segunda-feira, julho 6, 2026

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desafios na colheita e impacto das enchentes em 2024



Emater projeta safra de figo afetada por enchentes em 2024




Foto: Pixabay

A Emater/RS-Ascar divulgou na última quinta-feira (23) o Informativo Conjuntural sobre a safra de figo 2024/2025, que apresenta expectativas mistas para a cultura. Na região de Caxias do Sul, os produtores enfrentam uma colheita menor em comparação aos valores históricos devido aos danos causados pela enchente de abril e maio de 2024, que afetou alguns figueirais. Apesar disso, a área de cultivo permanece estável, com os produtores seguindo o processo habitual de renovação dos pomares.

O ciclo da cultura segue normalmente, sem grandes antecipações ou atrasos nas colheitas. No Vale do Rio Caí, a colheita começou em meados de dezembro e segue em andamento. Já em Caxias do Sul, Nova Petrópolis e Gramado, a colheita iniciou nas primeiras áreas por volta de meados de janeiro. De maneira geral, a qualidade dos frutos tem sido considerada satisfatória.

Os preços recebidos pelos produtores variam conforme o tipo de comercialização: a fruta madura destinada a grandes indústrias é comercializada por cerca de R$ 3,50/kg, enquanto a destinada ao consumo de mesa tem valores que variam entre R$ 9,00 e R$ 15,00/kg. Alguns agricultores, que vendem diretamente aos consumidores em pequenas quantidades, praticam preços entre R$ 6,00 e R$ 9,00/kg.

Na região de Santa Rosa, a falta de umidade está afetando a maturação dos frutos, que estão ocorrendo de forma precoce. Esse fenômeno pode impactar a qualidade e o tempo de colheita, exigindo atenção especial dos produtores.





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Mercado do boi gordo tem forte queda nos preços da arroba; veja cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar queda em seus preços nesta quinta-feira (30). Os frigoríficos apontam para a dificuldade de escoamento da carne no mercado interno como grande justificativa para a pressão baixista.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o ambiente fraco de consumo explica as baixas.

“São Paulo, Goiás e a Região Norte tiveram queda destacada ao longo da semana. Resta saber se a entrada dos salários na economia oferecerá o impulso necessário para recuperar os preços da carne e dar fôlego para uma eventual retomada dos preços da arroba do boi gordo”, destacou.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 326,83 (R$ 331,58 ontem – queda de 1,4%)
  • Goiás: R$ 310,89 (R$ 314,64 anteriormente – retração 1,1%)
  • Minas Gerais: R$ 315,29 (R$ 320,29 na quarta – menos 1,5%)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 313,52 (R$ 323,52 – diminuição de 3%)
  • Mato Grosso: R$ 320,42 (estável)

Mercado atacadista

Os preços da carne bovina caíram no atacado. Segundo Iglesias, a expectativa ainda é pela melhora da reposição durante a primeira quinzena de fevereiro, considerando a entrada dos salários na economia como motivador para altas mais dos preços, mesmo que isso ocorra de maneira comedida.

“Importante destacar que o perfil de consumo delimitado para o primeiro bimestre não vislumbra a perspectiva de altas tão consistentes”, disse o analista.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 24,50 por quilo, queda de R$ 1,00. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 17,50 por quilo, queda de R$ 0,50. A ponta de agulha foi precificada a R$ 17,50, queda de R$ 0,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,23%, sendo negociado a R$ 5,8534 para venda e a R$ 5,8514 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8514 e a máxima de R$ 5,9494.



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Em queda! Confira como ficaram os preços da soja no Brasil



Os preços da soja tiveram forte queda no mercado físico do Brasil nesta quinta-feira (30). As cotações foram pressionadas pela retração na Bolsa de Chicago e pelos custos logísticos domésticos encarecidos.

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Segundo a Safras Consultoria, houve registro de negócios no dia, mas em volumes limitados. Aos poucos, os produtores vão assimilando a queda dos preços a partir de fevereiro, embora muitos ainda segurem suas vendas sempre que possível. Além disso, com o avanço da colheita, a atenção tende a se voltar mais para o campo, reduzindo o foco nas negociações.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 140,00 para R$ 138,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 124,00 para R$ 121,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 131,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 115,00 para R$ 113,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 116,00 para R$ 115,50
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 118,00 para R$ 114,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pela melhora nas previsões climáticas para a Argentina, pelo fraco resultado das exportações semanais americanas e pelas preocupações com a possibilidade do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, confirmar, em fevereiro, tarifas comerciais de 25% sobre México e Canadá.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 438.000 toneladas na semana encerrada em 23 de janeiro. A China liderou as importações, com 145.300 toneladas. Para a temporada 2025/26, foram mais de 4.500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 450 mil e 1,7 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 16,50 centavos de dólar ou 1,55% a US$ 10,44 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,59 3/4 por bushel, com perda de 15,50 centavos, ou 1,44%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 5,10 ou 1,64% a US$ 304,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 44,98 centavos de dólar, com alta de 0,01 centavo ou 0,02%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,23%, negociado a R$ 5,8534 para venda e a R$ 5,8514 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8514 e a máxima de R$ 5,9494.



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Produção agroindustrial registra alta de 2,2% em 2024, mostra FGV Agro


O segmento da agroindústria acumulou, de janeiro a novembro de 2024, alta de 2,2% em relação a igual período de 2023, mostra o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), produzido pela FGV Agro e divulgado nesta quinta-feira (30).

Trata-se do melhor crescimento acumulado desde 2010, mostra o estudo. Apesar disso, houve retração de 3,1% no 11º mês do ano passado ante o registrado em mesma época de 2023.

Tal resultado aquém foi motivado por quedas no segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas (-5%) quanto no segmento de Produtos Não-Alimentícios (-0,9%).

Em Produtos Alimentícios e Bebidas, a queda em novembro ocorreu em ambas as categorias – respectivamente, de -4,3% e -8,4%. “A queda do setor de Bebidas foi derivada da menor produção de Bebidas Não Alcoólicas, com retração de 10,6%”, cita a FGV Agro. Bebidas Alcoólicas teve retração de 6,2%.

No setor de Produtos Alimentícios, a produção na categoria de Alimentos de Origem Vegetal cedeu 9,4%, “correspondendo ao pior desempenho para o mês desde 2018”.

“A contração foi reflexo das quedas de produção verificadas em Conservas e Sucos, Refino de Açúcar, Arroz e Moagem de Trigo”, diz, e acrescenta: “A queda só não foi mais intensa porque a produção de Óleos e Gorduras e Café registrou expansão”.

Já a produção de Alimentos de Origem Animal cedeu 0,8% em novembro de 2024. “Essa retração foi derivada, sobretudo, da queda da produção de laticínios e pescados”, diz a FGV Agro. “A expansão da produção de carnes, vale destacar, impediu uma queda maior na produção de Alimentos de Origem Animal.”

O segmento de Produtos Não Alimentícios, por sua vez, cedeu 0,9% em novembro de 2024 ante igual mês de 2023, retração que ocorreu após cinco meses consecutivos de crescimento. Em novembro de 2024, a queda neste segmento foi derivada, segundo a FGV Agro, do recuo em Biocombustíveis, com -23,2% em novembro/2024 ante novembro/2023. O setor de Fumo também caiu 4,1%.

Insumos agropecuários

fertilizantesfertilizantes
Fertilizantes. Foto: Daniel Popov/Canal Rural

A aba de Insumos Agropecuários avançou 7,9% em novembro de 2024 ante novembro de 2023, “impulsionada principalmente pela maior produção de adubos e fertilizantes, defensivos agrícolas e desinfetantes domissanitários e tratores e máquinas”, diz a nota.

Segundo a FGV Agro, a retomada do setor de Insumos Agrícolas, que iniciou o ano de 2024 com dificuldades, “reflete uma melhora na relação de troca do milho, além das perspectivas de condições climáticas mais favoráveis para a segunda safra, apesar dos atrasos na safra de verão”.

A produção do setor de Produtos Florestais cresceu 0,4% na mesma base de comparação, sustentada pela maior produção de madeira e papel. O setor, até novembro, apresentou sucessivas taxas de crescimento interanuais (única exceção foi em agosto) ao longo do ano, favorecidas, sobretudo, pelo aquecimento do mercado externo (o volume das exportações de Produtos Florestais acumula uma expansão de 4,9% em 2024, até novembro, segundo o Ministério da Agricultura.

Já o setor de Produtos Têxteis registrou crescimento interanual de 4,4%, representando a quinta expansão consecutiva. Diferentemente do que ocorreu em 2023, o setor ao longo de 2024 vem registrando recorrentemente taxas interanuais positivas (apenas em março, maio e junho isso não ocorreu).



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Sindicato dos Produtores Rurais de LEM realiza cerimônia de posse de nova diretoria



O Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM), realizou na noite da última quarta-feira (29), a cerimônia de posse da nova diretoria executiva, conselhos fiscal e consultivo para o triênio 2025-2027.

A solenidade reuniu autoridades, lideranças do setor agropecuário como representantes das associações de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras, associados e convidados no auditório do sindicato em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, para oficializar o início de um novo ciclo que tem como presidente, a produtora rural, Greice Fontana Klein (em seu segundo mandato) e vice-presidente, o produtor rural, Jolcinei Marchezan.

Durante a posse, a diretoria executiva 2022/2024 entregou a Dinair Monteiro, uma placa em homenagem ao diretor executivo, Josué de Campos Firmino (in memoriam), como forma de reconhecimento por sua dedicação e contribuição inestimável ao setor.

A momento contou com a apresentação das ações desenvolvidas nos três anos de gestão e com os discursos de autoridades presentes.

A vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia – Faeb, Carminha Missio, representando o presidente da instituição, Humberto Miranda, parabenizou a presidente Greice Fontana e diretoria pelo trabalho realizado e desejou sucesso nesta nova etapa. Enfatizou a importância das instituições estarem unidas em prol da agropecuária da região.

“Que todos nós possamos dar as mãos e caminharmos sempre juntos, por que ninguém faz nada sozinho. A força do coletivo é o que nos impulsiona a alcançar grandes conquistas, superar desafios e construir um futuro mais próspero para todos. Quando unimos esforços, fortalecemos não apenas o setor, mas toda a comunidade. Que essa união continue nos guiando em cada passo dessa jornada. Sucesso a diretoria triênio 2025/2027 do SPRLEM”, disse Carminha.

O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, falou da importância do setor agropecuária para o município e região e desejou sucesso a nova diretoria.

“O setor agropecuário é importantíssimo para o desenvolvimento econômico de nosso município e região. Diante desse cenário, reafirmo o nosso compromisso e parceria e desejo sucesso à nova diretoria desta casa”, disse o prefeito.

Durante a solenidade, a presidente do SPRLEM reafirmou o compromisso da nova diretoria com a instituição e com a defesa dos interesses dos produtores e a implementação de novas ações para impulsionar o setor agropecuário da região.

“Nosso objetivo é continuar promovendo o crescimento sustentável do agronegócio, oferecendo suporte aos produtores e contribuindo para o desenvolvimento da região. Com dedicação e compromisso, nossa diretoria seguirá trabalhando para fortalecer o setor, buscando inovação, capacitação e representatividade”, disse Greice.


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Nova gestão Trump provoca reações do mercado de açúcar



Ainda assim, o cenário para o açúcar continua equilibrado



Os preços do açúcar, que começaram a semana em baixa, registraram uma recuperação
Os preços do açúcar, que começaram a semana em baixa, registraram uma recuperação – Foto: Pixabay

Segundo Lívea Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint, a postura mais branda de Donald Trump em relação às tarifas comerciais tem causado impactos significativos na economia global, incluindo uma queda de 1,7% no índice do dólar. Essa desvalorização do dólar tem favorecido as moedas emergentes, incluindo o real brasileiro (BRL), que se valorizou devido à entrada de capital estrangeiro e às prioridades econômicas de 2025 apresentadas pelo governo federal. Esse movimento está refletindo diretamente nas negociações de commodities, como o açúcar.

Os preços do açúcar, que começaram a semana em baixa, registraram uma recuperação devido a fatores técnicos e ao fortalecimento do Real, fechando em 19 c/lb na sexta-feira, 24. Esse aumento foi impulsionado pela expectativa de uma demanda aquecida para o Ramadã e pela oferta limitada de açúcar no Brasil até a safra 2025/2026, que ajudaram a sustentar os preços no curto prazo. Entretanto, a previsão para o longo prazo indica que o mercado de açúcar ainda segue uma tendência baixista, com a expectativa de um excesso de oferta devido às boas condições climáticas que favorecem o desenvolvimento da safra brasileira de açúcar para 2025/2026.

Ainda assim, o cenário para o açúcar continua equilibrado no primeiro trimestre de 2025, com uma demanda projetada por motivos sazonais, mas o excesso de oferta no futuro próximo pode resultar em pressões sobre os preços, especialmente se o clima continuar favorável ao Brasil, maior produtor mundial da commodity. A postura de Trump e suas políticas comerciais terão um papel importante na definição dos fluxos comerciais e dos preços das commodities nos próximos meses.

 





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Cão farejador Léo se aposenta após quase uma década protegendo o agro


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) comemorou nesta quarta-feira (29) a aposentadoria do cão farejador Léo. O labrador, do Centro Nacional de Cães de Detecção (CNCD) da Secretaria de Defesa Agropecuária, foi pioneiro no programa de cães de detecção e atuou por quase uma década no Aeroporto Internacional de Brasília, inspecionando bagagens e impedindo a entrada de produtos de risco à agropecuária nacional.

cão farejador Léo se aposentacão farejador Léo se aposenta
Foto: Mapa

A solenidade para celebrar sua aposentadoria ocorreu no Batalhão da Guarda Presidencial, em Brasília, e contou com a participação de outros 24 cães de diversas instituições que também se aposentaram. A cerimônia teve como objetivo homenagear os cães que dedicaram suas vidas ao serviço público brasileiro.

“Após quase uma década de dedicação e serviço exemplar, Léo poderá agora desfrutar de um merecido descanso. Seu brinquedo favorito sempre foi a bolinha de tênis, e agora ele terá tempo de sobra para se divertir”, afirmou Romero Teixeira, chefe do CNCD e primeiro operador e treinador de Léo, que agora o adotará. “Compartilharemos uma nova fase da vida, ele merece toda a felicidade do mundo”.

Foto: Mapa

Durante sua carreira, Léo participou de importantes operações como a fiscalização da Cruzex em 2018 e o reforço na segurança do Aeroporto Internacional do Galeão (RJ). O labrador foi responsável pela apreensão de toneladas de produtos irregulares, como carnes sem controle sanitário, frutas exóticas e materiais com pragas.

A cerimônia de aposentadoria também buscou reconhecer o trabalho dos operadores e destacar a importância do CNCD na formação de Equipes K9 que atuam em portos, aeroportos e fronteiras do país.

O CNCD continuará investindo na formação de novos cães farejadores para garantir a excelência dos serviços de inspeção e a proteção da agropecuária nacional. A experiência de Léo serve de inspiração para as futuras gerações de cães de detecção e seus operadores.

Foto: Mapa



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Se Trump taxar produtos brasileiros, haverá reciprocidade do Brasil, diz Lula



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quinta-feira (30), que, se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, taxar produtos importados do Brasil, haverá reciprocidade.

“Se ele taxar os produtos brasileiros, haverá reciprocidade do Brasil em taxar os produtos que são importados dos Estados Unidos. Não há nenhuma dificuldade”, disse em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto.

Trump tem dito que vai taxar todos os produtos que os Estados Unidos importaram, e o Brasil pode entrar na lista de afetados.

“Eu quero respeitar os Estados Unidos e quero que o Trump respeite o Brasil. Se isso acontecer, está de bom tamanho”, afirmou o presidente.

E destacou: “Da minha parte, o que eu quero é melhorar a relação com os Estados Unidos, exportar mais se for necessário, importar mais se for necessário, e manter nossa relação de 200 anos”.

Lula disse que “não há nenhum interesse agora”, nem dele nem de Trump, em um telefonema ou encontro. “Essas conversas só acontecem quando você tem interesse, tem alguma coisa para tratar”, afirmou.

Ele disse que um encontro pode acontecer na Organização das Nações Unidas (ONU) “se ele não desistir da ONU também”.

E acrescentou o presidente brasileiro: “Esse negócio de descumprir o Acordo de Paris, dizer que não vai dar dinheiro para OMS, é uma regressão à civilização humana.”



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A cada ano se usa mais defensivos agrícolas



Mato Grosso e Rondônia lideram entre os estados que mais utilizaram defensivos



Os defensivos foram amplamente utilizados em herbicidas (45%)
Os defensivos foram amplamente utilizados em herbicidas (45%) – Foto: Divulgação

Dados da AgroReceita Receituário Agronômico Inteligente mostram que, entre janeiro e setembro de 2024, o Brasil registrou um aumento de 10,9% nas áreas tratadas com defensivos agrícolas, ultrapassando a marca de 1 bilhão de hectares. Essa expansão foi impulsionada, principalmente, pelos cultivos de soja (35%), milho (27%) e algodão (12%), que enfrentaram desafios no controle de doenças agrícolas, plantas daninhas e pragas como cigarrinha-do-milho, mosca-branca, lagartas e bicudo-do-algodoeiro.  

Os defensivos foram amplamente utilizados em herbicidas (45%), seguidos por inseticidas (26%), fungicidas (20%), tratamentos de sementes (1%) e outros produtos (9%). Apesar do aumento em áreas tratadas, o mercado totalizou US$ 11 bilhões em vendas, registrando uma queda de 4,7% em relação ao mesmo período de 2023. O recuo pode ser atribuído a fatores como oscilações cambiais, maior competitividade nos preços e a adoção de práticas mais eficientes que reduziram o volume necessário de aplicação.  

Mato Grosso e Rondônia lideram entre os estados que mais utilizaram defensivos, concentrando 29% do mercado, seguidos por São Paulo e Minas Gerais, que juntos somam 19%. O cenário destaca a importância dos defensivos no manejo de pragas e na preservação da produtividade agrícola, ao mesmo tempo que reflete desafios econômicos para o setor.  

Para os profissionais que desejam prescrever defensivos de forma prática e segura, a AgroReceita disponibiliza uma plataforma com um banco de dados atualizado das bulas dos produtos registrados pelo Ministério da Agricultura. A ferramenta facilita a escolha do defensivo ideal para cada cultura, alvo ou problema, otimizando o processo de decisão no campo.  

 





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Chuvas em MT causam perdas que chegam a 50% na soja 



O mês de janeiro de 2025 tem sido desafiador para os produtores de soja no norte de MT. As chuvas intensas e constantes têm provocado perdas nas lavouras, com os grãos sendo afetados pela alta umidade, brotação prematura e germinação. Estima-se que as perdas cheguem a 20%, e a situação pode piorar, caso as condições climáticas não melhorem.

A falta de luminosidade, devido aos dias consecutivos de chuva, está dificultando a fotossíntese e comprometendo o peso do grão, o que pode impactar a produtividade final da safra. A situação é ainda mais crítica em relação ao controle de pragas, como a infestação de mosca branca, que também está atrasada devido às dificuldades de aplicação de defensivos.

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Além das perdas nas lavouras, os produtores enfrentam um grande obstáculo com a infraestrutura da MT 322, principal via de escoamento da produção. Em diversos trechos, a estrada está intransitável, comprometendo o transporte da soja para os armazéns. A falta de pavimentação intensifica o problema, com o acúmulo de água dificultando o tráfego de caminhões e causando grandes atrasos no escoamento da safra.

A situação se torna cada vez mais difícil para os sojicultores, que estão trabalhando em turnos para tentar salvar o que ainda é possível da colheita. Em algumas propriedades, a colheita já teve início, mas as condições climáticas adversas continuam a prejudicar o avanço do processo. Diante desse cenário, a busca por soluções para melhorar a infraestrutura da estrada e reduzir as perdas nas lavouras se torna urgente, uma vez que os prejuízos já são consideráveis.



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