segunda-feira, julho 6, 2026

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Soja encerra semana em queda em Chicago


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira e a semana em queda, impactada pela imposição de novas tarifas dos Estados Unidos sobre Canadá, México e China, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de soja para março, referência para a safra brasileira, recuou 0,19% ou 2,00 cents/bushel, fechando a US$ 1042,00. Já o contrato para maio caiu 0,21%, ou 2,25 cents/bushel, encerrando a US$ 1057,50. O farelo de soja para março desvalorizou 1,18%, a US$ 301,1 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja avançou 2,51%, cotado a US$ 46,11 por libra-peso.  

A desvalorização semanal da soja foi de 1,30%, acumulando perda de 13,75 cents/bushel. O farelo também recuou 1,25%, com queda de US$ 3,8 por tonelada curta. Já o óleo de soja registrou alta semanal de 1,97%, subindo US$ 2,00 por libra-peso. Apesar do recuo na última semana, o saldo mensal ainda é positivo para a soja, que acumulou valorização de 3,12% em janeiro. No mesmo período, o farelo perdeu 4,99%, enquanto o óleo de soja teve uma expressiva alta de 14,25%.  

O mercado equilibrou ao longo do pregão fatores como as condições climáticas desfavoráveis na Argentina e o atraso na colheita brasileira, que poderiam sustentar os preços, contra os impactos da nova política tarifária dos EUA, ratificada por Donald Trump na quinta e sexta-feira. Há incertezas sobre o efeito dessas medidas no fluxo de exportação da soja americana, o que levou investidores a adotar uma postura mais conservadora.  

Diante desse cenário, o mercado segue atento à evolução da safra sul-americana e às possíveis consequências das tarifas sobre o comércio global. A volatilidade deve continuar influenciando os preços da soja nas próximas semanas.

 





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Café que deixou de ser embarcado em 2024 fez Brasil perder R$ 3,4 bi em receita cambial



Os embarques de café enfrentaram atrasos significativos em 2024, resultando em 1,826 milhão de sacas armazenadas nos portos brasileiros sem conseguir exportação, conforme levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Considerando o preço médio de exportação de US$ 304,25 por saca e a cotação média do dólar em dezembro de R$ 6,0964, o Brasil deixou de arrecadar US$ 555,62 milhões (R$ 3,387 bilhões) em receita cambial ao longo do ano.

O problema foi causado por alterações de escala de navios, atrasos frequentes e rolagens de cargas, segundo o diretor técnico da entidade, Eduardo Heron.

Os entraves logísticos geraram um prejuízo de R$ 9,2 milhões em dezembro, devido a custos adicionais de armazenagem, retenção de contêineres (detentions) e antecipação de gates. Desde junho, quando o levantamento foi iniciado, as perdas acumuladas somaram R$ 51,5 milhões para os exportadores.

Impacto na cadeia produtiva do café

Heron alerta que os gargalos logísticos também afetam os produtores de café, majoritariamente da agricultura familiar, pois reduzem o repasse do valor da exportação aos cafeicultores. O Brasil, sendo o país que mais transfere o preço FOB da exportação aos produtores, vê suas limitações portuárias afetando diretamente a renda da cadeia produtiva.

O setor de exportação, responsável pela consolidação das cargas, enfrenta dificuldades com o crescimento da demanda por contêineres e a falta de infraestrutura adequada nos portos brasileiros.

Infraestrutura portuária no limite

Os problemas logísticos evidenciam o esgotamento da capacidade dos portos brasileiros, segundo Heron. Ele defende investimentos para ampliar pátios e berços, melhorar a infraestrutura de rodovias, ferrovias e hidrovias, além de aprofundar o calado para receber embarcações maiores.

O Cecafé, em conjunto com outras entidades do comércio exterior, tem buscado diálogo com autoridades públicas para minimizar os impactos e discutir melhorias estruturais nos portos.

“Nosso objetivo é garantir que o agronegócio continue gerando divisas para o país, com mais eficiência e competitividade nas exportações”, afirma Heron.

Na última semana, o Comitê Logístico do Cecafé se reuniu com Beto Mendes, diretor de Operações da Autoridade Portuária de Santos (APS), para tratar dos desafios logísticos no embarque de café pelo Porto de Santos, que responde por 68% das exportações nacionais do grão.

Segundo Heron, a APS está monitorando os atrasos e planejando melhorias na infraestrutura portuária, como:

  • Terceira via da Rodovia dos Imigrantes
  • Aprofundamento do calado com concessão do canal
  • Leilão do TECON10, previsto para o segundo semestre

Além disso, a APS assumiu as operações do Porto de Itajaí (SC), visando aliviar a sobrecarga do cais santista e melhorar a logística portuária no país.

Atrasos dos embarques de café em dezembro e

O Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela startup ElloX Digital, revelou que 71% dos navios (206 de 290) tiveram atrasos ou alteração de escalas em dezembro de 2024, afetando os embarques de café.

No Porto de Santos, 132 das 157 embarcações registraram atraso ou alteração de escala, impactando 84% dos embarques. O maior tempo de espera foi de 56 dias, e 40 navios sequer tiveram abertura de gate.



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entre desafios e desenvolvimento das lavouras



A safra de soja 2024/2025 está enfrentando desafios nos principais estados produtores do Brasil, com condições climáticas variáveis impactando o desenvolvimento das lavouras. No Paraná, a produção do estado sofreu uma revisão para baixo, com uma quebra de 4% em relação à estimativa inicial.

Além disso, no estado, a projeção em 22,3 milhões de toneladas agora é esperada em 21,3 milhões. A estiagem prolongada, especialmente nas regiões Noroeste, Oeste e Centro-Oeste, afetou gravemente as lavouras. A seca foi mais intensa entre o final de dezembro e janeiro, com algumas áreas enfrentando mais de 20 dias sem chuva.

Soja no RS

As chuvas recentes trouxeram um alívio para o estado, permitindo o retorno do plantio e o replantio em algumas áreas. No entanto, o volume de chuva não foi suficiente para recuperar as lavouras que já estavam em floração ou enchimento de grãos. As perdas são consolidadas nas regiões Centro-Oeste, como Santa Maria e Bagé, e o calor intenso favoreceu a proliferação de percevejos, prejudicando ainda mais a qualidade da soja.

Bahia

O estado tem registrado condições climáticas favoráveis, com chuvas regulares e boas médias de produtividade, estimadas em 71 sacas por hectare. Até o momento, a colheita alcançou 32.000 hectares. O foco agora é o monitoramento de doenças e pragas, que podem comprometer a qualidade da safra, mas o cenário fitossanitário permanece controlado.

A situação da soja no Matopiba

Em geral, os produtores desses estados estão otimistas com a safra. No Maranhão, as lavouras do sul estão em fase de enchimento de grãos, enquanto no norte, o ciclo está em fase inicial. As chuvas regulares e o tempo favorável contribuíram para um bom desenvolvimento da soja, com bons resultados esperados.

MT

Em Mato Grosso, a colheita avançou para 12,20% da área total, mas segue abaixo do ritmo usual para o período, quando o esperado seria cerca de 40%. A região Oeste do estado lidera o avanço da colheita, com quase 17% da área já colhida. Apesar do atraso, os produtores estão conseguindo manter um bom progresso no trabalho.



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Exportação de carne angus certificada cresceu 9,2%



A exportação de carne angus certificada registrou crescimento de 9,2% em 2024, totalizando 3.137 toneladas comercializadas. A China permanece como grande destaque entre os destinos, com quase 50% do total comprado. Oriente Médio e Chile completam a lista dos três primeiros.

O balanço foi divulgado pela Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, que também apontou novo recorde no volume de abates. Ao longo do ano passado, 510 mil animais foram terminados, crescimento de 1,5% em relação a 2023.

Além disso, houve um aumento de 19,9% no índice de aproveitamento de produtos finais retirados das carcaças aprovadas.

O presidente da Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, José Paulo Cairoli, enfatiza que os números positivos demonstram o sucesso que o programa alcançou e a consolidação da raça.

“Temos batido recordes e metas ano após ano. Inclusive, teremos um 2025 superior em todos os aspectos, justamente porque os grandes frigoríficos vêm se conscientizando cada vez mais da necessidade de terem certificação Angus. O mercado pede isso. A pecuária evoluiu muito, e esse cenário nos dá a garantia de que o programa está no rumo certo. O sucesso da raça é o sucesso da carne”, avalia.

Já o diretor do Programa Carne Angus Certificada, engenheiro agrônomo Wilson Brochmann, considera que o maior aproveitamento das carcaças deve-se à procura internacional por novos cortes específicos.

“Muitos mercados que não costumavam consumir passaram a procurar a carne angus certificada, gerando uma demanda que impactou diretamente no índice de aproveitamento, chegando a esses quase 20%”, aponta.



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Acidente entre carretas deixa um morto e interdita rodovia na Bahia


Um acidente envolvendo duas carretas na manhã desta segunda-feira (3), deixou uma pessoa morta e interditou a BR-020, na serra do distrito de Roda Velha, município de São Desidério, no Oeste da Bahia.

Após a batida, as duas carretas ficaram atravessadas na pista e interromperam o trânsito na rodovia por quase 8 horas. O congestionamento chegou a 8 quilômetros em um dos sentidos da rodovia.

As imagens do acidente revelam a força da colisão, já que a cabine do caminhão-tanque foi arrancada do chassi. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o tráfego no local só foi liberado às 15h40.

acidente entre carretas na BR-020 deixa trânsito interditadoacidente entre carretas na BR-020 deixa trânsito interditado
Foto: Blog Braga

O 17º Batalhão de Bombeiros Militar também foi acionado para a ocorrência e informou que o Serviço de Atendimento Móvel e Urgência (Samu), comunicou às 08h32, que recebeu informações da PRF a respeito do acidente.

Segundo a PRF, o motorista do caminhão-tanque ficou preso às ferragens, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

De acordo com o Blog Braga, o motorista da carreta Scania/Bitrem saiu ileso e relatou que transitava pela BR-020 em direção a Brasília-DF e chovia no momento do acidente.

acidente entre carretas na BR-020, deixa um morto no Oeste da Bahiaacidente entre carretas na BR-020, deixa um morto no Oeste da Bahia
Foto: Blog Braga

Ele teria perdido o controle do caminhão bitrem na descida da serra e invadido a pista contrária e só parou após colidir com o caminhão-tanque que seguia no sentido oposto.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou perícia no local e removeu o corpo da vítima para o Instituto Médico Legal (IML) de Barreiras para exame de necropsia.


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Soja encerra semana com incertezas


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, as incertezas climáticas continuam causando problemas, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Preços no porto: R$ 142,00 para entrega em novembro e pagamento em 24/01. No interior, os preços seguem o balizamento de cada praça: R$ 134,00 em Cruz Alta (pagamento em 17/02 – para fábrica), R$ 132,00 em Passo Fundo (pagamento no fim de fevereiro), R$ 132,00 em Ijuí (pagamento em 17/02 – para fábrica), e R$ 133,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento no fim de fevereiro). Os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 126,00 por saca para o produtor”, comenta.

Em Santa Catarina, as mesmas preocupações com a produção seguem presentes. “O mercado global de soja continua pressionado por uma oferta elevada e pela volatilidade dos preços, e o principal desafio para Santa Catarina será manter a competitividade das exportações nesse cenário. As indicações de preços no porto de São Francisco estão em 132,29 para entrega em fevereiro e pagamento em 28/03 até 141,00 para entrega em junho com pagamento em 30/07”, completa.

A volatilidade global e a oferta abundante desafiam a competitividade da soja paranaense. “Para entregas no Porto de Paranaguá, os compradores indicavam ideia de R$ 132,66 para entrega em janeiro 31/01 e pagamento 28/02. No spot da soja em Ponta Grossa, os preços foram a 124,42 por saca CIF, mas a liquidez foi baixa, com compradores afastados e vendedores sem grãos. Em Maringá, no disponível, as indicações chegaram a R$ 123,66 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas sem negócios reportados”, indica.

Sem mudanças de panorama no mercado do Mato Grosso do Sul, a situação segue complicada. “Enquanto as regiões do norte, que não sofreram danos expressivos, estão em uma situação mais favorável, é importante ressaltar que a maior parte da produção está concentrada no sul do estado. A colheita já está em andamento neste momento”, informa.





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Análise das Intenções de Voto para as Eleições de 2026: Pivetta e Wellington Emergem como Favoritos no Início do Processo

Em um estudo realizado pela Percent, em parceria com a TV Cuiabá e o Portal O Documento, foi revelada uma sondagem significativa sobre as preferências eleitorais para as eleições de 2026 no estado de Mato Grosso. A pesquisa, que abrangeu os dias 22 a 30 de janeiro, concentrou-se em identificar quais candidatos estão ganhando apoio popular e qual é o perfil do eleitorado neste período inicial das atividades políticas.

Em um estudo realizado pela Percent, em parceria com a TV Cuiabá e o Portal O Documento, foi revelada uma sondagem significativa sobre as preferências eleitorais para as eleições de 2026 no estado de Mato Grosso. A pesquisa, que abrangeu os dias 22 a 30 de janeiro, concentrou-se em identificar quais candidatos estão ganhando apoio popular e qual é o perfil do eleitorado neste período inicial das atividades políticas.

Os resultados mais recentes mostram que o vice-governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, se destaca com 19,2% das intenções de voto, enquanto seu colega Wellington Fagundes, do PL (Partido Liberal), segue em segundo lugar com 15%. Esses números indicam um forte início para as eleições e reforçam a importância da liderança republicana no cenário político.

A seguir ao líder republicano, o senador Jayme Campos do União Brasil completa o quadro com 9% das respostas, mantendo sua posição de destaque na direita brasileira. O empresário Odílio Balbinotti, ainda sem partido, apresenta um desempenho sólido com 7,3%, sugerindo que os eleitores estão dispostos a considerar candidatos independentes e não vinculados a partidos políticos convencionais.

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Condições do tempo variadas para a soja; veja como será a semana



Nesta semana, a previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil indica um cenário favorável para os trabalhos em campo em várias regiões do país. A situação é positiva nas áreas que vinham enfrentando excesso de chuvas. Nessas regiões, o tempo mais firme a partir de amanhã vai permitir que o trabalho avance sem maiores dificuldades.

A melhoria do tempo também chega a Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul após a passagem das áreas de instabilidade, o que facilita as operações. Porém, na porção oeste de Mato Grosso, a chuva continua e pode prejudicar os trabalhos. No Rio Grande do Sul, o clima também deve ser mais chuvoso, com a chegada de uma nova frente fria a partir de quarta-feira, mas essa chuva não atingirá todas as regiões produtoras.

Na região do Matopiba, a concentração de chuvas será mais forte no norte, o que não deve dificultar o avanço das atividades. O estado do Pará, por outro lado, merece atenção, pois há previsão de chuvas, com acumulados podendo ultrapassar os 100 mm em 5 dias, afetando as operações.

No Sudeste, a chuva começa a dar trégua, com Minas Gerais e boa parte de São Paulo experimentando tempo mais seco, o que permitirá a retomada das atividades. No sul, o Oeste do Paraná e de Santa Catarina recebem boas chuvas, o que ajuda a recuperar as lavouras que estavam sofrendo com déficit hídrico. No entanto, a chuva que chega ao Rio Grande do Sul não deve ser suficiente para beneficiar significativamente as lavouras em desenvolvimento.

Por fim, a próxima semana deverá ser de tempo seco no Centro-Sul, o que beneficia as colheitas em andamento. Já no estado de Mato Grosso seguirá enfrentando problemas com o excesso de umidade, com mais chuvas previstas para fevereiro, março e até meados de abril, impactando as operações na região.



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‘cafake’ engana consumidores, diz Abic


O preço do café torrado e moído teve alta de 39,6% para o consumidor em 12 meses, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Assim, o produto encerrou 2024, em média, a R$ 48,90 o quilo. Agora, início de fevereiro, já ultrapassa os R$ 50.

Tal elevação tende a reduzir o consumo da bebida queridinha dos brasileiros, mas, a exemplo do que já ocorreu com outros itens, como o leite condensado (opção mistura láctea), fabricantes encontram formas de oferecer materiais similares a valores mais baixos, informando na embalagem os dizeres “sabor café”.

Com isso, nasceu o café fake, ou “cafake”, como vem sendo chamado na indústria. Trata-se de pó com aromatizante produzido a partir de cascas, folhas, palha, paus ou qualquer outra parte da planta, exceto a semente, que é a matéria-prima do café original.

Em entrevista recente à agência Reuters, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio da Silva, ressaltou que o produto é uma “clara e evidente tentativa de burlar e enganar o consumidor”.

A entidade identificou, por meio de denúncias, a venda do produto em Bauru, município da região centro-oeste do estado de São Paulo. Um produto chamado Oficial do Brasil foi encontrado nas prateleiras e traz em sua embalagem os dizeres “bebida sabor café tradicional”.

De acordo com Silva, mesmo que haja a indicação de que o produto não é o café torrado e moído, existe o risco de o consumidor ser enganado. Isso porque a embalagem é semelhante e o custo ser menor. Na internet é possível encontrar pacotes de 500g entre R$ 12 e R$ 14, enquanto o pó de café original é visto em prateleiras a cerca de R$ 30.

Resposta da fabricante

A Master Blends, a empresa fabricante do Oficial do Brasil, afirmou à Reuters que criou um “subproduto” do café, deixando claro isso na embalagem. A companhia, com sede em Salto de Pirapora, interior paulista, afirmou não aceitar que digam que a companhia está enganando os consumidores.

“Em momento algum falamos que é café, criamos apenas um subproduto para atender uma classe que está sofrendo a cada dia que passa. Este produto é composto de café e polpa de café torrado e moído; está escrito ‘bebida à base de café’ na frente e também atrás da embalagem”, afirmou a Master Blends, em nota. “Somos uma empresa que está no mercado há 32 anos, jamais enganamos o consumidor.”

Na resposta, a Master Blends citou casos semelhantes de opções de compra aos consumidores. “O que foi feito é o mesmo já feito por outras empresas conhecidas e grandes no mercado: o que era leite condensado virou mistura láctea, antes havia bombom com cobertura de chocolate e agora está com cobertura sabor chocolate”.

A Abic, por outro lado, se diz preocupada com aqueles que podem “surfar nesta onda [do cafake] e dizer: ‘vou inventar um produto’”. A Associação destacou que o caso já foi denunciado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e também à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo Silva, apreensão com a saúde dos consumidores e a questão mercadológica motivaram o reporte às autoridades competentes.

“É preciso ter autorização da Anvisa, tem que comprovar a segurança alimentar”, afirmou o presidente da Abic. A Master Blends, por sua vez, respondeu que possui esse aval para a comercialização do seu produto.

Café ‘fake’ já existia

pó sabor café pó sabor café
Foto: Divulgação

A Abic já identificou o produto “sabor café” anteriormente. Os levantamentos da entidade registram a oferta do item desde 2022. A marca Pingo Preto, por exemplo, já o vendia a preços inferiores pela internet. O site da Amazon, agora, informa que o produto está indisponível.

Ainda em pronunciamento à Reuters, o presidente da entidade ressaltou que tal comercialização vai na direção contrária de iniciativas da entidade, que no passado lançou um selo de pureza para evitar a venda de grãos moídos misturados com milho torrado e outras matérias estranhas.

“O Brasil mostrou que café não é tudo igual, tirando esse ranço de que nós não bebemos bons cafés. Se não combatermos isso, as pessoas vão começar a beber este ‘café’ e dizer que não gostam, elas podem diminuir o consumo”, afirmou.



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Trump espera conversar com China em breve, mas ameaça elevar tarifas



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a repórteres nesta segunda-feira (3) que espera conversar com a China nas próximas 24 horas para tratar das tarifas a importações, segundo relatado por veículos da imprensa estrangeira.

De acordo com a CNBC, Trump comentou que, se não houver acordo entre as duas maiores economias do planeta, os norte-americanos poderão aumentar as tarifas aplicadas aos produtos chineses.

O republicano afirmou também que não descarta tarifas a nenhum país.

Já a CNN revelou que Trump assinou um decreto executivo que prevê a criação de um fundo soberano dos EUA.

Resposta da China

O enviado da China na Organização das Nações Unidas (ONU), Fu Cong, afirmou que Pequim “pode ser forçada” a adotar medidas de retaliação contra os Estados Unidos caso as tarifas prometidas por Donald Trump sejam aplicadas.

“A China se opõe firmemente ao aumento injustificado de tarifas pela administração Trump”, declarou Cong em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira.

O diplomata enfatizou que “não existem vencedores em uma guerra comercial” e informou que a China deve apresentar, em breve, uma reclamação contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Trump justificou a imposição das tarifas como uma resposta ao tráfico de fentanil, mas Cong rebateu a acusação: “Os EUA deveriam olhar para seus próprios problemas com o fentanil em vez de transferir a culpa para os outros.”

Apesar das tensões, Fu Cong defendeu o diálogo entre os dois países e destacou que China e Estados Unidos “têm muito em comum” e podem “trabalhar juntos em várias questões”. “Espero que, apesar da retórica dos políticos americanos, os EUA e a China possam adotar uma abordagem construtiva e profissional no trabalho da ONU, pois há muito em jogo”, acrescentou.

Ele também abordou o impacto da inteligência artificial (IA) e alertou que a falta de cooperação pode trazer riscos. Segundo ele, a fragmentação tecnológica apenas aumenta ameaças e reduz os benefícios da inovação.



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