terça-feira, julho 7, 2026

Agro

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novas variedades aumentam rendimento e lucratividade em até 37%



A adoção de novas variedades de cana-de-açúcar pode aumentar o rendimento agrícola em pelo menos 20% e gerar ganhos de até 2 toneladas de açúcar por hectare. Essa é a conclusão de um estudo realizado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), com base em sua Plataforma de Benchmarking, que reúne dados de mais de 175 usinas, representando 80% da moagem da região Centro-Sul do Brasil.

De acordo com Luciana Castellani, gerente de Melhoramento Genético do CTC, o aprimoramento contínuo no desenvolvimento genético das variedades de cana tem sido essencial para alcançar esses resultados.

“Variedades mais recentes apresentam maior produtividade devido a processos modernos de seleção, que as tornam mais resistentes a pragas, doenças e mudanças climáticas, além de atenderem às demandas de mercado de forma mais eficiente”, afirmou Castellani.

Avanços no melhoramento genético

Um dos principais fatores que impulsionam os ganhos genéticos é a redução do ciclo de recorrência de novos genitores, permitindo maior agilidade na introdução de cultivares com melhores desempenhos e adaptadas a diferentes condições edafoclimáticas.

“O manejo correto, alinhado ao potencial produtivo de cada ambiente, é crucial para maximizar a produtividade”, destacou Ricardo Neme, gerente de Marketing do CTC. Ele reforça que o manejo adequado, seguindo as bulas das novas variedades, pode gerar ganhos adicionais de 14% ou 1,2 toneladas de açúcar por hectare.

Impacto financeiro

A pesquisa aponta que variedades desenvolvidas após os anos 2000 apresentam uma performance 20,6% superior em toneladas de açúcar por hectare (TAH) em relação às variedades lançadas na década de 1980. Já as variedades elite, lançadas mais recentemente, superam em 36,6% o rendimento de cultivares mais antigas, em toneladas de açúcares totais recuperáveis por hectare (ATR).

Quando analisado o impacto financeiro, a escolha de uma variedade moderna pode gerar um lucro bruto adicional de R$ 3 milhões em um ciclo de cinco anos. Ao dobrar a área de cultivo com essas variedades, o lucro sobe para R$ 6 milhões, evidenciando a importância da antecipação da adoção dessas cultivares.

Biotecnologia como aliada

As variedades Bt, resistentes à broca-da-cana, também desempenham um papel estratégico, principalmente em áreas mais suscetíveis à praga, protegendo a produtividade e ampliando os resultados.

Os dados do estudo reforçam o papel da biotecnologia e da inovação genética no aumento da eficiência e rentabilidade do setor sucroenergético, destacando o impacto positivo das novas variedades na sustentabilidade e competitividade da produção canavieira no Brasil.

As informações foram fornecidas pela assessoria de imprensa do CTC.



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Nigéria entra no Brics e fortalece laços econômicos com o Brasil



A Nigéria, maior economia da África e o país mais populoso do continente, é o mais novo parceiro do Brics – grupo de nações com mercado emergente composto por Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul (titulares). O anúncio foi feito no dia 17 pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Com sua adesão, o agrupamento passa a contar com nove países parceiros adicionais, além dos cinco membros titulares.

A Nigéria tem grande relevância econômica, figurando entre os 30 maiores PIBs do mundo, e é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) desde os anos 1970. Suas riquezas naturais, como petróleo e gás, e a forte conexão histórica e cultural com o Brasil, reforçam o potencial para cooperação econômica, especialmente no setor de energia.

Atualmente, o Brasil ocupa a presidência do Brics e, segundo o Itamaraty, a Nigéria possui interesses alinhados ao bloco, atuando no fortalecimento da cooperação do Sul Global e na reforma da governança global. A inclusão amplia as oportunidades de integração econômica e de mercado para o Brasil e os demais membros do agrupamento.



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Lenny Kravitz tem fazenda milionária no Brasil com produção orgânica



O astro internacional Lenny Kravitz, conhecido por sucessos na música e no cinema, possui uma fazenda de 400 hectares no município de Duas Barras, no interior do Rio de Janeiro. Avaliada em cerca de R$ 12 milhões, a propriedade foi adquirida em 2007 e oferece um refúgio para o cantor, que a descreve como um lugar perfeito para sua criatividade.

Além de gado e cavalos, Kravitz mantém plantações 100% orgânicas na fazenda, que também já foi cenário de uma antiga plantação de café no século 18. O local conta com uma infraestrutura impressionante: piscina, campo de futebol oficial, academia, sala de massagem, sauna, jacuzzi, estúdio de música e até um heliponto.

“Qualquer um que vier aqui vai comer belos produtos orgânicos, da terra à mesa”, revelou Kravitz ao site Architectural Digest, destacando o cuidado com a sustentabilidade e a conexão com a natureza.

A sede da fazenda é um casarão colonial português datado de 1850, complementado por uma casa de hóspedes e uma vila, que podem acomodar até 26 pessoas. Em suas redes sociais, Kravitz frequentemente compartilha momentos na fazenda, mostrando o espaço onde recebe familiares e amigos para relaxar e se reconectar com a terra.



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Suínos brasileiros de elite agora voam para a Colômbia



Pela primeira vez, o Brasil realizou a exportação de suínos reprodutores de alta genética para a Colômbia por via aérea. A operação, conduzida pela Granja Elite Gênesis, da Agroceres PIC, com sede em Paranavaí (PR), ocorreu a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), o único no país autorizado para entrada e saída aérea de suínos.

Nos últimos dois anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) articulou ajustes importantes nos procedimentos de importação e exportação, com foco no bem-estar animal e na segurança sanitária. O protocolo adotado foi inspirado no modelo utilizado em 2021 para a distribuição de vacinas e insumos contra a Covid-19, considerado referência internacional.

Ajustes aceleram processos

Antes das mudanças, o desembaraço das cargas importadas de animais poderia levar até 24 horas. Agora, com os aprimoramentos, o processo é concluído em apenas 8 horas, garantindo agilidade e maior conforto aos suínos de altíssimo valor genético.

Em 2023, o Brasil recebeu 7.500 animais de elite em oito voos provenientes dos Estados Unidos e Canadá, destinados às empresas Agroceres PIC e Topigs. Após o desembarque em Viracopos e a inspeção pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), os animais foram transportados em caminhões lacrados até a Estação Quarentenária de Cananéia (EQC), no litoral paulista. Ali, os animais passaram por um período de observação antes de serem liberados para integração aos plantéis.

Parceria

A estação quarentenária é resultado de uma parceria firmada em 2016 entre o Mapa, a Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (Abegs) e a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). A iniciativa permitiu ampliar e modernizar as instalações para receber os animais importados.

Essas iniciativas fortaleceram a base genética nacional, possibilitando que o Brasil alcance novos patamares no setor de criação suína e inicie exportações de animais de altíssimo valor genético para outros países, como a Colômbia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pragas impulsionam mercado de agroquímicos


A Kynetec Brasil divulgou o estudo FarmTrak algodão, que revelou um aumento de 9% no mercado de defensivos agrícolas para o algodão na safra 2023-24. O setor movimentou R$ 7,4 bilhões, ante R$ 6,8 bilhões na temporada anterior. Segundo Felipe Lopes Abelha, analista de inteligência de mercado da Kynetec, esse crescimento está relacionado à expansão da área plantada e ao aumento de aplicações específicas. 

O algodão é a sexta cultura mais relevante para a indústria de defensivos e alcançou uma área recorde de 2 milhões de hectares, 18% superior à safra 2022-23, que foi de 1,64 milhão de hectares. “Destacamos da pesquisa o acréscimo de duas aplicações pelo produtor, em média, que por sua vez resultaram numa alta de nove tratamentos frente ao ciclo 2022-23”, ele assinala. “Isso apesar da redução de 11% no preço médio da arroba da pluma no período, para US$ 23 a arroba”, acrescenta.

Os inseticidas mantiveram a liderança entre os agroquímicos, movimentando R$ 3,7 bilhões, um crescimento de 21% em relação à safra anterior. Pragas como o bicudo, a mosca-branca e as lagartas exigiram maior atenção, com destaque para o bicudo, que passou de 13 para 15 aplicações. As lagartas contribuíram com 1,5 aplicação extra, e, juntas, essas pragas geraram R$ 700 milhões em negócios. Em contrapartida, o mercado de herbicidas registrou queda de 22%, totalizando R$ 1,148 bilhão, R$ 300 milhões a menos que no ciclo anterior, reflexo da redução nos preços desses produtos.

Fungicidas apresentaram crescimento de 10%, atingindo R$ 150 milhões. O número médio de tratamentos subiu de 11,8 para 13,3, devido a preocupações com doenças como a ramulária, principal problema da cultura, e a mancha-alvo, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 

 





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Exportações da fruticultura paulista cresceram 13% em 2024



O setor de fruticultura de São Paulo teve um crescimento financeiro no mercado exterior, em 2024 em comparação a 2023, mostra levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA – Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

No acumulado do ano passado, foram comercializados mais de US$ 250 milhões, aumento de 13%.

O destaque foi para limões e lima, que totalizaram 50% de participação (US$121 milhões), com o envio de 112 mil toneladas. Outros produtos como a manga (US$ 14 milhões) e o mamão (US$ 1,5 milhão) também tiveram saldo positivo no ano.

“São Paulo assumiu a posição de principal exportador agrícola do país, resultado de nossa diversificação de culturas, com destaque para a fruticultura. Nossos produtores têm excelência em todos os produtos que se dedicam a cultivar, o que agrega, para além do mercado interno, o desempenho do comércio exterior do estado”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

Balança comercial do agro paulista

Na balança comercial, o aumento significativo do dólar, em 2024, que impactou diretamente os produtos nacionais destinados ao comércio exterior, foi fundamental ao desempenho positivo. Isso porque a moeda norte-americana encerrou o ano em R$ 6,18, alta de 27,36% ao longo de 12 meses.

No cenário geral, o agro paulista exportou um total de US$ 30,64 bilhões (corresponde a R$ 184,7 bilhões), representando um aumento de 6,8% em comparação com o ano anterior. Assim, São Paulo tornou-se responsável por 18,6% das exportações do agronegócio brasileiro em 2024, destacando-se especialmente nos grupos de sucos (84,1% do total nacional).

Com o objetivo de promover ainda mais a produção de frutas no estado, o governo de São Paulo lançou uma linha de crédito com o valor disponibilizado de R$ 10 milhões voltada para a fruticultura. A modalidade possui taxa de 3% ao ano; 84 meses de prazo e 24 meses de carência.

Diversidade de frutas

O secretário de Agricultura e Abastecimento do estado ressalta que a fruticultura paulista se destaca por sua diversidade produtiva. “São Paulo detém polos produtivos consolidados para cada fruta, nos quatro cantos do estado. Esse diferencial é resultado da pesquisa, da extensão rural e da inspeção conduzida pelos institutos e coordenadorias da Secretaria de Agricultura de São Paulo”, afirma Piai.

O Circuito das Frutas do estado é formado pelos municípios de Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo, sendo as principais culturas a uva, o morango, pêssego, a goiaba, ameixa, o caqui, a acerola e o figo.



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Carne e café devem pressionar preços do agro em 2025



Embora a expectativa do mercado seja de uma supersafra de soja para 2025 – o que deve contribuir para um alívio nos preços agropecuários no atacado – as carnes e o café, que ainda devem seguir pressionados, devem barrar uma desaceleração mais expressiva para os preços agropecuários ao produtor em 2025, segundo economistas consultados pelo Estadão/Broadcast.

A perspectiva de uma carne mais cara é sustentada pelo ciclo pecuário atual do boi gordo, além dos efeitos climáticos e depreciação do câmbio, que marcaram o fim de 2024. Adicionalmente, observam os analistas, a expectativa de um aumento das exportações brasileiras deve ser mais um vetor de pressão.

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Por consequência, o aumento da carne bovina contamina os preços de proteínas alternativas, como carne de frango, de porco, e também, o consumo de ovos.

“A carne vai ficar cara e isso vai ter efeitos políticos. Vai ficar cara também em 2026 e 2027. Se tivesse de fazer uma aposta, a mais segura que eu teria é: o boi gordo vai ficar mais caro em 2025 e vai demorar um pouco para cair”, avalia o economista da LCA 4intelligence Francisco Pessoa. O cenário da casa conta com alta de 17% do boi gordo na ponta e de mais de 35% na média anual em 2025.

As carnes no atacado acumularam alta de 37,40% em 2024, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O economista Fabio Romão, também da LCA 4intelligence, avalia que, embora a expectativa seja de uma supersafra de soja para este ano, o viés para os preços no atacado é de alta. Adicionado a esse fator, ele reforça que a dinâmica atual das carnes exclui a possibilidade de uma queda nos agropecuários neste ano, que deve fechar em 4,7%, mais moderado que a alta de 15,20% em 2024. “Esse cenário de proteínas para esse ano vai estar bem apertado”, frisa o economista.

O economista da FGV Matheus Dias também descarta uma queda dos preços agropecuários neste ano, e lembra do cenário de dólar pressionado e dos repasses que foram adiados pela demanda de alguns setores, como o cafeeiro.

Só em 2024, o café em grão no atacado encerrou o ano com avanço de 120,40%, de acordo com a FGV.

“O café possui um peso grande no IPA-Agro, a tendência é que ele continue pressionando a inflação em 2025, mesmo que em um nível menor, avalia. Além disso, Dias avalia que o grupo de carnes deve se manter em alta e firmar a pressão no IPA em 2025.

IPCA

Romão, da LCA, avalia que, em menor medida, o IPA-Agro também pode contribuir para compreender a dinâmica da alimentação no domicílio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

“Percebemos que as proteínas são um ponto de pressão importante no ano”, alerta o economista. A estimativa da casa é que as carnes registrem elevação ainda na casa dos dois dígitos no IPCA em 2025, de 16,4%, após o avanço de 20,84% em 2024. Já a alimentação no domicílio deve passar de 8,23% para 8,2%.



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Governo ‘faz jogo de cena’ com importação de alimentos, diz presidente da FPA



O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), divulgou uma nota criticando a medida divulgada pelo governo federal que poderá reduzir o Imposto de Importação de alimentos para baratear o preço dos produtos no mercado brasileiro.

“A ideia de diminuir tarifas de importação de gêneros alimentícios é mais uma medida desesperada e mal pensada do governo que insiste em ignorar os problemas macroeconômicos, o controle inflacionário, câmbio descontrolado e gasto público exorbitante. A desconfiança do mercado e a falta credibilidade agravam a situação”, diz o deputado.

Segundo o parlamentar, não existem problemas com desabastecimento, com a safra e não há sobrepreço. “Os preços dos produtos agropecuários brasileiros seguem os padrões mundiais, anunciar que vai abrir importações é simplesmente jogo de cena demagógico para induzir a população a achar que estão fazendo algo prático para baixar preços.”

O presidente da FPA ressalta que o setor produz com qualidade e quantidade, mesmo com os desafios econômicos que aumentam os custos de produção. Lupion afirma que as medidas de apoio e estímulo à produção adotadas pelo governo não conseguem fazer frente à alta de juros e câmbio.

O deputado disse que a inflação está descontrolada pela falta de capacidade do governo em cortar gastos. “Medidas efetivas de corte de gastos e valorização da economia seriam muito mais eficientes que mais essa desastrada tentativa, meramente política, de enganar a população”, encerra o texto.

Leia a nota na íntegra:

A ideia de diminuir tarifas de importação de gêneros alimentícios é mais uma medida desesperada e mal pensada do governo que insiste em ignorar os problemas macroeconômicos, o controle inflacionário, câmbio descontrolado e gasto público exorbitante.
A desconfiança do mercado e a falta credibilidade agravam a situação.

Não existe desabastecimento, não há problemas de safra, não há sobrepreço!

Os preços dos produtos agropecuários brasileiros seguem os padrões mundiais, anunciar que vai abrir importações é simplesmente jogo de cena demagógico para induzir a população a achar que estão fazendo algo prático para baixar preços.

O agro faz sua parte ao produzir com qualidade e quantidade, apesar dos desafios econômicos que aumentam os custos de produção e diminuem a competitividade, num cenário em que medidas de apoio e estímulo à produção não conseguem fazer frente à alta de juros e câmbio.

A inflação como um todo, não apenas dos alimentos, está descontrolada pela falta de capacidade e compromisso do governo em cortar seus próprios gastos e ter o mínimo de responsabilidade com as suas contas.

O governo segue apenas fazendo discurso político e procurando transferir a culpa da sua incompetência para os outros.

Medidas efetivas de corte de gastos e valorização da economia seriam muito mais eficientes que mais essa desastrada tentativa, meramente política, de enganar a população…

Deputado Federal Pedro Lupion (PP-PR)
Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)



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AgroNewsPolítica & Agro

CTR aprova antecipação da semeadura da soja no Oeste da Bahia


Amparada por um trabalho de defesa fitossanitária exitoso tanto para as culturas da soja quanto para a do algodão, as Câmaras Técnica Regional da soja e do algodão (CTRs) deliberaram em favor da manutenção da antecipação excepcional da emergência da soja no Oeste da Bahia, com reflexo direto no início do plantio do algodão irrigado, que sucede a soja precoce na região. 

As decisões foram votadas em duas reuniões, divididas ao longo da última quinta-feira (23), realizadas presencialmente e online, com presença de representantes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Associação dos Engenheiros Agrônomos de Luís Eduardo Magalhães (Agrolem), Fundação Bahia, Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro). 

Com a aprovação, a fase de emergência da soja – quando a semente começa a germinar, poucos dias após a semeadura – que, em função do cronograma de vazio sanitário, deveria começar no dia 8 de outubro, passa a ser, excepcionalmente, no dia 25 de setembro. A data final estabelecida pela legislação permanece a mesma, o dia 31 de dezembro. Já o algodão manteve o calendário, de 21 de novembro a 10 de fevereiro, para o Oeste da Bahia, e de 1º de novembro a 10 de fevereiro, na região Sudoeste.

Para a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, o resultado das votações prova um trabalho consistente de defesa fitossanitária em relação à ferrugem da soja no Oeste da Bahia. “Prevaleceu o consenso de que a antecipação funciona e não põe em risco as lavouras da região, numa decisão que é respaldada por dados científicos e empiricamente, também”, pondera. Segundo Alessandra, a união entre as entidades do agro regional mostra que o foco é sempre o bem comum. 

“Não importa se o produtor é de soja ou também planta algodão, se planta em sistema de sequeiro ou com irrigação. Estamos todos do mesmo lado”, afirmou. 

No dia anterior às reuniões, as entidades participaram de um seminário, que reuniu especialistas, produtores e técnicos agrícolas para discutir desafios, inovações e oportunidades nas culturas de soja e milho, que alternam com o algodão na região. Na ocasião, a Abapa distribuiu, entre os presentes, Notas Técnicas da Aiba e da Embrapa, com argumentos de suporte à manutenção da excepcionalidade no calendário. 

Experiência positiva

A antecipação da semeadura já vinha sendo posta em prática no Oeste da Bahia com a soja, nas duas últimas safras, em caráter excepcional, com autorização da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), abrangendo 111 mil hectares. A prática tem como objetivo otimizar o calendário agrícola, melhorar o manejo fitossanitário e minimizar os riscos associados à ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi). 

A antecipação segue as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), regulamentado pela Portaria SDA/MAPA nº 1.124/2024. 

Ferrugem em declínio

Os resultados observados pelos técnicos mostraram uma redução significativa de análises positivas para a ferrugem asiática, com 276 avaliações realizadas na safra atual, superando o monitoramento da safra 2023/2024. Com a antecipação do plantio, a produtividade média parcial das áreas foi de 70-71 sacas por hectare, sem registro de ferrugem nas lavouras monitoradas. 

Quanto ao algodão, de acordo com a Nota Técnica emitida pela Embrapa Algodão em resposta à solicitação da Abapa, sobre as implicações técnicas da antecipação da semeadura da fibra para o cultivo irrigado, são muitas as vantagens em adiantar o plantio do algodão. Além de permitir que a planta atinja o pleno potencial produtivo em menor tempo, com maior qualidade de fibra e menor exposição a pragas e doenças, evita o prolongamento do ciclo e garante que as operações de colheita e manejo sejam concluídas dentro do período do vazio sanitário, assegurando o controle de pragas para a próxima safra. 

Impacto na qualidade e produtividade

Quando o plantio do algodão em áreas irrigadas é tardio, segundo a Embrapa, eleva-se a incidência de doenças como a mancha-de-ramulária e aumentam em até 35% o número de aplicações de fungicidas. O plantio tardio também expõe as plantas a temperaturas inadequadas no período crítico de formação das fibras, o que pode levar a colheitas antecipadas, resultando em menor produtividade. 

Pontos de atenção 

Um dos tópicos que preocupam os integrantes das comissões é a disseminação de tigueras de algodão nas lavouras de soja, decorrentes do transporte inadequado na logística de ida e volta do caroço de algodão e do calcário. Isso acontece porque os caminhões utilizados para levar o caroço –  muito utilizado na ração animal – para outros destinos no nordeste do país, retornam para o Oeste da Bahia com calcário, utilizado na preparação do solo para o plantio da soja, e o resultado é o aparecimento indesejado de plantas de algodão nas lavouras da oleaginosa. 

“No Programa Fitossanitário da Abapa enfatizamos demais a importância do cuidado com a limpeza dos caminhões, mas entendemos que ainda há um grande caminho a seguir na conscientização dos agentes que trabalham neste elo importante da cadeia produtiva. Precisamos, juntos, intensificar as ações para evitar este problema”, conclui Alessandra Zanotto. 





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Homem morre após ataque de abelhas em cemitério no Oeste da Bahia


Um homem morreu após ser picado por abelhas no cemitério municipal de Riachão das Neves, no Oeste da Bahia, na tarde da última quinta-feira (23). Ele estaria acompanhando um sepultamento no local, quando foi surpreendido pelos insetos.

Por meio de nota, a prefeitura do município informou que José Vicente Cardoso Filho, de 67 anos, morreu em decorrência do ataque de um enxame de abelhas durante um enterro no cemitério local.

A prefeitura, no entanto, não deu mais detalhes sobre o ocorrido e ressaltou que, o enxame estava no local há aproximadamente dois anos sem incidentes.

De acordo com o biólogo, Ronaldo Ursulino dos Santos, as abelhas são da espécie Apis mellifera, popularmente conhecidas como abelhas-europeias.

Segundo a página, Tudo Junto, no Instagram, testemunhas disseram que outras pessoas que acompanhavam o sepultamento teriam sido alertadas por um coveiro sobre a presença do enxame.

Ainda de acordo com o perfil, o funcionário do cemitério teria pedido para que os presentes evitassem barulho ou aproximação do local.

No entanto, por algum motivo que não foi informado, as abelhas se espalharam rapidamente e atingiram as pessoas, também nas ruas próximas ao cemitério.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, uma pessoa narra o que teria acontecido “Tem um caído lá, a viatura está socorrendo”, mostra a gravação.

Além da vítima, pelo menos 4 pessoas teriam sido atendidas e medicadas no Hospital Municipal Herculano Farias e receberam alta médica.

Resgate

O resgate do enxame foi realizado na tarde da última sexta-feira (24), por equipes do 17º Batalhão de Bombeiros Militar.

Bombeiros capturam abelhas (Bahia)Bombeiros capturam abelhas (Bahia)

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as abelhas apresentavam comportamento agressivo.

Ao chegarem ao local, os agentes identificaram o enxame no alto de uma árvore, e com o apoio de um caminhão Munck fornecido pela Secretaria de Meio Ambiente do município, conseguiram alcançar e capturar as abelhas de forma segura, eliminando o risco para os moradores da região.

Após a operação, o enxame foi solto em um local isolado e apropriado na natureza, garantindo a segurança da população e preservando os insetos.



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