quarta-feira, julho 8, 2026

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Funcionários morrem durante limpeza de tanque que transportava sangue bovino



Dois funcionários morreram nas dependências de uma empresa enquanto trabalhavam na limpeza de um tanque de caminhão que transportava sangue bovino, em Teodoro Sampaio, na região central da Bahia, no último domingo (19).

O Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia informou que abriu um inquérito civil para apurar as circunstâncias das mortes dos trabalhadores.

Segundo MPT-BA, as vítimas, identificadas como Ednaldo de Jesus Xavier, de 46 anos, e José Ginaldo da Cruz, de 45 anos, faleceram após um acidente ocorrido na empresa Bahia Rendering, localizada no bairro Lustosa.

De acordo com o site da empresa, a indústria utiliza resíduos da produção pecuária como o subproduto animal não utilizado por abatedouros e açougues, para a produção de ração animal e produtos de higiene e limpeza.

Informações preliminares divulgdas pelo MPT-BA, nesta segunda-feira (20), indicam que durante o processo, devido ao forte odor proveniente do sangue bovino, os dois trabalhadores desmaiaram e permaneceram desacordados.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para o resgate e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros socorros das vítimas, que posteriormente foram levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiram e morreram.

O MPT contará com informações dos órgãos envolvidos no caso, como a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros, o Instituto Médico-Legal e, principalmente, a Superintendência Regional do Trabalho da Bahia (SRT-BA), órgão responsável pela fiscalização.

Odor

Há 5 meses, um comentário na avaliação da localização atribuída a Brasil Rendering na página do Google Maps, diz que mal cheiro pode ser sentido na zona rural do município vizinho, a cerca de 30 km de distância da sede da empresa.

“O mal cheiro bate até na zona rural da cidade de Pedrão. O INEMA, SEMA ou a VISA têm que fiscalizar isso. Não é possível que o nível de odor emitido esteja dentro dos limites aceitáveis.”, questiona.

Segundo o MPT, em casos de acidentes de trabalho fatais, a SRT-BA realiza perícia para verificar o cumprimento das normas regulamentadoras de saúde e segurança do trabalho aplicáveis a este tipo de atividade.

O que diz a empresa

Em resposta ao nosso contato, a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), entidade na qual a empresa é parceira, disse que irá se manifestar após as investigações.

“O caso mencionado está sob investigação e, por essa razão, ainda não nos manifestaremos sobre o ocorrido. Assim que todas as informações forem apuradas, a empresa associada divulgará uma nota de esclarecimento em seus canais de comunicação”, disse.

Além disso, através da ABRA, a Bahia Rendering nos encaminhou uma nota em que lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com os familiares e amigos das vítimas.

A nota afirma ainda que foi intaurado um procedimento interno para apurar as circunstâncias da morte dos funcionários que morreram enquanto trabalhavam na limpeza do tanque que transportava sangue bovino e que está dando assistência às famílias.

Leia a nota na íntegra:

A unidade Bahia Rendering lamenta profundamente o trágico acidente ocorrido na manhã do último domingo, que resultou no falecimento de dois de nossos colaboradores.

Neste momento de dor, nossa prioridade é oferecer todo o suporte necessário as famílias e amigos das vítimas, prestando assistência integral e solidária.

Reafirmamos nosso compromisso com a segurança e o bem-estar de nossos colaboradores. Além de colaborar plenamente com as autoridades para que as investigações sejam conduzidas de forma rápida e transparente, a unidade Bahia Rendering instaurou um procedimento interno rigoroso para apurar as circunstâncias do ocorrido. Essa medida tem como objetivo esclarecer os fatos e reforçar a adoção de ações preventivas em nossas operações.

Desde o momento do incidente, todas as providências cabíveis foram imediatamente tomadas, e seguimos empenhados em garantir que situações como essa sejam minuciosamente avaliadas para evitar que se repitam.

A unidade Bahia Rendering está à disposição para quaisquer esclarecimentos e continuará trabalhando com responsabilidade e respeito à vida em todas as suas atividades.


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Fórum Econômico Mundial aborda conflitos e mudanças climáticas



Começou hoje (20), em Davos, na Suíça, mais uma edição do Fórum Econômico Mundial, evento que reúne chefes de Estado, representantes de organizações internacionais e empresários de 130 países. O tema deste ano é “Colaboração para a Era Inteligente”.

Segundo a organização do fórum, cerca de 3 mil líderes globais, incluindo representantes brasileiros, discutirão durante cinco dias desafios como mudanças climáticas, tensões geoeconômicas e avanços tecnológicos. Os temas se conectam diretamente a setores estratégicos, como o agronegócio.

Conflitos armados, eventos climáticos extremos e confrontos econômicos globais dominam a pauta. Coincidentemente, o fórum ocorre no mesmo dia em que Donald Trump assume a presidência dos Estados Unidos, sendo esperado para participar por videoconferência.

Pelo terceiro ano consecutivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não comparece ao evento.

Relatório de Riscos Globais

Antes do início do fórum, foi divulgado o relatório de riscos globais, que apontou a desinformação como um dos principais riscos de curto prazo. Também foram destacados o aumento de conflitos armados, o agravamento das mudanças climáticas e as crescentes tensões econômicas globais.

O documento detalhou impactos recentes, como ondas de calor na Ásia, inundações no Brasil, na Indonésia e na Europa, incêndios florestais no Canadá e furacões nos Estados Unidos. Entre as medidas propostas está a redução do uso de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás.

O Fórum Econômico Mundial continuará ao longo da semana, com diversos painéis e discussões, e se encerra na sexta-feira (24).



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Questão ambiental será esvaziada com Trump, mas economia vai beneficiar o Brasil, diz Daoud



Os Estados Unidos são o segundo maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, atrás apenas da China. Relatório do centro de pesquisas Rhodium Group, de Nova York, mostrou que o país reduziu em apenas 0,2% a sua pegada de carbono em 2024 em relação ao ano retrasado.

Assim, os esforços estão muito aquém do estabelecido no Acordo de Paris, tratado em que os norte-americanos se comprometeram a diminuir as emissões pela metade até 2030 em comparação ao que poluíam em 2005.

Agora, com a posse de Donald Trump nesta segunda-feira (20), a expectativa é de estagnação ou, até mesmo, retrocesso. Isso porque o novo mandatário é defensor confesso de matérias-primas poluentes, como o petróleo.

Reflexos da agenda de Trump

O comentarista do Canal Rural Miguel Daoud destaca que a nova agenda trumpista já traz reflexos claros: os bancos europeus estão abandonando investimentos em pautas verdes por conta da posição de instituições financeiras norte-americanas que se sentem desmotivadas a considerarem altos aportes em ações ambientais.

Isso porque o novo presidente enxerga a descarbonização como obstáculo ao crescimento e tem como cerne de seu mandato a resturação da autoestima dos norte-americanos.

“Trump promete os Estados Unidos em primeiro lugar e o país vai continuar sendo a grande nação militar e econômica do mundo […]. Por isso que firmou parceria com grandes bigtechs e tem nas maiores plataformas digitais [como X, de Elon Musk; e Meta, de Mark Zuckerberg] grandes aliadas. A ideia dele e que já está dando resultado é que, quando se olha o mercado futuro, as taxas de juros nos Estados Unidos já estão subindo, o que significa, no curto prazo, é que vai haver uma valorização do dólar”.

Daoud considera que, com isso, o poder de compra do norte-americano tende a aumentar, revertendo uma das principais queixas dos cidadãos, conforme pesquisas: a alta da inflação. “Assim, ele vai conseguindo ganhar pontos junto ao povo norte-americano”.

Para o comentarista, a presidência de Donald Trump será positiva ao Brasil. “Os norte-americanos são o nosso segundo maior parceiro comercial. Em 2024, o déficit na balança comercial foi muito pequenininho, portanto, vejo com muito otimismo Donald Trump para o Brasil, independente do que muitos dizem, afirmando que o Brasil vai sofrer com isso”

A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) mostrou em relatório recente que o comércio bilateral entre as duas nações somou US$ 80,9 bilhões em 2024, o segundo maior valor da série histórica.



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China reduz importação de milho e trigo, mas registra alta em soja e algodão



As importações chinesas de milho somaram 340 mil toneladas em dezembro, alta de 13,3% ante novembro, mas cerca de 93% abaixo de dezembro de 2023, de acordo com dados do Departamento de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês).

Em valores, as importações de milho no último mês do ano totalizaram US$ 93,4 milhões. No acumulado de 2024, a China importou 13,64 milhões de toneladas do cereal, recuo de 49,7% na comparação com 2023.

As compras da China de trigo alcançaram 150 mil toneladas em dezembro, volume 31,8% inferior ao registrado em novembro e 75,4% abaixo de dezembro de 2023. O valor do mês corresponde a US$ 46,76 milhões. As importações somaram 11,18 milhões de toneladas no ano passado, baixa de 7,6% ante 2023.

Segundo o Gacc, a China importou 7,94 milhões de toneladas de soja no último mês do ano, alta de 11% ante novembro, mas recuo de cerca de 19% diante do registrado em dezembro de 2023. No total, as importações de soja somaram US$ 3,72 bilhões no mês passado. Nos 12 meses de 2024, as importações atingiram volume recorde de 105,03 milhões de toneladas, avanço de 6,5% em comparação com o ano anterior.

Em relação ao óleo de soja, os chineses importaram 10 mil toneladas em dezembro. No acumulado do ano, as importações somaram 280 mil toneladas, queda de 23,6% ante igual período de 2023.

A China importou 140 mil toneladas de algodão em dezembro, 27,3% acima do mês anterior, mas cerca de 46,15% abaixo do volume de dezembro de 2023. Nos 12 meses de 2024, as compras chinesas somaram 2,62 milhões de toneladas, avanço de 33,8% ante o ano anterior.

De óleo de palma, as importações da China atingiram 320 mil toneladas em dezembro de 2024, 28% acima do mês anterior e 10,3% maior que dezembro de 2023. Em 2024, contudo, as importações somaram 2,80 milhões de toneladas, queda de 35,4% ante o ano anterior.

De lácteos, 260 mil toneladas foram importadas pela China no último mês do ano, alta de 36,8% ante novembro e de 18,2% ante dezembro de 2023. Entretanto, em todo o ano de 2024, as importações recuaram 9% em comparação com 2023, com 2,62 milhões de toneladas.

As importações chinesas de açúcar somaram 390 mil toneladas em dezembro, recuo de 27,8% ante novembro e de 22% ante o registrado em dezembro de 2023. Ainda assim, no acumulado do ano, o volume importado avançou 9,4%, para 4,35 milhões de toneladas.

As compras de fertilizantes em dezembro foram de 1,50 milhão de toneladas, alta de 36,4% ante o mês anterior e de 6,4% em relação a dezembro de 2023. Em todo o ano de 2024, as importações somaram 14,11 milhões de toneladas, ganho de 7,8% ante o ano anterior.

As importações chinesas de carne bovina totalizaram 270 mil toneladas em dezembro, alta de 12,5% em comparação com novembro e ante dezembro do ano anterior. No acumulado do ano, as compras foram de 2,87 milhões de toneladas, aumento de 5% em relação a 2023.

De carne suína, os chineses importaram 90 mil toneladas no mês passado, mesmo nível de novembro e de dezembro do ano anterior. Entre janeiro e dezembro, as importações tiveram queda de 30,8%, para 1,07 milhão de toneladas.



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AgroNewsPolítica & Agro

La Niña pode impactar a produção de soja no Oeste de SC



Estiagem leve afeta soja, mas milho segue com boa colheita




Foto: Pixabay

De acordo com informações do Observatório Agro Catarinense, os Meteorologistas da Epagri/Ciram e da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SDC) divulgaram uma nota conjunta sobre a ocorrência do fenômeno La Niña, que se caracteriza pelo resfriamento da água na região equatorial do Oceano Pacífico. A manifestação climática pode provocar chuvas irregulares e acumulados abaixo da média, especialmente no Grande Oeste catarinense. Embora o La Niña previsto seja de fraca intensidade e curta duração, a nota alerta para seus impactos potenciais no clima durante o verão e início do outono.

A estiagem leve observada desde dezembro no Oeste catarinense já afeta lavouras de soja segunda safra, segundo Haroldo Tavares Elias, analista de socioeconomia da Epagri/Cepa. Ele destaca que o déficit hídrico prejudica o desenvolvimento das culturas e recomenda que agricultores acompanhem as previsões climáticas para os próximos 15 dias, buscando otimizar a semeadura. “Ainda estamos dentro da janela ideal de semeadura, que, em decorrência da falta de chuva, pode sofrer atraso e reduzir o potencial produtivo da cultura”, afirma Haroldo.  Já o milho, cuja produção está em estágio avançado, foi pouco afetado pela estiagem, apresentando produtividade satisfatória.

O resfriamento no Oceano Pacífico, monitorado pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA), mostra temperaturas 0,7°C abaixo da média em dezembro, alcançando o limiar necessário para caracterizar o La Niña. Entretanto, para a consolidação do fenômeno, será necessário que essas condições persistam nos próximos meses.

Modelos climáticos indicam que o resfriamento deve continuar até abril, mas retornará à normalidade logo em seguida. No entanto, a intensidade e a duração do fenômeno ainda são incertas.

Dados do Índice Integrado de Secas, do Cemaden, apontam que o Oeste e o Planalto Sul catarinense enfrentaram seca fraca a moderada em dezembro, resultado das chuvas irregulares registradas no segundo semestre de 2024.





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Região do Brasil terá calor intenso e pode bater novos recordes de temperatura



O último fim de semana foi marcado por altas temperaturas em boa parte do Brasil, com algumas capitais registrando recordes de calor para o ano. No entanto, a semana promete manter as temperaturas elevadas, com possibilidade de novos recordes.

De acordo com a Climatempo, apesar de não haver a rigor uma onda de calor, a aproximação de uma frente fria nesta terça-feira (21) deve potencializar a elevação das temperaturas no Sudeste, principalmente nas capitais. Com isso, as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória podem registrar novos recordes.

Em São Paulo, a maior temperatura do ano até o momento foi de 33,3º C, registrada em 18 de janeiro. A previsão para esta terça-feira indica uma máxima de 34 ºC.

No Rio de Janeiro, o recorde atual é de 38,6 ºC, registrado em 19 de janeiro, e a previsão para o dia 21 aponta para uma máxima de 39 ºC.

Em Belo Horizonte, a maior temperatura registrada foi de 33,4 ºC em 18 de janeiro, e a previsão para quarta-feira (22) é de 34ºC.

Já em Vitória, o recorde atual é de 35 ºC, registrado em 2 de janeiro, com previsão de 36 ºC para terça-feira.

Recordes recentes de calor

No Rio de Janeiro, a temperatura máxima registrada neste domingo (20) , pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), foi de 38,6 °C às 13h, na estação da Vila Militar, na zona oeste da cidade.

Em Belo Horizonte, a capital mineira registrou o recorde de madrugada mais quente do ano pelo terceiro dia consecutivo. A cidade teve a maior temperatura mínima de 2025 no dia 20, com 22,2 ºC, superando os 21,8 ºC de sábado e os 21,2 ºC registrados na sexta-feira (17).

Além disso, a tarde do último sábado foi a mais quente de 2025 em Belo Horizonte, com a temperatura máxima de 33,4 °C.

São Paulo bate duplo recorde de calor

O sábado passado foi o dia mais quente de 2025 em São Paulo até agora, com a temperatura máxima de 33,3 ºC, conforme medição oficial do Inmet. Esse também é o recorde de maior temperatura para o verão 2024/2025, que teve início em 20 de dezembro de 2024.

O recorde anterior de maior temperatura para 2025 era de 32,3 ºC, registrado em 2 de janeiro.



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Colheita de soja tem avanço lento em MT



A colheita da soja em Mato Grosso segue a passos lentos, com 1,41% da área cultivada já colhida até o momento. Esse avanço representa um incremento de 0,71 ponto porcentual em relação à semana anterior, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

De acordo com os números, no entanto, o ritmo de colheita está mais lento em comparação com a safra 2023/24, quando, no mesmo período, 12,82% da área já havia sido colhida. A diferença é de 11,41 pontos porcentuais, um reflexo do impacto das condições climáticas nos trabalhos.

A região médio-norte, que é a maior produtora de soja no Estado, registra o maior percentual de área colhida, com 2,15% da safra já concluída, avanço de 0,98 ponto porcentual na última semana. Contudo, a região ainda acumula um atraso de 15,93 pontos porcentuais em relação à mesma época do ano passado, quando já haviam sido colhidos 18,08% da área.

A região oeste, tradicionalmente a primeira a iniciar a colheita em Mato Grosso, apresenta o maior atraso. Apenas 1,10% da área foi colhida até agora, uma diferença expressiva de 22,35 pontos porcentuais em relação ao ano anterior, quando 23,45% da área já havia sido finalizada.

As regiões nordeste e noroeste do Estado mostram os menores índices de colheita, com 0,57% e 1,13% da área, respectivamente. No entanto, as regiões sudeste e centro-sul, juntamente com o médio-norte, destacam-se por apresentar os maiores avanços semanais, com 0,98 ponto porcentual de progresso, alcançando 1,64% e 0,94% da área colhida, respectivamente. Já a região norte também apresentou crescimento, com 0,63 ponto porcentual a mais na semana, alcançando 1,33% da área colhida.

Esse atraso no avanço da colheita pode ser atribuído a vários fatores, principalmente o plantio tardio da soja na safra 2024/25. O clima irregular e as chuvas fora da janela ideal de semeadura, entre setembro e outubro de 2024, impactaram o desenvolvimento da safra. Além disso, as chuvas persistentes neste período dificultam o avanço das colheitadeiras, agravando ainda mais o atraso no processo.



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Inmet prevê áreas com mais de 100 mm de chuva nesta semana; veja onde


O Boletim Meteorológico elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva significativa em grande parte do Brasil para os próximos dias. entre os dias 20 e 27 de janeiro.

Áreas do Norte, Centro-Oeste e Sul terão acumulados que podem beirar os 100 mm, enquanto porções de Roraima, leste do Nordeste e norte do Sudeste terão chuvas mais escassas, com acumulados abaixo de 10 mm.

Veja como ficam as condições em cada região do Brasil.

Norte

Áreas de instabilidade associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva, especialmente no sul do Amazonas, sul de Rondônia e nordeste do Pará, com acumulados acima de 80 mm.

O Acre, sob influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), poderá registrar chuvas superiores a 100 mm.

Já Roraima e o noroeste do Pará devem enfrentar baixos acumulados ou ausência de chuva.

Nordeste

A chuva se concentra no centro-oeste da região, com acumulados acima de 50 mm no Maranhão, Piauí, oeste da Paraíba e de Pernambuco, além do sul e norte do Rio Grande do Norte.

No restante da região, a precipitação será limitada, com acumulados inferiores a 20 mm. As temperaturas máximas podem atingir 38 °C no interior.

Centro-Oeste

A combinação entre calor e umidade mantém a instabilidade em toda a região. Acumulados de chuva entre 30 e 60 mm são esperados na região. Mas os totais podem ficar em cerca de 80 mm em pontos do sudoeste de mato Grosso do Sul e do centro-sul de Goiás, podendo atingor 100 mm em algumas localidades.

As temperaturas máximas devem variar entre 26 °C e 36 °C.

Sudeste

Chuvas significativas estão previstas para o sul de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, com acumulados que podem ser superiores a 100 mm em algumas áreas.

Já no centro-norte de Minas Gerais e Espírito Santo, os acumulados não devem ultrapassar 20 mm.

As temperaturas máximas podem chegar a 34 °C.

Sul

A semana começa com chuvas generalizadas e acumulados entre 30 e 50 mm. No Paraná e no leste do Rio Grande do Sul, os acumulados podem ultrapassar 80 mm.

A partir da próxima quarta-feira (22), as chuvas se concentram no Paraná e retornam a toda a região no sábado (25).

As temperaturas máximas variam entre 22 °C e 34 °C.



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AgroNewsPolítica & Agro

preço do quilo cai, mas exportações sobem



Volume exportado representa um crescimento de 25,5%




Foto: Kadijah Suleiman

Segundo dados do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) na última quinta-feira (16), o Brasil exportou 2,87 milhões de toneladas de carne bovina em 2024, gerando uma receita de 12,8 bilhões de dólares. O volume exportado representa um crescimento de 25,5% em relação a 2023, marcando um ano de recordes para o setor.

O preço médio pago por quilo de carne bovina foi de US$ 4,46, abaixo dos US$ 4,60 registrados no ano anterior. Esse aumento no volume de exportações foi impulsionado pelo alto número de abates, especialmente na primeira metade de 2024, quando os produtores enfrentaram dificuldades devido às más condições das pastagens, forçando-os a entregar mais animais aos abatedouros para evitar perdas.

Em novembro, com a demanda externa ainda robusta e uma oferta maior de preços mais altos para os produtores, o Brasil observou os maiores preços dos últimos anos, impulsionados pela desvalorização do real, a pior desde o início da pandemia de Covid-19.

Apesar do crescimento nas exportações, os preços internos da carne bovina continuam a impactar negativamente o poder de compra da população. No atacado paranaense, os preços dos cortes dianteiro e traseiro de carne bovina subiram 45% e 29%, respectivamente, no comparativo entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024.





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Projeções indicam crescente demanda global em laticínios, especialmente por queijo 


Do fondue suíço à tradicional lasanha italiana, o alimento que derrete na boca está presente na vida de muitas pessoas ao redor do mundo. Além de ser um dos alimentos mais consumidos globalmente, o mercado de laticínios segue em alta: estima-se que, até 2029, o setor alcance US$ 768,8 bilhões, de acordo com a Mordor Intelligence. 

Em 2024, o cenário global do mercado de laticínios teve valor estimado em US$ 620 bilhões e as projeções recentes indicaram crescente demanda pelos produtos, especialmente o queijo. 

Vale ouro

Um homem e uma mulher embalando ricotasUm homem e uma mulher embalando ricotas
Foto: produção de ricota na Fazenda Limoeiro, em Itu (SP).

No Brasil, o queijo é sinônimo de inovação, sabor e qualidade agregada. William H. Labaki, da Goldy Alimentos Premium, em Itu (SP), conta como apostou na produção artesanal.

 “O leite das vacas Jersey tem uma cremosidade única, e isso conquistou e conquista todos os dias o consumidor”. 

A empresa, que começou produzindo ricotas e queijos frescos, atualmente coleciona vários produtos à base de leite, além de um prêmio, com o parmesão. 

“O queijo parmesão recebeu medalha de ouro, no Mundial do Queijo de 2024, que aconteceu em São Paulo, o que não é pouca coisa, desbancou o queijo parmesão no mundo inteiro e foi reconhecido pelos jurados internacionais”, conta o produtor rural que mantém o laticínio na Fazenda Limoeiro, seguindo a sucessão familiar e comemora o reconhecimento.

“Isso é oxigênio para mim. Pretendo continuar enquanto eu tiver fôlego. Eu tenho paixão por toda a nossa produção e pretendo continuar enquanto eu tiver fôlego”, finaliza o produtor. 

Queijo Minas artesanal

Em uma mesa vários tipos de queijoEm uma mesa vários tipos de queijo
Foto: Divulgação Pixabay

Outro destaque é o queijo Minas artesanal, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2024. 

Com base no último levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a iguaria é produzida por mais de 30 mil famílias mineiras, o que é símbolo de tradição e qualidade.

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Regiões como Serro, Canastra e Cerrado já possuem Indicação Geográfica, reforçando o valor cultural e econômico deste produto. 

Em Minas Gerais, o Dia dos Queijos Artesanais de Minas acontece no dia 16 de maio. A data foi oficializada há cerca de sete anos, pela Lei Estadual 22.506. 

Só que no dia Mundial do Queijo, todos os produtores têm motivos para comemorar. De acordo com o Polo Sebrae Agro, o Brasil está crescendo na exportação demonstrando o potencial do país em competir globalmente e revelando oportunidades para empreendedores expandirem seus negócios.

Dicas do Sebrae 

Para se destacar nesse mercado, adote estratégias que aumentem a percepção de valor da sua marca, como diversificação, por exemplo, explorando novos mercados e produtos.

Aplique técnicas de branding, criando uma identidade forte com embalagens atraentes, divulgação e certificações de qualidade. Além disso, é possível apostar em comunicação e marketing para o negócio, usando mídias sociais e parcerias com influenciadores para aumentar o engajamento e a fidelidade à marca.

Descubra aqui estratégias detalhadas para crescer sua marca no mercado de produtos lácteos com valor agregado.



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