terça-feira, julho 7, 2026

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Período do ano é de atenção à incidência do ácaro-da-falsa-ferrugem



Períodos de alta temperatura associados à umidade


Foto: Fundecitrus

Períodos de alta temperatura associados à umidade, comuns nessa época do ano, favorecem à ocorrência do ácaro-da-falsa-ferrugem em pomares de todas as variedades de citros. A doença é uma das principais da citricultura e deve estar no radar do manejo. A infestação nos pomares ocorre durante o ano todo, porém atinge as maiores populações entre os meses de dezembro a junho.

Nessas condições climáticas, o ácaro completa o ciclo biológico (ovo a adulto) em apenas sete dias, enquanto que, nos períodos de seca e baixas temperaturas, pode levar mais de 14 dias para completar o ciclo. O monitoramento das plantas é indispensável para o controle da praga para evitar os grandes prejuízos, pois o nível de dano econômico estimado em frutos de laranja é de 70 a 80 ácaros por cm2.  É recomendado uma frequência de inspeções entre 7 e 15 dias com lupa de bolso. O controle deve ser feito com acaricidas – e, além dos produtos químicos, o mercado também dispõe de produtos biológicos com boa performance no controle do ácaro-da-falsa-ferrugem. Existem alguns ingredientes ativos indicados para combater a praga, entretanto, os mais utilizados são os produtos à base de enxofre e abamectina.

Sintomas

A incidência desse ácaro ocorre principalmente em folhas, ramos e em frutos jovens, e sua disseminação é feita pelo vento. Nos frutos afetados, a praga provoca o aparecimento de manchas escuras de aspecto ferrugíneo na casca, que variam de intensidade de acordo com o nível de infestação. Nas folhas, o ácaro causa o aparecimento de manchas escuras de formato irregular principalmente nas bordas foliares, conhecidas como “mancha-graxa”. As infestações do ácaro reduzem a capacidade fotossintética da planta, que impacta diretamente na qualidade e na produtividade do pomar. Em laranjas, as cascas ficam mais espessas, fazendo com que eles percam o valor comercial tanto para consumo in natura como para indústria, pois causa danos às máquinas de extração.





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Estiagem prejudica milho-verde, mas há bons resultados



Colheita de milho-verde tem cenários distintos




Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (23), a colheita do milho-verde tem apresentado diferentes cenários no Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Bagé, as lavouras implantadas em setembro alcançaram excelentes rendimentos. No entanto, as plantações feitas em outubro sofreram perdas devido à estiagem que impactou a fase de floração, prejudicando o desenvolvimento das espigas.

Já na região de Santa Rosa, as lavouras de milho-verde e milho-doce estão em plena colheita. Os produtores locais comercializam as espigas de milho-doce por R$ 1,50, enquanto as de milho-verde são vendidas a R$ 0,80 cada.





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Suinocultura de MS mira em tecnologia e sustentabilidade e já cresce acima da catarinense



A suinocultura de Mato Grosso do Sul tem tido um crescimento expressivo nos últimos anos. Em 2023, por exemplo, foram 2,9 milhões de cabeças abatidas, 6,7% a mais do que em 2022, de acordo com o Sistema Famasul.

No mesmo período, Santa Catarina, estado líder no setor, cresceu 2,1%, chegando a 17,8 milhões de suínos destinados a corte, conforme a Epagri.

Os dados de 2024 ainda não foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas a Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores (Asumas) já prevê que devem ultrapassar, com folga, os 3 milhões de suínos industrializados. Para 2025, as metas são ainda mais ambiciosas.

Isso porque o plantel deve chegar a 152 mil matrizes e os investimentos no estado, como a ampliação da capacidade de abate da JBS para 10 mil cabeças por dia e a instalação de uma central de genética líquida pela Agroceres PIC, têm refletido a força e modernização do setor em solo sul-matogrossense.

Por conta dessa pujança, a Asumas tem buscado promover ações que gerem mais competitividade e sustentabilidade na produção.

O Programa Asumas de Sustentabilidade (PAS), por exemplo, foi desenvolvido em parceria com a Embrapa Agropecuária Oeste e busca transformar a suinocultura do estado em um modelo de referência nacional.

O programa promove ações em eixos estratégicos como a gestão de resíduos, o bem-estar animal, uso eficiente de recursos hídricos e a geração de energia renovável a partir de biodigestores.

Além disso, o PAS apoia a implementação de tecnologias para a produção de biometano, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e gerando energia limpa para as propriedades.

Produção de biogás e fertilizantes

Entre os principais resultados do PAS está o incentivo à adoção de biodigestores, que transformam resíduos em biogás e fertilizantes.

Essa tecnologia não apenas reduz a emissão de gases de efeito estufa, mas também cria oportunidades para a geração de energia e a comercialização de créditos de carbono. Neste último, aliás, a Asumas tem buscado capacitar produtores para que possam acessar o mercado futuramente.

Outro pilar do programa é a transferência de tecnologia e o apoio ao desenvolvimento de políticas públicas que beneficiem o setor. A elaboração de manuais técnicos e a realização de eventos são exemplos disso.

Bem-estar na suinocultura

Questionado pela reportagem, o presidente da Asumas, Renato Spera, detalhou as ações de bem-estar animal organizadas pela entidade.

“Atuamos na orientação e no suporte aos produtores, incentivando a adoção de práticas que promovam conforto, saúde e manejo adequado dos suínos”, afirma.

De acordo com ele, tais compromissos incentivam ações de:

  • Manejo adequado: capacitação dos produtores para adotar práticas que reduzam o estresse dos animais;
  • Ambientes confortáveis: promoção de instalações que garantam ventilação, temperatura e espaço suficientes;
  • Alimentação e nutrição balanceadas: fomento ao uso de dietas equilibradas, respeitando as necessidades nutricionais dos suínos;
  • Monitoramento da saúde: incentivo à adoção de programas sanitários preventivos para reduzir o uso excessivo de antibióticos;

Segundo ele, a Asumas também foca em comunicação e desmistificação. “Além das ações práticas dentro das granjas, investimos na comunicação transparente para combater desinformações sobre o bem-estar animal na suinocultura”, diz.

De acordo com Spera, o programa também busca incentivar a adoção de tecnologias e inovações que contribuam para o bem-estar dos suínos, alinhando a produção às exigências do mercado e às normativas nacionais e internacionais.

Contudo, a entidade não detalhou se trabalha para banir práticas apontadas como crueis por entidades defensoras do bem-estar dos animais de produção, tais como o banimento do uso contínuo de gaiolas de gestação e o corte de caudas.



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veja como os preços da arroba terminaram a semana


O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços fracos, de estáveis a mais baixos, nesta sexta-feira (24).

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os sinais de esfriamento persistem, com nova queda dos preços da carne no atacado, o que deve fazer com que as indústrias frigoríficas, principalmente aquelas focadas no mercado doméstico, passem a pressionar os preços na compra de gado.

“Como pontos de sustentação, precisam ser mencionados a atual posição das escalas de abate, que seguem encurtadas, e o forte ritmo de embarques“, conclui.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 332,75 (R$ 333,58 ontem)
  • Minas Gerais: R$ 323,53, estável
  • Goiás: R$ 322,14, no comparativo com R$ 323,21 anteriormente
  • Mato Grosso Sul: R$ 326,36 (R$ R$ 326,59 ontem)
  • Mato Grosso: R$ 318,91, inalterado

Mercado atacadista

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Foto: Agência Brasil/arquivo

O mercado atacadista voltou a apresentar queda de suas cotações no decorrer desta sexta-feira. Iglesias indica que o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento no curto prazo.

“Ressaltando que a segunda quinzena do mês é um período de menor apelo ao consumo, soma-se a isso o perfil de consumo delimitado para o primeiro bimestre, com a população priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, do ovo e de embutidos em geral”, avalia.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 25,50, por quilo, queda de R$ 0,50. Ponta de agulha apresenta queda de R$ 0,70 e foi precificada a R$ 18,00. Quarto dianteiro recuou R$ 0,50 e foi cotado a R$ 18,00, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,12%, sendo negociado a R$ 5,9175 para venda e a R$ 5,9155 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8674 e a máxima de R$ 5,9245. Na semana, a moeda estrangeira desvalorizou 2,42%.



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Secretário de Agricultura e Abastecimento enaltece parceria com Fundecitrus



Piai iniciou sua fala abordando o greening e a complexidade do problema


Foto: Fundecitrus

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, destacou a importância da parceria com o Fundecitrus no combate ao greening. A declaração foi feita durante sua participação no podcast Agro em Pauta, realizado pela revista Exame.

Piai iniciou sua fala abordando o greening e a complexidade do problema. Segundo ele, foi perceptível desde o início que ações precisariam ser tomadas. “Quando eu me tornei secretário, no primeiro dia, já tive uma reunião sobre o assunto [greening]. Foi quando entendi a complexidade e a dimensão do problema. […] Com humildade, proatividade e planejamento, São Paulo está indo muito bem nesse combate”, afirmou.

O secretário também relembrou as dificuldades enfrentadas pela Flórida, nos Estados Unidos, no enfrentamento ao greening, e destacou a relevância da parceria entre o Fundecitrus e outras instituições. “A Flórida perdeu essa guerra. Eles investiram dois bilhões de dólares, produziam 200 milhões de caixas por ano e hoje não produzem 15 […]. Aqui, estamos nessa parceria, com mérito para o Fundecitrus, Esalq e Fapesp, onde criaremos o maior centro do setor no mundo”, frisou.

Piai se referia ao Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade (CPA), que prevê investimento financeiro para os próximos cinco anos. “Vamos trazer os melhores pesquisadores, as mentes mais brilhantes, para vencer essa batalha. Vejo que São Paulo tem atuado muito bem em relação ao greening. Estamos trabalhando com planejamento, profissionalismo e eficácia, e esse centro de pesquisa tem tudo para trazer boas notícias para nós”, completou, antes de abordar outros temas da agricultura paulista.





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Saiba as cotações da soja no Brasil



O mercado brasileiro de soja não teve movimentos de negócios relevantes nesta sexta-feira (24). Os preços caíram, pressionados pela entrada da safra nova e acompanhando os movimentos de Chicago e dólar. Os vendedores ficaram de fora no dia.

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Cotações da soja

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 137,00 para R$ 135,00
  • Missões (RS): preço caiu de R$ 138,00 para R$ 136,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 140,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 128,00 para R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 132,50
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 116,50 para R$ 115,50
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 117,50 para R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 119,00 para R$ 118,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais baixos. O mercado teve um dia de realização de lucros, após atingir na semana os melhores patamares em quase seis meses. O corte nas tarifas de exportação de produtos agrícolas na Argentina ajudou na correção.

Além disso, o cenário do grão segue acompanhando de perto dois pontos que sustentaram os preços ao longo da semana: a falta de chuvas na Argentina e o tom moderado de Donald Trump em relação às tarifas a serem impostas no comércio externo.

O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, anunciou a redução das tarifas de exportação para o setor agrícola a partir desta segunda-feira até 30 de junho, além da eliminação da alíquota para as economias regionais. A soja terá uma redução nas tarifas de 33% para 26%, e os derivados de soja (farelo e óleo) passarão de 31% para 24,5%. Também haverá redução nas tarifas de outros produtos como trigo, milho, cevada e sorgo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,12%, sendo negociado a R$ 5,9175 para venda e a R$ 5,9155 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8674 e a máxima de R$ 5,9245. Na semana, a moeda estrangeira desvalorizou 2,42%.



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índice de vegetação das lavouras do Sul anunciam quebra de safra


A seca persistente traz o risco de quebra de safra de soja 2024/25 em toda a Região Sul do Brasil, mostram as imagens de satélite da EarthDaily Agro.

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná têm enfrentado baixa precipitação desde dezembro, com impactos claros nas condições das lavouras, conforme apontado pelo índice de vegetação (NDVI).

Felippe Reis, analista de culturas da empresa, enfatiza que nas lavouras gaúchas, a umidade do solo diminuiu drasticamente nas últimas semanas, e mesmo com previsão de chuva nos próximos dias, o volume esperado parece insuficiente para recuperar as condições das lavouras.

NDVI do Rio Grande do SulNDVI do Rio Grande do Sul
NDVI do Rio Grande do Sul. Imagem: EarthDaily Agro

Segundo ele, o NDVI apresenta sinais de deterioração, embora em níveis melhores que os dos anos críticos de 2022 e 2023.

NDVI de Santa CatarinaNDVI de Santa Catarina
NDVI de Santa Catarina

Já em Santa Catarina, até meados de dezembro, o volume de chuvas foi considerado satisfatório. “No entanto, a seca ganhou força em janeiro, causando deterioração evidente no NDVI, ainda que este esteja em níveis superiores aos de 2022”, ressalta.

No Paraná, por sua vez, desde o final de dezembro, as lavouras têm apresentado dinâmica negativa no índice de vegetação, indicando uma possível quebra de safra para o ciclo atual.

NDVI do ParanáNDVI do Paraná
NDVI do Paraná

Em Mato Grosso do Sul, o acumulado de precipitação desde 15 de dezembro lembra os anos ruins de 2022 e 2024, ambos marcados por quebras de safra. “O NDVI no estado aponta condições piores que as registradas em 2024, quando houve uma perda de 15% da produtividade”.

NDVI de Mato Grosso do SulNDVI de Mato Grosso do Sul
NDVI de Mato Grosso do Sul

Os estados de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais apresentam perspectivas otimistas em relação ao potencial produtivo, com o NDVI indicando boa evolução das lavouras, aponta a EarthDaily Agro.

Em Mato Grosso, o NDVI apresenta evolução favorável, superior ao desempenho observado em 2023, ano em que a produtividade foi 7% superior à tendência histórica. “Com base nos dados mais recentes, estima-se uma produtividade de 3,91 toneladas por hectare, o que, caso confirmado, representará um recorde para o estado”, diz Reis.

Para o analista, outro destaque no cenário produtivo é a Bahia, que projeta produtividade recorde de 4,8 toneladas por hectare, representando aumento de 27% em relação ao ciclo anterior.



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Sem chuva em algumas regiões produtoras de soja; confira a previsão do tempo



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil aponta para um cenário variado, com boas perspectivas em várias regiões. A umidade do solo nas áreas produtoras de soja apresenta variações entre as regiões do país. No norte de Minas Gerais, a falta de chuvas tem sido um problema, mas a umidade do solo ainda se mantém relativamente boa, favorecendo o desenvolvimento da soja.

Já em estados como Bahia e no Matopiba, as condições hídricas são mais favoráveis, com boa umidade no solo, o que é um alívio para os produtores dessas regiões. Por outro lado, o Sudoeste do Pará, o Rio Grande do Sul e o Sul de Mato Grosso continuam enfrentando sérios problemas de seca, com a umidade do solo em níveis baixos, o que tem dificultado o trabalho dos produtores nessas áreas.

No entanto, as previsões indicam que, nos próximos dias, as chuvas irão avançar para Mato Grosso do Sul, oferecendo um alívio para essas regiões. Já no Rio Grande do Sul, a falta de chuva ainda deve continuar afetando as lavouras, com uma restrição hídrica nos próximos dias.

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Panorama da soja no Sudeste do Brasil

O panorama no Sudeste do Brasil é mais otimista para os produtores de soja. O interior de São Paulo e o sul de Minas Gerais estão previstos para receber chuvas volumosas, com volumes superiores a 50 mm nos próximos cinco dias. Esse aumento nas precipitações trará benefícios tanto para a reposição hídrica do solo quanto para o avanço das atividades no campo, como a colheita e o preparo do solo para novos ciclos.

Uma boa notícia é que, na virada do mês, as chuvas também devem chegar ao norte de Minas Gerais, incluindo a região de Unaí, o que vai ajudar a melhorar as condições de umidade do solo nas lavouras. Esse é um alívio importante para as regiões que vinham enfrentando um período de seca mais prolongado.

Situação das lavouras de soja em MT e MS

Em Mato Grosso, as chuvas também devem proporcionar um alívio para os produtores, com a chegada de precipitações que irão ajudar na reposição hídrica do solo, além de dar uma pausa no estresse hídrico que afetava as lavouras.

No Mato Grosso do Sul, a previsão também é positiva, com a chuva prevista para os próximos dias sendo importante para o fortalecimento das plantações e para o avanço das atividades no campo.

Matopiba

Matopiba deve continuar recebendo boas quantidades de chuvas, com destaque para a previsão de 50 mm de precipitação nos próximos dias. Esse volume de chuva vai garantir condições favoráveis para as lavouras, principalmente para a soja, e vai contribuir para o desenvolvimento das plantas.

Apesar de boas chuvas previstas para o norte do Brasil, o centro da Bahia e a região sul do estado continuam com tempo seco, o que tem impactado o desenvolvimento das lavouras. Contudo, na virada do mês, a previsão é de que as chuvas comecem a alcançar essas áreas, trazendo uma melhora nas condições climáticas.

No Pará, o cenário é diferente, com chuvas constantes, mas que prejudicam as atividades de campo, principalmente no que diz respeito ao avanço da colheita. No entanto, as chuvas têm ajudado a manter uma boa reserva hídrica no solo, o que é um ponto positivo para os produtores da região no longo prazo.

Situação crítica no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul, por outro lado, continua enfrentando sérios problemas com relação à falta de chuva e ao calor intenso. As condições hídricas continuam críticas, e a previsão para os próximos dias indica que a seca vai persistir. Os produtores da região devem continuar enfrentando dificuldades para manter a soja saudável, com uma gestão mais cuidadosa dos recursos hídricos sendo necessária.



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Governo avalia reduzir tarifa de importação para baratear alimentos


O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou, nesta sexta-feira (24), que o governo pode reduzir o Imposto de Importação para baratear o preço de determinados alimentos no mercado brasileiro. Segundo ele, estudos já estão sendo feito para garantir a paridade com os preços internacionais.

“O preço se forma no mercado, o mercado é competitivo. Se nós tornamos mais barato a importação desses produtos, vão ter vários fatores econômicos do mercado importando esses produtos, porque tem uma diferença de preço e, portanto, vão enxergar um lucro a ganhar. Vão importar e ajudar a baixar o preço do produto interno, pelo menos, ao preço internacional”, disse, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, lembrou que medida semelhante foi adotada no ano passado para segurar os preços do arroz e garantir o abastecimento após as enchentes no Rio Grande do Sul. O estado responde por 70% da oferta nacional do produto. Na ocasião, a tarifa de importação de arroz foi zerada.

“A gente não quer fazer nenhum tipo de intervenção heterodoxa. Mas, se nós somos exportadores de alimentos, não pode o nosso alimento ser mais caro aqui do que tá lá fora. Então, pontualmente, pode ser, se confirmado, abaixada as alíquotas para que esse produto, no mínimo, ganhe a paridade internacional que é o que rege o mercado”, destacou.

O presidente Lula coordenou reunião, no Palácio do Planalto, para discutir formas de baixar o preço dos alimentos no país. O tema ganhou centralidade no governo essa semana, quando o próprio Lula afirmou, em reunião ministerial, que esta é a prioridade da gestão em 2025.

Produção

Rui Costa reforçou que não haverá a adoção de medidas heterodoxas, como subsídio, supermercado estatal, comercialização de alimentos com prazos, congelamento ou tabelamento de preços, nem fiscalização em mercados.

A principal atuação, segundo ele, será no estímulo da produção agrícola local, com atenção às políticas públicas e recursos já existentes e foco nos alimentos que chegam à mesa da população. Com clima favorável, já há expectativa de safra recorde de grãos, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com aumento de 8% a 10% na produção.

Novamente, Fávaro lembrou das iniciativas para aumentar a produção de arroz no país, no ano passado. “Para este ano, a produção de arroz deve ser 12% a 13% maior do que ano passado, portanto os preços de arroz cederam, se não chegaram nos patamares ideais ainda da população brasileira, mas já são bem menores do que foram num passado recente. Então, é um processo natural de estímulo à produção”, disse.

Tickets

Rui Costa disse ainda que o Ministério da Fazenda vai estudar formas de diminuir o custo de intermediação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Ontem (23), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia comentado a medida, da possibilidade de redução de taxas de vales refeição e alimentação para baratear a comida.

“A essência dessa medida será reduzir, portanto, se possível a zero, se não a uma taxa substantivamente inferior ao que o trabalhador paga hoje para utilizar seu cartão”, afirmou Rui Costa. “Tecnicamente, se fazer esse benefício chegar ao trabalhador sem ele perder 10% do valor alimentação, são 22 milhões de trabalhadores que recebem esse benefício, e evidente, se esse valor fica com o trabalhador, isso vai se transformar em melhoria do poder aquisitivo dele na hora de fazer o supermercado”, acrescentou.



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Fundecitrus Podcast – Porta-enxerto: variedades tolerantes à seca



Os desafios para manter uma boa produção de laranja são grandes


Foto: Fundecitrus

 

Os desafios para manter uma boa produção de laranja são grandes. Além de pragas e doenças, a mais desafiadora é o greening, fatores climáticos também devem ser levados em conta, por impactarem seriamente o resultado final. O episódio 52 do Fundecitrus Podcast aborda os estudos que vêm sendo realizados por meio de parceria com a Embrapa Mandioca e Fruticultura, Fundação Coopercitrus Credicitrus e Instituto Agronômico para o desenvolvimento de variedades de porta-enxertos resistentes aos períodos de seca. A conversa é com o pesquisador da Embrapa Eduardo Girardi e o engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Olavo Bianchi.





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