terça-feira, julho 7, 2026

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Crédito do BNDES auxilia recuperação pós enchente



O alagamento atingiu armazéns logísticos da Grano



O crédito será utilizado para cobrir despesas de capital de giro
O crédito será utilizado para cobrir despesas de capital de giro – Foto: Pixabay

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um crédito de R$ 24,4 milhões para a Grano Alimentos, empresa do setor de vegetais congelados, como parte do programa BNDES Emergencial para o Rio Grande do Sul. O recurso visa auxiliar na recuperação da empresa após os danos causados pela enchente de 2024, que inundou seu centro de recebimento e armazenagem de produtos em Esteio (RS). 

O alagamento atingiu armazéns logísticos da Grano, com água chegando a três metros de altura, o que resultou na interrupção do sistema de refrigeração por mais de 25 dias, prejudicando o estoque de vegetais como brócolis, ervilha, couve-flor e batata.

O crédito será utilizado para cobrir despesas de capital de giro, principalmente para a reposição dos produtos perdidos e do estoque, incluindo mudas de brócolis na colheita. Wilrobson Bassiano, diretor financeiro da Grano, destacou a importância do apoio: “O custo reduzido do capital viabiliza o aumento da produção e a continuidade das operações em um cenário desafiador no país.” A Grano também se beneficia de seu modelo de produção, que envolve a agricultura familiar, o que contribui para a geração de emprego e renda na região.

A ação integra o programa BNDES Emergencial para o Rio Grande do Sul, que visa mitigar os impactos climáticos e ajudar na recuperação econômica do estado. Já foram aprovados R$ 17,5 bilhões para capital de giro de empresas gaúchas e outros R$ 4,22 bilhões em garantias. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou a importância da iniciativa para a economia local e a união entre indústria e agricultura.

 





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Nova fase de reconstrução do RS terá R$ 6,5 bilhões e 5 ações prioritárias


Os governos federal e do Rio Grande do Sul realizaram nesta terça-feira (28), em Porto Alegre, a primeira reunião do Conselho de Monitoramento das Ações e Obras para Reconstrução do estado, devastado por chuvas no mês de maio do ano passado. Fazem parte do conselho representantes das duas esferas do poder público.

Durante o encontro, o ministro da Casa Civil da Presidência da República, Rui Costa, anunciou a nova fase de apoio do governo federal ao Rio Grande do Sul, com obras estruturantes para aumentar a capacidade de adaptação climática do estado para enfrentar chuvas e recuperar estruturas destruídas pelas cheias de 2024.

As ações serão realizadas por meio do Novo PAC, programa de investimentos coordenado pelo governo federal, que pretende garantir mais segurança e qualidade de vida para a população gaúcha.

Os sistemas de proteção de cheias serão construídos com recursos da União que compõem o Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos. As obras serão executadas pelo governo do estado, em parceria com os municípios envolvidos. O fundo no valor de R$ 6,5 bilhões será administrado pela Caixa Econômica Federal.

Entre os empreendimentos listados como prioritários pela Casa Civil estão:

  1. Construção de diques para controlar a água de rios e lagos e evitar inundações nos municípios de Porto Alegre, Alvorada, Gravataí, Viamão e Cachoeirinha;
  2. Estação de bombeamento de águas pluviais em Eldorado do Sul;
  3. Sistema de dique com elevação e proteção em Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Nova Santa Rita, Rolante, Novo Hamburgo, Campo Bom, São Leopoldo, Igrejinha e Três Coroas;
  4. Casa de bombas em São Leopoldo;
  5. Melhorias nos sistemas de proteção com galerias de águas pluviais, canais fechados, estação de bombeamento de águas pluviais e canais abertos, beneficiando toda a região metropolitana de Porto Alegre.

“Essas grandes obras têm recursos garantidos. Uma vez licitada, a obra não terá risco de descontinuidade por ausência de recurso”, garantiu o ministro Rui Costa.

Na opinião do governador Eduardo Leite, a reunião do conselho para interação e compatibilização de projetos e programas para reconstrução do estado demonstra o esforço de coordenação federativa. “As instâncias municipal, do Estado, e da União precisam dialogar permanentemente e construir conjuntamente as soluções.”

Indenizações aos afetados

Reunião do Conselho de Monitoramento das Ações e Obras para Reconstrução do Rio Grande do SulReunião do Conselho de Monitoramento das Ações e Obras para Reconstrução do Rio Grande do Sul
Foto: Wagner Lopes/CC

Sobre os valores das indenizações aos cidadãos que têm imóveis comerciais ou residenciais em áreas que receberão grandes obras estruturantes, Rui Costa negou que o teto para estes valores será o do programa federal Minha Casa, Minha Vida.

“Todas as indenizações das desapropriações necessárias serão conforme a norma legal: por avaliação do local”, afirmou o ministro.

Maior tragédia climática

O chefe da Casa Civil classificou as fortes chuvas que atingiram o estado em abril e maio do ano passado como a maior tragédia climática da história do país.

As inundações provocaram a morte de 183 pessoas e deixaram 27 desaparecidas, de acordo com balanço da Defesa Civil do Rio Grande do Sul.

À época, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu oficialmente o estado de emergência em 323 municípios e o estado de calamidade pública em 95.



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Medidas artificiais não vão reduzir preços dos alimentos, diz ex-ministro da Agricultura



O governo federal tem aventado possibilidades para frear a alta dos alimentos, como a redução da taxa de importação, reuniões com o setor de supermercados e investimento em infraestrutura logística.

Uma ala do PT, inclusive, defende o aumento de taxas de exportação na tentativa de reter produtos no mercado interno, ideia criticada pelo agro e que, de acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, não tem chances de prosperar.

Para o ex-ministro da Agricultura Francisco Turra, que ficou no cargo por 15 meses durante o governo Fernando Henrique Cardoso e encarou uma inflação em níveis inimagináveis hoje em dia, de 3.000% ao ano, não se deve solucionar a alta inflacionária dos alimentos com medidas artificiais.

Para ele, embora aportes em estradas que conectam os grandes centros produtores para melhorar o escoamento sejam vistas com bons olhos, não têm como solucionar o problema no curto-prazo.

“No entanto, outras medidas são inúteis e inócuas, como querer taxar a exportação. Isso nunca deu certo. O Brasil tem que ser competitivo. Não é por acaso que abrimos tantos mercados, ou seja, somos um país competente e competitivo. A Lei Kandir [que isenta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a exportação de produtos primários] nos salvou até hoje e tem de continuar”, diz.

Segundo Turra, aliviar impostos sobre importações é outra medida “absurda”. “[Fazendo isso], você vai acabar ajudando produtores de outros países. O produtor se estimula a produzir mais quando ele ganha, quando tem preços bons, então se há nesse ano uma carência de um produto, se esse produto vem a ter um preço melhor, é o melhor estímulo para logo logo equalizar, para ficar efetivamente bom para o produtor e também para o consumidor; é a lei da oferta e da procura”.

Na opinião do ex-ministro, medidas artificiais não vão prosperar e tendem a piorar o cenário de alta dos alimentos tanto para o produtor como para o consumidor.

Segundo ele, incentivar o produtor a produzir mais e não comprometer a rentabilidade dele é a melhor solução. Porém, para isso, o seguro agrícola é essencial, visto que muitos produtores afetados por eventos climáticos catastróficos, como as enchentes do Rio Grande do Sul, não voltaram a produzir porque não se sentem resguardados.



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Preços do boi gordo caem no Norte e avanaçam em MT; veja cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com tentativas de compra em preços mais baixos nesta terça-feira (28), movimento mais destacado na Região Norte, além de em Goiás.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, em Mato Grosso o mercado flui de maneira oposta, com negócios concretizados acima da referência média.

“A entrada dos salários na economia durante a primeira quinzena do próximo mês é uma variável importante a ser considerada, podendo ampliar a necessidade de compra das indústrias e resultar na elevação dos preços da arroba”.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 332,08
  • Goiás: R$ 316,43
  • Minas Gerais: R$ 320,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,75
  • Mato Grosso: R$ 320,00

Mercado atacadista

O mercado atacadista volta a se deparar com acomodação de seus preços para a carne bovina. Conforme Iglesias, há expectativa em torno da entrada dos salários na economia durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Mesmo assim precisa ser mencionado o perfil de consumo traçado para o primeiro bimestre, o que pode dificultar altas mais consistentes dos cortes do traseiro bovino. Nessa época do ano a preferência de boa parte da população recai sobre proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e do ovo”, pontuou o analista

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 por quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 18,00 por quilo. O quarto dianteiro segue cotado a R$ 18,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,74%, sendo negociado a R$ 5,8681 para venda e a R$ 5,8661 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8567 e a máxima de R$ 5,9202.



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Saiba as cotações da soja em dia de queda do dólar



Esta terça-feira (28) foi de lentidão no mercado brasileiro de soja. Durante o dia, foram observadas oportunidades de negócios com pagamento até 31 de janeiro, uma chance pontual, mas com preços mais altos. De fevereiro em diante, as cotações são mais baixas. A queda do dólar e o encarecimento dos fretes contribuem para o quadro. No geral, as cotações estiveram mistas no Brasil na sessão.

O presidente da Emater/RS concedeu entrevista à Safras TV. Ele disse que o impacto da estiagem sobre a oleaginosa ainda não é tão significativo ao ponto estadual. A situação, no entanto, requer atenção, pois algumas regiões estão muito castigadas, enquanto outras apresentam bons resultados. A entrevista completa está no canal de Safras & Mercado no YouTube.

Preços da soja

  • Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp
    • Passo Fundo (RS) caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
    • Região das Missões (RS) caiu de R$ 136,00 para R$ 134,00
    • Porto de Rio Grande (RS) caiu de R$ 140,00 para R$ 138,00
    • Cascavel (PR) caiu de R$ 125,00 para R$ 122,00
    • Porto de Paranaguá (PR) caiu de R$ 132,50 para R$ 131,00
    • Rondonópolis (MT) caiu de R$ 115,50 para R$ 113,00
    • Dourados (MS) caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00
    • Rio Verde (GO) caiu de R$ 118,00 para R$ 117,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços entre estáveis e levemente mais altos. O dia foi de volatilidade e tentativa de recuperação com base em fatores técnicos.

Os agentes também buscam posicionar suas carteiras, avaliando os movimentos do novo governo Trump sobre tarifas comerciais. As atenções seguem voltadas para a América do Sul. As projeções indicam retorno das chuvas para a Argentina nos próximos dias, o que poderia evitar perdas mais consistentes de produtividade.

No Brasil, as condições ainda indicam uma ampla safra, em torno de 170 milhões de toneladas. A soja em grão com entrega em março ficou estável a US$ 10,45 por bushel, enquanto a posição maio aumentou para US$ 10,59 1/2 por bushel (alta de 1,00 centavo ou 0,09%). No farelo, a posição março aumentou para US$ 301,60 por tonelada (alta de US$ 0,80 ou 0,26%) e no óleo, os contratos com vencimento em março subiram para 45,13 centavos de dólar (alta de 0,13 centavo ou 0,28%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,74%, negociado a R$ 5,8681 para venda e a R$ 5,8661 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8567 e a máxima de R$ 5,9202.



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Chuva acima de 150 mm e calor predominam



Calor e instabilidade definem clima na última semana de janeiro




Foto: Divulgação

Entre os dias 27 de janeiro e 3 de fevereiro de 2025, o clima no país será caracterizado por chuvas intensas em diversas regiões e temperaturas elevadas, conforme aponta o modelo COSMO do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Precipitação: distribuição desigual pelo território

  • Norte: Pancadas de chuva influenciadas pelo calor e umidade devem resultar em acumulados acima de 50 mm, com volumes que podem ultrapassar 80 mm em pontos específicos, como o norte do Amazonas e o Amapá. Áreas de Roraima e noroeste do Pará terão volumes menores, abaixo de 20 mm.
  • Nordeste: Chuvas mais intensas no centro-oeste da região, incluindo Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, com acumulados superiores a 50 mm. No litoral leste, volumes serão inferiores a 20 mm, enquanto no centro-leste da Bahia e interior de outros estados, os acumulados ficarão abaixo de 10 mm.
  • Centro-Oeste: Instabilidades trarão chuvas generalizadas, com volumes entre 30 e 60 mm. Pontos isolados em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul poderão registrar acumulados acima de 150 mm.
  • Sudeste: Precipitações acima de 50 mm em São Paulo, sul de Minas Gerais e centro-sul do Rio de Janeiro. Pontos isolados podem ultrapassar 150 mm. Espírito Santo e nordeste de Minas Gerais terão volumes abaixo de 10 mm.
  • Sul: Chuvas intensas, com volumes acima de 50 mm na maior parte da região. Pontos do oeste do Paraná e norte do Rio Grande do Sul podem registrar acumulados superiores a 80 mm, enquanto o extremo sul gaúcho terá chuvas inferiores a 20 mm.


Temperaturas: calor predomina no país

Norte e Nordeste: Máximas variam entre 26°C e 36°C, podendo ultrapassar 38°C no interior do Nordeste.

Centro-Oeste: Temperaturas de 28°C a 36°C, com tendência de queda em Goiás e Mato Grosso para até 24°C.

Sudeste e Sul: Máximas entre 22°C e 34°C, com mínimas de 18°C a 26°C.

No dia 1º de fevereiro, o calor será mais intenso no Nordeste e Norte, com temperaturas acima de 38°C. Já o Centro-Oeste registrará máximas de até 38°C, especialmente no Mato Grosso do Sul.

As mínimas variarão entre 16°C e 26°C, com destaque para o Sul, Sudeste e áreas serranas que terão temperaturas mais amenas.

 





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Brasil abre novos mercados agrícolas nos Estados Unidos e no México



O Brasil acaba de receber autorizações de Estados Unidos e México para a exportação de novos produtos agrícolas.

No caso mexicano, a abertura de mercado é para ovo em pó e ovo granulado, destinados ao consumo animal.

Em 2024, o país da América do Norte importou mais de US$ 2,9 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para os setores de proteína animal, complexo soja, produtos florestais e café.

Já para os Estados Unidos, a autorização é para o embarque de fruto seco de macadâmia, farelo de mandioca e fibra de coco do Brasil, sem a necessidade de certificação fitossanitária.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 12 bilhões em produtos agropecuários para os Estados Unidos. Entre os setores que mais contribuíram para essas esses números estão café, bebidas, produtos florestais, produtos de cacau e carnes.

“A abertura para os novos produtos deverá beneficiar, especialmente, pequenos e médios produtores brasileiros, que poderão acessar mercado de alto valor agregado”, diz o mapa, em nota.

Com esses anúncios, o Brasil alcança 13 aberturas de mercado em 2025, totalizando 313 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023.



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Rio Grande do Sul recebe mais 45 máquinas agrícolas do Mapa



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou a entrega de mais 45 novas máquinas agrícolas para beneficiar 38 municípios gaúchos nesta segunda-feira (27).

Os equipamentos foram adquiridos com recursos oriundos de emendas parlamentares da bancada federal da região, liberados pelo Mapa. Ao todo, foram:

  • 5 motoniveladoras;
  • 3 retroescavadeiras 79 HP;
  • 7 retroescavadeiras 85 HP;
  • 12 tratores agrícolas 70 CV; e
  • 18 tratores agrícolas 75 CV

Em 2024, o Mapa já havia realizado outras três entregas no estado, que totalizaram 92 equipamentos. Agora, ao todo, foram disponibilizadas 137 máquinas agrícolas, atendendo 120 municípios gaúchos.

De acordo com o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos, Samoel Barros, presente no momento da ação, a previsão inicial era a de entregar 118 máquinas agrícolas com o recurso do exercício de 2024, mas o número foi excedido, sendo que mais estão previstas para serem enviadas ao estado em fevereiro.

Máquinas exclusivas para os produtores

As máquinas devem ser utilizadas, exclusivamente, para atender o produtor rural e as estradas rurais, conforme comunicado do Mapa.

“A expectativa é de que os equipamentos tragam resultados positivos, com aumento da produção, redução de custos, qualidade de vida dos produtores e para economia local”, diz a pasta, em nota.

Segundo o superintendente de Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul, José Cléber, essa foi mais uma entrega importante para a reconstrução do estado.

“Essa é a quarta entrega que estamos realizando para atender as necessidades do estado e isso se deve a muito trabalho da equipe do Mapa e da confiança da bancada em aportar mais de R$ 40 milhões para essa finalidade”, disse.



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Obras de transporte não reduzem preços imediatamente, mas evitam altas futuras, diz especialista em logística



O governo federal aposta em uma força-tarefa com aproximadamente 60 obras para mitigar os problemas do escoamento de grãos no país, incluindo pavimentação de rodovias e concessões ferroviárias. A ideia é que isso possa ter um impacto na redução no preços dos alimentos. Para o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso, Edeon Vaz, o investimento em infraestrutura tem resultados apenas em médio e longo prazos. “Obras rodoviárias e ferroviárias não reduzem os preços imediatamente, mas evitam que aumentem no futuro”, disse.

A dependência do transporte rodoviário também agrava a volatilidade nos custos de frete. “Se há muita carga e poucos caminhões, o preço do frete sobe, e vice-versa. É a lei do mercado”, afirmou Vaz.

O diretor reforçou que a alta dos custos no início da safra é comum e que intervenções, como redução de impostos sobre o diesel e insumos, poderiam ter impacto mais imediato nos preços.

Obras paralisadas e entraves ambientais

Vaz criticou a lentidão na execução de obras essenciais devido a questões como o licenciamento ambiental. “Em Mato Grosso, a BR-242, que conecta Santiago do Norte a Querência, está há 15 anos em processo de pavimentação. O licenciamento ambiental é o nosso grande calcanhar de Aquiles”, afirmou.

Segundo ele, a solução exige vontade política e respeito ao Código Florestal, que já é um dos mais restritivos do mundo.

Vaz destacou que a infraestrutura brasileira sempre esteve defasada em relação à expansão agrícola. “Os produtores desbravaram o Cerrado e começaram a produzir antes que a infraestrutura chegasse. Ainda hoje, rodovias estruturantes não acompanham o ritmo do agronegócio”, disse.

O escoamento de grãos em Mato Grosso, por exemplo, maior estado produtor do Brasil, enfrenta desafios históricos, agravados pelo início da colheita da safra 2024/2025. Segundo Vaz, as dificuldades refletem a disparidade entre o crescimento do agronegócio e a evolução da infraestrutura de transporte no país.

Soluções e perspectivas

Para Vaz, a logística no Brasil só será efetivamente resolvida com políticas de longo prazo, maior eficiência na execução de projetos e um debate realista sobre licenciamento ambiental.

No curto prazo, ele sugere medidas como desoneração de impostos sobre combustíveis e componentes essenciais para reduzir custos logísticos.



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Oferta de carne bovina deve cair 4,9% em 2025 e pressionar preços no Brasil



Com a reversão do ciclo pecuário, a produção de carne bovina no Brasil deve enfrentar uma queda significativa em 2025. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção de 10,37 milhões de toneladas, volume 4,9% menor em comparação ao ano passado. O recuo está ligado à retenção de vacas reprodutoras, estratégia adotada pelos criadores.

Impacto na inflação

Embora as carnes tenham representado 10,76% do índice geral da inflação em 2024, os preços registraram queda no início deste ano. Entretanto, o analista sênior da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, alerta que as carnes seguirão pressionando os índices inflacionários ao longo de 2025.

“Muito provavelmente, nós teremos preços mais altos ao longo de toda a cadeia pecuária. A arroba do boi gordo já começou o ano mais valorizada em comparação ao ano passado. Essa dinâmica de preços mais elevados deve se manter durante toda a temporada, chegando ao consumidor final nos supermercados”, destacou Iglesias durante o telejornal Mercado & Companhia.

Menor oferta doméstica e substituição de proteínas

Iglesias prevê que o Brasil continuará exportando grandes volumes de carne bovina, o que resultará em uma redução na oferta doméstica. Isso deverá levar parte da população a migrar para proteínas alternativas, como frango, embutidos e cortes suínos, para atender às necessidades diárias.

Apesar dos desafios no setor, o analista acredita que ajustes fiscais e uma redução na carga tributária podem contribuir para amenizar os impactos no preço das carnes, diminuindo a pressão sobre o consumidor final.



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