segunda-feira, julho 6, 2026

Agro

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Governo alerta para riscos de contaminação no Rio Tocantins



O Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica com orientações para a população que vive próxima ao Rio Tocantins, onde a Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), desabou em dezembro de 2023, causando a morte de 14 pessoas; três ainda seguem desaparecidas.

Durante o colapso, caminhões transportando defensivos agrícolas e ácido sulfúrico caíram no rio. Embora não haja indícios de contaminação, o governo mantém o monitoramento da qualidade da água e recomenda precaução.

Risco ambiental e impacto na população

Segundo o ministério, os produtos químicos permanecem no leito do rio, representando potencial risco de vazamento. Uma contaminação da água poderia afetar a subsistência de comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas, além dos moradores da região.

Principais recomendações

O governo recomenda que, em caso de confirmação de contaminação, a população:

  • Evite contato com a água do Rio Tocantins
  • Não utilize a água para consumo ou lazer
  • Siga apenas informações de órgãos ambientais e sanitários
  • Busque atendimento médico em caso de exposição aos produtos químicos

Além disso, profissionais de saúde foram orientados a monitorar sintomas de intoxicação, como náuseas, tontura, irritação na pele e dificuldades respiratórias.

A equipe técnica do Ministério da Saúde segue acompanhando a situação, com reuniões semanais entre representantes dos estados do Tocantins e Maranhão para atualizar o cenário e definir novas ações de mitigação.



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SP reativa Câmara Setorial de Açúcar, Etanol e Bioenergia



A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo informou, em nota, que reativou a Câmara Setorial de Açúcar, Etanol e Bioenergia. Além disso, empossou como presidente do colegiado Bruno Garcia, que é representante da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) na câmara.

Segundo nota da pasta, a Câmara Setorial do segmento foi reativada após três anos, com um plano de ação que visa o avanço da cadeia produtiva de cana-de-açúcar em São Paulo.

O novo plano estratégico do colegiado inclui, entre outros itens, a reestruturação do Programa Etanol Mais Verde, “fundamental para promover práticas sustentáveis, prevenir incêndios e ampliar a regularização ambiental por meio de ferramentas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA)”, diz a secretaria na nota.

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A secretaria informou, além disso, que anunciou outras medidas para o setor sucroenergético, como procedimentos para licenciamento ambiental visando facilitar a geração de biogás e biometano nas propriedades agrícolas, a sanção do projeto de isenção de IPVA para veículos híbridos flex e a criação da Coordenadoria de Transição Energética.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil enfrenta desafios com falsificações de fertilizantes



“A entrada de novas empresas no mercado de fertilizantes é um grande desafio”



Entre as principais recomendações do especialista estão a demonstração de confiabilidade por meio de certificações
Entre as principais recomendações do especialista estão a demonstração de confiabilidade por meio de certificações – Foto: Canva

Segundo João Luiz Ricardo de Souza Filho, Associado no IEST Group, o aumento das importações de fertilizantes no Brasil tem gerado sérios problemas com falsificações e produtos de baixa qualidade. A procedência, a logística e o armazenamento são fatores cruciais que impactam a eficácia dos fertilizantes quando chegam ao campo, tornando essencial um maior controle e confiabilidade no setor.

“Por isso eu sempre digo, a entrada de novas empresas no mercado de fertilizantes é um grande desafio. Para evitar prejuízos, tanto para as empresas que importam quanto para o produtor rural”, comenta em seu perfil na rede social LinkedIn.

Entre as principais recomendações do especialista estão a demonstração de confiabilidade por meio de certificações, participação em eventos agrícolas e parcerias com produtores, permitindo que o mercado avalie o produto em ação. Além disso, preços muito abaixo do mercado e promessas de logística facilitada costumam gerar desconfiança, tornando a transparência fundamental nas negociações.

Outro aspecto essencial é o investimento no chamado pós-venda. Monitorar o desempenho dos fertilizantes no solo e acompanhar seus efeitos nas lavouras demonstra compromisso com a qualidade e fortalece a relação com os clientes. Um suporte técnico eficiente pode ser um diferencial competitivo e ajudar a consolidar a marca no mercado. “A qualidade do fertilizante impacta diretamente a produtividade e a rentabilidade do agricultor. Vale a pena o cuidado”, conclui ele, citando um caso em que observou a soja como exemplo.

 





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Gergelim brasileiro recebe aval para exportação à Coreia do Sul



Os governos da Coreia do Sul e da Guatemala autorizaram a exportação de novos produtos agropecuários do Brasil. Os sul-coreanos liberaram a exportação do gergelim brasileiro. A Coréia do Sul é um dos principais destinos para produtos agropecuários. Apenas em 2024, o país asiático importou mais de US$ 2,85 bilhões em produtos do agro, com destaque para os setores de cereais, carnes e oleaginosas.

Guatemala

A autoridade sanitária do país da América Central confirmou o cumprimento dos requisitos sanitários por parte dos exportadores brasileiros de gelatina e colágeno. “A abertura deste mercado reforça a parceria comercial entre os países, facilitando o acesso da indústria brasileira de insumos alimentícios e farmacêuticos ao mercado guatemalteco”, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

No ano passado, o Brasil exportou US$ 248,9 milhões em produtos agropecuários para a Guatemala, com destaque para os produtos florestais, cereais e oleaginosos.

O Mapa destaca que as novas parcerias são frutos da pasta em cooperação com o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Desde 2023, o agronegócio brasileiro conquistou 317 aberturas de mercado, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos e insumos agropecuários.



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Fortalecimento da Embrapa e reestruturação do Inmet são debatidos no governo



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck e conversaram sobre o aprimoramento da gestão, como a reestruturação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Durante o encontro também foi debatido o fortalecimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “É uma instituição crucial na produção de alimentos e que requer nosso contínuo apoio. Tenho plena confiança de que o Ministério da Gestão continuará sendo um grande parceiro do Ministério da Agricultura, trabalhando juntos para modernizar e otimizar a estrutura da máquina pública”, disse Fávaro.

A reunião serviu para realizar ajustes estratégicos no Ministério da Agricultura, visando garantir a eficiência e as entregas programadas para 2025. Umas das ideias é a inclusão do Inmet como secretaria destacou o ministro.

Em novembro de 2024, durante a comemoração dos 115 anos do Inmet, o ministro Fávaro lançou o novo Planejamento Estratégico para o período 2025-2031 do Instituto. O novo planejamento tem por objetivo três pontos principais:

  • A ampliação da utilização de dados meteorológicos na agropecuária e no suporte à tomada de decisão no campo;
  • A reformulação da comunicação dos produtos e serviços prestados pelo Inmet;
  • O fortalecimento da pesquisa aplicada e a inovação dos processos e serviços.

O planejamento foi elaborado com apoio técnico da Agência de Internacionalização e de Inovação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Aginova/UFMS).

Ainda está prevista a incorporação de 80 novos servidores, selecionados pelo Concurso Público Nacional Unificado (CNU), para renovar o quadro de servidores do Inmet e potencializar novas entregas.

No início de 2025, também foi publicada, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 752, que aprova a Política de Inovação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A medida tem como objetivo aumentar as oportunidades de coordenação e o alinhamento das ações do Instituto em relação à inovação, com foco na apropriação e desenvolvimento de novas tecnologias, produtos, processos e serviços meteorológicos, que atendam às necessidades do setor produtivo e da sociedade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Otimização das manobras na colheita de cana-de-açúcar




A pesquisa revelou que as melhorias nas manobras desses veículos resultaram em um aumento considerável na produtividade da colheita
A pesquisa revelou que as melhorias nas manobras desses veículos resultaram em um aumento considerável na produtividade da colheita – Foto: Divulgação

O Laboratório de Máquinas e Mecanização Agrícola (LAMMA) anunciou, no início de 2025, a publicação do artigo “Optimization of Auxiliary Vehicle Maneuvering in Mechanized Sugarcane Harvesting: Productivity and Sustainability” na revista científica AgriEngineering (2025, 7(2), 25). O estudo foi conduzido pelo Rouverson Silva Research Group, composto por uma equipe de especialistas, e focou na otimização das manobras de veículos auxiliares, como os vagões transbordo, durante a colheita mecanizada da cana-de-açúcar.

A pesquisa revelou que as melhorias nas manobras desses veículos resultaram em um aumento considerável na produtividade da colheita, ao mesmo tempo em que contribuíram para a redução da compactação do solo, um problema frequente em áreas com intensa movimentação de máquinas. O estudo também demonstrou que a adoção de técnicas otimizadas, especialmente em terrenos planos, proporcionou um retorno econômico mais favorável, aliado a um impacto ambiental reduzido. Esses resultados destacam a relevância de conciliar eficiência operacional com práticas sustentáveis no setor agrícola.

O trabalho foi assinado por Lígia Negri Corrêa, Adão Felipe dos Santos, Carlos Eduardo Angeli Furlani, Glauco de Souza Rolim, Igor Cristian de Oliveira Vieira, Breno dos Santos Silva, Frederico Luiz Siansi e Rouverson Pereira da Silva. A publicação está disponível na edição 7(2) de AgriEngineering de 2025 e representa um avanço significativo nas práticas de mecanização agrícola, com um impacto direto na produtividade e na sustentabilidade das operações de colheita de cana-de-açúcar.

 





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Produtores rurais têm acesso a curso gratuito sobre formalização da propriedade



Formalização da propriedade, gestão, associativismo e cooperativismo são os novos cursos gratuitos disponíveis pelas plataformas de WhatsApp e Telegram que o Sebrae está oferecendo a pequenos empreendedores rurais. 

O curso “Formalização da propriedade rural: por onde começar?” é uma iniciativa que visa facilitar o processo de regularização das propriedades, um passo importante para garantir acesso a benefícios, como programas de incentivo governamental e selos de qualidade. 

A nova modalidade de ensino remoto oferece flexibilidade, permitindo que os participantes possam estudar em qualquer horário e de acordo com a sua rotina.

Ao longo das aulas, os empreendedores aprenderão sobre os procedimentos para formalizar o CNPJ, quais são os principais documentos necessários e como esse processo pode gerar benefícios significativos para o negócio rural. 

O conteúdo é claro, direto e elaborado para que os participantes consigam aplicar os conhecimentos adquiridos na prática.

Além de auxiliar na formalização, o curso aborda temas relacionados à gestão rural, associativismo e cooperativismo, ferramentas importantes para o sucesso dos negócios rurais.

A regularização facilita o acesso a linhas de crédito mais vantajosas e abre portas para um mercado mais competitivo, possibilitando o crescimento e a sustentabilidade do negócio no longo prazo.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Como participar do curso gratuito

Para se inscrever no curso “Formalização da propriedade rural: por onde começar?”, o produtor precisa acessar o link disponibilizado pelo Sebrae e seguir as instruções. 

Para quem mora no estado da Bahia também têm à disposição o suporte do Sebrae em Teixeira de Freitas, localizado na Avenida Presidente Getúlio Vargas, 4155, Centro, ou através telefone (73) 3291-4333, para realizar um atendimento personalizado com a equipe técnica do Sebrae.



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AgroNewsPolítica & Agro

Adubação ajuda a controlar invasoras na pastagem



Existem três métodos principais para o controle das plantas invasoras



O primeiro passo no controle de invasoras é identificar as espécies presentes e avaliar o nível de infestação
O primeiro passo no controle de invasoras é identificar as espécies presentes e avaliar o nível de infestação – Foto: Divulgação

As plantas invasoras são um dos principais desafios para a manutenção de pastagens produtivas. Elas competem com as forrageiras por luz, água e nutrientes, reduzindo a capacidade de suporte da área e afetando o desempenho do rebanho. Para um controle eficiente, é essencial conhecer os fatores que influenciam a infestação e as melhores estratégias de manejo, conforme destaca Alvaro Luiz Loureiro Medeiros, Supervisor Regional de Vendas da TIMAC Agro Brasil.

O primeiro passo no controle de invasoras é identificar as espécies presentes e avaliar o nível de infestação. Algumas plantas exigem métodos específicos de manejo, e o histórico da pastagem pode indicar as causas do problema, como sobrepastejo, solo degradado ou ausência de manejo adequado. Esse diagnóstico inicial é crucial para determinar as melhores intervenções e evitar a proliferação das invasoras.

Existem três métodos principais para o controle das plantas invasoras: o químico, com o uso de herbicidas seletivos aplicados no momento adequado para máxima eficiência e segurança; o mecânico, que inclui práticas como roçadas e gradagens para reduzir a presença de invasoras, sendo geralmente uma medida complementar; e o cultural, que abrange o manejo correto da pastagem, como adubação, rotação de pastagens e introdução de forrageiras mais competitivas.

O controle de invasoras deve ser contínuo, com monitoramento regular para evitar novas infestações. Práticas como ajuste da lotação, manutenção da cobertura do solo e uso de sementes certificadas são fundamentais para a prevenção. Com a integração desses métodos, é possível garantir maior produtividade, reduzir custos e promover a saúde do sistema pecuário, contribuindo para um manejo sustentável das pastagens.

 





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Fed mantém juros, Copom aumenta e mercado cai; ouça análise


PODCAST Diário Econômico

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a alta da Selic para 13,25%, com nova elevação esperada em março.

O Fed manteve os juros e adotou tom cauteloso. Bolsas recuaram, o dólar fechou em R$ 5,86 e os juros futuros subiram. Hoje saem os dados do Caged e do IGP-M, com expectativa de alta de 0,24%.

Amanhã traremos a análise do PIB dos EUA.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Perspectiva para ano que se inicia é positiva, diz autoridade do Fed


Logotipo Reuters

Por Howard Schneider

BALTIMORE (Reuters) – A perspectiva para a economia dos Estados Unidos em 2025 é positiva, com mais chances de alta do que de baixa para o crescimento, apesar da incerteza sobre o impacto do comércio e de outras políticas que podem ser adotadas pelo novo governo Trump, disse o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, nesta sexta-feira.

“A forma como a incerteza da política econômica será resolvida será importante. Mas, com o que sabemos hoje, espero mais vantagens do que desvantagens em termos de crescimento”, disse Barkin em comentários à Associação de Bancários de Maryland, com potencialmente “mais risco do lado da inflação”, se, por exemplo, as contratações se fortalecerem.

Com empresas otimistas e consumidores ainda gastando, Barkin disse achar que o mercado de trabalho “está mais propenso a se voltar para a contratação do que para a demissão”.

Os mercados financeiros também parecem estar mais confiantes, com menos incertezas, um alinhamento com a perspectiva do Fed de um ritmo mais lento de cortes na taxa básica no próximo ano e uma aceitação de que os juros de longo prazo “provavelmente não cairão tanto quanto alguns esperavam”, disse Barkin, que não votará este ano na política de juros do Fed.

O Fed reduziu sua taxa de juros de referência em 0,25 ponto percentual na reunião de dezembro e reduziu a taxa em 1 ponto percentual em suas três últimas reuniões de 2024.

Mas com o progresso em relação à inflação estagnado e dúvidas sobre como as políticas comercial, tributária e de imigração do novo presidente Donald Trump podem afetar a economia, autoridades do Fed também projetaram que a taxa de referência cairia apenas mais 0,50 ponto percentual este ano.

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