segunda-feira, julho 6, 2026

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Oscilações marcam preços do arroz em 2024


De acordo com os dados da edição de janeiro do Boletim Agropecuário produzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) divulgado pelo Observatório Agro Catarinense, o mercado do arroz em 2024 foi marcado por fortes oscilações de preços, impulsionadas por quebras de safra, variação na oferta e eventos climáticos.

No início do ano, os valores ultrapassaram R$ 120,00 por saca de 50 kg, refletindo a quebra na safra 2022/23 e a baixa nos estoques brasileiros e do Mercosul. Contudo, nos meses seguintes, os preços caíram com a chegada da safra 2023/24, mas voltaram a subir entre abril e novembro, devido às chuvas extremas no Rio Grande do Sul e perdas em Santa Catarina.

No último trimestre, os preços voltaram a cair, acompanhando a expectativa de uma produção 10% maior para a safra 2024/25. Em dezembro, a redução foi de 14% em relação a 2023, principalmente no Litoral Sul e Grande Florianópolis, regiões influenciadas pelo mercado gaúcho.

Apesar das oscilações, os produtores tiveram margem positiva, pois o aumento dos preços superou o crescimento dos custos. O custo operacional total subiu em média R$ 9,76 por saca, chegando a R$ 84,22 por saca de 50 kg. Já o preço médio de venda aumentou R$ 29,00 por saca em relação a 2023.

Os principais itens que encareceram a produção foram:

  • Arrendamento (+29,2%)
  • Mão de obra (+10,6%)
  • Serviços mecânicos (+5,6%)

Esses três fatores representam mais de 80% do custo operacional total.

No comércio internacional, as exportações de arroz entre janeiro e dezembro de 2024 totalizaram US$ 3,837 milhões, uma queda de 61% em relação a 2023. Os principais destinos foram Trinidad e Tobago (38,9%), Senegal (24%) e Gâmbia (13,5%).

Já as importações cresceram 19,56%, impulsionadas pela baixa oferta interna. Os principais fornecedores de arroz para Santa Catarina foram:

  • Uruguai (55,36%)
  • Paraguai (10,55%)
  • Tailândia (10,27%)

O cenário para 2025 segue com expectativa de maior oferta e estabilidade no mercado, mas ainda sujeito às influências climáticas e cambiais.





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Hugo Motta é o novo presidente da Câmara dos Deputados



O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 2025-2026. O parlamentar foi eleito neste sábado (1º) em primeiro turno, com 444 votos. Ele concorreu com os deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), que obteve 32 votos, e Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), que teve 22 votos. Outros 2 votos foram em branco.

Motta foi apoiado por um bloco formado por 17 partidos e 494 deputados. Integram o bloco PL, PT, PCdoB, PV, União, PP, Republicanos, PSD, MDB, PDT, PSDB, Cidadania, PSB, Podemos, Avante, Solidariedade e PRD.

Como ele obteve a maioria absoluta (metade mais um) de votos dos presentes, não houve um segundo turno.

Pouco antes da votação, no discurso como candidato, Hugo Motta prometeu humildade na gestão à frente da Casa. “Quero ser um elo na corrente, um elo forte, mas com a consciência de ser apenas um elo que não podemos deixar romper. Todas as vezes que romperam esta corrente, partiram a democracia”, disse.

Para Motta, a cadeira da Presidência não pode ser considerada como o auge do poder de um deputado. “Aquela cadeira não faz nenhum de nós diferentes, é transitória, efêmera.”

Motta defendeu mais previsibilidade nos trabalhos da Câmara, como retomar sessões de Plenário no início da tarde e estabelecer quais delas serão virtuais e quais presenciais.

Ele também defendeu priorizar alinhamento de pautas com o Senado para otimizar o processo legislativo e ampliar a participação de parlamentares menos experientes ou com menos protagonismo na relatoria de projetos. “É uma Câmara de todos e para todos”, disse.

Motta citou compromisso com a bancada feminina em promover o respeito e a visibilidade das mulheres no Parlamento. “Com relatorias de projetos que não tratam só de mulheres, mas de agenda econômica, educação, segurança pública e outros projetos de interesse do Brasil”, afirmou.

Presidente mais novo

Com 35 anos, Hugo Motta é o deputado mais jovem a se eleger presidente da Câmara pós-redemocratização.

Motta começou cedo na política e exerce atualmente o quarto mandato como deputado federal. Na última eleição, em 2022, foi o mais votado na Paraíba, com 158.171 votos.

Na primeira vez que tomou posse na Câmara, em 2011, Hugo Motta fora eleito o deputado mais jovem, aos 21 anos, idade mínima para assumir o cargo, segundo a Constituição.

Atualmente aos 35 anos, Hugo Motta também está na idade mínima para ocupar o cargo de presidente da República, já que o presidente da Câmara é o segundo na linha sucessória, depois apenas do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

No primeiro mandato, Hugo Motta ainda era estudante de medicina. Por causa da eleição para a Câmara, teve de se transferir da Faculdade de Medicina Nova Esperança, em João Pessoa, para Universidade Católica de Brasília, onde concluiu o curso em 2013.

Atuação parlamentar

Em 2015, Motta presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que investigou as denúncias feitas pela Operação Lava Jato. Ele também presidiu a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (2014-2015) e três comissões especiais: Desestatização da Eletrobras (PL 9463/18); Proteção à saúde e ao meio ambiente (PL 5013/13); e Zona Franca do semiárido nordestino (PEC 19/11).

Motta está na liderança do Republicanos desde fevereiro de 2023.

Propostas aprovadas

Na Câmara, apresentou seis propostas que viraram normas legais, como a Emenda Constitucional 82, que incluiu a segurança viária no capítulo destinado à segurança pública.

As demais propostas foram apresentadas em conjunto com outros deputados. Entre elas estão a emenda constitucional que cria novas regras para os partidos políticos destinarem recursos para candidatos pretos e pardos e perdoa as legendas que descumpriram a cota mínima para essas candidaturas em eleições passadas (EC 133) e a lei que inscreve o nome de Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, no Livro dos Heróis da Pátria (lei 14.999/24).

Durante a pandemia de Covid-19, Motta relatou a proposta do “orçamento de guerra”, criada para flexibilizar regras fiscais, administrativas e financeiras (EC 106). Foi uma das 13 propostas relatadas por Motta que viraram norma.

Partido jovem

Fundado em 2005, o Republicanos também é o partido mais jovem a ganhar uma eleição para Presidência da Câmara. Até então, a Presidência da Câmara só fora ocupada por deputados de partidos criados na década de 1980, após o fim do regime bipartidário e a volta da democracia.

Nesse período, o MDB ocupou a vaga por mais tempo, assumindo a presidência nove vezes. Em seguida vêm o PP/PDS, com sete vezes, e o DEM/PFL, com seis.

Com Hugo Motta, esta será a 20ª vez que um deputado do Nordeste assume o cargo de presidente da Câmara na história da República. Outros dois deputados da Paraíba já ocuparam a cadeira: Efraim Moraes (PFL), entre 2002 e 2003, e Samuel Duarte (PSD), de 1947 a 1949.

Na maior parte do tempo, a Câmara dos Deputados foi presidida por deputados da região Sudeste: 16 vezes por São Paulo, 12 de Minas Gerais e 7 do Rio de Janeiro.



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Apenas um fator pode determinar alta agressiva do preço do boi gordo no 1º trimestre, diz analista


O mercado brasileiro de boi gordo registrou preços em alta para a arroba ao longo de janeiro, mesmo com a acomodação verificada nas cotações do atacado na segunda quinzena.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, o mês foi muito bem dividido: os primeiros 15 dias foram marcados por patamares firmes, com forte alta em um ambiente pautado por exportações em ótimo nível e pela oferta restrita.

“No entanto, na segunda quinzena de janeiro, o quadro se inverteu. A oferta ainda esteve restrita, mas houve um enfraquecimento da demanda, o que fez com que os preços da carne bovina no atacado recuassem em praticamente todos os cortes, em especial no traseiro.”

Para o analista, a primeira quinzena de fevereiro, com a entrada dos salários na economia, pode ser determinante para justificar se haverá espaço para a retomada dos preços – ainda que timidamente – ou se o mercado permanecerá fragilizado.

Segundo ele, hoje a leitura é mais pessimista, sendo provável que os frigoríficos continuem testando preços mais baixos. “Contudo, o principal elemento para determinar uma alta mais agressiva é a retomada das exportações de carne em boas proporções”, destaca.

Preços médios da arroba do boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 30 de janeiro:

  • São Paulo (Capital): R$ 330, alta de 3,77% frente aos R$ 318 do fechamento de dezembro
  • Goiás (Goiânia): R$ 315 a arroba, avanço de 3,28% perante os R$ 305,00 registrados no final de dezembro
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320, aumento de 4,92% frente ao final de 2024, de R$ 305
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 325, incremento de 3,17% frente aos R$ 315 registrados no final de dezembro
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 320, aumento de 6,67% frente aos R$ 300 do final do ano passado
  • Rondônia (Vilhena): R$ 290, valorização de 3,57% frente aos R$ 280 de dezembro

Mercado atacadista

carne bovina exportações Chinacarne bovina exportações China
Foto: Pixabay
O mercado atacadista apresentou preços mais fracos ao longo de janeiro. De acordo com Iglesias, trata-se de um movimento natural frente ao período de descapitalização das famílias no começo do ano, que acaba determinando uma queda na demanda por cortes bovinos.
O quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 18 o quilo, queda de 10,89% frente ao valor praticado no fechamento de dezembro, de R$ 20,20 o quilo. Já o quarto do traseiro do boi foi vendido por R$ 25,50 o quilo, queda de 4,49% frente aos R$ 26,70 por quilo registrados na última de 2024.

Exportações de carne

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 722,016 milhões em janeiro (17 dias úteis), com média diária de US$ 42,471 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio de Rio Grande do Sul (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 143,817 mil toneladas, com média diária de 8,430 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.037,90.

Em relação a janeiro de 2024, houve alta de 13,7% no valor médio diário da exportação, ganho de 2,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 11,4% no preço médio.



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País está caminhando para reprimarização da pauta de exportação, diz presidente da Abimaq



O presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirmou na última quarta-feira (29), que o país está caminhando para a reprimarização da pauta de exportação. Velloso reconhece a robustez da balança comercial brasileira de 2024, que encerrou o ano com superávit de US$ 74,6 bilhões, o segundo maior valor da série histórica, mas chama atenção para o comportamento das exportações da indústria de transformação.

“Há dez anos, 64% das exportações eram da indústria de transformação. Hoje, é 52%”, afirma. “Percebemos que há muita exportação de itens com baixíssima transformação, como açúcar, óleos combustíveis e carne bovina. Estamos caminhando para uma reprimarização”, alertou.

Velloso também chamou atenção para o crescimento de 25,6% das importações de bens de capital em 2024, um resultado positivo. “Na teoria, isso se traduziria em aumento de produtividade no país. No entanto, o investimento no Brasil não cresceu e o consumo aparente de máquinas caiu.”

O presidente da Associação ainda afirmou que o país não está investindo na indústria como deveria. “O investimento em máquinas é 35% menor do que o que tínhamos há dez anos”, recordou.

Guerra comercial entre EUA e China

O presidente da Abimaq disse que a guerra comercial entre Estados Unidos e China já está trazendo consequências para o Brasil.

Ele lembrou que o governo americano anterior, sob o comando de Joe Biden, já trabalhava com medidas tarifárias, e a perspectiva é de continuidade do protecionismo na liderança de Donald Trump, principalmente sobre os produtos chineses.

“Já estamos tendo problemas por aqui, porque aqueles produtos da China que iam para os Estados Unidos ou Europa, já estão procurando novos mercados, e o Brasil é um deles”, afirma. “Isso já tem sido um problema para a indústria nacional, sobretudo a de máquinas e automóveis, que tem maior valor agregado”, acrescentou.

Velloso disse que, com a continuidade de restrições impostas pelos Estados Unidos, esse efeito deve persistir no Brasil e em outros países, mas descarta uma possibilidade de rompimento bilateral entre o país e os Estados Unidos. “O Brasil não é uma das principais preocupações, tem outras na frente.”

O presidente da Abimaq ressaltou ainda que os Estados Unidos são o principal destino das exportações de máquinas e equipamentos brasileiros. No ranking de 2024, 26% das exportações foram destinadas para os Estados Unidos, seguida por 9% para a Argentina, 6,2% para Singapura, e 6% para o México.



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Métodos de semeadura impactam qualidade das pastagens


A qualidade da formação das pastagens depende diretamente da escolha do método de semeadura, um fator essencial para garantir alto rendimento forrageiro, cobertura uniforme e menor competição com plantas invasoras.

Especialistas indicam que a definição do método ideal deve levar em conta tipo de solo, clima, espécie forrageira e objetivo da pastagem. Atualmente, os principais métodos utilizados são a semeadura a lanço, em linha e por plantio direto.

Principais métodos de semeadura

1. Semeadura a lanço

Esse método distribui as sementes de forma uniforme sobre o solo, podendo ser realizado manualmente ou com máquinas. Apesar da facilidade e rapidez, a técnica exige maior quantidade de sementes e pode ter menor eficiência na germinação se não houver incorporação adequada ao solo.

2. Semeadura em linha

A técnica consiste em depositar as sementes em sulcos no solo, garantindo maior controle na profundidade e na distribuição. Esse método favorece um melhor desenvolvimento das plantas e reduz o desperdício de sementes, sendo indicado para áreas com menor disponibilidade de sementes e solos bem preparados.

3. Plantio direto

No plantio direto, as sementes são inseridas no solo sem a necessidade de revolvimento prévio, utilizando a palhada da cultura anterior para cobertura. Essa técnica contribui para a conservação do solo, manutenção da umidade e redução da erosão, sendo uma opção eficiente para áreas com histórico de degradação.

Independentemente do método escolhido, algumas práticas são fundamentais para garantir o sucesso da formação da pastagem:

  • Escolha da espécie forrageira adequada para a região e tipo de solo
  • Correção do solo com análise química para ajuste de nutrientes
  • Controle de pragas e invasoras para evitar competição na fase inicial
  • Monitoramento da germinação e do desenvolvimento da forragem

Com a crescente demanda por eficiência na produção agropecuária, produtores buscam métodos que otimizem custos e produtividade das pastagens. O uso de tecnologias na semeadura, como máquinas de precisão e tratamento de sementes, deve ganhar espaço no campo nos próximos anos, aumentando a qualidade e sustentabilidade das pastagens.





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Chuvas intensas e temporais atingem Centro-Oeste e Norte



A previsão para os próximos dias indica a formação de grandes áreas de instabilidade sobre o Centro-Oeste e o Norte do Brasil. Segundo a Climatempo, a presença da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e a proximidade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) são responsáveis por essas condições, associadas ao ar quente e úmido predominante nas regiões.

De acordo com a Climatempo, há previsão de pancadas de chuva frequentes, com potencial para temporais, em Goiás, Distrito Federal, centro-norte de Mato Grosso, Tocantins, Rondônia, sudeste do Amazonas, Pará e Amapá.

As capitais Goiânia (GO), Brasília (DF), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Belém (PA) e Macapá (AP) estão incluídas na área de risco.

Além das chuvas volumosas, existe a possibilidade de ocorrência de raios e ventos fortes, especialmente durante as tardes e noites. Esses fenômenos podem causar transtornos como alagamentos, transbordamento de córregos e rios, queda de árvores e interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Impactos esperados nas capitais

Em Goiânia e Brasília, a intensidade das chuvas pode levar a alagamentos urbanos, afetando o tráfego e o transporte público. Em Palmas e Porto Velho, a preocupação também se volta para áreas ribeirinhas, onde o transbordamento de rios pode agravar a situação.

Belém e Macapá, localizadas próximas à linha do Equador, devem enfrentar chuvas fortes e constantes, típicas desta época do ano, o que aumenta o risco de enchentes e deslizamentos de terra.

Cuidados e orientações

A Climatempo recomenda que a população fique atenta aos alertas meteorológicos e tome precauções, como evitar áreas alagadas e desligar aparelhos eletrônicos em caso de raios. Motoristas devem redobrar a atenção nas estradas, especialmente em áreas com histórico de deslizamentos.



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Programa instala hortas urbanas sob redes de transmissão de energia


Terrenos subutilizados sob as linhas de transmissão de energia elétrica da Enel Distribuição São Paulo estão sendo transformados em espaços produtivos dedicados à agricultura urbana.

A iniciativa, que já beneficia dezenas de produtores, também busca a integração comunitária em áreas de alta vulnerabilidade social.

A ideia tem dado tão certo que foi produzido um estudo para avaliar a percepção dos 75 agricultores cadastrados no programa nas 50 hortas atualmente ativas.

A pesquisa revelou que 100% dos participantes relataram melhora na disposição física, 93,6% notaram benefícios diretos à saúde pelo acesso a alimentos frescos e nutritivos, 85,2% destacaram maior integração comunitária, além de 74,1% terem registrado economia doméstica e mais da metade (66,7%) perceberam que houve aumento na diversidade da fauna local.

“O Hortas em Rede é mais do que um projeto de agricultura urbana. É uma transformação social que impacta a vida de milhares de pessoas”, comenta Guilherme Lencastre, presidente da Enel Distribuição São Paulo.

De acordo com ele, os resultados alcançados levam a companhia a planejar expandir a iniciativa para outras regiões do país onde atua, casos de Ceará e Rio de Janeiro. Questionada pela reportagem, a empresa disse que ainda não detalhou o plano para a instalação das futuras hortas nas outras praças de concessão.

A coordenadora do projeto, Carolina Afonso, destaca que não basta selecionar uma área e iniciar o cultivo. “Precisamos avaliar questões como descarte irregular de resíduos, depredação, viabilidade econômica e, principalmente, o impacto socioambiental que essa horta trará para os agricultores e a comunidade. Nosso foco é sempre a inclusão social e a inovação”, disse.

Hortas transformando vidas

horta sob redes de transmissão de energia
Fotos: Divulgação/ Montagem: Canal Rural

Agricultor de São Mateus e um dos beneficiados pelo Hortas em Rede, Rafael Maroni conta que o cultivo de hortaliças se tornou sua principal fonte de renda e proporcionou uma nova perspectiva de vida.

“Troquei a música pela terra, algo que sempre esteve na minha família. Hoje, o cultivo de alface, além de ser o nosso sustento, também impacta positivamente a comunidade”, relata.

Entusiasta do programa, a pesquisadora do Ministério do Desenvolvimento Social Elisa Carvalho ressalta a urgência de combater a insegurança alimentar diante das mudanças climáticas. “É essencial ocupar áreas urbanas e periurbanas com projetos que integrem serviços ambientais e sociais. A agricultura pode e deve acontecer em qualquer espaço disponível”.



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Falta de mudas reduz safra de morangos


De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (30), o cultivo de morangos no Rio Grande do Sul segue com desafios e oscilações nos preços. Fatores climáticos, pragas e disponibilidade de mudas têm impactado a safra atual, enquanto produtores se organizam para a próxima temporada.

A comercialização do morango apresenta grande variação nos preços, dependendo da qualidade e da localização. Em Pelotas, os produtores recebem entre R$ 15,00 e R$ 25,00/kg, enquanto em Rio Grande, os valores chegam a R$ 40,00/kg. Já em Turuçu, o preço médio é de R$ 18,00/kg. Devido à menor qualidade dos frutos e baixa rentabilidade, alguns produtores têm optado por congelar a produção para posterior venda a mercados especializados em polpa.

Na região de Santa Maria, a colheita das variedades de dias curtos está próxima do fim, enquanto as de dias neutros seguem com bom desenvolvimento. No município de Agudo, um dos principais produtores da região, os preços variam entre R$ 35,00 e R$ 40,00/kg.

Apesar da boa qualidade dos frutos, a safra foi reduzida devido à escassez de mudas. Em algumas propriedades, as plantas morreram por falta de água ou baixa qualidade. Em São Vicente do Sul, houve registro de mancha-de-micosferela, ácaro-rajado e lagartas, afetando a produtividade.

Na região de Soledade, as temperaturas elevadas têm reduzido a produção e afetado a qualidade dos frutos. Há relatos de perda de floradas, crescimento excessivo da parte vegetativa e aumento de pragas, como percevejo-do-fruto, ácaro-rajado e pulgão. Além disso, algumas lavouras enfrentam ataques de pássaros.

Apesar dos desafios, a qualidade dos morangos da região ainda é considerada razoável, com preços ao produtor variando entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg.

Diante das dificuldades, produtores já se preparam para a próxima safra, realizando encomendas de mudas e planejando investimentos em estufas. Alguns têm apostado em mudas importadas do Chile, buscando maior resistência e produtividade. O setor segue atento às condições climáticas e ao manejo de pragas, enquanto espera por uma safra mais equilibrada em 2025.





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Nova Mesa Diretora do Senado é eleita por aclamação


Após eleger o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para a presidência da Casa, o Senado elegeu, por aclamação, os candidatos da chapa única para a Mesa Diretora no biênio 2025-2026. Confira, a seguir, a lista de senadores.

– Primeira-Vice-Presidência: Eduardo Gomes (PL-TO)

– Segunda-Vice-Presidência: Humberto Costa (PT-PE)

– Primeira-Secretaria: Daniella Ribeiro (PSD-PB) 

– Segunda-Secretaria: Confúcio Moura (MDB-RO)

– Terceira-Secretaria: Ana Paula Lobato (PDT-MA)

– Quarta-Secretaria: Laércio Oliveira (PP-SE)

Durante a reunião preparatória, também foram definidos os senadores suplentes.

– Chico Rodrigues (PSB-RR)

– Mecias de Jesus (Republicanos-RR)

– Styvenson Valentim (PSDB-RN)

– Soraya Thronicke (Podemos-MS)

Abertura do ano legislativo

No encerramento da reunião preparatória, Alcolumbre convocou, para a próxima segunda-feira (3), às 16h, sessão solene do Congresso Nacional, no plenário da Câmara dos Deputados, para inaugurar a terceira sessão legislativa ordinária da 57ª legislatura.

O novo presidente do Senado também informou que as indicações para lideranças partidárias devem ser feitas na retomada dos trabalhos da Casa.



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Recuo do dólar vai repercutir na baixa do preço dos alimentos, diz ministro



O ministro do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou que a redução do preço do dólar deve refletir na baixa do preço dos alimentos e que a produção agrícola não é o problema.

As declarações ocorreram neste sábado (1º), na eleição da Câmara dos Deputados. Teixeira tem um mandato de deputado federal pelo PT de São Paulo e estava na Casa horas antes da votação. Ele apoia o favorito à presidência da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

“A âncora maior do aumento do preço dos alimentos não é a produção agrícola. Nós temos a maior produção agrícola do Brasil. A âncora é no dólar. O dólar subiu muito fortemente, efeito Trump, e agora baixou, o que vai repercutir na baixa dos alimentos”, declarou.

Teixeira continuou: “Ao mesmo tempo, tem o chamado ciclo do boi. Esse ciclo do boi, onde tem excesso de abates e falta carne, ele está passando. Ele está acabando, ele já acabou. Então, isso vai refletir também na carne”.

O ministro também afirmou que deve haver uma política de crédito agrícola para atingir a cesta básica. Segundo ele, os produtos frescos não tiveram impacto da inflação.

“Nós estamos ajustando, já fizemos isso no Pronaf, devemos fazer isso no Pronampe, o crédito agrícola, para ele repercutir sobre a cesta básica. Vocês podem ver que não teve inflação nos produtos frescos, in natura”, declarou.

Teixeira acrescentou: “A inflação foi na carne, no açúcar, no café, nos derivados de soja e milho e na laranja. Esses produtos, basta diminuir o dólar, que você terá mais ofertas desses produtos a um preço mais barato”.

O ministro disse ainda que o ano está mais tranquilo do ponto de vista climático, o que também deve ter reflexo no aumento da produção agrícola. Ele afirmou, na sequência, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem “olhar de lince” sobre os preços dos alimentos, por afetarem os mais pobres, mas que “não pretende adotar nenhuma medida heterodoxa”.



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