terça-feira, julho 7, 2026

Agro

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Governo prepara plano para evitar problemas no escoamento da safra



O Governo Federal deve apresentar, nesta semana, um plano estratégico para minimizar problemas na logística de escoamento da safra agrícola, com foco em rodovias, ferrovias e portos. A proposta busca reduzir custos operacionais e tempos de transporte, fatores que impactam diretamente os preços dos alimentos, uma preocupação crescente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A iniciativa envolve os Ministérios da Agricultura, Transportes e Portos e Aeroportos, além de órgãos como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Rodovias e ferrovias

O plano prevê articulação da ANTT com concessionárias para melhorar a gestão de estradas e ferrovias, enquanto o Dnit ficará responsável pelo monitoramento de rodovias federais sob gestão pública. Entre as ações planejadas estão o controle de filas e redução de danos nas estradas.

Atualmente, mais de 95% da malha rodoviária federal possui contratos de manutenção. O governo também trabalha na execução de 60 obras estruturantes em corredores estratégicos, como a passagem urbana de Gurupi (TO), que já trouxe melhorias no escoamento da safra.

Portos

A proposta inclui um sistema de agendamento para evitar congestionamentos nos terminais, otimizando o fluxo de caminhões e cargas. Haverá monitoramento desde as rodovias até o embarque nos navios.

Outro objetivo é identificar gargalos na infraestrutura portuária para direcionar investimentos. O tempo de espera para carregar navios impacta diretamente os custos logísticos, que acabam sendo repassados ao preço final dos produtos.

Pressão

A alta no preço dos alimentos, como açúcar, café, carne, laranja e óleo de soja, tem sido motivo de preocupação no governo. O presidente Lula tem cobrado de seus ministros medidas efetivas para baratear os custos dos produtos e evitar um impacto negativo na economia e no bolso dos brasileiros.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

EUA concederão US$ 306 milhões para monitoramento e preparação para gripe…


Logotipo Reuters

3 de janeiro (Reuters) – O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA disse na sexta-feira que concederia US$ 306 milhões em fundos para ajudar no monitoramento da gripe aviária, à medida que o vírus se espalha entre rebanhos leiteiros e trabalhadores rurais em todo o país.

Em dezembro, o país relatou seu primeiro caso humano grave de gripe aviária em um morador da Louisiana, que foi hospitalizado em estado crítico após suspeita de contato com um rebanho de quintal infectado.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) confirmaram 61 casos humanos em todo o país desde abril, principalmente em trabalhadores de fazendas leiteiras onde o vírus infectou gado, embora tenham observado que a gripe aviária ainda representa um risco baixo para o público em geral.

“Embora o risco para os humanos permaneça baixo, estamos sempre nos preparando para qualquer cenário possível que possa surgir”, disse o secretário do HHS, Xavier Becerra.

A Administração para Preparação e Resposta Estratégica dos EUA concederá cerca de US$ 183 milhões em financiamento para programas regionais, estaduais e locais de preparação hospitalar e centros de tratamento de patógenos, entre outros.

O CDC concederá cerca de US$ 111 milhões para ajudar a monitorar a doença, bem como fabricar, armazenar e distribuir kits adicionais de teste de diagnóstico de influenza para vigilância.

Os Institutos Nacionais de Saúde concederão cerca de US$ 11 milhões para pesquisas adicionais sobre possíveis medicamentos para a doença.

O HHS disse que, juntamente com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, está trabalhando em estreita colaboração com parceiros federais, estaduais, locais e industriais para proteger a saúde humana e animal, bem como a segurança alimentar.

Reportagem de Sriparna Roy em Bengaluru; Edição de Shilpi Majumdar

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News

Inmet alerta para chuva de até 100 mm no dia e ventos de 100 km/h


Áreas das regiões Centro-Oeste e Sudeste, como o Triângulo Mineiro, Zona da Mata, o sul de Goiás, norte de Mato Grosso do Sul, centro do Espírito Santo e cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, estão em atenção para chuvas nesta terça-feira (28), conforme aviso de perigo (laranja) emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A previsão indica precipitações que podem chegar a 100 mm no dia e rajadas de vento que podem alcançar 100 km/h no período.

Segundo o Inmet, as chuvas nessas localidades estão sendo provocadas pela combinação do calor e da alta umidade. A temperatura mais alta poderá chegar a 35 °C.

Diante desse cenário, as chuvas nessas regiões devem se estender até a próxima sexta-feira (31), com menos intensidade, conforme aviso de perigo potencial (amarelo) do Inmet, alcançando ainda o Distrito Federal e áreas de Rondônia.

alertas de chuva intensa do Inmetalertas de chuva intensa do Inmet

O tempo nas outras regiões do país

Áreas do Norte e Nordeste também estão em atenção para pancadas de chuva isoladas e possíveis trovoadas, que podem se estender até amanhã (29), conforme o aviso de perigo potencial (amarelo) emitido pelo Inmet nesta terça (28).

As áreas mais afetadas poderão ser o sul do Amazonas, o Vale do Juruá, o Vale do Acre, a Ilha do Marajó, o sul do Amapá e o litoral leste nordestino. Nestas localidades, são esperados até 50 mm de chuva e ventos de até 60 km/h no período. O aviso do Inmet expira às 10h desta quarta-feira.

Mesmo com as precipitações, as temperaturas nessas áreas estarão bastante elevadas hoje, em torno de 33 °C nas capitais Rio Branco (AC), Manaus (AM) e Belém (PA) e 32°C em Macapá (AP).

O sul do país também está com aviso de chuva intensa (amarelo), em áreas do leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e grande parte do Paraná, onde poderão ocorrer em forma de pancadas, acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento.

As máximas continuam elevadas, podendo chegar a 37 °C em áreas do Rio Grande do Sul.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cebolinha e salsinha geram R$ 303 milhões no Brasil


De acordo com o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a salsinha e a cebolinha têm se mostrado potências econômicas no setor agropecuário, embora ainda estejam um pouco “deslocadas” da atenção do consumidor nas prateleiras do varejo. Essas ervas, que podem ser cultivadas até mesmo em vasos em áreas como sacadas ou em pequenas hortas domésticas, representam uma importante atividade agrícola.

Segundo o Censo Agropecuário de 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Brasil possui 87,3 mil estabelecimentos rurais que cultivam cebolinha, com uma produção de 97,4 mil toneladas (t), gerando R$ 303,1 milhões de Valor Bruto da Produção (VBP). A salsinha, por sua vez, foi cultivada em 30,8 mil propriedades, gerando 51,1 mil t e R$ 125,3 milhões de VBP.

O estado de São Paulo lidera a produção e o VBP das duas ervas, sendo responsável por 18% da produção de cebolinha (R$ 54,6 milhões) e 32% da produção de salsinha (R$ 40,2 milhões). Os municípios de Mogi das Cruzes e Piedade são os principais produtores de cada tempero, respectivamente.

No Paraná, o estado ocupa a quarta posição no VBP das duas ervas. Em 2023, a produção de salsinha e cebolinha foi realizada em menos de 1,5 mil hectares (ha). Juntas, essas culturas representam 1,1% do total de R$ 7,2 bilhões do VBP da olericultura no estado. A cebolinha foi cultivada em 749 hectares e gerou 10,3 mil t, com VBP de R$ 75,5 milhões. Já a salsinha, cultivada em 741 hectares, produziu 10,3 mil t, com VBP de R$ 77,7 milhões.

Em relação ao crescimento da área cultivada, houve uma evolução de 42,6% na produção de cebolinha desde 2014, quando a área era de 525 hectares. A salsinha teve um aumento de 63,5% no mesmo período, subindo de 453 hectares em 2014.

O Núcleo Regional de Curitiba se destaca pela significativa contribuição nas produções de ambas as ervas. Ele responde por 53,6% da produção de cebolinha e 61,8% da produção de salsinha no estado. Os municípios de São José dos Pinhais e Mandirituba são os principais polos de produção, com 30,2% e 36,6% respectivamente nas duas culturas.

Embora os valores mais recentes não superem os de anos anteriores, quando o VBP da cebolinha foi de R$ 117,1 milhões em 2020, e da salsinha foi de R$ 171,2 milhões em 2016, os números ainda demonstram a importância dessas culturas para a economia local.





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O tempo seco e o impacto nas lavouras de soja



A previsão das chuvas para os próximos dias traz boas perspectivas em algumas regiões de soja espalhadas pelo Brasil, mas também preocupações com o excesso de precipitações que podem prejudicar os trabalhos no campo. No Matopiba, a expectativa é de boas chuvas, mas o excesso de precipitação pode comprometer a colheita.

O cenário é semelhante no Centro-Oeste, onde as chuvas são intensas, mas também podem afetar a produção. Já no Sul, o Paraná apresenta uma previsão razoável, enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades devido à falta de chuva e temperaturas elevadas.

O panorama não deve mudar muito, com exceção do Estado de Mato Grosso, que tem uma previsão mais favorável. As imagens de satélite indicam que os temporais ainda se concentram no Centro-Oeste, Norte e Nordeste, enquanto o Sul, especialmente o Rio Grande do Sul, apresenta poucas nuvens. A temperatura máxima está mais amena, oferecendo algum alívio aos produtores.

No Paraná, a previsão nas lavouras de soja é de até 50 mm de chuva em 5 dias, o que favorece a região Oeste, mas preocupa as áreas centrais de Santa Catarina e o Norte do Rio Grande do Sul, onde os acumulados podem ultrapassar 100 mm, prejudicando os trabalhos no campo. A região Oeste do Rio Grande do Sul enfrenta uma situação de seca, com a previsão de chuvas só retornando de forma homogênea a partir dos dias 7 a 10 de fevereiro.

No Centro-Oeste, as chuvas são favoráveis, especialmente em Mato Grosso do Sul, que deve recuperar as lavouras com déficit hídrico. Goiás e a faixa leste de Mato Grosso também devem receber boas chuvas, mas os trabalhos no campo podem ser prejudicados. Já a região Oeste de Mato Grosso deve receber volumes de chuva entre 20 e 30 mm, aliviando um pouco a situação dos produtores.

O Norte também apresenta um bom cenário, com até 50 mm de chuva em 5 dias, permitindo que os produtores de Santarém avancem com os trabalhos. No Tocantins, a previsão é preocupante, com chuvas que podem ultrapassar 100 a 150 mm em 5 dias, afetando as lavouras.

No Nordeste, a soja no Maranhão e no Piauí ainda enfrentam dificuldades com a chuva, o que atrapalha a finalização da semeadura e o tratamento fitossanitário, mas as lavouras em desenvolvimento estão em bom estado. Na Bahia, a previsão é favorável, com até 50 mm em 5 dias nas principais regiões produtoras, mantendo o cenário otimista para os produtores.

Em São Paulo, a chuva intensa registrada na sexta-feira passada gerou preocupação, mas foi um fenômeno pontual causado por ventos quentes e úmidos que impediram a tempestade de se deslocar. A previsão é de mais de 200 mm de chuva em algumas áreas, especialmente na capital paulista, até a próxima sexta-feira.

O Sudeste também receberá boas chuvas, principalmente no centro-norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, com volumes superiores a 150 mm. O Triângulo Mineiro e o interior paulista devem receber boas chuvas, que ajudarão na recuperação das pastagens e no desenvolvimento da safra de verão.



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plantio em MT atinge 1,15% da área, o menor ritmo da série histórica



A semeadura do milho em Mato Grosso atingiu 1,15% dos 6,84 milhões de hectares projetados para a safra 2024/25, segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira, 27. O ritmo é o menor desde o início da série histórica, ficando 10,02 pontos porcentuais atrás da média dos últimos cinco anos e 10,08 pontos porcentuais abaixo do mesmo período da safra 2023/24.

As regiões médio-norte e norte do Estado lideram os trabalhos, com 1,64% o 1,59% das áreas semeadas, respectivamente, seguidas da região centro-sul, com 0,90%. O menor avanço na semeadura está relacionado ao atraso na colheita da soja devido ao alto volume de chuvas desde o início do ano.

Com produtividade estimada em 111,72 sacas por hectare, a produção total do Estado está projetada em 45,84 milhões de toneladas. A comercialização da safra 2024/25 alcança 26,66% do total esperado, enquanto a safra 2023/24 já tem 93,66% negociados. No mercado, o milho disponível em Mato Grosso fechou a R$ 54,52 por saca na sexta-feira.

Para a próxima semana, as projeções do NOAA apontam diminuição no volume de chuvas no Estado, o que pode favorecer a colheita da soja e, consequentemente, acelerar a semeadura do milho.



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Selic deve subir 1 ponto em primeira reunião comandada por Galípolo



O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia nesta terça-feira (28) a primeira reunião sob a presidência de Gabriel Galípolo. Com a alta do dólar e a pressão nos preços de alimentos, o mercado espera que a Selic, atualmente em 12,25% ao ano, suba 1 ponto percentual, atingindo 13,25% – a quarta elevação consecutiva.

Na última reunião, o Copom já havia sinalizado a intenção de novos aumentos devido às incertezas externas e aos impactos do pacote fiscal do governo, aprovado no fim de 2024. A decisão final será anunciada nesta quarta-feira (29).

Inflação em alta

A nova alta da Selic reflete a necessidade de controlar uma inflação crescente. De acordo com o boletim Focus, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 subiu de 4,96% para 5,5% nas últimas semanas, acima do teto da meta de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O Banco Central afirma que a política monetária contracionista, com juros altos, é essencial para reduzir os riscos da inflação.

O papel da Selic

A taxa básica de juros, a Selic, é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando elevada, encarece o crédito, reduzindo a demanda e pressionando os preços para baixo. No entanto, taxas altas também dificultam o crescimento econômico.

Com o novo modelo de meta contínua, adotado neste ano, o Banco Central monitora a inflação acumulada em 12 meses, mês a mês, para avaliar a aderência à meta de 3% (com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%).

Com base no cenário atual, o mercado projeta que a inflação encerre o ano em 4,5%, o limite superior da meta, reforçando a necessidade de uma política monetária rigorosa para conter a pressão dos preços.



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Estimativa aponta queda de 4,4% na produção de café em 2025, diz Conab



A produção de café no Brasil para 2025 está estimada em 51,8 milhões de sacas beneficiadas, uma redução de 4,4% em relação à safra anterior, segundo a primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O rendimento médio nacional também deve recuar, atingindo 28 sacas por hectare, 3% abaixo de 2024, reflexo da seca, altas temperaturas e do ciclo de baixa bienalidade.

Café arábica

A produção do arábica está estimada em 34,7 milhões de sacas, uma queda de 12,4% em relação a 2024. Minas Gerais, maior produtor nacional, será fortemente impactado, com redução de 12,1%, atingindo 24,8 milhões de sacas.

Café conilon

O conilon, por outro lado, deve registrar um crescimento expressivo de 17,2%, alcançando 17,1 milhões de sacas. O Espírito Santo lidera a produção dessa variedade, com alta de 20,1%, totalizando 11,8 milhões de sacas, impulsionado pelas boas condições climáticas.

Outros estados produtores

  • Bahia: crescimento de 11,3%, com 3,4 milhões de sacas (conilon e arábica)
  • São Paulo: Redução de 15,3%, com 4,6 milhões de sacas de arábica
  • Rondônia: Produção de 2,2 milhões de sacas (+6,5%)
  • Rio de Janeiro e Paraná: Produções estimadas em 373,7 mil e 675,3 mil sacas, respectivamente

Mercado global

Segundo o USDA, a produção mundial de café para 2024/25 deve atingir 174,9 milhões de sacas (+4,1%), enquanto o consumo global está projetado em 168,1 milhões de sacas. Apesar disso, os estoques finais devem cair para 20,9 milhões de sacas, o menor nível em 25 anos, sustentando preços elevados nas bolsas internacionais.

Exportações brasileiras

Em 2024, o Brasil exportou um recorde de 50,5 milhões de sacas, gerando receita de US$ 12,3 bilhões, um aumento de 52,6% em comparação com 2023. Esse desempenho foi impulsionado pela valorização do café no mercado externo e pela alta do dólar.

Os estoques nacionais caíram 24% em 2024, totalizando 13,7 milhões de sacas, acompanhando a forte demanda externa. A tendência é de novos recuos, refletindo a pressão global por café brasileiro.

Com informações da Conab.



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AgroNewsPolítica & Agro

Governo discute estratégias para conter alta dos preços dos alimentos


Segundo o informado pela Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na última sexta-feira, 24 de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com seus ministros para avaliar medidas para enfrentar a alta dos preços dos alimentos no Brasil. Durante o encontro, foram discutidas ações, incluindo a redução da alíquota de importação para alimentos cujos preços internos estão mais altos do que no mercado internacional.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou a preocupação do governo com o acesso da população a alimentos a preços acessíveis. Segundo Costa, a estratégia do governo será seguir abordagens técnicas e de mercado, descartando intervenções não convencionais ou medidas que fujam das práticas tradicionais do mercado. “Os produtos que estejam com preço interno maior do que o preço externo, nós atuaremos na redução de alíquota para forçar o preço a vir, pelo menos, para o patamar internacional. Não justifica nós estarmos com preços acima do patamar internacional. Não tem a menor explicação para isso, já que o Brasil se constitui como um dos maiores produtores de alimentos de grãos do mundo”, explicou.

O governo espera uma melhoria no cenário econômico devido à previsão de aumento na produção agrícola para este ano. Rui Costa destacou que a supersafra projetada deve ajudar na redução dos preços, trazendo um impacto positivo para o bolso dos consumidores.

Além disso, a pedido de Lula, o governo irá reforçar a atenção a políticas públicas e recursos existentes para estimular a produção, especialmente de itens da cesta básica. “Nós também vamos dialogar com o mercado, vamos chamar aqui reuniões de produtores para dialogar com eles sugestões de como reduzir os preços, aumentar a produção, vamos chamar mais uma vez a rede de supermercados, vamos chamar os frigoríficos grandes para conversar, os frigoríficos pequenos e médios, dialogando portanto com o mercado, que é onde o preço se realiza. Medidas que a gente pode somar no mercado mais as medidas institucionais de estímulos para a produção”, disse Rui Costa.

Participaram da reunião os ministros Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), além do diretor-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto. Também estiveram presentes o secretário-executivo do Ministério da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa; a secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli; e o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello.





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Embriões bovinos e ovo em pó e granulado serão exportados para a Nigéria e o México



O Brasil conseguiu mais duas aberturas de mercado neste começo de ano. O México receberá ovo em pó e ovo granulado, destinados ao consumo animal. Já a Nigéria terá embriões bovinos e bubalinos, tanto “in vivo” quanto “in vitro.

Em comunicado, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ressaltou que as aberturas de mercado são reflexo de um esforço coordenado entre a pasta e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), “reafirmando o compromisso do Brasil com a ampliação de suas parcerias internacionais.”

O Mapa também reitera que as aberturas refletem o elevado nível de confiança internacional no sistema de controle sanitário brasileiro.

Relações comerciais

Em 2024, o México importou mais de USD 2,9 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para os setores de proteína animal, complexo soja, produtos florestais e café. A Nigéria importou mais de USD 880 milhões em bens agrícolas do Brasil em 2024.

Números

Apenas em 2025, o agronegócio brasileiro conquistou 10 aberturas de mercado, totalizando 310 novos parceiros desde o início de 2023, informou o Mapa.



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