segunda-feira, julho 6, 2026

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Ácaro-branco reduz produção e exige monitoramento



Praga afeta soja, café e algodão no Brasil


Foto: Divulgação

Segundo o informado pela engenheira agrônoma Bruna Rohrig em artigo publicado no Blog da Aegro, o ácaro-branco tem sido uma grande preocupação para os agricultores, devido ao seu potencial de dano em diversas culturas. Com ciclo de vida rápido e capacidade de adaptação, a praga tem sido registrada com maior frequência e abrangência nos últimos anos, sobretudo em regiões com alta umidade e temperaturas elevadas.

Segundo o Centro Internacional de Biociência Agrícola (CABI), o ácaro-branco afeta importantes culturas como soja, café e algodão, podendo reduzir drasticamente a produtividade. Em outros países, há registros de perdas de até 50% na produção de feijão devido ao ataque da praga.

A infestação compromete o crescimento das plantas, reduzindo seu porte e dificultando o desenvolvimento. Em casos mais graves, há queda de folíolos, bronzeamento de hastes e folhas e redução do número de frutos.

Na soja, o ácaro-branco diminui a distância entre os entrenós, fazendo com que plantas afetadas fiquem menores e recebam menos luz, impactando sua produtividade. No algodão, a praga se torna mais agressiva em anos chuvosos, afetando a qualidade das fibras e o número de maçãs.

O ácaro-branco pode ser confundido com outras pragas, doenças ou viroses. Para diferenciá-lo, é necessário observar sintomas como rugosidade e deformação das folhas, além de verificar se a coloração interna da haste se mantém normal.

Ao contrário da maioria dos ácaros, o ácaro-branco se prolifera em condições de alta umidade e calor, sendo mais comum durante o crescimento vegetativo das plantas. Seu controle exige monitoramento constante e adoção de boas práticas agrícolas, evitando surtos e garantindo a sanidade da lavoura.





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Expedição Soja Brasil: os desafios nas lavouras de soja no RS e PR



O episódio 29 do programa Soja Brasil traz um panorama detalhado sobre os desafios enfrentados pelos produtores de soja no Rio Grande do Sul e Paraná. A expedição da equipe do programa revelou que, após duas safras impactadas por estiagem e uma última marcada pelas cheias, a expectativa para a safra 2024/2025 ainda é de incertezas, com o clima desfavorável e a falta de recursos impactando a produtividade da região.

A safra está desigual, com algumas áreas que enfrentam déficit hídrico severo e outras que sofrem com excessos de chuva. A Emater estima que cerca de 6,8 milhões de hectares serão semeados, mas o excesso de umidade e a falta de tecnologia em muitas propriedades podem resultar em uma produção menor do que a esperada. A situação é crítica, com diversas propriedades deixando de ser plantadas ou plantadas sem insumos e tecnologias adequadas, o que reflete diretamente na redução da produtividade.

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Porém, o clima não é o único desafio enfrentado. O produtor de soja do Rio Grande do Sul também está se adaptando a práticas mais sustentáveis, com destaque para o programa Soja Baixo Carbono, que promove a certificação de soja produzida com baixa emissão de gases de efeito estufa. Este programa, desenvolvido pela Embrapa, busca atender aos critérios ambientais e melhorar a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.

Em Bela Vista do Paraíso, no Paraná, o programa Soja Baixo Carbono já está em andamento, com produtores que adotam práticas que reduzem em até 50% o uso de produtos químicos e os custos com a produção. A equipe do Soja Brasil constatou que, isso, além de beneficiar o meio ambiente, também melhora a competitividade do produto nos mercados que valorizam a sustentabilidade.

Em um ano desafiador, os produtores de soja seguem apostando na recuperação do ciclo 2024/2025, com a esperança de que a safra, apesar das adversidades, seja capaz de contribuir para a sustentabilidade do setor e manter o Brasil como um líder no mercado internacional de soja.

O programa Soja Brasil também destaca o papel das iniciativas de sustentabilidade, como a certificação Soja Baixo Carbono, que se apresenta como uma grande oportunidade para o Brasil consolidar-se como um fornecedor responsável e de alta qualidade no cenário global. Confira o episódio completo:



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SC lidera controle sanitário contra brucelose e tuberculose



Santa Catarina reforça liderança em sanidade animal




Foto: Pixabay

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, o estado se mantém como referência nacional em sanidade animal, com ações que garantem a segurança alimentar, a competitividade do agronegócio e a qualidade dos produtos. Em 2024, o estado atingiu a marca de 3,5 mil propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose, resultado de um trabalho conjunto entre o Serviço Veterinário Oficial, a Secretaria de Agricultura e Pecuária e a Cidasc.

O estado detém a menor incidência de brucelose no país, sendo o único classificado como “grau A” pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Santa Catarina também compartilha a classificação A para tuberculose bovina com outros quatro estados.

O controle sanitário do rebanho leiteiro avançou com a Portaria 44/2020, que determina o monitoramento contínuo da produção e a coleta obrigatória de amostras de leite de tanques de refrigeração para exames anuais de brucelose, a partir de 2025.

Em 2024, foram coletadas amostras de 13.970 propriedades, com 402 positivas para brucelose (2,88%), uma redução expressiva em comparação a 2021, quando a taxa era de 5,89%. Os exames individuais também indicaram uma queda significativa nos casos, de 1,36% em 2021 para 0,60% em 2024.

O estado conta com cerca de 540 médicos veterinários habilitados pelo Mapa, que atuam no diagnóstico e controle das doenças, garantindo a baixa prevalência da brucelose e tuberculose no rebanho catarinense.

Com um planejamento sólido para 2025, Santa Catarina reafirma seu compromisso com a sanidade animal e o fortalecimento do agronegócio, consolidando-se como exemplo de controle sanitário no Brasil.





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Investimento de R$ 17 bilhões: ANTT aprova edital de reestruturação em via estratégica para o agro



A BR-163/MS, rota estratégica para o escoamento da safra no Centro-Oeste, terá um novo leilão em 22 de maio, na B3, em São Paulo. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou a reestruturação do contrato de concessão, garantindo R$ 17 bilhões em investimentos ao longo de 29 anos.

A medida soluciona desafios financeiros da MSVia, atual concessionária, e antecipa melhorias essenciais, evitando a relicitação, que dividiria a rodovia em dois trechos. O novo modelo prevê:

  • 203 km de duplicação
  • 147 km de faixas adicionais
  • 99 viadutos e 144 pontos de ônibus
  • 56 passagens de fauna e 22 passarelas
  • 3 pontos de parada para caminhoneiros

Benefícios para o agro

O edital prioriza menores tarifas e mais obras, garantindo segurança e eficiência para o transporte de grãos, insumos e maquinário. O leilão permitirá a participação de outras empresas, além da MSVia. Caso não haja novos concorrentes, a atual controladora seguirá na concessão.

A ANTT também acompanha a reestruturação de outros contratos, como a BR-101/ES/BA e a BR-101/RJ, reforçando a infraestrutura rodoviária essencial para o agronegócio.

É a primeira vez que a agência autorizou a publicação do edital de reestruturação de um contrato de concessão rodoviária, um marco na regulação do setor.

O lançamento do edital, previsto para publicação no Diário Oficial da União (DOU) de hoje (31), é resultado de um trabalho conjunto entre ANTT, Ministério dos Transportes e Tribunal de Contas da União (TCU), para solucionar contratos considerados defasados, como o da MSVia.



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Cadastro de animais: Implicações e inseguranças



Outro ponto de atenção é a possível sobrecarga do sistema que administrará o cadastro



Outro ponto de atenção é a possível sobrecarga do sistema que administrará o cadastro
Outro ponto de atenção é a possível sobrecarga do sistema que administrará o cadastro – Foto: Pixabay

A sanção da Lei 15.046, assinada pelo Governo Federal em 18 de dezembro de 2024, gerou preocupações no setor pet. A lei autoriza a criação do Cadastro Nacional de Animais Domésticos, mas tanto a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) quanto o Instituto Pet Brasil (IPB) apontam a falta de clareza sobre seus objetivos. O texto não esclarece como o cadastro será usado, se servirá para melhorar a saúde pública ou para a criação de novas políticas públicas, deixando muitas questões sem resposta.

Outro ponto de atenção é a possível sobrecarga do sistema que administrará o cadastro. O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), responsável pela gestão, já enfrenta dificuldades operacionais e pode não ser capaz de lidar com a complexidade da tarefa. A exigência de registrar individualmente todos os animais domésticos, incluindo peixes ornamentais e pequenos mamíferos, também levanta preocupações quanto à viabilidade logística, especialmente em casos de tutores com vários animais.

A divergência sobre o escopo do cadastro também preocupa, já que ainda está sendo discutido se ele incluirá apenas cães e gatos. As entidades do setor acreditam que políticas públicas devem focar no bem-estar dos animais, com base em discussões técnicas e transparência. Elas alertam para o risco de a medida ser ineficaz, sem gerar um impacto positivo real na vida dos animais e seus tutores.

Exemplos internacionais, como os de Alemanha, Holanda e Inglaterra, alertam para as consequências de tais medidas. Inicialmente voltadas para o controle do número de animais, essas iniciativas evoluíram para a imposição de taxas anuais elevadas, chegando a mil euros, o que tem gerado impactos negativos, como o aumento do abandono de animais. O Brasil precisa avaliar esses exemplos antes de adotar medidas que possam prejudicar o mercado pet e os tutores de animais.

 





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Com previsão de chuva forte até domingo, SP alinha plano de emergência



O Governo de São Paulo se reuniu ontem (30) com 300 representantes de cidades paulistas para alinhar o plano de ação para a prevenção e resposta a possíveis desastres causados pela chuva. A Defesa Civil de São Paulo prorrogou o alerta preventivo de chuvas até o próximo domingo (2).

A previsão para os próximos dias é de grandes volumes pluviométricos por causa da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Por causa disso, o governo vai manter um gabinete de crise até o domingo, com monitoramento também dos serviços de energia elétrica e abastecimento de água.

Novo sistema de alerta

Na reunião, a Defesa Civil estadual reforçou o funcionamento do novo sistema de alerta, chamado Cell Broadcast. Por meio dele, é possível mandar dois alertas à população utilizando a tecnologia 4G ou 5G. Os avisos variam de acordo com a gravidade, entre o severo e o extremo. Nesse último, o usuário não consegue desabilitar o recebimento do alerta.

“Com os novos sistemas de alerta e a sociedade atuando, estamos fortalecendo a cultura da prevenção. Esse encontro busca se antecipar a qualquer desastre. Agradeço a participação dos municípios e reforço que estaremos 24 horas disponíveis para ajudá-los”, afirmou o governador em exercício Felicio Ramuth (PSD).

O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Henguel Pereira, destacou que todo o órgão está mobilizado e monitorando as regiões do estado. “Estamos trabalhando de forma integrada com os municípios e acompanhando com as ferramentas e sistemas que temos disponíveis para fazer frente a esse período de chuvas visando a proteção das pessoas”, afirma.

Previsão do tempo

Institutos de meteorologia apontam para chuvas intensas na faixa leste de São Paulo, que engloba a capital paulista, Baixada Santista, Litoral Norte, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba, Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto e Franca. Como o solo já se encontra encharcado devido aos acumulados dos últimos dias, recomenda-se atenção em áreas mais vulneráveis, já que aumentam os riscos de deslizamentos e enchentes.

Além do governador em exercício, Felicio Ramuth e do coordenador da Defesa Civil, coronel Henguel Pereira, participaram do encontro o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, e integrantes das 177 prefeituras que integram o Plano de Contingência da Operação Chuvas.



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Festa junina supera carnaval e é o evento mais popular do Brasil



A festa junina foi o evento mais citado entre os brasileiros das capitais que afirmaram ter frequentado festas populares no último ano. Segundo o levantamento Cultura nas Capitais, realizado pela JLeiva Cultura & Esporte com patrocínio do Itaú e do Instituto Cultural Vale, 78% dos participantes de eventos populares estiveram em festas juninas, enquanto 48% compareceram a blocos ou desfiles de carnaval.

A pesquisa constatou que, em nenhuma capital, o carnaval superou as festas juninas em popularidade. No Recife, a diferença ficou dentro da margem de erro (74% para festas juninas contra 71% para o carnaval), mas nas demais cidades a diferença ultrapassou 10 pontos percentuais.

Segundo João Leiva, diretor da JLeiva Cultura & Esporte, a descentralização das festas juninas é um fator determinante para sua popularidade, já que são realizadas em diversos espaços, como escolas, igrejas e comunidades, atingindo um público mais amplo e diverso. Além disso, os festejos se estendem por um período maior do que o carnaval, favorecendo a alta adesão.

“As festas juninas de grande porte, em grandes espaços, não chegam a ter tanto alcance midiático quanto os grandes blocos e desfiles de carnaval. Ou seja: as festas juninas, somadas, têm mais gente, mas menos fama”, explica Leiva.

Sertanejo domina preferência musical no Brasil

O estudo também revelou que o sertanejo é o gênero musical preferido em 15 das 27 capitais, sendo citado por 34% dos entrevistados entre seus três estilos favoritos. O ritmo superou a soma do samba (11%) e do pagode (18%).

Outros gêneros bem posicionados foram MPB (27%), gospel (24%), rock (21%) e pop (17%), enquanto o funk (11%) e o forró (16%) ficaram atrás.

Embora o gosto musical varie com a idade, o sertanejo se mantém forte em todas as faixas etárias, liderando entre os públicos de 25 a 60 anos. A única exceção é a faixa 16 a 24 anos, na qual o funk, o pop e o rap superam o sertanejo.

A pesquisa foi realizada entre 19 de fevereiro e 22 de maio de 2024, com 19,5 mil entrevistados acima de 16 anos, abrangendo as 26 capitais brasileiras e o Distrito Federal.



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Café arábica recua em NY com realização de lucros e dólar forte



O café arábica opera em baixa na sessão eletrônica da Bolsa de Nova York (ICE) nesta sexta-feira (31), com queda de mais de 1%. A desvalorização reflete a realização de lucros, o desempenho negativo do café robusta na Bolsa de Londres, a queda do petróleo e o dólar fortalecido, que pressiona as cotações.

Apesar do recuo, a redução dos estoques certificados da ICE e o avanço das bolsas de valores na Europa ajudam a limitar as perdas. Os estoques certificados de café arábica nos armazéns credenciados da ICE Futures US caíram para 885.886 sacas de 60 kg em 30 de janeiro, uma redução de 17.109 sacas em relação ao dia anterior.

Semana de ganhos e máximas históricas

No acumulado da semana, o contrato março/25 ainda registra uma valorização de 6,18%. No momento, os contratos para março operam a 369,05 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 4,35 centavos (-1,16%).

Na quinta-feira (30), o arábica encerrou em alta, com março/25 negociado a 373,40 centavos de dólar por libra-peso (+1,86%), enquanto maio/25 fechou a 368,15 centavos (+1,88%). Durante a sessão, os preços renovaram máximas históricas, aproximando-se da marca de 400 centavos, impulsionados pela oferta global restrita e expectativas desfavoráveis para a safra brasileira.

Escassez de oferta e incertezas climáticas

Os estoques globais de café seguem apertados, especialmente no Brasil, que responde por quase 50% da produção mundial de arábica. A seca severa de 2024 comprometeu a previsão da nova safra, intensificando a preocupação no mercado.

Grandes torrefadoras globais, como Nestlé e JDE Peet’s, ainda não garantiram todo o suprimento necessário, enquanto especuladores continuam ampliando suas posições compradas, apostando em novas altas.

Embora as chuvas recentes tenham trazido algum alívio, novas previsões meteorológicas acenderam o alerta. A expectativa de períodos secos prolongados e temperaturas elevadas nas principais regiões produtoras do Brasil pode voltar a impactar a produtividade, mantendo a volatilidade nos preços do café.



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SC registra queda no preço do milho em janeiro


De acordo com os dados da edição de janeiro do Boletim Agropecuário produzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) divulgado pelo Observatório Agro Catarinense, o preço médio do milho pago ao produtor em Santa Catarina registrou queda de 1,79% em dezembro em relação ao mês anterior. Nos primeiros 20 dias de janeiro de 2025, a cotação estadual manteve uma leve retração, divergindo da alta esperada no mercado internacional para março, segundo a Bolsa de Chicago.

Nos últimos seis anos, os preços apresentaram variações significativas. Em 2024, os valores ficaram acima apenas dos registrados em 2019 e 2023 (após maio), mas abaixo dos níveis de 2020, 2021 e 2022 – períodos impactados por fatores como a pandemia de Covid-19 e a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Apesar da instabilidade, o cenário para 2025 indica possibilidade de recuperação dos preços, impulsionado pela demanda externa e sinais positivos no mercado futuro.

A área de cultivo da primeira safra foi reduzida em 11,3%, reflexo dos altos custos de produção, insegurança causada pela cigarrinha e os baixos preços de 2024. No entanto, espera-se um aumento na produtividade de aproximadamente 25%, alcançando 8.594 kg/ha.

As condições das lavouras seguem favoráveis, apesar do calor e das chuvas irregulares. Em algumas regiões, como Curitibanos, Campos Novos e Lages, chuvas adicionais poderiam maximizar a produtividade.

Com a menor safra estadual em 2024, Santa Catarina importou 472 mil toneladas de milho, um aumento de 25% em relação ao ano anterior. O Paraguai segue como principal fornecedor devido ao menor custo de frete em comparação ao Centro-Oeste brasileiro.

O déficit de milho no estado chegou a 5,01 milhões de toneladas em 2023 e deve superar 6 milhões em 2024, suprido em grande parte por importações interestaduais, especialmente do Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás. Com expectativas de alta nos preços e maior produtividade, 2025 pode trazer um cenário mais equilibrado para os produtores catarinenses.





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Membros do MST chamam ritmo da reforma agrária do governo de ‘ridículo’



‘Ridículo’, esse foi o termo usado por representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) sobre o ritmo da reforma agrária do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois de uma reunião com o presidente no Palácio do Planalto, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira e o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Aldrighi. Membros do MST conversaram com jornalistas após o encontro.

“Não queremos discutir formas de como será o processo de reforma agrária, nós queremos que resolva o problema da terra. Nós não aceitamos na próxima reunião ou ao final deste ano ter um número tão ridículo como esse, 1.500 famílias por ano”, disse João Paulo Rodrigues, um dos coordenadores nacionais do MST.

Na reunião, Paulo Teixeira apresentou um compromisso de 20 mil famílias assentadas para 2025. “Nós achamos pouco. Queremos o compromisso de 65 mil famílias para 2025”, declarou Rodrigues. Meses atrás, o MST pediu a demissão de Teixeira, porém, de acordo com Rodrigues, mudanças no ministério não foram discutidas.

Ceres Hadich, outra integrante da coordenação nacional do MST, disse que Lula provavelmente fará uma vista em algum acampamento de reforma agrária em Minas Gerais ou Pernambuco. O Palácio do Planalto não confirmou a viagem.



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