segunda-feira, julho 6, 2026

Agro

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Safra de soja no Paraná deve ser 3,8% menor que a prevista, estima Deral



O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná atualizou suas previsões para a safra 2024/25. Para a soja, o levantamento estima produção de 21,34 milhões de toneladas, queda de 3,8% ante o relatório de dezembro, que projetava 22,18 milhões de toneladas. Ainda assim, a atual temporada deve ser 15% superior à registrada em 2023/24.

A área plantada permanece praticamente estável, em 5,77 milhões de hectares, ante 2023/24 e frente ao previsto em dezembro. No entanto, a produtividade foi reduzida de 3.841 kg/ha (64 sacas) para 3.696 kg/ha (61,6 sacas). Em 2023/24, a produtividade foi de 3.200 kg/ha.

Além da soja, o milho

As projeções para o milho ficaram estáveis. Para o cereal de primeira safra, a expectativa é de 2,64 milhões de toneladas, alta de 4% ante a temporada anterior, com área de 260,7 mil hectares (queda de 11% ante 2023/24) e produtividade de 10.115 kg/ha.

Já para o grão de segunda safra, a previsão é de 15,53 milhões de toneladas produzidas, 24% mais do que em 2023/24, com área de 2,56 milhões de hectares, ligeiro avanço de 1% na comparação com a safra 2023/24, e produtividade estimada em 6.064 kg/ha.

Aumento de produção do feijão

O feijão de primeira safra deve atingir 341,7 mil toneladas no Paraná, aumento de 113% sobre a safra anterior. Em dezembro, a previsão era de 329,5 mil toneladas. A área plantada ficou prevista em 169,2 mil hectares, crescimento de 57%, e rendimentos de 2.020 kg/ha.

Para a segunda safra, a projeção é de 666,8 mil toneladas, ante estimativa é de 694,4 mil toneladas em dezembro. Em relação à safra anterior, o Deral espera uma produção 1% menor frente à temporada passada.

Houve redução na área plantada, que passou de 380,6 mil hectares previstos em dezembro para 365,8 mil hectares, 16% menor do que no ciclo passado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas melhoram lavouras de milho silagem



Produtores investem em fertilizantes após chuvas




Foto: Agrolink

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (30), as chuvas recentes trouxeram benefícios para as lavouras de milho destinadas à silagem no Rio Grande do Sul. As precipitações melhoraram o aspecto geral das plantações, recuperando a coloração verde das folhas e favorecendo a emissão de novas estruturas vegetativas.

Com a umidade adequada, os produtores intensificaram a aplicação de fertilizantes nitrogenados e potássicos em cobertura, além de reforçarem o manejo de pragas e plantas daninhas. A aplicação de inseticidas preventivos contra a cigarrinha e lagartas também foi realizada.

Apesar das chuvas, as atividades de ensilagem seguiram normalmente, com resultados considerados satisfatórios.

  • Região de Bagé (Campanha): As lavouras em fase vegetativa foram beneficiadas e mantêm bom potencial produtivo. No entanto, áreas semeadas a partir de 24 de dezembro apresentam falhas no estande devido à falta de umidade, o que pode comprometer a produtividade.
  • Região de Ijuí: Cerca de 90% da área destinada à silagem já foi colhida. A estiagem afetou o número de grãos nas espigas, mas o volume e a qualidade do produto estocado são considerados satisfatórios. Aproximadamente 5% das lavouras inicialmente destinadas à produção de grãos estão sendo redirecionadas para silagem, o que pode resultar em menor qualidade do material final.


A expectativa dos produtores é de que as condições climáticas continuem favoráveis para garantir bons resultados na colheita.





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confira as cotações da soja



Os negócios com a soja no Brasil envolveram apenas lotes pontuais nesta sexta-feira (31). O mercado esteve travado, com a volatilidade na Bolsa de Chicago. Os preços no mercado físico ficaram entre estáveis e mais fracos, com os vendedores demonstrando preocupação com os níveis atuais e direcionando sua atenção também para o andamento da colheita.

  • Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 133,00
  • Região das Missões (RS): preço se manteve em R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 138,00
  • Cascavel (PR): preço aumentou de R$ 121,00 para R$ 121,50
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 131,00 para R$ 130,50
  • Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 115,50 para R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 114,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. A sessão foi de muita volatilidade, característica do último dia do mês, quando os agentes tradicionalmente ajustam suas carteiras. Na semana, a posição março caiu 1,3%. Já no mês, a elevação ficou em 3,12%.

A pressão no final do dia foi exercida pelas incertezas em relação à adoção ou não de tarifas comerciais por parte do governo Trump, de 25%, sobre México e Canadá, importantes parceiros comerciais dos Estados Unidos. No caso do óleo, o efeito foi contrário. Se importar menos canola do Canadá, há perspectiva de aumento na demanda pela soja.

Mas o mercado segue de olho na situação das lavouras sul-americanas. Ainda faltam as chuvas na Argentina e no Rio Grande. Já no Mato Grosso, o excesso de precipitações atrapalha a colheita.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 2,00 centavos de dólar ou 0,19%, a US$ 10,42 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,57 1/2 por bushel, com perda de 2,25 centavos, ou 0,21%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 3,60 ou 1,18%, a US$ 301,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 46,11 centavos de dólar, com alta de 1,13 centavo ou 2,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,30%, negociado a R$ 5,8354 para venda e a R$ 5,8334 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8115 e a máxima de R$ 5,8725. A moeda norte-americana recuou 1,39% na semana e 5,57% no mês de janeiro.



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Petrobras reajusta preço do diesel em R$ 0,22 às distribuidoras



A Petrobras reajustou o preço do diesel A em R$ 0,22 por litro. A partir deste sábado (1), o combustível passará a ser vendido para as distribuidoras, em média, por R$ 3,72.

A parcela da Petrobras na composição do preço ao consumidor final ficará em R$ 3,20 por litro, um aumento de R$ 0,19, porque o combustível repassado às distribuidoras deve ser obrigatoriamente misturado com 14% de biodiesel para se tornar o diesel B vendido nos postos.

De acordo com o último levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o diesel B está sendo vendido nas bombas por, em média, R$ 6,17.

Esse valor resulta da soma da parcela da Petrobras mais o valor do biodiesel, imposto federais e estaduais e custos de distribuição e revenda. Caso o reajuste da Petrobras seja repassado integralmente, o preço do combustível para o consumidor deve subir para R$ 6,36.

É o primeiro aumento de preços anunciado pela Petrobras desde outubro de 2023. Em dezembro do mesmo ano, a estatal tinha feito o seu último reajuste, mas para reduzir os preços.

Mesmo com a alta anunciada agora, a empresa informou que os preços para as distribuidoras ainda estão 17,1% menores do que em dezembro de 2022.



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demanda doméstica em queda e oferta em alta derrubam preços; veja cotações


O mercado físico do boi gordo encerrou a semana pressionado com muitas tentativas de compra em patamares mais baixos, informa a consultoria Safras & Mercado.

O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento, mesmo durante a primeira quinzena de fevereiro.

“Em linhas gerais, o arrefecimento da demanda doméstica em meio ao avanço da oferta de fêmeas na Região Norte foi o grande elemento de pressão durante a segunda quinzena de janeiro”, diz Fernando Henrique Iglesias, analista da empresa.

De acordo com ele, é importante destacar que a entrada dos salários na economia pode motivar alguma novidade em relação a consumo.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 325,08 (R$ 326,83 ontem)
  • Goiás: R$ 307,86 (R$ 310,89 anteriormente)
  • Minas Gerais: R$ 314,41 (R$ 315,29 na quinta)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,39 (R$ 313,52 antes)
  • Mato Grosso: R$ 321,93 (R$ 320,42 ontem)

Mercado atacadista

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O mercado atacadista encerra a semana apresentando preços acomodados. Segundo Iglesias, há alguma expectativa da entrada dos salários na economia, com capacidade de recuperação tímida dos preços, em especial dos cortes dianteiro e da ponta de agulha.

“Ressaltando que o padrão de consumo delimitado para o mês de fevereiro ainda sinaliza para a preferência de proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, ovo e embutidos em geral”, assinalou.

O quarto traseiro permanece precificado a R$ 24,50 por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 17,50, por quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 17,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,8354 para venda e a R$ 5,8334 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8115 e a máxima de R$ 5,8725. A moeda norte-americana recuou 1,39% na semana e 5,57% no mês de janeiro.



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Produção de café na Bahia pode registrar crescimento de 11,3%



O último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre o cultivo de café no Brasil, aponta que a safra de 2025 na Bahia tem um crescimento previsto de 11,3% na produção total, sendo 1,16 milhão de sacas de arábica e 2,25 milhões de sacas de conilon, um crescimento de 13,6%.

A produção de café arábica poum aumento de 5,6% na produtividade média, alcançando 20,7 sacas por hectare. Esses números refletem as condições climáticas favoráveis e a adoção de tecnologias avançadas de manejo e irrigação, pontua o relatório da Conab, compartilhados também pela Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri).

De acordo com a Seagri, comparando com a safra de 2024, que foi marcada por desafios climáticos como estiagens e altas temperaturas, a safra de 2025 apresenta uma recuperação notável.

Em 2024, a produção total de café na Bahia foi de aproximadamente 3,06 milhões de sacas, com uma produtividade média de 30,3 sacas por hectare.

A melhoria nas condições hídricas no último trimestre de 2024 e o uso eficiente de técnicas de fertirrigação contribuíram para o aumento da produção e da produtividade na safra atual.

Os resultados positivos da safra de 2025 são atribuídos à regularidade das chuvas e ao uso de irrigação suplementar, que beneficiaram especialmente as lavouras de café conilon na região do Atlântico, no sul da Bahia.

Além disso, a diversificação das fases de desenvolvimento das lavouras de café arábica nas regiões do Planalto e Cerrado também contribuiu para a estabilidade da produção.

Esses fatores, aliados ao manejo adequado e à sanidade das plantas, garantem uma safra promissora para o estado da Bahia.

Preços

O relatório da Conab aponta que as perspectivas para os preços do café no Brasil em 2025 indicam que devem permanecer elevados, pelo menos até o final do primeiro semestre.

Entre as causas estão as adversidades climáticas, como secas prolongadas e altas temperaturas, que reduziram a produtividade das lavouras brasileiras.

Além disso, a demanda global por café continua a crescer, impulsionada por mercados emergentes como a China, enquanto os estoques mundiais não acompanham. Esse descompasso entre oferta e demanda tem pressionado os preços para cima.

No mercado interno, o preço do café ao consumidor final subiu quase 40% em 2024, e a tendência é de novos reajustes em 2025, com a indústria repassando os custos adicionais aos consumidores. 


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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de uvas segue com bons preços e qualidade



Colheita da uva está em fase final em diversas regiões




Foto: Divulgação

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (30), a colheita da uva está em fase final em diversas regiões, com frutos de boa qualidade e preços relativamente estáveis no Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, a colheita da uva Niágara Rosada e Bordô já alcança 95% dos parreirais. Os preços variam entre R$ 3,00 e R$ 5,00/kg para a Niágara Rosada e R$ 2,20 a R$ 2,40/kg para a Bordô.

Já na região de Soledade, está sendo finalizada a colheita das variedades americanas, como Niágara Rosada e Branca, Concord e Bordô. A colheita da variedade vinífera Chardonnay já está em andamento, enquanto as uvas Merlot, Tannat e Cabernet Sauvignon seguem em maturação. Os preços pagos aos produtores variam de R$ 5,00 a R$ 6,00/kg, podendo chegar a R$ 10,00/kg na venda direta ao consumidor.

O clima seco tem favorecido a produção, garantindo frutos com ótimo grau Brix, bom tamanho e sanidade. A expectativa é de que a safra mantenha sua qualidade até o final da colheita.





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quase três toneladas de carne estragada são apreendidas em açougue



A Vigilância Sanitária de Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, apreendeu, na manhã desta sexta-feira (31), quase três toneladas de carne estragada. Os produtos estavam em um container em um terreno próximo ao açougue, que foi lacrado.

A ação foi realizada a partir de uma denúncia anônima e constatou que o produto não tinha condições para consumo, mas, mesmo assim, era utilizada para fazer charque, item comercializado no estabelecimento.

“As três toneladas de carne serão descartadas no aterro sanitário e, como penalidade, o açougue responsável pela comercialização da carne imprópria para o consumo foi fechado”, afirmou o diretor da Vigilância Sanitária de Itajaí, Silvio Schaadt.

Ele ressalta a importância desse tipo de denúncia ao órgão, viabilizadas pelo número (47) 3908-5046, pelo e-mail [email protected] ou pela Ouvidoria do Município pelo telefone 0800 646-4040.



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Áreas do Sudeste podem receber até 400 mm de chuva em 3 dias; saiba quais


Um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) estará ativo sobre o Brasil até o próximo domingo (2). Com isso, chuvas fortes e volumosas devem atingir áreas das regiões Sudeste, Norte e Centro-Oeste.

De acordo com a previsão da Climatempo, mais uma vez os maiores volumes de chuva serão registrados no Sudestes. A maior preocupação com a chuva muito volumosa refere-se à faixa da divisa de São Paulo com Minas Gerais e com o Rio de Janeiro.

Volumes de chuva estimados

A maior parte das áreas de São Paulo e de Minas Gerais deve acumular de 100 a 200 mm de chuva até domingo.

Segundo a Climatempo, no entanto, na divisa entre esses estados e o Rio de Janeiro, o acumulado estimado aumenta para o intervalo entre 200 a 300 mm de chuva. É o que ocorre em áreas do Triângulo Mineiro e nas regiões de Ribeirão Preto (SP) e de São Carlos (SP).

Grande parte do Sul de Minas, a região da Zona da Mata Mineira, o Vale do Paraíba (SP) e o sul do Rio de Janeiro também poderão acumular de 200 a 300 mm de chuva.

Uma pequena área na serra da Mantiqueira, no sul de Minas, na divisa com São Paulo, abrangendo, por exemplo, a região de Campos do Jordão, é a área onde o perigo é mais extremo: acumulado esperado pode chegar a 400 mm.

Perigo para deslizamentos e enchentes aumenta

De acordo com a Climatempo, os volumes de chuva estimados são muito elevados e em alguns casos correspondem a quase toda a chuva estimada para o mês de fevereiro em três ou quatro dias. Essa situação extrema, alertam os metorologistas da Climatempo, representa grande perigo, pois já choveu muito nessas áreas e, em vários locais, os solos estão encharcados e o nível dos rios e córregos está alto.

A chuva deste novo episódio de ZCAS vai cair sobre áreas que já estão tendo chuva regular, com vários temporais, desde novembro de 2024. Agora, a condição dos solos está mais propícia a ter deslizamentos de terra. Há um grande potencial para deslizamentos na Serra da Mantiqueira, na Serra do Mar, no litoral norte de São Paulo, em Angra dos Reis (RJ) e emde Paraty (RJ).

Grande São Paulo e Grande Rio

Na região da Grande São Paulo, muita chuva está sendo esperada neste fim de semana. São Paulo já recebeu muita chuva e está mais fácil ter o transbordamento de rios agora.

Para o Grande Rio, a expectativa é de que a chuva mais volumosa aconteça na parte oeste da região. Também há uma preocupação na região serrana fluminense.



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Falta de chuva afeta a produção de soja e perdas já passam dos 60%



A situação dos produtores gaúchos está complicada! A safra na Fronteira, Sul, Missões e região Central são as mais afetadas pela seca. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural ( Emater), 75% da soja está com perdas ou em alerta. Entidades questionam as projeções de safra recorde no estado e há grande preocupação com o endividamento dos produtores. Cerca de 30% estão com dívidas consideradas impagáveis.

A chuva que veio em excesso no estado, ao longo de 2024, agora está escassa na maioria das regiões. Essa é a quarta safra seguida com problemas de estiagem. As lavouras estão debilitadas e não conseguem se desenvolver mais, mesmo que chova.

A repórter Eliza Maliszewski conversou com Luciane Agazzi, produtora no município de Tapes, mostrou para a equipe do Canal Rural a lavoura de sua propriedade que está há 28 dias sem chuva.

“Ela não fechou carreiro, não cresceu, não engalhou. Devia estar com 60 centímetros e está com um palmo”, disse.

O Rio Grande do Sul vem de safras seguidas de seca. Em 2021/22 uma das piores colheitas com perdas acima de 50%. Em 2022/23 quebra de 40% na soja e na safra passada 23/24 estiagem no começo do ciclo e enchente no final com grandes impactos nas lavouras da metade sul.

Discordância

Diferente do que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), previu, a Associação Brasileira de Produtores de Soja (APROSOJA) divulgou uma nota onde destaca que não haverá supersafra. “Vivemos novamente uma situação difícil no Rio Grande do Sul. Nós temos regiões onde não chove há tempos e as plantas secaram, não temos água, chuvas escassas em todo estado. Percentual de quebra só saberemos mesmo quando começar a colheita. Até lá tudo é chute”, desabafa o presidente da Aprosoja/RS, Ireneu Orth.

Medidas

O governo do Rio Grande do Sul informou que está empenhado em ações para mitigar os efeitos das secas e estiagens. Segundo o governo, uma série de medidas foram e estão sendo executadas dentro do programa Supera Estiagem.

Além disso, o governo criou uma estrutura dedicada à segurança de barragens e emergências climáticas, dentro do Plano Rio Grande, de reconstrução, adaptação e resiliência climática do Rio Grande do Sul.



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