quarta-feira, julho 8, 2026

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Projeto pode mudar a definição do índice de produtividade da terra



O Projeto de Lei 2604/24 que altera as regras de medição dos índices de produtividade e servem de parâmetro para classificar uma propriedade como produtiva ou improdutiva está em análise na Câmara dos Deputados. O objetivo, segundo o autor da proposta, deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), é atualizar os parâmetros que estão defasados há cinco décadas.

Pelo texto, o Censo Agropecuário, a partir de metodologia própria, calculará os valores dos índices que formam o conceito de produtividade previsto na Lei da Reforma Agrária (grau de utilização da terra de 80% ou mais e grau de eficiência de 100%).

Com base nos dados apurados, um decreto determinará a atualização dos índices. O Censo Agropecuário é realizado a cada cinco anos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o texto, a propriedade será produtiva quando cumprir os requisitos previstos no art. 186 da Constituição, entre eles: aproveitamento racional e adequado, preservação do meio ambiente e observância das regras trabalhistas. Somente as grandes propriedades que cumprem a sua função social terão acesso a benefícios do setor público, como incentivos fiscais.

Defasagem

Hoje, a Lei da Reforma Agrária prevê que os índices de produtividade devem ser apurados pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura, ouvido o Conselho Nacional de Política Agrícola. Entretanto, conforme o deputado, isso nunca ocorreu.

Função social

O projeto também regulamenta a função social da propriedade produtiva, prevista na Constituição desde 1988.

“O projeto garante tratamento especial à propriedade produtiva que cumpre a função social”, afirma Tatto.

Próximos passos

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, nas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.



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Cenário internacional tende a beneficiar preços do milho no Brasil, aponta plataforma



Após os cortes na produção, exportação e estoques globais de milho divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o cereal manteve suporte nos preços, apresentando tendência de valorização devido à menor oferta disponível no mercado internacional.

Do outro lado, a demanda se manteve aquecida com margens positivas do mercado de proteína. Assim, produtores de gado e suínos seguem como o principal mercado.

Tal cenário promoveu melhora nos preços, o que impulsionou a comercialização, especialmente em Mato Grosso.

Em Chicago, o milho encerrou a semana passada cotado a US$ 4,85 por bushel, alta de 2,97% em relação ao último período. Contudo, no Brasil, o contrato de milho para março de
2025 registrou queda de 1,6% na B3, encerrando a R$ 76,70 por saca. Diferentemente da soja, no mercado físico, o milho mostrou valorização.

E agora, o que esperar do milho?

Análise da plataforma Grão Direto destaca três pontos de atenção que podem mexer com o mercado do milho no curto-prazo:

  • Milho primeira safra: as regiões produtoras de milho nesta primeira safra, apesar de alguns desafios, devem apresentar boas condições para o desenvolvimento vegetativo da cultura. Estados como Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul têm previsões de chuvas regulares e temperaturas elevadas para os próximos 15 dias, alinhando-se às condições climáticas observadas na Argentina.
  • Milho segunda safra: as previsões climáticas indicam uma redução das chuvas devido à troca de polaridade do regime pluviométrico, com mais precipitações no Sul e menores volumes no Centro-Oeste (o inverso do que temos hoje). “Essa mudança tem impulsionado um movimento de alta nos preços, que pode se estender para a próxima semana, especialmente com o atraso na colheita da soja, dificultando o início do plantio do milho safrinha”, diz a Grão Direto, em nota.
  • Avanço de plantio safrinha: de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o plantio do milho safrinha já se iniciou no estado de Mato Grosso. Por ora, o avanço é pequeno, menos de 1% da área, ritmo lento justificado pelo atraso na colheita da soja por conta do excesso de chuva da semana anterior.

Diante dos pontos expostos, o cenário é de continuidade da valorização do milho. Segundo a plataforma, mesmo com muitas incertezas em jogo, o preço do grão deve ser beneficiado neste início de colheita no Brasil.



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Como recuperar as áreas queimadas?



O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade



O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade
O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade – Foto: Canva

A recuperação de áreas devastadas por incêndios no Brasil é um grande desafio ambiental. Para José Otávio Menten, presidente do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), a regeneração do solo e a restauração do ecossistema exigem esforços contínuos e tecnologias inovadoras. Além do combate ao fogo, a principal dificuldade é a perda da microbiota do solo, essencial para a fertilidade, que fica comprometida, tornando o solo mais compacto e menos produtivo. A erosão também agrava o cenário, dificultando a retenção de água e o crescimento da vegetação.

O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade. O fogo destrói a vegetação, sementes, raízes e microrganismos do solo, alterando o equilíbrio ecológico. Espécies mais sensíveis são eliminadas, enquanto gramíneas invasoras se espalham, prejudicando a fauna local. A restauração envolve estratégias como cobertura do solo com palha, reintrodução da microbiota e plantio de espécies nativas pioneiras, que ajudam na recuperação da vegetação e estabilizam o microclima.

“O fogo elimina microorganismos importantes e nutrientes disponíveis, tornando o solo compactado e menos produtivo. Além disso, a natureza demora muito tempo para se regenerar, especialmente em ecossistemas sensíveis”, complementa.

Além disso, é fundamental o manejo adequado dos recursos hídricos, como recuperação de nascentes e irrigação temporária. Em ecossistemas como o cerrado, árvores de grande porte podem levar décadas para se regenerar, mas o uso de tecnologias como bioinsumos pode acelerar esse processo, favorecendo o retorno da vegetação nativa e contribuindo para a resiliência do ecossistema. Com as estratégias certas, é possível restaurar as áreas queimadas e garantir um futuro mais sustentável.

“Espécies raras e que não têm capacidade de regeneração rápida podem ser eliminadas. Áreas de vegetação rasteira podem começar a se regenerar em poucos anos, mas florestas densas podem levar décadas ou até séculos para recuperar sua estrutura original”, explica 

 





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Situação é crítica nas lavouras de soja; há previsão de melhora?



A situação das lavouras de soja em diversas regiões do Brasil continua preocupante, com destaque para o Rio Grande do Sul e o sul de Mato Grosso do Sul, onde a umidade do solo segue crítica. De acordo com o mapa de umidade do solo, nos próximos dias a chuva se concentrará principalmente na faixa leste do estado de Mato Grosso do Sul, com a expectativa de que as precipitações se espalhem por todo o estado na próxima semana. No entanto, as porções sul e oeste do estado continuarão com pouca chuva, dificultando as operações de colheita.

Em Mato Grosso, a porção oeste do estado também enfrenta dificuldades com a umidade do solo, atrasando as operações de campo. Já no Sudeste, a chuva avança por São Paulo e sul de Minas Gerais, o que ajuda a manter a boa umidade do solo, sem prejudicar os trabalhos em campo.

Na região Sul, a formação de um ciclone extratropical traz boas chuvas para Santa Catarina e Paraná, beneficiando as lavouras. A porção noroeste e norte do Rio Grande do Sul também recebe boas precipitações, embora o centro-sul do estado, especialmente a região da Campanha Gaúcha, continue com a situação hídrica crítica, sem previsão de chuva significativa nos próximos dias.

Por fim, no Nordeste, a chuva continua nas lavouras de soja do Maranhão, Piauí e interior da Bahia, com a umidade favorecendo as operações, embora as precipitações ainda sejam moderadas. Já no Norte, a chuva em Rondônia é favorável para as lavouras, com bons acumulados, mas no Pará, a situação é preocupante. Apesar da volta das chuvas, o acumulado de precipitações na porção central do estado, com mais de 100 mm em alguns locais, inviabiliza as operações de campo devido ao excesso de água no solo.



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BNDES apoia ampliação da Ferrovia Centro-Atlântica com R$ 500 milhões


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 500 milhões em financiamento para a modernização da via permanente, material rodante e construção de pátios da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), gerida pela VLI Multimodal S.A. A ferrovia, que é a maior do Brasil, conecta as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, abrangendo sete estados e o Distrito Federal em seus 7.840 km de extensão.

Modernização e Impactos

Os recursos serão utilizados para:

  • Ampliar e modernizar sete pátios da FCA;
  • Substituir trilhos e dormentes, aumentando a velocidade e segurança;
  • Recuperar pontes e instalar guarda-corpos e passagens de pedestres;
  • Modernizar o material rodante;
  • Construir uma Estação de Tratamento de Efluentes Industriais no Terminal Integrador Guará;
  • Realizar pagamentos de outorga.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa fortalece a logística integrada e multimodal, estratégica para reduzir custos e aumentar a competitividade do Brasil.

“O custo logístico no Brasil representa cerca de 11% do PIB. Com este apoio, seguiremos as diretrizes do governo Lula para aprimorar a infraestrutura logística”, destacou.

A diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, afirmou que a operação promove uma matriz logística mais integrada, sustentável e eficiente, alinhada à crescente demanda de mercados globais e dinâmicos.

Investimentos Complementares

Além do apoio do BNDES, o projeto conta com a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures, coordenada pelo BTG Pactual, o BNDES e o Banco ABC Brasil. O banco de fomento subscreveu 50% do valor em uma tranche de longo prazo. No total, o investimento na FCA é estimado em R$ 3,9 bilhões.

Sobre a VLI

A VLI opera plataformas logísticas integradas, atendendo setores do agronegócio, siderurgia e indústria. Em 2023, a empresa transportou mais de 43,8 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) e movimentou 43 milhões de toneladas úteis (TU) por portos.



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Delegação da ONU acompanha os preparativos para COP30 no Brasil



Uma delegação com 24 especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) está em Belém (PA) em missão analisando os preparativos para a 30ª Conferência da ONU para Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro.

No primeiro dia de visitas de campo, o grupo se reuniu com representantes dos comitês organizativos dos governos federal, do estado e município. Ao longo da semana, a missão conhecerá a infraestrutura hoteleira, o planejamento de logística, transporte, segurança pública e infraestrutura de saúde.

De acordo com a secretária-executiva adjunta da UNFCCC (sigla em inglês para Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), Noura Hamladji, a missão não é avaliativa e tem o objetivo de apoiar a organização para tornar a COP30 um sucesso.

“Estou bastante impressionada com o planejamento, mas também com o nível de investimento de R$ 5 bilhões e também com o empenho e o compromisso das autoridades do governo federal, do governo do estado e também do município aqui de Belém. Esses são ingredientes muito importantes para haver o sucesso”, disse, após conhecer os números apresentados pelo secretário extraordinário para a COP30, Valter Correia.

O governo brasileiro espera receber cerca de 100 mil visitantes ao longo das duas semanas de conferência. Em 2024, a COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão, recebeu 54.148 participantes.

Segundo Valter Correia, a expectativa é que o fortalecimento do turismo seja um legado importante para a Amazônia. “Estamos trabalhando incessantemente para entregar uma COP que tenha todas as condições de garantir o sucesso das negociações globais sobre o clima”, declarou.

De acordo com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Belém já vive um crescimento superior a 59% das chegadas de visitantes por via aérea, no período entre janeiro e novembro de 2024, quando comparado ao ano anterior.

Além dos investimentos governamentais em infraestrutura, há ações de melhoria da rede hoteleira, construção de mais hospedagens, capacitações de profissionais do setor de turismo voltadas à sustentabilidade e reforma de pontos turísticos em toda a região metropolitana.



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Confira como o mercado da soja se comportou



A última semana foi marcada por desafios climáticos que impactaram a colheita da soja no Brasil. Chuvas intensas nas regiões Centro-Norte do país, incluindo parte de Minas Gerais, geram alertas para o risco de precipitações acima da média. No Sul, a estiagem também afetou a produtividade, com o Departamento de Economia Rural (Deral) reportando dificuldades, mesmo com apenas 2% da área do estado sendo colhida.

Safras de soja recorde

Apesar desses desafios, a safra de soja 2024/25 segue com projeções positivas, com o International Grains Council (IGC) elevando suas estimativas de produção mundial, sustentando a expectativa de uma safra recorde.

Em Chicago, o contrato de soja para março de 2025 fechou a US$10,35 por bushel, registrando alta de 0,88% na semana. Em contrapartida, o dólar recuou 0,49%, encerrando a semana cotado a R$6,07. No mercado físico, o movimento foi negativo ao longo da semana, com a soja recuando na rolagem de contratos em Chicago.

Condições climáticas

O comportamento climático nas próximas semanas será determinante para confirmar ou não a safra recorde de 170 milhões de toneladas, um volume já amplamente aceito pelos players do mercado. Conforme a safra avança, os prêmios começam a sofrer pressão de baixa. Os acumulados de chuva dos últimos cinco dias foram satisfatórios em grande parte das áreas produtivas, e as previsões do NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) indicam continuidade das precipitações nas próximas duas semanas. Embora o risco de falta de chuva seja baixo, o excesso hídrico pode se tornar uma preocupação em algumas regiões.

Soja na Argentina

Ao analisar o início das safras anteriores, é possível identificar um padrão interessante. Na safra 21/22, que sofreu uma quebra significativa, a colheita começou entre as semanas 1 e 2 de janeiro, e o mercado reagiu com alta tanto na base FOB quanto na CBOT. Já na safra 22/23, também marcada por uma quebra produtiva, a colheita iniciou entre as semanas 2 e 3 de janeiro, resultando em queda nas cotações.

Para a safra atual, o volume de soja ainda é pequeno para considerar um início significativo de colheita, devido ao clima chuvoso e às lavouras úmidas. À medida que o início da colheita se aproxima, o mercado pode reagir com uma queda expressiva nos preços, tanto na base FOB quanto na CBOT.

Na Argentina, apesar das recentes preocupações com as condições climáticas e o desenvolvimento da safra, as previsões indicam uma possível melhoria nas condições meteorológicas. Essa recuperação no potencial produtivo pode gerar uma pressão de baixa nas cotações dos derivados de soja, dependendo da velocidade da recuperação da safra argentina.

Colheita

Com base nos parâmetros climáticos e de colheita, a soja pode enfrentar uma semana de baixa, pressionada pelo avanço da colheita no Brasil. O câmbio não deverá exercer uma influência significativa nos preços nesta semana, com as oscilações nos mercados internacionais, em grande parte, sendo determinadas pelas condições climáticas e o progresso da colheita no Brasil e na Argentina.



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Brasil destaca avanços na agricultura sustentável em Fórum Global



Ministros da Agricultura e autoridades de 60 países participaram do 17º Fórum Global de Alimentação e Agricultura (GFFA), realizado de 15 a 18 de janeiro, na Alemanha. O encontro debateu como a bioeconomia pode impulsionar uma agricultura sustentável e os esforços necessários para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2 – Fome Zero até 2030.

Na conferência ministerial que encerrou o evento, foi apresentada uma proposta global para uma bioeconomia transformadora, baseada na economia circular, com foco em sustentabilidade, resiliência e inclusão. O documento enfatiza o uso de recursos renováveis e o respeito aos limites ecológicos, alinhando a agricultura à Agenda 2030 e ao Pacto para o Futuro.

Protagonismo Brasileiro

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Neto, liderou a delegação brasileira. Ele destacou políticas públicas e iniciativas que promovem um modelo agrícola adaptado às mudanças climáticas, focado na segurança alimentar e na preservação da biodiversidade.

“Por décadas, a produção agrícola do Brasil cresceu de forma impressionante, ajudando a reduzir a pobreza e garantindo segurança alimentar global. Graças a novas tecnologias, manejo sustentável e recuperação de pastagens degradadas, o Brasil se tornou o maior exportador líquido de alimentos do mundo, contribuindo significativamente para a segurança alimentar global”, afirmou Neto.

Durante o fórum, o Brasil apresentou o painel “Diversidade à ação: Colaboração global para alcançar uma bioeconomia sustentável na agricultura”, organizado pelo IICA. Representantes de diferentes países conheceram tecnologias brasileiras e discutiram desafios e oportunidades de cooperação global no setor.

Preparação para COP 30 e G20

Pedro Neto também participou de uma mesa-redonda com ministros de diferentes países, abordando a presidência brasileira no G20, a Iniciativa sobre Bioeconomia do bloco e a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. Os debates reforçaram o protagonismo brasileiro em sustentabilidade e agricultura global, preparando o país para liderar a COP 30.
Parcerias Internacionais

Em encontro com o ministro da Agricultura do Congo, Grégoire Mutshail Mutomb, foram discutidas cooperações bilaterais, especialmente no cultivo de milho. A comitiva brasileira incluiu representantes do Ministério das Relações Exteriores, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e do Meio Ambiente e Mudança do Clima.



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Custo de produção do algodão sobe para a safra 2025/26



O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou a estimativa de dezembro de 2024 para os custos de produção agrícola (CPA) no estado. O custo operacional efetivo (COE) do algodão na safra 2025/26 foi projetado em R$ 15.179,03 por hectare, um aumento de 15,94% em relação à safra anterior.

Esse avanço foi impulsionado principalmente pela elevação de 15,11% nos custos com defensivos agrícolas, além de um aumento expressivo de 36,27% nos gastos com micronutrientes. Ambos os fatores estão relacionados à valorização do dólar e à atualização dos painéis modais, que indicaram maior necessidade de aplicação de insumos.

Produtividade para cobrir custos

Com base no preço médio futuro do algodão em dezembro de 2024, de R$ 133,07 por arroba, o Imea calcula que o cotonicultor precisará atingir uma produtividade mínima de 114,07 arrobas de pluma por hectare na safra 2025/26 para cobrir os custos operacionais. Apesar de ser 2,87% inferior à produtividade média das últimas safras, o resultado pode ser desafiador devido às condições climáticas adversas no início do ciclo.
Impactos para o Setor

A alta nos custos de produção acende o alerta para produtores de algodão em Mato Grosso, que devem enfrentar desafios no manejo e na viabilidade econômica do cultivo. Com a volatilidade cambial e o cenário climático instável, o planejamento estratégico será crucial para manter a competitividade e a sustentabilidade das operações.

As informações são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).



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Empreendimentos rurais lideram contratações



O agronegócio continua como um dos principais motores socioeconômicos do Brasil. Estudo divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), aponta novamente a importância dos empreendedores rurais dentro e fora da porteira.

O número de pessoas empregadas no terceiro trimestre de 2024, nos setores compostos pelo agronegócio, chegou a 28,4 milhões. Aumento de 1,9% frente ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o documento, apesar do aumento, a participação do setor no total de ocupações do Brasil seguiu em 26% de julho a setembro de 2024.

O número foi impulsionado pelo aumento de contratações nas agroindústrias, com avanço de 6,7% em relação ao terceiro trimestre de 2023, e nos agrosserviços, com ampliação de 6,3%.

Segundo os pesquisadores do Cepea/CNA, a expansão é “reflexo da maior complexidade operacional de algumas atividades industriais que mobilizam uma gama de serviços”.

O estudo teve como principal fonte de informações os microdados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD-C), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Micro e pequenas empresas

Pesquisa feita pelo Sebrae a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontou que somente entre os meses de janeiro e setembro de 2024, os pequenos negócios foram responsáveis por gerar seis em cada dez empregos formais no Brasil. 

No acumulado de 2024, o total de postos de trabalho criados pelas micro e pequenas empresas (MPEs) foi de 1.231.276. O montante já superou o total do volume de 1.182.684 novas vagas oferecidas em 2023. 

O levantamento do Sebrae ainda apontou que em setembro de 2024 foram geradas 247 mil vagas, com destaque para as MPE, que foram responsáveis por 152 mil empregos formais, enquanto as médias e grandes empresas contabilizaram 95 mil postos de trabalho.

Décio Lima, presidente do Sebrae, declarou à Agência Sebrae de Notícias, que “o fortalecimento da economia tem estimulado as micro e pequenas empresas a crescerem, gerando mais empregos e melhorando o nível de remuneração dos trabalhadores”.



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