quarta-feira, julho 8, 2026

Agro

News

Carne bovina gaúcha ganha estudo inovador que conecta qualidade ao ambiente de criação


Um projeto liderado pela Embrapa Pecuária Sul, no Rio Grande do Sul, busca mapear as características da carne bovina produzida no estado, relacionando composição nutricional e saudabilidade aos diferentes sistemas de criação.

A pesquisa reúne mais de 20 especialistas de diversas instituições brasileiras e utiliza tecnologias de ponta, como metabolômica e inteligência computacional, para entender o impacto dos sistemas produtivos na qualidade da carne.

Tecnologia a serviço da carne gaúcha

Segundo Élen Nalério, pesquisadora responsável pelo estudo, a metabolômica permitirá uma análise aprofundada do sistema biológico dos animais. “Com essa ferramenta, conseguimos identificar os compostos presentes na carne e entender como o sistema produtivo impacta na qualidade final”, afirma.

Além disso, os dados coletados vão compor um banco de informações alimentado por inteligência computacional, que buscará padrões nutricionais vinculados ao ambiente de criação.

O projeto avaliará entre três e cinco sistemas de produção predominantes no Rio Grande do Sul, considerando variáveis como solo, alimentação, raça e emissões de carbono.

“Nosso objetivo é criar modelos preditivos que possam ser aplicados em pesquisas futuras e ajudar na valorização da carne gaúcha”, detalha Nalério.

Foto: Leonardo Hostin/Embrapa

Dados para a saúde e o mercado

Um dos principais resultados esperados é a disponibilização de um dossiê com informações detalhadas sobre a carne gaúcha. Essas informações poderão subsidiar políticas públicas, como o Guia Alimentar para a População Brasileira, e combater desinformações sobre o impacto da carne na saúde humana.

Nalério destaca a relevância do estudo em um cenário de crescente preocupação ambiental e pressões sociais sobre o consumo de carne.

“Acreditamos que as carnes gaúchas têm características únicas em termos de eficiência produtiva e benefícios à saúde, o que pode abrir novos mercados e agregar valor à produção local.”

Foto: Élen Nalério/Embrapa

Metodologia detalhada

Os dados serão coletados tanto em campo quanto em laboratório. Informações como dieta animal, idade de abate, tipo de solo e emissões de metano serão combinadas a análises químicas de amostras de carne.

Essas análises incluirão parâmetros físico-químicos, composição de ácidos graxos e vitaminas, conduzidas no Laboratório de Ciência e Tecnologia de Carnes da Embrapa Pecuária Sul.

Com o sucesso da iniciativa no Rio Grande do Sul, a ideia é expandir o projeto para outros estados, abrangendo diferentes biomas e sistemas produtivos do Brasil. “Estamos desenvolvendo metodologias que poderão ser aplicadas em diversas regiões, fortalecendo a cadeia produtiva nacional”, conclui a pesquisadora.

Esse estudo pioneiro coloca a carne bovina gaúcha no centro das discussões sobre eficiência produtiva e sustentabilidade, com impactos que prometem beneficiar produtores, consumidores e o mercado como um todo.

O trabalho tem apoio financeiro da da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). “Temos representantes de diferentes áreas de atuação no estudo, como por exemplo, matemáticos e pesquisadores de TI para o trabalho com inteligência computacional”, conta Élen Nalério.

Além disso, o projeto conta com pesquisadores da Embrapa Gado de Leite (MG), Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Universidade Federal de Lavras (Ufla) e Universidade Federal de Pelotas (UFPel) , com expertises nas áreas de produção animal, química e engenharia de alimentos, ciência da carne, estatística, física e matemática aplicada.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de arroz no Brasil deve crescer 14% em 2025, mas La Niña segue como alerta



Ddesafios climáticos ainda persistem no Rio Grande do Sul




Foto: USDA

A semeadura de arroz no Brasil está na fase final, com 94% da área total plantada até 5 de janeiro, segundo dados divulgados pelo Itaú BBA, com base em informações da Conab. O Rio Grande do Sul, principal estado produtor, alcançou 98% da área prevista, de acordo com o Instituto Rio Grandense do arroz (Irga). No entanto, a Região Central do estado registrou um avanço menor, com 85% da área semeada, reflexo das enchentes de maio e das chuvas subsequentes. Em Santa Catarina, o plantio já foi concluído, e as condições climáticas no Sul têm sido favoráveis para o desenvolvimento da cultura.

A Conab projeta que a produção brasileira de arroz em 2025 chegará a 12,1 milhões de toneladas em casca, um aumento de 14% em comparação à safra anterior. Este crescimento é atribuído à melhoria na produtividade e à expansão da área plantada. Apesar disso, especialistas alertam para os riscos associados ao fenômeno climático La Niña, que ainda pode impactar os resultados finais da safra.

Mercosul em alta

No restante do Mercosul, as perspectivas também são otimistas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que o bloco produzirá 10,9 milhões de toneladas de arroz beneficiado, o equivalente a 16,0 milhões de toneladas em casca. Este volume representa o maior nível de produção desde a safra 2014/15.

Para o Brasil, o USDA projeta uma produção de 8,0 milhões de toneladas de arroz beneficiado, ou 11,8 milhões de toneladas em casca, um pouco abaixo das estimativas da Conab. Segundo a análise do Itaú BBA, a oferta significativa de arroz no Mercosul deve manter a pressão sobre os preços em 2025, especialmente no mercado internacional.

 

 





Source link

News

Veja como os preços do boi gordo iniciaram a semana



O mercado físico do boi gordo manteve preços firmes nesta segunda-feira (20), de estáveis a mais altos em relação à última sexta-feira (17).

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, muitas indústrias permanecem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias a serem adotadas na compra.

“O fato é que a semana começa com um cenário ainda pautado pela oferta restrita, com exportações ainda contundentes, em um janeiro com imenso potencial em termos de volume exportado“, comenta.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 333,92 (R$ 333,50 anteriormente)
  • Minas Gerais: R$ 322,94, estável
  • Goiás: R$ 323,21, sem mudanças
  • Mato Grosso do Sul: R$ 326,59 (R$ 326,36 anteriormente)
  • Mato Grosso: R$ 319,72 (R$ 319,04 a na sexta)

Mercado atacadista

O atacado voltou a apresentar preços firmes durante a segunda-feira. "Importante destacar que há menor espaço para reajustes no curto prazo, considerando o menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês", observa Iglesias.

O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 26,50, enquanto a ponta de agulha permanece a R$ 18,50, por quilo. Já o quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 18,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,36%, sendo negociado a R$ 6,0421 para venda e a R$ 6,0401 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0295 e a máxima de R$ 6,0865.



Source link

News

conheça a mulher que deve intensificar o protecionismo norte-americano


Referência global em políticas e estatísticas para o agronegócio, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) passará a ser comandado pela advogada Brooke Rollins, de 52 anos.

A nova presidente do órgão – posto similar ao ministro do Ministério da Agricultura e Pecuária no Brasil, guardadas as devidas proporções – será responsável por um complexo de, aproximadamente, 4.500 locais de operações nos Estados Unidos e no exterior e que emprega mais de 100 mil funcionários.

Apenas no Brasil, o USDA mantém três escritórios: o Office of Agricultural Affairs (OAA), em Brasília; o Animal and Plant Health Inspection Service (APHIS), também na capital federal; e o Agricultural Trade Office (ATO), para a promoção de sua agroindústria, no consulado geral em São Paulo.

A escolhida do novo presidente Donald Trump para o cargo desbancou nomes tidos como favoritos em novembro de 2024, época da eleição norte-americana, como o atual comissário de agricultura do Texas, Sidney Carroll Miller, e Kip Tom, um tradicional produtor de milho e soja do estado de Indiana.

Escolhida de Trump para o USDA

Brooke Rollins e Donald TrumpBrooke Rollins e Donald Trump
Foto: Redes Sociais

Ao justificar a escolha, Trump destacou que Brooke sempre esteve ligada ao agronegócio. A vivência dela dá pistas dessa associação: cresceu em uma fazenda em Glen Rose, a cerca de 80 quilômetros de Fort Worth, no Texas. Nos verões, ia com a família para Minnesota, onde mantinham propriedade em que cultivavam milho, batata e soja. Além de direito, ela cursou desenvolvimento agrícola em 1994 pela A&M University.

No setor, interlocutores dizem que a nova chefe do USDA é vista como uma liderança apoiadora dos agricultores norte-americanos e uma defensora da autossuficiência alimentar do país.

Os discursos de Trump mostram que a nova mandatária do USDA terá como desafios sanar o aumento dos custos para os produtores locais e vencer as disputas comerciais entre os Estados Unidos e a China.

No início de janeiro, quando o nome de Brooke Rollins foi anunciado, uma coalizão de produtores rurais e líderes de grupos de fazendas enviaram uma carta ao Senado norte-americano pedindo a célere confirmação do nome dela ao cargo. O documento destacava o conhecimento da advogada sobre o agro e a sua experiência em política e negócios.

Protecionismo e impacto no Brasil

Apesar da trajetória de Brooke, o cientista político e professor Leandro Consentino, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), destaca que a escolha de Brooke para o USDA causou surpresa nele e na maioria dos analistas que conhece.

“Ela não possui experiência significativa no agronegócio, o que indica que a política agrícola do país será fortemente influenciada por Trump. A expectativa é de uma gestão mais protecionista, voltada para atender às demandas dos fazendeiros norte-americanos, o que pode gerar atritos com interesses comerciais do Brasil.”

Segundo ele, para enfrentar possíveis barreiras protecionistas, o Brasil precisa diversificar suas parcerias comerciais e buscar convergências em temas estratégicos com os Estados Unidos. “A agenda agrícola norte-americana sob Trump será desafiadora, mas o Brasil deve estar preparado para negociar pontos de convergência e encontrar alternativas onde houver conflitos de interesse”, conclui.



Source link

News

Sudeste tem aumento em preços, mas segue a região mais barata para abastecer



A Região Sudeste teve os preços médios da gasolina e do etanol mais baratos de todo o país na primeira quinzena de janeiro, mesmo após aumento no preço de ambos, de acordo com os dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

A gasolina, vendida a preço médio de R$ 6,16, apresentou alta de 0,16% na comparação com a primeira quinzena de dezembro, enquanto o etanol, encontrado a R$ 4,21, registrou alta de 0,72% na mesma comparação.

De acordo com o IPTL, os preços médios registrados para os dois tipos de diesel também cresceram. O comum passou a custar, em média, R$ 6,14 na região e o tipo S-10 R$ 6,22, altas de 0,49% e 0,32%, respectivamente.

“Mesmo com a alta nos combustíveis, o Sudeste, quando comparado com as outras regiões do país, segue como a região mais barata para abastecer com gasolina e etanol. O estado de São Paulo, que vinha se destacando há meses como o estado detentor do menor preço médio de gasolina no país segundo o IPTL, registrou um valor de R$ 6,09 na primeira quinzena de janeiro, mas foi ultrapassado pela Paraíba (com média de R$ 6,08)”, detalha o diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil, Douglas Pina.

Ainda assim, conforme ele, São Paulo é o local mais barato do Sudeste para abastecer com qualquer tipo de combustível. “Diante desse cenário, o IPTL apontou que o etanol é economicamente mais viável em todos os estados da região, com exceção do Rio de Janeiro. Vale ressaltar que a escolha pelo biocombustível vai além do financeiro, uma vez que, devido à sua composição, o etanol é um combustível que emite menos poluentes na atmosfera, contribuindo para uma mobilidade de baixo carbono”.



Source link

News

Confira as cotações da soja em dia de feriado nos EUA



O mercado brasileiro de soja esteve travado nesta segunda-feira (20). Com o feriado nos Estados Unidos mantendo a Bolsa de Chicago fechada e o dólar oscilando dentro de pequenas margens, os preços ficaram estáveis e os negócios, se ocorreram, foram pontuais.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 134,00
  • Missões (RS): preço se manteve em R$ 135,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 139,00
  • Cascavel (PR): preço se manteve em R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço se manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 118,00
  • Dourados (MS): preço se manteve em R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 121,00

Chicago

Os mercados financeiro e agrícola dos Estados Unidos não operaram na segunda-feira, 20, devido ao feriado do Dia de Martin Luther King. Com isso, as bolsas de Chicago para grãos e cereais (soja, subprodutos, trigo e milho), o mercado financeiro em Wall Street e a bolsa de Nova York para soft commodities (algodão, cacau, café, suco de laranja e açúcar) não abriram.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,36%, sendo negociado a R$ 6,0421 para venda e a R$ 6,0401 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0295 e a máxima de R$ 6,0865.



Source link

News

Santa Catarina deve voltar a enfrentar chuvas fortes


As chuvas fortes devem voltar a atingir parte de Santa Catarina nesta segunda-feira (20). Segundo a Defesa Civil estadual, entre a tarde e a noite de hoje, o avanço de uma frente fria associado à ação de um ciclone marítimo tende a causar temporais isolados, com raios, além de rajadas de vento e formação de granizo.

O alerta da Defesa Civil volta a deixar a população em alerta após um fim de semana sem registro de ocorrências graves relacionadas à precipitação pluviométrica. Na Grande Florianópolis, Médio e Baixo Vale do Itajaí, litorais norte e sul e no extremo leste do Alto Vale do Itajaí, e dos planaltos Norte e Sul, é alto o risco de alagamentos, enxurradas, destelhamentos e quedas de árvores e galhos, com os consequentes danos à rede elétrica.

As temperaturas devem se elevar entre amanhã (21) e quarta-feira (22), superando os 35 graus Celsius (ºC) em algumas áreas do Grande Oeste e do litoral catarinense, com risco baixo de temporais e outras intercorrências na divisa com o Paraná. Na quinta-feira (23), a previsão é que a instabilidade volte a ganhar força, com temporais se espalhando por todo o estado.

Na semana passada, as chuvas fortes provocaram destruição, desalojando famílias e causando ao menos uma morte, na cidade de Governador Celso Ramos, cuja prefeitura decretou situação de emergência, junto com os municípios catarinenses de Balneário Camboriú, Biguaçu, Camboriú, Florianópolis, Gaspar, Governador Celso Ramos, Ilhota, Itapema, Porto Belo, São José, Palhoça, São Pedro de Alcântara e Tijucas.

Até o sábado (18), quando as chuvas deram uma breve trégua em boa parte do estado, a Secretaria Estadual da Proteção e Defesa Civil já contabilizava 320 desabrigados e 995 desalojados.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Como identificar os danos da larva arame?



Os insetos adultos são besouros com comprimento variando de 6 a 19 mm




Foto: Arquivo Agrolink

Segundo dados do artigo do engenheiro-agrônomo publicado no Blog Aegro, a larva arame é uma praga para diversas culturas agrícolas, como milho, trigo, arroz e batata. Pertencente à família Elateridae, especialmente aos gêneros Conoderus spp. e Melanotus spp., ela é conhecida pelo impacto negativo nas lavouras e pelo seu ciclo de vida, que começa com ovos depositados no solo pelas fêmeas durante o verão.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Os insetos adultos são besouros com comprimento variando de 6 a 19 mm, corpo alongado e coloração marrom-avermelhada ou escura. Já as larvas, que atingem até 2 cm de comprimento, apresentam corpo cilíndrico, fino e rígido, com coloração inicial esbranquiçada, tornando-se marrom-amarelada à medida que se desenvolvem.

A fase larval é a mais prejudicial, pois as larvas vivem no solo, alimentando-se de raízes e sementes germinantes. Os maiores danos são registrados no início da primavera, especialmente em sistemas de integração lavoura-pastagem. Os sintomas incluem atrofia de plantas, que podem adquirir tons roxos ou escuros, além de fileiras com plantas subdesenvolvidas ou mortas. Esses danos podem ser diretos, causando redução do crescimento ou morte da planta, ou indiretos, facilitando a entrada de patógenos nos ferimentos causados pelas larvas.





Source link

News

Superávit da balança comercial na 3ª semana de janeiro é de US$ 1,356 bilhão



A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 1,356 bilhão na terceira semana de janeiro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira (20), o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,446 bilhões e importações de US$ 5,09 bilhões.

No mês, o superávit acumulado é de US$ 2,553 bilhões. Até a terceira semana de janeiro, a média diária das exportações registrou alta de 7,8% em relação à média diária do mesmo mês de 2024. O resultado se deu devido a queda de US$ 6,06 milhões (-3,2%) em Agropecuária, crescimento de US$ 37,24 milhões (10%) em Indústria Extrativa e avanço de US$ 61,31 milhões (9,5%) em produtos da Indústria de Transformação.

Já as importações tiveram crescimento de 17,5% na mesma comparação, com aumento de US$ 9,17 milhões (39,4%) em Agropecuária, alta de US$ 15,51 milhões (28,2%) em Indústria Extrativa e avanço de US$ 137,08 milhões (16,2%) em produtos da Indústria de Transformação.



Source link

News

Funcionários morrem durante limpeza de tanque que transportava sangue bovino



Dois funcionários morreram nas dependências de uma empresa enquanto trabalhavam na limpeza de um tanque de caminhão que transportava sangue bovino, em Teodoro Sampaio, na região central da Bahia, no último domingo (19).

O Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia informou que abriu um inquérito civil para apurar as circunstâncias das mortes dos trabalhadores.

Segundo MPT-BA, as vítimas, identificadas como Ednaldo de Jesus Xavier, de 46 anos, e José Ginaldo da Cruz, de 45 anos, faleceram após um acidente ocorrido na empresa Bahia Rendering, localizada no bairro Lustosa.

De acordo com o site da empresa, a indústria utiliza resíduos da produção pecuária como o subproduto animal não utilizado por abatedouros e açougues, para a produção de ração animal e produtos de higiene e limpeza.

Informações preliminares divulgdas pelo MPT-BA, nesta segunda-feira (20), indicam que durante o processo, devido ao forte odor proveniente do sangue bovino, os dois trabalhadores desmaiaram e permaneceram desacordados.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para o resgate e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros socorros das vítimas, que posteriormente foram levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiram e morreram.

O MPT contará com informações dos órgãos envolvidos no caso, como a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros, o Instituto Médico-Legal e, principalmente, a Superintendência Regional do Trabalho da Bahia (SRT-BA), órgão responsável pela fiscalização.

Odor

Há 5 meses, um comentário na avaliação da localização atribuída a Brasil Rendering na página do Google Maps, diz que mal cheiro pode ser sentido na zona rural do município vizinho, a cerca de 30 km de distância da sede da empresa.

“O mal cheiro bate até na zona rural da cidade de Pedrão. O INEMA, SEMA ou a VISA têm que fiscalizar isso. Não é possível que o nível de odor emitido esteja dentro dos limites aceitáveis.”, questiona.

Segundo o MPT, em casos de acidentes de trabalho fatais, a SRT-BA realiza perícia para verificar o cumprimento das normas regulamentadoras de saúde e segurança do trabalho aplicáveis a este tipo de atividade.

O que diz a empresa

Em resposta ao nosso contato, a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), entidade na qual a empresa é parceira, disse que irá se manifestar após as investigações.

“O caso mencionado está sob investigação e, por essa razão, ainda não nos manifestaremos sobre o ocorrido. Assim que todas as informações forem apuradas, a empresa associada divulgará uma nota de esclarecimento em seus canais de comunicação”, disse.

Além disso, através da ABRA, a Bahia Rendering nos encaminhou uma nota em que lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com os familiares e amigos das vítimas.

A nota afirma ainda que foi intaurado um procedimento interno para apurar as circunstâncias da morte dos funcionários que morreram enquanto trabalhavam na limpeza do tanque que transportava sangue bovino e que está dando assistência às famílias.

Leia a nota na íntegra:

A unidade Bahia Rendering lamenta profundamente o trágico acidente ocorrido na manhã do último domingo, que resultou no falecimento de dois de nossos colaboradores.

Neste momento de dor, nossa prioridade é oferecer todo o suporte necessário as famílias e amigos das vítimas, prestando assistência integral e solidária.

Reafirmamos nosso compromisso com a segurança e o bem-estar de nossos colaboradores. Além de colaborar plenamente com as autoridades para que as investigações sejam conduzidas de forma rápida e transparente, a unidade Bahia Rendering instaurou um procedimento interno rigoroso para apurar as circunstâncias do ocorrido. Essa medida tem como objetivo esclarecer os fatos e reforçar a adoção de ações preventivas em nossas operações.

Desde o momento do incidente, todas as providências cabíveis foram imediatamente tomadas, e seguimos empenhados em garantir que situações como essa sejam minuciosamente avaliadas para evitar que se repitam.

A unidade Bahia Rendering está à disposição para quaisquer esclarecimentos e continuará trabalhando com responsabilidade e respeito à vida em todas as suas atividades.


Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp!





Source link