terça-feira, julho 7, 2026

Agro

News

471 anos e o elo com quem trabalha no campo e alimenta a cidade


Carinhosamente chamada de “Sampa”, “EssePê”, “Terra da Garoa” e “Capital da Gente”, mais de 11 milhões de pessoas dão vida à cidade neste dia 25 de janeiro, data em que São Paulo celebra seus 471 anos.

O sotaque paulistano também é uma marca registrada na capital. Quem mora no município já deve ter ouvido: “E aí, parça, beleza?”, “Bom dia, mano!” ou o clássico “Cara, tipo assim, ‘EssePê’ é só trabalho, meu, tá ligado?”. 

São essas expressões e muitas outras que reforçam o jeitinho único de Sampa, a cidade que nunca dorme.

Mas, por trás dessa leveza “paulistanês”, existem histórias que muitas vezes passam despercebidas como as dos micro e pequenos produtores rurais, peças-chave no abastecimento diário da metrópole.

Homem de avental com o fundo dos boxes da Ceagesp Homem de avental com o fundo dos boxes da Ceagesp
Antônio Marcos Lara de Oliveira, produtor rural. Foto: Arquivo Pessoal

“Às segundas-feiras eu acordo às 3h30 para preparar as caixas de alface, couve, brócolis e outras verduras. Nos outros dias, consigo sair um pouco mais tarde, mas não muito, senão pego trânsito”, conta Antônio Marcos Lara de Oliveira, agricultor de hortaliças há 17 anos.

Antônio Marcos trabalha em uma propriedade arrendada em Ibiúna, no interior paulista, e traz em média, 60 caixas de verduras diariamente para vender na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, Ceagesp, a maior central de abastecimento de alimentos da América do Sul, onde passam aproximadamente 48 mil pessoas e 14 mil veículos todos os dias.

 “É cansativo, mas gratificante. Cuido da produção como se fosse um filho”, diz o pequeno produtor com orgulho, diz o produtor.

Homem em pé com o fundo de caixas de verduras, na CeagespHomem em pé com o fundo de caixas de verduras, na Ceagesp
Igor Aparecido Vieira de Camargo, produtor rural. Foto: Arquivo Pessoal

Outro exemplo é o Igor Aparecido Vieira de Camargo, também de Ibiúna. A ligação dele com São Paulo começou na adolescência. Hoje aos 28 anos, ele e a família estão ampliando os negócios.

“Começamos com um boxe na Ceagesp e agora temos três. Nunca foi fácil, sempre foi trabalho”, relembra o empreendedor rural, que já está na terceira geração da agricultura familiar. 

Os agricultores plantam, colhem e transportam alimentos e, além disso, são responsáveis por conectar o campo à cidade de São Paulo. 

“Quando vejo o pessoal comprando minhas verduras, sinto que meu trabalho não é à toa. Fico feliz porque sei que estou ajudando na alimentação [da população]”, conta Igor Aparecido com orgulho do que faz.

Marquise da Ceagesp com boxes de frutasMarquise da Ceagesp com boxes de frutas
Foto: Divulgação | Ceagesp

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, os alimentos mais cultivados na capital são: tomates (1.118 toneladas) e  bananas (630 toneladas). Além da produção agrícola, São Paulo também abriga rebanhos de gado e porcos que, somados, chegam a cerca de 2,5 mil cabeças. 

“Outro dado interessante é que cerca de 26% do chuchu vendido na Ceagesp (10.300 toneladas), vêm de pequenos produtores da Zona Sul da cidade”, explica Thiago de Oliveira, da Seção de Economia e Desenvolvimento.

No agronegócio, nem sempre há lucros. Os micro e pequenos produtores rurais, muitas vezes familiares, enfrentam desafios como mudanças climáticas, custos elevados de insumos e a concorrência com grandes produtores, mas eles seguem desempenhando um papel essencial para a segurança alimentar da maior cidade do país. 

“Os pequenos produtores foram resilientes para manterem-se no setor […]. Os anos de 2023 e 2024 foram marcados por estiagens, ondas de calor e chuvas acima da média para os locais de produção”, diz Oliveira. 

Atualmente, a Companhia comercializa mais de 3 milhões de toneladas de alimentos por ano, que vêm de todos os estados brasileiros, com destaque para São Paulo e Minas Gerais. Ao todo são 1500 municípios e aporte também de mercadorias de outros 24 países.

“Graças à existência da central de abastecimento pode-se encontrar verduras do Cinturão Verde, laranjas do interior, maçãs de Santa Catarina, uvas, mangas e melões do Nordeste, peras da Argentina e laranjas do Egito”, afirma Gabriel Bitencourt, chefe da Seção do Centro de Qualidade Hortigranjeira.

No maior entreposto da cidade, são cerca de 300 produtos comercializados ao longo do ano, que somando as distintas variedades, chegam a mais de 500 itens, disponíveis a feirantes e compradores em geral. José Lourenço Pechtoll, diretor-presidente da Ceagesp, reforça a importância de apoiar os pequenos agricultores.

“Nossa estratégia de apoio à agricultura familiar atua em três eixos centrais: aproximar produtores e consumidores, capacitar agricultores e o terceiro, está em curso, um processo que visa disponibilizar, dentro dos entrepostos e armazéns, espaços para que agricultores familiares comercializam diretamente seus produtos”, esclarece Pechtoll.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Celebrando quem faz São Paulo acontecer

No Brasil, o agronegócio é responsável por 21,1% do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o Polo Sebrae Agro, desse percentual, cerca de 25% são provenientes da agricultura familiar, ou seja, dos pequenos produtores rurais. Isso significa que pouco mais de 5% do PIB brasileiro é gerado nas pequenas propriedades do país. 

Já a capital paulista, reúne aproximadamente 1.100 pontos de agricultura, com grande concentração nos distritos de Grajaú, Parelheiros e Marsilac, na Zona Sul, segundo dados da prefeitura de São Paulo

A produção agrícola da capital atinge cerca de 2,1 mil toneladas anualmente, destacando-se pela prioridade de alimentos sem agrotóxicos. Essa prática promove o consumo de produtos orgânicos e movimenta a economia local.

“São Paulo é a terra da oportunidade para quem gosta de trabalhar. Só tenho a agradecer”, conta Antônio Marcos, produtor de 44 anos, que junto com a mulher e os filhos encontrou no agronegócio o meio de prosperar.

Então, neste aniversário, os parabéns vão para quem, do campo à cidade, ajuda a escrever a história dessa gigante máquina conhecida como a Capital da Gente.

“Se não fosse São Paulo, eu não teria nada na minha vida. Sou muito grato”, finaliza Igor Aparecido.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Final de mês afeta ritmo de negociações no boi gordo



Mercado de boi gordo encerra semana com preços estáveis




Foto: Sheila Flores

De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, nesta sexta-feira (24), os preços do boi gordo permaneceram estáveis nesta semana no estado de São Paulo, seguindo o padrão típico para o período. As escalas de abate atendem, em média, uma semana, mas a proximidade do final do mês e o lento escoamento da carne impactaram o ritmo das negociações, dificultando a manutenção das ofertas de compra.

Além disso, a valorização do real frente ao dólar durante a semana pode pressionar as margens das indústrias exportadoras, um ponto de atenção para os próximos dias.

Mato Grosso do Sul: Assim como em São Paulo, as cotações fecharam a semana estáveis, de acordo com o monitoramento da Scot Consultoria.

Alagoas: O estado registrou queda de R$ 3,00/@ no preço do boi gordo, enquanto as fêmeas mantiveram preços estáveis. Não há referências para o “boi China” na região.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Metagenômica no campo: A revolução sustentável



A plataforma GoSolos, desenvolvida pela GoGenetic Agro, lidera essa transformação



A plataforma GoSolos, desenvolvida pela GoGenetic Agro, lidera essa transformação
A plataforma GoSolos, desenvolvida pela GoGenetic Agro, lidera essa transformação – Foto: Pixabay

Nos dias 29 e 30 de janeiro, Goiânia (GO) será o cenário do X Encontro da Associação Brasileira dos Prestadores de Serviço de Agricultura de Precisão (ABPSAP). O evento, que comemora uma década de avanços no setor, reunirá empresas, cooperativas, pesquisadores e profissionais para compartilhar boas práticas e discutir inovações na agricultura de precisão. Essa abordagem integra tecnologia e gestão estratégica para aumentar a produtividade e reduzir os impactos ambientais, sendo fundamental para o desenvolvimento sustentável do agronegócio.  

Uma das atrações principais será a palestra da CEO da GoGenetic Agro, que apresentará como a metagenômica está transformando o manejo do solo. A tecnologia permite identificar e analisar o microbioma do solo por meio do DNA, trazendo novas perspectivas para a produção agrícola. A aplicação prática dessa ciência possibilita um melhor entendimento das condições do solo, promovendo intervenções mais precisas e eficientes que potencializam os resultados e minimizam desperdícios.  

A plataforma GoSolos, desenvolvida pela GoGenetic Agro, lidera essa transformação ao traduzir análises genéticas complexas em recomendações práticas para os produtores. A solução foca na identificação de patógenos, avaliação de microrganismos benéficos e monitoramento de alterações no solo, permitindo um manejo mais eficiente e sustentável.  

Com essa inovação, os agricultores têm acesso a ferramentas que otimizam a produtividade e reduzem custos, ao mesmo tempo em que promovem a sustentabilidade a longo prazo. A metagenômica representa uma nova era na agricultura, conectando ciência avançada com as necessidades práticas do campo.

 





Source link

News

Nova frente fria deve levar temporais para estados que estavam sofrendo com a seca



O sábado será marcado pela intensificação das pancadas de chuva em grande parte do país. Confira a previsão de hoje:

Sul

Nova frente fria provoca aumento das condições de chuva na Região que vinha sofrendo com a estiagem. Assim, nuvens carregadas se formam nos três estados, gerando alerta de temporais a qualquer momento.

Sudeste

Dia abafado e com condições de chuva forte no oeste, centro e leste do estado de São Paulo durante o período da tarde. Chove em forma de pancadas mais localizadas em Minas Gerais, no sul do Rio de Janeiro e no centro-norte do Espírito Santo.

Centro-Oeste

Temporais em Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás. Fim de semana abafado e com pancadas de moderada a forte intensidade. Pode chover durante à tarde em Mato Grosso, com risco de trovoadas.

Nordeste

Sol e muito calor no Nordeste. A umidade continua elevada e o risco de pancadas de chuva é alto entre o sul e leste da Bahia, além de no centro-sul e interior do Piauí, no Maranhão, Ceará, litoral do Rio Grande do Norte, na Paraíba e em Pernambuco.

Norte

A chuva acontece em todas as áreas da Região, mas o tempo não fica completamente fechado. Dia de sol, aumento de nuvens e pancadas que podem ocorrer em vários períodos do dia com alerta de temporal.



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ações europeias encerram semana reduzida por feriado em baixa


Logotipo Reuters

Por Sruthi Shankar e Shashwat Chauhan

(Reuters) – As ações europeias encerraram a semana encurtada por feriado em baixa nesta sexta-feira, com empresas de luxo e fabricantes de bebidas alcoólicas liderando perdas, embora o foco tenha permanecido nos dados econômicos para obter pistas sobre a trajetória da taxa de juros e possíveis mudanças nas políticas dos Estados Unidos sob a Presidência de Donald Trump.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,49%, a 508,19 pontos, nas negociações de baixa liquidez após o feriado de Ano Novo.

Setores expostos à China, como mineradoras, artigos de luxo e montadoras ficaram sob pressão, mesmo depois que uma autoridade de Pequim disse que o país aumentará drasticamente o financiamento de títulos ultralongos em 2025 para estimular o investimento empresarial e iniciativas de estímulo ao consumidor.

Investidores têm se preocupado com a economia da China e com a iminência de uma guerra comercial com os EUA antes da posse presidencial de Trump em 20 de janeiro.

A bolsa francesa, que abriga a maioria dos principais nomes de luxo da Europa, registrou sua maior queda em um único dia em mais de sete semanas.

Os mercados acionários dos EUA tiveram um bom desempenho em 2024, ajudados pelo otimismo em relação à inteligência artificial e aos cortes na taxa de juros do Federal Reserve, enquanto a Europa, em contrapartida, registrou apenas ganhos marginais.

O STOXX 600 também atingiu recordes no ano passado, embora as preocupações com a desaceleração da economia europeia, a turbulência política na Alemanha e na França e a ameaça de tarifas do governo Trump tenham limitados os ganhos.

“A incerteza na Europa piorou a situação e pode ajudar a explicar a diferença de avaliação em relação aos EUA”, escreveram economistas do Goldman Sachs em nota.

Eles recomendaram cautela em relação às empresas expostas a tarifas e disseram esperar que o mercado precifique uma medida de alívio fiscal alemão no futuro.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,44%, a 8.223,98 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,59%, a 19.906,08 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,51%, a 7.282,22 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,72%, a 34.127,62 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,22%, a 11.651,60 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,51%, a 6.444,69 pontos.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Captura de psilídeo em armadilhas reduz 41% em 2024


A captura de psilídeos em armadilhas instaladas em diversas propriedades do cinturão citrícola do estado de São Paulo e Triângulo Sudoeste Mineiro apresentou queda de 41% em 2024 quando comparada com o mesmo de 2023. Os dados fazem parte do levantamento realizado quinzenalmente pelo Fundecitrus e disponibilizado na plataforma Alerta Psilídeo. De acordo com o sistema, a média de captura registrada em 2023 foi de 2,23 psilídeos por armadilha, contra 1,32, em 2024. Os dados do ano passado também são menores do que o registrado em 2022 (1,68).

A região de Casa Branca (SP) foi a que mais se destacou no cinturão, com uma queda de 76% nas capturas. Na sequência, aparece a região de Frutal (MG) com redução de 72% e, depois, as regiões paulistas de Bebedouro com 68%, Novo Horizonte com 64% e Araraquara com 57%. Itapetininga e Brotas são as únicas regiões que tiveram aumento de captura, com 19% e 9% respectivamente. De acordo com o engenheiro-agrônomo do Fundecitrus e coordenador do departamento de Transferência de Tecnologia, Ivaldo Sala, a queda de capturas reflete o bom trabalho que os citricultores e demais profissionais do setor vem desempenhando no manejo do inseto com o objetivo de mitigar a incidência do greening nos pomares e, ainda, a ocorrência de altas temperaturas associadas a longos períodos com falta de chuva, registrados no ano passado. Essa soma de fatores impactou a incidência do inseto, sua reprodução e dispersão.  

Manejo intensificado

Mesmo com a queda nas capturas, Sala reforça que o trabalho de manejo precisa ser intensificado diante da complexidade da doença e da capacidade destrutiva que ela representa para os pomares. “Essa redução é muito importante porque mostra, mais uma vez, que as diretrizes de manejo que sempre foram recomendadas pelo Fundecitrus se mostram eficazes. No entanto, precisamos, cada vez mais, fortalecer esse trabalho, sem deixar que erros ocorram principalmente em regiões de expansão na nossa citricultura”, diz.

O ano de 2023 apresentou o maior índice de captura de inseto desde que o Alerta Psilídeo começou a operar. As brotações, principal fonte de alimento do inseto, seguiram a mesma tendência de alta no período e chegaram a 17,20%. Em 2024, esse percentual foi 4% menor. “Ou seja, tivemos um cenário de brotações ao longo do ano passado com uma ligeira redução de incidência no comparativo com um ano com registros de índices altíssimos. Isso mostra que o controle do inseto, com frequência de pulverização correta, eliminação de plantas doentes e rotação dos modos de ação, fez toda a diferença para impactar na redução das capturas de psilídeo”, explica Sala. As novas armadilhas da área de expansão, nos estados de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais se somam a outras 35 mil nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, totalizando 267 municípios em 21 regiões monitoradas.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Período do ano é de atenção à incidência do ácaro-da-falsa-ferrugem



Períodos de alta temperatura associados à umidade


Foto: Fundecitrus

Períodos de alta temperatura associados à umidade, comuns nessa época do ano, favorecem à ocorrência do ácaro-da-falsa-ferrugem em pomares de todas as variedades de citros. A doença é uma das principais da citricultura e deve estar no radar do manejo. A infestação nos pomares ocorre durante o ano todo, porém atinge as maiores populações entre os meses de dezembro a junho.

Nessas condições climáticas, o ácaro completa o ciclo biológico (ovo a adulto) em apenas sete dias, enquanto que, nos períodos de seca e baixas temperaturas, pode levar mais de 14 dias para completar o ciclo. O monitoramento das plantas é indispensável para o controle da praga para evitar os grandes prejuízos, pois o nível de dano econômico estimado em frutos de laranja é de 70 a 80 ácaros por cm2.  É recomendado uma frequência de inspeções entre 7 e 15 dias com lupa de bolso. O controle deve ser feito com acaricidas – e, além dos produtos químicos, o mercado também dispõe de produtos biológicos com boa performance no controle do ácaro-da-falsa-ferrugem. Existem alguns ingredientes ativos indicados para combater a praga, entretanto, os mais utilizados são os produtos à base de enxofre e abamectina.

Sintomas

A incidência desse ácaro ocorre principalmente em folhas, ramos e em frutos jovens, e sua disseminação é feita pelo vento. Nos frutos afetados, a praga provoca o aparecimento de manchas escuras de aspecto ferrugíneo na casca, que variam de intensidade de acordo com o nível de infestação. Nas folhas, o ácaro causa o aparecimento de manchas escuras de formato irregular principalmente nas bordas foliares, conhecidas como “mancha-graxa”. As infestações do ácaro reduzem a capacidade fotossintética da planta, que impacta diretamente na qualidade e na produtividade do pomar. Em laranjas, as cascas ficam mais espessas, fazendo com que eles percam o valor comercial tanto para consumo in natura como para indústria, pois causa danos às máquinas de extração.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Estiagem prejudica milho-verde, mas há bons resultados



Colheita de milho-verde tem cenários distintos




Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (23), a colheita do milho-verde tem apresentado diferentes cenários no Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Bagé, as lavouras implantadas em setembro alcançaram excelentes rendimentos. No entanto, as plantações feitas em outubro sofreram perdas devido à estiagem que impactou a fase de floração, prejudicando o desenvolvimento das espigas.

Já na região de Santa Rosa, as lavouras de milho-verde e milho-doce estão em plena colheita. Os produtores locais comercializam as espigas de milho-doce por R$ 1,50, enquanto as de milho-verde são vendidas a R$ 0,80 cada.





Source link

News

Suinocultura de MS mira em tecnologia e sustentabilidade e já cresce acima da catarinense



A suinocultura de Mato Grosso do Sul tem tido um crescimento expressivo nos últimos anos. Em 2023, por exemplo, foram 2,9 milhões de cabeças abatidas, 6,7% a mais do que em 2022, de acordo com o Sistema Famasul.

No mesmo período, Santa Catarina, estado líder no setor, cresceu 2,1%, chegando a 17,8 milhões de suínos destinados a corte, conforme a Epagri.

Os dados de 2024 ainda não foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas a Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores (Asumas) já prevê que devem ultrapassar, com folga, os 3 milhões de suínos industrializados. Para 2025, as metas são ainda mais ambiciosas.

Isso porque o plantel deve chegar a 152 mil matrizes e os investimentos no estado, como a ampliação da capacidade de abate da JBS para 10 mil cabeças por dia e a instalação de uma central de genética líquida pela Agroceres PIC, têm refletido a força e modernização do setor em solo sul-matogrossense.

Por conta dessa pujança, a Asumas tem buscado promover ações que gerem mais competitividade e sustentabilidade na produção.

O Programa Asumas de Sustentabilidade (PAS), por exemplo, foi desenvolvido em parceria com a Embrapa Agropecuária Oeste e busca transformar a suinocultura do estado em um modelo de referência nacional.

O programa promove ações em eixos estratégicos como a gestão de resíduos, o bem-estar animal, uso eficiente de recursos hídricos e a geração de energia renovável a partir de biodigestores.

Além disso, o PAS apoia a implementação de tecnologias para a produção de biometano, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e gerando energia limpa para as propriedades.

Produção de biogás e fertilizantes

Entre os principais resultados do PAS está o incentivo à adoção de biodigestores, que transformam resíduos em biogás e fertilizantes.

Essa tecnologia não apenas reduz a emissão de gases de efeito estufa, mas também cria oportunidades para a geração de energia e a comercialização de créditos de carbono. Neste último, aliás, a Asumas tem buscado capacitar produtores para que possam acessar o mercado futuramente.

Outro pilar do programa é a transferência de tecnologia e o apoio ao desenvolvimento de políticas públicas que beneficiem o setor. A elaboração de manuais técnicos e a realização de eventos são exemplos disso.

Bem-estar na suinocultura

Questionado pela reportagem, o presidente da Asumas, Renato Spera, detalhou as ações de bem-estar animal organizadas pela entidade.

“Atuamos na orientação e no suporte aos produtores, incentivando a adoção de práticas que promovam conforto, saúde e manejo adequado dos suínos”, afirma.

De acordo com ele, tais compromissos incentivam ações de:

  • Manejo adequado: capacitação dos produtores para adotar práticas que reduzam o estresse dos animais;
  • Ambientes confortáveis: promoção de instalações que garantam ventilação, temperatura e espaço suficientes;
  • Alimentação e nutrição balanceadas: fomento ao uso de dietas equilibradas, respeitando as necessidades nutricionais dos suínos;
  • Monitoramento da saúde: incentivo à adoção de programas sanitários preventivos para reduzir o uso excessivo de antibióticos;

Segundo ele, a Asumas também foca em comunicação e desmistificação. “Além das ações práticas dentro das granjas, investimos na comunicação transparente para combater desinformações sobre o bem-estar animal na suinocultura”, diz.

De acordo com Spera, o programa também busca incentivar a adoção de tecnologias e inovações que contribuam para o bem-estar dos suínos, alinhando a produção às exigências do mercado e às normativas nacionais e internacionais.

Contudo, a entidade não detalhou se trabalha para banir práticas apontadas como crueis por entidades defensoras do bem-estar dos animais de produção, tais como o banimento do uso contínuo de gaiolas de gestação e o corte de caudas.



Source link

News

veja como os preços da arroba terminaram a semana


O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços fracos, de estáveis a mais baixos, nesta sexta-feira (24).

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os sinais de esfriamento persistem, com nova queda dos preços da carne no atacado, o que deve fazer com que as indústrias frigoríficas, principalmente aquelas focadas no mercado doméstico, passem a pressionar os preços na compra de gado.

“Como pontos de sustentação, precisam ser mencionados a atual posição das escalas de abate, que seguem encurtadas, e o forte ritmo de embarques“, conclui.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 332,75 (R$ 333,58 ontem)
  • Minas Gerais: R$ 323,53, estável
  • Goiás: R$ 322,14, no comparativo com R$ 323,21 anteriormente
  • Mato Grosso Sul: R$ 326,36 (R$ R$ 326,59 ontem)
  • Mato Grosso: R$ 318,91, inalterado

Mercado atacadista

carne bovina, carnes, abatecarne bovina, carnes, abate
Foto: Agência Brasil/arquivo

O mercado atacadista voltou a apresentar queda de suas cotações no decorrer desta sexta-feira. Iglesias indica que o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento no curto prazo.

“Ressaltando que a segunda quinzena do mês é um período de menor apelo ao consumo, soma-se a isso o perfil de consumo delimitado para o primeiro bimestre, com a população priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, do ovo e de embutidos em geral”, avalia.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 25,50, por quilo, queda de R$ 0,50. Ponta de agulha apresenta queda de R$ 0,70 e foi precificada a R$ 18,00. Quarto dianteiro recuou R$ 0,50 e foi cotado a R$ 18,00, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,12%, sendo negociado a R$ 5,9175 para venda e a R$ 5,9155 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8674 e a máxima de R$ 5,9245. Na semana, a moeda estrangeira desvalorizou 2,42%.



Source link