segunda-feira, julho 6, 2026

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afinal, qual o nome correto?



Durante uma edição do programa É de Casa, na Rede Globo, o nome da castanha gerou um debate que repercutiu nas redes sociais. O ator manauara Adanilo, ao preparar uma tradicional tapioca caboquinha, prato típico da região, referiu-se ao ingrediente como “castanha-da-amazônia”. A apresentadora Talitha Morete, por sua vez, mencionou que, no Sudeste, ela é conhecida como “castanha-do-pará”. A discussão se intensificou com a participação de internautas e figuras públicas, como a ex-BBB paraense Alane Dias, que defendeu a denominação “castanha-do-pará”. Mas, afinal, quem está certo nessa história?

Um artigo publicado por três pesquisadoras da Embrapa ajuda a entender melhor o porquê de tantas deminações. Patricia da Costa, da Embrapa Meio Ambiente, Lúcia Helena de Oliveira Wadt, da Embrapa Rondônia, e Kátia Emídio da Silva, da Embrapa Amazônia Ocidental afirmam que o fruto da castanheira (Bertholletia excelsa Bonpl.) carrega uma diversidade de nomes que reflete questões históricas, culturais e econômicas. Portanto, não existe um termo “correto”.

No entanto, no mercado internacional e em normativas comerciais, como o decreto federal nº 51.209/1961, prevalece o nome “castanha-do-brasil” – alinhado ao termo inglês Brazil nut.

Historicamente, a denominação “castanha-do-pará” remonta ao período colonial, quando o porto de Belém, no Pará, era o principal centro de exportação do produto. Já a adoção de “castanha-do-brasil” na década de 1960 buscou padronizar a nomenclatura para reforçar a origem brasileira e facilitar a comercialização no exterior.

Por outro lado, o termo “castanha-da-amazônia” vem sendo defendido por pesquisadores e produtores para destacar sua ampla ocorrência na Amazônia brasileira e em países vizinhos como Bolívia, Peru e Colômbia. Segundo a pesquisadora Patricia da Costa, o estado do Amazonas lidera a produção nacional, mas desde 1998 a Bolívia superou o Brasil como maior exportador do produto.

A pesquisadora Kátia Emídio, da Embrapa Amazônia Ocidental, argumenta que o nome “castanha-da-amazônia” reflete melhor a origem e abrangência do fruto. Anteriormente, já houve iniciativas de alteração e padronização do nome “castanha-da-amazônia”. Durante a Terceira Convenção Mundial de Frutos Secos comercial, promovida em Manaus, em 1992, com a participação de mais de 300 empresários, convencionou-se adotar o nome que reforça a origem amazônica do produto. No entanto, a força do nome “castanha-do-brasil” no mercado internacional impediu a mudança de se consolidar.

Iniciativas para adotar essa denominação ganharam força em eventos como a Convenção Mundial de Frutos Secos, em 1992, e no projeto de lei nº 913/2024, apresentado na Assembleia Legislativa do Amazonas.

A pesquisadora Lúcia Wadt da Embrapa Rondônia (Porto Velho, RO), em parceria com o Observatório da Castanha-da-Amazônia (OCA) e com o apoio do projeto NewCast – Novas soluções tecnológicas e ferramentas para agregação de valor à cadeia produtiva da castanha-da-amazônia, está conduzindo uma revisão das normativas relacionadas à nomenclatura e aos padrões de qualidade da castanha.

Em consulta recente com agentes da cadeia produtiva, o nome “castanha-do-brasil” foi o mais votado para a padronização comercial. “Essa discussão foi difícil e complexa porque existe um sentimento e uma percepção de que ‘castanha-da-amazônia’ é o nome mais inclusivo. No entanto, quando se analisa mundialmente a identidade da nossa castanha, o nome ‘castanha-do-brasil’ se destaca por estar consolidado internacionalmente como Brazil nut. Há um receio de que a mudança para ‘castanha-da-amazônia’ – que no inglês seria Amazon nut – possa gerar confusão entre os consumidores. De fato, essa questão permanece sem resolução”, afirma Lúcia Wadt.

Independentemente da nomenclatura, a castanha produzida na Amazônia é um patrimônio da sociobiodiversidade. Além de ser uma importante fonte de renda para comunidades amazônicas, ela carrega significados culturais, históricos e econômicos. E é isso que realmente importa, seja lá o nome pelo qual a castanha for chamada.



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AgroNewsPolítica & Agro

Boi gordo cai R$2,00/@ em São Paulo





Foto: Sheila Flores

De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria desta sexta-feira (31), o mercado do boi gordo registrou queda nos preços em São Paulo, enquanto outras regiões, como Rio Grande do Sul e Maranhão, mantiveram estabilidade. Segundo levantamento do setor, a oferta de gado está razoável, com maior disponibilidade de fêmeas, mas o escoamento da carne segue fraco.

Nas praças paulistas, a arroba do boi gordo recuou R$2,00, sendo negociada a R$325,00. A vaca teve a maior desvalorização, com queda de R$5,00/@, cotada a R$298,00. Já a novilha caiu R$3,00/@, ficando em R$312,00.

O “boi China”, categoria de animais aptos à exportação para o país asiático, também registrou queda de R$3,00/@, sendo negociado a R$322,00/@, com um ágio de R$7,00/@.

  • Noroeste do Paraná: Oferta de gado segue baixa, com a arroba do boi gordo a R$320,00, a vaca a R$290,00 e a novilha a R$312,00. O “boi China” subiu R$2,00/@, cotado a R$322,00/@.
  • Rio Grande do Sul: A exportação de carne e bovinos vivos sustenta os preços. No Oeste, o boi gordo é negociado a R$11,00/kg, a vaca a R$10,65/kg e a novilha a R$11,15/kg. Em Pelotas, os preços variam entre R$10,06 e R$11,05/kg.
  • Maranhão (Oeste): O mercado segue estável, com o boi gordo a R$295,00/@, a vaca a R$270,00/@ e a novilha a R$272,00/@.


A expectativa é que os preços variem nos próximos dias conforme a demanda e as condições do mercado internacional.





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fevereiro inicia com clima intenso; veja previsão



Fevereiro dá às boas-vindas com pancadas de chuva quase generalizadas. Risco de temporais no Centro-Oeste e no Sudeste trazem alerta. Confira:

Sul

Não chove no centro-sul e oeste do Rio Grande do Sul, com o calor sendo destaque na região das Missões. Sol e pancadas de chuva de moderada a forte intensidade em Santa Catarina e no Paraná. A temperatura fica mais amena no leste e litoral paranaense.

Sudeste

Primeiro dia do novo mês com alerta em todo o Sudeste. Pancadas fortes em São Paulo, o que traz temperaturas mais amenas para a capital. Chuva a qualquer hora no Rio de Janeiro, no centro-sul e Triângulo de Minas Gerais e no Espírito Santo. Risco de temporais localizados.

Centro-Oeste

Tempo instável em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal. Chove a qualquer momento com risco alto de temporais. Chuva em forma de pancadas mais isoladas no oeste e sul de Mato Grosso do Sul. Chance de temporais com raios em Campo Grande.

Nordeste

Tempo continua instável entre Maranhão, Piauí e oeste da Bahia com risco alto de pancadas fortes de chuva. Sábado com mais sol e pouca chuva na costa leste da Região.

Norte

Tempo firme no norte de Roraima e chuva forte nas demais áreas. A atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul ainda mantém o tempo mais fechado e chuvoso no Tocantins, sul do Pará e do Amazonas.



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Comercialização de arroz enfrenta dificuldades, indústrias reajustam ofertas



Produtores têm buscado vender os estoques da safra de 2024




Foto: Divulgação

Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul continuam apresentando oscilações dentro de uma faixa estreita, conforme apontam os mais recentes levantamentos do Cepea. A instabilidade no mercado tem gerado uma espécie de “queda de braço” entre produtores e compradores, resultando em baixa liquidez nas transações realizadas na semana passada.

De acordo com o boletim informativo do Cepea, muitos produtores têm buscado vender os estoques da safra de 2024, na tentativa de aliviar a pressão sobre os volumes produzidos. No entanto, compradores estão adotando uma postura mais cautelosa, preferindo adquirir apenas pequenos lotes, com foco na reposição de estoques. Esses compradores, além disso, têm tentado negociar condições mais flexíveis, com prazos de pagamento mais alongados.

A restrição de vendedores, no entanto, levou algumas indústrias a ajustar suas ofertas de compra para garantir o cereal necessário para a produção. Esses movimentos no mercado revelam um cenário de tensões entre as partes envolvidas, que ainda buscam estabilizar o comércio do produto no Estado.





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Balanço da Conab aponta crescimento de 70% nas vendas do ProVB em 2024


As vendas de milho para pequenos criadores por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB) da Conab chegaram a 111,9 mil de toneladas no último ano, um crescimento de 70% se comparado com o volume registrado em 2023, quando foram comercializadas 65,9 mil toneladas. É o melhor resultado dos últimos quatro anos. Os dados estão no balanço do Programa elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O crescimento nas vendas se deu principalmente pelo aumento no número de clientes do Programa. Em 2024, foram atendidos pelo ProVB 11.886 criadores e criadoras, em um aumento de aproximadamente 50% em relação ao ano anterior.

“O ProVB fornece alimentação animal para pequenos criadores da agricultura familiar inseridos nas cadeias de produção de carnes, leite e ovos. Para alcançar estes resultados, buscamos nos aproximar mais dos criadores, realizando parcerias com os municípios para ampliar os pontos de venda e facilitar o acesso”, reforça o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos. O diretor destaca a importância do ProVB como um programa que fortalece a agricultura familiar e, ao mesmo tempo, contribui com a produção de alimentos estratégicos para a cesta básica dos brasileiros. 

Para este ano, a tendência é que os atendimentos continuem crescendo. A expectativa da Companhia é que sejam comercializadas 131,4 mil toneladas de milho. Se confirmado o resultado, a elevação será de 17%. “A compra do milho no Programa possibilita para os criadores o acesso ao milho a preços competitivos e de forma regular. Isso contribui para o desenvolvimento de um dos mais representativos segmentos da economia nacional, além de gerar renda e empregos, sobretudo nas áreas rurais. Em 2025 devemos promover novos aperfeiçoamentos no ProVB. Estamos trabalhando para ampliar ainda mais a cobertura, com mais pontos de venda, o número de clientes e também os produtos vendidos”, pondera o diretor da Companhia.

Bons resultados – Dentre os estados, destaque para o crescimento de vendas no Piauí, saindo de 9,85 mil toneladas para 19,46 mil toneladas, uma alta de 98%. Com este resultado, o estado é o que registra o maior volume comercializado no último ano, passando o Ceará. “Em 2024, a Companhia buscou se aproximar de criadores de importantes regiões com a abertura de novos pontos de venda. Uma delas foi em São Raimundo Nonato, região do semiárido piauiense, onde tivemos recorde de venda já nas primeiras semanas de implantação. Outra cidade que recebeu um novo ponto foi Piripiri. Essas iniciativas, além de intensificarem a atuação da Conab no interior do estado, contribuíram para ampliar o atendimento com mais de 700 novos clientes cadastrados”, ressalta o superintendente da Companhia no Piauí, Danilo Viana.

As vendas no Rio Grande do Norte também apresentaram uma elevação expressiva saindo de 9,72 mil toneladas para 17,42 mil toneladas, alta de 79%. O desempenho coloca o estado potiguar como o segundo maior em volume vendido no país. Esse aumento é reflexo do Projeto Conab Itinerante, desenvolvido pela Superintendência da estatal no Rio Grande do Norte. “Em 2024 participamos em quase todas as feiras agropecuárias e a Conab inovou levando o milho para ser comercializado. Então, os agricultores e as agricultoras que participavam do evento tinham a oportunidade de se cadastrar no Programa e já na feira adquirir o cereal e levar o produto para sua propriedade”, explica o superintendente da Companhia no Rio Grande do Norte, Sebastião José de Arruda. “Isso contribuiu para ampliar nossas vendas em 2024. São medidas como essa, de desburocratização do serviço público, que nos aproximam do nosso público, levando o que a gente tem de melhor no atendimento e na execução das políticas públicas”, avalia Arruda.

Outros dois estados que se destacaram nas vendas no ano passado, com a maior elevação em percentual, foram Bahia e São Paulo. Os criadores baianos compraram cerca de 11,54 mil toneladas de milho na Conab, acréscimo de 393% na comparação com a comercialização registrada em 2023. Já no estado paulista a alta foi de 232%, saindo de 37,19 toneladas vendidas em 2023 para 123,34 toneladas no ano passado.

ProVB em 2025 – Nesta sexta-feira (3) foi publicada a Portaria Interministerial MAPA/MF/MDA nº 21/2024, que estabelece os limites orçamentários para a comercialização do cereal por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que permite a retomada das vendas do produto pela estatal. O documento autoriza a Conab a comprar até 50 mil toneladas do grão, por meio de leilão público, para atender o Programa, e estipula o limite de até R$ 144,2 milhões para a equalização de preços na venda do milho, nas operações do ProVB.





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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi registra queda nos preços



Mercado do boi gordo segue com ofertas razoáveis




Foto: Divulgação

De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria desta quinta-feira (30), o mercado do boi gordo segue com ofertas razoáveis, com maior disponibilidade de fêmeas para abate. No entanto, o escoamento da carne não apresentou um desempenho satisfatório.

A escala de abate atualmente atende, em média, sete dias úteis. No cenário geral, os preços registraram queda para todas as categorias: o boi gordo teve redução de R$ 2,00/@, a vaca caiu R$ 5,00/@ e a novilha recuou R$ 3,00/@.

  • Noroeste do Paraná: A oferta de gado permanece baixa, com escalas de abate atendendo a uma média de sete dias úteis.
  • Rio Grande do Sul: A exportação de carne bovina in natura e de bovinos vivos ajudou a sustentar o preço da arroba no estado.
  • Oeste do Maranhão: Com o mercado abastecido e escalas médias de seis dias, os preços permaneceram estáveis.


O setor segue atento às oscilações do mercado e ao comportamento da demanda para os próximos períodos.





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Consumidor continuará sem cobrança extra na conta de luz em fevereiro



A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter em fevereiro a bandeira verde, a menos onerosa, para a cobrança pelo fornecimento de energia elétrica pelo Sistema Interligado Nacional (SIN). Será a terceira vez consecutiva em que a tarifa mensal da conta de luz não sofrerá nenhum acréscimo.

A cor da bandeira decidida mês a mês reflete a variação dos custos de geração de energia aferida pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda.

Nos meses chuvosos no Brasil, como novembro, dezembro e janeiro, os reservatórios das usinas hidrelétricas alcançam maior volume, o que dispensa geração de energia pelas termoelétricas, mais caras – além de poluentes por causa do uso de combustível fóssil.

O sistema de bandeiras, criado em 2015, funciona como um sinal de trânsito e informa ao consumidor a necessidade de economia de luz em razão da variação do preço para a produção de energia elétrica.



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Safra de soja no Paraná deve ser 3,8% menor que a prevista, estima Deral



O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná atualizou suas previsões para a safra 2024/25. Para a soja, o levantamento estima produção de 21,34 milhões de toneladas, queda de 3,8% ante o relatório de dezembro, que projetava 22,18 milhões de toneladas. Ainda assim, a atual temporada deve ser 15% superior à registrada em 2023/24.

A área plantada permanece praticamente estável, em 5,77 milhões de hectares, ante 2023/24 e frente ao previsto em dezembro. No entanto, a produtividade foi reduzida de 3.841 kg/ha (64 sacas) para 3.696 kg/ha (61,6 sacas). Em 2023/24, a produtividade foi de 3.200 kg/ha.

Além da soja, o milho

As projeções para o milho ficaram estáveis. Para o cereal de primeira safra, a expectativa é de 2,64 milhões de toneladas, alta de 4% ante a temporada anterior, com área de 260,7 mil hectares (queda de 11% ante 2023/24) e produtividade de 10.115 kg/ha.

Já para o grão de segunda safra, a previsão é de 15,53 milhões de toneladas produzidas, 24% mais do que em 2023/24, com área de 2,56 milhões de hectares, ligeiro avanço de 1% na comparação com a safra 2023/24, e produtividade estimada em 6.064 kg/ha.

Aumento de produção do feijão

O feijão de primeira safra deve atingir 341,7 mil toneladas no Paraná, aumento de 113% sobre a safra anterior. Em dezembro, a previsão era de 329,5 mil toneladas. A área plantada ficou prevista em 169,2 mil hectares, crescimento de 57%, e rendimentos de 2.020 kg/ha.

Para a segunda safra, a projeção é de 666,8 mil toneladas, ante estimativa é de 694,4 mil toneladas em dezembro. Em relação à safra anterior, o Deral espera uma produção 1% menor frente à temporada passada.

Houve redução na área plantada, que passou de 380,6 mil hectares previstos em dezembro para 365,8 mil hectares, 16% menor do que no ciclo passado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas melhoram lavouras de milho silagem



Produtores investem em fertilizantes após chuvas




Foto: Agrolink

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (30), as chuvas recentes trouxeram benefícios para as lavouras de milho destinadas à silagem no Rio Grande do Sul. As precipitações melhoraram o aspecto geral das plantações, recuperando a coloração verde das folhas e favorecendo a emissão de novas estruturas vegetativas.

Com a umidade adequada, os produtores intensificaram a aplicação de fertilizantes nitrogenados e potássicos em cobertura, além de reforçarem o manejo de pragas e plantas daninhas. A aplicação de inseticidas preventivos contra a cigarrinha e lagartas também foi realizada.

Apesar das chuvas, as atividades de ensilagem seguiram normalmente, com resultados considerados satisfatórios.

  • Região de Bagé (Campanha): As lavouras em fase vegetativa foram beneficiadas e mantêm bom potencial produtivo. No entanto, áreas semeadas a partir de 24 de dezembro apresentam falhas no estande devido à falta de umidade, o que pode comprometer a produtividade.
  • Região de Ijuí: Cerca de 90% da área destinada à silagem já foi colhida. A estiagem afetou o número de grãos nas espigas, mas o volume e a qualidade do produto estocado são considerados satisfatórios. Aproximadamente 5% das lavouras inicialmente destinadas à produção de grãos estão sendo redirecionadas para silagem, o que pode resultar em menor qualidade do material final.


A expectativa dos produtores é de que as condições climáticas continuem favoráveis para garantir bons resultados na colheita.





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confira as cotações da soja



Os negócios com a soja no Brasil envolveram apenas lotes pontuais nesta sexta-feira (31). O mercado esteve travado, com a volatilidade na Bolsa de Chicago. Os preços no mercado físico ficaram entre estáveis e mais fracos, com os vendedores demonstrando preocupação com os níveis atuais e direcionando sua atenção também para o andamento da colheita.

  • Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 133,00
  • Região das Missões (RS): preço se manteve em R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 138,00
  • Cascavel (PR): preço aumentou de R$ 121,00 para R$ 121,50
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 131,00 para R$ 130,50
  • Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 115,50 para R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 114,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. A sessão foi de muita volatilidade, característica do último dia do mês, quando os agentes tradicionalmente ajustam suas carteiras. Na semana, a posição março caiu 1,3%. Já no mês, a elevação ficou em 3,12%.

A pressão no final do dia foi exercida pelas incertezas em relação à adoção ou não de tarifas comerciais por parte do governo Trump, de 25%, sobre México e Canadá, importantes parceiros comerciais dos Estados Unidos. No caso do óleo, o efeito foi contrário. Se importar menos canola do Canadá, há perspectiva de aumento na demanda pela soja.

Mas o mercado segue de olho na situação das lavouras sul-americanas. Ainda faltam as chuvas na Argentina e no Rio Grande. Já no Mato Grosso, o excesso de precipitações atrapalha a colheita.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 2,00 centavos de dólar ou 0,19%, a US$ 10,42 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,57 1/2 por bushel, com perda de 2,25 centavos, ou 0,21%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 3,60 ou 1,18%, a US$ 301,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 46,11 centavos de dólar, com alta de 1,13 centavo ou 2,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,30%, negociado a R$ 5,8354 para venda e a R$ 5,8334 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8115 e a máxima de R$ 5,8725. A moeda norte-americana recuou 1,39% na semana e 5,57% no mês de janeiro.



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