terça-feira, julho 7, 2026

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Governo ‘faz jogo de cena’ com importação de alimentos, diz presidente da FPA



O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), divulgou uma nota criticando a medida divulgada pelo governo federal que poderá reduzir o Imposto de Importação de alimentos para baratear o preço dos produtos no mercado brasileiro.

“A ideia de diminuir tarifas de importação de gêneros alimentícios é mais uma medida desesperada e mal pensada do governo que insiste em ignorar os problemas macroeconômicos, o controle inflacionário, câmbio descontrolado e gasto público exorbitante. A desconfiança do mercado e a falta credibilidade agravam a situação”, diz o deputado.

Segundo o parlamentar, não existem problemas com desabastecimento, com a safra e não há sobrepreço. “Os preços dos produtos agropecuários brasileiros seguem os padrões mundiais, anunciar que vai abrir importações é simplesmente jogo de cena demagógico para induzir a população a achar que estão fazendo algo prático para baixar preços.”

O presidente da FPA ressalta que o setor produz com qualidade e quantidade, mesmo com os desafios econômicos que aumentam os custos de produção. Lupion afirma que as medidas de apoio e estímulo à produção adotadas pelo governo não conseguem fazer frente à alta de juros e câmbio.

O deputado disse que a inflação está descontrolada pela falta de capacidade do governo em cortar gastos. “Medidas efetivas de corte de gastos e valorização da economia seriam muito mais eficientes que mais essa desastrada tentativa, meramente política, de enganar a população”, encerra o texto.

Leia a nota na íntegra:

A ideia de diminuir tarifas de importação de gêneros alimentícios é mais uma medida desesperada e mal pensada do governo que insiste em ignorar os problemas macroeconômicos, o controle inflacionário, câmbio descontrolado e gasto público exorbitante.
A desconfiança do mercado e a falta credibilidade agravam a situação.

Não existe desabastecimento, não há problemas de safra, não há sobrepreço!

Os preços dos produtos agropecuários brasileiros seguem os padrões mundiais, anunciar que vai abrir importações é simplesmente jogo de cena demagógico para induzir a população a achar que estão fazendo algo prático para baixar preços.

O agro faz sua parte ao produzir com qualidade e quantidade, apesar dos desafios econômicos que aumentam os custos de produção e diminuem a competitividade, num cenário em que medidas de apoio e estímulo à produção não conseguem fazer frente à alta de juros e câmbio.

A inflação como um todo, não apenas dos alimentos, está descontrolada pela falta de capacidade e compromisso do governo em cortar seus próprios gastos e ter o mínimo de responsabilidade com as suas contas.

O governo segue apenas fazendo discurso político e procurando transferir a culpa da sua incompetência para os outros.

Medidas efetivas de corte de gastos e valorização da economia seriam muito mais eficientes que mais essa desastrada tentativa, meramente política, de enganar a população…

Deputado Federal Pedro Lupion (PP-PR)
Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)



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AgroNewsPolítica & Agro

CTR aprova antecipação da semeadura da soja no Oeste da Bahia


Amparada por um trabalho de defesa fitossanitária exitoso tanto para as culturas da soja quanto para a do algodão, as Câmaras Técnica Regional da soja e do algodão (CTRs) deliberaram em favor da manutenção da antecipação excepcional da emergência da soja no Oeste da Bahia, com reflexo direto no início do plantio do algodão irrigado, que sucede a soja precoce na região. 

As decisões foram votadas em duas reuniões, divididas ao longo da última quinta-feira (23), realizadas presencialmente e online, com presença de representantes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Associação dos Engenheiros Agrônomos de Luís Eduardo Magalhães (Agrolem), Fundação Bahia, Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro). 

Com a aprovação, a fase de emergência da soja – quando a semente começa a germinar, poucos dias após a semeadura – que, em função do cronograma de vazio sanitário, deveria começar no dia 8 de outubro, passa a ser, excepcionalmente, no dia 25 de setembro. A data final estabelecida pela legislação permanece a mesma, o dia 31 de dezembro. Já o algodão manteve o calendário, de 21 de novembro a 10 de fevereiro, para o Oeste da Bahia, e de 1º de novembro a 10 de fevereiro, na região Sudoeste.

Para a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, o resultado das votações prova um trabalho consistente de defesa fitossanitária em relação à ferrugem da soja no Oeste da Bahia. “Prevaleceu o consenso de que a antecipação funciona e não põe em risco as lavouras da região, numa decisão que é respaldada por dados científicos e empiricamente, também”, pondera. Segundo Alessandra, a união entre as entidades do agro regional mostra que o foco é sempre o bem comum. 

“Não importa se o produtor é de soja ou também planta algodão, se planta em sistema de sequeiro ou com irrigação. Estamos todos do mesmo lado”, afirmou. 

No dia anterior às reuniões, as entidades participaram de um seminário, que reuniu especialistas, produtores e técnicos agrícolas para discutir desafios, inovações e oportunidades nas culturas de soja e milho, que alternam com o algodão na região. Na ocasião, a Abapa distribuiu, entre os presentes, Notas Técnicas da Aiba e da Embrapa, com argumentos de suporte à manutenção da excepcionalidade no calendário. 

Experiência positiva

A antecipação da semeadura já vinha sendo posta em prática no Oeste da Bahia com a soja, nas duas últimas safras, em caráter excepcional, com autorização da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), abrangendo 111 mil hectares. A prática tem como objetivo otimizar o calendário agrícola, melhorar o manejo fitossanitário e minimizar os riscos associados à ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi). 

A antecipação segue as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), regulamentado pela Portaria SDA/MAPA nº 1.124/2024. 

Ferrugem em declínio

Os resultados observados pelos técnicos mostraram uma redução significativa de análises positivas para a ferrugem asiática, com 276 avaliações realizadas na safra atual, superando o monitoramento da safra 2023/2024. Com a antecipação do plantio, a produtividade média parcial das áreas foi de 70-71 sacas por hectare, sem registro de ferrugem nas lavouras monitoradas. 

Quanto ao algodão, de acordo com a Nota Técnica emitida pela Embrapa Algodão em resposta à solicitação da Abapa, sobre as implicações técnicas da antecipação da semeadura da fibra para o cultivo irrigado, são muitas as vantagens em adiantar o plantio do algodão. Além de permitir que a planta atinja o pleno potencial produtivo em menor tempo, com maior qualidade de fibra e menor exposição a pragas e doenças, evita o prolongamento do ciclo e garante que as operações de colheita e manejo sejam concluídas dentro do período do vazio sanitário, assegurando o controle de pragas para a próxima safra. 

Impacto na qualidade e produtividade

Quando o plantio do algodão em áreas irrigadas é tardio, segundo a Embrapa, eleva-se a incidência de doenças como a mancha-de-ramulária e aumentam em até 35% o número de aplicações de fungicidas. O plantio tardio também expõe as plantas a temperaturas inadequadas no período crítico de formação das fibras, o que pode levar a colheitas antecipadas, resultando em menor produtividade. 

Pontos de atenção 

Um dos tópicos que preocupam os integrantes das comissões é a disseminação de tigueras de algodão nas lavouras de soja, decorrentes do transporte inadequado na logística de ida e volta do caroço de algodão e do calcário. Isso acontece porque os caminhões utilizados para levar o caroço –  muito utilizado na ração animal – para outros destinos no nordeste do país, retornam para o Oeste da Bahia com calcário, utilizado na preparação do solo para o plantio da soja, e o resultado é o aparecimento indesejado de plantas de algodão nas lavouras da oleaginosa. 

“No Programa Fitossanitário da Abapa enfatizamos demais a importância do cuidado com a limpeza dos caminhões, mas entendemos que ainda há um grande caminho a seguir na conscientização dos agentes que trabalham neste elo importante da cadeia produtiva. Precisamos, juntos, intensificar as ações para evitar este problema”, conclui Alessandra Zanotto. 





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Homem morre após ataque de abelhas em cemitério no Oeste da Bahia


Um homem morreu após ser picado por abelhas no cemitério municipal de Riachão das Neves, no Oeste da Bahia, na tarde da última quinta-feira (23). Ele estaria acompanhando um sepultamento no local, quando foi surpreendido pelos insetos.

Por meio de nota, a prefeitura do município informou que José Vicente Cardoso Filho, de 67 anos, morreu em decorrência do ataque de um enxame de abelhas durante um enterro no cemitério local.

A prefeitura, no entanto, não deu mais detalhes sobre o ocorrido e ressaltou que, o enxame estava no local há aproximadamente dois anos sem incidentes.

De acordo com o biólogo, Ronaldo Ursulino dos Santos, as abelhas são da espécie Apis mellifera, popularmente conhecidas como abelhas-europeias.

Segundo a página, Tudo Junto, no Instagram, testemunhas disseram que outras pessoas que acompanhavam o sepultamento teriam sido alertadas por um coveiro sobre a presença do enxame.

Ainda de acordo com o perfil, o funcionário do cemitério teria pedido para que os presentes evitassem barulho ou aproximação do local.

No entanto, por algum motivo que não foi informado, as abelhas se espalharam rapidamente e atingiram as pessoas, também nas ruas próximas ao cemitério.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, uma pessoa narra o que teria acontecido “Tem um caído lá, a viatura está socorrendo”, mostra a gravação.

Além da vítima, pelo menos 4 pessoas teriam sido atendidas e medicadas no Hospital Municipal Herculano Farias e receberam alta médica.

Resgate

O resgate do enxame foi realizado na tarde da última sexta-feira (24), por equipes do 17º Batalhão de Bombeiros Militar.

Bombeiros capturam abelhas (Bahia)Bombeiros capturam abelhas (Bahia)

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as abelhas apresentavam comportamento agressivo.

Ao chegarem ao local, os agentes identificaram o enxame no alto de uma árvore, e com o apoio de um caminhão Munck fornecido pela Secretaria de Meio Ambiente do município, conseguiram alcançar e capturar as abelhas de forma segura, eliminando o risco para os moradores da região.

Após a operação, o enxame foi solto em um local isolado e apropriado na natureza, garantindo a segurança da população e preservando os insetos.



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Escore corporal é a chave para alta taxa de fertilidade das vacas na estação de monta; entenda



O período das águas é a época ideal para os pecuaristas iniciarem a estação de monta. Nesse ponto, o chamado “escore corporal”, índice usado para avaliar o estado nutricional da vaca, pode ser um aliado no manejo reprodutivo.

De acordo com o zootecnista Bruno Marson, a ferramenta é voltada ao desempenho reprodutivo dos animais e nada mais é do que uma avaliação visual do plantel.

“No escore corporal, a gente dá uma nota de um a cinco, em que um são vacas muito magras e cinco as gordas demais. O ideal é que as vacas estejam em uma nota intermediária, entre 3 e 3,5”, detalha.

Marson ressalta que o pecuarista precisa ter um olhar treinado para a tarefa. “Ele vai observar o espaço entre as costelas, entre as vértebras no dorso do animal, a traseira, a inserção da cauda, a proeminência dos ossos da traseira, do ílio e do ísquio”.

O especialista ressalta que em um animal com escore corporal de 3,5, ou seja, o mais adequado, não é possível contar as costelas e nem as vértebras, além de uma certa quantidade de gordura na inserção da cauda e o ílio e o ísquio observáveis, mas não muito presente.

“Se o animal está gordo demais, observa-se uma cobertura muito grande de gordura, principalmente na inserção da cauda, ou seja, aquelas bolsas de gordura não são o ideal. É importante que a gente monitore e se certifique que as vacas estejam bem na estação de monta por causa da taxa de fertilidade […]. Vacas magras demais ou gordas demais não conseguem emprenhar”, destaca.

Suplementação das vacas

Em anos de seca, o capim perde qualidade e com menos nutrientes, é comum que as vacas fiquem mais magras. Para reverter esse quadro, Marson destaca que a suplementação é ideal para recuperar o escore corporal.

“Quanto mais cedo a vaca emprenhar dentro da estação, o bezerro vai nascer com melhor qualidade porque a vaca vai ter passado a maior parte da gestação dela com o pasto favorável, verde. Se ela emprenha mais tarde, passa a gestação com um pasto menos favorável”.

O zootecnista afirma que a diferença de peso entre bezerros que nasceram em épocas favoráveis e desfavoráveis pode chegar a até 30kg no período de desmama.



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6 anos depois, memória e luta por justiça permanecem


Diversas atividades estão em curso desde o início da semana para relembrar os seis anos do rompimento da barragem da mineradora Vale. A programação não se restringe a Brumadinho (MG), epicentro da tragédia; também foram organizadas ações em Belo Horizonte, Ouro Preto e São Paulo.

O rompimento da barragem ocorrido há seis anos liberou uma avalanche de rejeitos que gerou grandes impactos ambientais e socioeconômicos que afetaram milhares de pessoas em diferentes municípios mineiros da bacia do Rio Paraopeba.

Naquele 25 de janeiro de 2019, foram perdidas 272 vidas, incluindo dois bebês de mulheres que estavam grávidas. Até hoje, nenhuma pessoa foi responsabilizada em âmbito criminal.

Atividades

A Associação dos Familiares das Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem em Brumadinho (Avabrum) tem um papel de destaque na mobilização por justiça. Criada em 2019 por mães e pais, viúvas e viúvos, irmãs e irmãos, filhos e filhas de pessoas que morreram na tragédia, a entidade organiza anualmente em janeiro uma semana de eventos. O cronograma que se iniciou no último domingo (19) incluiu carreata, passeio de bicicleta e um seminário de debates.

Hoje, um ato nas ruas do centro de Brumadinho fecha a agenda. A mobilização será reforçada com a presença dos integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), organização que luta contra os impactos causados pela atividade minerária em todo o país e que também também construiu uma programação para marcar a data da tragédia: ontem (24), uma assembleia, um debate e uma marcha para cobrar por justiça foram realizados em Belo Horizonte.

No ato em Brumadinho, os familiares farão coro à luta contra a impunidade e prestarão homenagens aos entes queridos, os quais são chamados de joia. Trata-se de uma resposta ao ex-presidente da Vale Fábio Schvartsman, que na época da tragédia avaliou que a empresa era um “joia brasileira” que não poderia ser condenada.

Brumadinho, desastre ambiental, Vale, barragem, mineradoraBrumadinho, desastre ambiental, Vale, barragem, mineradora
Foto: Corpo de Bombeiros-MG

O Instituto Camila e Luiz Taliberti, entidade criada nos meses seguintes à tragédia, vem desenvolvendo uma série de atividades em torno dos seus objetivos: de defender os direitos humanos, empoderando grupos de mulheres e engajados com a preservação do meio ambiente, e cobrar respostas para a tragédia de Brumadinho e outros crimes ambientais.

Para a marca dos seis anos, o instituto inaugurou, no final de novembro do ano passado, a exposição Paisagens Mineradas: Marcas no Corpo e no Território. Reunindo obras de 12 artistas mulheres, a mostra ficará em cartaz até março ocupando um anexo do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, berço da mineração no século 18, no chamado ciclo do ouro.

Além disso, neste sábado, quem visitar a exposição poderá acompanhar uma performance da artista Morgana Mafra, na qual o público será convidado a uma reflexão sobre as cicatrizes que a exploração mineral deixa nos territórios e nas vidas que os habitam.

Na sequência, quando Morgana Mafra sair de cena, os olhos do público que a acompanha poderão se voltar para a tela onde o documentário Sociedade de Ferro, dirigido por Eduardo Rajabally, aborda as conexões entre grandes empresas e o poder público em meio a uma investigação sobre a tragédia ocorrida em Brumadinho e também a que ocorreu em 2015 na bacia do Rio Doce. Na ocasião, o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), causou 19 mortes e um aborto, além de gerar impactos para populações de dezenas de cidades mineiras e capixabas.

Além das atividades artísticas em Ouro Preto, o Instituto Camila e Luiz Taliberti convocou também um ato público na região central de São Paulo. A mobilização irá se iniciar às 10h deste domingo (26) na Avenida Paulista.

Memória

Para a agenda de 2025, o lema adotado pela Avabrum é “Memória Irreparável – Uma Tragédia que Rompeu Histórias Não Será Esquecida”. A entidade vem adotando uma postura crítica à ideia de reparação. Dois anos após a tragédia, uma série medidas foi prevista em um acordo firmado entre a Vale, o governo federal, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A mineradora Vale ficou responsável por destinar o valor de R$ 37,68 bilhões ao longo de dez anos, com intuito de reparar os danos coletivos.

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Foto: Pablo Valler/ Arquivo pessoal

Foram previstos investimentos socioeconômicos, ações de recuperação socioambiental, ações voltadas para garantir a segurança hídrica, melhorias dos serviços públicos, obras de mobilidade urbana, entre outras. A implementação das medidas tem sido bem avaliada pelo MPMG e pelo MPF. No entanto, o acordo é alvo de críticas dos atingidos, que o consideram insuficiente para fazer frente aos problemas.

“Quando dizem reparação, dá uma ideia de restaurar e reviver. Eu perdi a família inteira. Como é que tem reparação para isso? Não tem. Infelizmente isso virou um chavão e acaba caindo em um lugar-comum. É uma coisa muito repetida e, na repetição, cai na banalização. Mas não tem reparação. O que eles tentam fazer talvez seja uma retratação. Mas não é uma reparação. E estão fazendo o suficiente? Não. E nunca será. Não vai preencher o lugar vazio dos meus filhos na mesa de Natal ou no dia dos aniversários deles”, avalia a presidente do Instituto Camila e Luiz Taliberti (ICLT), Helena Taliberti.

Ela lembra que, por exigência da Avabrum, todas as obras realizadas com recursos do acordo deverão ter uma placa em homenagem dos 272 mortos. Para Helena, é uma forma de preservar a memória e fazer com que as pessoas permaneçam vivas. “Precisamos homenageá-las, lembrar o que elas foram e o legado que elas deixaram”, defende.

É justamente com essa proposta que será inaugurado o Memorial Brumadinho também neste fim de semana. As portas serão abertas pela primeira vez com uma programação em dois dias. Trata-se de um pavilhão com cerca de 1,5 mil metros quadrados de área construída, integrado a um amplo jardim, em um terreno de 9 hectares, pensado para ser um espaço de homenagem e de conexão com as vítimas.

Sua construção foi uma exigência das famílias dos mortos. Elas participaram da seleção do projeto arquitetônico. A Vale bancou o custo da obra e também será responsável por arcar com a manutenção. Mas, embora tenha assumido o compromisso financeiro, a mineradora não participará da gestão do espaço. Esse era um desejo dos atingidos. Apesar do impasse inicial, uma solução foi encontrada em 2023 com a criação da Fundação Memorial de Brumadinho, que terá protagonismo dos familiares das vítimas.

Helena Taliberti lembra que ali será também um espaço de denúncia. Para ela, a memória é importante como instrumento de pressão por responsabilização. Ela cobra que os 16 denunciados pelo MPF sejam julgados. Um deles, o ex-presidente da Vale Fábio Schvartsman, obteve no ano passado um habeas corpus e deixou a condição de réu.

Ela considera que o julgamento é fundamental para evitar que novas tragédias aconteçam e afirma não ter dúvidas de que a impunidade no caso do rompimento da barragem em Mariana contribuiu para que um episódio similar ocorresse em Brumadinho pouco mais de três anos depois. “Não podemos deixar que isso se repita. As pessoas precisam ser responsabilizadas. Claro que temos que ter muito cuidado em não colocar a carroça na frente dos bois. Existem os denunciados, e a Justiça determinou que eles fossem a julgamento. Então que se faça esse julgamento. Que os denunciados sejam de fato julgados. É a única forma de fazer com que o setor tome atitudes para que isso não aconteça de novo.”



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Grupo digitaliza propriedade no Piauí com redes privativas


A Fazenda Confiança, do Grupo Franciosi Agro, localizada em Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, está revolucionando sua gestão agrícola com o uso de tecnologia avançada. Em parceria com a Virtueyes IoT Solutions, a fazenda implementou redes privativas que conectam máquinas, equipamentos e colaboradores, superando o desafio histórico de acesso à internet na região.  

O Piauí, que registrou crescimento de 384% no valor da produção agrícola nos últimos oito anos, é um dos grandes destaques do agronegócio brasileiro, consolidando-se como potência no setor. Aproveitando esse potencial, o Grupo Franciosi, referência na produção de soja, milho e algodão, apostou na digitalização para ampliar sua eficiência e produtividade.  

“Vimos a importância da conectividade dentro da fazenda, principalmente para conectar os pivôs e demais equipamentos de telemetria da propriedade. Passamos a avaliar algumas tecnologias nesse sentido em busca de algo que cobrisse a fazenda com uma grande rede de Wi-Fi”, disse Marco Gracindo, Head de Tecnologia do Grupo Franciosi Agro, responsável pelas áreas de inovação, tecnologia e agricultura digital.

A solução desenvolvida pela Virtueyes utiliza conectividade M2M e IoT para cobrir os 12 mil hectares da propriedade, padronizando a comunicação e integrando as tecnologias existentes. Além de otimizar processos agrícolas, a iniciativa tem impacto social positivo, proporcionando conectividade aos colaboradores, que podem manter contato com suas famílias e acessar oportunidades de estudo.  

Atualmente, a implementação está em fase de validação e ajustes, com planos de expandir a tecnologia para outras áreas e fazendas do grupo. Segundo Marco Gracindo, Head de Tecnologia do Grupo Franciosi, o objetivo é garantir qualidade de sinal em toda a propriedade, reforçando o compromisso com inovação e sustentabilidade no agronegócio.  

 





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471 anos e o elo com quem trabalha no campo e alimenta a cidade


Carinhosamente chamada de “Sampa”, “EssePê”, “Terra da Garoa” e “Capital da Gente”, mais de 11 milhões de pessoas dão vida à cidade neste dia 25 de janeiro, data em que São Paulo celebra seus 471 anos.

O sotaque paulistano também é uma marca registrada na capital. Quem mora no município já deve ter ouvido: “E aí, parça, beleza?”, “Bom dia, mano!” ou o clássico “Cara, tipo assim, ‘EssePê’ é só trabalho, meu, tá ligado?”. 

São essas expressões e muitas outras que reforçam o jeitinho único de Sampa, a cidade que nunca dorme.

Mas, por trás dessa leveza “paulistanês”, existem histórias que muitas vezes passam despercebidas como as dos micro e pequenos produtores rurais, peças-chave no abastecimento diário da metrópole.

Homem de avental com o fundo dos boxes da Ceagesp Homem de avental com o fundo dos boxes da Ceagesp
Antônio Marcos Lara de Oliveira, produtor rural. Foto: Arquivo Pessoal

“Às segundas-feiras eu acordo às 3h30 para preparar as caixas de alface, couve, brócolis e outras verduras. Nos outros dias, consigo sair um pouco mais tarde, mas não muito, senão pego trânsito”, conta Antônio Marcos Lara de Oliveira, agricultor de hortaliças há 17 anos.

Antônio Marcos trabalha em uma propriedade arrendada em Ibiúna, no interior paulista, e traz em média, 60 caixas de verduras diariamente para vender na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, Ceagesp, a maior central de abastecimento de alimentos da América do Sul, onde passam aproximadamente 48 mil pessoas e 14 mil veículos todos os dias.

 “É cansativo, mas gratificante. Cuido da produção como se fosse um filho”, diz o pequeno produtor com orgulho, diz o produtor.

Homem em pé com o fundo de caixas de verduras, na CeagespHomem em pé com o fundo de caixas de verduras, na Ceagesp
Igor Aparecido Vieira de Camargo, produtor rural. Foto: Arquivo Pessoal

Outro exemplo é o Igor Aparecido Vieira de Camargo, também de Ibiúna. A ligação dele com São Paulo começou na adolescência. Hoje aos 28 anos, ele e a família estão ampliando os negócios.

“Começamos com um boxe na Ceagesp e agora temos três. Nunca foi fácil, sempre foi trabalho”, relembra o empreendedor rural, que já está na terceira geração da agricultura familiar. 

Os agricultores plantam, colhem e transportam alimentos e, além disso, são responsáveis por conectar o campo à cidade de São Paulo. 

“Quando vejo o pessoal comprando minhas verduras, sinto que meu trabalho não é à toa. Fico feliz porque sei que estou ajudando na alimentação [da população]”, conta Igor Aparecido com orgulho do que faz.

Marquise da Ceagesp com boxes de frutasMarquise da Ceagesp com boxes de frutas
Foto: Divulgação | Ceagesp

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, os alimentos mais cultivados na capital são: tomates (1.118 toneladas) e  bananas (630 toneladas). Além da produção agrícola, São Paulo também abriga rebanhos de gado e porcos que, somados, chegam a cerca de 2,5 mil cabeças. 

“Outro dado interessante é que cerca de 26% do chuchu vendido na Ceagesp (10.300 toneladas), vêm de pequenos produtores da Zona Sul da cidade”, explica Thiago de Oliveira, da Seção de Economia e Desenvolvimento.

No agronegócio, nem sempre há lucros. Os micro e pequenos produtores rurais, muitas vezes familiares, enfrentam desafios como mudanças climáticas, custos elevados de insumos e a concorrência com grandes produtores, mas eles seguem desempenhando um papel essencial para a segurança alimentar da maior cidade do país. 

“Os pequenos produtores foram resilientes para manterem-se no setor […]. Os anos de 2023 e 2024 foram marcados por estiagens, ondas de calor e chuvas acima da média para os locais de produção”, diz Oliveira. 

Atualmente, a Companhia comercializa mais de 3 milhões de toneladas de alimentos por ano, que vêm de todos os estados brasileiros, com destaque para São Paulo e Minas Gerais. Ao todo são 1500 municípios e aporte também de mercadorias de outros 24 países.

“Graças à existência da central de abastecimento pode-se encontrar verduras do Cinturão Verde, laranjas do interior, maçãs de Santa Catarina, uvas, mangas e melões do Nordeste, peras da Argentina e laranjas do Egito”, afirma Gabriel Bitencourt, chefe da Seção do Centro de Qualidade Hortigranjeira.

No maior entreposto da cidade, são cerca de 300 produtos comercializados ao longo do ano, que somando as distintas variedades, chegam a mais de 500 itens, disponíveis a feirantes e compradores em geral. José Lourenço Pechtoll, diretor-presidente da Ceagesp, reforça a importância de apoiar os pequenos agricultores.

“Nossa estratégia de apoio à agricultura familiar atua em três eixos centrais: aproximar produtores e consumidores, capacitar agricultores e o terceiro, está em curso, um processo que visa disponibilizar, dentro dos entrepostos e armazéns, espaços para que agricultores familiares comercializam diretamente seus produtos”, esclarece Pechtoll.

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Celebrando quem faz São Paulo acontecer

No Brasil, o agronegócio é responsável por 21,1% do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o Polo Sebrae Agro, desse percentual, cerca de 25% são provenientes da agricultura familiar, ou seja, dos pequenos produtores rurais. Isso significa que pouco mais de 5% do PIB brasileiro é gerado nas pequenas propriedades do país. 

Já a capital paulista, reúne aproximadamente 1.100 pontos de agricultura, com grande concentração nos distritos de Grajaú, Parelheiros e Marsilac, na Zona Sul, segundo dados da prefeitura de São Paulo

A produção agrícola da capital atinge cerca de 2,1 mil toneladas anualmente, destacando-se pela prioridade de alimentos sem agrotóxicos. Essa prática promove o consumo de produtos orgânicos e movimenta a economia local.

“São Paulo é a terra da oportunidade para quem gosta de trabalhar. Só tenho a agradecer”, conta Antônio Marcos, produtor de 44 anos, que junto com a mulher e os filhos encontrou no agronegócio o meio de prosperar.

Então, neste aniversário, os parabéns vão para quem, do campo à cidade, ajuda a escrever a história dessa gigante máquina conhecida como a Capital da Gente.

“Se não fosse São Paulo, eu não teria nada na minha vida. Sou muito grato”, finaliza Igor Aparecido.



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Final de mês afeta ritmo de negociações no boi gordo



Mercado de boi gordo encerra semana com preços estáveis




Foto: Sheila Flores

De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, nesta sexta-feira (24), os preços do boi gordo permaneceram estáveis nesta semana no estado de São Paulo, seguindo o padrão típico para o período. As escalas de abate atendem, em média, uma semana, mas a proximidade do final do mês e o lento escoamento da carne impactaram o ritmo das negociações, dificultando a manutenção das ofertas de compra.

Além disso, a valorização do real frente ao dólar durante a semana pode pressionar as margens das indústrias exportadoras, um ponto de atenção para os próximos dias.

Mato Grosso do Sul: Assim como em São Paulo, as cotações fecharam a semana estáveis, de acordo com o monitoramento da Scot Consultoria.

Alagoas: O estado registrou queda de R$ 3,00/@ no preço do boi gordo, enquanto as fêmeas mantiveram preços estáveis. Não há referências para o “boi China” na região.





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AgroNewsPolítica & Agro

Metagenômica no campo: A revolução sustentável



A plataforma GoSolos, desenvolvida pela GoGenetic Agro, lidera essa transformação



A plataforma GoSolos, desenvolvida pela GoGenetic Agro, lidera essa transformação
A plataforma GoSolos, desenvolvida pela GoGenetic Agro, lidera essa transformação – Foto: Pixabay

Nos dias 29 e 30 de janeiro, Goiânia (GO) será o cenário do X Encontro da Associação Brasileira dos Prestadores de Serviço de Agricultura de Precisão (ABPSAP). O evento, que comemora uma década de avanços no setor, reunirá empresas, cooperativas, pesquisadores e profissionais para compartilhar boas práticas e discutir inovações na agricultura de precisão. Essa abordagem integra tecnologia e gestão estratégica para aumentar a produtividade e reduzir os impactos ambientais, sendo fundamental para o desenvolvimento sustentável do agronegócio.  

Uma das atrações principais será a palestra da CEO da GoGenetic Agro, que apresentará como a metagenômica está transformando o manejo do solo. A tecnologia permite identificar e analisar o microbioma do solo por meio do DNA, trazendo novas perspectivas para a produção agrícola. A aplicação prática dessa ciência possibilita um melhor entendimento das condições do solo, promovendo intervenções mais precisas e eficientes que potencializam os resultados e minimizam desperdícios.  

A plataforma GoSolos, desenvolvida pela GoGenetic Agro, lidera essa transformação ao traduzir análises genéticas complexas em recomendações práticas para os produtores. A solução foca na identificação de patógenos, avaliação de microrganismos benéficos e monitoramento de alterações no solo, permitindo um manejo mais eficiente e sustentável.  

Com essa inovação, os agricultores têm acesso a ferramentas que otimizam a produtividade e reduzem custos, ao mesmo tempo em que promovem a sustentabilidade a longo prazo. A metagenômica representa uma nova era na agricultura, conectando ciência avançada com as necessidades práticas do campo.

 





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Nova frente fria deve levar temporais para estados que estavam sofrendo com a seca



O sábado será marcado pela intensificação das pancadas de chuva em grande parte do país. Confira a previsão de hoje:

Sul

Nova frente fria provoca aumento das condições de chuva na Região que vinha sofrendo com a estiagem. Assim, nuvens carregadas se formam nos três estados, gerando alerta de temporais a qualquer momento.

Sudeste

Dia abafado e com condições de chuva forte no oeste, centro e leste do estado de São Paulo durante o período da tarde. Chove em forma de pancadas mais localizadas em Minas Gerais, no sul do Rio de Janeiro e no centro-norte do Espírito Santo.

Centro-Oeste

Temporais em Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás. Fim de semana abafado e com pancadas de moderada a forte intensidade. Pode chover durante à tarde em Mato Grosso, com risco de trovoadas.

Nordeste

Sol e muito calor no Nordeste. A umidade continua elevada e o risco de pancadas de chuva é alto entre o sul e leste da Bahia, além de no centro-sul e interior do Piauí, no Maranhão, Ceará, litoral do Rio Grande do Norte, na Paraíba e em Pernambuco.

Norte

A chuva acontece em todas as áreas da Região, mas o tempo não fica completamente fechado. Dia de sol, aumento de nuvens e pancadas que podem ocorrer em vários períodos do dia com alerta de temporal.



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