarga. A primeira fase das obras já está em andamento, e a Value Global pretende solicitar o aval alfandegário assim que concluídas.

Em abril de 2024, a Value Global e a prefeitura de Quixeramboim firmaram um memorando de intenções para o projeto, que conta com investimentos privados. Azevedo revelou que o terminal terá um raio de atuação rodoviária de 250 km, otimizando o carregamento e descarregamento na ferrovia Transnordestina.

A estimativa é que o porto seco gere cerca de 1,3 mil empregos diretos e indiretos. Além disso, a redução dos custos logísticos poderá alcançar até 50% no valor do frete, comparado ao transporte rodoviário. Projeções indicam que, com a integração à Transnordestina e ao Porto do Pecém, o terminal poderá movimentar entre R$ 5 milhões e R$ 15 milhões por mês.



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Mesmo com leilões de até US$ 2 bilhões, dólar sobe com expectativa de Trump



O dólar chegou a exibir viés de baixa nos primeiros negócios desta segunda-feira (20), mas passou a subir no mercado à vista. O ajuste é moderado diante da realização de dois leilões de linha (venda com compromisso de recompra) de até US$ 2 bilhões, às 10h20 e às 10h40. Essas operações devem amenizar a liquidez reduzida nesta segunda por incertezas com a posse de Donald Trump como presidente dos EUA e o feriado de Martin Luther King Jr., que fecha as bolsas e mercado de Treasuries no país.

Trump disse no domingo (19) que aprovará muitas ordens executivas hoje, prometeu cortar impostos, trazer milhares de fábricas de volta para os Estados Unidos, e disse que isso será feito através de tarifas. Analistas afirmam que essas políticas são inflacionárias, limitando espaço para corte de juros pelo Federal Reserve neste e nos próximos anos.

No exterior, o índice DXY, que compara o dólar ante seis moedas principais, opera em baixa. O dólar tem sinais difusos ante divisas emergentes, mas subia ante peso mexicano, lira turca e rand sul africano.

Na China, o banco central do país (PBoC) manteve inalteradas a taxa de empréstimo primário (LPR) de um ano em 3,1%, enquanto a taxa de cinco anos ficou em 3,6%. A incerteza sobre as tarifas de Trump e a volatilidade no yuan e nos títulos do governo chinês podem ter influenciado na decisão.

Investidores olham ainda a piora das expectativas de inflação em 12 meses, para 2025 e 2026, no boletim Focus. Além disso, as medianas do relatório para a cotação do dólar no longo prazo continuam subindo e se aproximando da linha de R$ 6,00.

No radar está ainda a primeira reunião ministerial do ano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que começou pouco depois das 9h. Lula deve cobrar ações concretas das pastas para mostrar à população, já com foco na disputa eleitoral de 2026. O presidente quer uma lista do que será entregue em 2025.

E perto do fim do recesso, três das maiores frentes parlamentares do Congresso agora articulam derrubar no plenário as mudanças feitas pelo petista no texto final da lei que regulamenta a reforma tributária.

Às 9h46, o dólar à vista subia 0,31%, a R$ 6,0849. O dólar futuro para fevereiro ganhava 0,19%, a R$ 6,0985.



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Empresa reforça legalidade em disputa sobre arresto de milho



“A retomada do arresto reafirma que a AMAGGI vem agindo com o respeito à lei”



O caso envolve a execução de um penhor agrícola vinculado a uma Cédula de Produto Rural (CPR)
O caso envolve a execução de um penhor agrícola vinculado a uma Cédula de Produto Rural (CPR) – Foto: USDA

A Amaggi esclareceu, em nota divulgada no dia 15 de janeiro de 2025, que o arresto de milho objeto da disputa judicial com a Ramax Exportação e Importação foi retomado por decisão da Quarta Vara Cível de Cuiabá. A empresa destacou que a medida reafirma a atuação em conformidade com a lei.

“A retomada do arresto reafirma que a Amaggi vem agindo com o respeito à lei, às ordens judiciais e defendendo de maneira regular seu direito sobre o milho, bem como que o Poder Judiciário Mato-grossense vem garantindo a segurança jurídica ao agronegócio”, disse.

O caso envolve a execução de um penhor agrícola vinculado a uma Cédula de Produto Rural (CPR) emitida por um produtor rural, com o registro formalizado em cartório. A Amaggi salientou que o penhor agrícola é um instrumento jurídico amplamente utilizado no agronegócio para garantir transações, sendo público e oponível contra terceiros. A empresa apontou que compradores de produtos agrícolas têm a responsabilidade de realizar a devida diligência antes da aquisição, verificando a existência de ônus sobre a mercadoria, como o penhor.

“No caso em questão, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso foi assertivo ao determinar que eventual boa-fé da empresa Ramax não se sobrepõe ao penhor agrícola devidamente registrado em favor da Amaggi. Ademais, o caso vem sendo discutido desde a safra de milho de 2024, sendo que desde o início da disputa o juízo da Quarta Vara Cível de Cuiabá já havia determinado que a Ramax mantivesse a quantidade de milho armazenada e à disposição. Eventuais prejuízos alegados pela Ramax devem ser por ela gerenciados e reclamados diretamente junto ao produtor que vendeu o milho de forma indevida”, indica.

Tenha mais informações sobre o caso clicando aqui.

 





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