O mercado físico do boi gordo apresentou preços em queda no início da semana, especialmente nas praças de produção e comercialização da Região Norte do país.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o enfraquecimento dos preços da carne no mercado doméstico foi o estopim do movimento.
“Resta saber se as indústrias conseguirão avançar suas escalas de abate com preços mais baixos em um ambiente ainda pautado pela restrição de oferta. Por outro lado, as exportações permanecem em bom nível, o que tem atuado como relevante ponto de sustentação neste início de temporada”, afirma.
Preços médios do boi gordo
São Paulo: R$ 332,42
Goiás: R$ 321,43
Minas Gerais: R$ 320,88
Mato Grosso do Sul: R$ 326,02
Mato Grosso: R$ 318,43
Mercado atacadista
O mercado atacadista registra preços acomodados para a carne bovina na abertura de uma semana que ainda é pautada por consumo enfraquecido.
“Soma-se a isso a preferência da população por proteínas mais acessíveis durante o primeiro bimestre”, diz Iglesias.
O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 por quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 18,00 por quilo. O quarto dianteiro segue precificado a R$ 18,00 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,08%, sendo negociado a R$ 5,9123 para venda e a R$ 5,9103 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8984 e a máxima de R$ 5,9559.
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Foto: Seane Lennon
Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (23), os agricultores da região administrativa de Santa Maria, especialmente em São João do Polêsine, estão focados no manejo das plantações de banana.
As atividades incluem o raleio das touceiras, manejo e adubação das lavouras, práticas essenciais para garantir a manutenção da produtividade.
A comercialização da fruta ocorre por meio de cooperativas no atacado e no comércio local, consolidando a banana como um produto de destaque na economia da região.
Um homem de 50 anos foi preso nesta segunda-feira (27) suspeito de participar de um roubo de “pedras de boi” avaliadas em R$ 2 milhões.
O crime ocorreu em 19 de setembro de 2023 (como noticiado pelo Canal Rural, à época), quando três pessoas armadas renderam funcionários de uma empresa de exportação do produto em Barretos, no interior de São Paulo, e levaram a carga.
A Operação Pedra de Fel, como são chamadas as pedras de boi, foi desencadeada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Barretos.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo e em Sorocaba, sudeste do estado. O suspeito capturado foi encontrado em um hotel no centro histórico da capital.
De acordo com reportagem do G1, ele será encaminhado à DIG de Barretos, onde deve prestar depoimento, e na sequência, será enviado para a Cadeia de Colina, no norte do estado. A polícia ainda faz buscas por outros envolvidos no crime.
Como foi o roubo
O crime aconteceu na rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326) em setembro de 2023. Funcionários da empresa de exportação estavam transportando uma carga de 2,7 quilos de pedras de boi (cada grama vale cerca de R$ 320).
Os criminosos interceptaram o veículo das vítimas e anunciaram o assalto. Dois deles estavam armados e renderam os funcionários.
As vítimas foram levadas para um canavial à beira da estrada, onde foram amarradas. Os bandidos levaram a carga de pedras de boi, além de celulares e dinheiro. Uma das vítimas conseguiu se soltar e liberar os colegas. Os bandidos fugiram do local.
Pedras de boi
As pedras de boi, ou pedras de fel, são cálculos biliares bovinos, formados na vesícula biliar do animal. A maior parte da produção no Brasil é destinada para a China, onde é muito utilizada para fabricação de medicamentos naturais e para induzir a formação de pérolas em ostras.
Esses cálculos biliares bovinos podem variar em tamanho e cor, ou seja, podem ter desde alguns milímetros até vários centímetros de diâmetro. As cores mais comuns são amarelo-claro, verde-escuro e marrom.
O mercado brasileiro de soja não registrou negócios nesta segunda-feira (27). Os preços tiveram mais um dia de queda, acompanhando a retração de Chicago, com o dólar pouco relevante no dia. Além disso, os fretes encarecidos têm freado a realização de negócios no momento.
Preços da soja
Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 137,00 para R$ 135,00
Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 138,00 para R$ 136,00
Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 140,00
Cascavel (PR): preço caiu de R$ 128,00 para R$ 125,00
Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 132,50
Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 116,50 para R$ 115,50
Dourados (MS): preço caiu de R$ 117,50 para R$ 116,00
Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 119,00 para R$ 118,00
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. O mercado ainda sentiu a pressão exercida pelo corte nas tarifas de exportação da Argentina, anunciado na sexta-feira. Previsões de chuvas sobre a região produtora argentina, aliviando o estresse hídrico, também contribuíram para as perdas.
Segundo o boletim agroclimático da Rural Clima, a semana já começa com chuvas no Sudeste, Centro-Oeste e em parte da Região Sul do Brasil, com chance de precipitações também na Bolívia, Argentina e Paraguai. No entanto, o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos alerta que as precipitações na Argentina deverão permanecer irregulares nos próximos dias.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 729.362 toneladas na semana encerrada no dia 23 de janeiro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 979.290 toneladas.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 10,75 centavos de dólar ou 1,01%, a US$ 10,45 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,58 1/2 por bushel, com perda de 9,75 centavos, ou 0,91%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 4,10 ou 1,34%, a US$ 300,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 45,00 centavos de dólar, com baixa de 0,22 centavo ou 0,48%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,08%, negociado a R$ 5,9123 para venda e a R$ 5,9103 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8984 e a máxima de R$ 5,9559.
O governo do Paraná informou, em nota, a prorrogação por mais 180 dias da emergência zoossanitária para vigilância contra a gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1).
O novo prazo foi instituído por meio do Decreto 8.721/2025, assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD). Esta é a terceira prorrogação do decreto original, assinado em 23 de julho de 2023.
De acordo com o chefe do Departamento de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Rafael Gonçalves Dias, a medida visa garantir que a doença não atinja a avicultura comercial do estado. “É importante registrar que essa é uma medida preventiva, precisamos nos manter alertas”, afirmou, na nota.
Gripe aviária no Brasil
A gripe aviária, doença com distribuição global e ciclos pandêmicos, foi detectada pela primeira vez no Brasil em aves silvestres em 15 de maio de 2023.
Recentemente, o vírus causou uma morte humana nos Estados Unidos e foi registrado em produções comerciais de países como Chile e Colômbia.
Com a chegada do inverno no Hemisfério Norte, aves migratórias podem trazer o vírus para o Sul. Apesar do aumento dos incidentes no exterior, o Paraná não registrou nenhum caso em granjas comerciais até o momento, com a ocorrência limitada a aves silvestres.
O Dia de Campo Progresso Sementes 2025, reunirá produtores de 13 estados brasileiros para uma manhã de networking, aprendizado e inovação, na Fazenda Progresso, em Sebastião Leal (PI).
Evento acontecerá na próxima sexta-feira, dia 31 de janeiro de 2025. Os participantes poderão visitar o campo de cultivares, onde serão mostradas as últimas inovações em cultivares do portfólio do grupo.
Além disso, o evento contará com espaços como o “Arena Jovem”, com palestras de profissionais da área técnica agrícola, e a participação de representantes da associação “De Olho no Material Escolar”.
Dia de Campo da Progresso Sementes em 2024 | Foto: Guilherme Soares/Canal Rural Bahia
As mulheres que empreendem no campo também terão um espaço exclusivo, com um Workshop e Business Game destinado a elas, realizado em parceria com o Rabobank. Parceiros comerciais e institucionais também marcarão presentes no evento.
Para fechar o Dia de Campo, os participantes poderão desfrutar de um festival gastronômico com churrasco e um show ao vivo.
Em 2024, mais 3.500 pessoas participaram do evento, que além da apresentação de cultivares adaptadas ao Cerrado, recebeu a visita do governador do Piauí, Rafael Fonteles.
Na ocasião, foram abordadas as necessidades dos produtores como investimentos em infraestrutura na região.
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma produção de 322,53 milhões de toneladas na segunda estimativa para a safra de grãos 2024/25, um aumento de 8,2% em relação ao ciclo anterior. O crescimento de 24,6 milhões de toneladas reflete a ampliação da área plantada, projetada em 81,4 milhões de hectares, e a expectativa de recuperação da produtividade média das lavouras no país.
Thays Moura, fundadora da fintech Agree, vê o cenário como promissor, mas destaca a necessidade de planejamento financeiro. “Além da organização, as soluções de crédito personalizadas serão ideais para atender às necessidades dos produtores na próxima safra”, comenta.
A especialista ressalta que a melhora da produtividade reflete investimentos em tecnologia, manejo eficiente e boas práticas agrícolas. Contudo, para manter esse ritmo de crescimento, é fundamental ampliar o suporte ao crédito voltado à inovação tecnológica, incluindo agricultura de precisão e equipamentos modernos.
“Os agricultores continuarão com demandas de crédito para a aquisição de insumos, sementes, defensivos e máquinas, bem como para possíveis investimentos em infraestrutura que suportem o aumento da produção. Além disso, a expectativa de melhora na produtividade média das lavouras sugere que os investimentos em tecnologia, manejo eficiente e boas práticas agrícolas têm dado resultados”, afirma Thays.
Além disso, o PIB do agronegócio brasileiro pode crescer 5% em 2025, segundo a CNA, impulsionado pela expansão da produção agrícola primária, indústria de insumos e agroindústria exportadora. Apesar do cenário promissor, desafios como alta do dólar e juros persistem. “Apesar do aspecto positivo, o cenário continua desafiador devido à alta do dólar e dos juros, mas a Agree oferece suporte aos produtores rurais na captação do crédito rural para terem acesso às melhores condições, avaliando caso a caso, com um atendimento personalizado e presente no dia a dia dos agricultores”, completa.
A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja em todo o Brasil aponta para uma semana de clima instável, com altos volumes de chuva em várias regiões, o que pode afetar as operações no campo e a evolução da safra. Veja o que espera os produtores nos próximos dias:
Sul e Sudeste do Brasil
No Paraná, a previsão é de um bom volume de chuva, com 50 mm acumulados nos próximos cinco dias, beneficiando a umidade do solo. No entanto, a situação pode ser mais complicada no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
As áreas do Norte do Rio Grande do Sul e o meio-oeste de Santa Catarina devem registrar chuvas volumosas, superando os 100 mm, o que pode prejudicar os trabalhos no campo, especialmente nas lavouras de soja. No entanto, na porção sul do Rio Grande do Sul, as chuvas serão mais fracas, com acumulados de 15 a 20 mm, o que não contribui significativamente para a reposição hídrica.
Além disso, o tempo terá uma semana chuvosa em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com boas notícias para a umidade do solo. Porém, atenção para o sul de Minas e o leste de São Paulo, onde os acumulados podem ultrapassar os 150 mm, o que pode dificultar as atividades no campo. A previsão de chuvas mais intensas nestas áreas exige cautela, pois os trabalhos agrícolas podem ser prejudicados.
Lavouras de soja do Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul deve registrar um bom volume de chuva, com acumulados que vão ajudar a manter a umidade do solo e aliviar o calor intenso. Entretanto, o cenário será desfavorável em Goiás, onde as chuvas podem ultrapassar os 80 mm, comprometendo os trabalhos.
Em Mato Grosso, o clima será mais seco na porção Oeste, com chuvas mais fracas de 20 a 30 mm em cinco dias, favorecendo o avanço das atividades no campo. No leste do estado, as chuvas serão mais intensas, com acumulados acima de 70 mm.
Região Norte e Nordeste
Em Tocantins, as chuvas serão intensas, com acumulados de até 150 mm nos próximos cinco dias, o que pode inviabilizar as operações no campo.
Em Rondônia e no Pará, as chuvas serão mais amenas, com volumes em torno de 50 mm, favorecendo a reposição de umidade e o bom andamento das lavouras. Já em Santarém, no Pará, o clima será mais quente e seco, permitindo o avanço dos trabalhos agrícolas.
No interior da Bahia, a previsão é de chuvas moderadas, com volumes de 50 mm, o que também pode afetar as operações, mas sem grandes impactos.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou informativo com a previsão do tempo entre esta segunda-feira (27) e a próxima (3 de fevereiro). A chuva deve estar presente em quase todo o país. Confira:
Sul
A combinação de calor e umidade favorecerá instabilidades no Sul do país, com acumulados de chuva acima de 50 mm em quase toda a Região. Em algumas áreas do oeste do Paraná, de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul, os volumes podem ultrapassar 80 mm (tons em vermelho no mapa abaixo). Já no sul do território gaúcho, as precipitações chegam em menores níveis, com valores abaixo de 20 mm.
Sudeste
A instabilidade provocará chuvas com acumulados acima de 50 mm em São Paulo, oeste e sul de Minas Gerais, além do centro-sul do Rio de Janeiro, podendo ultrapassar 150 mm em algumas localidades (tons de rosa). No nordeste de Minas Gerais e Espírito Santo, estão previstas chuvas com acumulados abaixo de 10 mm.
Centro-Oeste
Foto: Reprodução/Inmet
A combinação de calor e umidade tende a favorer a persistência de áreas de instabilidade, o que proporciona chuvas em toda Região com acumulados entre 30 mm e 60 mm. Além disso, o Inmet alerta que estão previstas acumulados acima de 80 mm em áreas pontuais do nordeste de Mato Grosso, nordeste do Mato Grosso do Sul e grande parte de Goiás, com chances de ultrapassar 150 mm em algumas localidades (tons de rosa).
Nordeste
A previsão indica chuva no centro-oeste da Região, com possibilidade de acumulados acima de 50 mm no Maranhão, Piauí, oeste da Bahia e norte do Ceará. No litoral leste do Nordeste ocorrerão chuvas abaixo de 20 mm, enquanto que no centro-leste da Bahia e interior da Paraíba, Pernambuco, oeste de Alagoas e de Sergipe, a tendência é de chuvas com volumes abaixo de 10 mm.
Norte
As instabilidades associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 50 mm (tons de verde) em grande parte do Norte do país. O Inmet prevê que as chuvas podem superar 80 mm (tons de vermelho a rosa) em áreas pontuais do norte do Amazonas, oeste do Pará e Amapá. Por outro lado, em grande parte de Roraima e noroeste do Pará, os acumulados de chuva deverão ficar abaixo de 20 mm (áreas em azul).
Temperaturas na semana
Entre esta segunda-feira e o dia 3 de fevereiro, as temperaturas máximas permanecem elevadas em grande parte das Região Norte e Nordeste, com valores entre 26°C e 36°C, podendo ultrapassar 38°C em algumas localidades do interior do Nordeste.
No Centro-Oeste, as temperaturas máximas iniciam elevadas, entre 28°C e 36°C, com tendência a diminuir em Goiás e Mato Grosso, variando entre 24°C e 30°C. Enquanto nas Regiões Sudeste e Sul os valores estarão entre 22°C e 34°C.
O Inmet alerta que, especificamente no próximo sábado (1), a temperatura máxima estará elevada nas Regiões Norte e Nordeste, variando entre 26°C e 36°C, com chances de ultrapassar 38°C no interior do Nordeste.
Na Região Centro-Oeste estão previstas temperatura máximas entre 24°C e 38°C, com os maiores índices para o oeste de Mato Grosso do Sul e sudoeste de Mato Grosso.
Nas Regiões Sul e Sudeste, as temperaturas ficarão entre 20°C e 34°C, com as mínimas entre 22°C e 26°C no Norte, enquanto no Nordeste as mínimas devem variar entre 20°C e 26°C.
No Centro-Oeste e Sudeste, espera-se que as mínimas fiquem entre 20°C e 26°C ao longo da semana, com menores temperaturas nas regiões de serra de Minas Gerais e São Paulo. Na Região Sul, as mínimas estarão entre 16°C e 22°C, com tendência a aumentar e variar entre 18°C e 26°C.
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Há o receio de que, de uma hora para outra, o feijão represado nos armazéns seja liberado em grande volume – Foto: Canva
Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a colheita do feijão-carioca na região dos Campos Gerais do Paraná, que inclui cidades como Castro e Ponta Grossa, já foi praticamente concluída. Esse encerramento tende a reduzir o impacto desse produto no mercado, alterando as fontes de abastecimento.
Por outro lado, o setor enfrenta preocupações. Empacotadores destacam o aumento do uso de câmaras frias para armazenamento e a entrada de novos produtores no mercado, o que gera insegurança sobre uma possível liberação repentina de grandes estoques. Esse cenário tem levado compradores a adotar uma postura cautelosa, com compras pontuais para evitar surpresas que impactem os preços.
“Um ponto de preocupação entre os empacotadores é o aumento no uso de câmaras frias e o fato de novos produtores, que nunca haviam plantado Feijão antes, estarem entrando na atividade. Isso gera insegurança, levando os compradores a adotar uma postura cautelosa, preferindo compras pontuais e imediatas. Há o receio de que, de uma hora para outra, o feijão represado nos armazéns seja liberado em grande volume, afetando os preços”, comenta.
Além disso, declarações recentes de um ministro sobre possíveis quedas nos preços de alimentos desconsideram que muitos valores já atingiram seu limite de redução. A manutenção desses preços pode desestimular o plantio na próxima safra, comprometendo a oferta futura e gerando alta nos preços nos próximos ciclos.
“Por isso, é fundamental reforçar nossas abordagens. Somente assim será possível criar um caminho mais seguro e sustentável para o mercado de Feijão, enfrentando os desafios imediatos sem perder de vista o desenvolvimento de um cenário favorável no futuro”, conclui.