segunda-feira, julho 6, 2026

Agro

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China retalia EUA impondo taxas sobre produtos americanos e com investigação sobre Google



A China retaliou contra novas tarifas dos Estados Unidos impondo suas próprias taxas sobre produtos americanos e iniciando uma investigação antitruste contra o Google, aumentando as preocupações com uma possível intensificação da guerra comercial.

Além disso, Pequim adicionou diversos metais a sua lista de controle de exportação, destacando a dependência global de materiais chineses.

As medidas foram uma resposta aos 10% adicionais de tarifas anunciados pelo presidente Donald Trump sobre produtos chineses, sob a justificativa de que a China não impediu a entrada ilegal de fentanil nos EUA. As informações são da agência de notícias “Dow Jones”.

As novas tarifas chinesas incluem uma taxa de 15% sobre as importações de carvão e gás natural liquefeito dos EUA, além do aumento de impostos sobre petróleo bruto, maquinário agrícola e veículos. As tarifas entram em vigor em 10 de fevereiro.

China anuncia investigação antitruste contra Google

Paralelamente, o órgão regulador da China anunciou uma investigação antitruste contra o Google, sem fornecer detalhes sobre os motivos da investigação. Apesar de seus serviços para consumidores estarem bloqueados na China desde 2010, o Google mantém operações limitadas no país, principalmente em publicidade e no sistema Android.

Os mercados asiáticos reagiram negativamente às medidas chinesas, reduzindo ganhos anteriores. Investidores acompanham de perto as tensões comerciais, que podem impactar o crescimento econômico da China e de outros exportadores asiáticos.

Pequim está preparando sua proposta inicial para negociações com os EUA, que incluiria a restauração de um acordo comercial assinado em 2020, mas nunca implementado.

Além disso, a China entrou com um processo contra as novas tarifas dos EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC), acusando Washington de unilateralismo e protecionismo.

Outra medida tomada por Pequim foi a inclusão das empresas americanas PVH (dona da Calvin Klein e Tommy Hilfiger) e Illumina em uma lista de entidades não confiáveis. O governo chinês acusou a PVH de discriminar empresas chinesas, especialmente por um suposto boicote a produtos de algodão de Xinjiang, uma região alvo de sanções dos EUA devido a alegações de violações de direitos humanos. A China nega as acusações e defende suas políticas como medidas contra o terrorismo.

Por fim, o Ministério do Comércio da China impôs novos controles sobre a exportação de metais essenciais para setores como aeroespacial e militar, incluindo tungstênio, telúrio, bismuto, molibdênio e índio. Esses produtos agora precisarão de aprovação do governo chinês antes de serem exportados. No entanto, o impacto dessas restrições sobre as vendas para os EUA ainda não foi especificado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Missão à África quer melhorar ganho de produtores de cacau


A missão do Brasil à África Ocidental, liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), propôs a formação de um grupo dos cinco maiores produtores mundiais de cacau – Brasil, Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Equador. O objetivo é melhorar a remuneração dos produtores, que, embora representem 60% da oferta global, ficam com apenas 6% da receita do setor. 

A proposta foi apresentada pelo presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, a autoridades de Gana e Costa do Marfim, países que dominam a produção mundial. O Brasil, embora seja o sexto maior produtor, busca se tornar um dos três maiores, investindo em tecnologia e parcerias estratégicas.

“Não queremos antagonismo com os que industrializam o cacau, mas ter uma melhor remuneração para os países que produzem cacau. E certamente isso vai melhorar a vida dos produtores, dos agricultores que produzem cacau”, disse.

Em Gana, a missão foi recebida pelo presidente John Mahama, e foi assinado um protocolo de intenções de cooperação. O país é referência mundial pela qualidade de seu cacau, e a cooperação visa aumentar a remuneração dos produtores na base da cadeia. Na Costa do Marfim, Viana reforçou que a intenção não é antagonizar os países industrializadores de cacau, mas sim melhorar a renda dos agricultores. A missão também contou com a presença de representantes do setor privado, como a AIBA, que destacou a alta produtividade da cacauicultura no cerrado baiano, impulsionada por tecnologias avançadas.

Durante visitas técnicas, questões como desafios climáticos, fortalecimento de cooperativas e ampliação do acesso a financiamento foram discutidas. Além do setor agrícola, mais de 40 empresas brasileiras participaram da missão, com foco também em infraestrutura, saneamento e saúde. A ApexBrasil firmou um plano de trabalho com o Centro de Promoção de Investimentos da Costa do Marfim (CEPICI), abrangendo áreas como processamento de alimentos e capacitação técnica, ampliando as perspectivas de cooperação bilateral.

No Seminário Gana-Brasil, a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, sublinhou que a reaproximação do Brasil com a África não se dá apenas pela promoção de exportações. “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tão logo tomou posse, deixou muito clara a diretriz de que nós precisamos nos reaproximar da África, porém nos reaproximar não apenas com a visão de exportação do Brasil para a África, mas muito mais com uma visão de cooperação, uma visão de investimento brasileiro nos países”, afirmou.

 





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Porto de Santos completa 133 anos com lucro líquido de R$ 844 milhões


A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que o Porto de Santos, complexo responsável historicamente por no mínimo 25% do comércio exterior brasileiro, encerrou o ano de 2024 registrando um lucro líquido de R$ 844,6 milhões, um crescimento expressivo de 29,8% em relação a 2023. De acordo com a Autoridade Portuária, um avanço histórico que reflete a robustez da gestão e o aumento da movimentação de cargas no maior porto do Brasil.

A receita bruta atingiu R$ 1,96 bilhão, um aumento de 8,4% sobre os R$ 1,81 bilhão registrados no ano anterior. Já a receita líquida operacional somou R$ 1,64 bilhão, avançando 5,5% frente a 2023. O lucro operacional antes do resultado financeiro teve um salto significativo de 29%, alcançando R$ 1,01 bilhão.

O lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA – sigla em inglês) também apresentou crescimento de 27,3%, chegando a R$ 1,06 bilhão, com uma margem de 64,2%.

Produtos do agronegócio

Para se ter uma ideia da importância do Porto de Santos, no ano passado, passaram pelo complexo 90,7 milhões de toneladas de commodities do agro. O açúcar chegou a 27,0 milhões de toneladas. As exportações de soja chegaram a 27,8 milhões de toneladas, enquanto o milho registrou 15,9 milhões de toneladas.

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Foto: Ivan Bueno/AnP

Comemoração

O Porto de Santos completou 133 anos de operação no dia 2 de fevereiro com desempenho recorde. O complexo movimentou 179,8 milhões de toneladas de produtos em 2024, um crescimento de 3,8% em comparação com 2023, alcançando um volume inédito.

“Os resultados alcançados em 2024 demonstram a solidez da Autoridade Portuária de Santos e a eficiência das nossas operações. Além do crescimento expressivo do lucro líquido e da receita, o Porto de Santos registrou o maior volume de cargas da sua história, o que comprova sua relevância para o desenvolvimento econômico do Brasil. Esse desempenho reforça nosso compromisso com a modernização e expansão do porto, garantindo competitividade e eficiência para os próximos anos”, afirmou o presidente da APS, Anderson Pomini,

Desenvolvimento

Conforme a APS, com um cenário positivo e perspectivas promissoras, a empresa segue focada na implementação de novas melhorias operacionais, com investimentos públicos de R$ 12,6 bilhões em infraestrutura e inovação.



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Colheita da soja 2024/25 segue atrasada, com 8% da área no país



A colheita de soja da safra 2024/25 segue atrasada no Brasil. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra, os trabalhos avançaram 4,8 pontos porcentuais em uma semana, mas estão 6 pontos porcentuais atrasados em relação à safra 2023/24, quando 14% da área havia sido colhida. Os trabalhos estão mais adiantados estão no Paraná, com 18% da área já colhida, seguido por Mato Grosso (14,7%) e Mato Grosso do Sul (7%).

Semeadura

A Conab informou que, até o dia 2 deste mês, a área plantada da oleaginosa chegava a 99,4% do previsto em 2024/25, avanço de 0,2 ponto porcentual em comparação com a semana anterior e atraso de 0,2 ponto porcentual ante o período da safra passada. Maranhão, Piauí e Rio Grande do Sul ainda têm de concluir o plantio de soja da safra 2024/25.

Milho

A colheita da safra verão 2024/25 também segue com atraso na comparação anual, tendo atingido, até ontem (3), 10,5% da área plantada, avanço de 4,2 pontos porcentuais em comparação com a semana anterior. Em relação a igual período da safra passada, quando 13,8% da área havia sido colhida, há atraso de 3,3 pontos porcentuais. Rio Grande do Sul é o Estado mais avançado na retirada do cereal do campo, com 43% da área colhida.

A semeadura do milho verão 2024/25 no País evoluiu 1,9 ponto porcentual até domingo, em comparação com a semana anterior, alcançando, agora, 95% da área prevista. Em comparação com igual período da safra 2023/24, os trabalhos estão 0,3 ponto porcentual adiantados. Maranhão, Bahia e Rio Grande do Sul ainda semeiam as lavouras do cereal.

Já o plantio de milho de inverno 2024/25 atingia 5,3% da área prevista, atraso de 14,5 pontos porcentuais em relação à safra passada e avanço semanal de 3,9 pontos porcentuais. O cultivo do cereal começou pelo Paraná (9%), Mato Grosso (6,2%), Mato Grosso do Sul (5%) e Tocantins (1%).

Algodão

O plantio da safra 2024/25 alcançava no domingo 56,1% da área prevista, avanço de 9,8 pontos porcentuais em uma semana. Em relação a igual período da safra 2023/24, porém, há atraso de 32,6 pontos porcentuais. Mato Grosso do Sul e Piauí já concluíram os trabalhos de campo, enquanto em Mato Grosso, principal produtor da fibra, o plantio atingia ontem 45,9% da área prevista, praticamente metade do índice de área semeada um ano antes.

Tanto o atraso na semeadura de algodão quanto na de milho safrinha devem-se à colheita mais lenta de soja, já que os produtos são cultivados em sistema de rotação de culturas após a retirada da soja do campo.

Arroz

O plantio da safra 2024/25 alcançava, até domingo (2), 98,4% da área prevista, ou 0,2 ponto porcentual mais na comparação com a semana passada e atraso de 0,3 ponto porcentual na comparação com igual período da safra 2023/24. Apenas Maranhão e Goiás ainda têm de concluir o cultivo. A colheita do cereal avançou 0,4 ponto porcentual em uma semana, com 1,3% da área prevista já retirada do campo. Em igual período da safra passada, 2,7% da área havia sido colhida, ou 1,4 ponto porcentual a mais. No Rio Grande do Sul, Estado que concentra 80% da produção nacional, a colheita da safra nova ainda não foi iniciada.

Feijão

O plantio de feijão da primeira safra 2024/25 atingia, até ontem, 94,5% da área prevista, ou 10,3 pontos porcentuais a mais em uma semana. Em comparação com igual período de 2023/24, há atraso de 4 pontos porcentuais. A colheita de feijão alcançava 40,2% da área plantada, avanço de 1,2 ponto porcentual na comparação com o domingo anterior e de 11,3 pontos porcentuais em relação ao ano-safra anterior. Paraná já colheu 91% das lavouras, seguido por Santa Catarina, com 57% da área colhida, e Minas Gerais, com 48%.



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Macaúba pode virar referência em bioeconomia e inovação


Um fruto de interior amarelo e casca marrom, popularmente conhecido como macaúba ou coco-de-espinho, é uma das principais apostas para a produção de biocombustíveis no Brasil. 

Nativa da região tropical brasileira, a macaúba tem ganhado destaque devido ao seu alto potencial para gerar biodiesel e outros produtos sustentáveis. 

Como em São Paulo, Rondônia, Minas Gerais e outros estados, o cultivo do fruto está sendo incentivado para fortalecer a bioeconomia e a sustentabilidade.

Em São Paulo, por exemplo, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) tem investido na produção sustentável de macaúba, promovendo a cultura como alternativa para a recuperação de áreas degradadas e marginais. 

Isso porque a macaúba se adapta a diferentes tipos de solo e é capaz de gerar produtos com alto valor agregado, como biodiesel e bio-óleo

O biodiesel é o produto da reação de gordura animal ou vegetal com álcool. Sendo que as principais matérias-primas para a produção nacional são a soja, o milho e o girassol.

Além de gerar renda, o cultivo desta nova cultura contribui para a recuperação ambiental, preservação de solos degradados e captura de carbono. 

Enquanto a soja produz cerca de 500 litros de óleo vegetal por hectare, a macaúba rende aproximadamente 2.500 litros no mesmo espaço produtivo, necessitando de 5 vezes menos área plantada.

Guilherme Piai, secretário da SAA, destaca que “a palmeira pode produzir biodiesel e produtos com alto valor agregado, recuperando áreas ambientais degradadas e gerando renda local, representando uma alternativa importante para os produtores rurais paulistas.”

Por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e da CATI Sementes e Mudas, o fruto pode ser viável para pequenos e médios agricultores, ajudando a alavancar o estado de São Paulo como um polo nacional na produção de óleos vegetais com potencial de alto valor econômico e ambiental.

“A extensa rede da CATI, pode facilitar o acesso às mudas e sementes de macaúba aos produtores de todas as regiões do estado. Além de garantir preços acessíveis”, diz Marcos Augusto Junior,  diretor técnico do Centro de Mudas da CATI.

Além do potencial econômico, o fruto também se destaca por ser uma planta que contribui para a preservação ambiental. 

“Para implantar uma cultura que ainda é recente no uso comercial em larga escala, o apoio técnico especializado é fundamental”, enfatiza Augusto Junior.

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Uma mão segurando algumas macaúbasUma mão segurando algumas macaúbas
Macaúba silvestre | Foto: iStock/Pixabay|

Rondônia, por sua vez, tem se destacado no incentivo à bioeconomia por meio do programa Inova Amazônia, do Sebrae, que apoia negócios inovadores voltados para o desenvolvimento sustentável. 

Uma das empresas que se beneficiaram deste programa é a Coill, uma empresa de tecnologia que usa a macaúba como matéria-prima para biocombustíveis e outros produtos ecológicos. 

A empresa também tem se destacado pelo lançamento da plataforma “Guardiões da Floresta”, que conecta empresas e cidadãos interessados em apoiar a preservação ambiental da Amazônia.

Segundo o Polo Sebrae Agro, em Patos de Minas, Minas Gerais, a Inocas se posiciona como uma empresa brasileira visionária no setor agroambiental. Com um firme compromisso com a sustentabilidade. 

Com a missão de regenerar pelo menos 30.000 hectares de pastagens degradadas, o cultivo da macaúba é a grande aposta, usando a colaboração da agricultura familiar.

Cerca de 300 agricultores fazem parte do projeto de plantio e extrativismo, enfatizando a importância da inclusão social.

A macaúba, com seu alto rendimento de óleo por hectare, pode ser vista como uma alternativa do futuro e viável para o cultivo em áreas degradadas, permitindo não apenas a recuperação ambiental, mas também o aumento da produção de biocombustíveis. 





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diretoria da FPA se reúne com ministro Fávaro para dialogar sobre o evento



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se nesta segunda-feira (3) com a diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para dialogar sobre as pautas do setor que serão apresentadas na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorre em Belém (PA), no mês de novembro.

Na ocasião, foram debatidas a participação do setor e a abrangência dos temas que serão abordados: agricultura, pecuária, floresta e sistemas alimentares. Também foi discutido o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD), que tem o potencial de dobrar a produção agrícola nacional sem desmatamento. Além disso, foram analisadas as possibilidades de contribuição da Embrapa, especialmente no que diz respeito à aplicação de tecnologia e inovação no campo.

“O Ministério da Agricultura é a casa da agropecuária brasileira. Hoje, realizamos uma reunião fundamental com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para alinhar estratégias e posicionamentos em relação à COP30, que será realizada em novembro, em Belém do Pará. É essencial que o agro esteja unido e preparado para mostrar ao mundo as conquistas e boas práticas da agropecuária brasileira. Temos muito a contribuir e a apresentar com orgulho”, destacou Fávaro.

O presidente da FPA afirmou a jornalistas que o ministério tem apoio da bancada para apresentar o trabalho do setor. “Estaremos prontos para mostrarmos os pontos chave da nossa produção agropecuária regenerativa, da agropecuária tropical com responsabilidade socioambiental e todas as boas para deixarmos um legado positivo do setor em Belém”, disse.

Lupion disse ver boa intenção do governo sobre o tema. “Há uma demonstração de boa vontade de trabalharmos juntos em um tema importante como esse”, afirmou.

Também participaram do encontro o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, Pedro Neto; o secretário-executivo adjunto, Cleber Soares; o assessor especial do ministro, Carlos Augustin; e a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá. Representando a diretoria da FPA, estiveram o presidente, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR); os senadores Tereza Cristina (PP-MS), Jaime Bagattoli (PL-RO) e Zequinha Marinho (Podemos-PA); e os deputados federais Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), Marussa Boldrin (MDB-GO), Ana Paula Leão (PP-MG), Coronel Meira (PL-PE), Vicentinho Junior (PP-TO), Domingos Sávio (PL-MG), Rafael Pezenti (MDB-SC) e Zé Vitor (PL-MG).

COP30

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes), mais conhecida como COP30, é um encontro global anual que reúne líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para discutir ações no combate às mudanças climáticas. É considerado um dos principais eventos sobre o tema no mundo.

*Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária



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Commodities do agronegócio brasileiro poderão ser taxadas pelos EUA



O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), vê provável imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos agropecuários brasileiros, como o governo Donald Trump vem adotando com outros países.

“Acho que terá tarifas. Não é nada imprevisível, pois já tivemos problemas comerciais com os Estados Unidos em vários momentos, como os casos emblemáticos do algodão, camarão, do suco de laranja”, afirmou o presidente da bancada agropecuária a jornalistas após sair de uma reunião com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

“Precisamos estar muito atentos a essa questão, mas não imagino que não haja algum tipo de represália dos Estados Unidos”, avaliou.

O presidente da FPA citou a disputa antiga entre Brasil e Estados Unidos em relação ao açúcar e ao etanol. O Brasil quer ampliar a cota de açúcar isento de imposto que pode ser exportado aos Estados Unidos, enquanto os norte-americanos pleiteiam há anos a redução do imposto de etanol exportado ao Brasil, hoje de 18%. “É uma briga antiguíssima. Não há previsão nenhuma de que se reverta, lembrando que é perfil dos americanos o protecionismo sobre o seu mercado”, pontuou.

Lupion disse torcer para que o Itamaraty esteja preparado para esse tipo de negociação com os Estados Unidos. Questionado se há condições de o presidente Lula e o Palácio do Planalto negociarem com o presidente Donald Trump, Lupion respondeu que não há opção. “Ele (Trump) está lá e o Lula está aqui. Não há previsão disso mudar tão logo. Então, eles vão ter que sentar e negociar”, afirmou Lupion. “São duas potências produtivas. São grandes países que têm protagonismo nas Américas e eles precisam sentar e negociar. É uma questão de mercado e uma negociação bilateral terá que acontecer”, observou, citando desafios em comuns entre os países como alimentos baratos e geração de emprego.

Para o presidente da bancada do agro, demandas brasileiras como o aumento da cota de carne bovina exportada aos Estados Unidos sem imposto, hoje de 65 mil toneladas, e até mesmo uma maior cota de açúcar isento de tarifas de exportação poderão ser negociadas em contrapartidas. “Do mesmo jeito que a gente pede, eles também pedem, então pode ser que aconteçam coisas de necessidade dos americanos aqui no Brasil que nos deem oportunidades lá. Há oportunidades e ameaças em cada uma das negociações”, avaliou.

Lupion destacou que o perfil de Trump, como mandatário, e o governo com visão mais protecionista terão impactos nessas tratativas, citando uma postura combativa de Trump. “Mas eles não vão querer romper todas as relações ou criar problemas comerciais com todos os países que são potenciais aliados dos americanos, independente da questão ideológica do presidente. Eles também precisam da gente, sendo, portanto, uma questão de se adaptar ao mercado e conseguir se organizar”, ponderou, mencionando a presença de inúmeras empresas brasileiras na produção de carne nos Estados Unidos.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Vendas semanais abaixo do esperado trazem mais pressão negativa para o milho…


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Os preços futuros do milho perderam força na Bolsa Brasileira (B3) ao longo do pregão desta sexta-feira (03). As principais cotações flutuavam na faixa entre R$ 72,44 e R$ 73,19 por volta das 12h56 (horário de Brasília), ficando próximos da estabilidade. 

O vencimento janeiro/25 era cotado à R$ 73,19 com queda de 0,10%, o março/25 valia R$ 73,18 com perda de 0,11% e o maio/25 era negociado por R$ 72,44 com baixa de 0,12%. 

Mercado Externo 

Já a Bolsa de Chicago (CBOT), segue com movimentações negativas para os preços internacionais do milho futuro ao longo do pregão desta sexta-feira. 

Por volta das 12h51 (horário de Brasília), o março/25 era cotado à US$ 4,51 com baixa de 7,75 pontos, o maio/25 valia US$ 4,59 com desvalorização de 8,00 pontos, o julho/25 era negociado por US$ 4,62 com perda de 8,00 pontos e o setembro/25 tinha valor de US$ 4,38 com queda de 6,75 pontos. 

Os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para as vendas semanais de milho para exportação somaram 777 mil toneladas, ficando abaixo do intervalo esperado pelo mercado de 800 mil a 1,4 milhão de toneladas. 

“As vendas semanais de exportação relatadas esta manhã foram decepcionantes em todos os aspectos. As vendas líquidas de milho na semana encerrada em 26 de dezembro chegaram a 777.000 toneladas métricas, queda de 44% em relação à média de quatro semanas e abaixo das estimativas comerciais”, informou o Brock Report, conforme reportado pelo site internacional Successful Farming. 





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ata do Copom e Payroll nos EUA são destaques; ouça a análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a queda do dólar para R$ 5,80, enquanto Lula reforçou compromisso com equilíbrio fiscal na mensagem ao Congresso.

Nos EUA, Trump amplia guerra tarifária e o PMI industrial surpreende com expansão. O Ibovespa caiu 0,13%, e os juros futuros recuaram.

Hoje, o foco é a Ata do Copom e dados da dívida pública.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de feijão tem preços baixos e consumo em alta



A expectativa do setor sempre recai sobre melhores preços e volumes



Empacotadores com marcas secundárias e terciárias têm registrado vendas razoáveis
Empacotadores com marcas secundárias e terciárias têm registrado vendas razoáveis – Foto: Divulgação

Os preços do feijão-carioca continuam pressionados, refletindo o impacto da safra danificada pelas chuvas. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), o consumo tem aumentado gradativamente em relação ao ano passado, impulsionado pelos preços mais baixos. Em janeiro de 2024, os melhores lotes foram negociados a R$ 331, enquanto hoje a referência está em R$ 220. Lotes abaixo desse valor variam conforme a qualidade, permitindo que o consumidor encontre preços acessíveis, ainda que sem acesso ao produto de melhor qualidade.

Empacotadores com marcas secundárias e terciárias têm registrado vendas razoáveis, mas o consumidor não vê necessidade de estocar o produto. Além disso, a inflação de outros alimentos restringe a capacidade de formação de estoques. Apesar da ampla oferta do grão em diversos estados, as vendas ficaram abaixo do esperado. No entanto, um bom volume foi comercializado nesta semana, ainda que os preços baixos impeçam uma divulgação detalhada das negociações. Corretores e compradores, porém, confirmam o ritmo do mercado.

A expectativa do setor sempre recai sobre melhores preços e volumes, mas, considerando o pico da safra em janeiro e a qualidade afetada pela chuva, as vendas foram avaliadas como razoáveis. Os valores máximos se mantiveram em R$ 220 para o Feijão-carioca nota 8,5/9 em Goiás e R$ 230 em Minas Gerais, com grande variação abaixo desses patamares.

“Com Feijão disponível em vários estados, as vendas foram abaixo do ideal. No entanto, um bom volume foi escoado esta semana das fontes. Como os preços estão muito baixos, há poucos comentários sobre quantidades e valores negociados, mas compradores e corretores acabam revelando o ritmo do mercado”, conclui.

 





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