terça-feira, julho 7, 2026

Agro

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Saiba as cotações da soja no Brasil



O mercado brasileiro de soja não teve movimentos de negócios relevantes nesta sexta-feira (24). Os preços caíram, pressionados pela entrada da safra nova e acompanhando os movimentos de Chicago e dólar. Os vendedores ficaram de fora no dia.

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Cotações da soja

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 137,00 para R$ 135,00
  • Missões (RS): preço caiu de R$ 138,00 para R$ 136,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 140,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 128,00 para R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 132,50
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 116,50 para R$ 115,50
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 117,50 para R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 119,00 para R$ 118,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais baixos. O mercado teve um dia de realização de lucros, após atingir na semana os melhores patamares em quase seis meses. O corte nas tarifas de exportação de produtos agrícolas na Argentina ajudou na correção.

Além disso, o cenário do grão segue acompanhando de perto dois pontos que sustentaram os preços ao longo da semana: a falta de chuvas na Argentina e o tom moderado de Donald Trump em relação às tarifas a serem impostas no comércio externo.

O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, anunciou a redução das tarifas de exportação para o setor agrícola a partir desta segunda-feira até 30 de junho, além da eliminação da alíquota para as economias regionais. A soja terá uma redução nas tarifas de 33% para 26%, e os derivados de soja (farelo e óleo) passarão de 31% para 24,5%. Também haverá redução nas tarifas de outros produtos como trigo, milho, cevada e sorgo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,12%, sendo negociado a R$ 5,9175 para venda e a R$ 5,9155 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8674 e a máxima de R$ 5,9245. Na semana, a moeda estrangeira desvalorizou 2,42%.



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índice de vegetação das lavouras do Sul anunciam quebra de safra


A seca persistente traz o risco de quebra de safra de soja 2024/25 em toda a Região Sul do Brasil, mostram as imagens de satélite da EarthDaily Agro.

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná têm enfrentado baixa precipitação desde dezembro, com impactos claros nas condições das lavouras, conforme apontado pelo índice de vegetação (NDVI).

Felippe Reis, analista de culturas da empresa, enfatiza que nas lavouras gaúchas, a umidade do solo diminuiu drasticamente nas últimas semanas, e mesmo com previsão de chuva nos próximos dias, o volume esperado parece insuficiente para recuperar as condições das lavouras.

NDVI do Rio Grande do SulNDVI do Rio Grande do Sul
NDVI do Rio Grande do Sul. Imagem: EarthDaily Agro

Segundo ele, o NDVI apresenta sinais de deterioração, embora em níveis melhores que os dos anos críticos de 2022 e 2023.

NDVI de Santa CatarinaNDVI de Santa Catarina
NDVI de Santa Catarina

Já em Santa Catarina, até meados de dezembro, o volume de chuvas foi considerado satisfatório. “No entanto, a seca ganhou força em janeiro, causando deterioração evidente no NDVI, ainda que este esteja em níveis superiores aos de 2022”, ressalta.

No Paraná, por sua vez, desde o final de dezembro, as lavouras têm apresentado dinâmica negativa no índice de vegetação, indicando uma possível quebra de safra para o ciclo atual.

NDVI do ParanáNDVI do Paraná
NDVI do Paraná

Em Mato Grosso do Sul, o acumulado de precipitação desde 15 de dezembro lembra os anos ruins de 2022 e 2024, ambos marcados por quebras de safra. “O NDVI no estado aponta condições piores que as registradas em 2024, quando houve uma perda de 15% da produtividade”.

NDVI de Mato Grosso do SulNDVI de Mato Grosso do Sul
NDVI de Mato Grosso do Sul

Os estados de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais apresentam perspectivas otimistas em relação ao potencial produtivo, com o NDVI indicando boa evolução das lavouras, aponta a EarthDaily Agro.

Em Mato Grosso, o NDVI apresenta evolução favorável, superior ao desempenho observado em 2023, ano em que a produtividade foi 7% superior à tendência histórica. “Com base nos dados mais recentes, estima-se uma produtividade de 3,91 toneladas por hectare, o que, caso confirmado, representará um recorde para o estado”, diz Reis.

Para o analista, outro destaque no cenário produtivo é a Bahia, que projeta produtividade recorde de 4,8 toneladas por hectare, representando aumento de 27% em relação ao ciclo anterior.



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Sem chuva em algumas regiões produtoras de soja; confira a previsão do tempo



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil aponta para um cenário variado, com boas perspectivas em várias regiões. A umidade do solo nas áreas produtoras de soja apresenta variações entre as regiões do país. No norte de Minas Gerais, a falta de chuvas tem sido um problema, mas a umidade do solo ainda se mantém relativamente boa, favorecendo o desenvolvimento da soja.

Já em estados como Bahia e no Matopiba, as condições hídricas são mais favoráveis, com boa umidade no solo, o que é um alívio para os produtores dessas regiões. Por outro lado, o Sudoeste do Pará, o Rio Grande do Sul e o Sul de Mato Grosso continuam enfrentando sérios problemas de seca, com a umidade do solo em níveis baixos, o que tem dificultado o trabalho dos produtores nessas áreas.

No entanto, as previsões indicam que, nos próximos dias, as chuvas irão avançar para Mato Grosso do Sul, oferecendo um alívio para essas regiões. Já no Rio Grande do Sul, a falta de chuva ainda deve continuar afetando as lavouras, com uma restrição hídrica nos próximos dias.

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Panorama da soja no Sudeste do Brasil

O panorama no Sudeste do Brasil é mais otimista para os produtores de soja. O interior de São Paulo e o sul de Minas Gerais estão previstos para receber chuvas volumosas, com volumes superiores a 50 mm nos próximos cinco dias. Esse aumento nas precipitações trará benefícios tanto para a reposição hídrica do solo quanto para o avanço das atividades no campo, como a colheita e o preparo do solo para novos ciclos.

Uma boa notícia é que, na virada do mês, as chuvas também devem chegar ao norte de Minas Gerais, incluindo a região de Unaí, o que vai ajudar a melhorar as condições de umidade do solo nas lavouras. Esse é um alívio importante para as regiões que vinham enfrentando um período de seca mais prolongado.

Situação das lavouras de soja em MT e MS

Em Mato Grosso, as chuvas também devem proporcionar um alívio para os produtores, com a chegada de precipitações que irão ajudar na reposição hídrica do solo, além de dar uma pausa no estresse hídrico que afetava as lavouras.

No Mato Grosso do Sul, a previsão também é positiva, com a chuva prevista para os próximos dias sendo importante para o fortalecimento das plantações e para o avanço das atividades no campo.

Matopiba

Matopiba deve continuar recebendo boas quantidades de chuvas, com destaque para a previsão de 50 mm de precipitação nos próximos dias. Esse volume de chuva vai garantir condições favoráveis para as lavouras, principalmente para a soja, e vai contribuir para o desenvolvimento das plantas.

Apesar de boas chuvas previstas para o norte do Brasil, o centro da Bahia e a região sul do estado continuam com tempo seco, o que tem impactado o desenvolvimento das lavouras. Contudo, na virada do mês, a previsão é de que as chuvas comecem a alcançar essas áreas, trazendo uma melhora nas condições climáticas.

No Pará, o cenário é diferente, com chuvas constantes, mas que prejudicam as atividades de campo, principalmente no que diz respeito ao avanço da colheita. No entanto, as chuvas têm ajudado a manter uma boa reserva hídrica no solo, o que é um ponto positivo para os produtores da região no longo prazo.

Situação crítica no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul, por outro lado, continua enfrentando sérios problemas com relação à falta de chuva e ao calor intenso. As condições hídricas continuam críticas, e a previsão para os próximos dias indica que a seca vai persistir. Os produtores da região devem continuar enfrentando dificuldades para manter a soja saudável, com uma gestão mais cuidadosa dos recursos hídricos sendo necessária.



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Governo avalia reduzir tarifa de importação para baratear alimentos


O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou, nesta sexta-feira (24), que o governo pode reduzir o Imposto de Importação para baratear o preço de determinados alimentos no mercado brasileiro. Segundo ele, estudos já estão sendo feito para garantir a paridade com os preços internacionais.

“O preço se forma no mercado, o mercado é competitivo. Se nós tornamos mais barato a importação desses produtos, vão ter vários fatores econômicos do mercado importando esses produtos, porque tem uma diferença de preço e, portanto, vão enxergar um lucro a ganhar. Vão importar e ajudar a baixar o preço do produto interno, pelo menos, ao preço internacional”, disse, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, lembrou que medida semelhante foi adotada no ano passado para segurar os preços do arroz e garantir o abastecimento após as enchentes no Rio Grande do Sul. O estado responde por 70% da oferta nacional do produto. Na ocasião, a tarifa de importação de arroz foi zerada.

“A gente não quer fazer nenhum tipo de intervenção heterodoxa. Mas, se nós somos exportadores de alimentos, não pode o nosso alimento ser mais caro aqui do que tá lá fora. Então, pontualmente, pode ser, se confirmado, abaixada as alíquotas para que esse produto, no mínimo, ganhe a paridade internacional que é o que rege o mercado”, destacou.

O presidente Lula coordenou reunião, no Palácio do Planalto, para discutir formas de baixar o preço dos alimentos no país. O tema ganhou centralidade no governo essa semana, quando o próprio Lula afirmou, em reunião ministerial, que esta é a prioridade da gestão em 2025.

Produção

Rui Costa reforçou que não haverá a adoção de medidas heterodoxas, como subsídio, supermercado estatal, comercialização de alimentos com prazos, congelamento ou tabelamento de preços, nem fiscalização em mercados.

A principal atuação, segundo ele, será no estímulo da produção agrícola local, com atenção às políticas públicas e recursos já existentes e foco nos alimentos que chegam à mesa da população. Com clima favorável, já há expectativa de safra recorde de grãos, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com aumento de 8% a 10% na produção.

Novamente, Fávaro lembrou das iniciativas para aumentar a produção de arroz no país, no ano passado. “Para este ano, a produção de arroz deve ser 12% a 13% maior do que ano passado, portanto os preços de arroz cederam, se não chegaram nos patamares ideais ainda da população brasileira, mas já são bem menores do que foram num passado recente. Então, é um processo natural de estímulo à produção”, disse.

Tickets

Rui Costa disse ainda que o Ministério da Fazenda vai estudar formas de diminuir o custo de intermediação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Ontem (23), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia comentado a medida, da possibilidade de redução de taxas de vales refeição e alimentação para baratear a comida.

“A essência dessa medida será reduzir, portanto, se possível a zero, se não a uma taxa substantivamente inferior ao que o trabalhador paga hoje para utilizar seu cartão”, afirmou Rui Costa. “Tecnicamente, se fazer esse benefício chegar ao trabalhador sem ele perder 10% do valor alimentação, são 22 milhões de trabalhadores que recebem esse benefício, e evidente, se esse valor fica com o trabalhador, isso vai se transformar em melhoria do poder aquisitivo dele na hora de fazer o supermercado”, acrescentou.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fundecitrus Podcast – Porta-enxerto: variedades tolerantes à seca



Os desafios para manter uma boa produção de laranja são grandes


Foto: Fundecitrus

 

Os desafios para manter uma boa produção de laranja são grandes. Além de pragas e doenças, a mais desafiadora é o greening, fatores climáticos também devem ser levados em conta, por impactarem seriamente o resultado final. O episódio 52 do Fundecitrus Podcast aborda os estudos que vêm sendo realizados por meio de parceria com a Embrapa Mandioca e Fruticultura, Fundação Coopercitrus Credicitrus e Instituto Agronômico para o desenvolvimento de variedades de porta-enxertos resistentes aos períodos de seca. A conversa é com o pesquisador da Embrapa Eduardo Girardi e o engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Olavo Bianchi.





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Fávaro: Plano Safra vai estimular mais produtos que chegam à mesa da população



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta sexta-feira (24) que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou que o governo já comece a discutir um novo Plano Safra que estimule mais a produção de alimentos, sobretudo de itens que chegam à mesa da população.

Fávaro disse ainda que o ministério continuará estimulando a produção de alimentos no Brasil, como ocorre desde o primeiro dia do governo Lula.

Ele ponderou ainda que este ano, diferentemente de 2024, haverá um clima favorável ao aumento na produção, o que faz com que a estabilidade dos preços possa ser garantida.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, reiterou que o governo trabalhará para aumentar a produtividade dos pequenos e médios produtores, como forma de ampliar a produção e, assim, colaborar na redução dos preços dos alimentos.



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Colheita da soja avança em MT



A colheita da safra de soja 2024/25 no Mato Grosso avançou para 4,38% da área, conforme dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), obtidos até 24 de janeiro. Na semana passada, o índice era de 1,41%. Comparado ao ano anterior, o percentual está consideravelmente abaixo, já que no mesmo período de 2024, 21,51% da área já havia sido colhida. A diferença de 11,41 pontos porcentuais reflete o impacto das condições climáticas desfavoráveis, que afetaram o ritmo de colheita.

A região médio-norte, que é a maior produtora de soja do estado, apresenta o maior avanço, com 2,15% da área já colhida, um aumento de 0,98 ponto porcentual em relação à semana passada. No entanto, essa região ainda registra um atraso de 15,93 pontos porcentuais em comparação ao mesmo período do ano passado, quando 18,08% da área já havia sido colhida.

A região oeste, conhecida por iniciar a colheita mais cedo, apresenta o maior atraso na safra atual. Apenas 1,10% da área foi colhida até o momento, o que representa uma diferença de 22,35 pontos porcentuais em relação a 2024, quando 23,45% da área já havia sido colhida.

As regiões nordeste e noroeste são as que mostram os menores índices de colheita, com apenas 0,57% e 1,13% da área, respectivamente. As regiões sudeste e centro-sul, juntamente com o médio-norte, têm se destacado pelos maiores avanços semanais, com 0,98 ponto porcentual de progresso, alcançando 1,64% e 0,94% da área colhida, respectivamente. A região norte também apresentou crescimento, com um aumento de 0,63 ponto porcentual na semana, alcançando 1,33% da área colhida.



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menor taxa em mais de 12 meses



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), conhecido como a prévia da inflação oficial, registrou alta de apenas 0,11% em janeiro de 2025. O número representa uma desaceleração frente ao resultado de dezembro de 2024, que foi de 0,34%. O índice divulgado nesta sexta-feira (24) pelo IBGE é o menor já registrado para um mês de janeiro desde o início do Plano Real, em 1994.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 soma 4,5%, atingindo o teto da meta de inflação definida pelo governo. Em comparação, o acumulado anterior, em dezembro de 2024, estava em 4,71%.

Pressão de alimentos e transportes

Os alimentos e bebidas puxaram a inflação em janeiro, com alta de 1,06% no grupo, impactando o índice em 0,23 ponto percentual (p.p.). Entre os itens que mais pressionaram, destacaram-se o tomate (+17,12%), o café moído (+7,07%) e as refeições fora de casa (+0,96%).

Outro destaque de alta foi o grupo transportes, que avançou 1,01%, com destaque para passagens aéreas, que subiram 10,25%, gerando impacto de 0,08 p.p. no índice.
Alívio na energia elétrica

A queda de 15,46% na energia elétrica, impulsionada pelo Bônus de Itaipu, garantiu o alívio na inflação. O grupo habitação registrou variação negativa de 3,43%, contribuindo com um impacto de -0,52 p.p. no índice. O bônus é uma forma de redistribuir os lucros da estatal responsável pela energia gerada pela hidrelétrica de Itaipu.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses está dentro da meta de 4,5% estabelecida para 2025, mas segue no limite. O Banco Central monitora esses dados para orientar a política monetária, já que a meta para 2025 é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O IPCA completo de janeiro será divulgado no dia 11 de fevereiro. Esse indicador considera um período diferente de apuração e localidades adicionais, mas segue o mesmo objetivo de acompanhar o custo de vida de famílias com renda de até 40 salários mínimos.



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Bombeiros combatem incêndio em armazém de café no Oeste da Bahia


Um incêndio em um galpão que armazenava café, mobilizou equipes do 17º Batalhão de Bombeiros Militar, por volta das 8 horas da manhã desta sexta-feira (24), em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o galpão, pertencente à Fazenda Johá, localizado na BR-020, era utilizado para armazenamento, processamento, ensacagem e exportação de café.

Segundo o gerente da fazenda, o incêndio começou no dia anterior e aparentava estar controlado.

Corpo de Bombeiros durante combate a incêndio em armazém de caféCorpo de Bombeiros durante combate a incêndio em armazém de café
Foto: 17º Batalhão de Bombeiros Militar

No entanto, ao chegarem para trabalhar na manhã de sexta-feira, os funcionários notaram intensa fumaça e perceberam que o fogo havia se alastrado para outras partes da estrutura.

Duas viaturas foram enviadas ao local: uma Auto Rápido (AR) e uma Auto Bomba Tanque (ABT). Durante a operação, os bombeiros atuaram rapidamente para resgatar diversos fardos de café, isolando-os e minimizando as perdas.

Este é o segundo incêndio em pouco mais de 48 horas, em locais de armazenagem de empresas agrícolas do Oeste da Bahia.

Corpo de Bombeiros durante combate a incêndio em armazém de caféCorpo de Bombeiros durante combate a incêndio em armazém de café
Foto: 17º Batalhão de Bombeiros Militar

Apesar da destruição de grande parte do material armazenado, a atuação eficiente das equipes do Corpo de Bombeiros foi essencial para evitar danos ainda maiores e controlar o incêndio.

As causas do incidente estão sendo investigadas e o rescaldo foi concluído por volta das 10h30, garantindo a segurança da área. Além disso, não houve registro de feridos.


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Preço dos alimentos: governo descarta medidas como tabelamento e aposta no diálogo



O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quarta-feira (24) que o governo não adotará medidas heterodoxas para controlar os preços dos alimentos no país. “Reafirmo taxativamente: não haverá congelamento de preços, tabelamento, fiscalização, nem ‘fiscal do Lula’ em supermercados ou feiras”, declarou após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros ministros.

Costa garantiu que não foram discutidas propostas como a criação de uma rede estatal de alimentos ou subsídios. A reunião, que contou com os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro; do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira; e da Fazenda, Fernando Haddad, buscou alinhar estratégias para enfrentar a alta nos preços dos alimentos.

De acordo com Costa, o governo priorizará o diálogo com produtores, supermercados e frigoríficos para buscar soluções que reduzam os custos. “Queremos estabelecer uma ponte com o mercado, que é onde os preços se realizam”, afirmou.

Plano Safra e estímulo à produção

O ministro Carlos Fávaro destacou que o presidente Lula determinou ajustes no Plano Safra para estimular a produção de alimentos, com foco nos itens da cesta básica. Ele também reforçou a expectativa de um clima mais favorável em 2025, diferente do cenário climático adverso de 2024, que impactou a produção, especialmente no Rio Grande do Sul.

Rui Costa disse ainda que a expectativa do governo é positiva para produção de alimentos em 2025, em meio à esperada supersafra no ano, que deve colaborar na redução dos preços dos alimentos. A safra em geral, segundo ele, deve crescer 8,2%, e o arroz, 13%.

“(Será) Diferente do que aconteceu em 2024, quando foi ano extremamente severo do ponto de vista climático, regiões fortemente produtoras de alimentos, a exemplo do Rio Grande do Sul, sofreu muito”, disse ele, em referência à seca e às fortes chuvas que acometeram o Estado no ano passado

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que o governo pretende aumentar a produtividade de pequenos e médios produtores, incentivando a produção de alimentos essenciais. “Queremos focar em itens que compõem a cesta básica e ampliar a oferta desses produtos para o mercado interno”, completou.

O governo aposta em um cenário otimista para 2025, confiando na combinação de incentivos à produção e condições climáticas favoráveis para reduzir os preços e assegurar o abastecimento da população.



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