quarta-feira, julho 8, 2026

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Déficit hídrico preocupa mercado da soja


A falta de chuvas no Rio Grande do Sul já causa perdas irreversíveis de produtividade em algumas regiões, mesmo com o retorno das precipitações, segundo a TF Agroeconômica. As áreas semeadas em outubro foram as mais prejudicadas, destacando-se Alto Uruguai, Fronteira Oeste e Missões. No mercado, os preços no porto alcançaram R$ 140,00 para entrega em novembro, com pagamento previsto para 24 de janeiro. No interior, as cotações variaram entre R$ 136,00 em Cruz Alta, Passo Fundo e Ijuí, com pagamentos para fevereiro, e R$ 135,00 em Santa Rosa e São Luiz. Já em Panambi, o preço de pedra permaneceu em R$ 126,00 por saca.

Em Santa Catarina, o estresse hídrico é irregular, com algumas áreas enfrentando falta de umidade e outras sofrendo com excesso. No porto de São Francisco, os preços oscilaram entre R$ 137,53 para entrega em fevereiro e pagamento em março, e R$ 141,00 para entrega em junho, com pagamento em julho. A situação climática adversa também impacta o Paraná, onde o tempo seco e as altas temperaturas ameaçam o desenvolvimento das lavouras em fase de enchimento de grãos. Os preços no porto de Paranaguá chegaram a R$ 139,00 para entrega em janeiro, com pagamento em fevereiro. No mercado interno, Ponta Grossa registrou R$ 136,00 CIF, embora a liquidez tenha sido baixa. Em Maringá, os preços disponíveis atingiram R$ 130,75 FOB, sem negócios relevantes reportados.

Em Mato Grosso do Sul, o déficit hídrico preocupa principalmente na região sul, onde as lavouras apresentam sinais de estresse devido à falta de umidade. Apesar disso, ainda não há perdas irreversíveis, embora se espere menor produtividade em algumas áreas. Os preços na região variaram entre R$ 122,41 e R$ 129,30, dependendo da localidade. Em Mato Grosso, o excesso de chuvas tem atrasado a colheita e prejudicado a qualidade dos grãos, além de comprometer a implantação da segunda safra. Os preços no estado oscilaram entre R$ 112,69 em Lucas do Rio Verde e R$ 123,77 em Sorriso.

 





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Milho começa a semana em alta



O vencimento para março/25 fechou a R$ 78,13, alta de R$ 1,46 no dia



A combinação de estoques reduzidos e exportações aquecidas tem sustentado os preços do cereal no mercado interno
A combinação de estoques reduzidos e exportações aquecidas tem sustentado os preços do cereal no mercado interno – Foto: Nadia Borges

Conforme dados da TF Agroeconômica, os principais contratos futuros de milho fecharam em alta nesta segunda-feira (20), apesar do feriado nos Estados Unidos e da queda do dólar. Segundo o Cepea, os preços do milho seguem firmes no mercado brasileiro, sustentados pela retração de vendedores, estimativas de estoques baixos e demanda aquecida. A necessidade de reposição de estoques manteve compradores ativos no mercado spot na última semana, enquanto os produtores focaram nas atividades de campo.  

Dados da Conab, analisados pelo Cepea, mostram que o estoque de passagem da safra 2023/24, que se encerra em janeiro, foi revisado para 2,53 milhões de toneladas. Esse volume está bem abaixo das 4,42 milhões de toneladas projetadas em dezembro, reflexo do aumento das exportações, agora estimadas em 38,5 milhões de toneladas. Essa combinação de estoques reduzidos e exportações aquecidas tem sustentado os preços do cereal no mercado interno.  

Na B3, os contratos futuros refletiram esse cenário. O vencimento para março/25 fechou a R$ 78,13, alta de R$ 1,46 no dia, embora acumule queda de R$ 1,72 na semana. O contrato de maio/25 foi negociado a R$ 75,97, com alta de R$ 0,50 no dia e baixa de R$ 0,83 na semana. Já o contrato de julho/25 encerrou a R$ 72,49, com valorização de R$ 0,52 no dia e R$ 0,28 na semana.  

Com estoques reduzidos e a continuidade da demanda no mercado interno e externo, espera-se que os preços do milho mantenham trajetória firme. Esse cenário deve seguir influenciando a dinâmica de preços nas próximas semanas, com compradores atentos à reposição de estoques e ao desempenho das exportações.

 





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Seca segue impactando mercado de milho


No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul se encontram indústrias mais curtas, tiveram de elevar suas precificação, para atrair vendedor, pois a exportação começou a fazer posições no RS. As informações são da TF Agroeconômica.

“Os preços de compra da indústria variam de R$ 68,00 em Santa Rosa até R$ 74,00 em Arroio do Meio. Vendedores, neste momento, bastante ausentes, quando presentes pedem R$ 70,00 / R$ 72,00 para retirada no interior do estado janeiro cheio. Exportação apenas no dia de hoje houve indicação, a R$ 80,00 Sobre rodas entrega fevereiro e pagamento meados de março. Preços de pedra em Panambi, mantiveram-se em R$ 65,00 a saca”, comenta.

Desde a forte elevação do dólar acima de R$ 6,00 as importações de milho de Santa Catarina diminuíram significativamente. “Menos mal que a safra de verão do RS começa a ser colhida e abastece o estado catarinense com algum volume, mas o milho paraguaio e argentino é importante para complementar as necessidades locais. Já as ofertas no porto de São Francisco do Sul estão em 72,50 para entrega em agosto com pagamento em 30/09 até 72,70 com entrega em outubro e pagamento em 28/11. Milho SPOT CIF em Imbituba 2025, com entrega em fevereiro e pagamento 30/04 com ideia de R$80,00”, completa.

No Paraná, o que se destaca são os atrasos de colheita. “As ofertas para o milho spot giram ao redor de R$ 67,00/saca no interior. Para a safrinha no porto de Paranaguá os compradores oferecem R$ 73,00 com entrega em agosto e pagamento em 30/09 até 72,50 com entrega em setembro e pagamento em 30/10”, indica.

De acordo com a Aprosoja/MS, o preço médio da saca de milho no estado registrou valorização de 4,78% entre 09 e 13 de janeiro de 2025, alcançando R$ 62,75 no dia 13/01. Apesar disso, 76% da segunda safra de milho de 2024 já foi comercializada, volume 3,54 pontos percentuais menor que o mesmo período do ano anterior. No mercado local, as cotações apresentaram queda generalizada. Em Campo Grande, a saca está a R$ 62,50, enquanto Chapadão registra R$ 59,60 e Dourados caiu para R$ 60,10. Outras regiões como Maracaju, Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia tiveram preços inferiores a R$ 59,40.

 





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Fórum Econômico Mundial discute COP 30 e transição energética



O Fórum Econômico Mundial em Davos, nos Alpes Suíços, teve neste segundo dia de discussões a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), que será realizada em Belém, no Pará, como destaque.

Além disso, temas como a saúde da mulher, o uso da inteligência artificial, as tensões geopolíticas e o combate à crise climática também foram temas centrais. É exatamente neste último tópico que o papel do agronegócio é tido como fundamental.

“A produção rural do Brasil deve dar o exemplo para que nós possamos compatibilizar produzir, fortalecer a vocação da produção e segurança alimentar, que é vocação do Brasil, com a agenda ambiental sustentável”, disse o governador do Pará, Helder Barbalho, presente no Fórum.

O financiamento climático seguirá sendo perseguido para que as metas dos países em desenvolvimento sejam cumpridas. O tema foi ampliado na Brazil House, situada na rua principal do evento. O espaço é uma iniciativa da iniciativa privada e reúne todos os dias empresas e autoridades para tratar de temas centrais ao avanço do país na agenda da sustentabilidade.

“É importante entender que existe uma transformação acontecendo na natureza, que o homem não tem domínio de tudo, mas que nós sabemos as causas e que a humanidade terá de lidar com essas causas em uma transformação econômica do mundo, que vem junto com a transformação tecnológica do mundo, de inovação de tecnologia que, obviamente, é muito demandante de recursos naturais”, diz a presidente do Comitê Global de Sustentabilidade da Ambipar, Izabella Teixeira.

No quesito da transição energética, o Brasil é reconhecido internacionalmente pela sua matriz diversificada e predominantemente renovável.

A COP 30 voltará a ser tema da programação do Fórum Econômico Mundial de Davos nesta quarta-feira (22) em um evento que vai tratar da descarbonização da pecuária .



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Mercado de trigo segue lento no Sul


De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Sul do Brasil segue lento, com moinhos locais e exportadores buscando definições para o início de 2025. No Rio Grande do Sul, os moinhos já garantiram suas posições para janeiro e começam a negociar para fevereiro e março. 

No mercado interno, o trigo com embarque entre 15 de fevereiro e 15 de março e pagamento no fim de março apresenta preços de R$ 1.250,00/t no interior, subindo para R$ 1.300,00/t para trigos de qualidade superior. No mercado de exportação, os preços no porto caíram para R$ 1.350,00/t, sem registro de novos negócios. Na região de Panambi, o preço da pedra manteve-se em R$ 65,00 a saca.

Em Santa Catarina, o mercado segue com ofertas locais entre R$ 1.400,00 e R$ 1.450,00/t em regiões como Mafra, Três Barras, Campos Novos e Pinhalzinho. O trigo importado, trazido pela Serra Morena, alcança valores superiores a R$ 1.700,00 no porto e R$ 1.800,00 no interior. Os preços pagos aos produtores catarinenses variaram de R$ 68,00/saca em Rio do Sul a R$ 73,00/saca em Xanxerê e São Miguel do Oeste, sem alterações em relação à semana anterior.

No Paraná, a necessidade de liberar armazéns para receber milho e soja da safra de verão tem influenciado o mercado. As últimas negociações no norte do estado ocorreram a R$ 1.450,00/t, enquanto os pedidos dos vendedores permanecem em torno de R$ 1.500,00/t. No oeste e sudoeste, os preços são mais competitivos do que os gaúchos, com trigos de boa qualidade sendo negociados a R$ 1.700,00/t FOB no diferido. O trigo branqueador, indicado a R$ 1.650,00 CIF, não encontra compradores.

 





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Pedido de investigação chinês sobre carne bovina importada não atende requisitos da OMC, diz Abiec



Em novembro do ano passado, o Ministério do Comércio da China anunciou que abriria um processo de investigação na Organização Mundial do Comércio (OMC) a respeito da carne bovina que importa.

A iniciativa é uma resposta às queixas dos pecuaristas do gigante asiático, que alegam derrubada de preços internos e baixa competitividade frente aos produtos importados.

O pedido de apuração tem como alvo o período de 1 de janeiro de 2019 a 30 de junho de 2024 e envolve todas as nações das quais o país compra o produto.

De acordo com o advogado Welber Barral, que representa a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) dentro da força-tarefa montada pelo governo federal para a defesa do mercado nacional (como adiantado em reportagem do Canal Rural), pode demorar até um ano para que uma resposta seja dada. “Portanto, é improvável que tenhamos qualquer interferência nas exportações ainda neste ano”.

Contudo, em caso de aprovação das investigações, abre-se uma medida de salvaguarda que pode durar por até quatro anos. Assim, os mercados que mais vendem carne bovina à China, casos de Brasil, Austrália e Argentina, respectivamente, seriam potencialmente os mais prejudicados com sobretaxas nas vendas.

Recorde de exportação de carne

A ação chinesa vem na esteira do recorde de embarques de proteína bovina brasileira ao exterior. Em 2024 foram 2,89 milhões de toneladas vendidas ao exterior, aumento de 26% em relação a 2023, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Neste aspecto, foi justamente a China que liderou como o maior destino do produto brasileiro, com 1,33 milhão de toneladas compradas, gerando ao setor brasileiro faturamento superior a US$ 6 bilhões.

Para Barral, a investigação e possível medida de salvaguarda do país asiático não encontram amparo nos preceitos impostos pela Organização Mundial do Comércio.

“Nossa defesa, a dos exportadores brasileiros representados pela Abiec, é no sentido de que não estão preenchidos os requisitos exigidos pela OMC para a imposição da salvaguarda, ou seja, em síntese, não há um surto imprevisto de importações [de carne bovina] que esteja causando danos à indústria chinesa”.

De acordo com a Abiec, o mercado chinês de carne bovina na China gira em torno de 12 milhões de toneladas, sendo aproximadamente 2,5 milhões de toneladas importadas ao ano e o Brasil ofertando cerca de 50% deste volume.



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Incêndio destrói galpão algodoeiro em Luís Eduardo Magalhães


Um incêndio deixou um galpão algodoeiro parcialmente destruído na madrugada desta terça-feira (21), em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, próximo a BR-020, sentido Brasília.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, equipes da 2ª Companhia do 17º Batalhão de Bombeiros Militar (17º BBM), foram acionadas por volta das 02h50 da manhã.

Ao chegarem ao local, a primeira equipe constatou que o fogo já havia se alastrado por metade do algodão armazenado no galpão.

aréa interna de galpão atingido pelo fogo em luís eduardo magalhãesaréa interna de galpão atingido pelo fogo em luís eduardo magalhães
Foto: Divulgação/17º Batalhão de Bombeiros Militar

A ação rápida dos bombeiros, com o uso de uma Auto Tanque Bomba (ATB), caminhões-pipa, retroescavadeiras e o apoio de funcionários da empresa, foi fundamental para controlar as chamas e evitar a destruição completa da estrutura.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, por volta das 8h20, uma segunda equipe deu continuidade ao trabalho, realizando o resfriamento do material ainda em combustão.

fogo destruiu algodão que estava armazenado em galpão de uma empresa em Luís eduardo magalhãesfogo destruiu algodão que estava armazenado em galpão de uma empresa em Luís eduardo magalhães
Foto: Divulgação/17º Batalhão de Bombeiros Militar

Para isso, foi necessário abrir acessos e derrubar paredes com o auxílio de retroescavadeiras, dissipando o calor e permitindo que as máquinas iniciassem a retirada dos restos queimados no processo de rescaldo.

Não houve feridos e apesar das perdas materiais, a atuação dos bombeiros foi decisiva para impedir que o incêndio atingisse os fardos de algodão armazenados na parte externa do galpão.

Até a publicação desta reportagem, não há informações sobre o que teria causado o incêndio no galpão de armazenamento da fibra.

Além disso, não foi informado o número de fardos de algodão armazenados e que foram atingidos pelo fogo. A operação só foi concluída na parte da tarde.


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Soja, milho e trigo apresentam altas


De acordo com a TF Agroeconômica, a soja registrou alta no mercado de Chicago, com contratos para março cotados a US$ 1.053,0 por bushel (+19,0). No Brasil, o indicador Cepea subiu para R$ 133,23 (+0,12% no dia, -4,43% no mês). O mercado foi influenciado por chuvas insuficientes na Argentina, atrasos na colheita brasileira devido ao excesso de umidade no centro-norte e pela ausência de tarifas contra a China no início do governo Trump. 

No Brasil, a Conab informou que a colheita de soja alcançou 1,2% da área plantada, abaixo dos 4,7% no mesmo período de 2024. Mato Grosso lidera os atrasos, com avanço de apenas 1,5%, o menor ritmo desde o ciclo 2010/2011, segundo a AgRural. “ambém ontem, a consultoria AgRural destacou que o andamento da colheita no Mato Grosso é o mais lento desde que a empresa começou a monitorar a evolução dos trabalhos agrícolas no ciclo 2010/2011, devido ao excesso de chuvas”, comenta.

No mercado de milho, os contratos de março em Chicago avançaram para US$ 487,75 por bushel (+3,50). Na B3, o preço subiu para R$ 78,13 (+1,90%), enquanto o indicador Cepea caiu 0,54%, para R$ 73,85. A alta é reflexo da seca na Argentina, atrasos na semeadura da safrinha brasileira e expectativas positivas quanto à liberação do uso do E-15 nos EUA. No Brasil, a Conab informou que a colheita do milho de verão atingiu 4,4% da área plantada, acima dos 2,3% da semana anterior, mas a semeadura da safrinha segue atrasada, com apenas 0,5% concluída, frente aos 5% no mesmo período do ano passado.  

O trigo também apresentou ganhos. Em Chicago, os contratos para março foram cotados a US$ 547,75 por bushel (+9,0). No Brasil, o Cepea registrou R$ 1.416,17 no Paraná (+0,69% no dia, +1,64% no mês) e R$ 1.265,23 no Rio Grande do Sul (-0,04% no dia, +0,33% no mês). “Essa ação, que melhora a competitividade das exportações americanas, estava relacionada à não aplicação de tarifas contra outros países – o foco era a China – desde o primeiro dia da nova Administração. Além disso, a desaceleração nas exportações da região do Mar Negro continua sendo um fator positivo para o mercado internacional”, conclui.

 





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No Brasil, preços da soja sobem; confira as cotações



O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira movimentada. Os preços no Rio Grande do Sul favoreceram negócios no mercado físico. Em outros estados, as movimentações ocorreram da mão para a boca. O Paraná teve negócios no interior e no porto, com produto disponível já da safra nova.

As cotações subiram no Brasil acompanhando a disparada de Chicago, mas os prêmios seguraram altas mais expressivas. Além disso, de acordo com a Safras & Mercado, com muitas tradings cobertas até fevereiro ou março, a movimentação foi menor do que o potencial. Os negócios ocorreram em oportunidades.

Cotações da soja

  • Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 134,00 para R$ 137,00
  • Região das Missões (RS): preço aumentou de R$ 135,00 para R$ 138,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço subiu de R$ 139,00 para R$ 142,00
  • Cascavel (PR): preço subiu de R$ 125,00 para R$ 127,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço aumentou de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): preço subiu de R$ 118,00 para R$ 120,00
  • Dourados (MS): preço se manteve em R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 121,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços acentuadamente mais altos. Preocupações com o clima seco na Argentina e no sul do Brasil e com o excesso de chuvas no Mato Grosso sustentaram as cotações.

O discurso, considerado moderado, do presidente americano Donald Trump sobre as tarifas a serem impostas no comércio exterior ajudou na elevação. O quadro se completou com a desvalorização do dólar frente a outras moedas, dando competitividade aos produtos de exportação dos Estados Unidos.

Conforme informações do Rural Clima, nos próximos dias haverá condições de chuvas irregulares na região norte da Argentina. No entanto, essas precipitações serão mal distribuídas, enquanto o centro e o sul do país continuarão recebendo pouca chuva e enfrentando clima mais seco, além de temperaturas extremas

As chuvas têm sido extremamente irregulares nas últimas semanas e a expectativa é de que esse cenário persista, resultando em níveis de umidade abaixo do ideal na maior parte do país.

As condições das lavouras permanecem piores em parte da região central do país, principalmente devido às chuvas muito irregulares na Argentina. A expectativa é de que a situação possa piorar, já que os prognósticos de chuvas não são favoráveis. As condições são ligeiramente melhores na região nordeste do país.

Segundo a Rural Clima, na sexta-feira (24), uma frente fria deve se formar no norte da Argentina, ocasionando precipitações até sábado (25). Depois, o tempo deve voltar a abrir no país, com as precipitações retornando no dia 28.

Em relação ao tom do discurso de Trump, as ações mais detalhadas sobre tarifas ficaram restritas a uma elevação para 25% nas negociações com México e Canadá. Em relação à China, nada mais específico. Alguns analistas levantam a hipótese da equipe de Trump tentar fechar um acordo com os chineses, evitando a guerra comercial do seu mandato anterior.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 33,25 centavos de dólar ou 3,21% a US$ 10,67 1/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,77 3/4 por bushel, com ganho de 33,00 centavos, ou 3,15%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 13,80 ou 4,641% a US$ 311,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 45,77 centavos de dólar, com baixa de 0,08 centavo ou 0,17%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,18%, negociado a R$ 6,0312 para venda e a R$ 6,0292 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0143 e a máxima de R$ 6,0566.



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cotações em alta, mas com crescimento modesto; confira os preços


O mercado físico do boi gordo manteve preços firmes nesta terça-feira (21). Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes dos preços.

“No entanto, a dinâmica delimitada aponta para um movimento comedido. As escalas de abate permanecem encurtadas e seguem como uma das principais variáveis para justificar essa expectativa de elevação dos preços”, diz.

Segundo ele, outro aspecto a ser considerado está na agressividade das exportações, com um desempenho bastante favorável neste início de temporada.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 334,42 (R$ 333,92 ontem)
  • Minas Gerais: R$ 323,53 (R$ 322,94 anteriormente)
  • Goiás: R$ 323,21, sem mudanças
  • Mato Grosso do Sul: R$ 327,05 (R$ 326,59 na segunda)
  • Mato Grosso: R$ 319,82 (R$ 319,72 ontem)

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista voltou a apresentar queda em suas cotações. Segundo Iglesias, mais uma vez a queda dos preços aconteceu no corte traseiro, algo compreensível pelo perfil de consumo delimitado para o primeiro bimestre.

“A preferência da população tende a recair sobre proteínas mais acessíveis em função de despesas tradicionais que pesam sobre o orçamento familiar, casos de IPTU, IPVA e
compra de material escolar. Desta forma, os cortes do frango, embutidos e ovo ganham destaque”, considera o analista.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 26 por quilo, queda de R$ 0,50 nesta terça. Já o quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 por quilo. A ponta de agulha, por sua vez, apresenta alta e foi precificada a R$ 18,70, incremento de R$ 0,20.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,18%, sendo negociado a R$ 6,0312 para venda e a R$ 6,0292 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0170 e a máxima de R$ 6,0675.



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