segunda-feira, julho 6, 2026

Agro

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Brasil começa a exportar ração para cães e gatos e penas de aves para países asiáticos



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta quarta-feira (29) a abertura de dois novos mercados para a exportação de novos produtos agropecuários do Brasil.

O primeiro deles é para o embarque de penas de aves para a Coreia do Sul. O produto tem diversos usos industriais, como na fabricação de almofadas, travesseiros, roupas de cama e estofados, além de ser utilizado como matéria-prima em produtos de isolamento térmico e acústico.

Em 2024, o Ministério informa que o Brasil vendeu US$ 2,9 bilhões em produtos agropecuários aos sul-coreanos.

Já a segunda abertura de mercado é para a exportação de alimentos para cães e gatos contendo ingredientes de origem animal (pet food) ao Vietnã.

“No ano passado, o Brasil exportou a esse destino US$ 3,9 bilhões em produtos do agronegócio”, diz a pasta, em nota.

Segundo o Mapa, essas negociações buscam diversificar a pauta de exportação e consolidar o relacionamento comercial do Brasil com diferentes parceiros.

“Para os países importadores, a abertura de mercados com o Brasil oferece vantagens, como o acesso a produtos de alta qualidade e com certificação internacional, fortalecendo cadeias de suprimento e contribuindo para o desenvolvimento econômico e a segurança alimentar”, diz a pasta.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 15 aberturas de mercado em 2025, totalizando 315 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023.



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Açúcar sobe nas bolsas internacionais


Segundo a União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros de açúcar iniciaram a semana em alta nas principais bolsas internacionais nesta segunda-feira (27). Na bolsa de Nova York (ICE), o açúcar bruto registrou um avanço de 0,79%, atingindo a maior cotação em duas semanas e meia. Já na ICE Futures Europe, de Londres, o açúcar branco apresentou valorização de 1,77%.

O lote março/25 da ICE de Nova York foi negociado a 19,17 centavos de dólar por libra-peso, um aumento de 15 pontos em relação à sexta-feira. O contrato de maio/25 subiu 12 pontos, fechando em 17,74 cts/lb. Outros vencimentos tiveram alta entre 5 e 12 pontos.

Em Londres, o contrato com vencimento em março/25 foi cotado a US$ 507,00 a tonelada, uma alta de US$ 8,80 em relação à sessão anterior. A tela maio/25 subiu US$ 6,30, encerrando a US$ 497,80 a tonelada. Outros contratos subiram entre US$ 2,20 e US$ 4,90.

No mercado interno, os preços do açúcar cristal recuaram. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 150,72, queda de 1,88% em relação aos R$ 153,60 registrados na última sexta-feira. Com isso, o déficit acumulado do indicador no mês chegou a 6,54%.

No caso do etanol hidratado, o biocombustível também registrou desvalorização após dois dias de alta. De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o preço médio caiu 0,70%, passando de R$ 2.927,50/m³ para R$ 2.907,00/m³.





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Governo estuda baixar juros do Plano Safra para reduzir preço dos alimentos



O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, afirmou nesta quarta-feira (29) que a pasta estuda implementar taxas de juros diferenciadas para o Plano Safra de 2025, de acordo com informações da agência Reuters.

O objetivo da pasta é impulsionar a produção, principalmente de insumos considerados mais importantes e, assim, reduzir os preços pagos pelo consumidor, uma das bandeiras prioritárias do presidente Lula em 2025 e que vem sendo alvo de críticas constantes pela oposição.

“Nós vamos fazer, por exemplo, direcionamentos de taxas de juros. Já que nós não temos um orçamento que pode ter taxas de juros muito atrativas para todo o Plano Safra em virtude da Selic tão alta, vamos ver o que é importante, arroz, feijão, hortifrutis, ser mais estimulados”, disse em entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda, após reunião com o chefe da pasta, Fernando Haddad.

Questionado se a taxa diferenciada seria uma inovação da pasta dele, Fávaro afirmou que a diferenciação dos juros deve ser feita por meio de alguma medida que já existe no Ministério de Desenvolvimento Agrário para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Contudo, o ministro destacou que a proposta ainda está em análise “incipiente”.

Letras de Crédito do Agronegócio

Conforme a Reuters, entre outras medidas que o Ministério da Agricultura estuda para o financiamento da agropecuária, Fávaro citou a possibilidade de ampliar a ação das Letras de Crédito do Agronegócio.

O ministro afirmou que se reunirá novamente com a Fazenda e com representantes do MDA e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na quinta-feira (30) para discutir mais propostas, mas, indagado sobre possíveis reduções nas tarifas de importações para baixar os preços de alimentos, ele destacou que não estão em análises medidas heterodoxas ou qualquer tipo de “pirotecnia”.

“Não é uma medida para importar alimentos, para afrontar o pecuário brasileiro de jeito nenhum”, disse. “Uma medida pontual, que eventualmente, se tiver necessidade, sem afetar a produção interna e se tiver alguma coisa que lá fora está um pouco mais competitiva, pode ser estudada. Mas é com muita tranquilidade, com muita equilíbrio que estamos estudando, sem pirotecnia.”



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parceria entre Canal Rural e Grupo MF Rural realizará leilões virtuais



Leilão de máquinas agrícolas seminovas de qualidade e reconhecida procedência. É o que a parceria entre o Canal Rural e o Grupo MF Rural oferece aos produtores rurais e empresários do agronegócio brasileiro.

O Canal Máquinas, programa transmitido diariamente na grade do Canal Rural, do youtube da MF Leilões, no Lance Rural e no Canal do Criador (veja programação abaixo), leva ao público máquinas seminovas e modernas.

O próximo leilão será realizado nesta sexta-feira (31), às 16h30, e conta com 30 lotes. Entre as ofertas, uma colheitadeira John Deere modelo CA S430 + PC 622F, ano 2017, com 450,3 horas trabalhadas, cujo lance é de R$ 640 mil (até a publicação desta matéria).

Outro destaque é um pulverizador da Jacto modelo 2030, com barra de 30 metros, ano 2018, horímetro de 4.100 horas. Para este, foi feito um lance de R$ 530 mil, até o momento.

Confira todos os lotes no site da MF Leilões.

Os leilões de máquinas da nova parceria entre Canal Rural e MF Leilões contam com a mais moderna e robusta tecnologia para que os pecuaristas, agricultores e empresários possam adquirir máquinas agrícolas de diversas categorias.

O CEO da MF Leilões, Roberto Lucas, destaca que um dos diferenciais do sistema é o delay zero, ou seja, quando o interessado faz a oferta, ela é computada em tempo real, sem atrasos. Assim, não há risco de perda da máquina desejada em caso de lance feito em cima da hora.

Detalhadamente, lances oferecidos nos últimos 3 minutos para o encerramento do shopping implicam na prorrogação de mais 3 minutos para novos lances, e assim sucessivamente enquanto houver novas propostas.

“Não é um leilão em que o leiloeiro fica leiloando lote a lote, como os de gado. Todos os lotes são ofertados em tempo real, então é preciso ficar atento à máquina desejada. Os pré-lances podem ser dados até o dia do leilão, sendo que quem participa deles conta com um benefício exclusivo oferecido pelos vendedores”, detalha.

A vantagem a que o executivo se refere é o desconto de 2% na comissão de compra ao vendedor, ou seja, quem faz o lance no período de pré-leilão para apenas 3% de gratificação a quem ofereceu a máquina.

Além disso, os compradores têm à disposição um período de 15 dias de pré-lance, no qual podem se cadastrar no site da MF Leilões, acessar vídeos e fotos dos produtos disponíveis e oferecer seus lances antes do leilão principal.

O MF Leilões, do Grupo MF Rural, atua há 15 anos no mercado de leilões atendendo a todo o Brasil.

Lucas salienta que o Canal Máquinas realizará parcerias com diversas empresas em todo o Brasil para garantir a procedência dos produtos, oferecendo máquinas seminovas em perfeitas condições de uso, prontas para a realização das operações necessárias na propriedade.

O próximo leilão será realizado em 14 de fevereiro e os pré-lances passam a valer após o primeiro certame, da próxima sexta-feira (31).

Horários de exibição do Canal Máquinas:

  • 08:00 – Canal Rural, Lance Rural e MF Leilões
  • 11:30 – Canal do Criador, Lance Rural e MF Leilões
  • 16:35 – Canal Rural, Lance Rural e MF Leilões



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Milho registra alta na CME e segue influenciado por fatores globais



Estiagem na Argentina pressiona preço do milho na CME




Foto: Canva

De acordo com o boletim semanal divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (27), o preço do milho no contrato julho/25 da Chicago Mercantile Exchange (CME) alcançou a média de US$ 4,97/bushel na semana encerrada em 24 de janeiro. O valor representa uma alta de 1,38% no comparativo semanal, impulsionada por fatores como o aumento do consumo de E-15 nos Estados Unidos e a sustentação nos preços de outros grãos.

Além disso, os preços foram fortalecidos pelos dados de Oferta e Demanda (O&D) divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 12 de janeiro. No comparativo anual, o preço médio do milho entre 20 e 24 de janeiro registrou crescimento de 1,66% em relação ao mesmo período de 2024, refletindo expectativas de queda na produção global para a safra 2024/25.

Outro ponto de atenção é a produção sul-americana, que pode influenciar diretamente as cotações futuras na bolsa de Chicago. A estiagem na Argentina e no sul do Brasil gera incertezas quanto ao desempenho da safra. No Brasil, as chuvas intensas no norte têm dificultado a colheita da soja, atrasando também os trabalhos de campo relacionados ao milho, o que pode impactar a oferta.





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Mesmo sem previsão no orçamento, verba para o Censo Agropecuário está garantida



O Ministério do Planejamento e Orçamento (MPOR) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informam ter garantidas as verbas para a realização do próximo Censo Agropecuário. Em nota conjunta, os dois órgãos também informaram que a criação da Fundação IBGE+ fica temporariamente suspensa.

A verba para formulação do censo – que envolve treinamento, contratação de profissionais, entre outros – será garantida por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA). O levantamento é um dos mais relevantes do Instituto.

O Orçamento está em tramitação no Congresso e não estava previsto na peça de recursos do governo para a realização da pesquisa.

Crise

Sobre o cancelamento da criação da Fundação IBGE +, que desatou uma crise entre o presidente do instituto, Marcio Pochmann, e os servidores – os órgãos afirmaram que estão sendo mapeados modelos alternativos em diálogo com o Congresso Nacional. A proposta visava a ampliação das fontes de recursos para o IBGE com foco no desenvolvimento da instituição.

Para muitos servidores, a fundação representava uma espécie de IBGE paralelo e disseram que não foram ouvidos pela presidência para confecção do projeto.

O IBGE é um instituto vinculado ao MPOR, pasta que é comandada pela ministra Simone Tebet.

Reconhecimento

A nota também acrescenta que o IBGE foi reconhecido como Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT) e elaborará uma Política de Inovação, instituindo um comitê próprio, composto por servidores, conforme a Lei de Inovação para ICTs.

Leia na íntegra o comunicado:

“O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é um órgão basilar na geração e na análise de dados referentes ao Brasil, produzindo informações que atendem a diversos setores governamentais e da sociedade civil. O Instituto tem autonomia administrativa e é vinculado à estrutura do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), com quem mantém um constante e produtivo diálogo. Por essa razão, o MPO e o IBGE informam a decisão tomada de forma conjunta:

  1. O MPO dará apoio ao IBGE, por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA), para a formulação do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, uma das pesquisas mais relevantes do Instituto, em recursos para 2025 (cronograma que envolve treinamento, contratação, entre outros).
  2. Resolvem, em comum acordo, suspender temporariamente a iniciativa da Fundação de Apoio à Inovação Científica e Tecnológica do IBGE (IBGE+), proposta apoiada pelo MPO, para o desenvolvimento institucional e a ampliação das fontes de recursos para o IBGE. Frente a esse desafio, estão sendo mapeados modelos alternativos que podem ensejar alterações legislativas, o que requererá um diálogo franco e aberto com o Congresso Nacional. Desta forma, o MPO e o IBGE esclarecem que qualquer decisão que oportunamente for tomada seguirá o debate no IBGE e com o Executivo e o Legislativo.

Ainda no sentido de aperfeiçoamento institucional, cabe acrescentar que IBGE foi reconhecido como Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT) e, como tal, elaborará sua Política de Inovação, obrigatória pela Lei de Inovação para ICTs. Para isso, foi instituído um comitê próprio, composto por servidores de todas as diretorias e membros das superintendências.”



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Após prejuízo para soja, entidades cobram melhorias logísticas



O excesso de chuvas no extremo norte de Mato Grosso tem causado grandes transtornos para os produtores rurais da região. Além de perdas na qualidade da soja, a infraestrutura rodoviária, em especial a MT 322, principal via de escoamento da produção agrícola local, também sofre com os efeitos da alta concentração de água. Isso tem impactado o escoamento da safra, levando a um cenário de dificuldades para produtores, empresários, motoristas e até mesmo lideranças indígenas, que exigem melhorias urgentes.

Em algumas áreas, mais de 30% da soja já está pronta para a colheita, mas com sérios danos causados pela umidade excessiva. Os talhões estão ultrapassando o ponto ideal de colheita, e as dificuldades aumentam com a constante oferta de chuvas, que dificultam os trabalhos no campo. Mesmo com esforços para minimizar os danos, a produtividade e a rentabilidade da safra estão sendo gravemente afetadas.

Além disso, a situação é ainda mais crítica para as áreas que não têm a soja pronta para a colheita, pois o acúmulo de chuvas tem impedido a entrada das máquinas nas lavouras. Muitos produtores temem que a produção seja comprometida de forma irreversível. Mesmo com armazéns disponíveis, a capacidade de estocagem é insuficiente para o volume de grãos, o que leva a problemas no armazenamento e compromete ainda mais a qualidade.

A infraestrutura da MT 322 também tem sido alvo de críticas. Trechos não pavimentados da estrada estão se tornando intransitáveis, o que tem gerado grandes dificuldades para o transporte de mercadorias e animais. Os motoristas enfrentam longos períodos para percorrer distâncias curtas, com veículos danificados e atraso nas entregas, resultando em prejuízos significativos tanto para os produtores quanto para a indústria.

A pavimentação de um trecho de 124 km da MT 322, que liga os municípios de Peixoto de Azevedo e São José do Xingu, é uma das principais demandas da região. A obra aguarda a liberação do licenciamento ambiental por parte do Ibama, o que tem retardado o andamento da pavimentação. As lideranças locais solicitam apoio do governo para agilizar a liberação do projeto, considerando a situação emergencial da estrada.



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Produtor é condenado por abandonar búfalas em SP; 133 morreram



Um produtor rural de Brotas, no interior de São Paulo, foi condenado a quatro anos e sete meses de prisão, inicialmente em regime semiaberto, além do pagamento de multa, por abandono e maus-tratos a centenas de búfalas, cavalos e pôneis. O crime, conhecido como ‘Búfalas de Brotas’, foi descoberto em novembro de 2021 e denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). O caso se enquadra na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98).

Segundo o MPSP, o fazendeiro encerrou a produção de laticínios em 2021 e confinou os animais em áreas sem água, pasto ou qualquer alimento, visando liberar espaço para o plantio de soja e reduzir custos. As búfalas ficaram cerca de 40 dias em intenso sofrimento, resultando na morte de pelo menos 133 animais e no adoecimento de muitos outros.

O nome do fazendeiro e da propriedade não foram divulgados, e o valor da multa aplicada também não foi informado. Em dezembro de 2023, o MPSP iniciou o resgate dos animais sobreviventes.



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SC projeta alta de 49,8% na produção de tabaco em 2024/25


De acordo com os dados da edição de janeiro do Boletim Agropecuário produzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) divulgado pelo Observatório Agro Catarinense, a produção de tabaco foi marcada por desafios climáticos em Santa Catarina na safra 2023/24. O estado produziu 158 mil toneladas, representando 29,6% da produção da Região Sul do Brasil, em uma área de 86 mil hectares. A produtividade média foi de 1.784 kg/ha, queda de 28,1% em relação à safra anterior, impactada por chuvas acima da média que prejudicaram o desenvolvimento, colheita e secagem do tabaco.

As variedades de tabaco apresentaram as seguintes produtividades: Virgínia (1.822 kg/ha, -27,5%), Burley (1.453 kg/ha, -33,9%) e Galpão Comum (1.232 kg/ha, -38,2%). A Microrregião de Canoinhas foi a maior produtora, contribuindo com 46,5% da produção estadual, seguida por Rio do Sul (13,3%) e Ituporanga (12,6%).

Apesar da queda na produção, os preços pagos aos fumicultores subiram significativamente. O preço médio do tabaco em 2023/24 foi de R$ 23,00 por quilo, aumento de 24,6% em relação ao ciclo anterior. A variedade Virgínia apresentou o maior preço médio, R$ 23,22 (+25,4%), enquanto Burley (R$ 20,33) e Comum (R$ 20,29) também registraram ganhos.

Entre 2020 e 2024, o preço médio do tabaco em Santa Catarina cresceu 2,6 vezes, refletindo a valorização da cultura. Para a safra 2024/25, projeta-se uma recuperação: a área plantada deve aumentar 11,8%, alcançando 94,2 mil hectares, com expectativa de crescimento de 49,8% na produção, atingindo 225 mil toneladas.

Entretanto, negociações sobre o preço do tabaco entre produtores e empresas fumageiras seguem sem acordo. Os debates consideram o custo de produção, que varia de 6,18% a 10,55% para a variedade Virgínia.





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Ibama identifica os responsáveis pela morte de uma onça-parda no PI



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou em R$ 20 mil cada um dos envolvidos na morte de uma onça-parda, ocorrida no dia 16 de dezembro de 2024, no município de Alto Longá, no Piauí. O crime, registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais, gerou grande repercussão

De acordo com o Ibama, a mulher que atirou no animal mora no Rio de Janeiro. A pessoa que filmou as cenas da morte da onça é irmã da responsável pelos tiros. O outro envolvido no crime é um senhor de 73 anos, pai das duas mulheres. Os agentes do Instituto conversaram por telefone com a responsável por atirar na onça.

Crime

Na gravação, a mulher atira com uma espingarda em uma onça-parda que estava no alto de uma árvore. Quando o animal cai no chão, quatro cachorros que acompanhavam a atiradora começam a atacar o animal, que tenta se defender, mas acaba morrendo.

Aos fiscais do Ibama, o pai das mulheres alegou que a arma usada para matar o felino era do filho dele. A espingarda foi levada pelos agentes, assim como os quatro cães. O Instituto levou os cachorros para um abrigo de adoção de animais domésticos.

Os três irão responder pelos crimes:

  • Praticar ato de abuso, ferindo uma onça-parda (Puma concolor) em atividade de caça irregular – R$ 3 mil;
  • Caçar uma onça-parda (Puma concolor), sem autorização do órgão ambiental competente – R$ 5 mil;
  • Praticar ato de maus-tratos a quatro cachorros utilizados na atividade de caça de onça – R$12 mil.

O Ibama informa que o caso será encaminhado ao Ministério Público para denúncia criminal.



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