quarta-feira, julho 8, 2026

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Negócios da soja estagnados; confira os preços do grão no país



O mercado brasileiro de soja esteve travado nesta quarta-feira (22). A forte queda do dólar e a retração na Bolsa de Chicago pressionaram as cotações domésticas para baixo e deixaram os agentes de fora dos negócios. Em algumas praças, os preços já se ajustaram para a safra nova.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 137,00
  • Missões (RS): preço se manteve em R$ 138,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 142,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 127,00 para R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 120,00 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): preço se manteve em R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 121,00 para R$ 116,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos, em um dia de muita volatilidade. Além de um movimento de realização de lucros após subir mais de 3% no dia anterior, o mercado foi pressionado por novas informações sobre as tarifas a serem impostas pelo novo governo Trump.

Dessa vez, o novo presidente americano colocou na sua mira a União Europeia, Rússia e China. Trump especulou uma taxa de 10% nos produtos chineses. Com isso, as compras do país asiático ficariam mais caras, e a tendência seria de uma migração de interesse para a América do Sul.

Brasil e Argentina não estiveram fora do radar do mercado nesta quarta-feira. A informação de que a China teria suspendido a compra de soja de cinco empresas brasileiras por conta de problemas fitossanitários ajudou o mercado em seus períodos de alta. Na Argentina, a preocupação com o clima prossegue e ajudou a limitar o recuo.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 11,25 centavos de dólar ou 1,05%, a US$ 10,56 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,68 1/4 por bushel, com perda de 9,50 centavos, ou 0,88%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 4,80 ou 1,54%, a US$ 315,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 44,42 centavos de dólar, com baixa de 1,35 centavo ou 2,94%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,40%, sendo negociado a R$ 5,9465 para venda e a R$ 5,9445 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9157 e a máxima de R$ 6,0202.



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Carne suína tem queda de preço e aumenta competitividade ante outras proteínas



A carne suína registra desvalorização de 14,1% na parcial de janeiro ante dezembro no atacado da Grande São Paulo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Com os preços pressionados pela oferta superior à demanda, a carcaça especial suína foi comercializada a uma média de R$ 12,09/kg na parcial do dia 21. Esse movimento aumentou a competitividade da carne suína frente às principais proteínas.

Enquanto a carcaça casada bovina registrou leve queda de 0,3% em janeiro, comercializada a uma média de R$ 23,42/kg, o frango inteiro resfriado apresentou alta de 1%, para R$ 8,39/kg no igual período.

A diferença de preço entre a carcaça especial suína e o frango inteiro resfriado caiu 35,9% de dezembro para janeiro, para R$ 3,70/kg, o que torna a carne suína mais acessível aos consumidores.

Em relação à carne bovina, a diferença entre os preços da carcaça suína e da carcaça casada bovina aumentou 20,2%, atingindo R$ 11,33/kg, fortalecendo a competitividade da proteína suína.

Insumos em queda

Os custos com insumos da cadeia produtiva de suínos recuaram na última semana. Entre os dias 14 e 21 de janeiro, o farelo de soja caiu 0,9%, com a tonelada comercializada a R$ 1.973,57 na região de Campinas (SP).

O milho apresentou retração de 0,9%, com o Indicador Esalq/BM&FBovespa a R$ 74,02/saca de 60 kg.



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MS tem 38% da área plantada afetada por falta de chuva



A estiagem em Mato Grosso do Sul atinge cerca de 1,7 milhão de hectares de soja, o equivalente a 38% da área total cultivada no estado, segundo dados do projeto Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga-MS), da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS).

A comercialização da safra 2024/25 alcançou 33,8% do total até 20 de janeiro, avanço de 0,55 ponto porcentual em relação a igual período da safra anterior. Por enquanto, segundo estimativas do projeto Siga-MS, o estado deve colher 13,977 milhões de toneladas nesta safra, com produtividade média estimada em 51,7 sacas por hectare, em uma área 6,8% maior em comparação com o ciclo anterior, totalizando 4,501 milhões de hectares.

Em relação às condições das lavouras, 61,6% estão em situação boa; 20,3% regular e 18,1% ruim. A região sul-fronteira registra o cenário mais crítico, com 44,6% das áreas em condição ruim, seguida pela região sul, com 31,2%. Em contrapartida, a região norte apresenta 93,5% das lavouras em boa condição. A região sul enfrenta 30 dias de seca moderada, com precipitações entre 1,4 mm e 66,6 mm, além de dez dias de seca severa, sem chuvas.

O Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (Cemtec) prevê volumes de até 178 mm de chuva para a região sul nos próximos dias, o que pode beneficiar lavouras que ainda não iniciaram o enchimento de grãos.

Em Amambaí (MS), um dos municípios mais prejudicados, 90% das lavouras foram atingidas pela falta de chuvas, sendo 60% de forma severa, com produtividade caindo de 60 para 30 sacas por hectare em algumas propriedades, segundo a Aprosoja-MS.

Dados do Siga-MS indicam que, em 17 de janeiro, aproximadamente 55% das lavouras estavam em estágios fenológicos críticos: 23% em enchimento de grãos, 29% com grãos cheios e 3% no início da maturação.

Preço da soja em MS

O preço médio da saca de 60 kg em Mato Grosso do Sul registrou desvalorização de 1,69% entre 13 e 17 de janeiro, cotada agora a R$ 116. Na comparação com igual período do ano anterior, houve valorização nominal de 10,64%.

A Aprosoja-MS monitora semanalmente a situação e deve apresentar dados finais da safra 2024/25 em maio.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil registra redução nas exportações para a China



China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja



China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja
China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja – Foto: Divulgação

De acordo com o relatório CEBC-Alerta, realizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China, as exportações do Brasil para a China apresentaram uma queda significativa em 2024, impulsionada pela redução de 19% no faturamento das vendas de soja. Esse declínio foi resultado de uma diminuição tanto no volume embarcado (-2,6%) quanto no preço (-20%) do produto, que continua sendo um dos principais itens exportados para o mercado chinês. A soja teve sua participação na pauta de exportações do Brasil para a China reduzida em 3,9 pontos percentuais, fechando o ano com 33% do total exportado. 

Apesar dessa queda, a China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja, absorvendo 73% do total exportado em 2024. No entanto, o cenário foi mais positivo para outros produtos. O petróleo, por exemplo, se destacou como o principal produto exportado pelo Brasil para o mundo, com uma participação de 13% nas exportações totais. O faturamento com as exportações de petróleo cresceu 5,2%, e a China se manteve como o maior destino dessas exportações, com 45% do total enviado para o exterior. O valor das vendas de petróleo para o mercado chinês teve um pequeno aumento de 1% em relação ao ano anterior.

Além da China, outros países também se destacaram nas exportações de petróleo. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com uma participação de 13%, seguidos pela Espanha, com 11%. Dessa forma, a China segue como o principal parceiro comercial do Brasil em termos de exportações, especialmente no setor de petróleo, demonstrando sua importância estratégica no comércio internacional do Brasil.

 





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Casa Civil nega debate sobre ‘intervenção artificial’ para reduzir preço dos alimentos


A Casa Civil negou que esteja em discussão uma “intervenção de forma artificial” para reduzir os preços dos alimentos. O posicionamento ocorreu após o chefe da pasta, Rui Costa, ter falado que terá conversas com ministérios “para buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos”.

“A Casa Civil informa que não está em discussão intervenção de forma artificial para reduzir preço dos alimentos. O governo irá discutir com os ministérios e produtores de alimentos as medidas que poderão ser implementadas”, afirmou a assessoria.

De acordo com a pasta, ainda não é possível avançar no detalhamento de tais medidas antes da realização das reuniões que irão tratar do assunto.

Nesta quarta-feira (22), Costa participou de entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, veículo institucional do governo federal, e disse que teria conversas com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda “para buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos”.

“A princípio, nós vamos fazer algumas reuniões com o ministro da Agricultura, ministro do Desenvolvimento Rural, que pega as pequenas propriedades, o MDA, e o Ministério da Fazenda para a gente buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos”, disse Rui Costa na ocasião.

Repercussão negativa

Rui CostaRui Costa
Rui Costa | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A fala do ministro gerou repercussão e questionamentos sobre que tipo de intervenção deve ser tomada. Porém, o governo nega tal ação e admite que o ministro usou a palavra de forma inadequada.

Após a entrevista, a Casa Civil divulgou uma nota com os principais pontos da entrevista. Na publicação, porém, o ministério altera a fala do ministro, substituindo o termo “intervenções” por “ações”.

“Vamos fazer algumas reuniões, com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, da Fazenda, para buscar um conjunto de ações que sinalizem para o barateamento dos alimentos”, diz a publicação, em referência ao que o ministro teria falado.

Cobrança por redução de preço dos alimentos

Durante reunião ministerial de segunda-feira (20), o presidente Lula cobrou os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, pela redução no preço dos alimentos.

Segundo integrantes que participaram do encontro, Teixeira respondeu à cobrança do chefe do Executivo dizendo que o Ministério da Agricultura, o MDA, o Ministério do Desenvolvimento Social e o Ministério da Fazenda têm um grupo para discutir a alta do preço dos alimentos.

De acordo com o ministro, até o fim do ano, deve ser feito um parecer sobre o tema e proposta uma solução. Lula, porém, não se contentou com a resposta e disse que o governo precisa pensar em uma resposta imediata e resolver logo a situação.

A cobrança do presidente ocorre em meio à inflação resistente dos alimentos, observada em 2024 e que deve persistir neste ano. Carnes, açúcar e café devem pressionar a inflação dos alimentos, enquanto a maior safra de grãos pode aliviar o movimento inflacionário.



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Safra de uva da Serra Gaúcha surpreende e deve ficar acima da expectativa



A safra de uva 2024/25 da Serra Gaúcha deve ser de 860 mil toneladas, 55% maior em relação à safra 2023/24 e 5% superior à expectativa de uma safra “normal”, segundo a Emater-RS.

O cálculo engloba toda a fruta com propósito comercial, ou seja, para transformação industrial (745 mil t) ou doméstica (15 mil t), e a para consumo in natura (100 mil t), disse em nota a empresa, que no levantamento considerou 55 municípios – 49 que compõem a região de Caxias do Sul e outros seis das regiões administrativas de Lajeado e de Passo Fundo.

Na nota o engenheiro agrônomo Enio Ângelo Todeschini, do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, destaca que, com os desastres naturais históricos que marcaram o ano de 2024, especialmente o excesso de chuvas no outono e inverno, que mantiveram o solo saturado de água por quatro meses, era de se esperar uma safra com sérias deficiências.

“Surpreendentemente houve uma ótima brotação – número e vigor das gemas; fertilidade (número de cachos/broto) dentro da média e tamanho/peso dos cachos acima da média”, afirma.

De acordo com a Emater, a colheita da variedade mais cultivada na região, a bordô, que deveria ocorrer em fevereiro, foi antecipada em 20 dias. “As cultivares superprecoces e precoces apresentaram ótima sanidade das bagas, coloração e teor de açúcar. Mantendo-se as condições climáticas semelhantes às atuais, as variedades de ciclo médio e as tardias (cabernet sauvignon, moscatos, isabella) deverão apresentar a mesma qualidade”, disse.

Contribuíram para o desempenho da safra, conforme a Emater, o acúmulo de horas de frio, embora mal distribuído, um pouco acima da média histórica; a alternância fisiológica; a ausência de geadas tardias; e as condições climáticas do período de setembro a dezembro (frequente ocorrência de baixas temperaturas noturnas, e temperaturas máximas diurnas, abaixo das médias para a época do ano), que favoreceram o florescimento, o desenvolvimento e a maturação das bagas, bem como a sanidade da cultura, reduzindo as intervenções fitossanitárias.

Todeschini destaca, ainda, a importância de outra prática que vem sendo trabalhada pela Emater/RS-Ascar: o uso de planta de cobertura do solo. “É a prática cultural de maior adesão e efeitos a médio e longo prazo, reduzindo o uso de herbicidas e fertilizantes, as perdas de solo, nutrientes e água. A cada ano que passa, o manejo imprimido aos pomares vem sendo aperfeiçoado, refletindo-se em aumento da produtividade ou, como nessa safra, na redução das perdas”, acrescentou.



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Governo institui grupo de trabalho para criar PAC da agricultura familiar



O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) instituiu um grupo de trabalho (GT) para criar um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Agricultura Familiar. A medida consta em portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22).

De acordo com a portaria, o grupo deve elaborar uma proposta a ser apresentada em 180 dias ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira.

O GT deve colher, analisar e sistematizar propostas apresentadas pelas organizações representativas da agricultura familiar, do cooperativismo e demais organizações da sociedade civil relacionadas ao desenvolvimento rural sustentável para a elaboração do projeto.

O grupo também tem a responsabilidade de apresentar ao MDA o relatório e parecer técnico político para a elaboração do PAC da agricultura familiar.

O colegiado será formado por sete representantes do próprio ministério, por quatro representantes da sociedade civil indicados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), por quatro representantes de organizações representativas da agricultura familiar indicadas pelo ministro do MDA, um representante da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e um representante do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O GT será coordenado pela assessoria especial do MDA.

O prazo de duração do grupo de trabalho poderá ser prorrogado, se necessário. A elaboração da proposta de um PAC para agricultura familiar ocorre em meio à pressão crescente de entidades representativas do setor pela aceleração de políticas públicas direcionadas aos agricultores familiares.

Há um descontentamento também dentro da bancada do Partido dos Trabalhadores quanto às políticas nesse segmento durante os dois primeiros anos do governo atual.



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AgroNewsPolítica & Agro

Percevejo ameaça produtividade da soja com perdas de até 50%


A presença do percevejo na cultura da soja tem causado prejuízos aos produtores, especialmente no estágio inicial de formação das vagens. O inseto ataca principalmente durante o estágio conhecido como “canivetinho”, impedindo o desenvolvimento dos grãos e levando ao abortamento das vagens. De acordo com especialistas, as perdas na produtividade podem variar entre 30% e 40%, atingindo até 50% em áreas destinadas à produção de sementes.

A dificuldade em identificar os ataques precocemente agrava o problema. No início do ciclo reprodutivo, as primeiras gerações do inseto, que vêm de plantas daninhas e áreas de vegetação nativa, depositam ovos que dão origem a novos surtos na lavoura. “Os danos só são percebidos tardiamente, quando a produtividade já foi comprometida”, alertam os pesquisadores. Além da redução na colheita, os ataques podem diminuir a qualidade dos grãos devido à injeção de toxinas e contaminação por fungos, prejudicando a classificação e o valor de mercado da soja.

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O problema é ainda mais grave em plantações que utilizam inseticidas químicos como principal método de controle. O uso contínuo desses produtos tem contribuído para o aumento da resistência dos percevejos, exigindo mais pulverizações ao longo do ciclo e elevando os custos de produção. Em média, são realizadas de quatro a oito aplicações por safra, o que tem se mostrado ineficaz em muitos casos.

As informações foram divulgadas pela Life Biological Control, que apresentou uma solução inovadora para o controle do percevejo. A empresa desenvolveu o Defender Soy, um produto biológico à base da microvespa parasitoide Telenomus podisi. O insumo ataca diretamente os ovos do percevejo, evitando que novas gerações se desenvolvam. Além de reduzir as perdas na produtividade em até 30%, o método biológico diminui a necessidade de aplicações químicas, contribuindo para o manejo sustentável da lavoura.

A eficácia do Defender Soy já é comprovada com taxas de controle superiores a 95%, segundo a empresa. A microvespa é capaz de eliminar os ovos antes que eclodam, protegendo não só a cultura da soja, mas também o milho safrinha, outro alvo recorrente do percevejo-barriga-verde. O produto está disponível em regiões específicas do Brasil, com distribuição estratégica para garantir a eficiência do controle biológico.

 

 





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Polícia prende grupo que vendeu 800 t de carne que ficou submersa na enchente do RS



A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma ação nesta quarta-feira (22) contra uma empresa do município de Três Rios que vendeu carne que ficou submersa em Porto Alegre, durante a enchente que devastou o Rio Grande do Sul, em 2024. A Operação Carne Fraca é coordenada pela Delegacia do Consumidor do Rio de Janeiro (Decon-RJ) e tem o apoio da Decon-RS.

De acordo com as investigações, entre maio e junho de 2024, os empresários adquiriram 800 toneladas de carne bovina que ficou submersa por vários dias na capital gaúcha.

A alegação foi que o produto seria usado na fabricação de ração animal. No entanto, a carne foi comercializado como carne para consumo humano, colocando em risco consumidores em diversas regiões do país.

Prisão e apreensões

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos envolvidos e na sede da empresa.

Em um dos locais, os policiais encontraram produtos estragados, o que resultou na prisão de um dos sócios por armazenar mercadoria imprópria para o consumo.

Ao todo, quatro pessoas foram presas em flagrante.

Crimes relacionados à venda de carne estragada

Os responsáveis pela empresa podem responder pelos crimes de associação criminosa, receptação, adulteração e corrupção de alimentos.

As investigações continuam para apurar se outras empresas participaram do esquema de venda irregular da carne contaminada.



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São Paulo instala Conselho de Mudanças Climáticas para fortalecer resiliência de cidades


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou nesta quarta-feira (22), a instalação do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas (CEMC), que vai acompanhar e monitorar a implementação da estratégia do estado na prevenção e enfrentamento a eventos climáticos extremos.

A iniciativa é composta por representantes do governo estadual, dos municípios e da sociedade civil.

“No que diz respeito à mitigação de efeitos e à adaptação climática, nós temos uma série de ações que estão em curso e agora vamos avançar na questão governança, que é muito importante, com o conselho e com a participação dos municípios, do estado e da sociedade civil, que está representada por meio de entidades super relevantes e pela Academia. Tenho certeza que a gente vai dar passos importantes na questão da sustentabilidade para aproveitar as oportunidades que estão aí”, afirmou o governador.

Redução de emissões

O Conselho terá a missão de acompanhar e monitorar a implementação da estratégia climática do estado. De acordo com o governador, a prioridade é reduzir as emissões de gases de efeito estufa e tornar as cidades paulistas mais resilientes a desastres provocados por grandes inundações, deslizamentos, incêndios florestais e estiagem prolongada, entre outros. As secretarias da Casa Civil e de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística lideram a iniciativa.

De caráter consultivo, o Conselho é composto por 18 membros, divididos entre governo, sociedade civil e municípios. Entre os membros do governo fazem parte as secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, da Casa Civil, de Desenvolvimento Econômico, de Ciência, Tecnologia e Informação, de Agricultura e Abastecimento e Transportes Metropolitanos, da Saúde e a Defesa Civil do Estado de São Paulo.

Já entre os municípios estão as regiões metropolitanas de São Paulo e da Baixada Santista e a Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma). Representando a sociedade civil, foram convidadas organizações socioambientais com atuação na área de mudanças climáticas, universidades públicas paulistas e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, o objetivo do Conselho é o de promover uma governança mais integrada e representativa. “Com uma atuação coordenada, haverá uma articulação entre os setores estratégicos para a resiliência climática e economia de baixo carbono, como restauração ecológica, segurança alimentar, resiliência hídrica, gestão de resíduos e saneamento e mercado de carbono”, comentou.

Recuperação florestal em São Paulo

Floresta CantareiraFloresta Cantareira
Foto: Projeto NewFor/Divulgação Agência Fapesp

Durante o evento de anúncio do CEMC, também foi noticiado um chamamento público da Fundação Florestal para selecionar projetos de coleta de sementes de espécies nativas nas Unidades de Conservação estaduais.

A iniciativa faz parte da estratégia do governo paulista para promover a recuperação florestal no estado utilizando vegetação nativa, inclusive espécies ameaçadas de extinção. Um catálogo de 200 espécies de árvores nativas das unidades de conservação estará disponível no site da Fundação, para direcionar o trabalho dos interessados na coleta de sementes.

Dispensa de licenciamento ambiental

Outro anúncio, que promete acelerar a expansão da energia solar no estado, foi que a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) passará a dispensar o licenciamento ambiental para implementação de sistemas de geração de energia fotovoltaica de uso próprio, com capacidade instalada de até 5MW, para atividades já licenciadas.

O evento ainda serviu para destacar a instituição do Centro Paulista de Radares e Alertas Meteorológicos (CePram), que visa colocar a tecnologia e a modernização a serviço da proteção de vidas, por meio da integração dos radares e equipamentos disponíveis.

O CePram funcionará sob a gestão da Defesa Civil estadual e contará com profissionais especializados como meteorologistas, hidrólogos e geólogos. A iniciativa integra o programa SP Sempre Alerta.

Atualmente, o estado conta com sete radares meteorológicos, dois deles adquiridos recentemente – o de Ilhabela, que contou com investimento de R$ 10 milhões, e outro instalado em Campinas, adquirido por cerca de R$ 4 milhões. Dos sete radares disponíveis, um é gerido pela SP Águas, dois são geridos pela Universidade de São Paulo (USP), três pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e um pela Universidade de Campinas (Unicamp).

O CePram permitirá a integração de todos os equipamentos e, com isso, as informações e dados produzidos por eles estarão disponíveis em um único lugar, permitindo uma cobertura meteorológica de todo o território paulista. A inovação visa aprimorar a capacidade de prever eventos extremos e melhorar a emissão de alertas à população, ou seja, está em consonância com o Conselho Estadual de Mudanças Climáticas (CEMC).



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