quarta-feira, julho 8, 2026

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Suínos: preços do animal vivo fecham esta sexta-feira (3) em campo misto


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O mercado de suínos terminou esta sexta-feira (3) com cotações em campo misto para os preços do animal vivo. De acordo com informações do Cepea, o mês de dezembro tem sido de repetidas baixas nos preços do animal vivo, após recorde nominal atigido em novembro. A razão para isso seria, segundo o órgão, um descompasso entre oferta e demanda no mercado doméstico.

Conforme a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 152,00, assim como a carcaça especial, fechando em R$ 12,20/kg, em média.

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (2), o preço ficou estável somente em Minas Gerais (R$ 7,96/kg), e houve aumento de 0,37% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 8,21/kg. Houve queda de 1,94% no Paraná, atingindo R$ 7,58/kg, recuo de 1,65% em Santa Catarina, alcançando R$ 7,76/kg, e de 0,12% em São Paulo, fechando em R$ 8,08/kg. 
 

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Aprosoja-MT contesta previsão da Conab de safra recorde de soja em MT



A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) questionou, em nota divulgada nesta terça-feira (21), as previsões de safra recorde de soja para o estado na temporada 2024/25, anunciadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo a entidade, as chuvas intensas têm causado atrasos significativos na colheita, perdas de qualidade nos grãos e dificuldades logísticas que comprometem o desempenho da safra.

A Conab projeta uma produção recorde de 46,16 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso, enquanto o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em estimativa divulgada em dezembro, apontou para 44,04 milhões de toneladas. Porém, segundo a Aprosoja-MT, apenas 1,41% da área plantada foi colhida até o momento, uma redução de 11,41% em relação a igual período da safra anterior.

O diretor-administrativo da Aprosoja-MT, Diego Bertuol, relatou, em nota, que o excesso de chuvas tem impossibilitado a colheita em diversas regiões.

“O cenário é alarmante. Temos mais de 400 milímetros acumulados nos últimos 15 dias, impossibilitando as colheitas dos grãos prontos e também daqueles que já foram dessecados. Temos talhões com mais de 15 dias de dessecados, chegando a 20% de grãos avariados, outros com mais de 30% de umidade indo para o armazém, o que gera desconto de mais de 50% da carga”, disse.

Qualidade da soja comprometida

No leste do estado, após um período prolongado de chuvas, os produtores conseguiram retomar a colheita em algumas áreas. No entanto, segundo a entidade, a qualidade da soja colhida foi severamente afetada, com índices elevados de grãos avariados, em média entre 20% e 25%.

De acordo com a Aprosoja-MT, o atraso na colheita também está comprometendo o plantio do milho segunda safra. “Com um intervalo reduzido para o cultivo, os produtores enfrentam o risco de plantar fora da janela ideal, aumentando a vulnerabilidade às condições climáticas adversas. Como já adquiriram sementes, fertilizantes e outros insumos, muitos não têm alternativa senão seguir com o plantio, mesmo em condições desfavoráveis”, diz a nota da entidade.

Além das perdas de qualidade, a Aprosoja-MT destacou problemas logísticos e estruturais. Segundo o vice-presidente da entidade, Luiz Pedro Bier, estradas não pavimentadas utilizadas para o escoamento de grãos estão em condições críticas devido às chuvas.

A capacidade insuficiente de armazenagem agrava a situação, com formação de filas em armazéns e rejeição de cargas com alto teor de umidade.

A Aprosoja-MT alertou ainda para o prolongamento do ciclo da soja devido à alta nebulosidade.

“O ciclo da soja, que chegaria com 110 ou 115 dias pronto para colher, está passando de 125 dias, além do aparecimento de algumas pragas. Isso acarreta uma grande perda da produção. Essa narrativa de safra recorde não se enquadra para esse momento em Mato Grosso”, disse Diego Bertuol.



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entre chuvas, estiagens e pressão de baixa no mercado


O mercado de soja enfrentou uma semana de contrastes climáticos que afetaram diretamente o andamento da safra brasileira. Enquanto chuvas intensas nas regiões Centro-Norte, incluindo partes de Minas Gerais, atrasaram a colheita, a estiagem no Sul trouxe preocupações com a produtividade. No Paraná, o Deral registrou perdas, mesmo com apenas 2% da área colhida.

De acordo com a análise de mercado da Grão Direto, no cenário global, o International Grains Council (IGC) elevou suas estimativas para a produção mundial de soja, consolidando as expectativas de uma safra recorde em 2024/25. Essa perspectiva também se reflete no Brasil, que deve atingir uma produção de 170 milhões de toneladas, confirmando o otimismo dos principais players do mercado.

Nos mercados internacionais, o contrato de março de 2025 para a soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a semana em alta de 0,88%, cotado a US$ 10,35 por bushel. Entretanto, a combinação da rolagem de contratos e a valorização do real frente ao dólar, que caiu 0,49% e fechou em R$ 6,07, pressionou negativamente os preços no mercado físico brasileiro.

O que esperar nesta semana?

As condições climáticas seguirão como fator-chave para a evolução do mercado. Previsões do NOAA indicam a continuidade de chuvas nas principais regiões produtoras do Brasil, o que reduz o risco de estiagens, mas pode representar um desafio em termos de excesso hídrico para algumas lavouras, atrasando ainda mais o avanço da colheita.

Na Argentina, o clima mostra sinais de melhora, sugerindo uma possível recuperação no potencial produtivo da safra. Isso pode exercer uma pressão de baixa nos preços internacionais de derivados de soja, caso essa recuperação se confirme e impacte a oferta global.

Além disso, com o início efetivo da colheita no Brasil, o mercado deve se ajustar à expectativa de maior disponibilidade de soja. A tendência é de pressão de baixa tanto nos preços FOB quanto na CBOT, especialmente se o clima cooperar para acelerar os trabalhos de campo.

O câmbio, por sua vez, deve permanecer neutro no curto prazo, sem grandes influências sobre as negociações no mercado interno.





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Brasil encerra safra 2024 com produção de 54,2 milhões de sacas de café



A safra 2024 de café no Brasil deve se encerrar em 54,2 milhões de sacas de 60 quilos, volume 1,6% menor do que o total produzido em 2023, informou nesta terça-feira (21) a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu quarto e último levantamento referente a este ciclo.

Em comparação com 2022, que foi o último ano de alta de bienalidade para a cultura, houve crescimento de 3,3 milhões de sacas em 2024, ou 6,48% a mais. Além disso, a Conab informou que a área plantada com cafezais no país em 2024 somou 2,23 milhões de hectares, com 1,88 milhão de hectares em produção e 353.600 hectares em formação.

A produtividade média das lavouras em 2024 ficou em 28,8 sacas por hectare, ou 1,9% menos em relação a 2023. Segundo a estatal, a queda na produtividade e, consequentemente, na produção total, ocorreu por causa do clima adverso nos cafezais de quatro anos para cá, com geadas, estiagem e altas temperaturas.

“O clima adverso registrado no ano passado e no fim de 2023 trouxe impacto para importantes regiões produtoras de café, influenciando negativamente a produtividade média das lavouras”, cita a Conab, em nota.

Minas Gerais, o maior estado produtor de café, com 52% da safra, colheu em 2024 um total de 28,1 milhões de sacas, ou 3,1% menos ante 2023. Em relação às espécies de café, a produção do arábica, medida em sacas beneficiadas, foi 1,8% maior, com 39,6 milhões de sacas. Já o conilon registrou queda de 5,9% na produtividade média, para 39,2 sacas por hectare, com safra de 14,6 milhões de sacas.

“Apenas no Espírito Santo, a produção atingiu 9,8 milhões de sacas, redução de 3,1% em relação ao volume obtido em 2023”, cita a Conab.

Exportações de café

Quanto às exportações, o país registrou recorde de 50,5 milhões de sacas em 2024, alta de 28,8% ante 2023, disse a Conab, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A receita com embarques externos somou US$ 12,3 bilhões em 2024, alta de 52,6% e também um recorde.

A Conab diz ainda que, entre os motivos que contribuíram para o crescimento nas exportações de café do país em 2024, estão a valorização do produto no mercado internacional e do dólar ante o real.

“O cenário de oferta e demanda global ajustadas influenciou a alta dos preços no ano passado, mesmo com a recuperação da produção em alguns países”, continuou. “Outro fator altista para os preços foi a ocorrência de novas adversidades climáticas em importantes países produtores, que limita a recuperação da oferta futura.”



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Inmet alerta para perigo de chuvas intensas em áreas do Centro-Oeste e Norte; saiba quais


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja, de perigo, de chuvas intensas até quarta-feira (22) em estados da região Norte e em áreas de Mato Grosso.

Segundo o Inmet, nessas regiões as precipitações devem ser de 50 a 100 milímetros por dia, com ventos intensos de 60 a 100 quilômetros por hora.

A previsão é de risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas, de acordo com o instituto.

O alerta abrange o leste de Rondônia, o norte e sul de Mato Grosso, o sul e o centro do Amazonas, a região de Madeira-Guaporé e o sudoeste do Pará.



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a produção da commodity em SC



A região Oeste de Santa Catarina tem se consolidado como uma das maiores produtoras de soja do Estado, destacando-se pela produtividade crescente e o uso de tecnologias adequadas. Conforme exibido no último episódio do Programa Soja Brasil, mais de 200 mil hectares são cultivados na área, com destaque para a produção de sementes e de proteína, essenciais para a indústria de ração animal, que utiliza a oleaginosa como matéria-prima.

Pequenos produtores, muitos deles localizados na região de Chapecó, têm obtido bons resultados por meio de manejos simples e eficazes. Desde a década de 90, o sistema de plantio direto transformou a produtividade da soja, com foco na recuperação e manutenção da qualidade do solo, como explica um dos produtores locais. De acordo com a reportagem, a expectativa para a safra deste ano é positiva, com o clima colaborando para o bom desenvolvimento das lavouras, e ele espera superar seu próprio recorde de produtividade, que foi de 80,1 sacos por hectare na safra anterior.

O outro lado: desafio para os produtores da soja

Apesar do cenário otimista, a colheita da soja, prevista para começar em janeiro, traz um desafio para os produtores: a possibilidade de chuvas durante o período de colheita. O mês de fevereiro é particularmente preocupante, já que historicamente a chuva nesse período pode afetar as lavouras. Em algumas áreas, as perdas podem chegar a até 20 sacos por hectare, o que impacta a rentabilidade dos produtores.

Em meio a esse cenário de desafios climáticos, a pressão sobre os preços da soja também é um ponto crítico. Muitos produtores afirmam que, para cobrir os custos e garantir a sustentabilidade das atividades, é necessário um aumento de 10 a 15% no preço da oleaginosa. A armazenagem da produção, especialmente em fevereiro, também pode se tornar um problema devido ao volume de soja a ser colhido de uma só vez, sobrecarregando as estruturas de armazenamento.



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Embaixador André Corrêa do Lago é escolhido para presidência da COP30



O embaixador André Aranha Corrêa do Lago será o presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), prevista para ocorrer em novembro, em Belém (PA).

Ele é o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e terá a missão de conduzir as negociações para o acordo global sobre o tema.

A secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ana Toni, será a diretora-executiva da COP30.

O anúncio foi feito pelas ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e das Relações Exteriores substituta, Maria Laura da Rocha, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.

“Essas duas posições são fundamentais e estratégicas na parte de conteúdo, negociação e liderança de todo o processo da COP”, disse Marina. Já as questões de logística e infraestrutura estão a cargo da Casa Civil da Presidência da República.

Corrêa do Lago tem experiência em temas de meio ambiente, desenvolvimento sustentável e mudança do clima e foi o negociador-chefe do Brasil em fóruns internacionais sobre o tema entre 2011 e 2013 e em 2023 e 2024.

Ana Toni tem longa trajetória direcionada ao fomento de projetos e políticas públicas voltadas à justiça social, meio ambiente e mudança do clima.

Os dois integraram ativamente a delegação oficial brasileira da COP29, realizada em novembro de 2024, em Baku, no Azerbaijão.

Em entrevista à imprensa, o embaixador agradeceu a confiança do presidente Lula e disse que o Brasil pode ter um “papel incrível” na COP deste ano, que, segundo ele, será construída com diversos atores – governo, sociedade civil e empresariado.

Corrêa do Lago garantiu que a participação das populações da Amazônia, onde ocorrerá a conferência, é “absolutamente essencial”:

“A COP tem várias dimensões, ela vai ter uma imensa dimensão para o próprio Brasil, como a RIO-92 [Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, em 1992] teve um impacto muito grande sobre a maneira como o brasileiro percebeu a mudança do clima, percebeu o meio ambiente, percebeu a biodiversidade. Então tem uma dimensão nacional extremamente importante.”

“Durante esse período preparatório nós vamos ter muito diálogo com a sociedade civil porque é essencial que eles estejam envolvidos no processo. Porque, como na RIO-92 são as populações que tem que acreditar nessa agenda [de combate à mudanças do clima] e que tem que contribuir para que essa agenda dê certo”, acrescentou o embaixador.

Embora a presidência formal da COP permaneça sob a responsabilidade do Azerbaijão até a abertura oficial do evento em novembro, caberá desde já ao Brasil, como presidência designada, liderar os esforços para o êxito das negociações, promovendo o diálogo entre países e demais partes interessadas.

Estados Unidos

Corrêa do Lago foi questionado sobre o esvaziamento da COP30 com a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, tratado internacional adotado em 2015 sobre mitigação, adaptação e financiamento do combate às mudanças climáticas.

Ele esclareceu que o país norte-americano deixou o acordo mas continua signatário da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima.

“Há vários canais que permanecem abertos, mas não há a menor dúvida de que é um anúncio político de muito impacto”, disse sobre a decisão do novo presidente do Estados Unidos, Donald Trump.

“Os Estados Unidos é um ator essencial, porque não só é a maior economia, mas é também um dos maiores emissores [de gases de efeito estufa], um dos países que têm trazido respostas à mudança do clima, com tecnologia. Os Estados Unidos têm empresas extraordinárias e também têm vários estados americanos, cidades americanas que estão muito envolvidos nesse debate”, explicou.

“Estamos todos ainda analisando as decisões do presidente Trump, mas não há a menor dúvida de que terá um impacto significativo na preparação da COP e na maneira como nós vamos ter que lidar com o fato de um país tão importante estar se desligando desse processo”, complementou.



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Microcrédito rural do BNB alcança R$ 8,6 bilhões



O número de famílias atendidas também subiu



“O Banco do Nordeste recebeu mais de 113 mil clientes novos no Agroamigo"
“O Banco do Nordeste recebeu mais de 113 mil clientes novos no Agroamigo” – Foto: Pixabay

O Agroamigo, programa de microcrédito rural orientado do Banco do Nordeste (BNB), atingiu R$ 8,6 bilhões em contratações em 2024, um crescimento de 52% em relação a 2023, quando foram financiados R$ 5,6 bilhões. Comparado a 2022, quando o volume foi de R$ 3,8 bilhões, o aumento é de 126%.  

O número de famílias atendidas também subiu, com mais de 688 mil operações realizadas, representando um crescimento de 17%. Segundo o presidente do BNB, Paulo Câmara, o programa tem sido fundamental para a inclusão social, especialmente para os pequenos produtores. Ele destacou que mais de 113 mil novos clientes foram incorporados ao Agroamigo em 2024, muitas das famílias agora aplicando os recursos em suas produções agrícolas ou na criação de animais.  

“O Banco do Nordeste recebeu mais de 113 mil clientes novos no Agroamigo, em 2024. São famílias que nunca tinham tido acesso a esse crédito e agora estão recebendo recursos para aplicar na sua plantação, criação de animais ou beneficiando sua produção. O presidente Lula nos deu essa missão de levar oportunidades a todos os lugares, atendendo principalmente os pequenos”, afirma. 

Câmara ressaltou que a missão do programa é levar oportunidades a todos os lugares, como orientado pelo presidente Lula. Outro aspecto importante foi o aumento da participação feminina, com as mulheres representando 51,4% dos contratos e 51,6% do montante financiado, totalizando R$ 4,44 bilhões. Mais de 353 mil microempreendedoras rurais foram beneficiadas, contribuindo para o fortalecimento da economia familiar e o sustento das suas comunidades.

    





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Projeto vai estruturar indústrias de sisal para a produção de biocombustível


O projeto RePlanta Agave entrou em uma nova fase: o mapeamento e cadastro de produtores de sisal (Agave sisalana pierre), planta conhecida por ser a matéria-prima da tequila, mas que, nos últimos anos, também virou símbolo da versatilidade da produção de etanol.

A iniciativa desenvolvido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pelo governo da Bahia tem por objetivo melhorar as condições de plantio, colheita e uso da biomassa residual da produção de fibra de sisal, criando uma rede qualificada de agricultores para a produção de biocombustível a partir do agave.

De acordo com a entidade, o projeto vai investir R$ 2,6 milhões em ações para potencializar a cadeia produtiva da planta na região sisaleira da Bahia.

Mapeamento de produtores de sisal

Entre janeiro e março deste ano, a Associação dos Agricultores e Agricultoras de Serrinha (Apaeb Serrinha), vencedora do edital de chamamento público 012/2024, vai mapear e cadastrar, pelo menos, 400 agricultores da região semiárida baiana, que abrange 21 municípios.

Na próxima fase, os produtores cadastrados serão divididos em turmas de 20 beneficiários por localidade, e receberão qualificação e orientação técnica para preparação do solo, semeadura, manejo, colheita, armazenagem e comercialização dos produtos agrícolas.

“Esse é um projeto alinhado a Nova Indústria Brasil (NIB) e que representa nosso compromisso de transformar e fortalecer a indústria. O Replanta Agave promove a transição energética, fortalece a cadeia produtiva do sisal na Bahia e gera renda, empregos e sustentabilidade, transformando a economia local”, afirma a diretora de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, Perpétua Almeida.

Biocombustível do agave

Etanol feito com sisal pode mudar realidade de produtores do Território do Sisal, na Bahia; agave sisalana, agave; matéria prima; projeto ABDIEtanol feito com sisal pode mudar realidade de produtores do Território do Sisal, na Bahia; agave sisalana, agave; matéria prima; projeto ABDI
Fibra do sisal | Foto: Feijão Almeida/GOVBA

A fibra de sisal é a principal característica da espécie Agave Sisalana, planta do tipo suculenta típica das regiões semiáridas. Ela é aproveitada no processo de extração da fibra comercial, que é rígida e transformada em variedades de fios, cordas, tapetes e mantas, sendo o restante da biomassa descartado.

Entretanto, nos últimos anos, por meio de pesquisas, foram encontradas alternativas relevantes de aplicabilidade tanto para a fibra quanto para os resíduos. Entre elas, destacam-se o bioetanol de 1ª e 2ª geração.

De acordo com Perpétua, com o projeto Replanta Agave, a intenção agora é iniciar o processo de estruturação de indústrias de sisal para a produção de biocombustível, com foco na produção de etanol.

Segundo ela, entre os subprodutos derivados do agave, também podem ser obtidos bioinseticidas, bioherbicidas, ração, biometano, biohidrogênio verde, além de biochar (carvão vegetal empregado na correção de solo) e componentes de plástico para veículos.

Atualmente, o Brasil ocupa a posição de maior produtor de fibra de sisal do mundo. No mercado interno, o modo de cultivo é a agricultura familiar, sendo a Bahia responsável por 90% de participação, seguida por Paraíba e Pernambuco.



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DNIT inicia retirada de veículos da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira



Segurança

A estrutura remanescente está sendo monitorada em tempo real com tecnologia capaz de detectar movimentações mínimas. Caso qualquer alteração seja identificada durante os trabalhos, o planejamento poderá ser ajustado para preservar a segurança dos trabalhadores e equipamentos.

O desabamento da ponte interrompeu uma importante ligação entre os estados do Maranhão e Tocantins, afetando o tráfego e causando impacto logístico na região.



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